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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Quiosques e cafetarias...

"Terça-feira, 18 de outubro de 2016, notícia de primeira página do Diário de Coimbra: "na Figueira, novos quiosques são instalados para a semana".

Quinta-feira, 25 de janeiro de 2018, notícia de primeira página do Diário de Coimbra de 18 de outubro de 2016: "na Figueira, novos quiosques são instalados para a semana".

Apesar de todas as resistências, enganos e mal entendidos, estes espaços ao ar livre, são o passado e o futuro da nossa cidade... Porém, passados 11 anos, passámos dos quiosques às cafetarias. As mudanças estão em curso. 

Os quiosques e as cafetarias têm passado e têm futuro na nossa cidade.

Quinta-feira, 19 de agosto de 2026, via José António Silva Teixeira: "Café da Praça (Praça Aguiar de Carvalho): "abriu hoje de forma informal, sexta-feira será o dia oficial da abertura".

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Coisas que só um avô nota e recorda: a escassez de zonas verdes...

Temos o magnífico Parque das Abadias.
Mas a Figueira precisa de mais espaços verdes.
Toda a gente sabe, mas talvez só quem tem netos ganhe a noção de quanto são importantes os espaços para os avós e as crianças brincarem.
Não falo apenas de parques infantis (pelo que conheço, poucos…) mas também de espaços apropriados.
No verão temos alguns insufláveis. Mas, passada essa época, voltamos â carência de espaços onde as crianças possam brincar livremente e em segurança.
Na Figueira cidade, durante todo o ano, temos o Jardim Municipal. E no resto do território figueirense?

O concelho não é só a cidade.
Governar para o futuro, é tornar o concelho da Figueira mais verde e amigo das crianças e das famílias.
Um território precisa de adquirir e consolidar espírito comunitário e de participação cidadā. 
Também por isso, há necessidade de mais espaços verdes e lúdicos.
Quem governa uma cidade tem de olhar primeiramente para as pessoas. 
O poder local não pode prioritariamente ter como base das suas preocupações o trânsito individual automóvel e o edificado.

Em 2025, a Várzea de Tavarede, tida como a zona da Figueira com melhores terrenos agrícolas, está betonizada com uma bomba de gasolina e grandes superfícies comerciais – Pingo Doce, AKI,  LIDL e o Continente.
Recorde-se: a Várzea de Tavarede e São Julião começou a ser destruída no consulado de Aguiar de Carvalho aquando da construção das Avenidas em cima de quintas agrícolas, ao invés de construir em terrenos sem uso agrícola, mas já cozinhados, na altura, entre a CMFF e a empreiteira Lurdes Baptista para futuros loteamentos…

Nesta zona da Várzea de Tavarede e São Julião e agora também Buarcos, foi proposto o Parque Verde da Cidade na campanha politiqueira de 2009 (tal como, anteriormente, propôs Santana Lopes na primeira passagem pela Figueira).
Em vez de zona verde, cuja implementação foi nula, os governantes figueirenses, ao contrário do prometido, tiveram foi vontade efectiva e rapidez em legalizar a construção da bomba de gasolina, do Pingo Doce, do AKI LIDL e Continente, no mesmo espaço projectado para o referido Parque Verde…
Duarte Silva, recorde-se, em parceria Aprigiana também tentou betonizar esta zona com um Centro Comercial operacionalizado por um ex. futuro assessor…

Na Assembleia de 12 de Outubro de 2012, que sepultou a freguesia de São Julião (cuja acta nunca foi publicada no site da CMFF), a Freguesia de Tavarede escapou à extinção ou agregação com uma prenuncia justificativa muito “delirante” de que era uma Freguesia somente RURAL… 
Tão rural que detém as maiores urbanizações do concelho da Figueira da Foz e maior concentração de superfícies comerciais!
A saber: Intermarché; L.leclerc; FozPlaza – Jumbo. Na Várzea “tida como a zona da Figueira com melhores terrenos agrícolas” tem o Pingo Doce, AKI , o LIDL e o Continente com 40 mil m2 de impermeabilização de solos.

A revisão do PDM de 2017, feita à pressa antes das eleições desse ano, atacou os corredores verdes.
O corredor verde das Abadias foi posto em causa ao permitir a construção de todo o gaveto que vai desde a frente do Pavilhão Galamba Marques até quase à frente do Centro Escolar, betonizando o corredor das Abadias.
Esse executivo municipal pretendeu alienar o Horto Municipal a uma superfície comercial, não tendo em conta que a construção neste espaço e consequente impermeabilização do solo acarretava problemas noutros pontos da cidade.
Essa revisão do PDM não levou em conta que os terrenos a norte e nascente do Parque de Campismo já deveriam fazer parte integrante do Parque (tal como decidido em reunião de câmara de 19/11/2007). A revisão do PDM de 2017, permitiu que continuassem como zona de construção.
No Corredor Verde da Várzea de Tavarede esse PDM validou o ataque às zonas verdes ao permitir a construção em toda a lateral da Avenida Dom João Alves, reduzindo em cerca de um terço a Várzea, pondo em causa até outros projectos municipais, como são as Hortas Urbanas.
 
A proximidade de  eleições autárquicas têm mostrado o nível em que se encontra a política figueirense.
Acho que chegámos àquele ponto em que é impossível continuarmos a rir da desgraça concelhia. 
A desgraça é que já se ri de nós. 
E  fá-lo descaradamente. 
Até onde mais podemos ir mais?
De parque verde já chegámos a retail park!...
Na imagem, na foto da esquerda, vê-se uma placa que esteve mais de duas dezenas  anos naquele local. Foi lá colocada na primeira passagem do Dr. Santana Lopes como presidente de Câmara da Figueira da Foz. Em 2009, passou a parque verde "virtual" em 3 D!.. E assim continuamos.

No outono do ano da graça de 2016, começou a desenhar-se o futuro retail park figueirense. 
Aos poucos,  as superfícies comerciais começaram a ocupar o espaço.
Sublinhe-se: do último espaço que restava à Figueira para um verdadeiro parque verde.
Mas, isto são coisas de velhos: só um avô nota e recorda...

terça-feira, 1 de julho de 2025

Inauguração do monumento comemorativo do 73º aniversário da Força Aérea (FA), situado na Praça da Europa – Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho.

 Via Município da Figueira da Foz

«Na cerimónia de inauguração do monumento comemorativo do 73º aniversário da Força Aérea (FA), que decoreu na Praça da Europa – Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho, esteve presente o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, general João Cartaxo Alves, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, o presidente da Assembleia Municipal, José Duarte Pereira, a presidente da Junta de Buarcos e São Julião, Rosa Batista, altas patentes da Força Aérea, diversos autarcas locais e público em geral.
Na sua intervenção, João Cartaxo Alves, sublinhou o “orgulho enorme” e “privilégio” da FA em “estar presente na Figueira da Foz, “numa cidade que está em permanente mudança, que quer alcançar o futuro e que se vê no dia-a-dia, nas pessoas”. “Uma cidade que borbulha, que é efervescente de cultura, de querer estar, saber-estar”, disse.
O general referiu que “Na Foz da mudança nós [FA] levamos o futuro, sempre com a Figueira da Foz no coração”.
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea frisou, a propósito da instituição cuja “aventura se iniciou na década de 50” e que tem estado “inegavelmente ao lado dos portugueses, ao lado da sua população, ao lado dos seus concidadãos”, que está “altamente preparada”, não havendo “paralelo no nosso país”, assim como “continuamente ao serviço de quem faz parte. Ao serviço dos portugueses, ao serviço da população.”
Pedro Santana Lopes, por seu lado, agradeceu as palavras do responsável da FA, e não foi “por mera retribuição”, frisou.
“Os senhores têm sido uma inspiração, de facto, para a Figueira da Foz e para o seu momento atual”, sublinhou Pedro Santana Lopes, que enalteceu o “simbolismo para este monumento e para as frases que escolhem.”
O edil lembrou que é preciso “trabalhar muito no presente para ambicionar um futuro que esteja à altura dos enormes desafios que o mundo apresenta e das oportunidades que apresenta”, e sublinhou o orgulho que “os portugueses têm nos seus militares, nas forças armadas”.
Pedro Santana Lopes frisou que na FA “é tudo uma inspiração”, desde o “modo como tratam tudo, à atenção à cultura, às novas tecnologias, olhar o espaço, olhar o tempo novo e o mundo novo que aí vem”. O mesmo advogou que “o mundo devia estar todos os dias, com uma semana ou um mês da FA.”
Lembrando palavras de Confúcio “Quando o meu dedo aponta para a lua, o idiota olha para o dedo”, Pedro Santana Lopes disse que “nós [figueirenses] queremos sempre olhar, no presente e no futuro, para onde a FA aponta”. »

quinta-feira, 12 de junho de 2025

A rotunda Poeta Joaquim Namorado: a injustiça dura sempre até um dia...

Teresa Namorado: "homenagem ao meu Pai".

Por iniciativa de Santana Lopes, a Câmara da Figueira reparou uma injustiça que durava desde Janeiro de 1983.
A cerimónia teve a presença de familiares de Joaquim Namorado, dos presidentes de Câmara e Assembleia municipais, respectivamente, Pedro Santana Lopes e José Duarte Pereira, da presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, Rosa Batista, outros autarcas e personalidades ligadas ao Saber, à Cultura, à Literatura e a Política e alguns Amigos e admiradores do Poeta.

Joaquim Namorado, foi um Cidadão que teve uma vida integra, de sacrifício e de luta, sempre dedicada à total defesa dos interesses do Povo. Em 1982, Joaquim Namorado aparece em 3º. Lugar na lista APU concorrente à Assembleia Municipal da Figueira da Foz - e é eleito.
Em 1983, por iniciativa do semanário barca nova é lançada a ideia de uma “homenagem a Joaquim Namorado”. Nos dias 28 e 29 de Janeiro desse ano a Figueira prestou-lhe essa significativa Homenagem.
Dela faz parte uma exposição sobre “O neo-realismo e as suas margens”, que depois foi apresentada em Coimbra, Guimarães e Fafe, em versão simplificada.
O executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, por proposta do então vereador da Cultura, António Augusto menano, cria o “Prémio Joaquim Namorado”, para ser atribuído a contos inéditos, invocando a acção cultural exercida por Joaquim Namorado no nosso concelho. Em 29 de Janeiro é conferida a Joaquim Namoarado a Ordem da Liberdade – Diário da República nº. 62, 2ª. Série de 16/3/1983. Era Presidente da República na altura o General Ramalho Eanes.
Seguiram-se outras homenagens. Recordo que a Assembleia Municipal de Alter do Chão, sua terra natal, em reunião de 4 de Fevereiro, por unanimidade, resolve associar-se à “Homenagem nacional prestada a Joaquim Namorado".
A Junta de Freguesia de S. Julião, delibera na sua reunião de 14 do mesmo mês no mesmo sentido.
A Assembleia Municipal e a Câmara de Coimbra atribuem-lhe, por unanimidade, a Medalha de Ouro da cidade.
Por esse tempo, Joaquim Namorado era um Homem feliz. Por esse tempo, eu, como elemento de um colectivo que se chamava barca nova, também era um homem feliz.
Na altura, também por proposta do Vereador da Cultura, António Augusto Menano, a integração na toponímia figueirense do nome do Poeta foi deliberada, por unanimidade, por um executivo camarário presidido pelo eng. Aguiar de Carvalho.
Chegou a ser aprovada a atribuição do seu nome a uma praceta, mas hoje o nome que lá está é outro - o de Madalena Perdigão.

Joaquim Namorado licenciou-se em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra, dedicando-se ao ensino. Exerceu durante dezenas de anos o professorado no ensino particular, já que o ensino oficial, durante o fascismo, lhe esteve vedado.
Depois do 25 de Abril, ingressou no quadro de professores da secção de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Notabilizou-se como poeta neo-realista, tendo colaborado nas revistas Seara Nova, Sol Nascente, Vértice, etc. Obras poéticas: Aviso à Navegação (1941), Incomodidade (1945), A Poesia Necessária (1966). Ensaio: Uma Poética da Cultura (1994).)
Dizem que foi o Joaquim Namorado quem, para iludir a PIDE e a Censura, camuflou de “neo-realismo” o tão falado “realismo socialista” apregoado pelo Jdanov...
Entre muitas outras actividades relevantes, foi redactor e director da Revista de cultura e arte Vértice, onde ficou célebre o episódio da publicação de pensamentos do Karl Marx, mas assinados com o pseudónimo Carlos Marques. Um dia, apareceu na redacção um agente da PIDE a intimidar: “ó Senhor Doutor Joaquim Namorado, avise o Carlos Marques para ter cuidadinho, que nós já estamos de olho nele”...
Na tarde de ontem, por iniciativa do Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Dr. Pedro Santana Lopes, a Figueira - e a sua população - pagou uma dívida de gratidão que tinha para com o Poeta e Cidadão Joaquim Namorado e que durava há demasiado tempo.

A homenagem ao Poeta Joaquim Namorado divulgada por outros.
"A atribuição do topónimo, aprovada por unanimidade em reunião de toponímia de 10 fevereiro de 2025, foi para o Presidente da Câmara Municipal da Foz, Pedro Santana Lopes, “um ato de justiça, ainda que tardio”, que fez alusão ao seu anterior mandato, no qual decidiu não dar continuidade ao Prémio Joaquim Namorado, uma responsabilidade que o autarca assumiu como inteiramente sua e não da então responsável municipal pela cultura.
Pedro Santana Lopes assumiu ainda que, à data, a autarquia atribuiu um novo nome ao prémio literário, «João Gaspar Simões», que ainda hoje promove, mas que deveria ter-se mantido o «Prémio Joaquim Namorado» ou, “ter criado outro”.
O edil sublinhou a sua satisfação em poder ter tido a oportunidade de reparar uma falta “que estava para ser reparada” e que o foi “por sua iniciativa”.
Para além do Presidente da Câmara Municipal a cerimónia contou com a presença da filha, netos e bisneto de Joaquim Namorado; do presidente da Assembleia Municipal, José Duarte Pereira; da presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, Rosa Batista; dos vereadores do executivo municipal; de personalidades de diversas áreas e das Guardas de Honra dos Bombeiros Voluntários e Sapadores Municipais.
Na sua intervenção, a presidente da Junta de Buarcos e São Julião salientou que “honrar a memória de Joaquim Namorado é não permitir que caia no vazio e no esquecimento muito daquilo que foram as suas vivências por estas terras.”
“Foi aqui que passou muito tempo, foi aqui que discutiu muitas ideias, e, portanto, entendemos [executivo da junta de freguesia] que este seria o local mais próximo daquela que foi a sua residência aqui na Figueira da Foz”, referiu a autarca.
“Tenho a certeza de que Joaquim Namorado onde se encontra também está feliz com esta atribuição”, advogou Rosa Batista.
Maria Teresa Namorado, filha do homenageado, agradeceu em nome da família, e em nome próprio, dos filhos, sobrinhos e netos e também de sua irmã, “muito recentemente falecida”, a “distinção e enorme honra que o município da Figueira da Foz” prestou “à memória de seu pai, “que não nasceu nem faleceu na Figueira da Foz, mas que fez desta cidade a sua terra, encontrando em muitos figueirenses, em muitos jovens universitários, um conjunto de correligionários políticos e intelectuais, uma plêiade de amigos e camaradas que consigo pensaram e defenderam as causas e os valores da liberdade e da democracia por que ele tanto pugnou”.
“O seu pensamento ideológico e o seu ativismo político, cívico e intelectual deixaram marca em muitas gerações” frisou Maria Teresa Namorado, que recordou que “a nossa casa na Serra era um entra e sai de amigos reunidos em seu torno, em tertúlia constante”.
A finalizar a sua intervenção, a filha de Joaquim Namorado sublinhou que “nestes tempos desconcertantes e incertos que vivemos”, há um poema do pai, de que gosta muito, que lhe vem muitas vezes à memória, pela sua “atualidade”, «É preciso que saibas»:
Se espetas / Certeiro/ Ao coração do Povo/ É a ti que feres.
Se cercas / De grades / A vida do Povo / É a ti que prendes.
Se julgas / Sem Justiça / O direito do Povo / É a ti que condenas.
Se negas / A verdade / À palavra do Povo / É a ti que mentes.
Se lavras /No duro chão dos dias / O tempo futuro / É nele que vives."

Diário as Beiras, edição de 12 de Julho de 2025.
Diário de Coimbra: edição de 12 de Julho de 2025.

Joaquim Namorado dá nome a rotunda em Buarcos

"A rotunda que faz interligação entre a Avenida Dr. Mário Soares e a Rua da Várzea de Buarcos tem uma nova designação. Desde ontem à tarde que se apelida de Rotunda Poeta Joaquim Namorado, numa homenagem a um dos iniciadores e teóricos do movimento neorrealista em Portugal, cuja cerimónia de inauguração do topónimo decorreu perante a presença do executivo da Câmara da Figueira da Foz e da Junta de Freguesia de Buarcos e S. Julião, bem como representantes de diversas entidades figueirenses, família e amigos do homenageado a título póstumo."

Campeão das Províncias: Poeta Joaquim Namorado eternizado numa rotunda da Figueira da Foz


Figueira na Hora: Rotunda Poeta Joaquim Namorado: “era uma falta que estava para ser reparada”

terça-feira, 6 de maio de 2025

Futebol e política

Quem recusa esta realidade certamente que não o faz por desconhecimento. 
“Tudo na vida é político. Mesmo definir-se como apolítico ou ficar de fora do debate sociopolítico também é uma posição política.”
Todos sabemos que o futebol e a política têm tido uma relação de dupla natureza ao longo da história. Por um lado, o futebol tem sido explorado e instrumentalizado pelo poder. Desde logo, nas ditaduras pelos governos. Em democracia, obviamente que pelos governos, mas também pelas câmaras municipais, juntas de freguesias e alguns partidos políticos, que utilizam o futebol como uma ferramenta para promover os seus interesses e objectivos políticos. 
Por outro lado, porém, o futebol pode ter um papel como veículo para reivindicação e protesto social e político, servindo como uma plataforma para expressar ideias e buscar mudanças. 
Portanto, a relação entre futebol e a política é indissociável e indesmentível. 
Para não irmos mais longe, penso que todos nos recordamos da longa gestão PS, nomeadamente no tempo do falecido eng. Aguiar de Carvalho, que ao mesmo tempo que era Presidente de Câmara, era Presidente da Assembleia Geral da Naval 1º. de Maio. 
Penso, igualmente, que não está esquecido no que resultou dessa envolvência. 
A mistura entre futebol e política tem efeitos e provoca reacções, que podem desenvolver laços envolvendo aspectos de cooperação, ou ser tema gerador de conflitos.
Na actualidade figueirense, é mais do que evidente a cooperação entre a força política no poder e o futebol - nomeadamente na Naval 1º. de Maio.
A ver vamos o que o futuro nos reserva. Para já, a avaliar pelo que foi visto na tarde do passado domingo no Estádio Bento Pessoa, aparentemente tudo está no melhor dos mundos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Mais um "candidato apaixonado" à Câmara da figueira da foz

VÍTOR RODRIGUES QUER MUNICÍPIO DE “PORTAS ABERTAS E NÃO APALAÇADO E FECHADO”.

[CP]: "Falou em estratégia, o que pressupõe prioridades. Quais são as suas? E, já agora, se vencer, isso implica acabar com os projectos iniciados pelo actual presidente?"

[VR]: "O que me preocupa são os problemas de uma população envelhecida, são as realidades distintas a que temos de dar respostas diferenciadas: agricultura e pesca, indústria, serviços e turismo, sustentabilidade, tecnologia e ecologia, uma Figueira da Foz realmente do século XXI. Mas não, quero olhar e gerir para o futuro, e quem não reconhece o passado não está preparado para gerir o futuro. Aguiar de Carvalho, Joaquim de Sousa, Duarte Silva, João Ataíde, Carlos Monteiro, Santana Lopes, todos eles, quero crer, fizeram o que acharam melhor nos respectivos mandatos. O que está feito, está feito, e todos terão feito coisas positivas, há que aproveitar e continuar, agora, não numa dinâmica de ‘hoje tenho uma ideia, faço uma pista, amanhã tenho outra, faço outra coisa qualquer’... Temos de ter projectos consequentes, lógicos, saber o que implicam em termos de gestão financeira no futuro, tratar o erário público com parcimónia, seriedade e, claro, respeitando as prioridades."

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

O Museu que a Figueira da Foz não tem… Desde há trinta anos…

INFORMAR

Esta fotografia é uma fotografia histórica… Para a História da Figueira da Foz… a cidade que não tem um Museu do Mar… Desde há trinta anos.
"Fotografados no dia 01.05.1996, durante os "Encontros do Mar 96", na inauguração da placa da atribuição toponímica em honra do "Príncipe Perfeito" Rei Dom João II (a atribuição que, antes disso, havia sido proposta pelo Centro de Estudos do Mar-CEMAR, e que havia sido meritoriamente aprovada pela Autarquia local), o Presidente de então da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho, o Presidente de então da Junta de Freguesia de Buarcos, Joaquim José Barraca, e o Director do CEMAR, Alfredo Pinheiro Marques.

Em segundo plano, vê-se o início da Marginal Oceânica da Figueira da Foz-Buarcos, baptizada como "Avenida D. João II", e também (ao lado dos portões da entrada do Cemitério de Buarcos) os edifícios, então ainda existentes, da antiga Fábrica de Conservas Cofisa: a esplêndida implantação, urbanisticamente, paisagisticamente, cenograficamente (de frente para a baía de Buarcos e da Figueira… [!] e com vista, lateral, para a "onda do mar de Buarcos" ["a onda direita mais longa da Europa"…]) onde, por proposta do CEMAR, se sugeria que tivesse sido localizado o MUSEU DO MAR… se a cidade tivesse sido capaz de o criar…

Mas não foi capaz… Nem então, nem depois, ao longo das três décadas seguintes."

Não foi capaz ali (em que tal deixou de ser possível, pois esse espaço veio a ser alienado, para lá ser instalada uma superfície comercial [!] do Lidl… [uma superfície comercial paredes-meias com o Cemitério onde estão enterrados os antigos pescadores de Buarcos…!) nem em qualquer outro local da cidade e da região da Figueira da Foz…
E, engraçadamente, ainda houve então uma Exª. Srª. dirigente local político-partidária, de um partido político diferente e concorrente do então maioritário no executivo camarário dessa época, que escreveu um artigo num jornal a congratular-se (!) pela eficácia da "iniciativa privada"… Por alguém ter conseguido rapidamente comprar e construir, ali… Construir (em vez de um Museu do Mar) uma superfície comercial, ali… (ali, ao lado de um Cemitério de pescadores…).

O Museu do Mar que, ainda hoje, a Figueira da Foz não tem… Desde há trinta anos…"
Fotografado na companhia de Alfredo Pinheiro Marques, co-fundador e director desta associação científica, Manuel Alberto Pimentel Afonso, o homem que, sozinho — com os seus próprios meios, pelo seu próprio esforço (sem pedir nada a ninguém) —, foi capaz de criar a extraordinária colecção dos seus modelos à escala dos navios da Figueira da Foz da pesca longínqua do bacalhau. A magnífica colecção de Manuel Alberto Pimentel Afonso deverá vir a ser um dos núcleos essenciais do Museu do Mar que deverá vir a ser criado na cidade da Foz do Mondego… O CEMAR (Centro de Estudos do Mar) e Alfredo Pinheiro Marques, desde há décadas, andam a chamar a atenção para ela (e até organizaram, no passado, em 2010, uma exposição dessa colecção dos navios da Figueira da Foz… mas teve que ser na Praia de Mira… no âmbito das VIII Jornadas Culturais da Gândara - Encontros da Terra e do Mar, pois na Figueira da Foz não foi possível…)."

sexta-feira, 24 de maio de 2024

A senda continua: "HDFF deixou de fazer cirurgias ao cancro da mama este ano por não ter atingido o número mínimo anual de 100 operações por cirurgião"...

Como escrevia alguém, em janeiro de 2013, a Figueira, ao que dizem, tem um passado glorioso.

Entretanto, pouco mudou.
Nos meados do século passado, ao que dizem, foi uma cidade cheia de pujança social, económica e cultural. Nos dias que passam,  porém, apesar da sua inigualável beleza, parece estar moribunda.

Há quem culpe Aguiar de Carvalho, há quem não desculpe  o "traidor" Santana Lopes e a falta de realismo do falecido Duarte Silva, como os principais culpados do estado a que a Figueira chegou.
Há,  também,  quem aponte o dedo a João Ataíde e a Carlos Monteiro.
Independentemente das culpas que possam caber aos autarcas que têm servido (mal) a cidade e aos governos que a têm prejudicado, a verdade é que os figueirenses  também pouco têm feito para evitar o descalabro actual.

No tempo de Sócrates, perdemos a maternidade. É certo que alguns figueirenses  se levantaram e protestaram, mas de pouco valeu. A maternidade foi mesmo encerrada.
Isso, foi simbólico.
No final de 2014, a Figueira perdeu o seu jornal mais antigo – o Figueirense – e nada aconteceu para tentar contrariar o destino.
É certo que, ao longo dos anos, outros títulos desapareceram, no essencial, também por  desinteresse dos figueirenses. Recorde-se alguns, nos últimos 30 anos: Barca Nova, Mar Alto, Correio da Figueira, Linha do Oeste.
Os figueirenses têm orgulho – presumo eu -  na Biblioteca e no Museu municipal, no CAE, no associativismo, no Casino,  como exemplos de uma cidade voltada para o lazer e para cultura.
Gostam -  também presumo eu -  da Naval, do Ginásio, do Sporting Figueirense  da SIT, do Caras Direitas, do GRV, da Cruz Vermelha, dos Bombeiros (municipais e voluntários), da Assembleia Figueirense, da Misericórdia -  e  do papel destas entidades em defesa da promoção da solidariedade e  do progresso social, associativo, desportivo e social da cidade e do seu concelho.

Mas isso chega?
Ter orgulho em exibir algumas jóias da coroa, como prova de vitalidade,  é próprio de famílias arruinadas que se agarram a elas para demonstrar que ainda estão vivas.
A Figueira está moribunda, agarrada a um bairrismo provinciano completamente ultrapassado.
A Figueira precisa de gente que goste da cidade, que a ame e a queira voltar a colocar no mapa de forma sustentada e com dignidade -  não como uma moda.
E a senda e os argumentos são sempre os mesmos, como podemos comprovar na edição de hoje do Diário as Beiras.

Confesso-me inquieto. Temos de estar atentos ao nosso Hospital: não vá alguém querer transformá-lo num centro de saúde com diversas especialidades clínicas e um Bloco Operatório a funcionar algumas horas durante o dia. Um concelho com a saúde doente, seria prejudicial, não só à nossa saúde, como também ao desenvolvimento do concelho!
Citando Miguel Torga. “É uma tristeza verificar que a política se faz na praça pública com demagogia e nos bastidores com maquinações. E mais triste ainda concluir que não pode ser doutra maneira, dada a natureza da condição humana, que nunca soube distinguir o seu egoísmo do bem comum e vende a alma ao diabo pela vara do mando. A ambição do poder não olha a meios, pois todos lhe parecem legítimos, se eficazes.”

quarta-feira, 6 de março de 2024

Escassez de lampreia é uma realidade que tem de ser estudada pois está em causa a preservação da espécie

No rio Mondego, onde a pesca de lampreia é uma tradição ancestral, este poderá ser o pior ano de sempre. Penacova cancelou o seu famoso e importante festival para a região por falta de lampreia. 
Especialista defende proibição da pesca da lampreia devido à escassez. “Deveríamos fechar a pesca. A qualquer animal deve ser dada a oportunidade para se reproduzir.” "A situação piorou. Tem sido uma sucessão de anos maus. 2017, 2019, 2022 e 2023 foram anos maus, motivados pela seca e por outras situações que ainda não se conseguem explicar, visto que há um desconhecimento do que acontece com a espécie no mar, em que pode haver mais mortalidade", disse Pedro Raposo, director do Mare e especialista em peixes anádromos (espécies que, como a lampreia, se reproduzem em água doce, mas que se desenvolvem até à forma adulta no mar).
Por todo o País os festivais de lampreia têm vindo a ser cancelados por falta de matéria prima. Entretanto, segundo uma notícia hoje publicada pelo jornal Diário as Beiras, «a associação Figpesca convocou para esta manhã, com início às 10H00, uma concentração de embarcações no canal principal da zona portuária, junto ao topo Sul da Marina da Figueira da Foz, e de familiares dos pescadores na praça da Europa Aguiar de Carvalho (em frente aos paços do concelho). Esta iniciativa tem por finalidade protestar contra o “regulamento com 34 anos que define regras totalmente desatualizadas”, vinca a associação em nota de imprensa.
O alegado anacronismo do regulamento, frisa a Figpesca, tem originado “uma fiscalização abusiva por parte da Unidade de Controlo Costeiro da GNR”, que “leva ao desagrado e à revolta dos pescadores”. “A direcção da associação Figpesca e os seus associados que desenvolvem a faina no Rio Mondego há muito que vêm alertando a administração e os vários intervenientes que tutelam a pesca no Rio Mondego para as dificuldades socioeconómicas, que aumentam de ano para ano”, sublinha ainda a nota. Este alerta, afiança, repete-se nos últimos 15 meses, em sucessivas reuniões com entidades públicas. Esta estrutura associativa representa armadores e pescadores de pesca artesanal. O tipo de redes utilizado ao abrigo do regulamento para a captura de sável e de lampreia, segundo a Figpesca, está desatualizado, tendo em conta as alterações que entretanto aconteceram no caudal do estuário do Rio Mondego. Em declarações recentes ao Diário as Beiras, o presidente da direcção da Figpesca, Igor Branco, sustenta que a cada vez menor quantidade de lampreias capturadas no estuário do Rio Mondego também se deve ao tamanho das redes que os pescadores são obrigados a utilizar ao abrigo do respectivo regulamento. Por isso, a associação reclama a actualização das normas em vigor há 34 anos, porque, entretanto, o caudal alterou-se.»

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Dia de festas na cidade...

 Via Diário as Beiras

"Aguiar de Carvalho, Duarte Silva, João Ataíde (os três a título póstumo) e Carlos Monteiro, vão ser distinguidos com a medalha da cidade e o título de cidadão honorário. O ex-vereador José Elísio, a jornalista aposentada Bela Coutinho, o ex-autarca comunista Nélson Fernandes e os empresários de restauração Isabel João Brites e Fernando Grilo também estão entre os homenageados."

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Mais um contributo para atiçar o ódio dos florzinhas, passarinhos políticos, comunicação social deficiente, população desatenta e intectuais totós...

Ninguém me pediu, mas vou fundamentar porque não vou assinar a petição que por aí anda a circular "Pela manutenção da vegetação dunar na praia da Figueira da Foz."

Em 15 de Dezembro de 2014, "foi apresentado, em reunião de câmara, o projecto para o reordenamento do areal urbano da Figueira da Foz e Buarcos, apresentado pelo arquitecto Ricardo Vieira de Melo, vencedor do concurso de ideias para esta zona de praia, lançado pela autarquia em 2011".
Este era, segundo sublinhou o presidente João Ataíde, um ponto de partida para a municipalização desta zona tutelada por várias entidades. 
Saliente-se que o projecto vencedor do concurso implicava um investimento de 110 milhões de euros, entre investimentos púbicos e privados. 
Parecia que estávamos a retornar aos saudosos tempos de Aguiar de Carvalho e de Santana Lopes, dos objectivos grandiosos de um magnífico aeroporto, de um moderníssimo comboio TGV em monocarril a ligar Figueira a Fátima ou de um grandioso estádio para o europeu de futebol de 2004... 

Entretanto, foram introduzidas várias alterações.
Como sabemos, a intervenção que estava na ideia da Câmara realizar, "ficou reduzida à ciclovia, via pedonal, pista de atletismo, reparação dos espaços desportivos e dos passadiços (e construção de outros) e intervenção nas valas de Buarcos que atravessa o areal". 
Mesmo assim, foram gastos cerca 3 milhões de euros.
A ideia da autarquia de deixar crescer a vegetação na antepraia vem daí.
O plano seguia, com a municipalização da praia da Figueira e a implantação de cimento em cima de dunas.
A erosão a sul do estuário do Mondego podia esperar. O projecto do bypass, ficava liquidado e a rapaziada do sul do concelho que aprendesse a nadar.
Como escrevi um dia destes - e isso atiçou ódios contra mim - a comunidade citadina “preocupa-se mais com questões pessoais, de maledicência, de desejar o mal aos outros, do que com o que é importante”.
Por isso é que na Figueira, quando alguém aponta para a lua, olham para o dedo de quem aponta, esquecendo o resto.
Cabecinhas pensadoras...

Fica uma crónica publicada no Diário as Beiras em 17 de Maio de 2019, com o título Um favor ao “ex”?.

domingo, 30 de abril de 2023

Primeira vereação camarária a seguir ao 25 de Abril de 1974

Via o jornal Mar Alto, edição de 8 de Maio de 1974 (estão quase a completar-se 49 anos), fica a lembrança do primeiro executivo democrata a seguir à conquista da Liberdade.
Era presidido por Cerqueira da Rocha que, na opinião de Joaquim Barros de Sousa, "em 25 de Abril de 1974 era o principal rosto das actividades, umas toleradas, outras clandestinas, que a oposição democrática ia prosseguindo na Figueira da Foz."
Esta Comissão Gestora dos destinos do concelho da Figueira da Foz esteve pouco tempo no poder. Foi substituída por um elenco comandado pelo Professor Marcos Viana. Em Outubro de 1974, Maria Judite Mendes de Abreu passou a presidir à Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Figueira até Dezembro de 1976, altura em que se realizaram as primeiras eleições autárquicas. 
As pimeiras eleições para eleger os órgãos locais depois da Revolução dos Cravos, foram realizadas a 12 de Dezembro. Foram eleitos 304 presidentes de câmara municipais, 5 135 deputados municipais e cerca de 26 mil deputados para as assembleias de freguesia.
O pastor José Manuel Leite, da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, foi o primeiro presidente eleito no nosso concelho. Seguiu-se Joaquim Barros de Sousa, Aguiar de Carvalho, Santana Lopes, Duarte Silva, João Ataíde, Carlos Monteiro (que substituiu João Ataíde após a sua ida para Secretário de Estado do Ambiente). Santana Lopes, nas eleições de Setembro de 2021, voltou à persidência da câmara da Figueira da Foz.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Parque verde ou retail park?

Na foto da esquerda, vê-se uma placa com mais de 20 anos naquele local. Foi lá colocada na primeira passagem do Dr. Santana Lopes como presidente de Câmara da Figueira da Foz. 
Em 2009,  passou a parque verde "virtual" em 3 D!..
No outono do ano da graça de 2016, começou a desenhar-se o futuro retail park figueirense. 
Aos poucos,  as superfícies comerciais começaram a ocupar o espaço.
Sublinhe-se: do último espaço que restava à Figueira para um verdadeiro parque verde.

A Drª. Mafalda Azenha, autora da crónica, que via Diário as Beiras publicamos à direita, entre outubro de 2017 e outubro de 2021, foi Vereadora Executiva  da Câmara Municipal da Figueira da Foz. 
Antes, tinha sido Deputada da Assembleia de Freguesia de Tavarede, Figueira da Foz, entre 2009-2013 e 2013-2017 e  Deputada da Assembleia Municipal da Figueira da Foz entre 2009-2013 e 2013-2017.

Em 2022, a Várzea de Tavarede, tida como a zona da Figueira com melhores terrenos agrícolas, está betonizada com uma bomba de gasolina e grandes superfícies comerciais – Pingo Doce, AKI,  LIDL e o Continente.

Recorde-se, porém, que a Várzea de Tavarede e São Julião começou a ser destruída no consulado de Aguiar de Carvalho aquando da construção das Avenidas em cima de quintas agrícolas, ao invés de construir em terrenos sem uso agrícola, mas já cozinhados, na altura, entre a CMFF e a empreiteira Lurdes Baptista para futuros loteamentos…

Nesta zona da Várzea de Tavarede e São Julião e agora também Buarcos, foi proposto o Parque Verde da Cidade na campanha politiqueira de 2009 (tal como, anteriormente, propôs Santana Lopes na primeira passagem pela Figueira).

Em vez de zona verde, cuja implementação foi nula, os governantes figueirenses, ao contrário do prometido, tiveram foi vontade efectiva e rapidez em legalizar a construção da bomba de gasolina, do Pingo Doce, do AKI LIDL e Continente, no mesmo espaço projectado para o referido Parque Verde…

Duarte Silva, recorde-se, em parceria Aprigiana também tentou betonizar esta zona com um Centro Comercial operacionalizado por um ex. futuro assessor…

Na Assembleia de 12 de Outubro de 2012, que sepultou a freguesia de São Julião (cuja acta nunca foi publicada no site da CMFF), a Freguesia de Tavarede escapou à extinção ou agregação com uma prenuncia justificativa muito “delirante” de que é uma Freguesia somente RURAL… 
Tão rural que detém as maiores urbanizações do concelho da Figueira da Foz e maior concentração de superfícies comerciais!
A saber: Intermarché; L.leclerc; FozPlaza – Jumbo. Na Várzea “tida como a zona da Figueira com melhores terrenos agrícolas” tem o Pingo Doce, AKI , o LIDL e o Continente com 40 mil m2 de impermeabilização de solos."!

A revisão do PDM de 2017, feita à pressa antes das eleições desse ano, atacou os corredores verdes.
O corredor verde das Abadias foi posto em causa ao permitir a construção de todo o gaveto que vai desde a frente do Pavilhão Galamba Marques até quase à frente do Centro Escolar, betonizando o corredor das Abadias.
Esse executivo municipal pretendeu alienar o Horto Municipal a uma superfície comercial, não tendo em conta que a construção neste espaço e consequente impermeabilização do solo acarretava problemas noutros pontos da cidade.
Essa revisão do PDM não levou em conta que os terrenos a norte e nascente do Parque de Campismo já deveriam fazer parte integrante do Parque (tal como decidido em reunião de câmara de 19/11/2007). A revisão do PDM de 2017, permitiu que continuassem como zona de construção.
No Corredor Verde da Várzea de Tavarede esse PDM validou o ataque às zonas verdes ao permitir a construção em toda a lateral da Avenida Dom João Alves, reduzindo em cerca de um terço a Várzea, pondo em causa até outros projectos municipais, como são as Hortas Urbanas.
 
As  eleições autárquicas têm mostrado o nível em que se encontra a política figueirense.
Acho que chegámos àquele ponto em que é impossível continuarmos a rir da desgraça concelhia. 
A desgraça é que já se ri de nós. 
E  fá-lo descaradamente. 
Até onde mais podemos ir mais?
De parque verde a retail park?...

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Na despedida do Dr. Carlos Monteiro como presidente de Câmara da Figueira da Foz


Em memória de tempos em que o concelho caminhava determinado em direcção ao futuro, sob a batuta de um autarca que nunca foi eleito como cabeça-de-lista (nem para a junta de freguesia de S. Julião...) o próximo presidente de câmara da Figueira da Foz, não pode esquecer a homenagem devida ao ainda actual que, ontem, a culminar a sua "breve" carreira presidencial, presidiu à última reunião camarária do mandato 2017/2021.

Na Figueira existem duas espécies de pessoas. 
As normais, como eu e o leitor, que nalguns dias podemos ver de manhã reflectido no espelho da casa de banho a pessoa mais inteligente, ou a mais atlética, ou a mais bonita, ou a mais competente.
E, depois há as outras: aquelas que se levantam e vêm no espelho a única pessoa inteligente, bonita, atlética  e competente do concelho. 
E estas, é que fazem toda a diferença. Como se viu nos últimos anos. 
A obra, embora alguma dela inacabada, fala por si.
O executivo municipal da Figueira da Foz, liderado pelo Partido Socialista (PS), fez ontem, segunda-feira o balanço de 12 anos de governação, assinalando a amortização da dívida de 92 milhões de euros "herdada" em 2009, para os 32 milhões.
A intervenção de Carlos Monteiro durou cerca de 20 minutos. Focou, nomeadamente, "o trabalho realizado em variadas áreas de intervenção municipal"
"O mapa de pessoal afecto ao município possui 838 funcionários - incluindo a Câmara Municipal, Proteção Civil, Figueira Domus, Bombeiros Sapadores e cinco agrupamentos escolares - ascendendo o número de avençados e prestadores de serviços a 27 pessoas."
"Em nota final para memória futura, sem nunca ter posto em causa a dignidade da representação da autarquia, pretendo que seja do conhecimento público que o valor total de ajudas de custo, ao longo de 12 anos de exercício, foi de 988,55 euros, o que configura uma média de 82,38 euros por ano", enfatizou Carlos Monteiro.

A terminar.
Recorde-se: três antigos presidentes da Câmara da Figueira da Foz, todos autarcas em democracia, têm o seu nome na zona ribeirinha da Figueira da Foz, junto ao rio Mondego.
Aguiar de Carvalho na praça da Europa, em frente aos Paços do Concelho; Duarte Silva um pouco mais a oeste, na marina;  e João Ataíde, na zona junto ao Forte de Santa Catarina, mais perto da praia.
Dr. Santana Lopes, próximo presidente de câmara da Figueira: em memória de tempos em que o concelho caminhava determinado em direcção ao futuro, venha de lá essa homenagem ao seu antecessor no caro.
Contudo, primeiro, convém acabar a obra do Jardim Municipal. Tudo indica que este será o espaço em que será possível fazer a homenagem com o acordo do homenageado.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Joana Aguiar de Carvalho enviou pedido de demissão ao Conselho Municipal de Turismo, onde representava a Assembleia Municipal, por indicação da maioria socialista...

Em 26 de Junho de 2020, a maioria absoluta do Partido Socialista, impôs o nome de Joana Aguiar de Carvalho, que não faz parte da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, como representante deste órgão autárquico no Conselho Municipal de Turismo.
Tal ocorreu no decorrer da Assembleia Municipal que se realizou nesse dia.
Ao que OUTRA MARGEM conseguiu apurar na altura, as bancadas da CDU e do PSD bateram-se para que a nomeação fosse feita entre os nomes de um dos membros que compõem a AM. Nelson Fernandes, no seu estilo característico, frisou que não se sentia representado por Joana Aguiar de Carvalho, "pois é membro da Assembleia Municipal e não deve ser uma pessoa de fora da Assembleia Municipal a representá-lo".
"Isto não é forma de fazer política", disse ainda Nelson Fernandes. Que acrescentou, dentro daquele que é o seu reconhecido estilo: "uma bancada destas (do PS), cheia de gente capaz e não há nenhum elemento virtuoso para ir para esta comissão?"
Porém, a vida e a política dão muitas voltas e segundo o Diário as Beiras, passado um ano, "Joana Aguiar de Carvalho enviou o pedido de demissão ao Conselho Municipal de Turismo (CMT), onde representava a Assembleia Municipal, por indicação da maioria socialista. A antiga dirigente do PS também se desfiliou do partido. 
Na base da dupla demissão está o apoio ao candidato à Câmara da Figueira da Foz Pedro Santana Lopes".
Na Assembleia Municipal de 5 de Maio de 2020, o PSD apresentou uma proposta para criar uma Comissão de acompanhamento do COVID. Foi chumbada com o argumento,  "de que não é preciso gente de fora". 
O mesmo Partido, por ter maioria absoluta, foi buscar uma pessoa de fora da Assembleia Municipal para o Conselho Municipal de Turismo... 
"A maioria absoluta do PS a permitir fazer tudo e o seu contrário"...
Registe-se que Joana Aguiar de Carvalho foi nomeada por votação secreta, com 11 votos contra, 2 nulos e uma abstenção.
Não foi proposto mais nenhum nome. O PS esteve igual a si próprio, ao informar a oposição: "a Joana Aguiar de Carvalho é o nosso nome, se quiserem ponham à votação um suplente!"...
Assim ia, há um ano, a democracia na Figueira.
Com as autárquicas de 2021 ainda longe, assistia-se a uma escalada de agressividade que se sentia, há meses, na política figueirense. Depois de ter  chegado  às sessões do executivo camarário, parecia ter também chegado às reuniões da Assembleia Municipal.
Passado um ano, com as autárquicas no horizonte, a maioria absoluta do partido socialista tem tentado dar uma imagem mais leve, mais risonha e de maior convívio democrático. Porém, como o verniz não é de grande qualidade, de vez em quando estala...