quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entrada da Guiné Equatorial marca cimeira da CPLP

"A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é liderada por Angola e Brasil, como convém a Portugal. Nos momentos em que é preciso ser forte, presidente e PM podem dizer que não podem fazer nada e até tentaram tudo para evitar a entrada da Guiné Equatorial. Como são pequeninos, mesmo pequeninos..."

daqui

Na Figueira, porque é que quem decide não escuta quem sabe do que fala?

Ao longo dos anos, foram disparates em cima de disparates que se cometeram na orla marítima figueirense. Recordo este post  de março de 2009.

Tudo começou a 15 de Maio de 1959, com o concurso público para arrematação da empreitada das obras exteriores do porto da Figueira da Foz.

“Entre o progresso e a decapitação da beleza natural, decidiu-se pelo progresso.

Contudo, isto não ficou assim: o molhe norte do porto comercial da Figueira da Foz  cresceu mais 400 metros.
Entretanto, a  Figueira continua com o futuro adiado.
Mas, não foi por falta de alertas  que este desastre ambiental aconteceu.
Recordemos, a entrevista dada por  Pinheiro Marques à Voz da Figueira em 26 de Novembro de 2008. Para ler melhor, basta clicar nas imagens.

Entretanto, tudo indica que vamos ter na Figueira mais uma polémica. Antes que seja tarde, fica aqui a solução apontada em devido tempo.

"O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas, democraticamente." - José Saramago

terça-feira, 22 de julho de 2014

Na Aldeia (III)

A partir da esquerda:  Rui Moura, António Agostinho, Manuel Capote, Francisco Curado, Domingos Laureano, Carlos Lima, António Russo, Manuel Rodrigues, Carlos Azevedo
5 de Janeiro de 1986. Constituição da primeira Assembleia de Freguesia de São Pedro
Quase 29 anos depois, tenho distanciamento e paz para escrever.
S. Pedro, tal como agora, em 1985 teve um verão quente. Depois, veio o ano de 1986 e a 5 de Janeiro desse ano tomou posse o primeiro executivo da Junta de Freguesia de S. Pedro. Naturalmente, só no dia seguinte, a 6 de janeiro de 1986, começou o trabalho...
As dificuldades foram tantas. Lembro, ao correr da pena, o seguinte: haver uma Rua para dar nome, mas não haver dinheiro para mandar fazer a placa.

Na política, como disse Maquiavel, os resultados é que interessam.
Recordo, como se fosse hoje, que a tomada de posse foi bonita. Eu, como se pode ver na foto acima, estava bem: magrinho, bem penteado e um aspecto aprumado.

A minha presença na política activa decorreu igualmente de forma esplêndida.
Planeei tudo com cuidado. Por isso, fiz apenas um mandato: entre 1986 e 1989.
A minha passagem pelo poder correu gloriosamente. As ideias saíram do meu crâneo em catadupa.
Saí como entrei: com bom nome, o que não foi pouco, pois os autarcas, no geral, não primam pela inteligência.

Depois de 1989, o futuro foi meu. Apenas meu.
Basta olhar para o que se passou a seguir na Aldeia. Em 2005, estávamos no grau zero das alternativas.
Face a isso, por dever de cidadania - fica sempre bem dizer isto -  lá tive de dar o corpo ao manifesto e contra tudo o que tinha previsto para a minha vida, lá tive de ir fazer oposição.
Foram 4 anos a pregar no deserto: numa Assembleia de Freguesia de 9 membros, 8 (OITO), eram da situação. O outro era eu. E ainda havia mais da situação: os 3 do executivo da junta de freguesia.

E chegámos a 2014. 
No PS, a balbúrdia é total. 
Na lista da actual oposição tudo continua a depender do Alberto João local...

Entretanto, parece que vai fazer muito calor, mas, como não tenho de ir estacionar no parque pago do Hospital da Gala para ir à praia, onde a taxa de ocupação é de 120 por cento, não me importa. 
Em minha casa não há ar condicionado, mas tenho janelas que abrem.

Já agora, enquanto a política está a banhos, não se esqueçam de mimar os barões locais. 
Convém ter sempre do vosso lado estes tiranetes das cidades, vilas e aldeias.
Por mim, os maiorais do PS e do PSD que se lixem. 
E os outros também. 

Vou terminar...
Por ora, prefiro não falar das minhas aventuras amorosas que aconteceram desde 1990 até aos dias de hoje.
Por isso é que, possivelmente,  nunca vou escrever um diário. Não vá o seu conteúdo cair no domínio público.
Entretanto, não esqueçam: na Aldeia, o importante, é manter as aparências.
Por isso me comportei tão bem durante estes anos todos. 
Podem contar comigo para continuar a ser um velho bem comportado. 

Será que a Misericórdia – Obra da Figueira não quer comprá-lo?.. *

foto Pedro Agostinho Cruz
Este batel faz-me lembrar uma mulher vulgar, mas bem produzida: quando a conhecemos, acreditamos que vai mudar a nossa vida… 
Depois, perguntamos para que foi, afinal, tanta excitação…
De harmonia com o Correio da Manhã de hoje, “o batel de sal que a autarquia da Figueira da Foz possui para fins turísticos vai continuar sem navegar no Mondego, depois do presidente da Câmara ter comunicado a intenção de anular o concurso de concessão.
No período reservado à intervenção do público na reunião desta segunda-feira, Carlos Tenreiro, um dos sócios da empresa a quem a autarquia adjudicou, em março, em concurso público, a concessão do batel de sal por cinco anos acusou o presidente da autarquia de "tiques de autoritarismo" por alegadamente João Ataíde ter decidido anular o concurso "sem prestar uma satisfação". Em causa, está um despacho do presidente da Câmara, datado de junho, em que João Ataíde manifesta concordar com uma informação dos serviços camarários que propõe revogar a deliberação camarária e anular o concurso, depois da empresa ter suscitado quatro pontos "em falta" - palamenta (objectos indispensáveis ao uso) da embarcação incompleta, clausula de salvaguarda de danos estruturais no casco, isenção de pagamento da atracagem na marina, que seria feita através do protocolo existente entre a Câmara e a administração portuária e aumento da lotação dos 10 passageiros autorizados pela vistoria para 20 pessoas.”
É uma tristeza ver o último batel do Mondego, parado sem navegar...  

Ao  que julgo saber, todos os rios portugueses têm barcos tradicionais a navegar. A excepção é o  nosso rio - o Mondego.
Uma pergunta, passados todos estes anos, continua pertinente...
Que fazer com este batel?..

Em tempo.
*Entre os finais dos anos 80 do século passado e o ano 1 do nosso século, o barco do sal esteve ausente das águas do nosso rio.
A 5 de Agosto de 2001, porém, um batel de sal voltou a navegar no Mondego.
Tal acontecimento, ficou a dever-se à parceria “Sal do Mondego”, que foi a entidade responsável pela construção duma réplica de um barco de sal.
As entidades que constituíram a parceria Sal do Mondego foram as seguintes: Assembleia Figueirense, Associação Comercial e Industrial, Ginásio Clube Figueirense, Misericórdia da Figueira e as Juntas de Freguesia de São Julião, Alqueidão, Vila Verde, São Pedro, Lavos e Maiorca. 

Gestão do estádio municipal já não pertence à Naval

A proposta de resolução do protocolo que a Câmara Municipal da Figueira da Foz tinha com a Associação Naval 1.º de Maio, para as instalações desportivas do Estádio Municipal José Bento Pessoa, e a proposta de regulamento do complexo desportivo foram aprovadas ontem, por unanimidade, na reunião da autarquia figueirense.
Segundo o jornal AS BEIRAS, que cita João Ataíde, a Câmara “apresentou a proposta de resolução do protocolo, pelas razões que estão suficientemente defendidas”. 
“Foi um processo longo, com as audiências que se impunham. Foi, de todo, justificável a pronúncia da resolução, o que não evitará um litígio”, disse ainda João Ataíde.
Por sua vez, o vereador da oposição Miguel Almeida declarou que a Somos Figueira iria votar favoravelmente.
“Tenho pena que a situação tenha chegado ao ponto que chegou. Os protocolos são para cumprir e responsabilidades das partes também”, acrescentou o autarca.
Miguel Almeida lançou ainda um apelo para que se “tente encontrar uma solução”. “A Figueira merece que o clube volte a ter a vida que já teve".
Em relação ao regulamento, João Ataíde referiu que houve a preocupação de que não houvesse “discriminação” entre os possíveis utilitários. “No preâmbulo, é dada prioridade à competição e ao mérito de cada um”, disse o edil, salientando que foi feita a “supressão de algumas expressões que, pela sua natureza, tirariam o carácter geral e abstracto, do documento”.
“Congratulamo-nos de termos feito a intervenção que fizemos, quando chamámos à atenção da irracionalidade da resposta, condutora da instabilidade dos clubes”, referiu, por seu turno, Miguel Almeida – o vereador da Somos Figueira referia-se à primeira apresentação do regulamento, no 1.º trimestre deste ano.
“Esta (nova) proposta salvaguarda todas as questões que levantámos, mas não salvaguarda o bom senso na atribuição das horas (uma hora e meia para utilização)”, acrescentou Miguel Almeida.
“É o tempo ideal. É óbvio que, se houver uma evidência nas reuniões relativamente a esse facto, há que concertar e fazer proposta de alteração”, respondeu o vereador Carlos Monteiro.
À margem da sessão, o responsável pelo pelouro do Desporto explicou que, entretanto, irá decorrer uma reunião com os interessados.
Embora nada ainda esteja definido (presume-se que seja nomeado um gestor desportivo por parte da Câmara Municipal), recorde-se que a Naval tem a funcionar, desde há vários a esta parte, a sua sede na antiga casa do guarda do Complexo Desportivo do José Bento Pessoa...

A mudança de Cavaco...

Houve um tempo em que Cavaco se recusava a falar sobre o país nas viagens ao estrangeiro
Agora, quando está em Portugal cala-se...
Entretanto, o que é uma mudança, aproveita as viagens para se pronunciar sobre o que se passa por cá...

A venda da Casa dos Pescadores de Buarcos à Misericórdia - Obra da Figueira na reunião de Câmara...

A discussão deve ter sido interessante... Segundo o jornal AS BEIRAS, a Câmara Municipal da Figueira da Foz está manifestamente descontente com a forma como decorreu o processo que culminou com a venda da Casa dos Pescadores de Buarcos à Misericórdia – Obra da Figueira.
“Darei nota ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social do facto de não termos sido ouvidos sobre o processo de venda da Casa dos Pescadores de Buarcos, quando manifestámos interesse em adquirir a fracção”, afirmou o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, ontem, na reunião da autarquia.
“Felizmente que apareceu a Misericórdia. Andam (leia-se executivo PS...) há quatro anos a falar nisto”, disse, por sua vez, o vereador da oposição Somos Figueira. Miguel Almeida perguntou ainda a João Ataíde: “o que mudaria se o instituto tivesse consultado a câmara?”
“Procuraria ver se era possível adquirir em prestações, consultar a junta de freguesia, avaliar investimentos, condicionar ou não o processo de venda”, respondeu o presidente da câmara.
“Fomos completamente defenestrados deste processo”, concluiu João Ataíde.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Novidades do POCPM - Processo de Óbito em Curso (daquele que ainda quer ser) Primeiro Ministro



"12 dúzias de camaradas foram até ao excelente Parque Verde de Condeixa comemorar o Dia da Federação de Coimbra do Partido Socialista. Como o e-leitor começa a ver, apesar de ser dia de festa de Santa Cristina, a padroeira da terra, o entusiasmo não foi muito e os famosos eram poucos, mas ainda vimos Manuel Machado, Carlos Cidade, Álvaro Beleza, Luís Filipe Pereira, Luís Antunes, Pedro Coimbra, António Paredes, Victor Baptista ou Rui Duarte."
Mais pormenores aqui.

Presumo que Portugal (e sobretudo Lisboa...) nunca seja a Figueira - "uma república de santanas"!..


a entrevista de Santana Lopes

1. Santana sabe tocar piano;
2. Santana tem um livro sobre Sá Carneiro na prateleira (raio de sorte a minha que escrevi nesse livro);
3. Santana tem uma fotografia de Durão Barroso;
4. Santana acredita que pode ser melhor presidente da república do que foi primeiro-ministro;

5. Santana fala mais da Presidência que da Santa Casa. O costume. Quando era autarca na figueira da foz também falava mais de Lisboa. Quando era autarca em Lisboa também falava mais do governo.

Estes comunistas são mesmo uns chatos do caraças!..


Em 2013, o PCP avisou o Banco de Portugal sobre Ricardo Salgado Espírito Santo...

Eu, sei que sou dos tolos... Mas, existem os espertos!

"Será necessário, apenas, levá-lo a concluir que o dinheiro dos tolos é, por direito divino, o património dos espertos!" – exclamou Blondet."

Honoré de Balzac, “A Casa Nucingen” in A Comédia Humana, VII Volume (Cenas da Vida da Província), Livraria Civilização, Lisboa, 1980
Citação copiada daqui -   e que vem a propósito da situação do GES/BES.

Vem aí outro período para voltar a ser tudo à grande...

SETE MILHÕES DE POSTOS DE TRABALHO!..
Sócrates, ao pé disto, era um «amador»!..

Postal da Arte Xávega - Costa de Lavos, Figueira da Foz, Julho de 2014

foto de Pedro Agostinho Cruz

Presumo que Portugal vai continuar a não ser a Figueira - "uma república de santanas"!..

Fez na passada quinta-feira dez anos que Pedro Santana Lopes tomou posse como primeiro-ministro de um governo que durou pouco mais de 5 meses...
Na entrevista de Santana Lopes ao Expresso do passado sábado, fica claro que esse período está bem resolvido interiormente e que o importante é o futuro.
Não há dúvida que o Pedro Santana Lopes de hoje é um homem diferente do desse tempo, mais tranquilo, mais amadurecido, mas sem desistir das causas em que acredita e sem nunca desistir de Portugal.”

Miguel Almeida,  hoje no jornal AS BEIRAS.


Em tempo
Para políticos em défice, eis duas  máximas – ou mínimas... 
«Com um pouco de agilidade mental e algumas leituras em segunda mão, qualquer homem encontra as provas daquilo em que quer acreditar»  (Bertrand Russel).  
«A posteridade, como tudo no mundo, também se pode enganar»  (Heywood Broun). 

domingo, 20 de julho de 2014

Presumo que Portugal ainda não seja a Figueira - "uma república de santanas"!..

"E é bom que o Dr. Passos perceba que, se persistir na tresloucada tentação de empurrar o Dr. Santana Lopes para as presidenciais, sujeitará o seu partido e o candidato a uma monumental humillhação, inversamente proporcional, aliás, à votação que poderá ambicionar obter. Apesar de todo o esforço do Dr. Passos e da elevada concentração de palermas, tarolas e bananas evidenciada pela política doméstica, não chegou ainda o tempo de sermos considerados oficialmente uma república de santanas."

daqui

Naufrágio do veleiro alemão em abril de 2013...

foto António Agostinho
Hoje, estou meditar sobre o assunto, pelo que não me peçam opinião. Todavia, presumo que a conclusão não deve andar longe disto...
Se há coisa com que lido mal é com acidentes no mar. Sou filho, neto e bisneto de pescadores, e estas tragédias tocam-me profundamente, até porque tenho antepassados que tiveram o mar como sepultura eterna.

Política

(Conversa de ontem,  à hora do fino com tremoços...) 
- Há quanto tempo é que não gostas de ninguém? 
- Eu,  às vezes,  gosto. Mas, arrependo-me rapidamente...

Na Aldeia... (II)

A mudança, porventura, lá para setembro, não vai mudar a vida na Aldeia.
Como não mudou em outubro do ano passado.
Na Aldeia, estes últimos 6 meses deram para ver, a vida não muda assim tão facilmente...
O que mudou a vida – a minha vida – foram aqueles momentos que ficaram gravados para sempre debaixo da pele, no lado esquerdo do peito.
Assim, de repente, recordo o primeiro beijo, uma reconciliação, a perda irrevogável de alguém que se ama, o momento em que consegui o primeiro emprego (mesmo a ganhar uma ninharia – estávamos em janeiro de 1973...), uma revolução ganha pelo povo nas ruas a cantar a pulmões cheios e perdida pelo mesmo povo nas urnas, aquele concerto do Carlos do Carmo na primeira Festa do Avante na antiga FIL, o nascimento da minha filha, alguns reencontros, alguns desencontros, inúmeras desilusões...
No resto do tempo, tenho tentado apreciar o essencial e descartar o acessório.
Assim, de repente, no futuro, gostaria ainda de poder recordar o jackpot no euromilhões e, ao menos, um pôr-do-sol de verão com alguém que tenha um abraço amigo, ternurento e quente, o que este ano não está a ser fácil...
Quanto ao resto: a vida na Aldeia vai continuar a fazer o seu caminho e dispensa que eu me aborreça com isso...
Aliás, como já escrevi em abril de 2010, aqui, quem conheça, minimamente que seja, a história da Cova-Gala, sabe que sempre foi uma aldeia pobre e periférica.
A vida local, virada para o mar e para a América (eram até há poucos anos atrás, as nossas grandes aventuras), ficou a dever-se, apenas, à insustentabilidade de cá viver.
Foi assim que, desde os finais do século XIX, nos atirámos para a diáspora, que continua ainda hoje, embora agora para destinos mais diversificados, mas que continua a levar alguns dos melhores para longe.
A falta de capacidade da Aldeia em gerar riqueza e bem-estar, tem obrigado os covagalenses a deixar o torrão natal em busca do pão noutras paragens – no país e no estrangeiro.
Qual maldição, persegue-nos a incapacidade local, para construir uma sociedade desenvolvida e evoluída, seja a que nível for - cultural, social e económico.
A acção dos políticos locais, nos últimos 20 e tal anos, teve em vista – e conseguiu e vai conseguir... - manter o status quo duma sociedade amorfa, descrente, pouco exigente, controlada em rédea curta, por via de uma política de várias dependências.
Ser cacique, como alguém me disse um dia numa conversa de café, dá muito trabalho. Mas, só assim se mantêm a rédea curta e se assegura a inércia que não permite a mudança do sistema de funcionamento da vida na minha Aldeia.
S. Pedro, vai continuar a ser o que é: uma mera entidade administrativa. Não tem alma.
Cova e Gala é a nossa Identidade, a nossa História, a nossa Alma aquela pequena terra que já foi mais de pescadores que não tem nome no mapa nem referência nas enciclopédias, mas vive, existe e pulsa, onde o «pato bravismo» já destruiu o que pôde – até o passado de que passa a vida a dizer-se defensor.

Bom domingo

sábado, 19 de julho de 2014

O futuro dono da bola?..

"Resulta claramente desta entrevista que Santana Lopes não pensa noutra coisa a não ser em candidatar-se a Belém, no que parece ter pelo menos o ámen de Passos Coelho, que continua a apostar teimosamente na estratégia TMMRS (Todos menos Marcelo Rebelo De Sousa). Neste enquadramento, o lugar de Provedor da Santa Casa da Misericórdia, que misericordiosamente foi atribuído a Santana, seria apenas um estágio para que ele pudesse adquirir uma imagem de simpatia social, após o que transitaria para Belém. Claro que Passos Coelho preferiria Durão Barroso, mas não estando este disponível, prefere naturalmente apostar em Santana do que deixar Marcelo avançar."
Para continuar a ler clicar aqui.

O BES é o regime, a crise do BES é a crise do regime... (II)

A opinião de Octávio Teixeira...

Novo comentador desportivo

Santana Lopes, lembram-se, chegou a primeiro ministro!..
Portanto, existem sempre fundadas esperanças para os comentadores desportivos...
Isso, mesmo a nível local, pode vir a ser muito positivo para um ex-director de jornal, advogado e fazedor de opinião.
Porque gostei de ler, fica a crónica de Joaquim Gil, hoje no jornal AS BEIRAS,fazendo uma espécie de balanço sobre o finado Mundial do Brasil.”
Passo a citar a parte de que gostei:
Usando o jargão próprio do futebol, direi que afinal o futebol não é “uma caixinha de surpresas”, mas o tal “jogo de onze contra onze e no fim ganham os alemães”. Constatei entretanto que por cá muita gente não gostou da vitória alemã, julgo que por causa da senhora Merkel. Eu não gosto nem deixo de gostar, não conheço a senhora, nunca me foi apresentada, nem lhe pedi dinheiro emprestado.”
Se quiserem ler o resto da crónica, dado que estou com pressa para ir olhar o mar e ir às compras, comprem AS BEIRAS, pois não existe ligação disponível.

Mais do mesmo: você é simpatizante de um Governo do "arco dos Espírito Santo"?... *

foto sacada daqui
Se for candidato a primeiro-ministro e não conseguir a maioria absoluta, António Costa garante que "não faz o menor sentido" construir uma alternativa com este PSD, mas se na sequência da derrota eleitoral os sociais-democratas mudarem de liderança, a conversa é outra. "Se me diz: o PSD perde as eleições e muda e aparece outra direcção e tem outra política... Se o PSD for outro PSD com certeza que a conversa também é outra conversa", disse o autarca de Lisboa.
* ... também conhecido por "arco da governabilidade"...

“Todo mundo é avançado, moderno. Eu estou cagando para a modernidade.”


O BES é o regime, a crise do BES é a crise do regime...

"Vem aí um furacão e só começou a chover"

Mudam-se os tempos...

Há uma extraordinária realidade que enoja quem segue mais de perto o parlamento: os deputados socialistas que tentaram até à exaustão salvar a imagem Vítor Constâncio no caso BPN são os mesmos que tentam liquidar Carlos Costa no caso BES; ou ainda por outras palavras: os deputados do PSD e CDS/PP que tentaram até à exaustão liquidar Vítor Constâncio no caso BPN são os mesmos que tentam salvar a imagem de Carlos Costa no caso BES.

daqui

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Empobrecimento, desemprego, emigração, irritação colectiva, ao contrário do que se pensa, é tudo a favor da natalidade...

Não entendo as insinuações de que Passos Coelho tem contribuído para a queda da natalidade e não viu necessidade de o PSD ter encomendado um estudo sobre o tema, a não ser que haja esse problema nos militantes do próprio partido e isso possa pôr em causa a sua sustentabilidade, pois está visto que não é com a Manuela Ferreira Leite, o Cavaco, o Marcelo ou mesmo o Durão Barroso que o problema pode ser resolvido.”
Passos Coelho, diga-se de passagem, foi – e é - dos primeiros-ministros que mais tem feito por um aumento da taxa da natalidade.
Muitas das suas decisões, enquanto governante, visam precisamente estimular a natalidade, como pode ser comprovado aqui.

Esta gente não se cansa de viver acima das possibilidades...

"Segurança Social perde 23 milhões com desvalorização das acções da PT"...

A jóia da Aldeia!

Foi espantosa a forma como foram tratadas na comunicação social há cerca de 5 anos as notícias sobre certos acontecimentos na Aldeia
Conforme se compreendeu, logo na altura, o que verdadeiramente interessava era o eco...
Já agora: perguntam-me, às vezes, porque não escrevo mais frequentemente sobre as coisas desta (para mim) “estranha” vila ...
A resposta é simples: a verdade histórica, para memória futura, está escrita.

Sardinhada no CSCG


A Casa dos Pescadores de Buarcos foi vendida à Misericórdia - Obra da Figueira

O presidente da Junta de Buarcos afirma hoje em declarações ao jornal AS BEIRAS que ficou “indignado” quando soube que a Casa dos Pescadores de Buarcos foi vendida à Misericórdia – Obra da Figueira.
O facto tinha sido tornado publico na edição de ontem do mesmo jornal: “a Misericórdia – Obra da Figueira comprou a Casa dos Pescadores de Buarcos, por 425 mil euros, ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. As negociações começaram em novembro de 2013.”
Ouvido pelo jornal, o provedor da instituição particular de solidariedade social, Joaquim de Sousa, confirmou que os dois imóveis foram formalmente adquiridos no dia 11 deste mês.
Havia outros interessados, entre os quais a Junta de Buarcos, presidida por José Esteves, antigo marítimo. “Tanto quanto sei, houve alguns interessados, durante anos, mas foi mais conversa do que outra coisa. A nossa foi a primeira proposta concreta”, declarou ontem nas BEIRAS Joaquim de Sousa.
O valor dos imóveis resulta de uma avaliação feita pelas Finanças.
O terreno onde os dois edifícios foram construídos, com dois pisos e 700 metros quadrados, tem uma área de mil metros quadrados.
José Esteves, em declarações que o mesmo jornal insere na sua edição de hoje, afirma que “a Câmara da Figueira da Foz e a Junta de Buarcos fizeram uma proposta conjunta e fomos a Lisboa falar com o secretário de Estado, que nos garantiu que não tomaria uma decisão sem antes falar connosco”. E a terminar as declarações ao jornal AS BEIRAS, remata: “estou indignado por ter sabido da decisão através do jornal, quando as coisas estavam a ser tratadas a nível oficial. Este é um Governo prepotente que não quer saber do povo”.
Recorde-se, que desde o mandato anterior que José Esteves vinha manifestando interesse nos dois imóveis, vendidos agora por 425 mil euros, para onde pretendia transferir os serviços da junta e criar valências relacionadas com a comunidade piscatória local.

A carta de demissão em bloco do grupo do Partido Socialista eleito para a Junta de freguesia de S. Pedro

Ex. mo Senhor
Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz

Tendo em conta o conhecimento de algumas situações anómalas na forma de gestão do Senhor Presidente da Junta de Freguesia. Do clima existente no Executivo que culminou com as demissões do secretário e da tesoureira. A constatação da falta de informação atempada por parte do Senhor Presidente da Junta e o desconforto que todos estes acontecimentos suscitam, entende o grupo do Partido Socialista eleito para a Assembleia de Freguesia de S. Pedro apresentar a sua demissão em bloco baseada nos seguintes factos:
  • Sentimos que gorámos a confiança depositada em nós pelo Povo da Freguesia de S. Pedro no acto eleitoral de 29 de Setembro de 2013.
  • Sabemos que esse crédito de confiança nos foi atribuído na convicção de uma gestão rigorosa e transparente da Junta de Freguesia.
  • Estes pressupostos de rigor e transparência faziam parte do nosso manifesto eleitoral e continuamos a acreditar como sendo os únicos prevalecentes.
  • Acreditamos que a instituição está acima de qualquer interesse politico ou pessoal.
  • Valeu a pena todo o trabalho deste grupo, junto do Executivo, no sentido da manutenção do erário e património da Freguesia.
Outros escolheriam outra solução que possibilitasse a manutenção do poder.
Nós entendemos que as promessas de credibilidade, de rigor e transparência nas acções e nos métodos feitas em actos eleitorais são para cumprir. Não o tendo conseguido, ou não o sabendo fazer humildemente nos cabe reconhecer o erro e dar a palavra ao povo.
Assim, reunidos em 07/07/2014 entende o grupo do Partido Socialista eleito para a Assembleia de Freguesia de S. Pedro que melhor do que qualquer solução de remedeio politico no seio desta maioria é dar voz ao povo.
Cova-Gala, 07 de Julho de 2014.

Nota: 
Esta carta foi tornada pública no decorrer da Assembleia de freguesia de S. Pedro extraordinária, realizada na passada terça-feira, dia 15 do corrente, pelas 21 horas.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Conviver com as memórias...

 Conheci bem o Comandante João Mano: recordo, com emoção, ter colaborado com o actual vereador da Cultura, António Tavares, então o Director do Linha do Oestena feitura de uma das últimas entrevistas que ele concedeu a um jornal da nossa cidade Aliás, foi mais uma agradável conversa, que decorreu no modesto pré-fabricado da Gala, naquele recanto, espécie de pequeno alpendre, que se vislumbra do lado direito da foto abaixo, tendo como pano de fundo, os viveiros e as salinas que existem na traseira desta modesta casa de férias que o Capitão Mano tinha na sua Aldeia natal e que se conseguiam espreitar para lá do canavial que delimita o quintal

Há menos de um mês – precisamente a 24 de junho p.p. - estive no CAE da Figueira da Foz, propositadamente, para assistir à entrega da distinção que, em agosto de 2012, por unanimidade, a Câmara da Figueira da Foz tinha atribuído a título póstumo ao Comandante João Pereira Mano: a Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada.
Contudo, ainda não perdi a esperança de que,  um dia, a Homenagem que ainda falta prestar ao Capitão João Pereira Mano acabe por acontecer na Figueira.
Em 2005, a Junta de Freguesia de São Pedro decidiu  homenagear algumas personalidades locais, com a atribuição  do seu nome a ruas da nossa Terra. Uma dessas figuras, foi o Capitão João Pereira Mano.
Hoje de manhã, como acontece praticamente todos os dias, na minha habitual caminhada matinal, cruzei-me com a placa que identifica a Rua Comandante João Mano (nasceu  na  Gala, então freguesia de Lavos, concelho da Figueira da Foz, em 2 de Setembro de 1914 e faleceu em Lisboa em Agosto de 2012. Os restos mortais repousam desde a tarde do dia 10 de agosto de 2012, uma sexta feira, no cemitério de Lavos), na minha opinião, até ao presente,  o maior investigador figueirense e o maior conhecedor da história marítima do concelho da Figueira da Foz, autor de livros fundamentais para o conhecimento das nossas raízes, como Lavos, Nove Séculos de História” e Terras do Mar Salgado”, tudo resultado de décadas de investigação aturada em fontes directas.
A minha eterna gratidão ao Capitão João Pereira Mano,  por me ter dado a conhecer e a entender muito melhor, a minha Terra e a minha Raiz.
Uma das consequências da passagem dos anos é passarmos a coexistir com pessoas que apenas perduram na nossa memória.
Essa realidade, para mim já longa,  não tem sido fácil de gerir: já dura desde 6 junho de 1974, data em que morreu o meu Pai.
Foi isso que senti, hoje de manhã, ao cruzar-me com a placa toponímica do Comandante João Mano. Por vezes, ainda me custa acreditar que o Comandante João Mano morreu quase há dois anos...
O tempo a passar por nós é, também, isto: a soma, sempre crescente, das ausências
Nos últimos anos de vida, o Comandante João Mano já não tinha condições para se deslocar à sua Gala natal. Então, passou a ser-me uma voz familiar ao telefone, vinda lá de Lisboa, apesar do sofrimento que, para mim, na fase final, era falar com ele, pois apercebia-me dos problemas respiratórios que o atormentaram na fase final e quase o impediam de ter uma conversa prolongada.
Foi uma voz que se calou há quase dois anos, mas que, enquanto respirar, jamais se apagará da minha memória.

Que futuro para Portugal?


"Os portugueses vão ter de acordar e aceitar que o seu futuro está em Portugal e não em Bruxelas."
DOMINGOS LOPES, hoje no jornal público - via entre as brumas da memória