segunda-feira, 2 de junho de 2014
O que se está a passar no PS não augura nada de bom...
Segundo período de greve foi desconvocado na Soporcel
Os trabalhadores da Soporcel, desconvocaram o segundo período de greve que estava previsto
iniciar-se às 00H00 de hoje.
Segundo Vítor Abreu, da Comissão Sindical, o pré-aviso foi levantado cerca das 19H00, no seguimento de uma decisão do plenário de trabalhadores realizado ontem.
Os trabalhadores da Soporcel cumpriram um período de greve de quatros dias, que terminou às 24H00 de sábado. “Desconvocámos o segundo período de greve para aguardar alguma acção da Comissão Executiva e conforme for o diálogo voltar a tomar as medidas que entendermos serem necessárias”, disse Vítor Abreu.
Segundo Vítor Abreu, da Comissão Sindical, o pré-aviso foi levantado cerca das 19H00, no seguimento de uma decisão do plenário de trabalhadores realizado ontem.
Os trabalhadores da Soporcel cumpriram um período de greve de quatros dias, que terminou às 24H00 de sábado. “Desconvocámos o segundo período de greve para aguardar alguma acção da Comissão Executiva e conforme for o diálogo voltar a tomar as medidas que entendermos serem necessárias”, disse Vítor Abreu.
domingo, 1 de junho de 2014
Teo Cavaco e a missão que era impossível...
“No PSD, as eleições internas deste sábado à noite deram a Manuel Domingues a vitória da Comissão Política de Secção. Manuel Domingues venceu com 103 o seu único adversário, Teotónio Cavaco, que obteve 31. Na eleição da mesa da assembleia da secção a vitória foi ainda mais expressiva, com 104 votos para a lista encabeçada por Tiago Cadima e 28 para a de Carlos Rascão. Manuel Domingues sucede a Miguel Almeida na estrutura partidária, com o objectivo de, nos próximos dois anos "agilizar equipas de apoio aos autarcas social-democratas nas freguesias" e aproximar o PSD das pessoas em todo o concelho. As autárquicas de 2017, lembra Manuel Domingues, «não estão tão longe como pode parecer».” (via Foz Do Mondego Rádio)
Na Figueira, tudo indica, daqui a mais ou menos 3 anos, vamos ter de escolher, não entre o «inferno» e o «mal menor», como é hábito, mas entre o «inferno» e o «inferno».
O caminho aponta para aí.
A Figueira, é uma cidade de gente resignada, onde quase todos negam ser fatalistas e acreditar no destino, mas onde quase todos se regem por uma pretensa ordem natural das coisas, na vida e nos Partidos.
Eu chamo-lhe cinismo em estado puro, medo de perder, medo de ousar, medo de ir contra as estatísticas, medo de ir contra a "ordem" natural, o que quer que isso seja ...
É assim em todos os Partidos.
Ontem, nas eleições locais internas no PSD, o candidato de continuidade, como se viu e sabia desde que apareceu na corrida, seria o vencedor, pela simples razão de ter o aparelho com ele!
Teo Cavaco, presumo, também não o desconhecia. E mesmo assim, contrariando o que é habitual em casos semelhantes, resolveu ir a votos, com os resultados que já se conhecem.
Não sou do PSD, nem nunca serei, mas reconheço que Teo Cavaco, com quem, que me lembre, nunca falei pessoalmente, contrariou (ou, pelo menos, já estava a ser incómodo para....) o «sistema». Por isso foi derrotado.
Mas, será que, em política como em tudo na vida, só se deve correr quando se sabe que se ganha? Será que não há causas maiores e mais importantes que a simples vitória e a derrota?
A Figueira merece mais e melhor do que o que tem tido e vai continuar a ter. A Figueira, como o passado relativamente recente provou, não precisa de Messias que viram o seu futuro "escrito nas estrelas". A Figueira precisa, só e apenas, de gente séria, competente e honesta. E essa gente séria, honesta e competente existe, e até estaria disponível - mas, existe um monstro voraz chamado «aparelhos partidários» que a afasta...
"Os militantes do PPD/PSD do concelho da Figueira da Foz que votaram decidiram que Partido querem para o futuro", disse Teotónio Cavaco, na hora de saudar o vencedor.
E disse tudo....
Na Figueira, tudo indica, daqui a mais ou menos 3 anos, vamos ter de escolher, não entre o «inferno» e o «mal menor», como é hábito, mas entre o «inferno» e o «inferno».
O caminho aponta para aí.
A Figueira, é uma cidade de gente resignada, onde quase todos negam ser fatalistas e acreditar no destino, mas onde quase todos se regem por uma pretensa ordem natural das coisas, na vida e nos Partidos.
Eu chamo-lhe cinismo em estado puro, medo de perder, medo de ousar, medo de ir contra as estatísticas, medo de ir contra a "ordem" natural, o que quer que isso seja ...
É assim em todos os Partidos.
Ontem, nas eleições locais internas no PSD, o candidato de continuidade, como se viu e sabia desde que apareceu na corrida, seria o vencedor, pela simples razão de ter o aparelho com ele!
Teo Cavaco, presumo, também não o desconhecia. E mesmo assim, contrariando o que é habitual em casos semelhantes, resolveu ir a votos, com os resultados que já se conhecem.
Não sou do PSD, nem nunca serei, mas reconheço que Teo Cavaco, com quem, que me lembre, nunca falei pessoalmente, contrariou (ou, pelo menos, já estava a ser incómodo para....) o «sistema». Por isso foi derrotado.
Mas, será que, em política como em tudo na vida, só se deve correr quando se sabe que se ganha? Será que não há causas maiores e mais importantes que a simples vitória e a derrota?
A Figueira merece mais e melhor do que o que tem tido e vai continuar a ter. A Figueira, como o passado relativamente recente provou, não precisa de Messias que viram o seu futuro "escrito nas estrelas". A Figueira precisa, só e apenas, de gente séria, competente e honesta. E essa gente séria, honesta e competente existe, e até estaria disponível - mas, existe um monstro voraz chamado «aparelhos partidários» que a afasta...
"Os militantes do PPD/PSD do concelho da Figueira da Foz que votaram decidiram que Partido querem para o futuro", disse Teotónio Cavaco, na hora de saudar o vencedor.
E disse tudo....
sábado, 31 de maio de 2014
Como sabemos, na Figueira não há dinheiro para nada!..
| 2005-07-30 Inauguração das Obras de Requalificação do Jardim Municipal |
Via Má Despesa Pública
Em tempo.
A requalificação inaugurada em 2007, custou aos contribuintes a módica quantia de € 979,922.95 (adjudicação da obra) mais 122.124,78 €, correspondendo aos clássicos "trabalhos a mais não previstos" das obras públicas (12% do valor adjudicado...).
Ou seja, € 1,102,047.73 - cerca dum milhão e cem mil euros.
Ora f......
"Uma pessoa tira um curso, com mais ou menos esforço dos pais - médico, engenheiro, advogado, arquitecto, o que seja, ou uma pessoa não tira curso nenhum, por todas as razões e mais algumas. Uma pessoa tira um curso, ou nem por isso, e arranja um emprego. E dá o melhor de si, todos os dias, a todas as horas.
Uma pessoa tem um emprego e casa e compra uma casa e constitui família e tem filhos e compra um carro e mais umas extravagâncias de vez em quando, que a vida não é só trabalho. E duas pessoas trabalham todos os dias do ano nos seus empregos e vêm os filhos crescer e vão de fim-de-semana com a família e umas férias em Agosto, coisas simples, não pedem mais da vida.
Uma pessoa trabalhou toda a vida num emprego, a contar os dias para ver crescer os filhos e pagar as contas e os dias que faltam para a reforma, para ter finalmente descanso e dizer "missão cumprida!".
Uma pessoa que tirou um curso, ou nem por isso, e que tem um emprego, e duas pessoas que constituíram família e têm contas para pagar e filhos para crescer, e uma pessoa que trabalhou toda a vida e vai ter agora, finalmente, um pouco de descanso, essas pessoas descobrem que afinal não são pessoas, são "despesa do Estado".
A questão dos pormenores...
António Costa foi, um dia destes, inaugurar a Feira do Livro de Lisboa
e levou para casa uma nova edição das "Intermitências da Morte".
e levou para casa uma nova edição das "Intermitências da Morte".
E também deu para mostrar que anda a precisar de calçar melhor!..
Será que em política o que parece é mesmo?
Será que em política o que parece é mesmo?
Dia da Criança na Cova-Gala
| foto António Agostinho |
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Demissão, pois claro...
Quem aviso, amigo é...
Perante mais este chumbo do Tribunal Constitucional, o mais elementar instinto de sobrevivência política aconselharia Pedro Passos Coelho e Paulo Portas à imediata demissão do governo.
Caso o governo não retire consequências claras deste chumbo do Tribunal Constitucional, demitindo-se, e decida continuar a desgastar-se com novos aumentos de impostos, entregará, por daqui a poucos meses, o poder ao PS de António Costa, com uma inevitável maioria absoluta...
Perante mais este chumbo do Tribunal Constitucional, o mais elementar instinto de sobrevivência política aconselharia Pedro Passos Coelho e Paulo Portas à imediata demissão do governo.
Caso o governo não retire consequências claras deste chumbo do Tribunal Constitucional, demitindo-se, e decida continuar a desgastar-se com novos aumentos de impostos, entregará, por daqui a poucos meses, o poder ao PS de António Costa, com uma inevitável maioria absoluta...
Seguro faltou ao debate da moção de censura do PCP...
... e "culpa PCP por impedir "cara a cara" com Passos"!..
Ironia das ironias, Seguro, o mesmo que diz que não é cínico, afirma até que é bastante coerente, foi um cínico esta manhã...
Mas, diga-se em abono da verdade, não mais cínico que uma boa parte daqueles que o criticam dentro do seu próprio partido...
Ironia das ironias, Seguro, o mesmo que diz que não é cínico, afirma até que é bastante coerente, foi um cínico esta manhã...
Mas, diga-se em abono da verdade, não mais cínico que uma boa parte daqueles que o criticam dentro do seu próprio partido...
De que se queixa, afinal, Seguro, o tal que está a tentar gerir, neste momento, a casa dos segredos!..
O seu cabeça de lista não quis censurar o governo e queria mais votos nas Europeias?!.
Vamos ver qual é o António que vai sobrar...
O seu cabeça de lista não quis censurar o governo e queria mais votos nas Europeias?!.
Vamos ver qual é o António que vai sobrar...
A frase do debate
A moção de censura acaba de ser rejeitada pela maioria PSD/CDS.
Fica, para memória futura, a frase de Jerónimo de Sousa hoje na AR.
"Esta maioria só existe aqui, já não existe no país."
Fica, para memória futura, a frase de Jerónimo de Sousa hoje na AR.
"Esta maioria só existe aqui, já não existe no país."
O país real
A RTP informação acaba de interromper a transmissão directa do debate que está a decorrer na Assembleia da República sobre a moção de censura ao governo, para passar a dar em directo a conferência de imprensa de Paulo Bento sobre o particular de amanhã com a Grécia.
Tenhamos esperança. O país, pela mão redonda de uma bola de futebol, vai entrar na retoma e deixar a tanga e o fio dental.
Tenhamos esperança. O país, pela mão redonda de uma bola de futebol, vai entrar na retoma e deixar a tanga e o fio dental.
Irá o PS reagir?.....
Acabei de ouvir Passos Coelho afirmar na Assembleia da República, que é muito mais o que une PSD, PS e CDS, do que aquilo que os separa!..
Mário Soares, a mão na sombra?..
Recorde-se: Mário
Soares,
como fundador do
PS, antigo antigo Presidente da República e também antigo Primeiro-Ministro e devido às teias que, como patriarca, continua a gostar de tecer, pelos vistos, continua a querer ter uma influência grande no Partido.
Alguns Secretários Gerais, desde Constâncio a Guterres souberam-no bem, e não pelos melhores motivos!..
Coube a vez, a Seguro, agora, de provar do "veneno"!..
Neste momento, é visível que o assalto de Costa à liderança PS, isto é, ao pote, foi bem planeado por uma certa elite do partido.
Por outras palavras: Seguro está feito..
Não há estatutos nem líderes de federações que lhe possam valer...
Passos e Portas que ponham as barbas de molho...
Coube a vez, a Seguro, agora, de provar do "veneno"!..
Neste momento, é visível que o assalto de Costa à liderança PS, isto é, ao pote, foi bem planeado por uma certa elite do partido.
Por outras palavras: Seguro está feito..
Não há estatutos nem líderes de federações que lhe possam valer...
Passos e Portas que ponham as barbas de molho...
A crise no PS
“Jorge Coelho fica de fora da luta interna”.
A exigência, coisa pouco cultivada em Portugal, é inimiga da popularidade.
Nas chefias, no cumprimento do dever, na educação, nas relações sociais e mesmo afectivas.
Ser exigente é não ser popular.
Quem quer ser popular e bajulado, deve cultivar a demagogia, o deixa andar e essa instituição nacional, que é o porreirismo.
A exigência, coisa pouco cultivada em Portugal, é inimiga da popularidade.
Nas chefias, no cumprimento do dever, na educação, nas relações sociais e mesmo afectivas.
Ser exigente é não ser popular.
Quem quer ser popular e bajulado, deve cultivar a demagogia, o deixa andar e essa instituição nacional, que é o porreirismo.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Assim, vale a pena votar!..
O conselho de ministros anunciou hoje, em comunicado, que foi sensível ao pedido dos que reclamam que o voto seja obrigatório. No entanto o governo decidiu que, numa primeira fase, vai tentar sensibilizar os portugueses, realizando um sorteio de 1000 motos BMW e 10 Volkswagen topo de gama, no próximo acto eleitoral.
Os eleitores do CDS terão um bónus adicional: uma viagem de submarino em regime de pensão completa.
Boa Pedro...
"Já agora, Pedro, como é que se mede a produtividade de um Ministro do Emprego, será pelo submúltiplo de milhão que consegue empurrar para o desemprego ao longo do seu mandato, pelas centenas de milhar de empregos que consegue destruir, pelas larguíssimas dezenas de milhar que consegue obrigar a emigrar ou pelo número de baboseiras que consegue dizer sempre que abre a boca? Se for através deste último critério, Pedro, vales uma fortuna. Se for pelos outros três, nem que devolvesses todos os salários de ministro que recebeste multiplicados por um milhão conseguirias reparar a cagada que tens andado a amontoar. Faz-te à vida, Pedro. Eu sei que nunca experimentaste, mas vai trabalhar como as pessoas."
daqui
daqui
A confirmação...
Correu por aí - no facebbok, em blogues, rádio e jornais - a «notícia» de que o
Pedro Agostinho Cruz inaugurava uma
exposição às 18.30 de ontem, dia 28 de Maio, no CAE
- Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Houve
gente que levou isto a sério.
Hoje,
tive a confirmação de que tal evento aconteceu mesmo.Isto é, foi verdade...
Estou aqui, estou a acreditar que o Elvis ainda está vivo...
Marinho & Costa...
Em
sessenta anos que já cá cantam, já vi milhares de manhãs de
nevoeiro.
Até
hoje, porém, nunca consegui ver sair delas nenhum D. Sebastião!
Fica
uma preocupação: cuidado om as ilusões de óptica.
"Que prédio tão feio", lembram-se?.. (II)
Ontem, lembrámos o prédio J. Pimenta, em Buarcos.
Uma das muitas histórias por contar desta nossa cidade, que premiou alguns dos contentinhos deste regime deletério em que vivemos, que contribuíram para o actual momento da Figueira da Foz...
Hoje, vamos contar a «estória».
3 de Fevereiro de 1981. Na reunião realizada nesse dia, a Câmara deliberou, com os votos da A.D. e do então vereador socialista José Elísio de Oliveira, autorizar a firma J. Pimenta a aumentar sete andares à torre de apartamentos em construção na Avenida do Brasil.
Com os votos daqueles vereadores fez-se letra morta do plano de urbanização aprovado em Assembleia Municipal, que previa dez andares para aquele edifício!..
Para que conste, transcrevo as razões aduzidas pelo vereador do P.S. José Elísio de Oliveira, que juntou o seu voto à oposição, o que tornou possível a aprovação de mais sete andares à torre J. Pimenta.
Pois, pois...
«Voto a favor do deferimento por:
Depois das alterações ao projecto apresentado pela firma em doze de junho de mil novecentos e oitenta, não consta do processo qualquer parecer técnico ou entidade que clara e inequivocamente demonstre que do ponto de vista técnico ou urbanístico a Torre não deve subir além dos dez andares.
A apreciação do ponto de vista estético é sempre subjectivo e discutível e a mim não me fere aprovar uma Torre de dezassete andares naquele local, tanto mais que dada a existência da Torre da Sociedade Figueira-Praia, me parece que a Avenida beneficia esteticamente.
Embora o actual executivo não seja responsável pela aprovação da torre da Sociedade Figueira-Praia julgo correcto dar o tratamento semelhante à firma J. Pimenta».
Fica este documento histórico que, espero, seja um contributo para se perceber o que se passou posteriormente na cidade da Figueira da Foz, nos meandros da política autárquica.
Assim aconteceu. E nada aconteceu por acaso...
Chegados a 2014, cansados e desiludidos, os figueirense não têm grande pachorra para a política, nomeadamente para a autárquica.
É pena, até porque as autarquias vão sendo um esteio incontornável na nossa arquitectura político-administrativa.
Uma das muitas histórias por contar desta nossa cidade, que premiou alguns dos contentinhos deste regime deletério em que vivemos, que contribuíram para o actual momento da Figueira da Foz...
Hoje, vamos contar a «estória».
3 de Fevereiro de 1981. Na reunião realizada nesse dia, a Câmara deliberou, com os votos da A.D. e do então vereador socialista José Elísio de Oliveira, autorizar a firma J. Pimenta a aumentar sete andares à torre de apartamentos em construção na Avenida do Brasil.
Com os votos daqueles vereadores fez-se letra morta do plano de urbanização aprovado em Assembleia Municipal, que previa dez andares para aquele edifício!..
Para que conste, transcrevo as razões aduzidas pelo vereador do P.S. José Elísio de Oliveira, que juntou o seu voto à oposição, o que tornou possível a aprovação de mais sete andares à torre J. Pimenta.
Pois, pois...
«Voto a favor do deferimento por:
Depois das alterações ao projecto apresentado pela firma em doze de junho de mil novecentos e oitenta, não consta do processo qualquer parecer técnico ou entidade que clara e inequivocamente demonstre que do ponto de vista técnico ou urbanístico a Torre não deve subir além dos dez andares.
A apreciação do ponto de vista estético é sempre subjectivo e discutível e a mim não me fere aprovar uma Torre de dezassete andares naquele local, tanto mais que dada a existência da Torre da Sociedade Figueira-Praia, me parece que a Avenida beneficia esteticamente.
Embora o actual executivo não seja responsável pela aprovação da torre da Sociedade Figueira-Praia julgo correcto dar o tratamento semelhante à firma J. Pimenta».
Fica este documento histórico que, espero, seja um contributo para se perceber o que se passou posteriormente na cidade da Figueira da Foz, nos meandros da política autárquica.
Assim aconteceu. E nada aconteceu por acaso...
Chegados a 2014, cansados e desiludidos, os figueirense não têm grande pachorra para a política, nomeadamente para a autárquica.
É pena, até porque as autarquias vão sendo um esteio incontornável na nossa arquitectura político-administrativa.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Histórico: trabalhadores da Soporcel em luta
Ontem, terça-feira, dia 27 de maio de 2014, às 20 horas, os trabalhadores da Soporcel, em Lavos (Figueira da Foz) iniciaram uma greve de quatro dias, contra a retirada de direitos que tem caracterizado a actuação da administração. Estão em causa, além de um caderno reivindicativo, a alteração do plano do Fundo de Pensões que prejudica gravemente os trabalhadores; a redução do pagamento do trabalho suplementar e eliminação do descanso compensatório após trabalho suplementar.
As empresas privadas estão a seguir o caminho do Governo no corte de pensões da administração pública.
«Afinal, não eram só os trabalhadores da administração pública que eram privilegiados, foram usados primeiro para cortar nas pensões da administração pública e, agora, também já os privados querem cortar nos fundos de pensões dos trabalhadores do sector privado», disse Arménio Carlos aos jornalistas à margem de um plenário, na Figueira da Foz, dos trabalhadores do grupo Portucel Soporcel. Para o líder da central sindical, a situação impõe um «alerta geral»: «Ao fim e ao cabo, estamos todos a ser vítimas de uma política que tem, necessariamente, de terminar».
Sobre o facto de cerca de 300 funcionários da Soporcel se terem sindicalizado, a primeira vez desde que a empresa iniciou, há cerca de 30 anos, a laboração nas instalações de Lavos, Figueira da Foz, Arménio Carlos referiu que «nunca é tarde para começar». «Está aqui o exemplo de que o sindicalismo de hoje continua a ser fundamental porque ele é indissociável do funcionamento da própria democracia».
Para a história fica que os trabalhadores da papeleira Soporcel, da Figueira da Foz, iniciaram ontem às 20h00 um período de greve, pela primeira vez na história da empresa, que pode durar oito dias. A unidade industrial da Soporcel em Lavos, que integra o grupo Portucel Soporcel, segundo maior exportador nacional em 2013, entrou em funcionamento em 1984 e desde essa data não havia registo da convocação de nenhuma greve dos trabalhadores.
As empresas privadas estão a seguir o caminho do Governo no corte de pensões da administração pública.
«Afinal, não eram só os trabalhadores da administração pública que eram privilegiados, foram usados primeiro para cortar nas pensões da administração pública e, agora, também já os privados querem cortar nos fundos de pensões dos trabalhadores do sector privado», disse Arménio Carlos aos jornalistas à margem de um plenário, na Figueira da Foz, dos trabalhadores do grupo Portucel Soporcel. Para o líder da central sindical, a situação impõe um «alerta geral»: «Ao fim e ao cabo, estamos todos a ser vítimas de uma política que tem, necessariamente, de terminar».
Sobre o facto de cerca de 300 funcionários da Soporcel se terem sindicalizado, a primeira vez desde que a empresa iniciou, há cerca de 30 anos, a laboração nas instalações de Lavos, Figueira da Foz, Arménio Carlos referiu que «nunca é tarde para começar». «Está aqui o exemplo de que o sindicalismo de hoje continua a ser fundamental porque ele é indissociável do funcionamento da própria democracia».
Para a história fica que os trabalhadores da papeleira Soporcel, da Figueira da Foz, iniciaram ontem às 20h00 um período de greve, pela primeira vez na história da empresa, que pode durar oito dias. A unidade industrial da Soporcel em Lavos, que integra o grupo Portucel Soporcel, segundo maior exportador nacional em 2013, entrou em funcionamento em 1984 e desde essa data não havia registo da convocação de nenhuma greve dos trabalhadores.
Contra a anomia *
“As
dinâmicas habitacionais ultrapassaram a evolução do
número de famílias. De uma situação equilibrada no
recenseamento de 1981, passámos a uma claramente excedentária
em 2011. A situação deve-se aos interesses dos representantes
dos lobbies em obediência às decisões do clube Bildeberg e
outros bem conhecidos grupos a que os verdadeiros defensores do
estado social não conseguem fazer frente.
As
consequências, de que hoje apenas temos uma pequena noção, irão
repercutir-se seriamente na vida daqueles a quem hoje temos o
dever de induzir esperança no futuro: os nossos filhos e netos.
Em
atitude egoísta e inclassificável, os políticos no poder já
demonstraram incapacidade e desinteresse em conduzir a
administração, prejudicando os seus próprios descendentes que
também serão vítimas do seu sistema.
Seja
na Figueira, seja em qualquer outro concelho ou no país, é urgente
que os responsáveis deixem de lado as promessas eleitorais sem
base estratégica e se concentrem no futuro e o planeiem em ordem à
resolução dos problemas que se avizinham se não forem
atalhados.
Os
nossos filhos e netos exigem-no. Afirmar que se pretende resolver o
problema da reabilitação é importante.
Mas
é preciso mais para resolver os problemas das pessoas.
“Que
se lixem os lobbies e as promessas eleitorais”. Planeiem, que têm
gente e instrumentos. Cuidem do futuro. Agora. É urgente. O
futuro agradecerá."
* O
título desta postagem é do responsável por este blogue e o texto acima é de Daniel Santos, engenheiro
civi, e foi publicado hoje no jornal AS BEIRAS.
Na
minha opinião, que vale o que vale, o ponto em que estamos na
Figueira, neste sector, resulta da mediocridade dos políticos e das políticas
habitacionais implementadas ao longo dos anos, que permitiram aberrações urbanísticas como esta. Por aqui, a exemplo
do que se passou a nível nacional, este é o resultado de 38 anos
de poder PS, PSD, PS...
Quando se analisa a sua evolução e os seus resultados, torna-se inequívoco o declínio da Figueira e do País.
Quando se analisa a sua evolução e os seus resultados, torna-se inequívoco o declínio da Figueira e do País.
Quando
se imagina o futuro da Figueira e de Portugal, ele é cinzento.
Isto
não é pessimismo. É, apenas, realismo.
A
agravar a situação, nota-se que o debate na Figueira e no País está cada vez
mais difícil.
E
a vitimização sucedânea, é recorrente.
O problema do combate político na Figueira e em Portugal é, simplesmente, de verdadeira convicção e feito com verdadeira ética!
O problema do combate político na Figueira e em Portugal é, simplesmente, de verdadeira convicção e feito com verdadeira ética!
"Que prédio tão feio", lembram-se?..
Prédio J. Pimenta, em Buarcos.
Uma das muitas histórias por contar desta nossa cidade, que premiou alguns dos contentinhos deste regime deletério em que vivemos, que contribuíram para o actual momento da Figueira da Foz...
A solução, caros leitores, deverá estar no vento!..
Será que, soprará, alguma vez, a favor da verdadeira mudança?..
terça-feira, 27 de maio de 2014
Antonio Costa
"Desde a saída de número dois do governo de José Sócrates até ao último ensaio para conquistar a liderança do PS, ou seja de 17 de Maio de 2007 a 27 de Maio de 2014, António Costa sempre norteou a sua carreira política por um enorme calculismo e ambição pessoal.
É crime?
Não!
É apenas um traço do perfil de mais um político do aparelho do PS que não é passível de ser apagado."
Mas...
Será que está a "pensar no País"?...
É crime?
Não!
É apenas um traço do perfil de mais um político do aparelho do PS que não é passível de ser apagado."
Mas...
Será que está a "pensar no País"?...
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