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| Via Diário as Beiras. Para ler melhor, clicar na imagem. |
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
João Damasceno: “Houve necessidade de a câmara abrir uma vala de escoamento para a praia. Não tivemos inundações naquela zona, como acontecia antigamente. Foi o primeiro teste extremo da vala de Buarcos, que foi superado. Até ficámos surpreendidos, pela positiva”... Depois do caudal da infraestrutura ficar regularizado, será feita uma inspecção.
Cidadãos podem retirar madeira acumulada nas praias da Figueira da Foz
As inundações na região a montante da Figueira da Foz, litoral do distrito de Coimbra, e o forte caudal do rio Mondego, que subsistiu durante vários dias, levou até à marina da cidade, praias interiores dos molhes do porto comercial (Forte e Cabedelinho) e aos areais marítimos de ambas as margens, uma quantidade anormal de detritos, desde jacintos-de-água – planta invasora fluvial que não sobrevive à água salgada – até troncos de árvore com vários metros de comprimento."
Vamos continuar a sonhar em 2020...
Década de mudança?
"Políticas sérias de defesa da qualidade de vida dos cidadãos deste concelho, é o meu desejo para 2020.
Há muitíssimo a concretizar, desde definir o que é “qualidade de vida”, para nós e para as gerações futuras(responsabilidade geracional), até o que estamos dispostos a fazer para melhorar a qualidade do ar que respiramos, a água que bebemos, a comida que ingerimos (menos pesticidas) e a paisagem que queremos preservar. Uma comunidade vital discute-se, renova-se e define objetivos comuns. E assim progride e avança para patamares mais elevados de felicidade e justiça social e ambiental. Falta concretizar esse desiderato, colocar em causa velhos tabus e reformular a maneira como definimos a palavra “desenvolvimento”.
O orçamento municipal é legítimo se não inclui uma parcela visível para a mitigação e adaptação às alterações climáticas? Mais asfalto e mais espaço para estacionar é progresso? Os modelos de manutenção dos espaços verdes são ainda vá-lidos? O desperdício alimentar nas escolas e instituições é aceitável? Em 2020, gostaria que a câmara municipal e o seu executivo fossem mais disruptivos. Temos que adotar novos paradigmas e modelos de gestão, abandonando completamente os antigos. Isto faz-se com a promoção de novos líderes internos, gente com ideias arrojadas e capaz de entender os desafios que se colocam, hoje, em 2020.
Assistimos, nos últimos anos, precisamente ao contrário: há uma promoção do “imobilismo” na liderança local, e, em alguns setores, uma reversão do que foi feito pelo PS até 2017, nos primeiros mandatos de Ataíde. Renasce o aumento do desperdício de milhões de euros, replicando más práticas de um passado recente (exemplo: jardim municipal).
O princípio da honestidade intelectual aplicado à governança da Figueira, é outro desejo a concretizar em 2020. O pior que nos pode acontecer é ter políticos que dizem uma coisa e depois fazem outra."
Via Diário as Beiras
domingo, 5 de janeiro de 2020
66: sessenta e seis...
E ainda tenho de passar pelo corredor dos champôos na "mercearia" para me abastecer dos produtos lá disponíveis!..
Fernando Pessoa
durou menos do que eu: morreu de cirrose hepática aos 47 anos.
A sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring…" " ("Não sei o que o amanhã trará...").
A sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring…" " ("Não sei o que o amanhã trará...").
sábado, 4 de janeiro de 2020
A inutilidade...
"Os contratos futuros do petróleo subiram mais de 4% – cerca de 3 dólares – na sexta-feira (dia 3), depois que um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá matou um dos principais chefes militares do Irão, provocando preocupações sobre a escalada das tensões regionais e a interrupção do fornecimento de petróleo."
Sobre a nossa imprensa, a mesma que anda por aí de mão estendida ao subsídio estatal que a salve, vale a pena prestar atenção às narrativas que nos vai servindo e ao critério de escolha das palavras que emprega. Nenhum adulto compra jornais para ler histórias infantis nas quais uns, por piores que sejam, são sempre os bons e outros, por mais vítimas que sejam, e atenção que não estou a dizer que os iranianos são nenhuns santinhos, são sempre os maus.
Um destes dias fiquei de queixo caído com um título de um dos jornais de referência que dizia que o IPO de Lisboa deu prejuízo. Eles confundem. O IPO não tem que dar nem lucro, nem prejuízo. Aliás, daria lucro se a dotação orçamental respectiva (a sua maior receita) o permitisse. O IPO tem que prestar um serviço de qualidade aos seus utentes, é só. E confundem-se: quem tem que dar lucro são os jornais que evitam como podem retractar com as palavras certas o terrorismo de Estado dirigido por um dos maiores terroristas, senão mesmo o maior de todos, o louco furioso que os americanos puseram na Casa Branca a distribuir bombas por onde lhe dá na telha. Podiam fazê-lo uma vez sem exemplo para testarem o efeito sobre as vendas e ganhar vantagem sobre a concorrência. Nunca o fizeram. Não arriscam afrontar os poderes instalados, nem arriscam alimentar qualquer controvérsia que possa pôr os leitores a pensar. A inutilidade nunca foi rentável.
Bom dia a quem ainda resiste."
Via Filipe Tourais: "Se o drone fosse iraniano e o general assassinado fosse norte-americano, a nossa imprensa não hesitaria em noticiar um ataque “terrorista”. Sendo o drone norte-americano e o general assassinado iraniano, a mesma imprensa noticia a coisa apenas como ataque.
Um Presidente acossado internamente com um processo de impeachment que, arriscando a paz mundial, não hesita em tentar capitalizar apoios unindo a nação patrioteira contra um inimigo externo. Não vale a pena dizer muito mais sobre a última loucura de Trumpdo que isto.Sobre a nossa imprensa, a mesma que anda por aí de mão estendida ao subsídio estatal que a salve, vale a pena prestar atenção às narrativas que nos vai servindo e ao critério de escolha das palavras que emprega. Nenhum adulto compra jornais para ler histórias infantis nas quais uns, por piores que sejam, são sempre os bons e outros, por mais vítimas que sejam, e atenção que não estou a dizer que os iranianos são nenhuns santinhos, são sempre os maus.
Um destes dias fiquei de queixo caído com um título de um dos jornais de referência que dizia que o IPO de Lisboa deu prejuízo. Eles confundem. O IPO não tem que dar nem lucro, nem prejuízo. Aliás, daria lucro se a dotação orçamental respectiva (a sua maior receita) o permitisse. O IPO tem que prestar um serviço de qualidade aos seus utentes, é só. E confundem-se: quem tem que dar lucro são os jornais que evitam como podem retractar com as palavras certas o terrorismo de Estado dirigido por um dos maiores terroristas, senão mesmo o maior de todos, o louco furioso que os americanos puseram na Casa Branca a distribuir bombas por onde lhe dá na telha. Podiam fazê-lo uma vez sem exemplo para testarem o efeito sobre as vendas e ganhar vantagem sobre a concorrência. Nunca o fizeram. Não arriscam afrontar os poderes instalados, nem arriscam alimentar qualquer controvérsia que possa pôr os leitores a pensar. A inutilidade nunca foi rentável.
Bom dia a quem ainda resiste."
E se este caso tivesse acontecido no SNS?..
«Menina de 12 anos morre após ter alta de urgência na CUF.
Médica achou que só queria atenção, diz a mãe. Leonor foi duas vezes à urgência da CUF Almada com dores fortes e febre após dar "um jeito nas costas". Na última, médica achou que era "chamada de atenção".
Morreu horas depois.
A família aguarda agora o resultado da autópsia, embora os médicos tenham indicado à mãe que “suspeitavam de uma infecção ou de a Leonor estar a perder sangue”. Ao Público, o Hospital Garcia de Orta — que a mãe elogia na mensagem que deixou no Facebook — confirma que “foi admitida uma criança de 12 anos na urgência pediátrica e posteriormente transferida para a Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos e que viria a falecer, poucas horas após admissão”.
Contactada pelo mesmo jornal, a CUF diz lamentar “profundamente” a morte da criança: “Por forma a concluir o inquérito entretanto iniciado, foi ainda decidido não incluir, temporariamente, a médica em questão na escala de serviços clínicos da Clínica CUF Almada, salvaguardando a competência e a experiência de mais de 27 anos que lhe é reconhecida”, responde o grupo José de Mello Saúde, que acrescenta que “deposita nos seus profissionais e nos seus processos a maior confiança”.»
Via Observador
Médica achou que só queria atenção, diz a mãe. Leonor foi duas vezes à urgência da CUF Almada com dores fortes e febre após dar "um jeito nas costas". Na última, médica achou que era "chamada de atenção".
Morreu horas depois.
A família aguarda agora o resultado da autópsia, embora os médicos tenham indicado à mãe que “suspeitavam de uma infecção ou de a Leonor estar a perder sangue”. Ao Público, o Hospital Garcia de Orta — que a mãe elogia na mensagem que deixou no Facebook — confirma que “foi admitida uma criança de 12 anos na urgência pediátrica e posteriormente transferida para a Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos e que viria a falecer, poucas horas após admissão”.
Contactada pelo mesmo jornal, a CUF diz lamentar “profundamente” a morte da criança: “Por forma a concluir o inquérito entretanto iniciado, foi ainda decidido não incluir, temporariamente, a médica em questão na escala de serviços clínicos da Clínica CUF Almada, salvaguardando a competência e a experiência de mais de 27 anos que lhe é reconhecida”, responde o grupo José de Mello Saúde, que acrescenta que “deposita nos seus profissionais e nos seus processos a maior confiança”.»
Via Observador
Bill Gates reafirma a necessidade de subir a tributação para quem tem mais dinheiro...
Via Observador
"A minha fortuna mostra que não há justiça fiscal", diz Bill Gates
Bill Gates, a segunda pessoa mais rica do mundo (depois de Jeff Bezos, da Amazon), defende que pessoas como ele deviam pagar muito mais impostos do que aquilo que pagam.
Numa entrada no seu blogue, Bill Gates lamenta que “a distância entre os rendimentos mais elevados e os mais elevados, nos EUA, seja muito maior hoje do que era há 50 anos”. A forma como o sistema fiscal está montado “faz com que algumas pessoas façam um grande negócio — eu, próprio, fui desproporcionalmente bem recompensado pelo trabalho que fiz — ao passo que outros que trabalham de forma igualmente árdua têm dificuldades em ganhar o suficiente para sobreviver”.
"A minha fortuna mostra que não há justiça fiscal", diz Bill Gates
Bill Gates, a segunda pessoa mais rica do mundo (depois de Jeff Bezos, da Amazon), defende que pessoas como ele deviam pagar muito mais impostos do que aquilo que pagam.
Numa entrada no seu blogue, Bill Gates lamenta que “a distância entre os rendimentos mais elevados e os mais elevados, nos EUA, seja muito maior hoje do que era há 50 anos”. A forma como o sistema fiscal está montado “faz com que algumas pessoas façam um grande negócio — eu, próprio, fui desproporcionalmente bem recompensado pelo trabalho que fiz — ao passo que outros que trabalham de forma igualmente árdua têm dificuldades em ganhar o suficiente para sobreviver”.
O Orgulho de Ser Português
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| Henrique Neto |
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
A pobreza...
"A pobreza e os fundos", uma postagem que não deve deixar de ler.
"... um discurso de 1993 quando o então líder socialista, António Guterres, na oposição ao governo PSD, lembrava que existiam dois milhões de portugueses que recebiam abaixo das suas necessidades de alimentação.
"É um problema incompreensível num país que recebe mil contos por minuto, 1,5 milhões de contos por dia a fundo perdido das comunidades europeias que inteiramente bem aplicados poderiam minorar a crise económica e resolver tantos e tantos problemas sociais", disse Guterres numa intervenção centrada nos escândalos financeiros relacionados com fundos estruturais. A resposta do PSD esteve a cargo do responsável da bancada social-democrata, Duarte Lima, hoje com diversos processos na Justiça.
Na verdade, a abusiva aplicação dos fundos comunitários ficou por julgar em Portugal devido a uma desconexão entre o Código Penal e o Código do Processo Penal, relativo a prazos de prescrição. Na origem, esteve uma acção interposta por um jornalista que acusou o então primeiro-ministro Cavaco Silva do crime de difamação, cujo desfecho acabou no Supremo Tribunal de Justiça que consolidou jurisprudência, a favor de Cavaco Silva. E com essa decisão, fez prescrever os mega-processos judiciais, como o Fundo Social Europeu, Partex, UGT, Grupo Amorim, etc. Em 1993, era desta forma que Cavaco Silva respondia às queixas sobre usos fraudulentos desses fundos. De referir que, em 1987, Cavaco Silva recebeu da Ordem dos Médicos um dossier sobre o caso Costa Freire e a empresa PA. Nada fez.
Cavaco Silva acabou por fugir do Governo. Depois disso, Guterres não resolveu o problema dos pobres. E acabou por fugir, primeiro, do Governo e, depois, de Portugal. O primeiro-ministro seguinte acabou por fugir de Portugal (ele disse que pensou muito nos portugueses...). Os outros não fugiram de Portugal, mas contribuíram para que os portugueses fugissem do país. E os portugueses fogem do país quando se vêem sem perspectivas.
Passados 27 anos, lá estão os mesmo dois milhões de portugueses a viver na pobreza - serão os mesmos de 1993? E Portugal deverá receber uma quantia semelhante de fundos comunitários, num país que é já mais rico.
A pobreza não é um fenómeno isolado de tudo.
P.S. - As minhas desculpas aos mais sensíveis, por insistir no tema nos últimos dias. A culpa é que há demasiados videos de arquivo sobre o tema, nos arquivos da RTP."
"... um discurso de 1993 quando o então líder socialista, António Guterres, na oposição ao governo PSD, lembrava que existiam dois milhões de portugueses que recebiam abaixo das suas necessidades de alimentação.
"É um problema incompreensível num país que recebe mil contos por minuto, 1,5 milhões de contos por dia a fundo perdido das comunidades europeias que inteiramente bem aplicados poderiam minorar a crise económica e resolver tantos e tantos problemas sociais", disse Guterres numa intervenção centrada nos escândalos financeiros relacionados com fundos estruturais. A resposta do PSD esteve a cargo do responsável da bancada social-democrata, Duarte Lima, hoje com diversos processos na Justiça.
Na verdade, a abusiva aplicação dos fundos comunitários ficou por julgar em Portugal devido a uma desconexão entre o Código Penal e o Código do Processo Penal, relativo a prazos de prescrição. Na origem, esteve uma acção interposta por um jornalista que acusou o então primeiro-ministro Cavaco Silva do crime de difamação, cujo desfecho acabou no Supremo Tribunal de Justiça que consolidou jurisprudência, a favor de Cavaco Silva. E com essa decisão, fez prescrever os mega-processos judiciais, como o Fundo Social Europeu, Partex, UGT, Grupo Amorim, etc. Em 1993, era desta forma que Cavaco Silva respondia às queixas sobre usos fraudulentos desses fundos. De referir que, em 1987, Cavaco Silva recebeu da Ordem dos Médicos um dossier sobre o caso Costa Freire e a empresa PA. Nada fez.
Cavaco Silva acabou por fugir do Governo. Depois disso, Guterres não resolveu o problema dos pobres. E acabou por fugir, primeiro, do Governo e, depois, de Portugal. O primeiro-ministro seguinte acabou por fugir de Portugal (ele disse que pensou muito nos portugueses...). Os outros não fugiram de Portugal, mas contribuíram para que os portugueses fugissem do país. E os portugueses fogem do país quando se vêem sem perspectivas.
Passados 27 anos, lá estão os mesmo dois milhões de portugueses a viver na pobreza - serão os mesmos de 1993? E Portugal deverá receber uma quantia semelhante de fundos comunitários, num país que é já mais rico.
A pobreza não é um fenómeno isolado de tudo.
P.S. - As minhas desculpas aos mais sensíveis, por insistir no tema nos últimos dias. A culpa é que há demasiados videos de arquivo sobre o tema, nos arquivos da RTP."
Carlos Monteiro, presidente da Câmara, no arranque da celebração dos 125 anos do Ginásio
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| Foto via Ginásio Clube Figueirenses |
"Foi com o içar da bandeira e o tradicional “Vai d`Arrinca” pelo sócio n.º 1, Rolinho Sopas, que o Ginásio Clube Figueirense iniciou as comemorações do seu 125.º aniversário, numa sessão que englobou a tomada de posse dos órgãos sociais. Cerimónias que contaram com dezenas de sócios e amigos e do presidente da Câmara, uma presença notada já que, pelo menos na última década, foi a primeira vez que aconteceu."
Ana Gomes sobre Isabel dos Santos:
"Em Portugal há muita gente cúmplice do saque a Angola"
«Boa parte dos bens que a senhora engenheira Isabel dos Santos, e outros indivíduos da cleptocracia angolana, investiram em Portugal em sociedades, propriedades, são produto do saque ao estado angolano, do roubo ao povo angolano e que parem de fechar os olhos. Tenho actuado, há bastante tempo, para pedir às autoridades portuguesas que não continuem a ser cúmplices do roubo ao Estado e povo angolano. (...) Em Portugal há muita gente cúmplice e beneficiário do saque a Angola, ao povo angolano que a cleptocracia angolana empreendeu nestes últimos anos».
«Boa parte dos bens que a senhora engenheira Isabel dos Santos, e outros indivíduos da cleptocracia angolana, investiram em Portugal em sociedades, propriedades, são produto do saque ao estado angolano, do roubo ao povo angolano e que parem de fechar os olhos. Tenho actuado, há bastante tempo, para pedir às autoridades portuguesas que não continuem a ser cúmplices do roubo ao Estado e povo angolano. (...) Em Portugal há muita gente cúmplice e beneficiário do saque a Angola, ao povo angolano que a cleptocracia angolana empreendeu nestes últimos anos».
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