Revista Visão: “A vida vai dar-nos muitas lições. O povo não está a dormir”. Aos 79 anos, Helena Roseta continua “muito à frente”.
Helena Roseta, arquiteta,
política e uma das
cidadãs mais ativas
na defesa do direito
à habitação, reconhecida
pela intervenção cívica e institucional no
âmbito das politicas
urbanas inclusivas e
sustentáveis, deputada na Assembleia Constituinte e na Assembleia
da República em diferentes legislaturas.
Desempenhou também cargos relevantes no poder local (vereadora na Câmara
Municipal de Lisboa
(1976-1979 e 2007-
2013) e presidente da
Câmara Municipal de
Cascais (1982-1985),
tornando-se uma das
primeiras mulheres a
liderar um município), esteve ontem em Cantanhede.
Via Diário as Beiras fica o registo do muito que disse no decorrer na conferência “Cidade, Cidadania e Democracia: Participar para Transformar”, promovida pela autarquia local.
«A antiga
deputada
da Assembleia
da República
e ex-presidente
da Ordem dos
Arquitetos,
Helena Roseta,
afirmou ontem,
em Cantanhede,
que a habitação
“é uma
dimensão
que está a
perder espaço
na ação dos
responsáveis
políticos”.
«O direito à habitação, a responsabilidade do Estado e a
importância da participação dos cidadãos na
construção dos territórios estiveram no centro da intervenção da
arquiteta e política Helena Roseta, que ontem,
esteve em Cantanhede,
na conferência “Cidade,
Cidadania e Democracia:
Participar para Transformar”, promovida pela
autarquia local.
Durante a sessão, a antiga deputada recuperou o artigo 65 da Constituição da República Portuguesa para sustentar “a importância de garantir a todas as pessoas e famílias o acesso a uma habitação adequada às suas necessidades”.
Helena Roseta recordou que foi “depois do 25 de Abril que o direito à habitação passou a estar consagrado na Constituição”, sublinhando que “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”.
“As famílias devem ter todas uma habitação adequada às suas necessidades”, apontou.
A oradora destacou também a “importância da participação das populações nas políticas de habitação e no planeamento”.
“É uma dimensão que está a perder espaço na ação dos responsáveis políticos. Não vejo nos governos atuais, a palavra participação. Desapareceu do mapa”, lamentou.
A conferencista abordou ainda a realidade habitacional portuguesa, chamando a atenção para o número de habitações existentes no país em comparação com o número de famílias. “Segundo dados divulgados pelo INE, existem 5,9 milhões habitações para 4,1 milhões de famílias. Tem que haver aqui uma estratégia clara de habitação para que os problemas sejam resolvidos”, salientou Helena Roseta, considerada uma das maiores defensoras do direito à habitação.
Durante o evento, a presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio, agradeceu a presença da oradora e disse que a habitação é hoje um problema muito complexo, que deve ser resolvido.»
Durante a sessão, a antiga deputada recuperou o artigo 65 da Constituição da República Portuguesa para sustentar “a importância de garantir a todas as pessoas e famílias o acesso a uma habitação adequada às suas necessidades”.
Helena Roseta recordou que foi “depois do 25 de Abril que o direito à habitação passou a estar consagrado na Constituição”, sublinhando que “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”.
“As famílias devem ter todas uma habitação adequada às suas necessidades”, apontou.
A oradora destacou também a “importância da participação das populações nas políticas de habitação e no planeamento”.
“É uma dimensão que está a perder espaço na ação dos responsáveis políticos. Não vejo nos governos atuais, a palavra participação. Desapareceu do mapa”, lamentou.
A conferencista abordou ainda a realidade habitacional portuguesa, chamando a atenção para o número de habitações existentes no país em comparação com o número de famílias. “Segundo dados divulgados pelo INE, existem 5,9 milhões habitações para 4,1 milhões de famílias. Tem que haver aqui uma estratégia clara de habitação para que os problemas sejam resolvidos”, salientou Helena Roseta, considerada uma das maiores defensoras do direito à habitação.
Durante o evento, a presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio, agradeceu a presença da oradora e disse que a habitação é hoje um problema muito complexo, que deve ser resolvido.»

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