Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Consenso local: na Figueira, politicamente falando, estamos "feitos ao bife"...

Existe hoje um largo consenso na sociedade figueirense acerca da muito difícil situação em que a cidade se encontra, em termos de governação política, e da tremenda dificuldade em se inverter essa situação.
Existe um problema com os chamados grandes partidos -  o PS e o PSD.
Desde há muitos anos que, na Figueira, nem um nem outro se mostram disponíveis e capazes de encetar uma qualquer renovação. Nenhum deles tem qualquer capacidade de mobilização própria fora das campanhas eleitorais.
Nenhum deles agrega os sectores mais dinâmicos da sociedade figueirense, produz ideias, ou políticas novas e mobilizadoras.
Limitaram-se a esperar e aproveitar a mudança dos ciclos políticos.

O PS está hoje no executivo figueirense, mas nunca se deve esquecer que não teve grande mérito na conquista, em 2009. Nessa altura, foi o PSD figueirense que lhe entregou o poder camarário numa bandeja. 
Em 2009 foi o PSD que perdeu as eleições e não o PS que as ganhou.
E não esquecer a contribuição dos 100%...
O  PSD, este PSD local, tal como como o PSD nacional, está cada vez mais longe do que foi - um partido social-democrata, reformista e basista. 
Este PSD local nada tem a ver, nem tem já qualquer ligação com as origens do partido na Figueira.
Este PSD local, cuja identidade partidária foi desvirtuada, é o refugo que resta, da estrutura de controlo criada por Santana Lopes na sua passagem pela Figueira. 
Quando hoje se olha para o PSD Figueira, é difícil reconhecer qualquer identidade social-democrata.
PS e PSD figueirenses têm uma coisa em comum: não apreciam a liberdade - gostam é da autoridade e do poder.

Depois, temos os chamados pequenos partidos.
O CDS figueirense não existe.
O BE local ameaça vir a existir, mas ainda não existe em termos concelhios.
O PCP continua no impasse. 
Tem algum protagonismo político - neste momento possui 3 membros na Assembleia Municipal e tem alguns elementos em Assembleias de freguesia - S. Pedro, Vila Verde, Quiaios, Buarcos S. Julião... - e  tem algum protagonismo em alguns sindicatos, mas já não tem a influência política e sindical que já teve no concelho da Figueira.

Na política figueirense, nada é simples. Nada é a preto e branco.
Não vale a pena esconder: neste momento, na Figueira, o consenso local é que, politicamente falando, estamos "feitos ao bife"...
A pouco mais de um ano das próximas autárquicas, resta desejar que a imaginação chegue ao poder, pois é o que precisamos...

2 comentários:

Anónimo disse...

Alternativa honesta e credível é urgente e necessária.

Terminar com uma maioria arrogante é prestar serviço público !!

Unknown disse...

Até que enfim vejo alguem a falar sem gaguejar.Subscrevo na totalidade todas as palavras ditas pelo meu amigo Miguel Almeida.