Quarenta e quatros anos depois do 25 de Abril, em Portugal vivemos em liberdade.
Mas, com medo.
"Não tem sido por falta de maiorias que o País chegou a este estado. Mas sim por falta de seriedade e por desrespeito pelas minorias."
Medo da austeridade.
Medo de não ter trabalho.
Medo de falar.
Medo de ficar sem o lugar do ganha pão (há mais quinhentos na fila, dispostos a trabalharem cada vez por menor salário).
Medo de não ter acesso à saúde e à farmácia.
Medo de se ter que trabalhar (os que puderem) até morrer.
Medo de ficar sem reforma.
Medo por não haver esperança para os nossos filhos.
Medo da opinião opressiva e única.
Medo da ausência de alternativa política.
Medo desta construção política da Europa.
Medo de um futuro similar a um passado, que se pensava ter acabado com o 25 de Abril de 1974.
Medo de uma liberdade que é cada vez mais formal
Medo da liberdade de se dizer que se tem fome.
Medo da liberdade de se dizer que se perdeu a casa.
Medo desta liberdade.
Medo de um ordenado mínimo inferior ao do tempo do marcelismo.
Continuo a festejar o 25 de Abril de 1974 que, para mim, não é o de 2018.
A liberdade que existe é a liberdade do medinho e, novamente, do respeitinho.
Quarenta e quatro anos depois do 25 de Abril de 1974, alternativas precisam-se.
Para isso, tal como houve coragem no Largo do Carmo, em Abril de 1974, coragem precisa-se para continuar a afirmar que os "democratas" de 2018, tal como o "rei", antes de Abril de 1974, vão nus.
Coragem precisa-se para dar corpo e voz a essa coragem.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Entre os Ventos e as Marés e o dr. Fernandes, o demartologista...
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| A partir da esquerda: Olímpio (dr.) Fernandes . Tó Zé Carraco. António Agostinho, autor da selfie. |
A conversa, que passou na Foz do Mondego Rádio, 99.1, foi uma partida pregada ao Olímpio.
Foi completamente apanhado. Só percebeu que era o entrevistado no decorrer da gravação. Claro que isto foi concretizado com respeito e estima pelo alvo da brincadeira. O próprio percebeu que nunca esteve em causa o respeito, a consideração e a estima que, tanto eu como o Tó Zé Carraco, temos pelo nosso companheiro de rádio.
Só que a estratégia foi estudada ao pormenor e a realização foi levada a cabo com um sangue frio digno de profisssionias.
"Só quem passa pela estratégia organizada por ambos", como disse o Olímpio, "na mais completa discrição, é que entende o logro e a graça na entrevista".
O Olímpio, até andou a fazer uma pesquisa para preparar cuidadosamente a entrevista, de que ele seria um dos que iria questionar o tal de dr. Fernandes, que nunca mais aparecia!..
Fez o guião de entrada, julgando até que o dr Fernandes, estaria na sala de espera e que de um momento para outro, entraria pelo estúdio dentro para ser entrevistado.
"Grandes safados"...
Atenção: a conversa, bem disposta, é importante pelo retrato que, penso, conseguimos fazer ao excelente ser humano que é o Olímpio (dr.) Fernandes, também cabeleireiro/barbeiro desde que se lembra, amante de futebol, praia, boa comida e, também, de viajar.
Prestes a fazer 78 anos, continua activo: vive para o trabalho e a família.
Gosta de escrever umas coisas e é um excelente comunicador.
Ouçam...
domingo, 15 de abril de 2018
Os velhos gostam de dar bons conselhos, quando já não podem dar maus exemplos...
Comunidade refloresta mais de 12 hectares devastados pelos incêndios.
A iniciativa partiu do movimento cívico intitulado “Praia da Tocha - um novo caminho verde”, criado logo após os fogos, e ontem foi colocada no terreno com mais de 350 voluntários que plantaram perto de 1700 pinheiros mansos na envolvente à Zona Industrial da Tocha.
A iniciativa partiu do movimento cívico intitulado “Praia da Tocha - um novo caminho verde”, criado logo após os fogos, e ontem foi colocada no terreno com mais de 350 voluntários que plantaram perto de 1700 pinheiros mansos na envolvente à Zona Industrial da Tocha.
Socialismo de charme (o charme não se ostenta : intui-se!)
Concelhia da Figueira da Foz e Secção de Buarcos organizam o Jantar Comemorativo do 44.º Aniversário do 25 de Abril, a realizar no dia 24 de abril, no Hotel Mercure - Figueira da Foz.
Não é o 25 de Abril que vai ser comemorado.
O que vai ser comemorado é o retrocesso de todos os valores de Abril, para o qual o PS deu o seu precioso e decisivo contributo.
Em nome de um economicismo balofo que sobrepuseram às pessoas, descaracterizaram tudo o que de positivo foi sendo feito ao longo anos que se seguiram a Abril de 1974.
Falta broa, conduto, saúde e educação em nome do quê?
Nada mais adequado, portanto, para estes socialistas de direita, do que comemorar Abril num hotel de charme...
O 25 de Abril, para os socialistas, começa a ter o estatuto de efeméride.
Não é o 25 de Abril que vai ser comemorado.
O que vai ser comemorado é o retrocesso de todos os valores de Abril, para o qual o PS deu o seu precioso e decisivo contributo.
Em nome de um economicismo balofo que sobrepuseram às pessoas, descaracterizaram tudo o que de positivo foi sendo feito ao longo anos que se seguiram a Abril de 1974.
Falta broa, conduto, saúde e educação em nome do quê?
Nada mais adequado, portanto, para estes socialistas de direita, do que comemorar Abril num hotel de charme...
O 25 de Abril, para os socialistas, começa a ter o estatuto de efeméride.
Organização territorial: o concelho da Figueira não deveria ser um espaço onde tudo é permitido a alguns...
"Dificilmente se explica a organização territorial do concelho da Figueira da Foz.
Porque não existe.
O mais elementar respeito pelos valores naturais e paisagísticos continua tantas vezes ausente das decisões de quem autoriza.
O planeamento do território é ainda essencial para a mitigação e combate às alterações climáticas. Redução da necessidade das deslocações de automóvel e optimização do transporte de mercadorias, por exemplo.
Vem este intróito a propósito da abertura de novos processos de localização de zonas industriais no concelho.
Criação de duas novas, Vale de Murta, Pinhal da Gândara e ainda uma pequena expansão da atual zona industrial na Gala.
Como se diz em inglês, as duas primeiras zonas são um “greenfi eld”: arrasa-se tudo que lá esteja, árvores, arbustos, animais, culturas agrícolas, nivelando o “vale” (o que custará milhões) tanto quanto possível e criando infraestruturas (arruamentos, iluminação pública, esgotos, águas...).
E aqui surgem várias questões: e porque não expandir a actual zona industrial da Gala, já um “brownfi eld”, concentrando aí a indústria? Ou é necessário deslocalizar a indústria daí para o Vale de Murta ficando mais perto do Porto Comercial? Quais os custos? São conhecidos? Foram feitos estudos dos benefícios (menos quilómetros de transporte) pegada de carbono e das externalidades?
Não sabemos.
No mesmo sentido a afectação do Pinhal da Gândara, o que se pretende? Quantos pedidos de localização industrial? São indústrias poluentes e devem ficar afastadas das pessoas?"
Indústria no vale e no pinhal, uma crónica de João Vaz, publicada na edição de ontem do jornal AS BEIRAS.
Porque não existe.
O mais elementar respeito pelos valores naturais e paisagísticos continua tantas vezes ausente das decisões de quem autoriza.
O planeamento do território é ainda essencial para a mitigação e combate às alterações climáticas. Redução da necessidade das deslocações de automóvel e optimização do transporte de mercadorias, por exemplo.
Vem este intróito a propósito da abertura de novos processos de localização de zonas industriais no concelho.
Criação de duas novas, Vale de Murta, Pinhal da Gândara e ainda uma pequena expansão da atual zona industrial na Gala.
Como se diz em inglês, as duas primeiras zonas são um “greenfi eld”: arrasa-se tudo que lá esteja, árvores, arbustos, animais, culturas agrícolas, nivelando o “vale” (o que custará milhões) tanto quanto possível e criando infraestruturas (arruamentos, iluminação pública, esgotos, águas...).
E aqui surgem várias questões: e porque não expandir a actual zona industrial da Gala, já um “brownfi eld”, concentrando aí a indústria? Ou é necessário deslocalizar a indústria daí para o Vale de Murta ficando mais perto do Porto Comercial? Quais os custos? São conhecidos? Foram feitos estudos dos benefícios (menos quilómetros de transporte) pegada de carbono e das externalidades?
Não sabemos.
No mesmo sentido a afectação do Pinhal da Gândara, o que se pretende? Quantos pedidos de localização industrial? São indústrias poluentes e devem ficar afastadas das pessoas?"
Indústria no vale e no pinhal, uma crónica de João Vaz, publicada na edição de ontem do jornal AS BEIRAS.
sábado, 14 de abril de 2018
Esquerda ou direita, qual a opção? Apesar de tudo, sempre à esquerda, pois sei que para o outro lado nunca nasce o Sol...
"A arte de Gil Vicente sempre me atraiu. Shakespeare, Miguel Torga e Vicente Sanches pertencem ao pequeno grupo de autores que representei integrado no grupo de apaixonados pela arte. Eramos amadores, no Kiwanis Clube da Figueira da Foz. Fui médico, pescador e dono de uma agência funerária. A recente questão nascida dos 0,2 por cento do PIB atribuído à cultura pelo Governo deixou-me perplexo. Afinal continua tudo quase na mesma. O Governo de esquerda pouco difere, neste campo, dos de direita ou centro.
Ouço que vão ser atribuídos mais milhões. Não deixo de pensar nos 5,2 por cento do PIB atribuídos ao Serviço Nacional de Saúde, também, segundo os profissionais do ramo, insuficiente. E, depois, comparo com os milhares de milhões para cobrirem as imparidades dos bancos, resultantes de empréstimos concedidos aos de sempre.
Depois das autoestradas, de cimentos e mais cimento, ainda teremos alguma muralha de Adriano? Estamos a separar quem e o quê? E a aproximar quem e o quê? Não sei como oferecer os maus préstimos: como agente funerário ou “médico”?"
António Augusto Menano, no jornal AS BEIRAS: "Falo de teatro, saúde e imparidades".
Ouço que vão ser atribuídos mais milhões. Não deixo de pensar nos 5,2 por cento do PIB atribuídos ao Serviço Nacional de Saúde, também, segundo os profissionais do ramo, insuficiente. E, depois, comparo com os milhares de milhões para cobrirem as imparidades dos bancos, resultantes de empréstimos concedidos aos de sempre.
Depois das autoestradas, de cimentos e mais cimento, ainda teremos alguma muralha de Adriano? Estamos a separar quem e o quê? E a aproximar quem e o quê? Não sei como oferecer os maus préstimos: como agente funerário ou “médico”?"
António Augusto Menano, no jornal AS BEIRAS: "Falo de teatro, saúde e imparidades".
Cultivem o riso... O único cristão morreu na cruz...
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| Imagem sacada daqui. Para ver melhor, clicar na imagem. |
Estes, cheios de prosápia, olham para a estória que construiram do falhado, com a sobranceria própria dos que se auto-intitulam de vencedores.
Enquanto acariciam, com ar de posse, a coxa da companheira, diagnosticam as derrotas do filósofo, como resultado de má atitude, falta de coragem e inteligência.
O "falhado" é, com frequência, mais corajoso e digno do que qualquer um destes orgulhosos nietzschianos. Há mais valentia no vencido que continua a ir às lutas, sabendo que a derrota é, com certeza quase absoluta, aquilo que o aguarda...
Após 43 e três anos de descontos, continuo a trabalhar, embora gratuitamente, porque o trabalho que faço, é uma forma de diversão.
Mas tenho muito cuidado. Não posso permitir que a diversão se torne demasiado penosa.
Resta-me continuar a fazer o que sempre fiz: rir...
Mas, cuidado: rir de tudo, é coisa dos tontos.
Sem esquecer, porém, que não rir de de nada é coisa dos estúpidos: quem, durante a vida, não aprendeu a rir das dificuldades, não terá nada para rir quando estiver velho!
sexta-feira, 13 de abril de 2018
“A Máfia do Pinhal”
O pinhal de Leiria ardeu por ganância. O incêndio foi planeado um mês antes da tragédia
A TVI recolheu provas de que o incêndio que devastou o Pinhal de Leiria teve mão criminosa e que terá sido planeado um mês antes da tragédia.
Vários madeireiros, entre donos de grandes empresas e donos de fábricas que compram e vendem madeira, estiveram reunidos numa cave para planearem o incêndio.
As reuniões secretas serviram também para acordar os preços da madeira.
A TVI sabe também que usaram como engenho incendiário vasos de resina com caruma lá dentro.
“A Máfia do Pinhal” é uma grande reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Romeu Carvalho e montagem de João Ferreira, para ver esta noite, na íntegra, no Jornal das 8 da TVI.
A TVI recolheu provas de que o incêndio que devastou o Pinhal de Leiria teve mão criminosa e que terá sido planeado um mês antes da tragédia.
Vários madeireiros, entre donos de grandes empresas e donos de fábricas que compram e vendem madeira, estiveram reunidos numa cave para planearem o incêndio.
As reuniões secretas serviram também para acordar os preços da madeira.
A TVI sabe também que usaram como engenho incendiário vasos de resina com caruma lá dentro.
“A Máfia do Pinhal” é uma grande reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Romeu Carvalho e montagem de João Ferreira, para ver esta noite, na íntegra, no Jornal das 8 da TVI.
O champagne está aberto... Sirvam-se (Conseguem advinhar quantos vereadores faltam na fotografia?..)
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| Foto sacada daqui |
Nunca acabem, são 149° classificado numa tabela recente."
- Marco Figueiredo
Isto é normal?
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| Imagem sacada daqui |
Saramago escreveu o romance Levantado do chão em homenagem àqueles que não se domaram e que lutaram...
Tenhamos esperança nos vivos: aqueles que não desistem de lutar todos os dias.
Rio revela governo-sombra do PSD...
"Nove mulheres, seis ex-ministros e uma média de idades de 60 anos: os ministros sombra de Rui Rio".
Mas, isto é um governo sombra, ou uma sombra de governo?..
Mas, isto é um governo sombra, ou uma sombra de governo?..
E não digam que isto é populismo ou demagogia...
"Segundo a imprensa, o Novo Banco tem emprestados 5,4 mil milhões de euros (5400000000! 10 dígitos!) e não sabe quanto deste valor irá receber. António Ramalho, que está à frente do banco (que nos disseram que era o banco bom), disse em entrevista que o “grosso do problema” está em 44 empréstimos, (“apenas 1 superior a 500 milhões”, diz como que para nos descansar) e compara com a situação anterior, quando 6 mil milhões de euros estavam emprestados a apenas 5 pessoas/entidades.
Mas hoje o que eu sei com segurança é que 44 pessoas ou entidades estão a criar o grosso de um problema de 5,4 mil milhões que eu, como português, sou chamado a resolver, pagando. Eu pago, voluntariamente ou por imposto. Mas quero saber quem são! E considero ter direito a isso!"
O que acabei de citar, foi sacado de um artigo de opinião de Hugo Carvalho, publicado no jornal no Público.
Eu sei que não é fácil, mas confesso que também gostaria de saber quem são, porque é que não pagam e porque é que o dinheiro foi emprestado sem garantia de pagamento.
Ao fim e ao cabo, quem acaba por pagar a conta, também sou eu...
Mas hoje o que eu sei com segurança é que 44 pessoas ou entidades estão a criar o grosso de um problema de 5,4 mil milhões que eu, como português, sou chamado a resolver, pagando. Eu pago, voluntariamente ou por imposto. Mas quero saber quem são! E considero ter direito a isso!"
O que acabei de citar, foi sacado de um artigo de opinião de Hugo Carvalho, publicado no jornal no Público.
Eu sei que não é fácil, mas confesso que também gostaria de saber quem são, porque é que não pagam e porque é que o dinheiro foi emprestado sem garantia de pagamento.
Ao fim e ao cabo, quem acaba por pagar a conta, também sou eu...
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Na Figueira, quantas e quantas vezes nos sentimos vazios...
Falta-nos sempre qualquer coisa... Mas, o quê?
Até temos, uma área preparada para desportos náuticos de praia...
BIJOU, uma casa com memórias, histórias e com História...
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| Via Diário de Coimbra. Para ver melhor, clicar na imagem. |
Transparência: a Figueira, nestes anos de maioria absoluta, entre 2013 e 2017, passou de 1º. para o 149º. na tabela classificativa! Das duas, uma: ou a Figueira perdeu "a forma", ou os outros melhoraram muito...
O Índice de Transparência Municipal é elaborado pela Transparência e Integridade, em colaboração com a a Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas da Universidade de Aveiro, que colaborou no processo de recolha e validação de dados.
Trata-se de uma avaliação anual da informação de interesse público disponibilizada pelos 308 municípios portugueses nos seus websites oficiais, em sete áreas distintas:
A- Informação sobre a organização, composição social e funcionamento do Município (18 indicadores);
B- Planos e Relatórios (13 indicadores);
C- Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos (5 Indicadores);
D- Relação com a sociedade (8 indicadores);
E- Transparência na Contratação Pública (10 Indicadores);
F- Transparência Económico Financeira (12 indicadores);
G- Transparência na área do urbanismo (10 indicadores)
Isto, vale o que vale: para os autarcas, quando a montra os favorece, vale muito, quando os desfavorece, vale pouco.
No distrito de Coimbra, em 2017, Oliveira do Hospital lidera a tabela, seguido por Tábua (8), Mealhada (20), Cantanhede (53), Penela (56), Soure (69), Góis (76), Vila Nova de Poiares (77), Mira (80), Condeixa (85), Lousã (90), Miranda do Corvo (105), Montemor (129), Arganil (132), Figueira (149), Mortágua (160), Coimbra (196), Penacova (198) e Pampilhosa da Serra (207).
A transparência, na Figueira, é uma "coisa" muito irónica: em 4 anos, este executivo de maioria absoluta, caiu do 1º. para o 149º lugar!
Recordemos a máquina de agitação e propaganda camarária, em 4 Novembro de 2014.
"A nova página de internet da autarquia da Figueira da Foz, hoje apresentada aos jornalistas, quer ser uma referência na transparência da informação disponibilizada aos munícipes e uma ferramenta interativa de divulgação do município.
“Não deve haver no país uma página mais transparente do que esta. Quem tiver algum tempo para procurar informação, encontra-a aqui”, disse Tiago Castelo Branco, na altura chefe de gabinete do Presidente da Câmara.
Como explicar, então, o que se passou a partir daí. Vejamos os resultados do município da Figueira da Foz: 2013 - 1º; 2014 - 11º; 2015 - 32º; 2016 - 52º; 2017 - 149º!..
Será “que a Figueira não desceu muito, em termos de pontuação. Os outros municípios é que melhoraram bastante”?..
Acabei de citar a vereadora Ana Carvalho em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS publicadas em 10 de novembro de 2014. A autarca, na altura, "explicou ainda que a queda do município no ranking deve-se ao facto de não ser sido introduzida tanta informação no site como no ano passado, por se encontrar em construção a nova página da autarquia, que ficou disponível na semana passada".
Aliás, segundo a vereadora Ana Carvalho, “o novo site está bastante melhor”, comparando-o com o anterior. E tem novos conteúdos que podem contribuir para o aumento da transparência na gestão da autarquia, como, por exemplo, o currículo e os salários dos membros do executivo camarário...
A disponibilização do site em telemóveis e tablets e a tradução em vários idiomas serão os passos seguintes, adiantou ainda a vereadora.
Perante estas declarações da vereadora Ana Carvalho, em 2014, torna-ae ainda mais complicado para o comum dos figueirenses compreender tal descalabro classificativo, na tabela do índice da Transparência Municipal.
A participação activa e informada dos cidadãos é um aspecto fulcral para o desenvolvimento de qualquer democracia, valorizando a relação entre estes e o Poder Local.
Em Portugal, o caminho percorrido para fortalecer este envolvimento tem sido difícil, mas, aparentemente, bem-sucedido.
Na Figueira, podíamos falar das reuniões à porta fechada e do processo de revisão do PDM. Por exemplo.
Para quê?
Quem conhece a Figueira e os figueirenses, percebe porque é que isto é assim, mas resigna-se...
Se calhar, como dizia o outro, não pode ser de outra maneira...
Trata-se de uma avaliação anual da informação de interesse público disponibilizada pelos 308 municípios portugueses nos seus websites oficiais, em sete áreas distintas:
A- Informação sobre a organização, composição social e funcionamento do Município (18 indicadores);
B- Planos e Relatórios (13 indicadores);
C- Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos (5 Indicadores);
D- Relação com a sociedade (8 indicadores);
E- Transparência na Contratação Pública (10 Indicadores);
F- Transparência Económico Financeira (12 indicadores);
G- Transparência na área do urbanismo (10 indicadores)
Isto, vale o que vale: para os autarcas, quando a montra os favorece, vale muito, quando os desfavorece, vale pouco.
No distrito de Coimbra, em 2017, Oliveira do Hospital lidera a tabela, seguido por Tábua (8), Mealhada (20), Cantanhede (53), Penela (56), Soure (69), Góis (76), Vila Nova de Poiares (77), Mira (80), Condeixa (85), Lousã (90), Miranda do Corvo (105), Montemor (129), Arganil (132), Figueira (149), Mortágua (160), Coimbra (196), Penacova (198) e Pampilhosa da Serra (207).
A transparência, na Figueira, é uma "coisa" muito irónica: em 4 anos, este executivo de maioria absoluta, caiu do 1º. para o 149º lugar!
Recordemos a máquina de agitação e propaganda camarária, em 4 Novembro de 2014.
"A nova página de internet da autarquia da Figueira da Foz, hoje apresentada aos jornalistas, quer ser uma referência na transparência da informação disponibilizada aos munícipes e uma ferramenta interativa de divulgação do município.
“Não deve haver no país uma página mais transparente do que esta. Quem tiver algum tempo para procurar informação, encontra-a aqui”, disse Tiago Castelo Branco, na altura chefe de gabinete do Presidente da Câmara.
Como explicar, então, o que se passou a partir daí. Vejamos os resultados do município da Figueira da Foz: 2013 - 1º; 2014 - 11º; 2015 - 32º; 2016 - 52º; 2017 - 149º!..
Será “que a Figueira não desceu muito, em termos de pontuação. Os outros municípios é que melhoraram bastante”?..
Acabei de citar a vereadora Ana Carvalho em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS publicadas em 10 de novembro de 2014. A autarca, na altura, "explicou ainda que a queda do município no ranking deve-se ao facto de não ser sido introduzida tanta informação no site como no ano passado, por se encontrar em construção a nova página da autarquia, que ficou disponível na semana passada".
Aliás, segundo a vereadora Ana Carvalho, “o novo site está bastante melhor”, comparando-o com o anterior. E tem novos conteúdos que podem contribuir para o aumento da transparência na gestão da autarquia, como, por exemplo, o currículo e os salários dos membros do executivo camarário...
A disponibilização do site em telemóveis e tablets e a tradução em vários idiomas serão os passos seguintes, adiantou ainda a vereadora.
Perante estas declarações da vereadora Ana Carvalho, em 2014, torna-ae ainda mais complicado para o comum dos figueirenses compreender tal descalabro classificativo, na tabela do índice da Transparência Municipal.
A participação activa e informada dos cidadãos é um aspecto fulcral para o desenvolvimento de qualquer democracia, valorizando a relação entre estes e o Poder Local.
Em Portugal, o caminho percorrido para fortalecer este envolvimento tem sido difícil, mas, aparentemente, bem-sucedido.
Na Figueira, podíamos falar das reuniões à porta fechada e do processo de revisão do PDM. Por exemplo.
Para quê?
Quem conhece a Figueira e os figueirenses, percebe porque é que isto é assim, mas resigna-se...
Se calhar, como dizia o outro, não pode ser de outra maneira...
Com os sacrifícios que são impostos aos "voluntários" da Festa da sardinha, já que vivemos num tempo de economicismo da "espécie", não vislumbro a eficácia e eficiência do custo/benefício da sua manutenção...(II)
“A autarquia tem de ser exigente nos subsídios que atribui. Para algumas instituições, as propostas têm de ser acompanhadas do respectivo orçamento, mas, neste caso, não foi isso que aconteceu, daí ter votado contra”. - Ricardo Silva, vereador PSD, na oposição.
A Festa da Sardinha da Malta do Viso realiza-se de 7 a 9 de junho.
O evento, realiza-se com mão-de-obra voluntária.
A Câmara da Figueira da Foz aprovou um apoio financeiro de quatro mil euros, a que junta o apoio logístico, para a organização de um certame gastronómico, orçado em 24 mil euros.
“Só em sardinha gastamos oito mil euros”, diz hoje ao jornal AS BEIRAS Carlos Batista.
A Festa da Sardinha da Malta do Viso realiza-se de 7 a 9 de junho.
O evento, realiza-se com mão-de-obra voluntária.
A Câmara da Figueira da Foz aprovou um apoio financeiro de quatro mil euros, a que junta o apoio logístico, para a organização de um certame gastronómico, orçado em 24 mil euros.
“Só em sardinha gastamos oito mil euros”, diz hoje ao jornal AS BEIRAS Carlos Batista.
Vidinhas: "Montenegro facturou 400 mil euros em ajustes directos de autarquias do PSD"...
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Se bem me lembro, o cemitério de Santo Amaro, não era uma "obra do regime" do orçamento e uma das promessas do vereador Carlos Monteiro?
"A população de Santo Amaro da Boiça, Figueira da Foz, está indignada após encontrar roupas de duas crianças - uma sepultada há 37 anos e outra há 18 - fora das campas. O caso foi detetado após obras, feitas por uma firma contratada pela junta de freguesia, para resolver o problema da falta de espaço no cemitério. "Atiraram as roupas com as cinzas dos anjinhos contra o muro", grita Maria da Luz, familiar. Maria de Lurdes, que é proprietária de uma das sepulturas, diz que gritou todo o dia. Os sinos da aldeia tocaram a rebate e foi chamada a GNR. Rui Ferreira, presidente da junta, diz que foi um lapso da empresa e já contactou as famílias para tentar minimizar o choque."
Via Correio da Manhã
Via Correio da Manhã
Aqui fica o registo!..
"Selecções portuguesa e polaca de futebol de praia recebidas pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz."
Nota de rodapé.
Convivência democrática.
"A reunião de câmara decorria à porta fechada. Desde que alcançara a maioria, o Presidente tinha acabado com a tradição popular do concelho, conquistada com a revolução de Abril, onde todas as sessões de câmara eram abertas ao público.
Agora, naquelas reuniões vedadas à comunidade, para além do Presidente e Vereadores, apenas é permitida a presença de funcionários e assessores autorizados e, vá-se lá saber porque razão, o Presidente da Assembleia Municipal, o qual, fora do exercício das funções do cargo eleito, com todo o respeito, não passa dum cidadão comum, sem direitos acrescidos.
O Presidente encontrava-se no uso da palavra. Contrapunha às vozes críticas lançadas em face da participação isolada e escondida do município num certame de turismo recentemente realizado na capital.
A dado momento, alude a uma distinção que tinha sido alvo naquela semana, altura em que os Vereadores da oposição, não resistindo, instintivamente e em conjunto, esboçam um ligeiro sorriso (em todo o caso, silencioso).
Era do conhecimento público que a invocada homenagem partira duma associação gastronómica (local), a qual, tinha integrado a referida comitiva municipal até Lisboa…
De semblante carregado, em jeito admonitório, o Edil disparou: - ”não se riam com esse ar jocoso e com ar de gargalhada que é manifestamente ofensivo porque nós não andamos aqui na brincadeira nem na galhofa, estamos a discutir seriamente”, e repisou: - “nós não andamos aqui na brincadeira nem na galhofa” “estamos aqui a abordar questões sérias e portanto não estamos aqui a rir uns dos outros”.
Rebateram, educadamente, os Vereadores da oposição em face do tom exaltado e do teor inadequado daquelas afirmações, pois que nenhum dos presentes tinha sido desrespeitoso e muito menos dado risos de gargalhada. Do lado dos Vereadores do Executivo pairava um silêncio sepulcral.
Recompostos os ânimos, prosseguiu o Presidente, sempre naquele seu já acostumado tom monocórdico, vangloriando-se, desta vez, com o sucesso do programa dos desportos de praia – Beach Sports -, ao anunciar o registo de “sete mil participantes” durante o mês de Julho e Agosto do ano passado.
Interpelado por um Vereador da oposição como chegara aquele número, pois das contas existentes, admitir-se-ia, quanto muito, cerca de mil quinhentos participantes (ou seja, 80% abaixo dos valores apregoados), o Edil, uma vez mais, revelando um evidente estado de desconforto por se ver contraditado, investiu, dizendo: - “o senhor está a interromper assim com um ar e tal que já percebi e tal…” “é o seu jeito, é a sua forma de estar nisto, é ir brincando, é a brincar, é a sua forma de estar”. O visado, educadamente, apenas retorquiu que não era seu timbre brincar com assuntos da terra.
Quinze dias depois, ou seja, na reunião seguinte, no ponto de aprovação da acta da sessão anterior, o Presidente ao ser confrontado com a transcrição daquelas, e outras, expressões por si proferidas (e gravadas), rejeitou-as terminantemente, tendo, por essa razão, a referida acta merecido o voto contrário dos Vereadores da oposição. Os relatados acontecimentos tiveram lugar no pretérito mês de Fevereiro, num município bem perto de todos nós."
Críticar, numa cidade como a Figueira, é assim como descascar cebolas.
Arranca-se-lhes os folhos do vestidinho. Por muito meretrizes que sejam vão-se fazendo de ofendidas, e não se sabem defender senão esguichando um sumo em que, quem vê de fora, é levado a pensar que choramos com muita pena delas.
No fim, ainda nos deixam um estúpido e persistente cheiro nos dedos...
Nota de rodapé.
Convivência democrática.
"A reunião de câmara decorria à porta fechada. Desde que alcançara a maioria, o Presidente tinha acabado com a tradição popular do concelho, conquistada com a revolução de Abril, onde todas as sessões de câmara eram abertas ao público.
Agora, naquelas reuniões vedadas à comunidade, para além do Presidente e Vereadores, apenas é permitida a presença de funcionários e assessores autorizados e, vá-se lá saber porque razão, o Presidente da Assembleia Municipal, o qual, fora do exercício das funções do cargo eleito, com todo o respeito, não passa dum cidadão comum, sem direitos acrescidos.
O Presidente encontrava-se no uso da palavra. Contrapunha às vozes críticas lançadas em face da participação isolada e escondida do município num certame de turismo recentemente realizado na capital.
A dado momento, alude a uma distinção que tinha sido alvo naquela semana, altura em que os Vereadores da oposição, não resistindo, instintivamente e em conjunto, esboçam um ligeiro sorriso (em todo o caso, silencioso).
Era do conhecimento público que a invocada homenagem partira duma associação gastronómica (local), a qual, tinha integrado a referida comitiva municipal até Lisboa…
De semblante carregado, em jeito admonitório, o Edil disparou: - ”não se riam com esse ar jocoso e com ar de gargalhada que é manifestamente ofensivo porque nós não andamos aqui na brincadeira nem na galhofa, estamos a discutir seriamente”, e repisou: - “nós não andamos aqui na brincadeira nem na galhofa” “estamos aqui a abordar questões sérias e portanto não estamos aqui a rir uns dos outros”.
Rebateram, educadamente, os Vereadores da oposição em face do tom exaltado e do teor inadequado daquelas afirmações, pois que nenhum dos presentes tinha sido desrespeitoso e muito menos dado risos de gargalhada. Do lado dos Vereadores do Executivo pairava um silêncio sepulcral.
Recompostos os ânimos, prosseguiu o Presidente, sempre naquele seu já acostumado tom monocórdico, vangloriando-se, desta vez, com o sucesso do programa dos desportos de praia – Beach Sports -, ao anunciar o registo de “sete mil participantes” durante o mês de Julho e Agosto do ano passado.
Interpelado por um Vereador da oposição como chegara aquele número, pois das contas existentes, admitir-se-ia, quanto muito, cerca de mil quinhentos participantes (ou seja, 80% abaixo dos valores apregoados), o Edil, uma vez mais, revelando um evidente estado de desconforto por se ver contraditado, investiu, dizendo: - “o senhor está a interromper assim com um ar e tal que já percebi e tal…” “é o seu jeito, é a sua forma de estar nisto, é ir brincando, é a brincar, é a sua forma de estar”. O visado, educadamente, apenas retorquiu que não era seu timbre brincar com assuntos da terra.
Quinze dias depois, ou seja, na reunião seguinte, no ponto de aprovação da acta da sessão anterior, o Presidente ao ser confrontado com a transcrição daquelas, e outras, expressões por si proferidas (e gravadas), rejeitou-as terminantemente, tendo, por essa razão, a referida acta merecido o voto contrário dos Vereadores da oposição. Os relatados acontecimentos tiveram lugar no pretérito mês de Fevereiro, num município bem perto de todos nós."
Críticar, numa cidade como a Figueira, é assim como descascar cebolas.
Arranca-se-lhes os folhos do vestidinho. Por muito meretrizes que sejam vão-se fazendo de ofendidas, e não se sabem defender senão esguichando um sumo em que, quem vê de fora, é levado a pensar que choramos com muita pena delas.
No fim, ainda nos deixam um estúpido e persistente cheiro nos dedos...
Neste país, tal como na Figueira, é sempre carnaval...
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| Foto: Igor Martins / Global Imagens |
Faltam 22 milhões para as obras!
O protocolo foi assinado há quase um ano, mas na prática continua tudo igual. No Hospital de S. João, no Porto, ainda nada foi feito para a construção de um novo centro pediátrico, onde se inclui o serviço de oncologia.
Todavia, para a Eurovisão os milhões(10,15, 20, 30?..) avançaram sem problemas.
No País, tal como na Figueira, preciso é tudo fazer para não faltar nada à idiotia nacional.
Dinheiro não é tudo na vida.
Mas, muitas das desgraças da vida acontecem, no país tal como na Figueira, por falta de dinheiro para o essencial...
"Miguel Figueira está de parabéns. O mérito é do arquitecto. O presidente da câmara e os montemorenses só podem sentir orgulho que um dos edifícios públicos do concelho tenha sido seleccionado para Bienal de Veneza” - Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho.
"O figueirense Miguel Figueira é um dos arquitectos seleccionados para representar Portugal na 16.ª Bienal de Arquitectura de Veneza. A sua seleção fica a dever-se ao projecto do hangar do Centro Náutico de Montemor-o-Velho, um dos 12 edifícios públicos nacionais construídos na última década escolhidos para a representação portuguesa."
Via AS BEIRAS
Turismo: Baptista aspira a apear Machado
"Victor Baptista, economista, pondera candidatar-se, este ano, a presidente da entidade regional Turismo do Centro de Portugal (TCP) na expectativa de apear Pedro Machado.
O timoneiro da TCP desempenha o cargo há uma década e, de 2006 a 2008, liderou a outrora Região de Turismo do Centro (RTC), tendo ascendido à presidência na sequência do falecimento de José Manuel Alves.
Foi imediatamente impossível contactar Victor Baptista.
Ex-líder distrital do PS/Coimbra, Baptista foi governador civil, gestor e deputado à Assembleia da República. Pedro Machado, antigo vereador da Câmara Municipal de Montemor-o- Velho, presidiu à Comissão Política Distrital do PSD/Coimbra.
Por ocasião da criação da Turismo do Centro de Portugal, Pedro remeteu-se ao silêncio face à escolha de Aveiro para implantação da sede do organismo.
Em 2013, Machado hesitou entre recandidatar-se a timoneiro da TCP e perfilar-se para líder do Município de Montemor-o- Velho e por só tardiamente ter descartado prosseguir na vida autárquica foi alvo de reparos por parte de alguns companheiros de partido.
Em 2006, Pedro Machado deu a mão a Luís Vilar (PS) para ele permanecer como dirigente da RTC."
Via Campeão das Províncias.
O timoneiro da TCP desempenha o cargo há uma década e, de 2006 a 2008, liderou a outrora Região de Turismo do Centro (RTC), tendo ascendido à presidência na sequência do falecimento de José Manuel Alves.
Foi imediatamente impossível contactar Victor Baptista.
Ex-líder distrital do PS/Coimbra, Baptista foi governador civil, gestor e deputado à Assembleia da República. Pedro Machado, antigo vereador da Câmara Municipal de Montemor-o- Velho, presidiu à Comissão Política Distrital do PSD/Coimbra.
Por ocasião da criação da Turismo do Centro de Portugal, Pedro remeteu-se ao silêncio face à escolha de Aveiro para implantação da sede do organismo.
Em 2013, Machado hesitou entre recandidatar-se a timoneiro da TCP e perfilar-se para líder do Município de Montemor-o- Velho e por só tardiamente ter descartado prosseguir na vida autárquica foi alvo de reparos por parte de alguns companheiros de partido.
Em 2006, Pedro Machado deu a mão a Luís Vilar (PS) para ele permanecer como dirigente da RTC."
Via Campeão das Províncias.
O pessimista é um optimista bem informado...
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| Imagem Beiras |
Percebi o que pretendiam dizer com aquela frase, mas expliquei-lhes o absurdo de tal afirmação: fé é crença.
Um pessimista, como sabem, mais do que crente - é, sobretudo, um descrente.
Que é o que eu sou, perante uma notícia destas: "Autarquia da Figueira da Foz paga medicamentos a munícipes carenciados"...
Espero, sinceramente, não ter razão.
Sempre que me dão razão, é porque antecipei correctamente um cenário negativo.
Um pessimista como eu quer, sobretudo, não ter razão.
terça-feira, 10 de abril de 2018
A reforma que ficou por fazer...
"Baixar os custos do trabalho"...
(Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015)
Nota de rodapé.
Custo do trabalho em Portugal sobe 3% em 2017, mas continua bem abaixo da média europeia...
(Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015)
Nota de rodapé.
Custo do trabalho em Portugal sobe 3% em 2017, mas continua bem abaixo da média europeia...
"Pai do ar", uma crónica de Teotónio Cavaco
Via AS BEIRAS.
"Há uma anedota antiga acerca das dificuldades que certo casal tinha em conseguir uma muito desejada criança, dado que todas as gravidezes se revelavam falsas.
Abstenho-me de contar a graçola por ser este um jornal respeitável e para não ser acusado de sexista ou politicamente incorreto, mas retiro da história o calvário do indivíduo, face à sua incapacidade de concretizar um sonho partilhado, ao seu desconforto por ser constantemente parodiado a propósito desse falhanço, à constatação que a crença da parceira, a qual, não o estando, conseguia apresentar sintomas típicos do desiderato, o fazia não merecedor da confiança que ela em si depositava, e à sua permanente exposição aos engraçadinhos que o alcunharam de “pai do ar”.
Numa altura em que são cada vez mais efetivos os passos no sentido de um certo PS de Coimbra nos querer convencer que “ao sonho de Monte Real se sobrepôs a realidade de Coimbra” no que a um aeroporto na região Centro concerne, valerá certamente a pena observar, a partir do clamoroso falhanço da CIM Região de Coimbra enquanto polo estratégico coordenado, como se alinharão as forças com possibilidade/capacidade de influenciar/decidir, e de que forma vão cumprir as promessas que, há 6 meses, fizeram ao seu eleitorado.
Não querendo fulanizar a questão, mas porque estou convicto que, com um claro e bem definido enquadramento, um aeroporto na região Centro é estratégico para a nossa afirmação ancorada numa moderna mobilidade, pergunto: no final deste processo, a quem/a quantos vamos chamar «pai do ar»?"
"Há uma anedota antiga acerca das dificuldades que certo casal tinha em conseguir uma muito desejada criança, dado que todas as gravidezes se revelavam falsas.
Abstenho-me de contar a graçola por ser este um jornal respeitável e para não ser acusado de sexista ou politicamente incorreto, mas retiro da história o calvário do indivíduo, face à sua incapacidade de concretizar um sonho partilhado, ao seu desconforto por ser constantemente parodiado a propósito desse falhanço, à constatação que a crença da parceira, a qual, não o estando, conseguia apresentar sintomas típicos do desiderato, o fazia não merecedor da confiança que ela em si depositava, e à sua permanente exposição aos engraçadinhos que o alcunharam de “pai do ar”.
Numa altura em que são cada vez mais efetivos os passos no sentido de um certo PS de Coimbra nos querer convencer que “ao sonho de Monte Real se sobrepôs a realidade de Coimbra” no que a um aeroporto na região Centro concerne, valerá certamente a pena observar, a partir do clamoroso falhanço da CIM Região de Coimbra enquanto polo estratégico coordenado, como se alinharão as forças com possibilidade/capacidade de influenciar/decidir, e de que forma vão cumprir as promessas que, há 6 meses, fizeram ao seu eleitorado.
Não querendo fulanizar a questão, mas porque estou convicto que, com um claro e bem definido enquadramento, um aeroporto na região Centro é estratégico para a nossa afirmação ancorada numa moderna mobilidade, pergunto: no final deste processo, a quem/a quantos vamos chamar «pai do ar»?"
Até os barbeiros já foram tira-dentes...
Por este andar, "se a moda dos engenheiros a assinar projectos de arquitectura pega, um dia deste o nosso médico de família vai ser um veterinário."
Nota de rodapé.
Origem do nome Tiradentes.
No século XVII, não havia no Brasil uma lei que regulamentasse a prática da Odontologia. Por isso, eram os barbeiros que costumavam fazer esse trabalho. “Os médicos não queriam colocar as mãos na boca das pessoas. Aí acabou sobrando para os barbeiros se aventurarem nesse ramo, uma vez que eles já eram conhecidos por cuidar da cabeça cortando a barba e cabelo”.
O boticão, imagem do lado dirieto, era o instrumento usado na época para fazer extrações dentárias.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Cem anos da Batalha de La Lys
"Que nunca ninguém saiba os crimes deste dia
Que eu não quero viver em tanta porcaria
Por isso, ó morteiro te peço bem do fundo
Dispara um tiro só, leva-me do mundo
E o morteiro bojudo, o morteiro audaz
Expediu um pesado... e matou o rapaz"
"A Batalha de La Lys, travada no Sul da Flandres em 9 de Abril de 1918, constitui o momento mais traumático da acidentada participação portuguesa na Primeira Grande Guerra. O seu desenlace feriu profundamente a alma nacional, chegando a falar-se de um novo Alcácer-Quibir".
O meu avô esteve lá. Chamava-se Domingos Marçalo e participou neste grande conflito mundial como cozinheiro e combatente.
"O Relatório de combate de 9 a 12 de Abril de 1918 não se destina a acrescentar pormenores às circunstâncias do combate. Qual mergulho na poeira multiforme dos dramas individuais, o que nele releva é a perspectiva de um soldado, pequeno elo de uma engrenagem da qual lhe escapa o conjunto e o sentido. Trata-se de uma descrição na primeira pessoa, feita por alguém que viveu a batalha, minuto a minuto, ombro a ombro com os companheiros, tomando iniciativas, partilhando angústias, vendo cair os feridos e os mortos e que de tudo nos dá testemunho. Apesar de o tema ser perturbante, o relato é técnico, o tom é neutro, só aqui e ali deixa aflorar alguma emoção, e talvez por isso mais desembaraçado de cargas ideológicas. É uma espécie de fita do tempo, apresentando uma anotação precisa do momento em que ocorreram os diversos eventos em que o protagonista se viu envolvido.
O autor do relatório, Raul Pereira de Araújo, transmontano da vila de Mesão Frio é um jovem alferes que, ao escrever um caderno de "Lembranças" onde reteve fragmentos do vivido na guerra, nos quis deixar a sua própria imagem."
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