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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Façam o Carnaval em Agosto

Miguel Esteves Cardoso, no Público: o espírito brasileiro

"O Carnaval é o povo a adorar-se. E o segredo do Carnaval brasileiro é que não copiam ninguém e não levam a mal serem copiados - querem lá saber disso das cópias quando o que interessa é a diversão. 

Diversão é desvio, é sair da via principal do ano inteiro. É mais do que dar uma curva: é fugir. Mas sabendo regressar à via principal, quando o Carnaval acabar: por isso é que é um desvio, por isso é que é divertido. 

O Carnaval português - que todos sabemos ser um sério candidato a pior do planeta– muito ganharia em copiar não o Carnaval do Brasil, mas o espírito brasileiro do Carnaval. 

A primeira coisa a copiar é a mais óbvia de todas, tão presente que passa despercebida: façam o Carnaval no Verão. 

É estúpido fazer o Carnaval no Inverno. A liberdade é a primeira regra do Carnaval. Os brasileiros fazem o Carnaval em Fevereiro porque Fevereiro é o Agosto deles. 

Façamos o Carnaval em Agosto. Deixem-nos ir directamente da praia para o desfile. Dispensem-nos, por favor, de tremer de frio. 

E arranjemos maneira de nos adorarmos a nós próprios - com a nossa música."


Como escrevi há quase dez anos, na Figueira, podemos discordar sobre quase tudo.

Mas, está mais do que na altura de chegarmos a um consenso sobre os fenómenos meteorológicos.
Todos sabemos o essencial sobre a matéria.
No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e, às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno está frio e chove – muitas e muitas vezes.
Eu sei que existe muita incerteza na previsão do estado do tempo.
A meteorologia é uma ciência traiçoeira.
Ela partilha isso com os piratas, os políticos e as ciências económicas.
Mas, no Inverno, o natural  é estar  frio e chover – muitas e muitas vezes…
Portanto, nada mais natural, numa cidade em que é sempre carnaval, que a edilidade figueirense, em ano de eleições autárquicas, também previna, com uma cláusula de “mau tempo”, a realização do carnaval!..

Concordo com o que escreve hoje no Público Miguel Esteves Cardoso. 
"É estúpido fazer o Carnaval no Inverno.
Aproveitemos os nossos novos vizinhos brasileiros - a melhor dádiva populacional que tivemos desde que por cá passaram os fenícios - para lhes pedir que nos expliquem o Carnaval. 
O Carnaval é o povo a adorar-se. E o segredo do Carnaval brasileiro é que não copiam ninguém e não levam a mal serem copiados - querem lá saber disso das cópias quando o que interessa é a diversão. 
Diversão é desvio, é sair da via principal do ano inteiro. É mais do que dar uma curva: é fugir. Mas sabendo regressar à via principal, quando o Carnaval acabar: por isso é que é um desvio, por isso é que é divertido. 
O Carnaval português - que todos sabemos ser um sério candidato a pior do planeta– muito ganharia em copiar não o Carnaval do Brasil, mas o espírito brasileiro do Carnaval."

sábado, 5 de novembro de 2016

Na Figueira, também é sempre carnaval...

Subsídio ao Carnaval com cláusula de “mau tempo”!..
A Câmara da Mealhada apoia com 60 mil euros a realização do Carnaval de 2017, mas admite entregar mais 24 mil euros à Associação Carnaval da Bairrada se o evento for prejudicado pelo mau tempo, como, de resto, tem acontecido nas últimas edições.

Em tempo.
Vou confidenciar que faço muito pouco exercício físico, para além de caminhar e andar de bicicleta. 
Creio que é tempo de tentar alguma alteração nos meus hábitos, não porque sinta necessidade, mas para prevenir alguma surpresa desagradável! 
Porém, vou estar atento ao comportamento da Câmara da Figueira, em ano de eleições, para ver se, em 2018, é o tempo certo de mudar de vida!
Na Figueira, em 2017, cidade onde é sempre carnaval, vai ser ainda mais carnaval em ano de eleições!..

Para mais, até na Figueira, a água molha.
Por isso, quem anda à chuva, molha-se.
Naturalmente.
Numa altura em que na Figueira o assunto do próximo momento vai ser o carnaval, o mínimo que se devia exigir era que a natureza aquosa da água fosse uma unanimidade local.
Até na Figueira, o frio esfria.
O facto de temperaturas baixas incomodarem os seres humanos, na altura do desfile do carnaval, também faz todo o sentido.
Como a nossa temperatura corporal é cerca de 37 graus, sentimo-nos mais confortáveis em temperaturas amenas. 
Para mais num descampado frente ao mar!
No entanto, sempre que os termómetros registam temperaturas ligeiramente abaixo dos 10 graus, o espanto e o choque surgem como se tivéssemos sido transportados, numa questão de segundos, do calor do deserto do Saara para o frio das tundras da Sibéria.
Até na Figueira, o desfile do carnaval, também costuma acontecer em demoníaca trindade de chuva, vento e frio.
O que acaba por transformar os figueirenses em criaturas ainda mais soturnas e traumatizadas. Por isso, sempre que podem, aproximam-se das  lareiras e aquecedores com a paranóia de gazelas perseguidas. Cobrem-se de mantas e cobertores. Ficam carentes, irritadiços, frágeis e sonolentos. 
                                                                                    
Na Figueira, podemos discordar sobre quase tudo.
Mas, está mais do que na altura de chegarmos a um consenso sobre os fenómenos meteorológicos.
Todos sabemos o essencial sobre a matéria.
No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e, às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno está frio e chove – muitas e muitas vezes.
Eu sei que existe muita incerteza na previsão do estado do tempo.
A meteorologia é uma ciência traiçoeira.
Ela partilha isso com os piratas, os políticos e as ciências económicas.
Mas, no Inverno, o natural  é estar  frio e chover – muitas e muitas vezes…
Portanto, nada mais natural, numa cidade em que é sempre carnaval, que a edilidade figueirense, em ano de eleições autárquicas, também previna, com uma cláusula de “mau tempo”, a realização do carnaval!..

Eu sei que sou um eterno insatisfeito...
Resta-me, aguentar e cara alegre. O que não tem remédio, remediado está!
Há muitos anos que percebi que rir é o melhor remédio. 
Mas, se porventura,  os prezados leitores notarem que vos estou a contagiar com esta doença, aconselho-vos a consultar um especialista.
Bom sábado. 

sábado, 15 de março de 2014

Pode ser sempre carnaval

carnaval à portuguesa - foto sacada daqui
Os números ainda não estão fechados, mas é certo que a edição do carnaval deste ano voltou a não cobrir os gastos. Estamos a falar da Mealhada, claro...
As contas da edição deste ano  registaram, mais uma vez,  um saldo negativo. 40 mil euros, é o prejuízo previsto.
Tudo por causa das condições do tempo, que não permitiram que o corso fosse para a rua no Domingo (2 de março), levando a organização a marcar nova data para o corso sair à rua, no domingo passado.
Na Mealhada,  já estão pensar em mudar o carnaval mais para o verão. Fala-se em junho...
Pelos vistos, na Mealhada e em outros locais, pode haver  sempre carnaval, pois existem sempre soluções...
Essa de mudar a data do carnaval mais para o verão, é uma delas...
Mas, há mais. Por exemplo, retomar uma  comissão para organizar o carnaval. Depois, face ao prejuízo, poderá recorrer-se a um peditório público.
Não será nada de espantar. Será apenas mais um...
Num país de pedintes,  contribui quem quer...
Assim, como isto está contribuímos todos,  via Câmara Municipal, através dos impostos que somos obrigados a pagar.
Eu sei que esta coisa de tudo tentar resolver  pelo recurso à caridade,  é assim uma espécie de  menoridade intelectual, mas é o país e o povo que temos  (o dos peditórios para amenizar a  pobreza, para proporcionar alguns cuidados de saúde e  assistência na velhice, para realizar festas com artistas que vêm actuar a peso de ouro, etc...  Por conseguinte, porque não  um peditório para organizar os carnavais?)
Um país com as dificuldades  financeiras que todos conhecemos, por experiência própria, ferozmente escrutinado pelas mais diversas instituições financeira internacionais, continuar a organizar  carnavais com dinheiro emprestado é que não!..
Tudo menos isso.
Nós não somos um pais onde é sempre  carnaval.
Um país assim é outra coisa – seria um país de irresponsáveis e alienados políticos.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Na Figueira é sempre carnaval: estamos em outubro e "o PSD quer ver as contas do de 2016", que se realizou no início de fevereiro!..

imagem sacada do Diário de Coimbra
A política do pão e circo, que os políticos promovem desde Roma, esteve, no passado mês de fevereiro, mais uma vez,  em exibição na nossa cidade. 
Mais uma vez, o investimento público  substituiu o investimento privado na realização do carnaval.
Há muito que está provado, que se a realização do carnaval na Figueira dependesse do dinheiro da iniciativa privada, teria deixado de ser assunto há anos. 

Eleições a quanto obrigas... 
Pelos vistos, para o ano, é ano de eleições, logo vai haver mais dinheiro. 
Ontem, João Portugal, vereador de não sei de quê,  disse na reunião de câmara: "as contas estavam para ser apresentadas com o novo protocolo a assinar com a Associação, mas ainda não chegaram a acordo sobre o valor do próximo ano. Pretendem um financiamento e programa mais arrojado, para melhorar os carros alegóricos..."
Moral da história: na Figueira é sempre caranaval, mas ainda é mais carnaval em ano de eleições!..
E pronto...

2017 é ano de eleições. Logo há mais dinheiro. 
Na Figueira é sempre carnaval, mas é ainda mais carnaval em ano de eleições!..
Com papas e bolos se enganam os tolos.
Vai confirmar-se o pior cenário das próximas eleições autárquicas na Figueira: Ataíde fica...
Siga o carnaval... 
E vai de roda! 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Padre Guilherme Dj, é um dos cabeças de cartaz do festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio

Uma autarquia é como uma família: obtém dinheiro (receitas) e com esse dinheiro compra coisas e presta serviços (despesas). 
Nos próximos meses deste ano de 2026, mais uma vez, vamos ter dias felizes aqui pela Figueira!
Porém, alguém se interessa por saber quanto é que vai custar?
Na Figueira,  tem sido sempre carnaval: por exemplo, em outubro de 2016, "o PSD (então na oposição) preocupava-se em ver as contas do carnaval de 2016", que se tinham realizado 8 meses antes, no início de fevereiro!.. 
Em 17 de outubro de 2016, João Portugal, então na situação (vereador PS já não me lembro de quê),  disse na reunião de câmara: "as contas estavam para ser apresentadas com o novo protocolo a assinar com a Associação, mas ainda não chegaram a acordo sobre o valor do próximo ano. Pretendem um financiamento e programa mais arrojado, para melhorar os carros alegóricos..."
Moral da história: na Figueira é sempre carnaval, mas ainda é mais carnaval em ano de eleições!..
Sou pouco de elogiar. Mas, de vez em quando lá vai: ainda bem que temos mais um executivo camarário que gosta de desafios verdadeiramente desafiantes e não é um mero apontador de problemas. Ainda bem que, com os meios escassíssimos que tem, labuta quotidianamente para fazer o seu melhor no campo da promoção da agitação e propaganda. Com mais alguns políticos, assim, e há muitos, em vários cantos do território figueirense, dá para resgatar um pouco de ânimo e de fé neste concelho.
Perfeitos, nós?.. 
Claro que não... 
Mas, já fomos mais imperfeitos...
Vejamos. 
Que clima temos na Figueira! Que bem que se come! Que bom e barato é o vinho! Que bem escrevem os nossos prémios Leya! A quantidade de queijos franceses que já se podem comprar nos supermercados figueirenses!..
Estou a falar a sério!
E as belezas da nossa terra! As praias!.. Então o Cabedelo está maravilhosa!..
Que simpáticas são as pessoas! 
Desculpem, mas começa a ser inegável: é que não se está nada mal na Figueira.
Até o autor deste blog, já esteve mais insatisfeito...
Na Figueira a vida só é dura para os fracos e moles. 
Festa é festa. Siga a Festa.
Via Diário as Beiras, conheçam as mais fresquinhas novidades sobre o assunto...
"O RFM SOMNII Intermarché realiza-se de 10 a 12 de julho, no local de sempre, ou seja, na Praia do Relógio, na Figueira da Foz. No fim de semana seguinte, no dia 17, no mesmo recinto e tendo também em comum a promotora MOT, sobe ao palco Sting, já com lotação esgotada. Um dia depois, é a vez do concerto de Lewis Capaldi. O diretor executivo da MOT destacou o desenvolvimento da parceria com a Câmara da Figueira da Foz, que permitiu consolidar o festival de música eletrónica e avançar com a realização de concertos internacionais na cidade. Por outro lado, frisou que a MOT decidiu apostar na Região Centro do país, em detrimento de Lisboa e do Porto, para a realizar de grandes eventos.

O dj Padre Guilherme é um dos cabeças de cartaz da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, ao lado do australiano Timmy Trumpet e do neerlandês Hardwell. “Vamos criar algo de especial. Acredito que vai ser tudo à volta de criar uma viagem que envolve a pista de dança”, antecipou ontem o dj Padre Guilherme, na apresentação do festival aos jornalistas. Nos espetáculos do dj Padre Guilherme misturam-se música eletrónica com a voz do Papa Francisco, textos bíblicos e “mensagens de fé e esperança”. Acerca da música eletrónica, o padre da Póvoa de Varzim que também é dj sustentou que é um género musical inclusivo, recorrendo a uma frase do Papa Francisco a propósito de uma Igreja para “todos, todos, todos”. “Na música eletrónica também há lugar para todos, todos, todos”, afirmou. 

Para a atuação do dj Padre Guilherme, “o céu é o limite”, destacou o diretor executivo da promotora do RFM SOMNII Intermarché, Tiago Castelo Branco. “É motivo de orgulho para os portugueses termos um artista com esta dimensão [internacional]”, vincou o responsável da MOT, referindo-se ao dj Padre Guilherme. Tiago Castelo Branco considerou a atuação do dj Padre Guilherme “o momento alto” da 12.ª edição do festival de música eletrónica.

A vereadora da Câmara da Figueira da Foz Cláudia Rocha afirmou ontem que a cidade é também um destino de grandes concertos internacionais. “Apostamos nesta nova dinâmica de [fazer] da Figueira da Foz um destino, além de turístico, de concertos internacionais”, defendeu a autarca, que falava na apresentação da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, de 10 a 12 de julho, na Praia do Relógio, da mesma promotora dos concertos de Sting e Lewis Capaldi, no fim de semana seguinte. Nos próximos anos, outros artistas internacionais atuarão no areal urbano daquela cidade.

Na edição deste ano do RFM SOMNII Intermarché há dois djs internacionais de topo que regressam ao palco do festival, o australiano Timmy Trumpet e o neerlandês Hardwell, o segundo 10 anos depois. “Vamos ter três dias de muita animação”, garantiu João Pedro Sousa, da rádio RFM, parceira da promotora MOT no festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio. Os djs Padre Guilherme, Vini Vici, Dual Damage, Diego Miranda, Will Sparks, Kaaze, Sound Rush, Nifra e Tiago Cruz são outros dos nomes confirmados no cartaz da 12.ª edição do evento."

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

BE: no anterior mandato, «foi "muleta" autárquica, objectiva e sem pudor de ficar a constar em placas balofas de certas inaugurações»...

Na placa está bem visível o nome de Pedro Oliveira, eleito do BE nas eleições autárquicas de 2021 para Buarcos e São Julião.
O BE em Buarcos e São Julião, Marinhas das Ondas e Assembleia Municipal foi a "muleta" do PS entre 2017 e 2021.
Na campanha para as eleições de 26 de Setembro de 2021, o desempenho de Rui Curado da Silva, dispensa comentários: falou por si.

Ontem, numa postagem a propósito das iluminações de Natal coloquei esta questão:
BE Figueira vive num mundo à parte?
Este ano, diga-se em abono da verdade, em parte ainda por uma deliberação tomada pelo anterior executivo, o Município figueirense investiu, nas iluminações de Natal 120.276,65€ (IVA incluído), um acréscimo de 4.612,5€, comparativamente a 2020. 
Antes das eleições de 26 de Setembro de 2021, se bem lembro, já tinham tido início os trabalhos para instalar as iluminações do Natal de 2021.
Tudo isto é do conhecimento público. Pelos vistos, a acreditar o que li hoje no Diário de Coimbra, menos do BE na Figueira da Foz, aliás diga-se em abono da verdade, entre 2017 e 2021, compagnon de route do PS autárquico Figueira, nas freguesias da Marinha das Ondas e Buarcos e São Julião e Assembleia Municipal da Figueira da Foz...
Agora, fora do tempo e do espaço, vêm com isto para 2022!..

Sobre este assunto OUTRA MARGEM não tem lições a receber de ninguém, inclusivamente do Bloco de Esquerda na Figueira da Foz e, muito menos, do senhorito Rui Beja.
Em 6 de novembro de 2010, quando a Câmara Municipal da Figueira não tinha dinheiro nem para fazer cantar um cego - quem apoiava então o senhorito Rui Beja? - já OUTRA MARGEM questionava:
“No caso da Figueira da Foz, vai a sua Câmara Municipal continuar a pagar iluminações de Natal e Ano Novo?”.
Para não ser maçador, por exemplo em 3 de Dezembro de 2016, OUTRA MARGEM publicava:
João Ataíde, presidente da CM Figueira da Foz, inaugurou ontem à tarde, pelas 17horas e 30 minutos, a iluminação decorativa de Natal na cidade.
A rotunda da A14 (Pórtico), Rotunda dos Bombeiros Voluntários, Rua da República, Rua 5 de Outubro, Rua Bernardo Lopes, Rua Cândido dos Reis, Avenida 25 de Abril, praça do Forte, Praça de Santa Catarina, Muralhas de Buarcos, Torre do Relógio, Praça Ladesma Criado, Praça Luís Albuquerque, Rua da Liberdade e Jardim Municipal são os locais que vão estar iluminados nesta quadra festiva, um investimento que custou 38 mil euros à Câmara da Figueira da Foz, mais 19 mil do que o ano passado.

Mas, há sempre, quem sendo autarca, pense numa forma diferente de comemorar o Natal.
"Freguesia de Belém, em Lisboa,  troca luzes de Natal por ajuda a famílias carenciadas
Desde 2012 que a freguesia prescinde da iluminação de Natal para poupar 50 mil euros

A freguesia de Belém, em Lisboa, volta este ano a estar sem iluminações de Natal para prosseguir a ajuda anual a mais de 200 famílias carenciadas".

Em 24 de Novembro de 2016, OUTRA MARGEM alertava:
"Até meados de novembro, o portal base.gov já publicou 928 ajustes diretos das 17 autarquias do distrito de Coimbra.
Olhando para anos anteriores, o número de “contratos” deverá ser superior ao milhar quando acabar o ano, já que até agora ainda não foram publicados os contratos relativos, por exemplo, às iluminações de Natal nem às tradicionais animações de Fim de Ano em alguns dos concelhos.
Olhando para a sua dimensão, Coimbra e Figueira da Foz são os municípios onde se registam um maior número de contratos adjudicados e, consequentemente, um maior valor envolvido." - Via AS BEIRAS.

Em 23 de Outubro de 2020, OUTRA MARGEM postava.
Sou pouco de elogiar. Mas, de vez em quando lá vai: ainda bem que temos um executivo camarário que gosta de desafios verdadeiramente desafiantes e não é um mero apontador de problemas. Ainda bem que, com os meios escassíssimos que tem, labuta quotidianamente para fazer o seu melhor no campo da promoção da agitação e propaganda (não esquecer que em outubro de 2021 há eleições autárquicas...). 
Com mais alguns políticos, assim, e há muitos, em vários cantos do território figueirense, dá para resgatar um pouco de ânimo e de fé neste concelho.

Numa cidade onde é sempre Carnaval, que não tem transportes colectivos em condições durante todo o ano, mas  tem «o comboio de Natal e de São João, cuja utilização é gratuita, a circular por diversas artérias da cidade», não era de esperar do Bloco de Esquerda e do senhorito Rui Beja algo mais do que a mera prestação de espectadores comodamente instalados na bancada do poder socialista?
OUTRA MARGEM, conforme pode ser comprovado clicando aqui esteve sempre atento, crítico e actuante.
O Bloco de Esquerda e o senhorito Rui Beja podem provar o mesmo?


Perfeitos, nós?.. 
Claro que não... 
Mas, já fomos mais imperfeitos...
A sério. 
Que clima temos na Figueira! Que bem que se come! Que bom e barato é o vinho! Que bem escrevem os nossos prémios Leya! A quantidade de queijos franceses que já se podem comprar nos supermercados figueirenses!..
Estou a falar a sério!
As belezas da nossa terra!
As praias!.. Então o Cabedelo está maravilhosa!..
Que simpáticas são as pessoas! 
Desculpem, mas começa a ser inegável: é que não se está nada mal na Figueira.
Eu sei que já estive mais insatisfeito...
Na Figueira é sempre carnaval. Resta-me, aguentar e cara alegre. O que não tem remédio, remediado está!
Há muitos anos que percebi que rir é o melhor remédio. 
Mas, se porventura,  os prezados leitores notarem que vos estou a contagiar com esta doença, aconselho-vos a consultar um especialista.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Na Figueira tem sido sempre carnaval...

"Depois da rábula da apresentação do Carnaval Buarcos/Figueira da Foz (ou vice-versa) 2014 - com jornalistas a quererem saber o orçamento e o senhor Presidente da Câmara, fiel aos príncipios da transparência (é uma piada) que norteiam a sua gestão e incomodado com as perguntas, responder que era menos 1/3 de não se sabe quanto, convertido depois para menos 20 por cento de idem aspas - fez-se, finalmente, luz, sobre quanto prevê gastar o município em dois desfiles assombrados pelo mau tempo. Ao passar os olhos pela imprensa de ontem, eis a revelação: em plena avenida do Brasil, quiçá à espera do carro da dupla real Emanuel e Susi, João Ataíde orçamentou a festarola em... 100 mil euros! 

O ano passado, o veículo real foi ocupado por um dos descendentes da família Carreira e uma rainha que já não me lembro quem era... mas que se chamava, decerto, Ana, que o senhor presidente da junta, nestas coisas, não se costuma enganar! No último ano da gestão FGT - a coisa, apesar das promessas noutro sentido, passou em 2014 para a recém-criada Divisão Municipal de Turismo - o Carnaval custou... ora adivinhem lá... 100 mil euros, pois claro!

Ahhh... mas então? Ora essa... mas se o deste ano é menos 20 por cento que o do ano passado... 20 por cento de 100 são 20... o deste ano são 80 mil, certo? Ora agora... não, este ano são 100 mil. Assim redondinhos e tudo! Mas... mas... mas... não foi o senhor presidente da Câmara que disse que pouparam em três coisas: nos apoios aos carros e grupos e no 'cachet' do Rei do Carnaval? (e, já agora, a rainha veio do Dubai à borla, foi?). Não pouparam 20 por cento? Sim. Quer dizer... não!"

Na Figueira tem sido sempre carnaval...
"Ninguém leva a mal?"

Podemos discordar sobre quase tudo. Mas, por estes lados, está mais do que na altura de chegar a um consenso sobre os fenómenos meteorológicos. Todos sabemos o essencial sobre a matéria. No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e, às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno está frio e chove – muitas e muitas vezes. Eu sei que existe muita incerteza na previsão do estado do tempo. A meteorologia é uma ciência traiçoeira. Ela partilha isso com os piratas, os políticos e as ciências económicas. Mas, no Inverno, o natural é estar frio e chover – muitas e muitas vezes…


Na Figueira é sempre carnaval...
O próximo domingo não vai ser excepção!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Mais do mesmo: continua o carnaval...

«Já sinto o espírito, a energia e a alegria do Carnaval»
Foi com estas palavras que sua alteza, a “rainha” Romana, se “apresentou”.
«Já chega de crise, precisamos de alegria e boa energia», diria ainda a cantora e animada participante em reality show, enaltecendo a «simpatia» do “rei”, Carlos Queirós, escolhido pelo público, num espectáculo realizado recentemente. 
A rainha «enquadra-se no perfil que pretendíamos», disse José Gouveia, presidente da Associação de Carnaval Buarcos/Figueira da Foz, a entidade organizadora. 
Tal como o previsto e anunciado, os reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz foram ontem apresentados, no posto de turismo. 
Nos dois desfiles principais, nos dias 26 e 28, a cantora Romana e o figueirense Carlos Queirós vão fazer-se acompanhar por um séquito de 1200 pessoas, entre escolas de samba (três), carros alegóricos (nove), grupos (cinco), foliões e um trio elétrico, mais 500 do que no ano passado. 
Além de fazer desfilar mais gente, a Associação de Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, que organiza o evento pelo segundo ano consecutivo, investiu nos carros alegóricos, alugando os atrelados a uma empresa especializada. Por outro lado, em parceria com a hotelaria local, criou o kit Carnaval para turistas, que lhes permite participar no grupo que abre o desfile. 
Mas, mais e melhor: está a preparar-se para receber excursões de vários pontos do país. A organização espera que venham à  Figueira, por causa deste evento, mais de 15 mil visitantes. 
E, espantem-se óh almas danadas, mal dizentes e daninhas, tudo isto com grande e inexcedível rigor orçamental! 
A quadra carnavalesca, começa no dia 11, com um espectáculo de samba enredo, no pavilhão do parque das Gaivotas. A chegada dos reis à estação de comboios está agendada para o dia 19. 
A festa faz-se com um orçamento de 100 mil euros, o mesmo do ano passado.
Este ano, a autarquia reforçou a verba, em seis mil euros, subindo a comparticipação para 57 mil euros
A câmara, de resto, sublinhou o vereador João Portugal, entregou a organização “a quem percebe de Carnaval”
Os reis, que vão desfilar com roupa desenhada pela estilista figueirense Lúcia Fonseca, garantiram uma participação animada: “tenho a certeza que vai ser um grande Carnaval”, disse Romana. “Vou ser um rei diferente”, prometeu Carlos Queirós. 
As entradas,ainda não está definido, poderão passar de três euros para os 3,5 ou quatro euros.
E pronto. E se o mau tempo, eventualmente e  por mero acaso, adiar o corso carnavalesco, não faz mal, é carnaval, ninguém leva a mal... 
Por cá, de resto, é carnaval todo o ano!

Nota de rodapé.
Face à invasão esperada no dia de Carnaval, é de crer, embora isso não tivesse sido anunciado, que a Figueira Parques não se irá esquecer de oferecer estacionamento gratuito nesse dia. E, já agora: quem já só conseguir estacionar apenas em segunda fila, deveria ser contemplado com um bónus...
Todos perceberíamos, facilmente, que isto não é campanha eleitoral, pois insere-se, com toda a naturalidade, na campanha do cabaz do carnaval figueirense...
No meio de tudo isto, resta-me apenas uma dúvida: porque é que os figueirenses se limitam a vestir de forma ridícula e a pregar partidas apenas 3 dias no ano, quando vivem numa cidade onde quem manda vai pregando partidas o ano inteiro?..
Figueirenses, não esqueçam: na Figueira, é sempre carnaval...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Os votos e os desejos para o Novo Ano...

A mensagem do dr. João Ataíde, é uma visão abrangente e genérica, numa prosa impecável, que manifesta desejos honestos para um ano melhor em 2016, que poderia ter sido escrita por mim - apesar de não ter 6 anos de exercício no cargo de presidente de câmara da Figueira da Foz.

O embrulho desfavorece o conteúdo - é demasiado “fofinho” para o vazio de conteúdo...
Mas diz que é assim que o figueirense gosta. E, como político que é, se o eleitorado gosta, o eleitorado é o que tem do presidente.

Pelo andar da carruagem, presumo que vai ser difícil aguentar o vazio até ao início da silly season na Figueira, que começa dentro em pouco - no carnaval.

Neste momento, dizer mais que isto seria entrar no mundo da fantasia.
Sempre tive alguma dificuldade em compreender o interesse público do carnaval de Buarcos, que tem levado, ao longo dos anos, a nossa câmara a atribuir dinheiros públicos avultados - em 2010 foram 150 mil € (trinta mil contos, em moeda antiga!..), em 2013, foram 100 mil € (vinte mil contos, em moeda antiga!..), este ano a base será a partir de 50 mil € (dez mil contos, em moeda antiga!..).

Será que todo este dinheiro queimado nos carnavais,  tendo por justificação básica o apregoado interesse público, se viu alguma vez repercutido, por estas bandas, no plano turístico, cultural e económico?

Dando de barato o suposto e incerto plano turístico -  e não ponho em causa que veio gente de Coimbra ver as coxas das desfilantes!.. - a meu ver, é completamente inverosímil, que esta manifestação carnavalesca local, tenha tido qualquer repercussão fora do País.
daqui
Logo, estaremos a falar de turismo caseiro - essencialmente, das freguesias do Concelho; com um pouco de boa vontade, de alguns concelhos do distrito

Não estarei à altura de discutir o interesse económico -  desconheço o impacto da manifestação carnavalesca figueirense no comércio local, mas, se alguém tiver os números que os avance - contudo, admito, que entre cerveja e bifanas, algum será...

Contudo,  o argumento que mais admiro, é o do chamado interesse cultural. 
Pergunto, pois a ignorância deve ser minha: qual é a raiz cultural portuguesa, duma manifestação que exibe grupos que se auto-denominam escolas de samba, que dão uma volta à avenida a fazer barulho?
Ou qual é o interesse cultural de contratar, com dinheiros públicos, uma Merche Romero, um João Baião, um Futre, um Emanuel, para dar uma volta na Avenida? 
Será que serei eu o único atrofiado?

Mudam os presidentes de câmara, mudam os partidos no poder, mas na Figueira é sempre carnaval!
Só que o Carnaval não é isto.
O Carnaval é uma manifestação popular, pagã, saindo à rua quem entende que o deve fazer, à sua responsabilidade e expensas. Não tem que ser subsidiado com dinheiros públicos, que não existem para, por exemplo, tapar os buracos das estradas do concelho ou implementar estruturas desportivas no concelho para a juventude poder praticar desporto com condições mínimas de segurança e dignidade...

terça-feira, 31 de março de 2020

"Talqualmente", como diria Odorico Paraguaçu, “a sem-vergonhice” é isto...



Mário Martins. Não podia estar mais de acordo. Mas, isto não acontece por acaso. Eu também ando a dizer isto há anos, mas de outra maneira: é sempre carnaval
Nisto há interesse. "Os pecadores dão para aliviar os seus pecados; os políticos para angariarem os votos dos eleitores.”

Contudo, e isso merece relevo,  tudo começa e acaba no povo. 
No povo, sim, essa mole amorfa e quase sempre inerte, que na sua acção diária exerce já suficientemente a sua  capacidade de destruição.
De 4 em 4 anos, tem-se acentuado a propensão ao colapso das composições sociais, no sentido em que, ao massificar o voto, se potenciou e estendeu o poder popular e ecológico de destruição.

Na Figueira, que é o caso que conheço melhor, pretensa e maioritariamente, o povo tem a mania que é de esquerda.
E, pensa, que vota na esquerda!.. Porém,  o nosso concelho foi sempre governado  à direita: imperaram, sempre, os interesses do betão. Veja-se o que fizeram à marginal entre a Figueira e Buarcos. E a obra continua em curso...

Foi sempre assim em Portugal. E também na Figueira: o eleitorado, de vez quando, cansado das promessas socialistas, que fazem tábua rasa do que apregoam em campanha,  4 anos depois, costuma  votar à direita. 
Assim aconteceu aqui em 1997.
A seguir queixou-se!.. E tornou a votar no PS. Assim aconteceu em 2009.
Só um povo esclarecido me convenceria que,  afinal,  os figueirenses, tal como os outros portugueses, estão certos... 

Em última instância, entenda-se, o povo é uma arma de destruição em massa. 
E os oportunistas, sempre rindo-se dos idealistas!
Não quero ser fatalista, até porque este tempo de isolamento social não ajuda, mas este povo é uma desgraça. 

Longe vão os tempos em que as palavras de Abraham Lincoln, "a democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo", tinham algum significado! 
Hoje, para quem está no poder executivo na Figueira, se as conhecerem,  não passam de uma frase bonita para que olham com indiferença...
Na Figueira, o povo gosta de circo e carnaval. Portanto, se o povo quer circo e carnaval, o Imperador, os imperadores,  deram - e vão continuar a dar -  circo e carnaval ao povo!

Citando Eça.
 “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Na Figueira há-de continuar a ser sempre Carnaval: Merche Romero e o figueirense Fernando Maltez vão reinar no Carnaval, nos dias 15 e 17, na avenida do Brasil...

foto de Pedro Agostinho Cruz, sacada daqui
Carlos Monteiro, vereador, no domingo, dia 14 de março de 2014, disse ao jornal As Beiras.
A autarquia quer devolver a organização do Carnaval Buarcos – Figueira da Foz a uma comissão, como acontecia até finais da década de 1990.”
Como escrevi na altura, tenho quem me faça  simpáticas chamadas de atenção por causa do meu pessimismo.
Contudo,  o meu pessimismo  tem-se revelado  um objecto utilitário.
Tem sido como  um relógio...
Como tal, prometo que quando falhar,  vai para o lixo.
Como não tem falhado, vai continuar ao serviço.
Além do mais, e continuando a citar o vereador Monteiro, “o Carnaval é um espaço de crítica”.
Não só por isso, mas também por  isso, “não faz sentido ser a câmara a poder causar constrangimentos aos participantes”.
Recorde-se, 6 de fevereiro de 2013, quando o presidente João Ataíde, defendia que o carnaval deveria voltar a ser organizado por coletividades da cidade, com a extinção, no final desse mês, da empresa municipal de turismo: "a solução é que as próprias coletividades tomem a iniciativa de organizar o Carnaval, deverá ser essa a estratégia"...
No ano seguinte, em 2014, foi o vereador Monteiro a dizer mais ou menos o mesmo...

Mas nunca é tarde.
Segundo li aqui, a partir de 2016 uma Comissão vai passar a organizar o Carnaval. A autarquia pretende, já a partir do próximo ano, “devolver o Carnaval às escolas de samba”. A futura comissão responsável pelo evento irá ser constituída por representantes das 3 escolas de samba locais, da Câmara Municipal da Figueira da Foz e Junta de Freguesia de Buarcos.
Segundo adiantou o presidente da Câmara ontem à tarde, a comissão irá ter como base de trabalho um orçamento a rondar os 50 mil euros. O eventual remanescente dos apoios publicitários reverte para a própria comissão.
Para o ano, mais ou menos por esta altura, veremos...

Bom, mas eu sou suspeito, pois tenho uma relação difícil com o Carnaval organizado por uma Câmara Municipal.
Tolero o Carnaval do mesmo modo que tolero uma greve dos transportes públicos: não me dá jeito nenhum, mas presumo que os organizadores terão as razões deles...
Aceito que, possivelmente, farei parte de uma minoria que não gosta deste tipo de carnavais que nada têm de português. 
Mas, a questão que verdadeiramente me interessa, não é essa.  As pessoas gostam do que gostam.
A questão verdadeiramente relevante é a dos dinheiros públicos: as  câmaras não têm qualquer dever ou obrigação de organizar e pagar carnavais.
Um espectáculo como este  é um produto comercial.
Assim, do meu ponto de vista, a organização  deve fazer o investimento, realiza o evento e, quem quiser ver, paga.
Quem não quiser, nada devia ter a pagar.
A  carga fiscal, que 40 anos de democracia consolidou - e este governo agravou e esta Câmara agravou -, esmaga-me. A mim, e certamente aos infelizes como eu, que não têm forma de contornar o fisco ou passar os proveitos para off-shores. E como o governo ou as autarquias, não fazem dinheiro, a solução é repetida. Quando este falta, lança-se um novo imposto, taxa ou coima. Ano após ano, imposto após imposto, chegámos onde estamos.
Por exemplo, para não falar na taxa de IMI aplicada aos figueirenses, como escrevi aqui em 24 de janeiro de 2013, numa conta de consumo de água,  cerca de  70% do seu valor, são impostos e taxas...

segunda-feira, 16 de março de 2020

Da série, numa cidade de grandes manifestações culturais, a começar pelos grandiosos carnavais, é necessário alienar as pessoas com propaganda sobre "teatro municipal"?

Teatro Municipal
"Algumas dos meus colegas cronistas têm tendência para dizer que “sim” a toda e qualquer construção de nova infraestrutura. Contudo, o paraíso económico, a prosperidade ilimitada, recursos infinitos, o Estado que investe sem “rei nem roque” é obviamente uma falácia. Não existe tal possibilidade orçamental, não podemos ter tudo, piscina municipal, piscina de marés, museu do mar, teatro municipal, etc. Isto num país altamente endividado e num concelho ainda a pagar as dívidas contraídas no final dos anos 90, início deste século. Portanto, dizer que “sim a tudo” é querer ficar bem na fotografia, “enganando” os leitores quanto à viabilidade a curto prazo de tanto investimento em infraestruturas. Um Teatro Municipal na Figueira da Foz? Não faz muito sentido, temos o CAE, dezenas de coletividades e alguns espaços municipais onde é possível fazer teatro. O “Teatro Municipal” já existe, situa-se onde há grupos a representar. Uma parte fica no Sítio das Artes, onde o Páteo das Galinhas dinamizou nos últimos anos dezenas de peças e milhares de horas de atividade teatral. Deve-se este fulgor à iniciativa de um grupo de pessoas que amam o teatro, com particular destaque para a “Bé” Cardoso (recentemente falecida) – uma mulher comprometida com as artes e que deu um grande impulso ao teatro amador na Figueira da Foz. Para estes amadores não é necessário muito apoio institucional, muito menos um edifício pomposo a dizer “Teatro Municipal”. Precisam sim de um “Sítio das Artes”, polos de criação artística com capazes de criar sinergias entre pessoas, albergando diferentes grupos com interesses diversos. Termino este artigo com uma referência oportuna ao grupo cénico da Sociedade Boa União Alhadense. Um outro bom exemplo de “Teatro Municipal”. Fazem teatro sem esperar que haja grandes apoios, dando vida aos vetustos edifícios de várias coletividades mostrando aí a sua arte."
Via Diário as Beiras

Nota OUTRA MARGEM.
Importante era conseguir que o verão passasse a ser em Fevereiro. Até na Figueira, o frio esfria. Problema -  e grande -, pois o evento é ao ar livre, é o facto das temperaturas baixas incomodarem os seres humanos, na altura do desfile do carnaval...  Como a nossa temperatura corporal é cerca de 37 graus, sentimo-nos mais confortáveis em temperaturas amenas. Para mais num descampado frente ao mar! Na Figueira, o desfile do carnaval, costuma acontecer em demoníaca trindade de chuva, vento e frio. No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e, às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno está frio e chove – muitas e muitas vezes. Importante, era conseguir que o o Verão passasse a ser em Fevereiro na Figueira!..
O limite, na Figueira, não é o céu.
O limite, pode ser o simples facto de, na Figueira, ser sempre carnaval.
Na Figueira, esse sonho tem sido possível...
Portanto, nada mais natural, que este executivo camarário se sinta  na obrigação de mantê-lo e assegurar o engenho e arte de o ir tornando realizável. A ele, ao carnaval... Não ao desnecessário teatro municipal.
E ainda bem que assim pensa quem de direito. 
A vida são dois dias, o carnaval são três e a saúde é um estado transitório que não augura nada de bom! 
E enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.
Que continue o Carnaval. Viva o carnaval!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Eu sei que sou um eterno insatisfeito... Resta-me, aguentar e cara alegre. O que não tem remédio, remediado está!

Crónica de Teotónio Cavaco, publicada hoje no jornal AS BEIRAS.
"Era uma vez uma cidade na qual, sobretudo em duas épocas do ano, os fenómenos de luz provocada pelos homens com intenções metafísicas (o foguetório nos “santos populares” e os anjinhos e estrelinhas pelo Natal) provocavam invariavelmente avaliações bem mais prosaicas, ao nível do “gostei/não gostei – no ano passado é que foi bom/este ano está melhor – deviam era usar o dinheiro para os pobres/é desta que se vende mais qualquer coisa no comércio – já vi mais carros estacionados na relva/nunca me lembro de ver tanta gente na rua”.
Ainda mais curioso era observar que as opiniões eram defendidas, não com base em qualquer estudo ou análise sistemática, mas por simpatia ou antipatia ao Grande Líder, ou aos seus regedores, ou ao(s) Partido(s) que o apoiavam cegamente.
Nessa cidade, ainda havia quem lembrasse que a luz, associada ao uso da razão, tinha como raiz histórica o Iluminismo, movimento intelectual que surgiu durante o séc. XVIII na cidade-luz (Paris), o qual defendia a necessidade de mudanças políticas, económicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, bem como na prática da tolerância religiosa.
A essa cidade chegaram um dia notícias de que um grande construtor mundial de carros (eléctricos) e de baterias Li-Ion (iões de lítio) queria investir numa zona com grande quantidade de horas de sol anuais. E o que se fez nessa cidade? Iluminaram-se os anjinhos e as estrelinhas…"

Moral da «estória», se esta «estória» tivesse moral: na Figueira é sempre carnaval!
O limite, na Figueira, não é o céu.
Pode ser o simples facto de, na Figueira, ser sempre carnaval.

Na Figueira, esse sonho tem sido possível...
Portanto, nada mais natural, que este executivo camarário - na minha modesta opinião, o pior executivo camarário que geriu os destinos da Figueira da Foz, desde que tenho memória -   se sinta  na obrigação de mantê-lo e assegurar o engenho e arte de o ir tornando realizável.
A ele, ao carnaval permanente...

E ainda bem que assim pensa quem de direito. 
A vida são dois dias, o carnaval são três e a saúde é um estado transitório que não augura nada de bom! 
E enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.

Viva o carnaval!
A folia, mesmo que artificial, e o bom humor, são duas das melhores peças de vestuário que alguém pode usar na sociedade...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Lá por ser Carnaval, ninguém leva a mal?..

Os números ainda não estão fechados, mas presumo que a edição do carnaval deste ano, mais uma vez, volte a não cobrir os gastos.
Tudo por causa das condições do tempo, que não permitem que o corso decorra com a normalidade desejada.
Daí, continuar a pensar que mudar o carnaval lá mais para o verão, talvez não seja assim tão má ideia...
Na Figueira, e em outros locais do nosso País, pode haver  sempre carnaval, pois existem sempre soluções...
Essa de mudar a data do carnaval mais para o verão, é uma delas...
Mas, há mais. Por exemplo, retomar uma comissão para organizar o carnaval. Depois, face ao prejuízo, poderá recorrer-se a um peditório público.
Não será nada de espantar. Será apenas mais um...
Num país de pedintes,  contribui quem quer...
Assim, como isto está contribuímos todos,  via Câmara Municipal, através dos impostos que somos obrigados a pagar.
Eu sei que esta coisa de tudo tentar resolver pelo recurso à caridade, é assim uma espécie de  menoridade intelectual, mas é o país e o povo que temos (o dos peditórios para amenizar a  pobreza, para proporcionar alguns cuidados de saúde e  assistência na velhice, para realizar festas com artistas que vêm actuar a peso de ouro, etc...  Por conseguinte, porque não  um peditório para organizar os carnavais?)
Um país com as dificuldades  financeiras que todos conhecemos, por experiência própria, ferozmente escrutinado pelas mais diversas instituições financeira internacionais, continuar a organizar  carnavais com dinheiro emprestado, isso tenham santa paciência, é que não pode continuar a acontecer!..
Tudo menos isso.
Eu não quero acreditar que vivo numa cidade - que tal como o País - é governada por irresponsáveis e alienados políticos.  
Hoje, é um dia à imagem deste governo: "dois terços do país não trabalha e um terço finge que está a trabalhar. Os privados, enquanto gozam a folga, aproveitam para dizer que é muito bem feito que os funcionários públicos (praticamente só os da administração central, porque dois terços das autarquias marimbaram-se para as ordens do governo) estejam a trabalhar, porque são uns calaceiros, pouco produtivos e têm salários exorbitantes.
A Terça feira de Carnaval deveria passar a ser o Dia Nacional da Inveja. 
Ou da estupidez tuga."

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Leituras

para ler a crónica, clicar na imagem
É uma característica bem figueirense. Nesta coisa do carnaval, “não somos gajos tesos” ainda que, no dia-a-dia, o sejamos.
Mas, isso, são outras contas.

Na Figueira não pode ser sempre carnaval. Todos sabemos que a maior razão da manutenção do Carnaval de Buarcos ao longo dos anos, pago com fundos públicos por executivos camarários PS e PSD, se deve ao facto de só assim ser possível manter as escolas de samba que, como sabemos, representam muitos votos.
As virgens ofendidas que têm permitido com a sua cobardia política a modalidade que praticam as escolas de samba, financiadas ao longo dos anos por dinheiros públicos, provendo deste modo - com o dinheiro dos outros – as suas actividades lúdicas, fariam um favor à sociedade se começassem a custear do seu bolso essas práticas. Seguramente que o seu orgulho, seria mais seu, e o seu esforço, mais admirável.
No fundo, resume-se ao princípio tão em moda, do utilizador-pagador.

Poderiam orgulhar-se, pessoal e individualmente, dos seus feitos ou, do apoio dado à escola do seu coração. As escolas de samba, enquanto auto-suficientes e propriedade dos seus indefectíveis, financiadas por eles próprios, merecem-me o respeito que qualquer pessoa colectiva ou particular é credora. As outras, as que se alimentam dos impostos e estratagemas diversos, merecem-me apenas, distanciamento.

É aceitável o argumento de que é preferível manter os jovens ocupados mesmo que seja a sambar do que deixá-los à deriva.
Creio, porém, que é para isso que os contribuintes figueirenses já pagam, por exemplo, o desporto escolar, o Museu e Biblioteca e o CAE.
No usufruto do direito de opinião e livre expressão constitucionalmente garantidos, contesto a prática de distribuição sistemática de subsídios para o carnaval - entenda-se em minha opinião, gasto injustificável de dinheiro público.
Na crise em que o nosso concelho continua mergulhado, é inaceitável que as autarquias continuem a exigir mais e mais impostos aos cidadãos para os delapidarem em propaganda eleitoral. É óbvio que a este executivo, como disso já deu muitas provas -  falta também a lucidez e a coragem para acabar com este e outros carnavais.

Já quanto ao combate à anterior “tesura” - que até deu para ficar a dever ao quiosque - referida na crónica do vereador Tavares, é pena que se não verifique o mesmo empenho quando se trata de defender o património que mexe com a qualidade de vida de todos – como é o caso do lastimável estado das estradas do concelho.
Veja-se, por exemplo, o que se passa na saída do Hospital Distrital da Figueira da Foz: no parque de estacionamento pago a Câmara “investiu” mais de 80 mil euros num piso que está um brinquinho. Logo que que se passa a cancela que controla a “bilheteira” é o caos que clicando aqui pode constatar...
A política e a culinária devem respeitar o mesmo princípio: precisam de ingredientes certos, mas é na sua correcta aplicação que está a arte. 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

25 de Abril: a Festa na rua é para quem ama a liberdade

Na Figueira da Foz, cidade maravilhosa, de carnaval em Abril, mas também de grandes tradições democráticas e de Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade" e da consciência cívica que, pelos vistos ficou perdida no tempo,  as Comemorações do 25 de Abril de 2026 promovidas pela autarquia ficaram reduzidas a isto.
"A sessão extraordinária da Assembleia Municipal (AM), comemorativa do 52º aniversário do 25 de Abril, que decorreu ontem pelas 10h30 no Centro de Artes e Espectáculos, contou com as intervenções do orador convidado, o professor e historiador Miguel Cardina, e do representante da Associação 25 de Abril, Coronel Gois Moço. Deu voz aos representantes de todos os partidos e movimentos de cidadãos com assento na Assembleia Municipal, bem como ao presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes."

A música e o 25 de Abril sempre andaram de mãos dadas.
A celebração do 52.º aniversário da Revolução dos Cravos fez-se de norte a sul do País este fim de semana e, entre as diferentes actividades, houve vários concertos para assistir. 
Mais: muitos deles foram ao ar livre e com entrada gratuita.
Na Figueira, onde se realizam concertos com entrada gratuita por tudo e por nada (até numa noite gélida do final de Novembro, na praia...), as comemorações do 25 de Abril deste ano limitaram-se ao formal, a que já praticamente ninguém liga.
Nem a considerada "intensa" (segundo a publicação do Município da Figueira da Foz) intervenção de Balbina Oliveira, do Chega, foi novidade na cerimónia realizada no CAE no sábado passado.
  
Se a Câmara Municipal da Figueira da Foz quisesse que o 25 de Abril fosse festa, entre nomes consagrados, novas vozes e projetos mais alternativos, teria encontrado opções para todos os gostos. 
Tal não aconteceu em 2026. Fica o registo para memória futura.
Numa terra em que é sempre carnaval, não deve ter sido por falta de dinheiro, que foi reirada a componente popular das comemorações.
A alegria que o 25 de Abril trouxe ao Povo Português é o simbolismo da data.
 
Nada disto acontece por acaso.
Há uns anos havia um certo pudor. Mas, os tempos estão a mudar, o que facilita o reescrever a história.
Não vai ser tarefa fácil. 
O 25 de Abril de 74 é o dia mais importante da nossa história contemporânea. É o dia em que nos libertámos de uma ditadura e iniciámos o caminho para vivermos numa democracia.

Vivi 20 anos em ditadura.
A quem anda desalentado com o rumo que as coisas tomaram, apenas tenho a dizer que não há nada pior do que viver em ditadura. 
Quem sonha com esses tempos, das duas uma: ou não os viveu ou era beneficiário do regime. 
Pode haver fachos no parlamento, nas câmaras e assembleias municipais e nas juntas de freguesia, mas a rua (como se viu há dois dias) estará sempre do lado da democracia, da liberdade e de quem foi torturado e assassinado para que hoje se possa dizer isto, sem medo de ir preso.

Abril não falhou. 
Abril terminou com a ditadura.
A minha geração é que falhou. 
Ao mesmo tempo que permitimos que o nosso país se arrastasse na pobreza, nos baixos salários, nas falhas da saúde e da habitação, colocámos com o nosso voto gente a governar que se tornou milionária. 
"Nós, com o nosso voto, é que permitimos e levámos ao poder gente como o Sócrates, o Montenegro, o Passos, o Durão, o Vara, o Relvas, o Ventura e demais trafulhas.
Nós é que assistimos, de braços cruzados, à construção de mais autoestradas e IPs, enquanto a cada Setembro as escolas não arrancam por falta de professores.
Nós é que apoiamos guerras, do Iraque ao Irão, de Gaza a Kiev, sem percebermos que a fatura chega sempre aos países pobres. 
Nós é que desvalorizamos a necessidade da educação e a luta por condições de trabalho. 
Nós é que vemos o país a ser vendido ao retalho, desde os sectores estratégicos até aos prédios absorvidos por fundos imobiliários.
Nós é que demos votos a gente como o Cavaco ou Marcelo, que nos garantiram a solidez do BES, do BPP ou do BPN, dias antes de nos virem apresentar a conta pelas falências. 
Assistimos, impávidos e serenos, a 50 anos de decisões erradas, apostas em falso e a uma gestão interminável de fundos europeus. Pouco ou nada se fez para crescer, inovar, ser autónomo financeiramente."

Em 2026, 52 anos depois de Abril, estamos há quatro décadas na UE, mas continuamos a ser dos mais pobres desta "união".
Os que adquiriram melhor e maior formação emigraram.
Os mais velhos esperam.
Pela morte, claro, mas antes em cada verão que se aproxima, por nova enchente de turistas. 
E "lá vamos cantando e rindo, levados, levados, sim".
Em 2026, vivemos num País onde 20% dos eleitores votam num partido que admira os feitos da ditadura.
O governo, para sobreviver, segue as políticas ditadas por esse partido.
 
Contudo, Abril continua a ser o dia que nos devia fazer pensar e acordar para a vida.
Viver em liberdade dá trabalho e nunca foi "um direito adquirido".
A liberdade vive dias difíceis, mas quem a ama não desiste.
Por isso, é que quem não gosta dela assim tanto, evita a festa da liberdade na rua.