segunda-feira, 31 de março de 2025

Vão ser construídos "220 apartamentos distribuídos por 12 edifícios". Não se esqueçam da ETAR DA GALA e do QUINTO MOLHE...

Via Diário as Beiras: "A Foz Gala Investments vai construir 220 apartamentos distribuídos por 12 edifícios, nos terrenos da antiga fábrica de transformação de madeira Alberto Gaspar, na freguesia de São Pedro, na margem sul da cidade da Figueira da Foz.
Neste momento, o processo do loteamento encontra-se em fase de estudo prévio. Entretanto, foi aprovada, na reunião de câmara e por unanimidade, a não sujeição do empreendimento imobiliário a procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental.
A aprovação da proposta, no entanto, foi condicionada ao cumprimento de todas as normas de proteção do ambiente, nomeadamente tratamento dos antigos terrenos industriais e remoção das estruturas de fibrocimento com amianto por uma empresa especializada."
Sabe-se também que "o processo do loteamento encontra-se em fase de estudo prévio" e que "foi aprovada, na reunião de câmara e por unanimidade, a não sujeição do empreendimento imobiliário a procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental".
"A aprovação da proposta, no entanto, foi condicionada ao cumprimento de todas as normas de proteção do ambiente, nomeadamente tratamento dos antigos terrenos industriais e remoção das estruturas de fibrocimento com amianto por uma empresa especializada. Aquela exigência foi incluída na ata da sessão de câmara por iniciativa do presidente da autarquia da Figueira da Foz, Santana Lopes (FAP), após preocupações ambientais manifestadas pelos vereadores Diana Rodrigues e Daniela Azenha (PS). Contudo, os esclarecimentos prestados por técnicos do Município da Figueira da Foz, a pedido do presidente da autarquia, e as condições impostas por Santana Lopes geraram unanimidade na votação."
Posto isto, já que estamos a falar de ambiente, penso haver uma situação também a ponderar: todos sabemos que a ETAR DA GALA há muito que ultrapassou a sua capacidade para tratar os efluentes que lá desaguam para serem tratados. Esta ETAR foi, como quase todas em Portugal, mal projectada e sub-dimensionada.  Foi projectada com uma dimensão para a população existente há mais de 20 anos atrás. Entretanto a massa populacional residente aumentou e muito. E, pelos vistos, vai aumentar mais. É muita água a ser canalizada para a rede de saneamento publico. Lavam-se páteos, carros e louças. É muito banho e muito WC. E temos o Hospital (que já teve ETAR própria) e a zona industrial (que devia ter uma ETAR própria). Em suma, é muita sobrecarga a mais e a ETAR DA GALA, coitada, não se aguenta porque não tem estaleca para tal. Não tem tempo sequer de processar os detritos, quanto mais tratá-los. Paga o ambiente: desde logo o rio. Na vazante, vai para o mar e as praias a sul do estuário do Mondego.
E já agora: atenção ao Quinto Molhe...

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