terça-feira, 2 de junho de 2020
A sardinha “fresquinha e vivinha” regressou. E a polémica também...
A época da sardinha teve ontem início. O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, veio à Figueira.
Via Diário as Beiras, o dirigente de produtores de peixe e armador figueirense António Miguel Lé, deu conta que as coisas começaram bem: "os barcos regressaram ao porto de pesca com a quantidade máxima permitida e a qualidade de sempre..."
“Foi uma alegria, o regresso ao trabalho. A sardinha abunda, com uma dimensão enorme de cardumes”. O preço da primeira sardinha da safra, na lota da Figueira oscilou entre 1,10 e 1,20 euros o quilo.
Na Figueira da Foz, a pesca da sardinha envolve uma dezena de embarcações e cerca de duas centenas de pescadores.
Mas, a polémica já está presente: o armador António Miguel Lé considera que a pesca da sardinha “de sazonalidade, não tem nada”. Para este armador “a sazonalidade foi aquilo que quiserem impingir. Os dados da ciência não são os dados dos pescadores. É uma actividade que pode ter duração no tempo, porque temos stocks acima do (que é considerado) sustentável”.
Via Diário as Beiras, o dirigente de produtores de peixe e armador figueirense António Miguel Lé, deu conta que as coisas começaram bem: "os barcos regressaram ao porto de pesca com a quantidade máxima permitida e a qualidade de sempre..."
“Foi uma alegria, o regresso ao trabalho. A sardinha abunda, com uma dimensão enorme de cardumes”. O preço da primeira sardinha da safra, na lota da Figueira oscilou entre 1,10 e 1,20 euros o quilo.
Na Figueira da Foz, a pesca da sardinha envolve uma dezena de embarcações e cerca de duas centenas de pescadores.
Mas, a polémica já está presente: o armador António Miguel Lé considera que a pesca da sardinha “de sazonalidade, não tem nada”. Para este armador “a sazonalidade foi aquilo que quiserem impingir. Os dados da ciência não são os dados dos pescadores. É uma actividade que pode ter duração no tempo, porque temos stocks acima do (que é considerado) sustentável”.
Contas da câmara referentes ao exercício de 2019 aprovadas pela maioria
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| Nuno Gonçalves, vereador com o pelouro das Finanças |
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o vereador do PSD Ricardo Silva disse que votou contra porque, entre outros motivos avançados, “o despesismo está de volta”, acusando ainda o actual executivo camarário de não dar continuidade ao modelo de gestão do anterior presidente, João Ataíde, falecido no início deste ano.
Miguel Babo, falando, também por Carlos Tenreiro (ambos eleitos pelo PSD e há mais de um ano sem confiança política do partido), justificou que ambos votaram sempre contra, por se tratar de “um documento extenso e complexo” e com implicações legais que comprometem quem vota a favor ou se abstém. Fez ainda referência à ausência de meios para os dois autarcas da oposição poderem fazer uma análise rigorosa do relatório.
Para o vereador da maioria, Nuno Gonçalves, “este documento evidencia a conciliação de um elevado nível de investimento com a redução da dívida, o aumento da confiança dos agentes económicos e a coesão territorial. É um relatório que prova um enorme investimento a favor dos cidadãos”.
O concelho profundo é cada vez mais o quintal das traseiras da Figueira...
S. João em tempo de pandemia.
Via Dário as Beiras:
"Sem marchas populares, Feira das Freguesias e espectáculos de palco, mas com fogo de artifício e música da ápoca, o S. João, integrado nas Festas da Cidade, este ano, celebra-se de maneira diferente. O programa que vai, diariamente, animar os meses de julho e agosto foi anunciado, ontem, na reunião de câmara, pela vereadora Ana Carvalho, ressalvando que está sujeito à evolução da pandemia. Segundo adiantou a vice-presidente da câmara, o fogo de artifício será lançado em seis zonas costeiras: Praia da Leirosa, Costa de Lavos, Cova (São Pedro), Praia de Quiaios, Figueira da Foz e Buarcos. Esta opção pela distribuição do espectáculo, esclareceu Ana Carvalho, tem como fundamento evitar grandes concentrações de pessoas, o que decerto aconteceria se fosse apenas lançado no lugar do costume, ou seja, na foz.
O interior do concelho fica sem aquela atracção devido ao risco de incêndio em zonas de mato. O lançamento do fogo de artifício será feito em plataformas elevadas, para poder ser visto mais longe."
Até no investimento na diversão dá para ver.
De um lado, temos o concelho junto ao mar, com praias, com áreas suburbanas no verão carregadas de pessoas, bloqueamentos e estrangulamentos. No outro, o concelho ao abandono, a perder pessoas, envelhecido, sem qualidade nos serviços públicos, de onde o Estado, com argumentos vários, neste caso o risco de incêndio, vai saindo...
Mesmo para os mais desatentos, a clivagem acentuada e progressiva entre estes dois "concelhos" é cada vez mais visível.
Via Dário as Beiras:
"Sem marchas populares, Feira das Freguesias e espectáculos de palco, mas com fogo de artifício e música da ápoca, o S. João, integrado nas Festas da Cidade, este ano, celebra-se de maneira diferente. O programa que vai, diariamente, animar os meses de julho e agosto foi anunciado, ontem, na reunião de câmara, pela vereadora Ana Carvalho, ressalvando que está sujeito à evolução da pandemia. Segundo adiantou a vice-presidente da câmara, o fogo de artifício será lançado em seis zonas costeiras: Praia da Leirosa, Costa de Lavos, Cova (São Pedro), Praia de Quiaios, Figueira da Foz e Buarcos. Esta opção pela distribuição do espectáculo, esclareceu Ana Carvalho, tem como fundamento evitar grandes concentrações de pessoas, o que decerto aconteceria se fosse apenas lançado no lugar do costume, ou seja, na foz.
O interior do concelho fica sem aquela atracção devido ao risco de incêndio em zonas de mato. O lançamento do fogo de artifício será feito em plataformas elevadas, para poder ser visto mais longe."
Até no investimento na diversão dá para ver.
De um lado, temos o concelho junto ao mar, com praias, com áreas suburbanas no verão carregadas de pessoas, bloqueamentos e estrangulamentos. No outro, o concelho ao abandono, a perder pessoas, envelhecido, sem qualidade nos serviços públicos, de onde o Estado, com argumentos vários, neste caso o risco de incêndio, vai saindo...
Mesmo para os mais desatentos, a clivagem acentuada e progressiva entre estes dois "concelhos" é cada vez mais visível.
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Existe uma outra América
“Vamos caminhar!” Quando a polícia dá as mãos e se ajoelha com os manifestantes
Em vez de investir contra quem gritava palavras de ordem, Swanson retirou o seu capacete de protecção e poisou o seu bastão, perguntando à multidão: “O que querem que façamos?” A resposta fez-se ouvir: “Caminhe connosco!” E, no vídeo que registou o momento, o xerife parece não ter sequer pensado duas vezes: “Quero que isto seja uma parada, não um protesto. Vamos caminhar!”
A opção deste xerife — que, mais tarde, em declarações à Global News, considerou que os americanos estão “num ponto de ebulição de frustração” com a polícia, considerando o estado de espírito “compreensível” — acabaria por transformar o ambiente, segundo o próprio: a raiva e a hostilidade dissiparam-se, dando lugar a sentimentos de união. “Tudo o que [os manifestantes] estão a pedir é para que todos possam ter voz e dignidade, independentemente de quem se é.”
Em vez de investir contra quem gritava palavras de ordem, Swanson retirou o seu capacete de protecção e poisou o seu bastão, perguntando à multidão: “O que querem que façamos?” A resposta fez-se ouvir: “Caminhe connosco!” E, no vídeo que registou o momento, o xerife parece não ter sequer pensado duas vezes: “Quero que isto seja uma parada, não um protesto. Vamos caminhar!”
A opção deste xerife — que, mais tarde, em declarações à Global News, considerou que os americanos estão “num ponto de ebulição de frustração” com a polícia, considerando o estado de espírito “compreensível” — acabaria por transformar o ambiente, segundo o próprio: a raiva e a hostilidade dissiparam-se, dando lugar a sentimentos de união. “Tudo o que [os manifestantes] estão a pedir é para que todos possam ter voz e dignidade, independentemente de quem se é.”
Figueira Domus, empresa municipal dedicada à gestão de habitação municipal...
"A internalização da Figueira Domus, empresa municipal dedicada à gestão de habitação municipal, é uma consequência lógica do trabalho de reabilitação financeira, logística e estrutural desenvolvido nos últimos 10 anos pela Câmara Municipal. Há uma tendência para acabar com as Empresas Municipais, dada a litigância e problemas financeiros decorrentes destas instituições “empresariais” hibridas, cuja missão social é muitas vezes incompatível com o necessário equilíbrio financeiro.
Saliente-se que a Figueira Domus administra 560 casas, alojando 1345 pessoas, em bairros localizados de norte a sul do concelho, uns mais antigos (Bairro dos Pescadores, anos 40 ) outros mais recentes (Bairro do Hospital, anos 2000 ), variando ainda os Bairros em estado de conservação e na paz social que aí existe.
É uma missão muito difícil ter que lidar com pessoas atiradas pela vida para estes Bairros, muitas vezes devido a problemas sociais graves. Houve ainda erros na condução da empresa, optando-se a partir de final dos anos 90 por erguer bairros em locais afastados, o que desenraizou as pessoas isolando-as e facilitando a “guetização”. Essa problemática está bem descrita no Relatório de Atividades da empresa municipal: “ausência de sentimento de pertença pelo fogo e pelo bairro”, algo que marca negativamente a imagem da “Domus”. Como desatar este nó e reduzir os problemas decorrentes da ausência de identidade dos Bairros é uma tarefa hercúlea que passa muito pela responsabilização dos beneficiários.
Note-se ainda que existem pedidos de alojamento pendentes, cerca de 140 registados no último relatório da empresa. Prevê-se que a atual crise provocada pela pandemia COVID19 provoque um aumento do número de famílias a necessitar de alojamento com rendas apoiadas. Esta será também uma missão da Câmara Municipal, regular a oferta e procura de habitação no concelho, providenciando apoio a quem necessita, impedindo o aumento de pessoas desalojadas."
Via Diário as Beiras
Saliente-se que a Figueira Domus administra 560 casas, alojando 1345 pessoas, em bairros localizados de norte a sul do concelho, uns mais antigos (Bairro dos Pescadores, anos 40 ) outros mais recentes (Bairro do Hospital, anos 2000 ), variando ainda os Bairros em estado de conservação e na paz social que aí existe.
É uma missão muito difícil ter que lidar com pessoas atiradas pela vida para estes Bairros, muitas vezes devido a problemas sociais graves. Houve ainda erros na condução da empresa, optando-se a partir de final dos anos 90 por erguer bairros em locais afastados, o que desenraizou as pessoas isolando-as e facilitando a “guetização”. Essa problemática está bem descrita no Relatório de Atividades da empresa municipal: “ausência de sentimento de pertença pelo fogo e pelo bairro”, algo que marca negativamente a imagem da “Domus”. Como desatar este nó e reduzir os problemas decorrentes da ausência de identidade dos Bairros é uma tarefa hercúlea que passa muito pela responsabilização dos beneficiários.
Note-se ainda que existem pedidos de alojamento pendentes, cerca de 140 registados no último relatório da empresa. Prevê-se que a atual crise provocada pela pandemia COVID19 provoque um aumento do número de famílias a necessitar de alojamento com rendas apoiadas. Esta será também uma missão da Câmara Municipal, regular a oferta e procura de habitação no concelho, providenciando apoio a quem necessita, impedindo o aumento de pessoas desalojadas."
Via Diário as Beiras
Com reforços desta qualidade, o Chega está aqui está a discutir a liderança!..
Dirigentes de um Aliança em coma viram-se para o Chega
"Estruturas do Aliança no distrito de Santarém transferiram-se em bloco para o Chega, apurou o Expresso. Este movimento começa a ter mais expressão no partido liderado por André Ventura, numa altura em que Santana Lopes deixou as funções executivas no Aliança.Rui Paulo Sousa, ex-cabeça de lista do Aliança por Santarém nas legislativas e ex-presidente da concelhia.
“Desvinculei-me do Aliança sobretudo porque fiquei desiludido com o resultado eleitoral, mas também porque o partido perdeu o seu ímpeto inicial e acabou por colocar-se mais ao centro. Mais tarde falei com os meus colegas, que acabaram também por acreditar no projeto do Chega”.
Também a actual presidente do partido no distrito de Santarém, Manuela Estêvão, que chegou a ser vereadora do PSD na Câmara do Cartaxo, teve uma breve passagem pelo Aliança, onde foi militante do partido durante dois meses. Foi através dela que Rui Paulo Sousa conheceu André Ventura durante um jantar em outubro, em Santarém, tendo-se “identificado logo” com o líder do partido."
Há dias assim: excepcionais...
Hoje, é um dia excepcional para a Figueira. Está a passar o tempo do cagaço.
Não é bem o tempo do medo que está a passar. É o tempo do cagaço, que é a versão descontraída do medo.
Vamos, portanto, às notícias positivas.
* - O Casino da Figueira reabre hoje.
"Mais de dois meses depois de ter encerrado, na sequência das medidas de combate à pandemia.
A reabertura, garante a Sociedade Figueira Praia, assenta em «três pilares: segurança, confiança e informação»."
* - A maioria das unidades hoteleiras figueirenses reabre hoje, enquanto as restantes regressarão ao activo até ao próximo dia 15.
" Segundo adiantou aos DIÁRIO AS BEIRAS o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) para o turismo, Jorge Simões, as reservas começaram a disparar, estando a superar as melhores expetativas. A taxa de ocupação para a segunda semana de junho poderá chegar aos 50 por cento, que, tendo em conta a conjuntura, é muito mais do que se esperava.
* - A Rainha das Praias de Portugal recupera trono.
"A cidade da foz do Mondego, dada a sua extensa costa com praias, que, de acordo com números provisórios, poderão acolher 54 mil pessoas, cerca de metade das quais no areal urbano, deverá beneficiar com as restrições impostas pelo Governo para controlar a pandemia nas zonas de banhos.
A autarquia, vai avançar com uma campanha de promoção turística, para tentar convencer os portugueses que, este verão, a Figueira da Foz tem argumentos para recuperar o título de Rainha das Praias de Portugal."
Com todas estas boas notícias, com as quais naturalmente nos congratulamos, espera-se que os restaurantes também se safem.
Para isso, precisam de esplanadas espaçosas, pois os clientes (por mim falo...) estão com cagaço de permanecer em espaços fechados.
Não é bem o tempo do medo que está a passar. É o tempo do cagaço, que é a versão descontraída do medo.
Vamos, portanto, às notícias positivas.
* - O Casino da Figueira reabre hoje.
"Mais de dois meses depois de ter encerrado, na sequência das medidas de combate à pandemia.
A reabertura, garante a Sociedade Figueira Praia, assenta em «três pilares: segurança, confiança e informação»."
* - A maioria das unidades hoteleiras figueirenses reabre hoje, enquanto as restantes regressarão ao activo até ao próximo dia 15.
" Segundo adiantou aos DIÁRIO AS BEIRAS o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) para o turismo, Jorge Simões, as reservas começaram a disparar, estando a superar as melhores expetativas. A taxa de ocupação para a segunda semana de junho poderá chegar aos 50 por cento, que, tendo em conta a conjuntura, é muito mais do que se esperava.
* - A Rainha das Praias de Portugal recupera trono.
"A cidade da foz do Mondego, dada a sua extensa costa com praias, que, de acordo com números provisórios, poderão acolher 54 mil pessoas, cerca de metade das quais no areal urbano, deverá beneficiar com as restrições impostas pelo Governo para controlar a pandemia nas zonas de banhos.
A autarquia, vai avançar com uma campanha de promoção turística, para tentar convencer os portugueses que, este verão, a Figueira da Foz tem argumentos para recuperar o título de Rainha das Praias de Portugal."
Com todas estas boas notícias, com as quais naturalmente nos congratulamos, espera-se que os restaurantes também se safem.
Para isso, precisam de esplanadas espaçosas, pois os clientes (por mim falo...) estão com cagaço de permanecer em espaços fechados.
Praia da Leirosa
Via Marta Almeida
"Parabéns ao pessoal da minha terra que teve a iniciativa de facilitar o acesso à praia onde todos vamos desde que nascemos mas que “agora” alguém se lembrou que o lado norte é que é, negligenciando completamente o acesso ao lado sul, que pode até não ser zona vigiada, mas não é zona interdita, pelo que me parece que merece manutenção!
É triste de notar que cada vez mais parece que a Leirosa não faz parte do concelho da Figueira da Foz! Eu ficava muito indignada quando algumas pessoas diziam que devíamos passar a pertencer ao concelho de Pombal, mas realmente talvez não fosse mau de todo!
Temos uma autarquia que só cá vem para o “show off” de natal entregar uns cabazes e na altura das eleições. De resto evapora-se...!
Tínhamos uma terra que estava a andar para a frente e agora está em profundo retrocesso...
Ainda temos um ano pela frente a levar com um Executivo que nem se lembra da nossa existência... só espero que na altura das eleições não tenhamos memória curta e nos lembremos de que nem os mínimos foram feitos! Já não falo de grandes obras, mas de mínimos que se conseguem sem grande despesa...!"
"Parabéns ao pessoal da minha terra que teve a iniciativa de facilitar o acesso à praia onde todos vamos desde que nascemos mas que “agora” alguém se lembrou que o lado norte é que é, negligenciando completamente o acesso ao lado sul, que pode até não ser zona vigiada, mas não é zona interdita, pelo que me parece que merece manutenção!
É triste de notar que cada vez mais parece que a Leirosa não faz parte do concelho da Figueira da Foz! Eu ficava muito indignada quando algumas pessoas diziam que devíamos passar a pertencer ao concelho de Pombal, mas realmente talvez não fosse mau de todo!
Temos uma autarquia que só cá vem para o “show off” de natal entregar uns cabazes e na altura das eleições. De resto evapora-se...!
Tínhamos uma terra que estava a andar para a frente e agora está em profundo retrocesso...
Ainda temos um ano pela frente a levar com um Executivo que nem se lembra da nossa existência... só espero que na altura das eleições não tenhamos memória curta e nos lembremos de que nem os mínimos foram feitos! Já não falo de grandes obras, mas de mínimos que se conseguem sem grande despesa...!"
José Esteves, presidente da junta de freguesia de Buarcos e São Julião
Da série, via Diário as Beiras, "José Esteves continua a ensinar quem tem diplomas e doutoramentos de merda como se faz política na Figueira..."
domingo, 31 de maio de 2020
Associação Colectividades Figueira Foz: SÓCIA #01.
Saiu a revista "de todas as colectividades".
Para ler clicar aqui.
O responsável pelo OUTRA MARGEM agradece o convite que lhe foi endereçado para colaborar na presente publicação.
Para ler clicar aqui.
O responsável pelo OUTRA MARGEM agradece o convite que lhe foi endereçado para colaborar na presente publicação.
Costa e Silva: isto vai correr bem?
"António Costa Silva é o homem escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, para desenhar um programa de recuperação económica".
O Expresso avança que a primeira reunião de Costa Silva foi com Matos Fernandes, ministro do Ambiente, para garantir que a sua posição (gestor de uma petrolífera) e currículo não seriam incompatíveis com a agenda de combate às alterações climáticas.
O mesmo jornal acrescenta ainda que daqui a uma ou duas semanas Costa Silva vai falar em nome do Governo com os partidos da oposição, mas também com os parceiros sociais, para partilhar e recolher ideias.
Recorde-se uma entrevista dada ao jornal Público em 14 de Fevereiro de 2018.
Será que António Costa e o actual governo mudaram asssim tanto?..
O Expresso avança que a primeira reunião de Costa Silva foi com Matos Fernandes, ministro do Ambiente, para garantir que a sua posição (gestor de uma petrolífera) e currículo não seriam incompatíveis com a agenda de combate às alterações climáticas.
O mesmo jornal acrescenta ainda que daqui a uma ou duas semanas Costa Silva vai falar em nome do Governo com os partidos da oposição, mas também com os parceiros sociais, para partilhar e recolher ideias.
Recorde-se uma entrevista dada ao jornal Público em 14 de Fevereiro de 2018.
"Decidimos não investir mais em Portugal, não vale a pena", António Costa Silva.
Nesta entrevista de 2018 ao Público, António Costa Silva, Presidente da Partex e actual homem escolhido por António Costa para montar o plano de retoma da economia, elogiou o Governo do PSD, especialmente o ministro da economia Álvaro Santos Pereira, dizendo que tinha uma estratégia e apostava na reindustrialização do país, o que traria crescimento e emprego, e criticava o Governo de António Costa por governar sem estratégia, para agradar e para eleições. Por isso tinham decidido "não investir mais em Portugal, não vale a pena".
Esta entrevista mostra um homem com ideias claras... Nesta entrevista de 2018 ao Público, António Costa Silva, Presidente da Partex e actual homem escolhido por António Costa para montar o plano de retoma da economia, elogiou o Governo do PSD, especialmente o ministro da economia Álvaro Santos Pereira, dizendo que tinha uma estratégia e apostava na reindustrialização do país, o que traria crescimento e emprego, e criticava o Governo de António Costa por governar sem estratégia, para agradar e para eleições. Por isso tinham decidido "não investir mais em Portugal, não vale a pena".
Será que António Costa e o actual governo mudaram asssim tanto?..
A justiça e a sua cosmética...
"Um homem de 39 anos, residente numa aldeia da Serra da Lousã, está a ser julgado, no Tribunal de Coimbra, pela prática de seis crimes, entre os quais o de escravidão de um indivíduo de 61 anos. «O arguido passou a tratar o ofendido com arrogância, desprezo pela sua dignidade de pessoa e com extrema brutalidade, como se este fosse de sua propriedade e não passasse de uma mera coisa ou objecto», lê-se logo numa das primeiras páginas da acusação deduzida pelo Ministério Público a que o Diário de Coimbra teve acesso."
Para que se perceba: "plano passava por receber os 180 euros mensais que o ofendido auferia de rendimento social de inserção"!
Abençoado jornalismo de referência!
A leitura dos jornais pelos dias que correm (basta passear os olhos por uma primeira página) deveria deixar qualquer pessoa revoltada e a exigir medidas. Falo dum flagelo que há muito atrofia Portugal: a falta de celeridade na justiça feita aos poderosos.
"Não é saudável para a realização da justiça e para a própria materialização da democracia que os corruptos, aqueles que mais atingem os interesses do coletivo, que contribuem para o desequilíbrio das contas públicas, que distorcem a verdade e os naturais mecanismos da economia em proveito próprio - em alguns casos, muito proveito -, demorem demasiado tempo a ser julgados, conduzindo a situações em que nunca sejam efectivamente, por via da prescrição ou outras que se prendem com o fim de ciclo de vida do próprio arguido, julgados e condenados."
Estas declarações de Luís Neves, que tomou posse como director nacional da Polícia Judiciária há dois anos, são elucidativas, sobre o nível de degradação moral a que nos permitimos descer. Quase diariamente somos confrontados com coisas escabrosas a nível das elites políticas e financeiras.
E não me venham com banhas da cobra. Em Portugal, vivemos no faz de conta. Somos capazes de ler, ver e ouvir, sentir talvez até um assomo de indignação, mas somos pouco exigentes.
Na primeira oportunidade, desviamos o olhar e o pensamento para qualquer outra coisa. Já alguém se perguntou quando começamos a ser menos humanos por via deste nosso comportamento?
Para que se perceba: "plano passava por receber os 180 euros mensais que o ofendido auferia de rendimento social de inserção"!
Abençoado jornalismo de referência!
A leitura dos jornais pelos dias que correm (basta passear os olhos por uma primeira página) deveria deixar qualquer pessoa revoltada e a exigir medidas. Falo dum flagelo que há muito atrofia Portugal: a falta de celeridade na justiça feita aos poderosos.
"Não é saudável para a realização da justiça e para a própria materialização da democracia que os corruptos, aqueles que mais atingem os interesses do coletivo, que contribuem para o desequilíbrio das contas públicas, que distorcem a verdade e os naturais mecanismos da economia em proveito próprio - em alguns casos, muito proveito -, demorem demasiado tempo a ser julgados, conduzindo a situações em que nunca sejam efectivamente, por via da prescrição ou outras que se prendem com o fim de ciclo de vida do próprio arguido, julgados e condenados."
Estas declarações de Luís Neves, que tomou posse como director nacional da Polícia Judiciária há dois anos, são elucidativas, sobre o nível de degradação moral a que nos permitimos descer. Quase diariamente somos confrontados com coisas escabrosas a nível das elites políticas e financeiras.
E não me venham com banhas da cobra. Em Portugal, vivemos no faz de conta. Somos capazes de ler, ver e ouvir, sentir talvez até um assomo de indignação, mas somos pouco exigentes.
Na primeira oportunidade, desviamos o olhar e o pensamento para qualquer outra coisa. Já alguém se perguntou quando começamos a ser menos humanos por via deste nosso comportamento?
Paço de Maiorca: um «charmoso» «crime financeiro» e «negócio ruinoso»... (6)
"Imaginem esta situação: o Município tem um dos mais notáveis edifícios da região, um palácio rural do final do séc. XVIII, outrora residência dos Viscondes de Maiorca. No seu interior, destacam-se os belos tetos, a cozinha octogonal, diversas salas com painéis temáticos de azulejos do séc. XVIII e uma capela com retábulo do séc. XVI. O palácio integra-se numa vasta propriedade, rodeado de jardins inspirados nos jardins francesas setecentistas.
Então, o executivo da altura decide fazer um negócio, ou antes uma Parceria Público Privada (PPP), entre a FGT (empresa municipal) a Quinta das Lágrimas SA, para transformar este edifício num hotel de charme.
A ideia de um hotel não parece, à partida, uma má ideia. Aliás, na minha perspetiva, seria a solução ideal para o imóvel. No entanto, a situação torna-se quase caricata quando lemos os termos deste acordo. Desde logo, porque o acionista privado passou a deter a maioria da sociedade ( 50,03%) entretanto formada (a Paço de Maiorca SA), e a posse do imóvel passou para o nome dessa sociedade, e, por sua vez, o mesmo foi penhorado pelo BPI.
Acresce ainda que, após as obras, já na fase de exploração da unidade hoteleira, previam-se compensações anuais do Município ao privado, sempre que se verificasse uma diminuição das receitas ou aumento das despesas.
Portanto, um sonho para qualquer investidor privado, pois parte para um negócio sem património seu, sem investimento, sem qualquer risco e a deter a maioria da sociedade. Quem não o queria?
E depois tudo correu mal, a empreitada foi assinada a 18/9/2009, em pleno período de campanha eleitoral. O partido que estava no poder (PSD) perde, felizmente, as eleições. Mas, o Município já estava obscenamente endividado ( 90 milhões)!
Esta obra já adjudicada não poderia ser parada sem indemnizações e não havia dinheiro para tal. Para agravar, a lei mudou e obrigou a que os municípios extinguissem as suas empresas municipais, em que se inclui a FGT. A sociedade Paço de Maiorca SA faliu, o empreiteiro faliu e o privado Quinta das Lágrimas desapareceu de cena…
O negócio de sonho metamorfoseou-se numa sentença para o Município pagar de 5,1 milhões! Mais uma rica herança…"
Via Diário as Beiras
Então, o executivo da altura decide fazer um negócio, ou antes uma Parceria Público Privada (PPP), entre a FGT (empresa municipal) a Quinta das Lágrimas SA, para transformar este edifício num hotel de charme.
A ideia de um hotel não parece, à partida, uma má ideia. Aliás, na minha perspetiva, seria a solução ideal para o imóvel. No entanto, a situação torna-se quase caricata quando lemos os termos deste acordo. Desde logo, porque o acionista privado passou a deter a maioria da sociedade ( 50,03%) entretanto formada (a Paço de Maiorca SA), e a posse do imóvel passou para o nome dessa sociedade, e, por sua vez, o mesmo foi penhorado pelo BPI.
Acresce ainda que, após as obras, já na fase de exploração da unidade hoteleira, previam-se compensações anuais do Município ao privado, sempre que se verificasse uma diminuição das receitas ou aumento das despesas.
Portanto, um sonho para qualquer investidor privado, pois parte para um negócio sem património seu, sem investimento, sem qualquer risco e a deter a maioria da sociedade. Quem não o queria?
E depois tudo correu mal, a empreitada foi assinada a 18/9/2009, em pleno período de campanha eleitoral. O partido que estava no poder (PSD) perde, felizmente, as eleições. Mas, o Município já estava obscenamente endividado ( 90 milhões)!
Esta obra já adjudicada não poderia ser parada sem indemnizações e não havia dinheiro para tal. Para agravar, a lei mudou e obrigou a que os municípios extinguissem as suas empresas municipais, em que se inclui a FGT. A sociedade Paço de Maiorca SA faliu, o empreiteiro faliu e o privado Quinta das Lágrimas desapareceu de cena…
O negócio de sonho metamorfoseou-se numa sentença para o Município pagar de 5,1 milhões! Mais uma rica herança…"
Via Diário as Beiras
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