
Olá meus amigos:
Cá estou eu, mais a minha tia, a escrever esta carta no "portátil"... sim, que cá a Martinha, é uma velhota modernaça... Óh larila!..
Bom estejam bem de saúde, que eu cá vou andando como Deus quer!...
É que, a minha saúde, já teve melhores dias... Ou se teve!
Nos meus 85 anos, as maleitas são mais que muitas!... Sei bem as preocupações que tenho, as arrelias que sofro, o dinheiro que gasto em remédios... Sei bem do que me levou a escrever esta carta...
Meus amigos, a saúde é uma coisa séria. Quando vamos pra velhos é que o sabemos... Tudo nos chega!..
A saúde devia ser um direito. Devíamos ter acesso a um Serviço Público de Saúde moderno, eficaz e eficiente, que aumentasse a nossa esperança de vida, com bem-estar e qualidade.
A Constituição da República, aliás, consagra esse direito e define o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como o instrumento fundamental da sua concretização.
Mas o que é que acontece na realidade: passando por cima do preço dos medicamentos, mais de 230 mil portugueses aguardam uma cirurgia; 1 milhão de portugueses não têm médico de família; 40% não utiliza os serviços de saúde, etc.
Isto, meus amigos, inferniza o nosso dia a dia. Tira-nos anos de vida. E, com a minha idade, o que começo a ter menos é anos de vida...
O Governo diz que não há dinheiro, mas nós os portugueses já pagamos – para além dos impostos – mais de 30% dos custos totais com a saúde, o valor mais elevado da União Europeia.
E, ou cá a Martinha está completamente enganada, ou a causa desta situação passa pelo recurso do estado a serviços privados e ao preço dos medicamentos.
A estratégia, até uma velhota como eu vê a olho nu, é libertar o Estado das suas responsabilidades e proporcionar aos privados apoderarem-se dos serviços de saúde públicos.
A carta já vai longa. Mas não se aborreçam comigo, vou terminar.
Mas não esqueçam e estejam atentos.
A saúde, meus amigos, é cada vez mais um bom negócio.
Senão olhem. O governo fecha. Os privados abrem.
Porque será?
Entretanto, como o saber não ocupa lugar, vejam aqui como nasceu o Serviço Nacional de Saúde.
Saúde para todos e até qualquer dia.
Martinha Lacerda
Bom estejam bem de saúde, que eu cá vou andando como Deus quer!...
É que, a minha saúde, já teve melhores dias... Ou se teve!
Nos meus 85 anos, as maleitas são mais que muitas!... Sei bem as preocupações que tenho, as arrelias que sofro, o dinheiro que gasto em remédios... Sei bem do que me levou a escrever esta carta...
Meus amigos, a saúde é uma coisa séria. Quando vamos pra velhos é que o sabemos... Tudo nos chega!..
A saúde devia ser um direito. Devíamos ter acesso a um Serviço Público de Saúde moderno, eficaz e eficiente, que aumentasse a nossa esperança de vida, com bem-estar e qualidade.
A Constituição da República, aliás, consagra esse direito e define o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como o instrumento fundamental da sua concretização.
Mas o que é que acontece na realidade: passando por cima do preço dos medicamentos, mais de 230 mil portugueses aguardam uma cirurgia; 1 milhão de portugueses não têm médico de família; 40% não utiliza os serviços de saúde, etc.
Isto, meus amigos, inferniza o nosso dia a dia. Tira-nos anos de vida. E, com a minha idade, o que começo a ter menos é anos de vida...
O Governo diz que não há dinheiro, mas nós os portugueses já pagamos – para além dos impostos – mais de 30% dos custos totais com a saúde, o valor mais elevado da União Europeia.
E, ou cá a Martinha está completamente enganada, ou a causa desta situação passa pelo recurso do estado a serviços privados e ao preço dos medicamentos.
A estratégia, até uma velhota como eu vê a olho nu, é libertar o Estado das suas responsabilidades e proporcionar aos privados apoderarem-se dos serviços de saúde públicos.
A carta já vai longa. Mas não se aborreçam comigo, vou terminar.
Mas não esqueçam e estejam atentos.
A saúde, meus amigos, é cada vez mais um bom negócio.
Senão olhem. O governo fecha. Os privados abrem.
Porque será?
Entretanto, como o saber não ocupa lugar, vejam aqui como nasceu o Serviço Nacional de Saúde.
Saúde para todos e até qualquer dia.
Martinha Lacerda






















