domingo, 31 de agosto de 2014

Artur Morais, de bestial a besta...

Artur Morais, guarda-redes do Benfica, há uns dias, não muitos ainda, foi o herói ao defender os penaltis no jogo que terminou empatado frente ao Rio Ave.
Hoje, foi infeliz no golo do Sporting, e é unanimemente responsabilizado pelo empate do Benfica, o que vai facilitar a vida ao Jorge Jesus...
Se o treinador tivesse colocado em jogo Júlio César e as coisas tivessem corrido mal, ficava sem dois guarda-redes...
Artur facilitou-lhe a vida e, neste momento, já é uma carta fora do baralho...

Pulhice

Novo modelo de banco
"No afã da austeridade, o Governo ditou cortes sobre cortes nos ordenados dos funcionários públicos e nas pensões. Também não escaparam as prestações sociais, mesmo aquelas que são do regime contributivo, no caso os subsídios de desemprego e de doença. Os primeiros vieram no Orçamento do Estado para 2013, na ordem dos 5% no primeiro caso e de 6% no segundo. A oposição pediu a inconstitucionalidade da medida e, em abril desse ano, o Tribunal Constitucional decretava-a. O Executivo devolveu aos beneficiários o que já tinha arrecadado e insistiu na medida em sede de Orçamento Retificativo, limitando-se a alterar a fasquia dos cortes para valores acima dos 419 euros. A maioria aprovou a medida na Assembleia da República e ela entrou em vigor a 25 de julho, mas só foi processada em setembro pelos serviços da Segurança Social que, implacavelmente, exigiram aos beneficiários abrangidos a devolução dos montantes das duas prestações já recebidas.
No Orçamento do Estado de 2014 lá ficou inscrito o mesmo corte, com brado da oposição que enviou mais um pedido de inconstitucionalidade para o Palácio Ratton, sem se lembrar de pedir que a decisão abrangesse o retificativo. Os juízes voltaram a chumbar esses cortes para 2014. Pela segunda vez! Por uma questão de ética e de respeito pelos desempregados e doentes, já que pela Constituição parece não haver muito, o Governo devia ter devolvido aquilo que foi cortado nesses subsídios desde 25 de julho a dezembro de 2013. Não o fez. Aproveitando a brecha deixada pela "falha" da oposição, o Governo guardou uns "trocos" de cinco meses que faziam muita falta aos que se encontravam (e encontram) em situação de debilidade."
EDITORIAL do dn

Merecido sucesso dos Amadores do Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense ontem no Cae

Ontem à noite, o Cae encheu para ver “Um Violinista no Telhado”. As cerca de 800 pessoas que se deslocaram, tiveram oportunidade de ver uma magnífica interpretação dos Amadores Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense de uma peça teatral baseada nas histórias de Sholom  Aleichem, escrita no início do século XX.
Tevye é o leiteiro e judeu que vive na aldeia de Anatevka na Rússia em 1905. Trabalha arduamente, quase de sol a sol, para que nada falte à mulher e às suas cinco filhas. No entanto, no país, começam a soprar ventos pré-revolucionários que, mais tarde ou mais cedo, irão chegar à aldeia e alterar radicalmente as vidas e também os costumes e tradições dos seus habitantes.
O Violinista no Telhado”, porém, acaba por ser uma situação que nos afecta a todos, apesar de se passar numa comunidade judaica. Fala de famílias e de crenças. Portanto, O Violinista no Telhado” não é só uma obra que pode ser entendida pela comunidade judaica. É uma peça que tem emocionado muita gente pelo mundo inteiro.
Tevye é um pobre judeu. Pai de cinco filhas, mora numa pequena Aldeia, onde a maioria das pessoas são simples e, tal como ele, vivem acima de tudo condicionados pela tradição.
Todavia, à medida que suas filhas se vão apaixonando, Tevye começa a sentir na pele as mudanças ideológicas que começam a “minar” a nova geração. Como homem de bom coração, deseja em primeiro lugar o bem de suas filhas. Porém, mesmo para ele, tudo tem limites. 
No fundo, o que Tevye teria desejado que tivesse mudado, é que as mudanças lhe tivessem proporcionado um pouco de mais bem estar económico. As cenas em que se dirige a Deus, como que a dizer “porque temos de sofrer assim"?, são de uma subtileza arrepiante.
Os Amadores do Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense, com esta representação deO Violinista no Telhado”, uma obra escrita no início do século passado, mas cuja mensagem está mais actual do que nunca, levaram-me a olhar e reflectir para o papel das "velhas" e "novas" tradições no nosso dia a dia – por exemplo, que influência tem a religião, a música, o futebol, a televisão, a internet, a forma como está organizado o trabalho e os costumes, na maneira como nos conseguimos relacionar e interagir com os que nos rodeiam no quotidiano.
Na peça, Perchik é aquele que contesta quase tudo. É certo que não vai ao ponto de colocar em causa Deus, mas contesta outros valores vigentes na sociedade da época: por exemplo, os homens e as mulheres não se poderem tocar, ficarem separados no casamento por uma corda no meio, ser o pai a decidir sobre o casamento das filhas.
Esta, a personagem contestatária, foi a que deixou a mensagem que mais me impressionou nesta obra teatral com mais de 100 anos: para construirmos o futuro temos de saber olhar de frente para a tradição.
Sem desprimor para ninguém, permitam que, felicitando todos, destaque o trabalho de João Miguel Amorim, que adaptou, encenou e protagonizou "O Violinista no Telhado", ao que julgo saber ainda um jovem,  que a continuar com esta competência e talento vai certamente contribuir para manter no futuro o Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense no patamar a que foi elevado por Mestre José da Silva Ribeiro.
Obrigado Amadores do Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense.
Foram mais de duas horas que passaram a voar.

Bom domingo