A edição desta semana do Campeão das Províncias está disponível aqui.
Via Diário as Beiras
Via Público (para ler melhor clicar na imagem)
«Gouveia e Melo, o candidato populista e anti-partidos, apresenta-se
Não se via um ataque tão violento aos candidatos presidenciais adversários desde a campanha eleitoral de 1986 quando a esquerda considerava que se Freitas do Amaral fosse eleito “vinha aí o fascismo”.»
Ontem à tarde a escolha já era era do conhecimento dos mais atentos e informados. Mais tarde foi noticiado pelo Notícias de Coimbra: um militar, o coronel Vítor Rodrigues foi indigitado, este domingo, para candidato do PS à Câmara da Figueira da Foz.
![]() |
| Foto: daqui |
Segundo o NDC,"a escolha a cargo da Comissão Concelhia do PS/Figueira, presidida por Raquel Ferreira (deputada à Assembleia da República), terá constituído relativa surpresa para o coordenador da bancada socialista na Assembleia Municipal figueirense e líder partidário de âmbito distrital, João Portugal. Apesar da ampla maioria escrutinada, houve três votos desfavoráveis à indigitação e quatro abstenções. Raquel Ferreira disse ter tido o respaldo do Secretariado da Comissão Política Concelhia (CPC) figueirense do Partido Socialista. José Iglésias foi interpelado por camaradas acerca da escolha de Vítor Rodrigues por se tratar de um dirigente partidário tido como “alter ego” da líder concelhia do PS figueirense."
O PS/Figueira, cujos autarcas têm evidenciado assinalável divisão, está perante um desafio eleitoral exigente, porquanto Santana Lopes, que triunfou em 2021 com maioria relativa, aspira à reeleição apoiado pelos social-democratas. Há três anos e meio, o PSD conquistou apenas um assento no executivo camarário figueirense, e o PS quatro, tal como o movimento independente, sendo que vários vereadores socialistas pediram a suspensão dos respectivos mandatos."
"O Chega não é bem-educado. Nem quer ser. A sua aparente má-criação é uma escolha e um instinto. Ser grosseiro e garoto, por vezes racista e intolerante, outras vezes presunçoso e sempre machista, faz parte do estilo retórico e dos atributos dos deputados do Chega. Uns são-no naturalmente, outros vão-se forjando à medida em que desempenham as suas funções. Os deputados do Chega são, uns, polidos e bem-educados; outros são simplesmente ordinários. Mas todos, ou quase, utilizam o modo áspero porque é essa a escolha do partido. Enquanto não fazem totalmente parte do sistema, têm de se comportar como “troublemakers” (agitadores ou desordeiros).
Há deputados e governantes mal-educados, incultos e grosseiros? Há. Sempre houve. Umas vezes mais visíveis, outras mais recatados. Há deputados e governantes mentirosos, caluniadores, capazes de faltar às leis, com cadáveres no armário e com currículo de uso dos meios do Estado em benefício próprio ou dos seus amigos? Há. Sempre houve. Umas vezes em quantidades abundantes, outras mais moderadas. Para os primeiros casos, as soluções são conhecidas: o exemplo, a opinião pública e uma imprensa livre. Para os segundos, as soluções são também conhecidas: as leis e os tribunais. Em todos os casos, a opinião pública ajuda"