O poder brilha
sábado, 30 de março de 2024
Da série, quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga... (IV)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Da série, quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga (V)
Da série, quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga.
Podem ouvir aqui: "Fernando Alexandre considera que escolas e hospitais se degradam quando são utilizados por pessoas de classes sociais mais baixas."
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Ministro Fernando Alexandre, um exemplo que «poder não é brilhantismo, embora brilhe»...
"Professores em manifestações perdem “aura” da profissão, diz ministro da Educação."
Foto: daqui

quarta-feira, 3 de abril de 2024
"De barman a super ministro"...
“É uma pessoa com uma personalidade muito vincada. Muito honesto no trabalho, tinha um relacionamento humano bom e era profundo na análise. Trabalhava e, em simultâneo, seguia o percurso académico. Era um excelente aluno”, afirmou Álvaro Azenha, proprietário da histórica discoteca Flashen», ao jornal.
quinta-feira, 19 de março de 2026
Galáctico
O verdadeiro artista
"O ministro da Educação afirma que as residências públicas devem ter alunos de vários estratos sociais e não apenas estudantes de meios mais desfavorecidos. Isto porque, acrescentou, dando prioridade aos bolseiros, as residências irão degradar-se mais rapidamente."
Fernando Alexandre, 16 de Dezembro de 2025
"O ministro da Educação admitiu, esta terça-feira, repensar a coexistência de turmas com contratos de associação e da oferta privada no mesmo colégio, considerando que a coexistência dos dois regimes [...] "põe a claro" desigualdades."
Fernando Alexandre, 17 de março de 2026
domingo, 16 de junho de 2024
Não se esqueçam de ir aos lares que deverá haver por lá alguns para aproveitar...
«Os professores que cheguem à idade da reforma e queiram continuar a dar aulas vão ganhar até mais 750 euros brutos por mês acima da sua remuneração. E, caso não estejam no 10.º e último escalão da carreira, vão poder recuperar parte do tempo de serviço que têm congelado, o que o Ministério da Educação vê, em resposta ao PÚBLICO, como um “incentivo” para que consigam “atingir esse patamar”. Esta é uma das medidas de um pacote que foi apresentado ontem pelo ministro, Fernando Alexandre, para conter o “problema mais grave da escola pública”: a falta de professores. A remuneração extra dos até 750 euros para estes professores à beira da reforma será uma medida transversal e entrará em vigor em 2025. Segundo as contas do Ministério da Educação, havia, no final de Maio, 2002 professores a dar aulas com idades entre os 67 e os 71 anos. A medida, porém, deverá abranger 1000 docentes e custar nove milhões de euros por ano. É a medida mais cara deste plano que, no total, custará cerca de 20 milhões de euros. O Governo quer ainda responder à falta de professores, contratando os docentes que já se aposentaram. Mas isso será apenas para os nove grupos de recrutamento mais deficitários (Educação Pré-Escolar, Matemática e Ciências da Natureza, Português, Inglês, Filosofia, Geografia, Matemática, Física e Química, Informática) e em territórios onde o Ministério da Educação identifica as maiores carências de professores. Para estes docentes, que já saíram do sistema de ensino, o Governo acena com uma remuneração extra equivalente ao índice 167, que corresponde ao 1.º escalão da carreira e a 1657,53 euros brutos. A previsão do executivo é que possam ser contratados 200 docentes e que esta medida tenha um impacto de três milhões. “Temos muitos alunos que estão muito tempo sem aulas a muitas disciplinas. Adicionalmente, este grave problema afecta sobretudo as famílias que provêm de contextos mais desfavorecidos, o que põe em causa a igualdade de oportunidades no acesso a um ensino de qualidade”, notou Fernando Alexandre.»
sexta-feira, 29 de março de 2024
Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga...
Segurem-se. Anti-Alexandre.
"Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação, é o rosto da desvalorização da Ciência e Ensino Superior, que deixa de ter Ministério. Será o rosto da desvalorização da educação, da escola pública, podeis ter a certeza, se esta gente tiver alguma margem de manobra.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Vale tudo... De Durão, o "indignado", ao Fernando, o "entalado"!..
Porca miséria...
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Mau-Tempo
A leitura de Saramago e de todos os escritores que nos contam o que foi Portugal debaixo da ditadura é mais do que obrigatória. É vital para quem não quer ser parte de um rebanho.
| Eduardo Dâmaso, Revista Sábado |
Saramago escreve, na sua fusão estética e literária entre o neorrealismo e o modernismo, com rara beleza, densidade humana e poética, sobre a luta de um povo para se libertar da fome, do autoritarismo, do Estado, da opressão dos latifundiários. Levantado do Chão é um livro obrigatório para qualquer português interessado em ser mais do que matéria-prima do algoritmo. E essencial para a aprendizagem da dignidade humana. Vital para quem não quer ser parte de um rebanho obediente. Tal como Cerromaior, ou a Seara de Vento, adaptados ao cinema pelo talento de Luís Filipe Rocha e Sérgio Tréfaut.
Em Cerromaior (1980), Luís Filipe Rocha dá uma lição sobre como a beleza de cada fotograma é indispensável para retratar o trabalho agrícola, a crueldade, a violência sobre as mulheres, a mesquinhez de um poder medieval. Livros e filmes mostram-nos muito do que existiu - e ainda existe - para lá de uma certa visão burguesa da realidade histórica, mas, sobretudo, da espessa cortina de fumo tóxico criada pelo mundo digital. O tal mundo das redes sociais, dos algoritmos, da ideia de que chegamos a tudo, que tudo nos chega num clique, das plataformas, da padronização do gosto, do maniqueísmo polarizador, da desinformação, da ausência de memória, da fuga a todas as formas de exigência na leitura, na aprendizagem e no enriquecimento cultural.
Nunca como hoje é tão ilusória a sensação de que sabemos tudo, ou quase tudo. De que o mundo está ao alcance da nossa mão. De que as redes nos levam a todos os cantos do mundo. Elas só são um bom instrumento de trabalho para quem possui, pelo conhecimento e cultura, a capacidade de validar o que lhe é servido no ecrã. Só esses, pelo pensamento analítico e crítico, pelas leituras exigentes, pela capacidade de alimentar uma autonomia intelectual, podem usá-las em proveito próprio. Todos os outros são apenas matéria-prima conduzida pelos engenheiros do caos, da manipulação e da desinformação. Por isso, Saramago, Miguéis, Manuel da Fonseca, Lobo Antunes, Carlos Vale Ferraz, Vergílio Ferreira são tão essenciais. Por isso é tão importante continuara fazer a pedagogia da sua leitura, nas escolas e fora delas, por todo o lado e em todas as gerações. Por isso é tão importante travar esta ideia absurda, por inaceitavelmente desvalorizadora, de que Saramago, sendo um escritor "de referência", como disse o ministro da Educação, Fernando Alexandre, está submetido a uma escolha de "dimensão puramente técnica", como também disse, para continuar ou não a ser leitura obrigatória para os alunos do 12º ano. Tratar a questão assim, como se fosse um tema administrativo ou burocrático, é um atropelo à cultura e a uma ideia de memória histórica e literária. Também ao autor, ainda hoje um espectro que incomoda demasiadas cabeças. Nunca foi tão importante ler e conhecer a história dos Mau-Tempo.
terça-feira, 31 de março de 2026
Saramago: curiosa e incómoda esta personagem...
«SE PUDES OLHAR, VÊ. SE PODES VER, REPARA».
«A escola pública, em particular, vai-se transformando quase sem ruído, mas nem por isso de forma menos profunda. E é precisamente por isso que recuso a ideia de uma escola que, aos poucos, vá desistindo daquilo que lhe dá vida no essencial: a exigência, o debate e a construção do pensamento. É neste contexto que não pode ser ignorada a secundarização de José Saramago, o único Prémio Nobel da Literatura em língua portuguesa nas escolas. O debate em torno desta decisão não se resume à defesa de um autor ou do seu valor institucional. Trata-se, acima de tudo, de defender aquilo que a escola deve ser. E Saramago representa, como poucos, essa dimensão exigente: ler o que incomoda, pensar o que inquieta, desafiar-se a ver o mundo para lá da espuma dos dias».
Daniel dos Reis Nunes, Saramago e a escola que desiste de pensarDiz o ministro Fernando Alexandre que ainda nada está decidido e que a possibilidade de José Saramago deixar de ser leitura obrigatória no 12.º ano, «é absolutamente técnica». Esquecendo-se, porém, que não é a primeira vez que tenta transfigurar questões políticas em meras questões técnicas, como sucedeu - de forma clamorosa - no embuste que inventou (e que mantém, para dissimular o seu fracasso) em torno da falta de professores."
sábado, 30 de outubro de 2021
Nada de novo...
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| Imagem sacada daqui |
terça-feira, 2 de abril de 2024
CUIDADO COM O MINISTRO
"Luís Marques Mendes (LMM) avaliou positivamente os ministros que integram o Governo que hoje toma posse. Joaquim Morais Sarmento, Rita Júdice, Paulo Rangel, Nuno Melo e Fernando Alexandre, apenas para citar alguns dos 17 novos governantes, integram, segundo ele, um dream time que guindará Portugal ao topo. Confirme aqui.
Tal avaliação não espanta se se tiver em linha de conta que LMM é “psd”, desde pequenino, e assumido porta-voz das aspirações e dos desejos presidenciais. Acontece, porém, que esta verdadeira equipa de galáticos, segundo tal comentador, integra um elemento envolto em questões misteriosas. Os sectores da Educação, Ciência e Inovação devem ter bem presente esta história protagonizada pelo agora senhor ministro. Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém…"
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Formação do Cova-Gala

Complexo Desportivo do Cabedelo
Árbitra: Ana Teixeira
Cova-Gala 1 / Águias 3

João Pedro; Cláudio, Carlos Rafael, João Diogo, Carino (cap.), Ruben, Dário, Tiago, João Morgado e Léo
Treinadores: João Cravo e Pedro Nunes
Micael; Alexandre, Jorge, Rui, David, Henrique, Cristiano, Afonso, João Pedro, Hugo (cap.) e Diogo
Treinador: Fernando Torres
Resultado ao intervalo: 1 – 2
Golos: Tiago aos 11m, Hugo aos 18m e Alexandre aos 19m e 32m
Por sua vez a equipa treinada por João Camarão e Rui Camarão deslocou-se a Arazede onde defrontou e venceu o Águias por 10 – 0.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A propósito da vitória de ontem de Sérgio Paulinho numa etapa do Tour
Que espectáculo!.. Que colorido!.. Que encantamento!..
Lembro-me, vagamente, de ainda ver correr Alves Barbosa. Mas, de quem me recordo mesmo bem, é de João Roque, Leonel Miranda, Firmino Bernardino, Américo Silva, Venceslau Fernandes, Joaquim Corvo, Joaquim Andrade, Joaquim Agostinho, Joaquim Leite, Paulino Domingues, Perna Coelho, Fernando Vieira, Fernando Carvalho, Joaquim Gomes, Peixoto Alves, Marco Chagas, Vitor Gamito, Quintino Rodrigues, Francisco Valada, Joaquim Leão, Sousa Santos, Benjamin Carvalho, Alberto Carvalho, Acácio da Silva, Mário Silva, Vítor Tenazinha, Herculano Oliveira, Alexandre Rua, Manuel Zeferino...
Porto, Benfica, Sporting, Boavista, Sangalhos, Tavira, Coelima, Académico do Porto, Louletano, Lousa, Ovarense, Coimbrões, Águias de Alpiarça, Sicasal, eram algumas das equipas que davam cor às estradas portuguesas.
Vem este arrazoado a propósito da vitória de Sérgio Paulinho na 10ª etapa da Volta à França em Bicicleta deste ano.
Pela sua raridade é um feito de registar. É o quarto português a ganhar uma etapa do Tour.
O anterior tinha sido Acácio da Silva, há já 21 anos. Os outros foram Paulo Ferreira e o mítico Joaquim Agostinho, para mim o melhor ciclista português de todos os tempos, que no dia 3 de Julho 1969, obteve a primeira vitória de um ciclista português numa etapa do Tour de França. Foi na quinta etapa, percurso Nancy-Mulhouse, que o ciclista português fez história no ciclismo português e no desporto nacional.
Nesse ano de 1969, na sua primeira participação no Tour, Joaquim Agostinho terminou a prova num magnífico e honroso 8ºlugar.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Parabéns, pá ...

É irmão do Fernando, para quem “o 13 de Junho sempre foi o dia do aniversário do irmão”.
Faz hoje cinquenta anos.
Tenho o gosto de ser Amigo de ambos, há muitos anos.
Hoje, é um dia especial para o Alexandre.
Um abraço Amigo.
sexta-feira, 24 de junho de 2022
Primeiras comemorações do Dia Cidade do actual mandato de Santana Lopes
Via Diário as Beiras
O Dia da Cidade da Figueira da Foz, feriado municipal, celebra-se hoje, 24 de junho.
segunda-feira, 28 de junho de 2021
Foz do Mondego Rádio nas mãos da empresa detentora do alvará da Rádio Popular de Soure
Foram fundadores da estação José Aroso Francisco, Rui Pedro, Manuel Adelino Pinto e Alexandre Coelho. A emissão abriu com a "Canção da Figueira", um tema composto por Carlos Nóbrega e Sousa e letra de António de Sousa Freitas, na voz da cantora Maria Clara.
Encerrou com a "Marcha do Vapor", oficialmente o hino da Figueira da Foz, um trecho musical assinado por Manuel Dias Soares com letra de António Pereira Correia, também na voz da cantora portuense, Maria Clara.
Hoje em dia a Foz do Mondego Rádio emite em 99.1.
Após esta alteração, Rádio Foz do Mondego (99.1 FM), da Figueira da Foz, passa a ser controlada na totalidade pela dona da Rádio Popular de Soure (104.4 FM).
O capital social da Foz do Mondego – Meios de Radiodifusão, Lda., no valor de €150.000,00, era detido pelos sócios Fernando Lopes Cardoso (Litocar e Sorefoz), com três quotas de €70.900,00, €4.500,00 e €41.500,001; Publiline – Desenho e Publicidade, Lda., com uma quota de €20.100,00; Ricardo Manuel Mendes Rodrigues de Carvalho, José Manuel Caneira Iglésias, cada um com uma quota de €6.500,00 euros.
Foi agora autorizada a cessão das quotas detidas pelos sócios Fernando Lopes Cardoso, Ricardo Manuel Mendes Rodrigues de Carvalho e José Manuel Caneira Iglésias, a favor da sociedade Publiline – Desenho e Publicidade, Lda., passando esta a deter a totalidade do capital social.
O operador garante que a alteração da estrutura societária «não visa produzira lterações no serviço de programas, que se mantém generalista, garantindo-se o cumprimento de todos os requisitos legais a que estão sujeitos os operadores, bem como das exigências da respetiva licença».
A sociedade Publiline, que também detém jornal O Popular de Soure, integra o universo da Smart Family SGPS, com sede em Pombal. O grupo tem negócios em várias áreas, mas destaca-se na gestão e tratamento de residúos. Entre os seus clientes há autarquias, hospitais e organismos públicos e militares.
O outro alvára atribuido ao concelho da Figueira da Foz está nas mãos da Igreja Universal do Reino de Deus, para retransmitir a emissão da rede Record FM nos 92.4 da Maiorca FM."
sábado, 29 de julho de 2017
Os bastidores da decadência politica local, nos partidos do arco do poder...
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| António Tavares, o estratega maquiavélico |
Estão a tentar impor Mafalda Azenha mulher do Mário Paiva (ex-presidente da JS).
O agora Chefe de Gabinete, Castelo Branco, não tem apoio de nenhuma das sensibilidades do Partido. Todos o consideram uma raposa solitária, subserviente ao Presidente e, sobretudo, ao poder, parecendo o mordomo da série inglesa Downton Abbey.
O quarto lugar está assegurado a Nuno Gonçalves (conhecido por Cid de Montemor).
O nome de Nuno Cid, não sofre qualquer contestatação , por pertencer à mesma "congregação discreta de fé" (*) do Presidente e de outros elementos ligados ao PS e ao PSD.
Actualmente é administrador da empresa municipal Figueira Domus. A sua nomeação para este lugar foi pacífica, ainda que no currículo tenha apenas como experiência a de colaborador da empresa Quadromor, pertencente ao sogro e em processo de insolvência. Nesta empresa trabalhou também outro montemorense - o actual adjunto do Presidente - José Fernando, que está de saida para a Fundação Bissaya Barreto (coisas da "congregação discreta de fé - Fernandes Tomaz) (*).
A não inclusão na lista do actual Chefe de Gabinete, abre uma dificuldade a Ataíde, que precisa de mais um fiel seguidor nos primeiros cinco lugares. O edil rejeita a possibilidade da entrada da Mafalda Azenha para quinto lugar, nem que tenha que "cruxificar" o sexto lugar atribuido a uma crente da "congregaçao discreta de fé" - Marina Gomes da Silva, que nas últimas eleições já ocupou o sexto da lista.
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| Castelo Branco, não tem apoio de nenhuma das sensibilidades do Partido. |
Contudo, os monteiristas não aceitam o sexto lugar para a Mafalda e exigem o quinto.
Nisto tudo, não podemos esquecer as eleicões internas para a concelhia do PS, que se vão realizar até final do ano.
Monteiro é candidato, porque quer ser candidato à Câmara daqui a quatro anos.
A ANC-Caralhete News, também apurou que Ataíde, por sugestão de Tavares (estratega maquiavélico) apresentou como última proposta, para ocupar o quinto lugar, o nome de Alexandre Nunes.
Quem é?
É o actual director da Acção Social e Educação da Câmara, quem tem tabalhado com o Vereador António Tavares.
Alexandre Nunes, é psicólogo, oriundo de Coimbra, pertence aos quadros da autarquia e é militante do PS, em Coimbra: é discreto e leal ao poder, o que dá segurança a Ataíde e possibilita controlar os monteiristas.
E vão assim os bastidores da decadência politica local, nos partidos do arco do poder: de um lado chove. No outro troveja.
(*) - ver "Segredos da M3açonaria Portuguesa", do autor António Jose Vilela.
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
Um contributo para a história da Gala...
João Carlos Bagão Moisés, guitarrista e compositor, nasceu na Gala, Figueira da Foz, a 14 de Julho de 1921, e faleceu em Lisboa, a 09 de Dezembro de 1992. Iniciou a sua aprendizagem da guitarra com o seu tio António da Silva Bagão. Tocou ainda outros instrumentos como piano, bandolim e viola. Completou o Curso dos Liceus em Coimbra e frequentou a Faculdade de Ciências durante três anos. Em 1948 abandonou Coimbra e os estudos e fixou residência em Lisboa, tendo trabalhado como agente de propaganda médica. Amante de música, tocou bandolim, viola, piano e guitarra.
Após a passagem por Coimbra, radicou-se em Lisboa em 1948, actuando em Casas de Fado, acompanhado por Paquito (viola baixo), o que nem sempre foi bem recebido no meio musical e académico conimbricense. Definitivamente atraído para guitarra, tornou-se num dos melhores guitarrista de Coimbra do seu tempo. João Bagão sofreu notória influência do estilo revolucionário e inovador de Artur Paredes, tocava com invulgar virtuosismo e foi, em certa medida, um renovador, quer a compor, quer a fazer os acompanhamentos.
Acompanhou à guitarra cantores activos em Coimbra nos anos 40 e 50 (Manuel Martins Catarino, conhecido como Manuel Julião; Napoleão Amorim; Augusto Camacho; António Dias Gomes; Luiz Goes, Fernando Rolim, entre outros. Integrou o Orfeão Académico de Coimbra e a Tuna Académica de Coimbra, participando em digressões e espectáculos no País e no estrangeiro.
Em Lisboa, manteve um grupo de fados e de guitarradas (juntamente com António Toscano, João Gomes, entre outros), que cessou actividade após a sua morte, tendo esta formação sido a principal responsável pela prática da canção de Coimbra em Lisboa. Um dos principais dinamizadores deste colectivo era o autor de letras Leonel Neves. Foi ainda este grupo que acompanhou Luiz Goes em vários dos seus fonogramas, assim como o Cantor Alexandre Herculano. Também com este Grupo, participou em digressões ao estrangeiro (África do Sul, Áustria, Brasil, EUA e Suíça).
Da sua obra musical destacam-se as guitarradas, tendo ainda musicado os poemas de Edmundo Bettencourt e de Leonel Neves (Balada da Torre d’Anto; Balada de Evocação à Sé Velha, 1951; Toada do Penedo da Saudade, 1953)."
terça-feira, 22 de novembro de 2022
"Outros tempos", ou outros interesses?
"Em 1980, o Governo português liderado por Francisco Sá Carneiro - em linha com a decisão assumida por Jimmy Carter, presidente dos EUA, e outros aliados ocidentais - anunciou que retiraria qualquer apoio à participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Moscovo. Em protesto contra a invasão do Afeganistão por tropas soviéticas a mando do ditador comunista Leonid Brejnev, ocorrida meses antes.
Sem ambiguidades de qualquer espécie. Eram outros tempos."
Pedro Correia, via Delito de Opinião
Nota de rodapé
Recorde-se, via Diário de Notícias.
Na comitiva portuguesa presente nos Jogos Olímpicos de Moscovo, apenas onze atletas. As grandes esperanças olímpicas ficaram em território nacional, ainda que por motivos muito diferentes. Fernando Mamede, embora em pleno de forma, anunciou que ia aderir ao boicote, pela causa afegã, pelo apelo de Sá Carneiro e por temer consequências se fosse. Já Carlos Lopes, mesmo que quisesse ir a Moscovo, não podia por estar lesionado. Na natação, em que morava também a esperança de medalhas, outra ausência de vulto: Alexandre Yokochi, que no mesmo ano tinha conquistado uma medalha de prata no campeonato da Europa, ficou em Portugal, de bruços no sofá.
Nas Olimpíadas de Moscovo acabariam por participar apenas 80 países."














