Na semana passada, a ministra do Trabalho garantiu que foram identificados 159 milhões de euros em prestações sociais pagas indevidamente. Agora, o Ministério esclarece ao Expresso que a “esmagadora maioria” destes casos resulta de atrasos administrativos e que 90% deste montante já foi regularizado."
quarta-feira, 17 de junho de 2026
O ministério do Trabalho desmente a ministra que o tutela!..
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Santana Lopes já havia dito em março que considerava um “gasto excessivo”
O natal é uma delas.
A meu ver, o consumismo, o desperdício, o sorriso de circunstância - resumindo, a hipocrisia em que transformaram o que era o Natal, não é para comemorar.
E depois na Figueira tivemos a cereja em cima do bolo!..
Numa cidade que chegou a apagar, pelo menos, metade das lâmpadas de iluminação pública para poupar, chegados ao natal, tínhamos as ditas iluminações de Natal!
Isso irritava-me: ao menos, dessem-lhe o nome correcto.
Chamassem-lhe iluminações comerciais, já que só surgiam para apelar ao comércio.
Esse apelo desmedido ao consumismo, num mundo que tanto precisa de uma melhor distribuição da riqueza, é uma afronta a quem tenha um sentido mínimo de humanidade.
domingo, 7 de junho de 2026
É disto que o povo gosta: comer, música e animação!
Nada, porém, acontece por acaso: durante décadas e décadas, o pimba foi alimentado, de norte a sul do país, por autarquias do CDS, PSD, PS e CDU.
Foi um investimento e peras.
Há quem diga (que não eu, que não tenho estudos para afirmar tal coisa) que isto poderá roçar o financiamento ilegal.
O certo, porém, é que o sucesso tem sido enorme.
O povo come - pudera, os espectáculos são (aparentemente) à borla.
Os políticos do momento, dão o que o povo sempre gostou: pão e circo.
Todos - eleitores e eleitos - ficam contentes e felizes.
Que interesse tinha na Figuiera, por exemplo, ter sido retomado um festival internacional de cinema de autor, ou um festival de música clássica dirigido por Sequeira Costa?
Isso são coisas elitistas e pouco apelativas para um povo educado para evitar pratos de mais difícil digestão.
Interessa é manter e promover o glamour do pimba.
Ao povo o que o povo gosta.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Troiadelos...
Refiro-me, à faixa litoral a sul do Mondego, entre o Cabedelo e o Campo de futebol.
Era ainda possível aí fazer férias em comunhão com a Natureza e frequentar boas praias, sem os inconvenientes das urbanizações selvagens.
Por conhecermos o triste destino da restante costa figueirense, devemos manter-nos atentos e vigilantes.
Recordo que o Cabedelo nunca tinha tido Bandeira Azul. E bem. Era o único pedaço de Paraíso imaculado da costa figueirense que ainda nos restava.
Entretanto, algo mudou. Ficámos a meio caminho. Mas, o objetivo estava lá: quem não tinha categoria para usufruir dum espaço nobre foi para o olho da rua.
Agora temos aquela coisa deserta na maior parte do ano.
O trabalho que havia a fazer foi feito por um executivo de maioria absoluta do Partido Socialista.
E assim se foi abrindo o caminho ao Portugal/2026.
"Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Há vinte anos, o litoral alentejano entre Tróia e Melides (sim, com a Comporta e o Carvalhal a ocuparem o meio) foi palco de uma operação cuidadosamente planeada para condicionar a fruição destes 40 quilómetros de costa. Sob a bandeira dos PIN (Potencial Interesse Nacional), grandes grupos imobiliários obtiveram de Pinho e de Sócrates a luz verde para urbanizações de enorme dimensão, erguidas numa das mais sensíveis áreas protegidas do país.
O argumento invocado foi sempre o mesmo, o do turismo de qualidade, do investimento estrangeiro e da criação de emprego. A alternativa óbvia: recuperar as áreas já degradadas ao longo da costa não permitia a entrada nos paraísos pristinos da zona.
Em vez disso, entrou-se de bulldozer pela área protegida adentro, a fim de cavar infraestruturas que viriam a ficar mais de uma década abandonadas. O que ninguém se deu ao trabalho de explicar foi aquilo que verdadeiramente se congeminava e agora se executa: uma fronteira invisível a separar os que podiam e os que não podiam ir à praia.
Falo disto com conhecimento de causa, pois tenho casa em Grândola há muitos anos e sou testemunha direta do que se foi passando. Como tantos outros, fui aos poucos perdendo a paciência para frequentar estas praias, não por falta de vontade, mas por acumulação de obstáculos, sendo o escândalo dos preços a face mais visível de uma atmosfera crescente de exclusão que metade da sinalética pelo caminho nem sequer se dá ao trabalho de disfarçar.
Essa fronteira tornou-se, nos últimos dois anos, escandalosamente visível.
Foi o Expresso quem primeiro o revelou, no ano passado, ao dar conta de que 80% dos acessos ao areal, nos 45 quilómetros entre Tróia e Melides, se encontravam condicionados ou bloqueados por empreendimentos privados.
As dunas, integradas no domínio público desde que D. Luís assim o determinou em 1864, encontravam-se fisicamente cercadas por propriedade privada, entre cancelas, muros e a estratégica ausência de caminhos públicos. A resposta do Estado revelou-se algo tímida, resumindo-se a sinalização obrigatória e a promessas de novos acessos.
Vieram depois os preços, com cafés a cinco euros, espreguiçadeiras a valores de resort na Côte d'Azur e produtos a quantias que excluem as famílias portuguesas de classe média, tudo isto numa praia pública, num bem do Estado. O Governo reagiu com uma portaria de preços máximos, medida necessária, mas insuficiente face à escala do problema.
Já agora, quando vos vierem dizer que sobre o concessionário recaem muitas obrigações (lembro que fiscalizar o cumprimento do acesso de todos os banhistas às suas casas de banho seria, garanto-vos, uma boa ideia), imaginem só que eram donos do único café da vossa terra…
Chegámos agora aos chapéus de sol, a propósito dos quais a APA se viu obrigada a emitir uma norma técnica para esclarecer que os banhistas podem colocar o seu próprio chapéu à frente das concessões. Uma norma a esclarecer o que a lei nunca tinha proibido, mas tristemente necessária porque a prática, tolerada, tinha criado a aparência de uma apropriação que a concessão obviamente não permite, mas que na areia funciona tão bem como uma cancela alta.
Sabemos, no fundo, o que verdadeiramente sucede, pois aqueles que pagam a espreguiçadeira a peso de ouro querem sentir-se nas Maldivas, já que são as Maldivas que pagam, e anseiam por afastar da vista os chapéus foleiros e as sungas do povo. Já aqueles que as vendem precisam de enxotar os pobres, e é mesmo disso que se trata, sob pena de se esvair a sensação de Hamptons e de se perderem as vendas dignas do Mónaco.
Desta vez, porém, a reação foi diferente, mais rápida, mais firme e mais definitiva do que nas polémicas anteriores, e nisso não deixa de haver significado. Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Três polémicas a obedecerem a uma única lógica, a da privatização silenciosa e gradual do maior areal português, levada a cabo não por decreto, mas por urbanizações aprovadas onde jamais deveriam ter existido, por concessões atribuídas sem acautelar o interesse público, por sinalética equivocamente conveniente e por décadas de não-fiscalização. A lei nunca cedeu porque o domínio público hídrico é inalienável e imprescritível. Quem cedeu foi a vontade política de a fazer cumprir.
O problema de fundo é o de que aquela faixa de litoral foi, de facto, entregue a um turismo de luxo que exclui os portugueses, e a sua superação exige a revisão das concessões, a abertura efetiva dos acessos e a coragem política de dizer com clareza o que aconteceu.
A praia é pública, sempre o foi, e está na hora de o Estado se mostrar mais forte do que as pífias elites que sempre encontram maneira de o convencer de que aquilo que é nosso lhes pertence."
A luta (tal como a incerteza que tem nome: Chega) continua
Ventura falou para dizer que a luta pode continuar.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Goooooolo do Torreense
A vida é mesmo assim.
A bola é redonda.
Contudo, se calhar, cá pela Figueira, isto está a ficar excessivamente redondo.
E, quando menos se espera, a bola cai-nos em cima.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Fogos em Portugal "têm um salvador, um culpado e um herói"
domingo, 10 de maio de 2026
XIV Gala Figueira TV
Em Agosto de 2018, Santana Lopes despede-se do PSD para formar um novo partido.
Crítico da liderança de Rui Rio, deixou avisos sobre a aproximação do PSD ao PS e um partido avesso a agendas de esquerda.
E assim a 23 de outubro de 2018, surgiu o Aliança. Definiu-se como um partido personalista, europeísta, conservador nos costumes e liberal na economia.
Assumidamente de direita
A coisa não correu bem.
Dado esse passo em falso, ficava comprometida uma candidatura presidencial, com sucesso, em 2026, um projecto essencialmente pessoal, ao alcance, não dos mais capazes, não dos mais brilhantes, não dos mais lógicos, não dos mais competentes, não dos mais indicados, mas dos mais audazes.: "o tal populismo".
E chegamos a 2021.
O melhor que a Figueira podia ter, nesse momento, perante os pretensos candidatos que se foram chegando à frente era Santana.
E Santana deu o corpo ao manifesto.
Os políticos, tal como os piões, testam-se rodopiando.
No xadrez, porém, os peões são sacrificados e comidos pela rainha.
Santana tinha o direito de querer ser presidente da República.
E a câmara da Figueira podia ser, mais uma vez, um atalho para a concretização dos seus objectivos pessoais.
Santana tem todo o direito de achar que era um bom candidato a presidente da República.
Precisava de espaço mediático.
Santana tem todo o direito de ocupar o espaço mediático.
Santana tem todo o direito de querer ser hoje controverso e amanhã consensual.
Santana tem todo o direito de achar que ser popular não é ser ingénuo.
Contudo, também tem de entender que nem todos os outros são ingénuos ou otários.
Santana tem todo o direito de utilizar a Figueira como quer.
Mas, também tem de ter a humildade de perceber que pode ser utilizado.
Eu sei - e Santana também o sabe e tem todo o direito de o dizer -, que se não fosse ele, hoje o presidente da câmara da Figueira da Foz, continuaria ser Carlos Monteiro.
Santana tem todo o direito de pensar que eu não percebo nada disto.
Mas, ninguém, nem Santana Lopes, me vai inibir de expressar a minha opinião.
Nota-se por aí uma crispação dos diabos na minúscula bolha política local.
Não se preocupem: vai acabar tudo bem.
Como sempre, para alguns.
Não se preocupem com quem não faz mal a uma mosca...
sábado, 9 de maio de 2026
NA DEMOCRACIA NÃO HÁ VÍTIMAS, HÁ CÚMPLICES
“Eu não tenho culpa.”
Tem.
Na democracia, todos têm.
E essa é talvez a verdade mais incómoda do regime democrático: a liberdade não vem sozinha. Vem sempre acompanhada de responsabilidade.
Na ditadura, o povo pode verdadeiramente ser vítima.
Na democracia, não.
Na democracia, o povo escolhe.
E quem escolhe, responde.
Quem participa, influencia.
Quem se abstém, permite.
Quem se cala, consente.
Por isso, numa democracia, não há vítimas.
Há cúmplices.
Uns por acção.
Outros por omissão.
Mas cúmplices na mesma.
Porque democracia não é apenas um direito.
É um dever.
E quem não compreende isto não compreende democracia.
Numa democracia existem, politicamente, quatro tipos de cidadãos.
A primeira categoria é a dos que votam em quem vence.
Esses são responsáveis directos pelo rumo do seu concelho, da sua cidade ou do seu país.
Escolheram.
Legitimaram.
Entregaram poder.
Se corre bem, partilham o mérito.
Se corre mal, partilham a culpa.
Não podem, depois, lavar as mãos.
Quem escolhe governantes escolhe destinos.
E quem escolhe destinos é responsável por eles.
A segunda categoria é a dos que votam em quem perde.
Esses fizeram o seu dever.
Participaram.
Exerceram soberania.
Cumpriram.
Podem não ter vencido eleitoralmente, mas honraram a democracia.
Porque democracia não é ganhar.
É participar.
A derrota eleitoral nunca é derrota cívica.
Pelo contrário.
É prova de vida democrática.
Mas há uma terceira categoria.
Os que não se revêem em nenhum candidato, em nenhum partido, em nenhuma proposta.
E aqui é preciso fazer uma distinção essencial.
Se não se revê em ninguém, há dois caminhos:
ou constrói alternativa,
ou abandona o combate.
E quem constrói alternativa honra a democracia.
Critica.
Questiona.
Exige.
Escreve.
Debate.
Organiza-se.
Intervém.
Expõe.
Mobiliza.
E se for preciso, candidata-se.
Porque compreende algo fundamental:
se não existe alternativa, cria-se.
Democracia não é um menu fechado.
Não é um supermercado político onde apenas escolhe o que está disponível.
Pode e deve criar o que falta.
Mas depois existe a quarta categoria.
E essa é a mais perigosa.
A mais nociva.
A mais decadente.
Os abstencionistas.
Os indiferentes.
Os resignados.
Os que não querem saber.
Os que vivem na crítica, mas fogem da responsabilidade.
Os que dizem que está tudo mal, mas no dia de decidir ficam em casa.
Esses não são neutros.
São cúmplices.
E mais:
objectivamente, são os únicos que apelam à lógica da ditadura.
Porque há uma verdade brutal que poucos têm coragem de dizer:
o único regime político que dispensa o voto é a ditadura.
Na democracia, o voto é a base.
Na ditadura, o voto é irrelevante ou inexistente.
Na democracia, o cidadão decide.
Na ditadura, decidem por ele.
Quem despreza o voto despreza o mecanismo central da democracia.
E quem despreza o mecanismo central da democracia despreza a própria democracia.
É duro?
É.
Mas é verdade.
A abstenção, quando nasce do comodismo, da preguiça cívica ou da indiferença, não é protesto.
É desistência.
E desistir da democracia é abrir espaço à lógica autoritária.
Porque quem abdica de escolher está, no fundo, a aceitar ser governado sem decidir.
E essa é precisamente a essência da ditadura.
Mais ainda:
há quem não esteja preparado para a liberdade.
Porque liberdade exige responsabilidade.
E responsabilidade exige maturidade.
Quem não quer decidir não pode reclamar.
Quem não participa não pode exigir.
Quem foge do dever político não tem autoridade moral para criticar.
É como aquele indivíduo que vive num condomínio.
Critica tudo.
Critica a administração.
Critica as quotas.
Critica as obras.
Critica as decisões.
Mas nunca vai às reuniões.
Nunca vota.
Nunca intervém.
Nunca propõe.
Nunca assume responsabilidades.
Que valor tem essa crítica?
Nenhum.
É ruído.
É ignorância.
É estupidez.
Na política é exactamente igual.
Se quer falar do país, participe.
Se quer falar do concelho, intervenha.
Se quer criticar, primeiro cumpra.
Porque crítica sem participação é apenas cobardia disfarçada.
Antonio Gramsci (1891–1937) percebeu isto de forma profundamente estratégica.
Não porque devamos admirá-lo ideologicamente, mas porque devemos compreender o seu método.
Gramsci percebeu que o socialismo, nas sociedades ocidentais, não triunfaria através da simples tomada militar do poder.
Triunfaria primeiro pela conquista da cultura, do ensino, dos intelectuais e da comunicação.
Aquilo que politicamente hoje se resume assim:
o socialismo não toma primeiro os quartéis; toma primeiro a cultura, o ensino e os media.
Essa é a essência da sua teoria da hegemonia cultural.
Primeiro molda-se a consciência.
Depois molda-se o voto.
Depois molda-se o poder.
Gramsci escreveu, em 1917:
“Odeio os indiferentes.”
E odiava-os por uma razão simples:
porque o indiferente é o terreno perfeito para o domínio ideológico.
O indiferente não resiste.
Não questiona.
Não combate.
Absorve.
Repete.
Obedece.
E é exactamente por isso que o abstencionista é tão perigoso.
Porque a sua ausência fortalece sempre quem domina o espaço cultural.
Joseph Goebbels (1897–1945), ministro da propaganda do III Reich, aperfeiçoou outro mecanismo essencial do poder moderno:
a repetição.
Goebbels percebeu algo fundamental:
uma mentira pura é frágil.
Mas uma mentira misturada com partes de verdade torna-se poderosa.
E se essa narrativa for repetida vezes suficientes, torna-se verdade social.
Não porque seja verdadeira.
Mas porque foi repetida.
A propaganda moderna vive disso.
Simplificar.
Repetir.
Emocionar.
Dividir.
Criar inimigos.
Criar consensos artificiais.
Estigmatizar dissidência.
Hoje já não é preciso um Ministério da Propaganda.
Basta uma comunicação social dependente.
Basta redes sociais.
Basta algoritmos.
Basta repetição.
Basta censura informal.
Basta vergonha pública.
Basta cancelamento.
Basta pressão social.
Richard von Coudenhove-Kalergi (1894–1972), fundador do movimento Pan-Europa, defendia uma Europa unificada e escreveu em Idealismo Prático (1925) sobre o homem do futuro como produto de mistura e transformação civilizacional.
Independentemente das interpretações posteriores, há uma lição política importante:
as elites sempre pensaram sociedades como matéria organizável.
Como massas administráveis.
Como engenharia humana.
E o problema nunca é apenas a teoria.
O problema é a intenção política.
Porque todo o poder deseja a mesma coisa:
populações previsíveis.
fáceis de governar.
fáceis de dividir.
fáceis de controlar.
E quanto menos pensamento crítico existir, mais fácil isso é.
É por isso que discutir política não é discutir partidos.
Isso é uma visão infantil da política.
Política é discutir poder.
É discutir regras.
É discutir orçamento.
É discutir urbanismo.
É discutir segurança.
É discutir justiça.
É discutir imigração.
É discutir liberdade.
É discutir educação.
É discutir soberania.
É discutir cultura.
É discutir o modelo de sociedade onde todos vivem.
Quem diz:
“Eu não gosto de política”
está, no fundo, a dizer:
“Não quero saber das regras que governam a minha vida.”
Mas isso é impossível.
Porque a política importa-se consigo, queira ou não.
Decide os seus impostos.
Decide o seu salário.
Decide a sua casa.
Decide os seus filhos.
Decide a sua segurança.
Decide a sua liberdade.
Decide o seu futuro.
Ignorar política não faz a política desaparecer.
Faz apenas com que outros decidam por si.
E quem deixa outros decidir por si sem lutar, sem pensar e sem participar, não é vítima.
É cúmplice.
Claro que a democracia moderna não é perfeita.
Está cheia de falhas.
Cheia de condicionamentos.
Cheia de interesses.
Cheia de manipulação.
A comunicação social tem dependências.
O poder económico influencia o poder político.
Criar alternativas é difícil.
Combater narrativas dominantes é difícil.
Dizer verdades incómodas tem custo.
O sistema protege-se.
Defende-se.
Fecha-se.
Mas ainda não é impossível.
E enquanto não for impossível, continua a existir responsabilidade.
Essa é a linha que separa democracia de ditadura.
Na democracia ainda pode falar.
Ainda pode criticar.
Ainda pode organizar-se.
Ainda pode expor.
Ainda pode candidatar-se.
Ainda pode combater.
Se não o faz, escolheu não fazer.
E isso também é uma escolha.
Na democracia até o silêncio vota.
Até a ausência decide.
Até a omissão governa.
Por isso não.
Não há vítimas.
Se votou em quem venceu, é responsável.
Se votou em quem perdeu, cumpriu.
Se não se revia em ninguém e construiu alternativa, honrou a democracia.
Mas se ficou em casa…
calado…
indiferente…
confortável…
à espera que outros decidissem o seu destino…
então não é vítima.
É cúmplice.
Porque democracia não é um espectáculo.
É um combate.
E quem foge do combate não pode chorar o resultado.
Estude.
Leia.
Questione.
Duvide.
Pense.
Participe.
Ou continue adormecido.
Mas depois não diga que foi vítima.
Porque na democracia ninguém é arrastado.
Cada um caminha para o destino colectivo com os seus próprios pés.
E o destino de um povo é quase sempre a soma exacta da coragem — ou da cobardia — dos seus cidadãos.
Autor: João Ferreira
domingo, 3 de maio de 2026
O chega é isto
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Abril em Maio
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Filipa Martins Romancista, argumentista e realizadora de cinema
"Se aquilo que eu escrever conseguir pôr alguém a pensar, especialmente se for de uma geração mais jovem, atualmente desequilibrada, então já tenho a missão cumprida. Não acho que vá mudar o mundo, mas é isso que me faz levantar todos os dias".
quarta-feira, 22 de abril de 2026
O valor dos rios: “e no dia em que não tivermos políticos que aprenderam a nadar no rio?”
O rio da minha Aldeia deveria fazer pensar.
Quem está ao pé dele, não está apenas e só ao pé dele...
O rio da minha Aldeia, não sendo o que já foi, continua a ser fonte de vida, de prazer, de divertimento e de lazer.
Continua a ser de um agrado incontornável olhá-lo, conhecer os seus recantos, as suas correntes e as suas contra-correntes, as suas diferentes tonalidades, o seu murmurar!..
Uma coisa é ser. Outra, é gostar de (a)parecer...
O rio da minha Aldeia continua a provocar emoções...
Mas, é preciso estar atento!
O rio da minha Aldeia, tem uma particularidade: enche na maré alta e quase seca na baixa-mar...
Na imagem sacada daqui, uma tela pintada de magia da borda do rio da Gala. Autor: Cunha Rocha |
“Não é à toa que os políticos com quem é mais fácil falar são aqueles que tiveram a experiência de rio na sua formação de vida." E deixa о aviso: "E no dia em que não tivermos nenhum político que tenha aprendido a nadar no rio? Esse dia está para chegar em breve. Ainda falta resolver, em muitos lugares, o problema do saneamento. Porque ainda temos descargas e problemas para resolver.
terça-feira, 21 de abril de 2026
A Figueira continua a não ter dinheiro e precisa de investimento...
É o maior investimento desde que o programa foi criado há seis anos. Trata-se de um crescimento de 298% em comparação com 2024. No ano passado, as doações de cidadãos estrangeiros para projetos culturais ultrapassaram os 46 milhões de euros, face aos 11 milhões do ano anterior.
Os dados são do Ministério da Cultura e revelam também que, devido a estas doações, foram emitidas 211 autorizações de residência para investimento. Em 2024 tinham sido 50. Na prática, basta doar 250 mil euros ou mais para poder ter acesso a estes “vistos gold”. Segundo o Diário de Notícias, os cidadãos norte-americanos são os que mais recorreram a este regime, com 120. Os chineses ocupam o segundo lugar, com 70 doações. Seguem-se os indianos, com 30 vistos. Sete britânicos também fizeram transferências para a cultura portuguesa. Os paquistaneses, cinco. Turcos e iraquianos, quatro. O pódio termina com a obtenção de visto por cidadãos do Bangladesh, Irão e Jordânia.
Foram ainda feitas 36 doações, mas sem indicação da nacionalidade. Os "vistos gold" no imobiliário acabaram em 2023, ainda no governo de António Costa, mas permaneceram na cultura e na economia. É possível obter "vistos gold" através da criação de empresas que criem no mínimo 10 postos de trabalho ou transferências de capital de valor igual ou superior a meio milhão de euros. A investigação científica também está abrangida.
"O projeto elaborado pelo Município da Figueira da Foz para a reabilitação da Casa da Criança Infanta D. Maria tem por finalidade voltar a instalar no imóvel um jardim-de-infância, com capacidade para 75 crianças. A obra tem um orçamento inicial de 1,2 milhões de euros, que será candidatado aos Vistos Gold da Cultura. Segundo adiantou Santana Lopes ao DIÁRIO AS BEIRAS, a autarquia também pretende candidatar a reabilitação do Paço de Maiorca e do Palácio Conselheiro Branco àquela fonte de financiamento. São dois imóveis históricos municipais situados na zona histórica da vila de Maiorca."
Imagem via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)






