Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Sobre o meu pessimismo: isto não vai acabar tudo bem, os números falam por si...

Garanto: não é uma questão de falta fé. Nas pessoas, em geral. E nos políticos.
Para termos fé é preciso sermos crentes. Um pessimista, como dizem que eu sou, é, apenas, um optimista realista. Que o mesmo é dizer: é um descrente. 
A mim basta-me a realidade...
Em Março do ano passado, as pessoas (em geral e os políticos...) confinaram-se por medo do desconhecido. Todos temos um buraco ao fundo das costas... 
Não o fizeram por consciência e percepção da verdadeira dimensão do problema que é o covid dito 19.
O momento que estamos a atravessar é disso a prova, que não pode ser refutada. A "situação dramática" nos hospitais fala por si. Para além dos números das infecções por convid, segundo informação divulgada pelo
 Instituto Português do Sangue e da Transplantação "o stock referente ao tipo B- já só chega para 4 dias e o de tipo 0-, A+ e A- só cobre uma semana de necessidades hospitalares".
As pessoas têm de se convencer que ficar em casa é, neste momento, a prioridade. Não é procurar "buracos" nas tímidas medidas decretadas pelo Governo, para as fintar e sair. Não para trabalhar, mas para passear.
Mais do que a necessidade de um "sobressalto cívico", temos de nos convencer que estamos perante um problema civilizacional. Portugal está a viver os piores dias da pandemia, com o aumento no número de mortes e de infeções por covid-19, que está a deixar os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sob pressão, cada vez maior a cada dia que passa. 


Os números falam por si. O gráfico acima (sacado da edição de hoje do Diário as Beiras), mostra que esta é a pior quinzena de sempre do território da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. Em comparação com o período anterior, o índice de risco “Extremamente levado” subiu 400 por cento – passou de três para 12 concelhos.
Portanto: "aqueles que podem confinar devem fazer um esforço" de "aderir à importância" do cumprimento das medidas.
Não esqueçam: a pressão que está a ser exercida no SNS vai ter impacto "nos doentes covid e nos doentes não covid".
E a fava pode calhar a qualquer de nós...

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