(Dado que este blogue sempre deve ter 2 ou 3 leitores, é com todo o gosto que divulgo a pretensão do prezado colega Quinto Poder)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Interrogações apropositadas ...
(Dado que este blogue sempre deve ter 2 ou 3 leitores, é com todo o gosto que divulgo a pretensão do prezado colega Quinto Poder)
A contemporaneidade de Torga
Via o sítio dos desenh0s, reencontrei estas palavras de Torga, escritas em 1961, mas perfeitamente actuais:
Chaves, 17 de Setembro de 1961
É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disso.
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Haiti
Apercebo-me que, globalmente, a indiferença vai sendo combatida. Porque pobres ou menos pobres, todos sonhamos, porque todos somos seres humanos."
Palavras de FERNANDO NOBRE
"A AMI lá estará, a partir de amanhã. A fazer o que puder, com o que tiver para dar."
Estou a ficar velho...
Um dia destes, casualmente, na rua que vinda da Praça Velha, desemboca na praça dos táxis, quase que à sombra da estátua do Patriarca da Liberdade, encontrei um amigo de há longos anos. Como normalmente acontece, falámos da Figueira e da sua deriva democrática.
Tanto ele, como eu, pertencemos a uma geração que foi rebelde. Há 30 anos atrás, éramos adubados pela "teimosia da esperança" com a crença que, tanto a Figueira, como Portugal, iam mudar.
Tentámos, cada um à sua maneira, ajudar a Figueira e o País a abrir os olhos à sua cegueira. Mas, que nos reservou o futuro, que o mesmo é dizer, o presente?
Uma Figueira e um País à beira do desespero, descrente, um horizonte de nuvens cerradas, em que é com grade dificuldade que se vislumbra algo de luminoso ao fundo do túnel. Na Figueira e no País instalou-se um cansaço doentio e indolente e uma indiferença contagiante.
O meu amigo, a determinada da altura, disse-me: “um gajo cansa-se de remar contra maré...”
Uma Figueira e um País, que se afundam em dívidas de milhões de euros, a cada minuto que passa, e que enterraram o futuro em novas oportunidades dadas a novos e velhos oportunistas?
Pode ser que isto não passe de um ciclo vicioso, e que o Povo cientificamente estupidificado, acorde e ainda consiga sobreviver!..
Estou a ficar velho para acreditar que a Figueira consiga, de novo, interessar politicamente figuras como, por exemplo, Maria Judite Pinto Mendes de Abreu, Joaquim Namorado, Mário Neto, Armando Garrido, João Bugalho, Alzira Fraga, Rui Alves, Gilberto Vasco, Mário Lima Viana, Costa Serrão, Viana Moço, João Severino Neto, Joaquim de Sousa, Melo Biscaia, Abílio Bastos, José Fernandes Martins…
Hoje, ao olhar para a composição da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, fica-se cá com uma dor de alma…
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Cá pela Figueira estamos na mesma…

"Do ar desapareceu aquele cheiro bom da terra fresca e da erva molhada para ficar este pastel húmido com odor a bafio.
Diz-se que entrámos num ciclo de trinta anos de arrefecimento global, em que o Inverno se reinventa para nos dar cabo da cabeça, como se fossemos bruxelenses.
E o mar ali, ao alcance do olhar, não fosse o nevoeiro, essa maldita praga que há séculos nos prossegue."
Agora, resta o diálogo?..

Conforme pode ler no Diário de Coimbra, clicando aqui, “Figueira 100% e PSD chumbam companhia Vortice Dance”.
“Foi “quente” ontem a reunião de câmara e nem o frio que se fazia sentir no exterior ajudou a “arrefecer” os ânimos. Em cima da mesa estava o protocolo entre a autarquia e a companhia Vórtice Dance, para a sua instalação no CAE como companhia residente, mas PSD e Figueira 100% chumbaram o projecto, pelo menos enquanto não houver mais explicações, manifestando-se no entanto abertos ao diálogo.”.
António Tavares, vereador da Cultura, depois da proposta ter sido chumbada, “lamentou que o protocolo não fosse aprovado. «Era uma matéria estruturante para revitalização do CAE, nesta fase pré-negocial tínhamos conseguido instalar a companhia residente sem custos, achávamos que, através da sua actividade e do ensino da dança iria dinamizar diariamente» aquele espaço. O autarca disse acreditar que os votos contra foram «um sério revés no que era e constituiu grande parte do nosso programa para a cultura». «Vejo perigar todo um conjunto de projectos que estavam associados à matéria», referiu, recordando que, com o protocolo, se iria abrir «uma porta para acordo com Ministério da Cultura, o que nunca tinha acontecido», admitindo todavia que aceita reformular a proposta.”
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A Naval, ontem, perdeu com a Académica, mas, hoje, é notícia a nível nacional por outras razões...

A Liga vai denunciar a Naval por suspeitas de crime de falsificação de documentos, num processo que pode levar à exclusão do clube do principal campeonato.
O anúncio foi feito pela Comissão Executiva do organismo, em comunicado oficial, e tem por base a declaração entregue pelo clube de cumprimento salarial relativa a 2008/09, da qual dependeu a inscrição na Liga. Essa declaração garantia a inexistência de dívidas, o que foi mais tarde posto em causa e constitui, segundo o comunicado da Liga, um facto «intelectualmente falso».
Entretanto, o presidente da Naval, Aprígio Santos já reagiu: a queixa apresentada na Procuradoria Geral da República (PGR) da Comarca da Figueira da Foz «é mais um episódio de uma orquestração» contra a Naval.
Haja "tininho"!...
Mas, há quem pense, que ainda não é suficiente. “Não obstante serem os grandes responsáveis pelo endividamento das autarquias, há quem não tenha medo de novos financiamentos. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail, revelou, em Outubro do ano passado, que os estádios de Braga e Algarve também poderiam, para além de Luz, Dragão e Alvalade, emergir como opções para a candidatura ibérica ao Mundial 2018/22, o que envolveria, em qualquer dos casos, um aumento da lotação em mais 12 mil lugares. A autarquia minhota mostrou-se disponível, apesar de, num endividamento global de 80 milhões de euros, apenas quatro milhões não serem imputados ao Estádio AXA.”
Ainda ontem, no Estádio Cidade de Coimbra, apenas cerca de 2100 pessoas assistiram à
partida entre a Académica e a Naval!...
Na Figueira ainda acontecem coisas boas...
Em 2009 as embarcações da Centro Litoral descarregaram na lota da Figueira (freguesia de S. pedro) 7.800 toneladas de sardinha, originando um movimento de 4,7 milhões de euros.
A propalada crise não encontra expressividade nesta estrutura portuária. António Miguel Lé é peremptório em afirmar que “a Figueira da Foz contraria toda a tendência nacional, isto porque em termos de empresas locais do sector das pescas, o crescimento tem-se situado na ordem dos 30 por cento, e esta situação reflecte-se no emprego”.
Via jornal O Figueirense
domingo, 10 de janeiro de 2010
Cova-Gala empata na Carapinheira
Crónica do jogo, aqui.
Pausa
2010, já tem 10 dias.
2009, começa a perder-se na bruma do tempo. Para a maioria dos portugueses, penso que não deixou saudades, foram 365 dias miseráveis.
A mim, aconteceram-me tantas coisas!.. Em jeito de balanço, fico perplexo com tanta coisa que aconteceu em 2009.
Tive de assistir ao melhor e ao pior da natureza humana.
Mas, cá estou. Consegui sobreviver.
Tentei entrar, pelo menos com um pé, a puxar para o feliz em 2010. Mas, não está a ser fácil.
Cada vez confio menos no instinto.
Uma cabeça que se julga inteligente, pode ser tão aérea e cometer tantos erros como outra qualquer!...
sábado, 9 de janeiro de 2010
Já tínhamos alertado em Novembro passado: armazéns de aprestos, ainda por estrear, estão a cair aos bocados
Em 27 de Novembro de 2009, neste blogue, conforme pode confirmar, clicando aqui, tínhamos alertado para o problema.
Hoje, é o Diário de Coimbra que denuncia a vergonha: “os pescadores da Cova-Gala estão indignados com o que se passa com os armazéns para guardarem os seus aprestos. Uma obra concluída em Setembro do ano passado que nunca foi inaugurada e que está «a cair aos bocados».”
Músicas da minha vida
Porque a memória já não é o que era, entendi por bem deixar registado, neste espaço, as músicas que, de alguma forma, marcaram a minha vida e me despertaram os sentidos. Cada música tem uma história pessoal, portanto, não transmissível. Na vida de todos nós, existem músicas que nos recordam sentimentos, ou momentos especiais, vividos no passado. Foi essencialmente isso - compartilhar algumas dessas letras e musicas que me feriram a sensibilidade (fazendo-me rir, chorar, reflectir, etc.) que me levaram a editar algumas das músicas da minha vida. Espero que gostem. Nestes dias e nestas noites frias a música também aquece a alma. Comecei com Gal Costa. Lá para a madrugada, há mais…






