quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
O pão nosso de cada dia
O pão nosso de cada dia
nos dai hoje
para que não só
por pão
tenhamos de estilhaçar o peito
para que não tenhamos
de sofrer qualquer chantagem da parte dos patrões
que nos dão o pão
para que não tenhamos
de nos tornar dóceis
com medo de perdermos o nosso pão
"Em frente?"
Para já, segundo o António Jorge Pedrosa "o PS não se entende com João Ataíde", "o PSD ainda não tomou um banho de humildade, após a derrota de 2009" "e a Figueira 100% é uma incógnita...".
E, pelos vistos, o Bloco e a CDU não existem...
Não concordo nada, desta vez, com o António Jorge Pedrosa: para mim tanto o PS, como PSD e a Figueira 100% estiveram sempre em campanha eleitoral.
Já quanto ao facto de não se referir na sua crónica no jornal AS BEIRAS ao Bloco e à CDU, concordo.
E o motivo é óbvio...
Por lá continua tudo em "banho maria"...
E, pelos vistos, o Bloco e a CDU não existem...
Não concordo nada, desta vez, com o António Jorge Pedrosa: para mim tanto o PS, como PSD e a Figueira 100% estiveram sempre em campanha eleitoral.
Já quanto ao facto de não se referir na sua crónica no jornal AS BEIRAS ao Bloco e à CDU, concordo.
E o motivo é óbvio...
Por lá continua tudo em "banho maria"...
Talvez arranquem depois do carnaval... Ou, quiçá, no mês seguinte, ou no outro, ou no outro, ou no outro, ou no outro, ou no outro...
... esplendores do Relvas*
Relvas: "RTP vai associar-se a um parceiro tecnológico"...
Começou a clarificação. Afinal, "os problemas da RTP são tecnológicos."
Começou a clarificação. Afinal, "os problemas da RTP são tecnológicos."
Por conseguinte, Relvas vai ter que permanecer no governo...
Moral da "estória"...
"Aquilo que tinha sido uma vitória de Paulo Portas, uma vitória de Cavaco Silva, uma vitória da luta dos trabalhadores, uma vitória da Comissão de Trabalhadores [escapou-me alguém também vitorioso?], parece ser afinal uma vitória da "camuflagem" Relvas..."
Resumindo...
(*) Os direitos de autor desta expressão devem ser creditados a Clara Ferreira Alves.
António Costa is the man?..
Constança Cunha e Sá ao comentar
disputa pela liderança interna do PS...
Bom, para já, apenas o que sei ser verdade, é que tal como Seara, António Costa é Benfiquista.
Ao que
parece, há benfiquistas mais inteligentes do que outros…
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
O caminho faz-se caminhando...
Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.
ANTÓNIO MACHADO,
Sul da Praia da Leirosa
| foto antónio agostinho. Para ver melhor clicar na imagem |
Esta é a duna (fotografada hoje de tarde por mim), que ontem mereceu a atenção de Miguel Almeida (que teve uma reunião em Lisboa com quem de direito) e dos deputados Mário Ruivo e João Portugal (que estiveram no local)...
... esplendores do Relvas*
Confesso que tal nunca tinha "(h)ouvisto"!..
... "RTP não pode ser fundo sem poço"...
(*) Os direitos de autor desta expressão devem ser creditados a Clara Ferreira Alves.
... "RTP não pode ser fundo sem poço"...
(*) Os direitos de autor desta expressão devem ser creditados a Clara Ferreira Alves.
Recordando Jaime Neves, o soldado que foi condecorado
“Costa Gomes contará que o comandante do Batalhão de Comandos de Moçambique, major Jaime Neves (sob cuja tutela se encontravam também as tropas de Wiriyamu), lhe entregou certa vez um relatório de operação em que era referida a morte de cinquenta e quatro pessoas, tendo a tropa gasto apenas dez munições. Solicitado a dar explicações, Jaime Neves dirá que as vítimas foram executadas com arma branca, nelas se incluindo mulheres e crianças. E adiantará que tal atitude fazia parte do regulamento dos Comandos, o que era verdade: na instrução, aconselhava-se a eliminar todos os que pudessem denunciar uma operação em curso.”
in Os anos de guerra, 1961-1975 : os portugueses em África: crónica, ficção e história / organização [de] João de Melo. - [Lisboa] : Círculo de Leitores, 1988
A realidade e os políticos...
| foto antónio agostinho |
"A situação está a afetar 30 a 40 embarcações e cerca de 100 famílias. A barra tem estado sempre fechada de há uns meses para cá. Desde outubro ou novembro, só fomos 10 dias ao mar ou pouco mais", disse à agência Lusa Alexandre Carvalho, pescador e proprietário de uma embarcação.
Embora admita que no inverno é "comum" a barra estar fechada à navegação de embarcações mais pequenas - um balão negro, "a meio pau", no Forte de Santa Catarina, sinaliza a proibição de navegação a embarcações com menos de 11 metros -, Alexandre Carvalho sustenta que depois de terminadas as obras nos molhes do porto, a draga "deixou de atuar" e a barra "está assoreada", dificultando o acesso aos pequenos barcos de pesca, com cerca de nove metros."
José Nunes André, é um geógrafo e investigador universitário e tem
vindo a monitorizar a acumulação de sedimentos através de três perfis
transversais, elaborados numa faixa de dois quilómetros de comprimento no areal
entre a Figueira da Foz e Buarcos.
Em 5 de Março de 2012, quase há um ano, li a seguinte notícia:
"Tem dado uma média de 40 metros ao ano de crescimento
da praia. E a sul [dos molhes do porto] temos o reverso da medalha, as praias
estão a recuar assustadoramente. As praias da Cova Gala e da Leirosa recuaram
15 metros num ano".
De acordo com o investigador, o ritmo de crescimento do
areal da Figueira da Foz é, atualmente, superior ao verificado aquando da
construção original do molhe norte, nos anos 60 do século passado.
A praia, explicou na altura (conforme dei conta neste blogue), cresceu cerca de 440 metros até à década
de 1980 e, a partir daí, nos últimos 30 anos, a acumulação de sedimentos
reduziu de intensidade e praticamente estabilizou.
No entanto, com a obra de prolongamento do molhe - concluída
no verão de 2010 -, o areal voltou a crescer e, atualmente, apresenta 580
metros de largura máxima entre a marginal e a orla marítima, segundo as
medições feitas por José André.
Este geógrafo recordou que, por ocasião da obra, o período
estimado de crescimento do areal foi estabelecido em 12 anos. Segundo os dados
de que dispõe, e a manterem-se os valores observados, o prolongamento da praia
vai ocorrer "apenas em seis, sete anos, até que as areias contornem o
molhe".
O crescimento da praia em largura representa ainda, segundo
o geógrafo, uma acumulação anual de 290 mil metros cúbicos de areia na faixa
estudada, o equivalente a 290 mil toneladas.
Mas, se a norte do Mondego a areia acumula, a erosão cresce nas
praias a sul.
Na Leirosa, no extremo do concelho da Figueira da Foz, as
autoridades construíram, no final de 2011, uma duna artificial para proteger um
bairro habitacional do avanço do mar, com areia retirada a norte de um pequeno
esporão ali existente, procedimento que merece críticas do investigador.
"Interrompeu-se a alimentação a sul. Nunca era de
tirarem a areia a norte do esporão, porque ela estava já a passar naturalmente
para sul, tinham era de se ir buscá-la onde ela se acumula e não faz falta, na
praia a norte do rio Mondego".
Há uns dias, o presidente da Câmara da Figueira da Foz preocupado com a erosão costeira, que destruiu a duna natural, está a engolir a duna artificial e ameaçar o bairro da empresa municipal de habitação social Figueira Domus, visitou a Leirosa.
Ontem, políticos do PS e do PSD, andaram à pesca para os lados da Leirosa...
Presumo que a pescaria não deve ter sido lá grande coisa, pois este "peixe já está congelado há muito"...
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...
E o essencial, neste momento, para quem vive e trabalha no concelho da Figueira é a erosão costeira a sul do estuário do Mondego e o assoreamento da barra da Figueira.
Para já, porém, ao que parece, existem outras preocupações prioritárias: a pré-campanha eleitoral…
É do conhecimento geral a forma como as máquinas partidárias se desligaram das vidas reais das pessoas: mas isso é culpa das pessoas reais - as máquinas não pensam...
Enfim, estamos a viver um momento em que quase apetece arrumar as botas, que a razão já tem pouco a ver com o que se passa e vai continuar a passar nesta bela cidade da Figueira da Foz, em particular, e no país, em geral.
Mas, tenhamos um restinho de esperança: um dia ainda hão-de ser de forma genuína as pessoas a contar.
Nota de rodapé.
Para poupar tempo e trabalho, destacamos apenas algumas postagens que temos feito ao longo dos anos de existência deste espaço, sobre o tema da erosão costeira na Figueira, para tentar alertar os diversos "quens" de direito.
Por exemplo, esta, esta, esta, esta, esta, esta.
Mas há mais. Basta escrever no canto superior esquerdo a palavra erosão e clicar.
Querem ver que ainda vão decidir por grandes penalidades?..
Luís Filipe Menezes vai voltar a convocar a Comissão Política Concelhia do PSD/Gaia, anulando, assim, a escolha de José Guilherme Aguiar como candidato social-democrata à Câmara.
A votação de José Guilherme Aguiar, que é o melhor colocado nas sondagens realizadas pelo PSD, foi marcada por vários incidentes. Na contagem de uma primeira votação, conseguiu uma vantagem de dois votos. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre a atribuição de um dos oito votos favoráveis, decidindo-se fazer uma segunda votação. Foi nessa que se verificou um empate de sete votos na indicação do antigo presidente da Junta de Arcozelo.
Isto, aconteceu ontem, segunda-feira, à tarde.
Entretanto, ao final da noite, deu-se um volte face!..
Via JN
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Está encontrado o novo D. Sebastião do PS e do País...
António Costa, “é um homem de estado”…
No trono mais alto da Aldeia, de Lisboa, do País ou do Mundo,
continuamos a estar sentados no nosso cu…
O estado a que chegámos é pequeno demais ou grande demais?..
Pequeno demais para os nossos reais problemas do quotidiano.
Grande demais para os nossos artificiais problemas do quotidiano.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Praia vazia
| foto António Agostinho |
Como é normal nesta altura, não havia ninguém na praia.
Estava agradável: o vento frio não conseguia levantar as areias consistentes como açúcar
mascavado.
O horizonte apresentava-se opaco.
A linha do horizonte que separa o céu e o mar estava quase
indistinta e eu não não via bem porquê.
Tive sorte: logo que cheguei a casa, começou uma chuva que ainda se mantém por
estes lados.
Há coisas que escrevemos, apenas, para que a nossa memória
não as perca.
Chover no molhado
Isto não é ficção.
Por exemplo, aconteceu em 2004.
“Na Figueira da Foz, a chuva condicionou o desfile do
Carnaval de Buarcos que acabou por se realizar com entrada livre, resultando
numa perda de receitas. A organização do evento chegou a equacionar o
cancelamento do desfile cerca das 13h00, mas, com a paragem da chuva minutos
depois, decidiu-se pela sua realização, embora sem cobrar o bilhete (3,5 euros)
de acesso ao recinto.”
A água molha.
![]() |
| foto sacada daqui |
Por isso, quem anda à chuva molha-se.
Naturalmente.
Numa altura em que na Figueira o assunto do momento é o carnaval, o mínimo que se devia exigir era que a
natureza aquosa da água fosse uma unanimidade.
No entanto, sempre que São Pedro decide ligar a torneira
celestial, a reacção que se observa nas pessoas é a de uma surpresa desconcertante!
Os seres humanos, como os animais terrestres que são,
consideram que o contacto involuntário com a água é desagradável.
Logo é
natural que fiquem surpresos.
O que estranho, é que
aqueles que se encontram dentro de edifícios, debaixo da protecção concreta de
tectos e paredes, apresentem surpresa e incredulidade pelo facto de, no meio do
segundo mês mais chuvoso do ano, chover.
O frio esfria.
O facto de temperaturas baixas incomodarem os seres humanos,
nesta altura do ano, também faz todo o
sentido.
Como a nossa temperatura corporal é cerca de 37 graus, sentimo-nos
mais confortáveis em temperaturas amenas.
No entanto, sempre que os termómetros registam temperaturas
ligeiramente abaixo dos 10 graus, o espanto e o choque surgem como se
tivéssemos sido transportados, numa questão de segundos, do calor do deserto do
Saara para o frio das tundras da Sibéria.
Estamos em plena época da demoníaca trindade de chuva, vento
e frio.
Os portugueses transformam-se em criaturas ainda mais soturnas
e traumatizadas.
Sempre que podem, aproximam-se das lareiras e aquecedores com a paranóia de
gazelas perseguidas. Cobrem-se de mantas e cobertores.
Ficam carentes, irritadiços, frágeis e sonolentos.
Podemos discordar sobre quase tudo.
Mas, por estes lados, está mais do que na altura de chegar a um consenso sobre os fenómenos
meteorológicos.
Todos sabemos o essencial sobre a matéria.
No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e,
às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno
está frio e chove – muitas e muitas vezes.
Eu sei que existe muita incerteza na previsão do estado do
tempo.
A meteorologia é uma ciência traiçoeira.
Ela partilha isso com os piratas, os políticos e as ciências
económicas.
Mas, no Inverno, o
natural é estar frio e chover – muitas e muitas vezes…
Será que também vai ser necessária a força da "troika" para percebermos isso de uma vez por todas?..
sábado, 26 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
In dubio pro reo
Depois de ter feito desaparecer 1 165 freguesias pediu hoje a demissão…
A demissão do governante segue-se a ter sido notificado na passada segunda-feira pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra de um despacho de acusação pela alegada prática, em 2008, enquanto presidente da Câmara de Penela, de um crime de "prevaricação de titular de cargo político, de forma a que um primo em segundo grau fosse o escolhido para o cargo."
Segundo o jornal i "o esquema terá sido montado “em inícios do ano de 2008”, quando Paulo Júlio decidiu abrir um concurso interno para o cargo de chefe da Divisão de Cultura, Turismo, Desporto e Juventude. O primo, Mário Duarte, já era funcionário da autarquia de Penela há mais de 20 anos. Sabendo que o primo era licenciado em História de Arte, o secretário de Estado terá excluído todas as outras licenciaturas da lista de requisitos. De seguida terá decidido que o júri do concurso seria composto por ele próprio, um jurado na área do Desporto e um ex-professor do primo. Terá ainda proposto que o factor “experiência profissional” fosse especialmente valorizado: Mário Duarte já trabalhava no sector da cultura e património e o presidente propunha que a esse factor fossem atribuídos 12 valores acrescidos de 1 valor por cada ano suplementar. No final, quando chegou a altura das entrevistas, também terá sido Paulo Júlio a decidir quais as perguntas a fazer. No final, feitas as contas, os únicos dois pontos da avaliação em que Mário Duarte teve melhores notas que a outra candidata foram precisamente a entrevista e a experiência profissional. Nas habilitações académicas e na formação profissional, a outra candidata teve melhores resultados.
Segundo o jornal i "o esquema terá sido montado “em inícios do ano de 2008”, quando Paulo Júlio decidiu abrir um concurso interno para o cargo de chefe da Divisão de Cultura, Turismo, Desporto e Juventude. O primo, Mário Duarte, já era funcionário da autarquia de Penela há mais de 20 anos. Sabendo que o primo era licenciado em História de Arte, o secretário de Estado terá excluído todas as outras licenciaturas da lista de requisitos. De seguida terá decidido que o júri do concurso seria composto por ele próprio, um jurado na área do Desporto e um ex-professor do primo. Terá ainda proposto que o factor “experiência profissional” fosse especialmente valorizado: Mário Duarte já trabalhava no sector da cultura e património e o presidente propunha que a esse factor fossem atribuídos 12 valores acrescidos de 1 valor por cada ano suplementar. No final, quando chegou a altura das entrevistas, também terá sido Paulo Júlio a decidir quais as perguntas a fazer. No final, feitas as contas, os únicos dois pontos da avaliação em que Mário Duarte teve melhores notas que a outra candidata foram precisamente a entrevista e a experiência profissional. Nas habilitações académicas e na formação profissional, a outra candidata teve melhores resultados.
Assunção Cristas diz que sector da água é “insustentável do ponto de vista económico”!..
O quê: só a água senhora ministra?..
Então e o que fazer à
terra, ao ar, ao sol, ao vento, ao mar, à lua, a mercúrio, a vénus, a marte, a júpiter, a saturno, a urano, e a neptuno?..
Em tempo...
Dúvida linguística para maiores de 18...
Por que é que «mariquinhas» e «coninhas» significam mais ou menos o mesmo?
Por que é que «mariquinhas» e «coninhas» significam mais ou menos o mesmo?
Dia de relva queimada?...
Miguel Relvas queria fazer prova de vida, deixar obra de demolição nesta sua passagem pelo governo, pela qual seria recordada a sua grandeza destrutiva e a sua pequenez enquanto homem
de Estado…
Mas, para já, o país não deixou e a “ privatização da RTP foi adiada pelo Governo”.
Relvas é a imagem deste governo.
Este governo tresanda a Relvas.
Vão cair juntos um dia destes.
Este governo tresanda a Relvas.
Vão cair juntos um dia destes.
Para já, fica o desabafo de Relvas...
“Gostava de ter ido mais longe, mais depressa”…
“Gostava de ter ido mais longe, mais depressa”…
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
David Carreira, rei do carnaval Figueira/2013... Ana Oliveira, a rainha!
![]() |
| foto sacada daqui |
Ana Oliveira vai ser a rainha!
Segundo o que li na edição impressa do jornal AS BEIRAS, 100 mil euros, cem, 20 mil contos em moeda antiga, é quanto a Figueira Grande Turismo vai entrar para a brincadeira...
Quem quiser assistir ao desfile na avenida, vai ter de desembolsar 3 euros, menos 50 cêntimos que o ano passado.
Isto, por causa da crise...
Urbano Pinto ficou sem hipóteses.
À falta de melhor assunto, solicitámos a várias personalidades de relevo nacional e internacional (Outra Margem não brinca em serviço...), que nos dessem o seu comentário sobre o a escolha da personalidade escolhida para ser o rei do carnaval da Figueira em 2013… A rainha, pelo que percebemos, para todas as figuras de referência contactadas por nós, é uma real desconhecida...
Aqui ficam os depoimentos...
“O Carnaval da Figueira está de parabéns com a escolha.
Bom, se quiserem, eu tenho aqui
um livro muito interessante que explica para que serve o David Carreira como rei do carnaval da Figueira…”
Marcelo Rebelo de Sousa
“Nota-se um certo messianismo revanchista a nascer. A
direita esmag… hã? O quê? Mas isto não é sobre o governo…”
Mário Soares
“O carnaval da Figueira humm humm o carnaval da Figueira humm hummm o
carnaval da Figueira está de hummm hummm parabéns…”
Luís Filipe Vieira
“Então, tou falando prá você aí, né, que todo mundo sabi que
eu tenho um granji serrafo né? Um sarrafão, tou tchi falando. Ma o cara lá
do carnaval da Figueira né, tem um sarrafo muito maiorr que o meu né? Show de
carnaval galera!”
Alexandre Frota
“Ainda não me decidi se darei os parabéns ao carnaval da
Figueira, por isso não poderei ainda dar os parabéns ao carnaval da Figueira.”
Cavaco Silva
“Foda-se pá, onde é que está a merda do microfone?...”
Valentim Loureiro
A chamada, neste momento, caiu...
Fui conferir o que se passava. Tinha ficado sem saldo no telemóvel e sem possibilidade de efectuar um carregamento...
O Vitor Gaspar, este mês, deu-me mais uma facada...
A chamada, neste momento, caiu...
Fui conferir o que se passava. Tinha ficado sem saldo no telemóvel e sem possibilidade de efectuar um carregamento...
O Vitor Gaspar, este mês, deu-me mais uma facada...
Casaco reflector já há! Falta o capacete e as botas biqueira de aço...
| foto sacada daqui |
Depois do oportuno alerta de António Jorge Pedrosa, parece que
o presidente da câmara já tem parte do equipamento exigido pela segurança no trabalho…
Na Figueira há muitos anos que é carnaval quase todos os dias…
![]() |
| foto sacada daqui |
Não é, não foi e nunca será intenção do autor deste blogue liderar qualquer
contestação ao carnaval.
O que penso é transparente, simples
de escrever e de entender: estas folias, não devem continuar a ser pagas com dinheiros
públicos. O erro pode ser meu, mas não compreendo que a Câmara Municipal determine a cobrança de
impostos e taxas para serviços essenciais, como é o caso da recolha do lixo, alegando que
não pode suportar o seu custo, e queime
o guito em batucadas.
Isto, em tempos normais; por maioria de razões, ainda mais em
tempos difíceis como os que vivemos.
É assim, a meu ver, que se define o perfil de muitos dos autarcas
e governantes que vamos tendo. Pessoas que têm dificuldade em distinguir o
acessório do essencial, embarcando no populismo fácil que os levará à próxima
eleição. Infelizmente, o carnaval da Figueira não é único. Por este país fora,
não faltará batucada e brasileirices pagas com o dinheiro dos contribuintes.
Para mim, nem é
sequer o valor do subsídio atribuído à organizaçaõ que está em causa. O que está em causa é o
seguinte:
1. A ligeireza (para
não dizer outra coisa) com que se disponibilizam dinheiros públicos para
queimar em batucadas e foguetórios.
2. A forma como tais decisões são justificadas ao Zé:
interesse turístico, económico e cultural!
A carga fiscal, que
cerca de 40 anos de democracia consolidou, esmaga-me. A mim, e certamente aos
infelizes como eu, que não têm forma de
contornar o fisco ou passar os proveitos para off-shores. E como o governo ou
as autarquias, não fazem dinheiro, a solução é repetida. Quando este falta,
lança-se um novo imposto, taxa ou coima. Ano após ano, imposto após imposto,
chegámos onde estamos.
Por exemplo, numa conta de consumo de água, cerca de 70% do seu valor, são impostos e taxas...
Aceito que, possivelmente, farei parte de uma minoria que
não gosta deste tipo de carnavais que nada têm de português.
Mas a questão que verdadeiramente me interessa não é essa. As pessoas gostam do que gostam.
A questão verdadeiramente relevante, é a dos dinheiros
públicos e as câmaras não têm qualquer
dever ou obrigação de organizar e pagar carnavais.
Um espectáculo como este
é um produto comercial.
Assim, do meu ponto de vista, a organização deve fazer o investimento, realiza o evento
e, quem quiser ver, paga.
Quem não quiser, nada tem a pagar.
Gosto de brincar ao carnaval, mas é com o meu dinheiro, com o meu tempo e com a minha disponibilidade.
Prometo que, por aqui, a brincadeira vai continuar oportunamente.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
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