quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Sistema Nacional de Saúde?!..
De todas as
vezes que o CDS refere o Serviço Nacional de Saúde [SNS] trata-o por
Sistema Nacional de Saúde [SNS], por exemplo, Pedro Mota Soares, no
vídeo a partir do minuto 01:01.
Percebem a diferença? Percebem onde eles querem chegar?
Cabo Mondego
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“Santuário” geológico
O património edificado da Cimpor na antiga exploração de cal hidráulica, que se mantém na empresa, esse, poderá ser reconvertido em equipamentos turísticos, centro interpretativo ou outras finalidades, exceto construção de habitações. Os imóveis, situados no Cabo Mondego, têm como vizinhos o mar, a Serra da Boa Viagem e Buarcos, mas a revisão do Plano Diretor Municipal tratou de salvaguardar que não se destinariam ao setor imobiliário. A zona de exploração à superfície de cal hidráulica no Cabo Mondego é um “santuário” geológico e centro informal de estudo internacional sobre a história geológica do planeta Terra. Foi ali, aliás, onde foram descobertas as primeiras pegadas de dinossauro em Portugal e se têm achado vestígios geológicos (fósseis) de grande valor científi co. De resto, a comunidade científica mundial reconheceu a importância geológica do Cabo Mondego ao atribuir-lhe o Prego de Ouro, cravado na Praia da Murtinheira. Aquele monumento natural é, por isso, a âncora da candidatura que a autarquia está a elaborar para tentar elevar o concelho a geoparque da UNESCO."
J.A. via DIÁRIO AS BEIRAS
Agência Portuguesa do Ambiente confirma estudo
SISTEMA DE TRANSPOSIÇÃO DE AREIAS (BYPASS) DE NORTE PARA SUL DA FOZ DO MONDEGO
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garante que o estudo sobre o sistema de transposição de areias (bypass) de norte para sul da foz do Mondego será realizado em 2019. Quem o garantiu foi o vice-presidente, Pimenta Machado. Este responsável afiançou que será lançado um concurso para se aferir “a melhor solução técnica” para a Figueira da Foz e Aveiro.
Daqui
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garante que o estudo sobre o sistema de transposição de areias (bypass) de norte para sul da foz do Mondego será realizado em 2019. Quem o garantiu foi o vice-presidente, Pimenta Machado. Este responsável afiançou que será lançado um concurso para se aferir “a melhor solução técnica” para a Figueira da Foz e Aveiro.
Daqui
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Dia de Natal, dia de paz e amor, dia de demonstrar uma serena inteligência...
Miguel Figueira, caro Amigo, hoje não é dia para falar de política. Eu ainda estou em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens.
Neste momento, ainda estou a apreciar, deleitado, os presentes recebidos (devo ser mesmo boa pessoa para me darem tantos e tão bons presentes: obrigado família) e a fazer a recuperação da jantarada de ontem para estar em forma no almoço de hoje.
Bom era na Mesopotâmia: a celebração durava 12 dias. Na Grécia também não devia ser mau: os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa...
Portanto, não percamos a esperança... Não estamos no Egipto antigo, onde antigamente esta data servia para os egípcios relembrarem a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.
Contudo, existe um problema: estamos em 2018, mas na Figueira...
Neste momento, ainda estou a apreciar, deleitado, os presentes recebidos (devo ser mesmo boa pessoa para me darem tantos e tão bons presentes: obrigado família) e a fazer a recuperação da jantarada de ontem para estar em forma no almoço de hoje.
Bom era na Mesopotâmia: a celebração durava 12 dias. Na Grécia também não devia ser mau: os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa...
Portanto, não percamos a esperança... Não estamos no Egipto antigo, onde antigamente esta data servia para os egípcios relembrarem a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.
Contudo, existe um problema: estamos em 2018, mas na Figueira...
Chove. É Dia de Natal
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Fernando Pessoa, in Cancioneiro
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Fernando Pessoa, in Cancioneiro
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Megalomania
Aqui pela Figueira, para certas figuras da política, aspirar a ser uma pessoa normal, era o mesmo que demonstrar um sinal exterior de megalomania.
Coletes amarelos
Esta foto de Pedro Agostinho Cruz, mostrou "Carlos Marques, o colete amarelo solitário que luta pelas gerações futuras.
Carlos Marques esteve na estrada nacional 109, em luta: «estou na rua pelas gerações futuras. Felizmente ainda tenho trabalho. Sim! Trabalho para sobreviver é verdade, mas tenho trabalho! As gerações futuras estão em risco, falta de trabalho, salários precários (...) Mas, que futuro é este? Que Portugal é este?»"
Saturado de tanta negociata, corrupção e compadrio, farto de tanta impunidade e do descaramento, o portuga há muito que utiliza as redes sociais para manifestar a sua indignação.
Em França, levantaram o cu do sofá, desligaram o computador, vestiram o colete amarelo e foram para a rua exigir justiça social. No primeiro protesto, terão saído à rua 300 mil. Desde então, o número de manifestantes foi diminuindo, mas isso não impediu que Macron recuasse, de forma desastrada, após o quarto protesto, numa tentativa desesperada de recuperar popularidade junto do eleitorado francês. De pouco lhe valeu.
Ainda assim, o recuo do presidente foi uma clara vitória dos manifestantes, extremistas ou não. Quatro protestos depois, Macron falou ao país para rasgar o aumento do preço dos combustíveis e anunciar um aumento de 100€ no salário mínimo, entre outras medidas que integravam o rol de exigências dos coletes amarelos.
A solução encontrada por Macron mostrou ao mundo, e aos europeus em particular, que pequenas mudanças, tão importantes para quem vive a contar trocos, são difíceis, mas possíveis. Até porque o presidente francês sabe que tem Marine Le Pen à perna. Ou, como Ricardo Araújo Pereira o colocou no Governo Sombra da passada semana, “porta-te bem, senão voto dos fascistas”.
Por cá, na passada sexta-feira, tivemos uma manifestação de coletes amarelos. Uma manifestação que se quis ordeira, sem violência ou outros incidentes - à portuguesa, o que não tem mal. Uma manifestação que se dizia apartidária, apesar de ter entre os seus organizadores, adeptos de Trump, Bolsonaro e Salazar. Uma manifestação que, apesar disso, teve bandeiras com as quais praticamente todos nos identificamos. Como se viu, foi um movimento extremamente desorganizado. Os organizadores, eventualemente terão considerado que o barulho nas redes sociais chegaria para trazer as pessoas para a rua. A escolha, desastrada, de uma sexta-feira a três dias do Natal, a oportunística infiltração da extrema-direita e uma série de reivindicações irrealistas ou incompatíveis, contribuiu para que o protesto dos coletes amarelos portugueses fosse o fracasso que foi.
O fracasso da iniciativa, contudo, não significa que as pessoas que estão fartas de viver no fio da navalha, sufocadas por uma fiscalidade insustentável, cansadas de resgatar bancos, de sustentar caciquismos e de financiar regabofes público-privados, onde o risco fica a seu cargo e o lucro é enviado para um paraíso fiscal, saturadas de uma justiça que não tem mão nos poderosos, de serviços públicos insolventes e de um sistema que não promove o mérito ou a igualdade de oportunidades, não continuem insasisteitos.
A prolongar-se o estado a que isto chegou, há um risco que não pode ser ignorado: pode haver milhares de democratas que transitem para as garras do populismo autoritário, que hoje veste colete amarelo, mas que se chegar ao poder os proibirá de imediato.
Carlos Marques esteve na estrada nacional 109, em luta: «estou na rua pelas gerações futuras. Felizmente ainda tenho trabalho. Sim! Trabalho para sobreviver é verdade, mas tenho trabalho! As gerações futuras estão em risco, falta de trabalho, salários precários (...) Mas, que futuro é este? Que Portugal é este?»"
Saturado de tanta negociata, corrupção e compadrio, farto de tanta impunidade e do descaramento, o portuga há muito que utiliza as redes sociais para manifestar a sua indignação.
Em França, levantaram o cu do sofá, desligaram o computador, vestiram o colete amarelo e foram para a rua exigir justiça social. No primeiro protesto, terão saído à rua 300 mil. Desde então, o número de manifestantes foi diminuindo, mas isso não impediu que Macron recuasse, de forma desastrada, após o quarto protesto, numa tentativa desesperada de recuperar popularidade junto do eleitorado francês. De pouco lhe valeu.
Ainda assim, o recuo do presidente foi uma clara vitória dos manifestantes, extremistas ou não. Quatro protestos depois, Macron falou ao país para rasgar o aumento do preço dos combustíveis e anunciar um aumento de 100€ no salário mínimo, entre outras medidas que integravam o rol de exigências dos coletes amarelos.
A solução encontrada por Macron mostrou ao mundo, e aos europeus em particular, que pequenas mudanças, tão importantes para quem vive a contar trocos, são difíceis, mas possíveis. Até porque o presidente francês sabe que tem Marine Le Pen à perna. Ou, como Ricardo Araújo Pereira o colocou no Governo Sombra da passada semana, “porta-te bem, senão voto dos fascistas”.
Por cá, na passada sexta-feira, tivemos uma manifestação de coletes amarelos. Uma manifestação que se quis ordeira, sem violência ou outros incidentes - à portuguesa, o que não tem mal. Uma manifestação que se dizia apartidária, apesar de ter entre os seus organizadores, adeptos de Trump, Bolsonaro e Salazar. Uma manifestação que, apesar disso, teve bandeiras com as quais praticamente todos nos identificamos. Como se viu, foi um movimento extremamente desorganizado. Os organizadores, eventualemente terão considerado que o barulho nas redes sociais chegaria para trazer as pessoas para a rua. A escolha, desastrada, de uma sexta-feira a três dias do Natal, a oportunística infiltração da extrema-direita e uma série de reivindicações irrealistas ou incompatíveis, contribuiu para que o protesto dos coletes amarelos portugueses fosse o fracasso que foi.
O fracasso da iniciativa, contudo, não significa que as pessoas que estão fartas de viver no fio da navalha, sufocadas por uma fiscalidade insustentável, cansadas de resgatar bancos, de sustentar caciquismos e de financiar regabofes público-privados, onde o risco fica a seu cargo e o lucro é enviado para um paraíso fiscal, saturadas de uma justiça que não tem mão nos poderosos, de serviços públicos insolventes e de um sistema que não promove o mérito ou a igualdade de oportunidades, não continuem insasisteitos.
A prolongar-se o estado a que isto chegou, há um risco que não pode ser ignorado: pode haver milhares de democratas que transitem para as garras do populismo autoritário, que hoje veste colete amarelo, mas que se chegar ao poder os proibirá de imediato.
Eu Sou do Tamanho do que Vejo
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Alberto Caeiro, (heterónimo de Fernando Pessoa) in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"
Mensagem de Natal
Na Figueira, continuam os enfeites e as luzinhas que distribuíram pela cidade, presumo que para o Natal.
Mas para quê? Nada resolveram...
domingo, 23 de dezembro de 2018
Boas e santas festas
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Edmundo Martinho é o presidente da SCML
MÁRIO CRUZ/LUSA
|
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) deu um cartão-oferta de 200 euros a todos os funcionários, aos quais acresce ainda mais 15 euros por cada filho, para compras no El Corte Inglés. Para isso a SCML lançou um concurso público, no qual gastou 1,163 milhões de euros (multiplicando os 200 euros por cerca de 5500 mil funcionários somados aos 15 euros por cada um dos 4200 filhos dos funcionários com menos de 18 anos). Aliás, o valor-base do concurso público — publicado em Diário da República — era de 1.177.550 euros. Nos últimos anos — numa tradição que começou no tempo da gestão Santana Lopes — a SCML deu um bónus de 200 euros em dinheiro a todos os funcionários. Mas essa solução tinha um problema: o bónus era tributado e os funcionários ficavam com pouco mais de 100 euros extra. A SCML explica que esta é uma forma de valorizar e motivar os trabalhadores."
Via OBSERVADOR
sábado, 22 de dezembro de 2018
Lado oculto
"As “fake news”, tal como entraram
muito recentemente nas nossas vidas, trazem no bojo uma ambição de
censura não institucionalizada mas muito mais eficaz. A operação “fake
news” impõe, de facto, as verdades oficiais do sistema dominante
transmitidas precisamente através dos meios que sempre produziram as
falsas notícias, os chamados mainstream. Ou seja, a comunicação social
de grande consumo não apenas continua a limitar o acesso dos seus
frequentadores – seguramente mais de 90 por cento da população mundial –
à realidade em que vivem como aponta o dedo inquisitorial aos que lutam
por desvendar e divulgar essa mesma realidade, transformados assim em
criminosos fazedores de “fake news”.
Por isso, a operação “fake news” não apenas reforça o juízo moral,
político e económico, que pretende ser absoluto, como tenta asfixiar a
contestação fundamentada desse juízo. A operação “fake news”, no limite,
quer inviabilizar os efeitos dos mecanismos através dos quais se
divulgam realidades diferentes, factos contraditórios, opiniões
contrárias – desacreditando-os, perseguindo-os, caluniando-os."
José Goulão O Lado Oculto. Antídoto para a propaganda global. Semanário digital de informação internacional.
José Goulão O Lado Oculto. Antídoto para a propaganda global. Semanário digital de informação internacional.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
A comunicação social anda a brincar com coisas sérias...
Cem ou duzentos mil, a desfilarem do Marquês ao Rossio, enquadrados pela CGTP, com um caderno reivindicativo definido e propostas concretas, merece meio minuto no telejornal a seguir ao intervalo.
Uma manif de palermas inventada pelas televisões, teve directos intermináveis, dois jornalistas por manifestante, drones com câmaras de filmar.
Uma manif de palermas inventada pelas televisões, teve directos intermináveis, dois jornalistas por manifestante, drones com câmaras de filmar.
Rewind
Discutiram-se, mais uma vez, em sessão camarária, os problemas de segurança e de acessibilidade na barra da Figueira.
Estou a seguir a reunião com muitas dificuldades, por causa da péssima qualidade da transmissão que é proporcionada pela Câmara Municipal, via internet.
"Espírito guerreiro", foi o pedido da Miguel Babo ao presidente da Câmara perante este problema que preocupa muitos figueirenses. Mais à frente, o senhor presidente mostrou disponibilidade para exibir o seu "espírito guerreiro", mas espera "que os vereadores vão à frente"...
Espero, apesar das interferências, ter conseguido captar o espírito revolucionário em que está a decorrer esta sessão camarária.
Por falta de condições, vou desistir. Vou deixar a secretária, para ir à procura das gaivotas a voejarem em contraluz de encontro ao, ora alaranjado, ora avermelhado do poente, que todos os dias tenho a soerguer-se deste meu mar lindo.
Neste momento, o silêncio é total, mas a atenção e a maravilha estão presentes no voo das gaivotas. Elas planam, planam e planam neste crepúsculo gradativo que se repete dia após dia. Não quereria dizer uma boutade, mas diria que é invisível o som do seu planar... Tão invisível, quanto gracioso. Tão invisível, quanto belo! E assim vou estando em paz! Uma paz relativa, mas ainda assim paz!
E, tudo por a qualidade da transmissão da reunião camarária que se está a realizar neste momento ser completamente insuportável. Mesmo para uma alma casta e inocente como a minha.
Estou a seguir a reunião com muitas dificuldades, por causa da péssima qualidade da transmissão que é proporcionada pela Câmara Municipal, via internet.
"Espírito guerreiro", foi o pedido da Miguel Babo ao presidente da Câmara perante este problema que preocupa muitos figueirenses. Mais à frente, o senhor presidente mostrou disponibilidade para exibir o seu "espírito guerreiro", mas espera "que os vereadores vão à frente"...
Espero, apesar das interferências, ter conseguido captar o espírito revolucionário em que está a decorrer esta sessão camarária.
Por falta de condições, vou desistir. Vou deixar a secretária, para ir à procura das gaivotas a voejarem em contraluz de encontro ao, ora alaranjado, ora avermelhado do poente, que todos os dias tenho a soerguer-se deste meu mar lindo.
Neste momento, o silêncio é total, mas a atenção e a maravilha estão presentes no voo das gaivotas. Elas planam, planam e planam neste crepúsculo gradativo que se repete dia após dia. Não quereria dizer uma boutade, mas diria que é invisível o som do seu planar... Tão invisível, quanto gracioso. Tão invisível, quanto belo! E assim vou estando em paz! Uma paz relativa, mas ainda assim paz!
E, tudo por a qualidade da transmissão da reunião camarária que se está a realizar neste momento ser completamente insuportável. Mesmo para uma alma casta e inocente como a minha.
Dez & 10, com o convidado João Ataíde (III)
MUSEU DO MAR
"Indagado acerca da localização do futuro museu do mar, João Ataíde mostrou-se inclinado para São Pedro, em detrimento de Buarcos, tendo em vista a existência de espaço no Cabedelo, zona da margem sul da cidade com rio e mar e cujas obras de requalificação arrancam em breve. No entanto, o edil ressalvou que ainda nada foi decidido, sendo certo que, segundo revelou, prefere um espaço museológico interactivo."
Via DIÁRIO AS BEIRAS
"Indagado acerca da localização do futuro museu do mar, João Ataíde mostrou-se inclinado para São Pedro, em detrimento de Buarcos, tendo em vista a existência de espaço no Cabedelo, zona da margem sul da cidade com rio e mar e cujas obras de requalificação arrancam em breve. No entanto, o edil ressalvou que ainda nada foi decidido, sendo certo que, segundo revelou, prefere um espaço museológico interactivo."
Via DIÁRIO AS BEIRAS
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Dez & 10, com o convidado João Ataíde (II)
A sucessão.Jot´Alves, cerca dos 47 minutos: "a propósito de Carlos Monteiro: se ele for o candidato à Câmara vai contar com o seu apoio?"
Ataíde: "claro que sim. Se ele for candidato do PS à Câmara, claro que sim. O candidato terá de ser sempre escolhido pelo Partido Socialista."
Jot´Alves: "vai fazer campanha ao lado dele?"
Ataíde (engasgou-se ligeiramente...): "depende em que papel eu estiver nessa altura?"
Se vai cumprir o mandato, se não pode candidatar-se mais à Câmara, o que obsta o presidente em exercício, nessa altura, de fazer campanha ao lado do candidato apresentado pelo PS em 2021?
Pelos vistos, Vossa Excelência, senhor presidente, a três anos de distância, tem já um problema.
O problema, o grande problema, é que Vossa Excelência, tem dificuldades na forma como resolver o problema.
É claro que, para Vossa Excelência, é um gravíssimo problema, uma vez que não foi eleito para resolver problemas.
Nove anos são disso a melhor prova. Não se lhe conhece a solução de um problema, fosse ele qual fosse. A maneira como resolveu o caso Figueira Parques vai ser disso prova.
Vossa Excelência quer estar de bem com todos, em especial com os da sua classe, portanto, o povo que se sacrifique.
Quando há problemas, como o que ora existe, Vossa Excelência pode ouvir os "senadores da Figueira", mas ignora o Povo, os que o elegeram.
Na Democracia, os problemas resolvem-se com o Povo, pelo Povo, nunca nas costas do Povo, em manobras palacianas, no escuro, na arrogância dos silêncios, como se quem elege nunca mais tivesse voz activa no que o eleito faz e vai fazendo.
Os donos da Figueira, Vossa Excelência, neste momento, é um deles, discutem na sombra, nos sofás do poder, nos palácios e não prestam contas do que pensam, do que acham dever fazer, do que nos espera. Somos a "carne para canhão". Os eleitos exercem os poderes sem ter em conta a mais profunda natureza de um estado de direito e do significado de uma palavra tão simples quanto esta - Democracia.
Impingem-nos um governante "eleito" por meia dúzia de confrades, no silêncio (sempre o silêncio) de um salão partidário, sem, ao menos, o acordo do partido em causa. É a sucessão monárquica.
Neste momento, Vossa Excelência e a sua equipa tornou-se o problema - é o problema.
Vossa Excelência deve saber, como há muito ensinam os pensadores sérios, que as crises geram condições para a acção. A Figueira permanece na crise porque não crê na acção e na força da acção democrática de quem a governa há mais de 9 anos.
Vá lá, em 2021 preste um serviço à Figueira: não aceite um príncipe designado para o substituir na governação da Figueira e do concelho.
Até lá decida-se e confie no Povo que o elegeu.
Sapataria da Figueira da Foz encerra a três anos do centenário
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| Foto: DB-J.A. |
“Éramos quase os últimos resistentes dessa era”, frisou o empresário Hugo Quaresma. Os postos de trabalho poderão estar em risco. “Estamos a analisar a situação. Se houver transferência de clientes para a outra loja, não haverá despedimentos”, garantiu."
Via DIÁRIO AS BEIRAS
Dez & 10, com o convidado João Ataíde
Uma hora e quase 50 minutos, neste tipo de programa, parece-me um formato muito longo.
Dado que para o senhor presidente, "é mais fácil dizer mal", vou apenas referir o momento que, para mim, valeu a pena ter aguentado aquela estopada.
Por volta da 1 hora e 22 minutos desta edição do Dez & 10 pergunta o Jot´Alves: "a tempestade Leslie foi o momento mais difícil dos seus mandatos?"
Resposta, pareceu-me que sentida, de João Ataíde: "o mais difícil, aquele que verdadeiramente me tocou mais, foi a morte dos pescadores (em 2015). O ver aquele homem naquela situação, ainda hoje me está presente..."
Dado que para o senhor presidente, "é mais fácil dizer mal", vou apenas referir o momento que, para mim, valeu a pena ter aguentado aquela estopada.
Por volta da 1 hora e 22 minutos desta edição do Dez & 10 pergunta o Jot´Alves: "a tempestade Leslie foi o momento mais difícil dos seus mandatos?"
Resposta, pareceu-me que sentida, de João Ataíde: "o mais difícil, aquele que verdadeiramente me tocou mais, foi a morte dos pescadores (em 2015). O ver aquele homem naquela situação, ainda hoje me está presente..."
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Ataíde encerra Dez & 10...
A primeira temporada do ciclo de entrevistas ao vivo Dez&10, na Filarmónica Dez de Agosto, à quarta-feira, pelas 21H30, chega hoje ao fim.
O último convidado da série é o presidente da Câmara da Figueira da Foz.
João Ataíde, juiz desembargador em licença sem vencimento, cumpre o terceiro mandato como Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz e lidera também, desde 2014, a Comunidade Intermunicipal da CIM Região de Coimbra.
Motivos de conversa não irão faltar, numa entrevista informal e descontraída conduzida pelo jornalista Jot'Alves.
Na sessão da passada quarta-feira a convidada foi Ana Machado.
O último convidado da série é o presidente da Câmara da Figueira da Foz.
João Ataíde, juiz desembargador em licença sem vencimento, cumpre o terceiro mandato como Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz e lidera também, desde 2014, a Comunidade Intermunicipal da CIM Região de Coimbra.
Motivos de conversa não irão faltar, numa entrevista informal e descontraída conduzida pelo jornalista Jot'Alves.
Na sessão da passada quarta-feira a convidada foi Ana Machado.
"Sobre o fecho-éclair"...
Uma crónica de Pedro Silva, publicada no DIÁRIO AS BEIRAS.
"Numa das 21 lições para o Século XXI, Yuval Noah Harari fala-nos sobre a ignorância. Nos seguintes termos. Numa experiência foi pedido a vários pessoas que avaliassem o seu próprio conhecimento sobre o funcionamento do fecho-éclair. A maioria vangloriou-se quão bem compreendia o sistema. No entanto, quando lhes foram solicitados os passos necessários ao seu funcionamento, a tal maioria, qual fecho-éclair encravado, engasgou-se. Chegamos assim ao conceito da “ilusão do conhecimento”: pensamos que sabemos muito, quando na verdade não pescamos patavina, pois assumimos o conhecimento dos outros como nosso.
A minha relação com o conhecimento em política viverá sempre esta ilusão. Durante algum tempo casei com a sensação de que se tratava de um mundo complexo, é certo, mas quando bem espremido, resumido em: conquistar o poder, exercer o poder e manter o poder.
No entanto, a recente “quezília-para-se-resolver-internamente-na-comunicação-social” do PSD figueirense diz antes que esta particular conquista do poder – “a vitória de 2021” – , poderá sofrer várias metamorfoses ao longo do processo, sendo mais correto afirmar-se que se encontra de momento na fase “miragem do poder”, tal a quantidade de areia que os próprios colocaram no seu caminho. Vá-se lá entender. Por isso, Pai Natal, peço-lhe encarecidamente: para mim, são umas calças com botões, que isto do fecho-éclair é um sistema muito complicado."
"Numa das 21 lições para o Século XXI, Yuval Noah Harari fala-nos sobre a ignorância. Nos seguintes termos. Numa experiência foi pedido a vários pessoas que avaliassem o seu próprio conhecimento sobre o funcionamento do fecho-éclair. A maioria vangloriou-se quão bem compreendia o sistema. No entanto, quando lhes foram solicitados os passos necessários ao seu funcionamento, a tal maioria, qual fecho-éclair encravado, engasgou-se. Chegamos assim ao conceito da “ilusão do conhecimento”: pensamos que sabemos muito, quando na verdade não pescamos patavina, pois assumimos o conhecimento dos outros como nosso.
A minha relação com o conhecimento em política viverá sempre esta ilusão. Durante algum tempo casei com a sensação de que se tratava de um mundo complexo, é certo, mas quando bem espremido, resumido em: conquistar o poder, exercer o poder e manter o poder.
No entanto, a recente “quezília-para-se-resolver-internamente-na-comunicação-social” do PSD figueirense diz antes que esta particular conquista do poder – “a vitória de 2021” – , poderá sofrer várias metamorfoses ao longo do processo, sendo mais correto afirmar-se que se encontra de momento na fase “miragem do poder”, tal a quantidade de areia que os próprios colocaram no seu caminho. Vá-se lá entender. Por isso, Pai Natal, peço-lhe encarecidamente: para mim, são umas calças com botões, que isto do fecho-éclair é um sistema muito complicado."
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
A moda, afinal, não passará de uma epidemia induzida?..
"Epidemia ou surto?!", uma crónica de Isabel Maranha Cardoso.
Na Figueira, a maioria absoluta do Partido Socialista manda nisto tudo
"O PSD apresentou um conjunto de propostas de desagravamento fiscal na Assembleia Municipal da Figueira da Foz para o Orçamento da Câmara de 2019, mas foram inviabilizadas pela maioria socialista.
Os socialdemocratas propuseram reduções no IMI, IRS e Derrama.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o líder da bancada do PS naquele órgão autárquico, João Portugal, justificou o “chumbo” com a falta de contexto orçamental.
“Essas três propostas podiam ter um impacto de 2,4 milhões de euros. Numa altura em que a câmara teve de fazer um reforço de dois milhões de euros para fazer face à tempestade “Leslie” e abdicar de 1,5 por cento do IRS, que tem um impacto orçamental de um milhão de euros, as propostas não fazem sentido”.
Teotónio Cavaco, PSD, faz uma leitura diferente do contexto. “Era importante darmos um sinal claro de que a câmara quer participar no regresso à vida normal das pessoas e empresas afectadas pala tempestade “Leslie”, advogou. “Foi-nos dito que a renegociação do Plano de Saneamento Financeiro daria melhores condições de liquidez à autarquia. Assim, uma parte dessa verba podia se utilizada agora”.
Segundo as propostas do PSD, a compensação da quebra de receitas podia ser compensada com cortes nas despesas diversas de aquisição de capital.
O PSD propôs uma redução no IMI de 86 por cento para pessoas singulares e 14 por cento para empresas, com um impacto orçamental de entre um e 1,5 milhões de euros. Na Derrama, a autarquia deixaria de receber entre 200 mil e 250 mil euros (entre os três vereadores do PSD, na reunião de câmara, Carlos Tenreiro e Miguel Babo já haviam votado a favor da proposta da maioria socialista e Ricardo Silva votou contra).
Por último, para o IRS, o PSD propõe duas versões de redução. A mais “suave” podia ter um impacto negativo máximo nas contas do município de 400 mil euros e a outra rondaria os 800 mil euros."
Os socialdemocratas propuseram reduções no IMI, IRS e Derrama.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o líder da bancada do PS naquele órgão autárquico, João Portugal, justificou o “chumbo” com a falta de contexto orçamental.
“Essas três propostas podiam ter um impacto de 2,4 milhões de euros. Numa altura em que a câmara teve de fazer um reforço de dois milhões de euros para fazer face à tempestade “Leslie” e abdicar de 1,5 por cento do IRS, que tem um impacto orçamental de um milhão de euros, as propostas não fazem sentido”.
Teotónio Cavaco, PSD, faz uma leitura diferente do contexto. “Era importante darmos um sinal claro de que a câmara quer participar no regresso à vida normal das pessoas e empresas afectadas pala tempestade “Leslie”, advogou. “Foi-nos dito que a renegociação do Plano de Saneamento Financeiro daria melhores condições de liquidez à autarquia. Assim, uma parte dessa verba podia se utilizada agora”.
Segundo as propostas do PSD, a compensação da quebra de receitas podia ser compensada com cortes nas despesas diversas de aquisição de capital.
O PSD propôs uma redução no IMI de 86 por cento para pessoas singulares e 14 por cento para empresas, com um impacto orçamental de entre um e 1,5 milhões de euros. Na Derrama, a autarquia deixaria de receber entre 200 mil e 250 mil euros (entre os três vereadores do PSD, na reunião de câmara, Carlos Tenreiro e Miguel Babo já haviam votado a favor da proposta da maioria socialista e Ricardo Silva votou contra).
Por último, para o IRS, o PSD propõe duas versões de redução. A mais “suave” podia ter um impacto negativo máximo nas contas do município de 400 mil euros e a outra rondaria os 800 mil euros."
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
À atenção de Sua Excelência o presidente Ataíde...
A "mercearia" figueirense pode continuar a crescer...
Na Figueira, se há sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...
Todavia, depois da ocupação terra, ainda temos o rio e o mar: "já há supermercados flutuantes"...
Na Figueira, se há sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...
Todavia, depois da ocupação terra, ainda temos o rio e o mar: "já há supermercados flutuantes"...
A direita incompetente que então governava a Figueira perdeu em 2009. Mas, estão lá uns que não são muito diferentes. Portanto: deixem pra lá! Por aqui, tudo está no seu lugar...
"A autarquia tem programada para janeiro de 2019 a plantação dos 32 mil pinheiros oferecidos por Nogent-Sur-Marne e por uma associação de portugueses residentes naquele município francês.
O vereador Miguel Pereira adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que os pinheiros serão plantados em várias freguesias do concelho por alunos, escuteiros e outros voluntários. Os resultados das análises efectuadas pelo ICNF às árvores francesas chegaram na semana passada.
O autarca garantiu que reúnem todas as condições fitossanitárias para serem plantadas. Por sua vez, o ICNF plantará 32 mil árvores autóctones na Lagoa da Vela, cuja data ainda não foi anunciada.
O vereador Miguel Pereira garantiu, também ao DIÁRIO AS BEIRAS que em 2019 não haverá relaxamento para a limpeza de terrenos e áreas florestais. Em 2018, a autarquia garantiu o desbaste de 2300 hectares, entre propriedades públicas e privadas. A partir de 2020, “terá de ser feita a limpeza constante de 2500 hectares por ano”, frisou. Isto porque “não pode deixar de existir esta pressão e as faixas de contenção de combustível têm de ter um papel fundamental na prevenção de fogos”, advogou o edil."
O vereador Miguel Pereira adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que os pinheiros serão plantados em várias freguesias do concelho por alunos, escuteiros e outros voluntários. Os resultados das análises efectuadas pelo ICNF às árvores francesas chegaram na semana passada.
O autarca garantiu que reúnem todas as condições fitossanitárias para serem plantadas. Por sua vez, o ICNF plantará 32 mil árvores autóctones na Lagoa da Vela, cuja data ainda não foi anunciada.
O vereador Miguel Pereira garantiu, também ao DIÁRIO AS BEIRAS que em 2019 não haverá relaxamento para a limpeza de terrenos e áreas florestais. Em 2018, a autarquia garantiu o desbaste de 2300 hectares, entre propriedades públicas e privadas. A partir de 2020, “terá de ser feita a limpeza constante de 2500 hectares por ano”, frisou. Isto porque “não pode deixar de existir esta pressão e as faixas de contenção de combustível têm de ter um papel fundamental na prevenção de fogos”, advogou o edil."
Figueira Parques já é privada...
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| IMAGEM SACADA DAQUI |
Desta forma, o estacionamento nas ruas da Figueira e no Hospital Distrital da Figueira da Foz, na Gala, passou a ser explorado por uma empresa privada, sujeita, no entanto, ao regime de concessão em vigor até 2025.
Tudo isto se passou em menos de um mês sem que, a esmagadora maioria dos figueirenses, tenha dado por ela.
A oposição manifestou-se e votou contra contra a privatização da Figueira Parques.
Um grupo de cidadãos criou o Movimento Figueira SEM Parques, que recolheu cerca de 700 assinaturas num abaixo-assinado que contesta a decisão da maioria socialista.
O presidente Ataíde poderia vender os paços do município e colocar um computador a governar o concelho que, estou em crer, os figueirenses, na sua esmadora maioria, não dariam por ela. Mas, descansem que isso não irá acontecer: a clientela política que vive à conta do orçamento não o permitiria.
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