O espaço público é de todos — também de quem se desloca de automóvel. A cidade não pode ser pensada apenas para alguns. Uma cidade moderna é aquela que sabe conciliar mobilidade, qualidade de vida, comércio e acessibilidade."
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
A receita é simples: "ânimo leve"...
O espaço público é de todos — também de quem se desloca de automóvel. A cidade não pode ser pensada apenas para alguns. Uma cidade moderna é aquela que sabe conciliar mobilidade, qualidade de vida, comércio e acessibilidade."
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Padre Guilherme Dj, é um dos cabeças de cartaz do festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio
Porém, alguém se interessa por saber quanto é que vai custar?
O dj Padre Guilherme é um dos cabeças de cartaz da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, ao lado do australiano Timmy Trumpet e do neerlandês Hardwell. “Vamos criar algo de especial. Acredito que vai ser tudo à volta de criar uma viagem que envolve a pista de dança”, antecipou ontem o dj Padre Guilherme, na apresentação do festival aos jornalistas. Nos espetáculos do dj Padre Guilherme misturam-se música eletrónica com a voz do Papa Francisco, textos bíblicos e “mensagens de fé e esperança”. Acerca da música eletrónica, o padre da Póvoa de Varzim que também é dj sustentou que é um género musical inclusivo, recorrendo a uma frase do Papa Francisco a propósito de uma Igreja para “todos, todos, todos”. “Na música eletrónica também há lugar para todos, todos, todos”, afirmou.
Para a atuação do dj Padre Guilherme, “o céu é o limite”, destacou o diretor executivo da promotora do RFM SOMNII Intermarché, Tiago Castelo Branco. “É motivo de orgulho para os portugueses termos um artista com esta dimensão [internacional]”, vincou o responsável da MOT, referindo-se ao dj Padre Guilherme. Tiago Castelo Branco considerou a atuação do dj Padre Guilherme “o momento alto” da 12.ª edição do festival de música eletrónica.
A vereadora da Câmara da Figueira da Foz Cláudia Rocha afirmou ontem que a cidade é também um destino de grandes concertos internacionais. “Apostamos nesta nova dinâmica de [fazer] da Figueira da Foz um destino, além de turístico, de concertos internacionais”, defendeu a autarca, que falava na apresentação da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, de 10 a 12 de julho, na Praia do Relógio, da mesma promotora dos concertos de Sting e Lewis Capaldi, no fim de semana seguinte. Nos próximos anos, outros artistas internacionais atuarão no areal urbano daquela cidade.
Na edição deste ano do RFM SOMNII Intermarché há dois djs internacionais de topo que regressam ao palco do festival, o australiano Timmy Trumpet e o neerlandês Hardwell, o segundo 10 anos depois. “Vamos ter três dias de muita animação”, garantiu João Pedro Sousa, da rádio RFM, parceira da promotora MOT no festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio. Os djs Padre Guilherme, Vini Vici, Dual Damage, Diego Miranda, Will Sparks, Kaaze, Sound Rush, Nifra e Tiago Cruz são outros dos nomes confirmados no cartaz da 12.ª edição do evento."
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Passou agora a ser “uma obra inevitável”: «consenso parlamentar para construção de bypass»
Na década de 2010/2020, "o agravamento das taxas de erosão foi de um terço entre a Costa Nova (Ílhavo) e Mira, duas vezes entre Castelo do Neiva e Esposende, Ofir (Esposende) e Estela (Póvoa de Varzim), Cortegaça e Furadouro e a sul do Torrão do Lameiro (Ovar) e, pior, três vezes entre Cova-Gala e Lavos (Figueira da Foz)."
No dia 12 de Agosto de 2021, "o Governo antecipou a divulgação do estudo sobre a transposição de areias na barra da Figueira da Foz, prevista para setembro."
domingo, 7 de setembro de 2025
As autárquicas e a normalização do Chega
«Vivi umas férias abusivamente longas cercada por cartazes de André Ventura. Dispenso sair da toca no querido mês de agosto, vivi Castro Marim e Moledo, Carrapateira e Sintra, Odeceixe e Aveiro (luxos à mão num país pequeno) e Ventura perseguiu-me. Ele tinha avisado – o Chega vai ter candidatos às autárquicas de 12 de outubro em todos os municípios do país – e como a matéria prima, pobre e escassa a nível nacional, é ainda mais pobre e escassa a nível local, Ventura tirou o coelho da cartola, clonou-se a si próprio, criou a ilusão de que o candidato às 308 câmaras é ele, e basta ir para fora cá dentro para ter uma experiência alucinante. O André está em todo o lado. Vai limpar isto tudo. E supera-se na arte de enganar o pagode.
quarta-feira, 30 de abril de 2025
Apesar do apagão da passada segunda-feira, na Figueira continua a correr tudo bem...
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| Há 25 anos, uma cegonha causou um apagão semelhante ao chocar contra uma linha de alta tensão em Lavos, na Figueira da Foz |
Sabemos que no edifício da Câmara nunca faltou energia eléctrica.
Entretanto, pela leitura da edição de hoje do Diário as Beiras, ficámos a saber que "geradores garantiram serviços urgentes na ULS do Baixo Mondego". Assim, no Hospital Distrital da Figueira da Foz e nos Centros de Saúde da Figueira da Foz, de Soure e de Montemor-o-Velho, o dia atípico sem eletricidade causou condicionamentos, mas a “atividade urgente, emergente e inadiável manteve-se sempre assegurada através de geradores”. Na segunda-feira, perante a situação, a ULS do Baixo Mondego “alargou os horários dos Centros de Saúde da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure para consulta de doença aguda” e também “assegurou alternativas para que os utentes com equipamentos médicos vitais, que funcionam com energia elétrica, pudessem, durante 24 horas, carregar os mesmos”. Os doentes cuja medicação necessitava de frio tiveram “à disposição frigoríficos” das unidades de saúde. Para além disto, o “Hospital Distrital da Figueira da Foz estava, também, preparado para receber doentes com insuficiência respiratória, ou outra doença respiratória crónica, se a falha de energia elétrica se mantivesse no período da noite”, assegura a ULS do Baixo Mondego. “Graças à rápida atuação das nossas equipas e à ativação do plano de contingência, mantivemos em funcionamento os serviços essenciais”, reitera a unidade de saúde. 55% das consultas e 67% das cirurgias realizadas No que à atividade hospitalar diz respeito, a ULS do Baixo Mondego realizou, na segunda-feira, “55% das consultas e 67% das cirurgias programadas”. Com o restabelecimento do fornecimento elétrico, “as consultas, exames e cirurgias programadas decorrem já com normalidade”, frisa a instituição que deixou ainda a garantia de que “toda a atividade que foi adiada será brevemente remarcada”.
Ainda segundo a edição de hoje do Diário as Beiras, " o Casino da Figueira da Foz esteve a funcionar normalmente, entre as 15H00 e as 03H00. Segundo comunicado enviado aos órgãos de comunicação, o espaço funcionou com toda a sua oferta."
segunda-feira, 31 de março de 2025
Vão ser construídos "220 apartamentos distribuídos por 12 edifícios". Não se esqueçam da ETAR DA GALA e do QUINTO MOLHE...
Neste momento, o processo do loteamento encontra-se em fase de estudo prévio. Entretanto, foi aprovada, na reunião de câmara e por unanimidade, a não sujeição do empreendimento imobiliário a procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental.
A aprovação da proposta, no entanto, foi condicionada ao cumprimento de todas as normas de proteção do ambiente, nomeadamente tratamento dos antigos terrenos industriais e remoção das estruturas de fibrocimento com amianto por uma empresa especializada."
Sabe-se também que "o processo do loteamento encontra-se em fase de estudo prévio" e que "foi aprovada, na reunião de câmara e por unanimidade, a não sujeição do empreendimento imobiliário a procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental".
"A aprovação da proposta, no entanto, foi condicionada ao cumprimento de todas as normas de proteção do ambiente, nomeadamente tratamento dos antigos terrenos industriais e remoção das estruturas de fibrocimento com amianto por uma empresa especializada. Aquela exigência foi incluída na ata da sessão de câmara por iniciativa do presidente da autarquia da Figueira da Foz, Santana Lopes (FAP), após preocupações ambientais manifestadas pelos vereadores Diana Rodrigues e Daniela Azenha (PS). Contudo, os esclarecimentos prestados por técnicos do Município da Figueira da Foz, a pedido do presidente da autarquia, e as condições impostas por Santana Lopes geraram unanimidade na votação."
quarta-feira, 30 de outubro de 2024
Ter memória é tramado: recordamos o que aconteceu com as freguesias em 2012, porquê e para quê...
Mestres como somos nas artes do engano, aproveitámos uma singularidade nacional: a existência de dois níveis de poder local. Ludibriámos a troika — e lixámos o mexilhão nacional, o mais desprotegido dos mexilhões: as pobres freguesias, nomeadamente as de “territórios de baixa densidade”.
Num acto positivo, o Parlamento reconheceu mais tarde os erros cometidos. Os critérios nem sempre haviam sido respeitados, dando lugar a injustiças difíceis de suportar. Publicou-se a Lei n.º 39/2021, na qual se inseriu um artigo destinado a emendar o “erro manifesto e excepcional que cause prejuízo às populações” (artigo 25.º). As freguesias mais afectadas iniciaram o processo de reparação. Houve reuniões. A desagregação foi aprovada em assembleia de freguesia e, depois, em assembleia municipal. Teve o apoio unânime dos vereadores do seu concelho. Esperava-se um tratamento limpo...
A água começou, todavia, a inquinar-se, apesar do entendimento em sentido contrário da Anafre — Associação Nacional de Freguesias e de outras instâncias. Surgiram “dúvidas” sobre a data de conclusão do processo. Esse ponto poderia e deveria ter sido esclarecido a tempo de todos terem as mesmas oportunidades. Tal não sucedeu. Com as propostas de desagregação já no Parlamento, parece ser agora entendimento deixar algumas de fora.
Não irão sequer a votação. Que balde de água fria, quase gelada! Há fundamento nas suas reivindicações, mas chegaram tarde, diz-se. A lei permite outra interpretação bem mais justa, que trataria todos por igual, mas não será esse o caminho seguido, relatou o PÚBLICO. Portugal, diz-se, é um Estado de direito, mas, infelizmente e para nossa desgraça, às vezes caminha bem torto. Se se concretizar a exclusão de 31 freguesias, não se aplica o velho e saudável princípio jurídico: em caso de dúvida, beneficia-se… Se suceder, prejudica-se."
“Os presidentes das 18 juntas do concelho da Figueira da Foz sempre foram solidários uns com os outros quando estavam em causa situações que afectassem o conjunto ou alguns dos seus elementos. Na sessão da Assembleia Municipal da passada segunda-feira, porém, essa solidariedade foi quebrada, quando os autarcas do PSD e da Figueira 100% mais os independentes José Elísio (Lavos) e Carlos Simão (S. Pedro) se colocaram ao lado dos sociais-democratas e do movimento independente.”
Jot´Alves, (edição impressa)…
Em 12 de outubro de 2012, Miguel Almeida, com a colaboração do Movimento 100% e o alheamento do PS, impôs às freguesias figueirenses, não uma reforma político-administrativa, mas, apenas um conjunto de alterações avulsas, coercivas e apressadamente gizadas, feitas à medida do chamado plano de reajustamento, ou Memorando de Entendimento (ME), celebrado pelo estado português sob a batuta do governo socialista de Sócrates com a Troika (FMI, CE e BCE), e com o acordo do PSD e CDS-PP.
Recordemos.
A Assembleia Municipal votou o novo mapa das freguesias.
Foi aprovada a proposta conjunta apresentada pelo PSD, Figueira 100%, Presidente da junta de freguesia de S. Pedro (Carlos Simão) e Presidente da junta de Lavos (José Elísio).
A extinção das Freguesias de S. Julião, Brenha, Borda do Campo e Santana foi aprovada com os votos contra do PS, da CDU e da presidente da junta de freguesia de Santana (PSD).
O presidente da junta de freguesia de Tavarede (PS) absteve-se.
Ficou assim a votação: 22 votos a favor; 19 contra; e 1 abstenção.
Resultado:
BUARCOS AGREGOU S. JULIÃO;
ALHADAS AGREGOU BRENHA;
PAIÃO AGREGOU BORDA DO CAMPO;
FERREIRA A NOVA AGREGOU SANTANA.
Só que agora não são do pároco.
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
A verdadeira importância das autárquicas de 2025 na Figueira
"PSL já é um Figueirense, sem ter de pedir licença ou espaço na mesa de honra.
PSL vai a eleições em setembro de 2025 e vai escolher a equipa que o acompanhará sem aceder a quaisquer pressões de quem quer que seja. É esse o seu perfil, é assim que tem sido no passado e bem recorda as dificuldades que tem tido na atual gestão, por não ter escolhido, por não conhecer convenientemente quem o acompanhava.
As clientelas aí estão e prontas aos maiores 'sacrificios' para se colocarem nos favoritos...mas desenganem-se, o vosso tempo já passou ou nunca chegará!
PSL é, e está, determinado, em fazer História na Figueira da Foz e na Região Centro, e para isso precisa de ter uma equipa de elite à acompanhá-lo - de máxima competência e confiança - com provas dadas!
Se te consideras com esses predicados começa a trabalhar duro, senão esquece, és mais feliz, mais bem sucedido a fazer o que fazes - e olha que agradece aos teus que só por ti a vida teria sido mais complicada!"
Fim de citação.
Depois, quando força a queda do Governo de que fazia parte o PSD (o célebre bloco central), recusa uma coligação com o CDS de Lucas Pires (que queria um terço dos lugares) e vai a votos... Ganha!
2. A 12 de Julho de 2002, realiza-se o Congresso do Coliseu.
Foi o epitáfio do cavaquismo. Barroso, o desejado das élites, da imprensa e do povo, é esmagado por um Nogueira que tinha o aparelho a seus pés.
Barroso, contra o calculismo e cinismo de muitos que achavam que era cedo para se reformar, chegou a primeiro-ministro.
E foi muito mais além.
Porém, para Portugal o desastre ficou à vista...
Recordo o que escrevi em Novembro de 2021 na Revista Óbvia, que se mantém mais actutal do que nunca
"Na Figueira, em 2021 e anos seguintes, concorde-se ou não, a vida política vai passar por políticos como Santana Lopes - aqueles que sabem aproveitar as oportunidades pessoais.
Santana sempre foi mestre a aproveitar as falhas dos chamados "notáveis", que desprezam num partido enraizado no povo, os militantes. Os "baronetes" das concelhias e das distritais, têm de si próprios e da sua importância uma ideia desproporcionada do peso real que lhes é dado pela máquina partidária dum partido com Povo, como é o PSD.
Sem esquecer que na "elite" local há quem se oponha, não me admirará que o verdadeiro "proprietário" do PSD Figueira, nos próximos tempos, venha a ser, não alguém que defenda a aproximação a Santana, mas, ainda que por interposta pessoa, o próprio Santana Lopes.
E Santana Lopes, se assim o quiser, nem vai precisar de tornar a ser militante do PSD...
Acham estranho? Lembram-se o que aconteceu ao PS depois de 2009? O PS Figueira passou a partido municipalista liderado por João Ataíde, que nunca foi militante socialista.
Para o PSD Figueira, o comboio de amanhã já passou há semanas. Ventos e marés podem contrariar-se, mas há muito pouco a fazer contra acontecimentos como o que aconteceu ao PSD Figueira nas autárquicas 2021.
Em 2021, que saída tem um PSD Figueira confrontado com uma escolha entre a morte por asfixia ou por estrangulamento?
Resta Santana Lopes, um político que, como ficou provado na anterior passagem pela Figueira, continua em campanha eleitoral, mesmo depois de ter ganho as eleições?"
Na Figueira, o que sempre esteve em causa no PS e no PSD, é a luta por se tornar "proprietário" de uma pequena "quinta".
Cito Pacheco Pereira.
"Possuir um grande partido, significa ter um grande património para distribuir pelos “seus”, lugares, empregos, oportunidades, estilos de vida acima das qualificações, possibilidade de mandar e corromper, poderes macros e micros, pose e pompa.
É parecido na sua acrimónia e violência com um conflito sobre marcos ou sobre o uso da água duma nascente, daqueles que historicamente são a fonte de assassinatos nos campos, animosidade de famílias por gerações, onde vinganças e ameaças são comuns. O que se passa é que o conflito é por um bem, e um bem escasso: a posse e o controlo sobre um partido político, numa democracia que deu muitos poderes aos partidos.
Significa ter um grande património para distribuir pelos "seus", lugares, empregos, oportunidades, estilos de vida acima das qualificações, possibilidade de mandar e corromper, poderes macros e micros, pose e pompa. Infelizmente, quanto maior é a degradação política e ideológica de um partido, maior é a competição por estes bens."
As eleições autárquicas de 2025, na Figueira, se Santana Lopes for candidato, vão ser um passeio para a lista que liderar.
O problema vai ser depois: tal como aconteceu em 2002, em Portugal, 2025 pode ser o ano da Figueira começar a avistar mais um desastre...
terça-feira, 17 de setembro de 2024
Da série, a pesada herança de 12 anos de gestão socialista (continuação...)
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quarta-feira, 21 de agosto de 2024
Se as eleições fossem hoje, os figueirenses davam maioria absoluta a Santana Lopes e à FAP
Penso que já deu para ver que o seu desempenho como primeiro-ministro a comandar este Governo não tem sido brilhante.
Ser Governo em Portugal, em 2024, não é fácil. Basta olhar para Saúde, nomeadamente a grave crise nas urgências nos hospitais e na maternidades.
Na Figueira, porém, ser poder tem sido um passeio para a minoritária FAP.
No poder, está o Dr. Pedro Santana Lopes.
A oposição é, não digo inexistente, mas tornou-se invisível há muito.
Não passa de uma ficção democrática sem préstimo ou valor, mesmo para quem está no Poder.
A opinião pública ignora-a.
Pode ser que o concelho se lembre dela, numas próximas eleições, quando se quiser vingar da governação anterior..."
quarta-feira, 24 de julho de 2024
O elevador social não está a funcionar
A miséria moral da direita está de volta
"Nos últimos anos, a pobreza mais extrema tem vindo a diminuir em Portugal, passando a respetiva taxa de 7% para 5% entre 2018 e 2023. Na Região Autónoma dos Açores, porém, e após uma redução até 2021 (de 14% para 9%), a privação material e social severa tem vindo a aumentar, atingindo os 12% em 2023, sem que tal se traduza num aumento correlativo da percentagem de beneficiários de prestações de desemprego e de prestações de RSI no total da população. Isto é, o acentuar da pobreza não tem sido acompanhado pelo reforço dos apoios sociais.
É neste contexto que a maioria de direita na Assembleia Regional do arquipélago aprovou, na semana passada, um Projeto de Resolução do Chega que altera os critérios de acesso às creches gratuitas, atirando para o fim das listas de espera os filhos de pais desempregados ou que estejam a receber prestações sociais. A Resolução foi aprovada com os votos do Chega e do PSD, CDS-PP e PPM (partidos da coligação de Governo), beneficiando ainda da abstenção da Iniciativa Liberal (IL). PS, BE e PAN votaram contra.
Dada a insuficiência de oferta de lugares em creche (de outro modo o critério seria dispensável), mandaria o bom senso e o mais elementar sentido de justiça social, que a prioridade de acesso às creches gratuitas tivesse por base os rendimentos das famílias. Mas a pulsão moralista da direita face a desempregados (assente no preconceito torpe de que o são por vontade própria) e face a pobres (no pressuposto demagógico de que o são porque preferem viver de subsídios), fala mais alto, unindo o espectro que vai do Chega ao PSD, passando pela IL.
À semelhança da direita dos tempos da troika, cujas políticas provocaram um aumento do desemprego sem precedentes, em nome de um mirífico «empobrecimento competitivo» que iria fazer disparar a economia, e que procedeu a cortes nas prestações sociais, a maioria de direita que hoje governa os Açores parece apostada na persistência da pobreza, secundarizando o direito à educação das camadas desfavorecidas da população, como se não soubesse, desde logo, que o risco de pobreza aumenta com o desemprego e os baixos níveis de escolaridade. Vá, depois venham lá queixar-se, com total desplante, que o elevador social não está a funcionar."
sexta-feira, 26 de abril de 2024
Confissões do Presidente da República
Marcelo, ‘à nora’ com Montenegro.
«Após oito anos de convívio único com António Costa, o ex-primeiro-ministro que foi seu aluno em Direito, seu adversário nas autárquicas em Lisboa e durante o guterrismo e seu cúmplice na longa coabitação que partilharam entre Belém e São Bento desde 2015, Marcelo Rebelo de Sousa está a habituar-se ao novo primeiro-ministro e, pelo que confessou esta semana numa conversa com correspondentes de órgãos de comunicação social estrangeiros em Lisboa, não está a ser fácil. Se Costa era um “otimista irritante”, Luís Montenegro surge aos olhos de Marcelo como alguém “difícil de entender”, “completamente independente, não influenciável e improvisador”. Aparentemente, menos confortável para um Presidente que adora dominar o jogo e alimentar cumplicidades. E que agora diz que teria preferido poder continuar com Costa como primeiro--ministro até 2026.
“António Costa era lento, por ser oriental. Montenegro não é oriental, mas é lento, tem o tempo do país rural, embora urbanizado. Faz-me lembrar Marcelo Rebelo de Sousa: Montenegro “surpreende, vai surpreender” o antigo PSD”, teoriza Marcelo Rebelo de Sousa, recordando como o PS sempre foi um partido mais de Lisboa e das grandes áreas metropolitanas, enquanto o velho PPD era “o resto do país, sobretudo o Norte e o Centro Norte”. Isso foi há tantos anos (o 25 de Abril já faz 50) que a comparação remete para uma ligação do atual líder da AD a um certo passadismo. Que nem por isso deixa de ser desafiante.
Pelo contrário, parece deixar o Presidente em guarda, sem nunca saber bem o que o espera e sem afastar a hipótese de ser dos últimos a saber.
“Todos os dias tenho surpresas, porque ele é imaginativo e tem uma lógica de raciocínio como sendo de um país tradicional. É estimulante, mas para mim dá muito trabalho”, confessou Marcelo aos jornalistas estrangeiros, que difundiram os áudios da conversa, um mimo confessional em que o Presidente relata como Montenegro convidou os membros do seu Governo em cima da hora — “um risco” —, para evitar fugas de informação, bem como a surpresa do cabeça de lista para as europeias, “tudo muito, muito sigiloso”, o que o leva a concluir que o sucessor de Costa “acredita que é um
erro falar, prefere o silêncio."»
Afinal quem é Marcelo? Ficam algumas opiniões.
1. FRANCISCO PINTO BALSEMÃO: “Marcelo, como o escorpião da lenda, não resiste a matar a rã (…) Algumas pessoas amigas que consultei avisaram-me e tentaram evitar que o convidasse para o Governo: ‘Estás a meter o veneno em casa’ – dizia um. ‘Estás a aproximar-te do escorpião da fábula, e tu serás a rã’ – dizia outro”.
2. PACHECO PEREIRA: “Marcelo é o criador e principal fautor de um jornalismo dos cenários que nunca se realizam, jornalismo apenas especulativo que não leva a lado nenhum e que tem o condão de falsear toda a atividade política”.
3. BELMIRO DE AZEVEDO (1998): “Marcelo Rebelo de Sousa deveria ser eliminado. Não tem categoria. Que retirem a cadeira a esse senhor".
4. PASSOS COELHO: “Catavento de opiniões erráticas, em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político.”
5. PAULO PORTAS: "Marcelo é filho de Deus e do diabo, Deus deu-lhe a inteligência, o diabo deu-lhe a maldade.”
6. MARIA JOÃO AVILEZ: “Marcelo tem tomado o espaço da oposição ao governo. E para cúmulo é ele próprio que manda colocar nos jornais conversas a propósito. Toda a gente sabe dos telefonemas e das intrigas. É demasiado interventivo e não percebe que não pode ser ele o líder da oposição, mas comporta-se como tal.”
7. HENRIQUE RAPOSO: “Um presidente que já é sem qualquer dúvida o presidente mais fraco desde 74.”
8. MIGUEL MONJARDINO: O comentador Marcelo Rebelo de Sousa (M.R.S.) constitui, pelo seu recente comportamento, uma ameaça à credibilidade da instituição da Presidência da República e ao futuro de Portugal (…) Em vez de um Presidente da República, elegemos um comentador com urgência pessoal e compulsão para se pronunciar, instantaneamente, sobre tudo.”
9. ANTÓNIO RIBEIRO (jornalista): “É falso como as cobras. Tem ar de avô bondoso, é beato, não tem vida própria. Mas cospe veneno. Parece que apoia, mas é exímio a puxar tapetes a quem detesta, embora finja apoiar. Olha para as tendências da opinião pública, dia a dia, como oportunidade de negócio (…) Essencialmente, ele não presta (….) Que ninguém confie nele, porque ele é do Antigo e não do Novo.
10. CINTRA TORRES: Marcelo comenta de manhã, à tarde, à noite e de madrugada. Comenta à porta do Coliseu, na rua, nos jardins, na escadaria da Gulbenkian, comenta em Portugal e no estrangeiro, comenta no adro e na praia, no palácio e na feira, no café e no congresso, comenta futebol e o tempo, comenta vivos e mortos, acidentes e festivais – e comenta há 50 anos, desde que entrou para o “Expresso”, onde permanece até hoje, por via de corneta alheia, o principal alimentador e protagonista do diz-que-disse político nacional.”
11. CARLOS ESPERANÇA: «Marcelo é um neto legítimo do 28 de maio e um dedicado enteado do 25 de Abril, não se pode exigir-lhe mais do que a sua natureza consente.»
12. JOSÉ CID (cantor): “O homem não tem tempo para nada, está sempre em qualquer lado, que não é parte nenhuma.”
13. PAULA FERREIRA (jornalista): “Marcelo fala de tudo e, por esse motivo, poucas são as vezes em que fala de alguma coisa.”
14. VÍTOR MATOS NO LIVRO (BIOGRAFIA) “MARCELO REBELO DE SOUSA” – 2012: “Poucas coisas dão mais prazer a Marcelo do que realçar os pontos fracos dos outros, em privado, em público ou no jornal (…) Marcelo é capaz de qualquer patifaria inconsequente (…) Por uma boa piada, Marcelo não se importa de perder um amigo.”
15. VASSALO DE ABREU: “O Dr. Marcelo desfaz-se em muitos e cai no goto do povão! Ele é como o ”Preço Certo”: Não tem ponta por onde se lhe pegue, mas o povão gosta… Que fazer.”
16. LUÍS PAIXÃO MARTINS: “Marcelo é o chefe General do Estado Maior das forças mediáticas.”
17. J-m NOBRE-CORREIA: “Temos um personagem que há cinquenta anos instrumentaliza compulsivamente os média. Com a “criação de factos”. Com pseudoanálises da atualidade política. Com constantes declarações a propósito de tudo e de nada.”
18. AMADEU HOMEM: “Eu acho o Presidente da República um oligofrénico e um trambolho democrático.”
19. PAULO QUERIDO: “Temos um Presidente da República sibilino e sinistro — o agente político mais perigoso para uma sociedade decente, tolerante, progressista e bem sucedida depois de Oliveira Salazar, capaz de driblar todas as instituições democráticas, a começar por uma das suas especialidades, a Constituição.”
20. TELMO AZEVEDO FERNANDES: "É sabido que temos um Presidente da República que não lida maravilhosamente com a verdade. Tal como um menino traquinas que ainda faz chichi na cama, Marcelo é invariavelmente um palrador fingido, trapaceiro e dissimulado, que não hesita em inventar tretas e tramas, para manipular a opinião pública e tentar intervir de forma desleal e traiçoeira na política nacional."
21. MARINA COSTA LOBO (politóloga): “Marcelo pensando no seu lugar na história, quer usar os poderes que tem para deixar Belém com outro inquilino em São Bento, um primeiro-ministro do seu partido, o PSD.”
22. ARTUR VAZ: “Em tantos anos das conversas de Marcelo, alguém se recorda de uma ideia ou proposta minimamente razoável e consistente que tenha sido da lavra de inteligência tão brilhante?”
domingo, 21 de abril de 2024
PS da Figueira da Foz considera construção de aeródromo uma "aventura ilusória"
Via Campeão das Províncias
«O PS da Figueira da Foz classificou de “aventura ilusória” a intenção da Câmara avançar com a construção de um aeródromo municipal, com o presidente Pedro Santana Lopes a acusar os socialistas de falta de visão.
“A construção de um aeródromo municipal é uma aventura ilusória, sem propósito nem estratégia, para o desenvolvimento municipal”, afirmou o vereador Daniel Azenha.
O autarca socialista não considera aceitável discutir a questão “num concelho com sérios problemas de mobilidade, que não dispõe, sequer, de uma rede de transportes públicos eficiente”.
O executivo do movimento Figueira a Primeira recebeu parecer favorável condicionado da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a construção de um aeródromo com uma pista de 1.200 metros na zona da Gandra/Pincho, a norte da Figueira da Foz.
Defensor das potencialidades do aeródromo, Santana Lopes entende que aquela infra-estrutura será um factor de viabilização de muitos investimentos, que vão permitir criar mais postos de trabalho e fixar os jovens.
“O aeródromo vai servir várias finalidades”, salientou o presidente da Câmara, falando de vantagens competitivas ao nível empresarial e turístico para o concelho, com manifestações de interesse, entre eles de uma empresa de formação de pilotos de drones, que se pretende fixar na Figueira da Foz a partir de Setembro.
Salientando que a área escolhida, próximo do acesso à Auto-estrada 17, não interfere com a ampliação da zona industrial do Pincho, o autarca disse que o aeródromo poderá ter um papel importante na competitividade económica do concelho, que “espera um forte caudal de investimento em Projectos de Interesse Nacional (PIN) na área da transição energética”.
Santana Lopes adiantou ainda que o anteprojecto recebeu parecer favorável de outras entidades e dos concelhos circundantes.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz tenciona candidatar o projecto ao Portugal 2030 para obtenção de financiamento, mas até lá é ainda necessário o projecto de obra e estimar o investimento.
O PS mostrou sérias reservas ao projecto, com os vereadores Daniel Azenha e Diana Rodrigues a colocarem diversas questões para perceberem “se o investimento vale apena”.
“Num concelho que apresenta uma linha férrea que é manifestamente incapaz de ser uma verdadeira alternativa à utilização do transporte rodoviário e que não permite o transporte dos materiais que as nossas empresas produzem, não é aceitável discutir a construção de um aeródromo”, disse Daniel Azenha.
O vereador referiu ainda que, na Figueira da Foz, “subsistem graves problemas” nas áreas da habitação, mobilidade e saúde, motivando uma reacção mais acalorada de Santana Lopes, que acusou os socialistas de inércia nos 12 anos em que estiveram no poder antes do seu regresso à presidência, em 2021.
“Pintava a minha cara de preto se estivesse 12 anos no poder e o concelho tivesse todas essas carências que enumerou”, ripostou o presidente da Câmara, salientando que lhe basta “quatro anos para fazer muito mais”.
Apesar da discussão, a Câmara acabou por aprovar, com a abstenção dos três vereadores do PS presentes, a abertura de um procedimento com vista a iniciar a alteração ao Plano Director Municipal para permitir a construção do futuro aeródromo.»










