A LITURGIA DA OBEDIÊNCIA
Há momentos em que o silêncio pesa menos do que o aplauso. E o que se viu na Assembleia da República foi precisamente isso: o peso insuportável da submissão travestida de virtude.
A LITURGIA DA OBEDIÊNCIA
Há momentos em que o silêncio pesa menos do que o aplauso. E o que se viu na Assembleia da República foi precisamente isso: o peso insuportável da submissão travestida de virtude.
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| Foto: daqui |
Rita Seara, Fundadora do Jardim das Memórias, via Diário as Beiras
"Vivemos numa altura em que tudo parece estar registado. Tiramos fotografias todos os dias, gravamos vídeos, guardamos mensagens e acumulamos milhares de memórias no telemóvel, organizadas por datas, locais e momentos. À primeira vista, poderíamos achar que nunca estivemos tão próximos de preservar o que vivemos. E, no entanto, há algo essencial que está a desaparecer e quase ninguém está a falar sobre isso. As histórias de vida estão a perder-se. Não de forma repentina, mas de forma silenciosa, quase imperceptível. Não desaparecem quando alguém parte. Desaparecem muito antes disso, nas conversas que vão sendo adiadas, nas perguntas que nunca chegam a ser feitas, nos momentos em que dizemos “um dia falo com mais calma”. O problema é que esse dia, muitas vezes, não chega. E quando percebemos isso, já não há forma de recuperar aquilo que ficou por dizer. Há uma ilusão que nos acompanha: a ideia de que temos tempo. Tempo para ouvir melhor, para perguntar, para dar atenção às histórias que parecem sempre disponíveis. Mas o tempo não funciona assim. O tempo passa, independentemente da nossa vontade, e leva consigo aquilo que nunca foi verdadeiramente guardado. Se olharmos para a forma como as famílias preservam memória, percebemos um padrão claro. Guardamos fotografias, álbuns antigos, caixas cheias de recordações, pastas no telemóvel com momentos importantes. Conseguimos rever aniversários, viagens, encontros. Mas há uma dimensão da memória que raramente é preservada. A forma como alguém fala, a pausa antes de responder, o brilho no olhar quando se lembra de algo importante, a maneira única como conta uma história que já repetiu tantas vezes. Esses detalhes, que parecem pequenos, são precisamente aquilo que mais nos liga às pessoas. E são também os primeiros a desaparecer. Estamos tão focados em guardar momentos que esquecemos de guardar histórias. E há uma diferença importante entre os dois. Os momentos mostram o que aconteceu. As histórias revelam o que aquilo significou. São as histórias que dão contexto, emoção e continuidade às nossas memórias. Sem elas, ficamos apenas com imagens, mas não com o verdadeiro sentido do que vivemos. Talvez este seja um tema desconfortável porque nos obriga a reconhecer algo simples: há coisas importantes que estamos constantemente a adiar. Não por falta de amor ou de interesse, mas porque vivemos num ritmo que valoriza o imediato e o urgente, deixando pouco espaço para aquilo que exige tempo e presença. E, nesse processo, vamos assumindo que haverá sempre uma oportunidade mais à frente."
"Escritor e jornalista de viagens figueirense, Gonçalo Cadilhe tem mais de dezena e meia de livros publicados.
Depois de “Mais além”, editado pela Contraponto, da Bertrand Editora, até onde é que as próximas viagens literárias levarão Gonçalo Cadilhe? “Continuarei a olhar à volta da história de Portugal e do mundo nas minhas viagens, para ver o que é que poderá ser a inspiração da próxima obra”, respondeu, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS. Gonçalo Cadilhe, natural da Figueira da Foz, onde reside quando não está a viajar, tem mais de uma dezena e meia de livros publicados. Viaja pelo mundo há três décadas, é licenciado em gestão de empresas, escritor, documentarista, jornalista e fotógrafo.
Gonçalo Cadilhe leva o nome da Figueira da Foz a todo o mundo há mais de 30 anos. Os seus livros são sucesso vendas e uma inspiração para novas gerações de viajantes. A sua nova obra, “Mais além”, apresentada hoje no Porto, terá também apresentação na Feira do Livro de Lisboa - de 27 de maio a 14 de junho. O autor adiantou que também deverá realizar um encontro com leitores na sua cidade-natal, como aliás tem feito sempre que publica uma nova obra. “Mais além” percorre cinco continentes e 50 países e conta histórias sobre viagens e viajantes que marcaram o mundo."
A Junta de Tavarede adiou as Festas de Tavarede, que deveriam decorrer este fim de semana, para os próximos dias 15, 16 e 17, devido às previsões meteorológicas. Mantém-se, contudo, a sessão solene do Dia de Tavarede, este sábado, pelas 18H00, no Clube Desportivo e Amizade do Saltadouro.
Via Jornal Público: «Até Fevereiro, com mais médicos, mais enfermeiros e mais trabalho extraordinário, SNS reduziu a resposta assistencial. “É decepcionante”, lamenta o presidente dos administradores hospitalares.»
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"O Município da Figueira da Foz informa que, no âmbito do novo aluguer de embarcação, a mesma iniciará as suas travessias fluviais a partir de amanhã, dia 7 de maio.
As ligações serão asseguradas entre as 12h00 e as 19h45, no Cais Sul, mantendo-se o horário atualmente em vigor para as travessias fluviais.O Presidente da República promulgou este domingo o decreto do parlamento que altera a Lei da Nacionalidade, aprovado por PSD, Chega, IL e CDS-PP, mas desejava que tivesse assentado "num maior consenso", sem "marcas ideológicas do momento".
Será que Seguro vai continuar a exercer o seu mandato do lado contrário à maioria que o elegeu?
Durante a manhã, o ministro visitou, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, os estaleiros navais Atlânticeagle, onde decorreu o “bota-abaixo” da embarcação Fernando Lé.
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| Imagem: Câmara Municipal da Figueira da Foz |
Friederich Nietzsche, escreveu isto: “A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde. O homem do rebanho chama de verdade aquilo que o conserva no rebanho e chama de mentira aquilo que o ameaça ou exclui do rebanho. [...] Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho.”
O António Tavares que eu conheci, era mestre numa prática que se tornou habitual na política: a gestão dos silêncios.