quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A máquina do poder

"O que realmente se passa por dentro das campanhas eleitorais dos três maiores partidos portugueses e ninguém vê? Que truques utilizam? Como enchem os comícios de gente? Como decidem os temas dos discursos consoante as sondagens? Como encenam eventos com militantes que passam por cidadãos independentes? O que, de facto, acontece nos bastidores? As maquilhadoras que andam sempre atrás dos líderes, o champanhe que se abre em centros de idosos, as conversas de charme com os jornalistas que acompanham a caravana eleitoral, a preparação dos diretos para os telejornais ou o polémico dinheiro que serve para pagar as campanhas. Estes são alguns dos temas que nos permitem perceber como funciona A Máquina do Poder." 

Via Esfera dos Livros

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Carta aberta a um presidente de câmara que quer ser ministro – de preferência da justiça...

Exmo. Senhor: 
Antes de tudo, os meus mais respeitosos cumprimentos a V. Exª. 

1. Agora, que já está eleito o seu elevador, inscreva-se urgentemente no PS. Vá aparecendo na sede do partido, ma não fale muito nesta fase. 
2. Depois de estar inscrito, não demonstre a sua opinião pessoal nas reuniões do partido. A melhor receita para ir longe é deixar que os outros se queimem com as suas opiniões...Vá andando e vendo. Aprenda com o seu vice-presidente...
3. Quando se iniciar a próxima campanha eleitoral, dado que a sua âncora é o candidato, continue a colar-se a ele que nem uma lapa. 
4. Entretanto, o que não é difícil, vá continuando a aparecer, cá pela Figueira e no distrito, várias vezes na comunicação social. 
Sobretudo, não esqueça as fotografias.  
O seu status social irá aumentar. Não esqueça: quem não é visto, é esquecido! 
5. Se assim fizer não se preocupe: agora que está eleito o seu candidato, V. Exa. será recompensado, pois ele gosta de cuidar dos que cuidam dele. 
6. Assim que tenha poder dentro do partido tenha cuidado: fale, mas não saia do politicamente correcto dentro da organização. 
7. Não esqueça de candidatar-se a um órgão partidário de fantochada. 
Os partidos – todos os partidos - têm dezenas de órgãos de fantochada. 
8. Agora, é fundamental que o novo chefe do partido e os que o rodeiam achem que V. Exa. é uma mais valia.
Se assim conseguir que aconteça, tem o caminho aberto para subir na hierarquia partidária. 
9. Cada caso é um caso, mas não esqueça que o seu é caso especial.
Não precisa, portanto, de calcorrerar o percurso habitual: primeiro assessor, depois deputado – e por aí adiante até chegar a Ministro. 
Se seguir este meu desinteressado conselho, V. Exa. será certamente recompensado pelo trabalho em prol do partido. 
O seu ego poderá naturalmente subir e ser avistado lá por Lisboa. 

Desde já, parabéns.
De V. Exa.
Muito atentamente
António Agostinho

Na Aldeia... (XXIII)

Nada é igual à vida real na Cova-Gala...

X&Q1221


domingo, 28 de setembro de 2014

Não deixa de haver alguma ironia no facto...

Pinto da Costa: "Senti-me vigarizado" por Passos Coelho e Cavaco Silva no caso BES...

No país do futebol...

Será que a partir daqui a história vai deixar de ser parcialmente ficcionada?..

O mal menor?..

Hoje, durante o dia, falei com vários militantes e simpatizantes do PS que foram votar...
Conhecidos os resultados (Seguro acaba de se demitir em directo na RTP1), penso que, neste momento, a maioria deles, é "gente feliz com lágrimas"...

Futebol na Aldeia

Cova-Gala não começou da melhor maneira...

Na Aldeia... (XXII)

Faltam 20 e poucos dias. 
Será que a estratégia vencedora, vai acabar por ser, baralhar e dar de novo... o velho
Sem baralho novo! 
Já deu para ver que o jogo está viciado e as cartas marcadas. 
Há jogo por debaixo da mesa e as regras foram alteradas. 
Já os espectadores interessados, e putativos participantes, parece-me que uns estão frustrados, outros desmotivados - mas todos zangados
No fundo, é mais do mesmo:  tudo se repete, até os maus comportamentos vão estar em crescendo. 
Com sabemos, os jogadores que ganharam na última jornada, acabaram destronados do pódio. A Aldeia, sem sólidas regras de conduta, ficou aparentemente num beco sem saída. 
Porém, em democracia há sempre alternativa e as pessoas ouvidas. 
Então foi assim: para evitar a continuação da agonia da Aldeia, e das suas gentes, estas intercalares, mais de uma inevitabilidade, foram mesmo uma urgência. 
Por conseguinte, a última palavra vai ser nossa. 
Segundo a opinião da generalidade dos analistas locais, se os houver, os debates sobre a Aldeia vão ser vazios de conteúdo político e a coisa vai piorar lá para o final, quando a conversa endurecer e, da troca de ideias, se passar para a troca de galhardetes pessoais e, depois, para os boatos e os quase insultos. 
Nestas eleições intercalares para escolher o “regedor”, no que falta cumprir ainda desta legislatura na Aldeia, a aparente ausência de estratégias é, no mínimo, estranha e confrangedora.
Vamos acreditar nos eleitores e pensar positivo...

Agostinho da Silva, um pensamento a descobrir

“São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem”.

Hoje, pelas 15 horas no Campo do Cabedelo: Cova-Gala/Pampilhosense na jornada inaugural da divisão de honra da AFC

sábado, 27 de setembro de 2014

Santa Barbara bendita...

(... neste momento, está mesmo sobre a vila.)

ATENÇÃO

Quase todo o país sob aviso laranja

E Montemor aqui tão perto...

Li isto, há tempos já não sei onde: “a uma democracia, não basta que os seus cidadãos seja honestos: é também necessário que o possam parecer”.
Li isto hoje no jornal AS BEIRAS: "Emílio Torrão (PS), eleito nas autárquicas de setembro do ano passado, classificou de danosa a gestão do seu antecessor, Luís Leal (PSD), depois de terem sido apresentados os resultados da auditoria externa realizada pela Delloite, que aponta para uma dívida de 34,4 milhões de euros, à data de 31 de outubro de 2013.
Neste contexto, a sessão acabou por ser bastante conturbada, revelando a existência de 29,4 milhões de euros de dívida registada, mais cerca de cinco milhões em compromissos assumidos mas não facturados e outras dívidas não contabilizadas ainda na contabilidade."
Foi já durante a discussão política dos resultados apresentados que o anterior presidente da câmara, Luís Leal, actual deputado municipal, disse que não discutia assuntos com um “impreparado, incompetente e imbecil”, referindo-se ao actual líder do executivo, que saiu imediatamente da sala como forma de protesto. O presidente da Assembleia Municipal, Fernando Ramos, acabou por cortar a palavra a Luís Leal e repreender a sua atitude.
Em declarações à agência Lusa, o auditor Luís Barbosa disse que o município de Montemor-o-Velho não consegue libertar meios para amortizar a dívida e deve “partir para um processo de renegociação”.” 
Perante isto, um cidadão não enfeudado na política partidária, pergunta-se: uma democracia é isto?
Não, não é. 
Em Portugal, porém, actualmente, é. E basta ver exemplos como este.
Basta ver, com olhos de ver, para verificarmos em que grau de democracia nos encontramos: no grau zero, de facto, e, talvez de direito.