quarta-feira, 1 de abril de 2020

Presidente da República alarga suspensão do direito à greve e requisição de trabalhadores pelo Estado

Via Notícias de Coimbra
«O projeto de decreto presidencial que renova o estado de emergência estende a suspensão do direito à greve aos “serviços públicos essenciais” e alarga os setores em que o Estado pode requisitar trabalhadores para outras funções.

Relativamente aos direitos dos trabalhadores, o diploma hoje enviado para a Assembleia da República estabelece que “fica suspenso o exercício do direito à greve na medida em que possa comprometer o funcionamento de infraestruturas críticas, de unidades de prestação de cuidados de saúde e de serviços públicos essenciais, bem como em setores económicos vitais para a produção, abastecimento e fornecimento de bens e serviços essenciais à população”.

Esta norma repete em grande parte o texto que constava do anterior decreto do Presidente da República que declarou o estado de emergência, mas estende esta suspensão aos “serviços públicos essenciais”.

Por outro lado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, propõe que no novo período de 15 dias de estado de emergência, que vigorará até 17 de abril, fique “suspenso o direito das associações sindicais de participação na elaboração da legislação do trabalho, na medida em que o exercício de tal direito possa representar demora na entrada em vigor de medidas legislativas urgentes para os efeitos previstos neste decreto”.

Ainda em matéria laboral, o diploma mantém que “pode ser determinado pelas autoridades públicas competentes que quaisquer colaboradores de entidades públicas, privadas ou do setor social, independentemente do tipo de vínculo, se apresentem ao serviço e, se necessário, passem a desempenhar funções em local diverso, em entidade diversa e em condições e horários de trabalho diversos dos que correspondem ao vínculo existente”.

Esta norma, que já se aplicava, entre outros, aos “trabalhadores dos setores da saúde, proteção civil, segurança e defesa e ainda de outras atividades necessárias ao tratamento de doentes”, alarga-se agora aos setores de atividade de “apoio a populações vulneráveis, pessoas idosas, pessoas com deficiência, crianças e jovens em risco, em estruturas residenciais, apoio domiciliário ou de rua”.

Neste âmbito, o projeto de decreto presidencial acrescenta também que poderá “ser limitada a possibilidade de cessação das respetivas relações laborais ou de cumulação de funções entre o setor público e o setor privado”

Soltas...

Mais 15 dias de emergência... Vai apertar o cerco

Covid-19: Governo dá parecer favorável a prorrogação do estado de emergência. Portugal com 187 mortes e 8251 pessoas infectadas.
Vêm aí “medidas mais claras no estado de emergência”, diz Costa, que prevê mês “perigosíssimo” e pede aos emigrantes: “Este ano não venham.” Uma em cada quatro pessoas é assintomática. Em Espanha, há mais 864 mortos, um novo máximo diário. O número de mortos nos EUA já ascende aos 4076 e os especialistas apontam para um balanço total de entre 100 mil e 240 mil mortos. Já há mais de 860 mil casos em todo o mundo e mais de 42 mil mortos. Esta é a crise “mais difícil desde a II Guerra Mundial” — palavra da ONU.

COVID19... (3)

"Tempos difíceis, em que havendo tempo, este não favorece grandes reflexões porque os espíritos estão por demais ocupados com o medo. Medo por si próprio, medo por maridos e esposas, medo pelos filhos, medo por pais idosos, medo pelos amigos, medo pelo seu Povo, medo pelo País, medo pela Humanidade. Alguns opinam que sairemos desta horrífica crise mais fortes e melhores pessoas! Gostaria de poder acreditar nesta visão optimista. De facto, há gente que está a ser extraordinária, maravilhosa, o cidadão comum quer ajudar e multiplicam-se iniciativas solidárias. Mas, por outro lado, outros exemplos que vamos tendo diante dos olhos, não apontam em igual direcção. Basta atentarmos nas atitudes de grandes grupos económicos, apressadamente reclamando compensações milionárias por parte do Estado. Meus senhores, vamos a ver se nos entendemos: Não queriam menos Estado? Por que razão agora querem chuchá-lo até à medula? Ao mesmo tempo, aproveitam gulosamente todas as “possibilidades” a que conseguem pôr mão: layoff s assassinos, despedimentos à vontadinha, mandando às urtigas o aviso do Governo porque, no seu expedito chico-espertismo, crêem que darão a volta por cima e conseguirão levar a água ao seu moinho, mesmo que outros morram à sede! À sede e à fome, que a haverá, pela certa, e esta convicção lúgubre dói tanto! Tanto! Atentemos no comportamento da UE, os grandes a saltar fora do esforço que deveria ser mandatório, repetindo a desfaçatez de 2008. E as declarações CONTRA os mais velhos, a “peste grisalha”, como um estupor português disse, apontando tais posicionamentos para o extermínio por completo abandono. Afinal a “ideia” da sra Lagarde e esta foi mais longe: rosnou que era preciso fazer alguma coisa! Eugenista sem escrúpulos! Que raiva “dependermos” destes energúmenos! Creio na justiça divina mas sou impaciente nesta matéria. Não falo de morte nem do contágio. Uma boa dose de pimenta e piripiri na língua, por duas horas, deixar-me-ia satisfeita. Façamos a nossa parte e prezemos acima de tudo a solidariedade, a compaixão amorosa!"
Via Diário as Beiras

Há coisas que não entendo.. (Será que pimenta no cu dos outros figueirenses para o presidente é refresco?..)

Naquilo que é da sua responsabilidade, em que podia dar o exemplo, é assim:
"Presidente diz ser importante obras não pararem para que as empresas possam pagar aos trabalhadores".
Para os outros, é assim: mensagem do Presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro.

Em dia das mentiras, uma verdade inconveniente:

Via Mário Martins
NÚMEROS DE HOJE
1 de Abril.
Morre-se mais na Região Centro.

"...É um evento com um impacto enorme para o concelho"...

Hoje é dia das mentiras "refinadas"!..

Propositadamente, uma postagem sem título...

HDFF vai encaminhar os doentes oncológicos para IPO

Via Diário as Beiras

"O Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) vai encaminhar os doentes oncológicos tratados no Hospital de Dia para o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.
É uma medida preventiva para evitar o contágio de pacientes pelo coronavírus, uma vez que a Urgência dedicada aos casos suspeitos de Covid-19 está instalada nas imediações daquele serviço.
A transferência do tratamento de doentes oncológicos para a capital do distrito será progressiva e temporária."

S. João vai ser em casa?..

Via Diário de Coimbra

«Obras decorrem pela "economia do país"»!..


Diário de Coimbra. Hoje: "Presidente diz ser importante obras não pararem para que as empresas possam pagar aos trabalhadores".

Recorde-se: em finais de janeiro, "comerciantes e moradores da rua dos Combatentes na Figueira da Foz em protesto pacífico contra as obras que estavam paradas há um ano."


As eleições são em 2021 não são? 
Espero que não #fique em casa!

Segundo a vereadora da Acção Social e Saúde, Diana Rodrigues:

«Mais "optimistas", mas cautelosos. Peritos admitem mais 3 mil infetados por diagnosticar. Pico até já pode ter sido. Lares vão ter mais regras. Rio assistiu por Skype. Tudo sobre a reunião de peritos.»

“Ninguém faz ideia do que pode acontecer a seguir”.

Via Observador
"... o sentimento geral que reina entre especialistas, médicos e elite política: a incerteza. O pico da pandemia em Portugal “pode até já ter acontecido”, disseram os peritos numa resposta ao Presidente da República, ou pode ser no final de maio/início de junho. Ninguém sabe. À ministra da Saúde coube pôr ordem no encontro. Foi ela quem conduziu os trabalhos dando a palavra a quem se inscrevia, de mão no ar, para intervir. Aos peritos da DGS e do Instituto Ricardo Jorge coube explicar tudo quanto possível a uma plateia de políticos atenta — ora nas cadeiras vermelhas, ora no ecrã, à distância. “[Os peritos] estão com vontade de mostrar alguma esperança, mas estão muito cautelosos ao mesmo tempo”.

A nova maquinaria a adquirir pela câmara para distribuir pelas juntas de freguesia....


terça-feira, 31 de março de 2020

Amanhã é dia das mentiras não é?..

Daqui

"Talqualmente", como diria Odorico Paraguaçu, “a sem-vergonhice” é isto...



Mário Martins. Não podia estar mais de acordo. Mas, isto não acontece por acaso. Eu também ando a dizer isto há anos, mas de outra maneira: é sempre carnaval
Nisto há interesse. "Os pecadores dão para aliviar os seus pecados; os políticos para angariarem os votos dos eleitores.”

Contudo, e isso merece relevo,  tudo começa e acaba no povo. 
No povo, sim, essa mole amorfa e quase sempre inerte, que na sua acção diária exerce já suficientemente a sua  capacidade de destruição.
De 4 em 4 anos, tem-se acentuado a propensão ao colapso das composições sociais, no sentido em que, ao massificar o voto, se potenciou e estendeu o poder popular e ecológico de destruição.

Na Figueira, que é o caso que conheço melhor, pretensa e maioritariamente, o povo tem a mania que é de esquerda.
E, pensa, que vota na esquerda!.. Porém,  o nosso concelho foi sempre governado  à direita: imperaram, sempre, os interesses do betão. Veja-se o que fizeram à marginal entre a Figueira e Buarcos. E a obra continua em curso...

Foi sempre assim em Portugal. E também na Figueira: o eleitorado, de vez quando, cansado das promessas socialistas, que fazem tábua rasa do que apregoam em campanha,  4 anos depois, costuma  votar à direita. 
Assim aconteceu aqui em 1997.
A seguir queixou-se!.. E tornou a votar no PS. Assim aconteceu em 2009.
Só um povo esclarecido me convenceria que,  afinal,  os figueirenses, tal como os outros portugueses, estão certos... 

Em última instância, entenda-se, o povo é uma arma de destruição em massa. 
E os oportunistas, sempre rindo-se dos idealistas!
Não quero ser fatalista, até porque este tempo de isolamento social não ajuda, mas este povo é uma desgraça. 

Longe vão os tempos em que as palavras de Abraham Lincoln, "a democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo", tinham algum significado! 
Hoje, para quem está no poder executivo na Figueira, se as conhecerem,  não passam de uma frase bonita para que olham com indiferença...
Na Figueira, o povo gosta de circo e carnaval. Portanto, se o povo quer circo e carnaval, o Imperador, os imperadores,  deram - e vão continuar a dar -  circo e carnaval ao povo!

Citando Eça.
 “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”.

COVID19... (2)

 "Durante o tempo em que escrevo estas linhas, aumentará o número de afetados diretamente pelo Covid-19, no mundo e em Portugal: de infetados, de mortos, mas também de recuperados. Esta é a primeira lição: a nossa vulnerabilidade (uns mais que outros, mas todos em possibilidade), e a imprevisibilidade face ao futuro, não só de médio-longo prazo, mas o amanhã real - quanto à manutenção da saúde, do emprego, das condições de vida, dos planos… da liberdade, como hoje a entendemos e vivemos?!... Depois a consciência, cada vez mais fundada, que pouco voltará a ser como dantes: os manuais de História vão mudar, pois às Questões transnacionais atuais (os problemas que os Estados-Nação não conseguem resolver sozinhos, como as alterações climáticas/poluição, o terrorismo ou as migrações…) juntaram-se agora as pandemias – como reagirão os Organismos Internacionais (ONU, FMI, OCDE, OMS, NATO, União Europeia, BIRD, OMT, OMC,…) para que, coordenadamente, uma próxima pandemia não seja tão devastadora? Mas, nestes dias de reclusão, sentimos um relativo conforto comunitário, através de uma comunicação mediada pelas redes virtuais, essas até agora mal-amadas responsáveis pelo isolamento, principalmente dos mais novos: afinal pode trabalhar-se mais em casa, pode haver reuniões de família sem nos deslocarmos, podemos ajudar os filhos a fazer os trabalhos de casa. E esta é a deixa para uma outra lição: a Instituição que mais rapidamente mostrou o longo caminho que tem percorrido, solitariamente, foi a Escola: os professores souberam adaptar-se às circunstâncias, e o 2.º período terminou com todas as crianças desempenhando tarefas e funções em casa, sabendo nos próximos dias o resultado da sua avaliação. Por limitação de espaço, uma última: pouco depois da Peste Negra, a Europa renascentista lançou-se pelo mar ao encontro do Outro e de novas formas de espiritualidade (Reforma Protestante) e de intelectualidade (Revolução Científica). Tenhamos, pois, esperança, e saibamos construir um mundo, necessariamente diferente, preferencialmente melhor!"
Via Diário as Beiras