sábado, 5 de agosto de 2017

Você ainda é dos que lê este blogue? Que paciência...

A poesia nunca disse a ninguém que tivesse paciência. 
"Na Figueira da Foz é como se a selecção natural fosse regulada pela Lei de Murphy. É assim em tudo. E até na política. O presidente da câmara municipal, por exemplo, é sempre pior do que o anterior. Tem sido sempre assim. Pelo menos desde que eles são eleitos. De mauzinhos a piores. Fatal como o destino.

O actual é o campeão absoluto. Atingiu o topo na selecção natural dos da sua espécie. É tão bom mas tãobomtãobom (ou tão mau) que se prepara para suceder (pela segunda vez consecutiva) a si mesmo."

Considero-me, quase que ilimitadamente, um pacifista. 
Tenho paciência para tanto. 
Contudo, também considero que certo Poder não merece panos quentes. 
Há tempo para lutar ideologicamente, negociar, contemporizar... 
Mas, isso, não devia condicionar aquilo que o bom senso generalizado aceita e devia pretender alcançar. 
Entretanto, por aqui, a ironia e o sarcasmo, vão continuar a ser uma boa arma!
Na Figueira, em 2009, os votantes escolheram um juiz, por falta de juízo.
Em 2017, não se vão separar, porque continua a falta de juízo e sobra a paciência.
Vão "casar-se", novamente, por falta de memória.

Somos um concelho com um povo inteligente...

Para 60 por cento, ou mais, dos figueirenses os próximos 4 anos vão ser ainda piores!
A Figueira continua a mudar. Para pior.
E como estamos numa de política, o que significa, em 2017, democracia na Figueira? 
Já se questionaram? 
Para mim, ela teria de ser  translúcida e vaguear num espaço onde a utopia reinasse! 
Ainda venho do tempo da "outra senhora". Daí, talvez, que em 2017, continue a sentir a democracia na Figueira como um sonho nunca alcançado. 
Olho para o este sistema que me rodeia no quotidiano e dou comigo a pensar que é tudo menos democrático. 
Felizmente, tenho vontade própria. Daqui para a frente, porventura, o melhor é deixar de me explicar a quem só entende o que quer!


A noite do próximo dia 1 de outubro, vai revelar um novo (velho?..) presidente de câmara, para a Figueira. 
Outra coisa não se espera. Só mesmo alguém que não ande nesta Figueira é que ainda não se apercebeu do que irá acontecer em 1 de outubro próximo. 
Vai ser dada uma maioria absoluta, pelos figueirenses,  a um novo (velho?..) executivo camarário, permitindo assim total estabilidade para aplicarem as medidas a que se propõem. 
Não é difícil advinhar o que vão fazer os figueirenses no poróximo dia 1 de outubro: na sua maioria, vão ficar em casa...
Extraordinário este meu Povo!..

Eu, caro leitor, que nunca tive dono, ainda tenho um sonho.
Transformar OUTRA MARGEM num blogue de poesia.
Quer seja noite ou dia... 
Esse, ainda vai ser o meu destino. 
Que outra coisa mais posso almejar, com esta louca mente em desatino, desejosa por alguém ainda vir a amar?
Alcançarei então a paz, quando, de manhã, ela me olhar. 
Será de certeza um olhar fugaz, igual ao que eu lhe irei lançar... 
Bom sábado.

Noite molha tolos estragou espectáculo de Luisa Sobral

Que dia fantástico de verão esteve ontem na Figueira!
Um sol incrível e um céu azul, limpo, de um azul  que muito raramente inunda este canto mofento, que é a Figueira, uma cidade ao centro dum País à beira mar plantado. 

Mas, como em tudo o que acontece de bom de dia nesta cidade, à noite o perigo espreita.
Nesta cidade, um  dia tão belo, como o de ontem, é normal desembocar numa noite húmida e de chuva molha tolos!..  
O verdadeiro perigo que espreita e ameaça esta cidade, meus caros, chama-se: dias de bom tempo!

É isso mesmo: dias com bom tempo, nesta cidade,  é considerado o inimigo número 1 dos cidadãos! 
O tempo ideal, seria mesmo, dias com aquela chuvinha miudinha, tipo atrasada mental, que enerva qualquer figueirense que se preza.

Via Maria Isabel Coimbra, fiquei a saber que, nesta noite, houve um momento flop na Figueira. Passo a citar.
"Hoje (ontem à noite) Luisa Sobral cantava na Preguiça. É certo que esteve uma tarde quente. Mas também sabemos que as noites da Figueira são húmidas e que estava anunciada neblina e chuva miudinha.
Numa falha lamentável da organização ( CMFF) - que não previu um toldo no palco para estes improváveis altamente prováveis- a cantora só pode cantar 3 canções. 
Os turistas que se 'lixem', o pior é que quem paga estas borlas musicais somos nós contribuintes figueirenses. 
Quanto custam estes espectáculos de fim de semana ao cofre da edilidade?"

A arte da previsão consiste em antecipar o que pode acontecer, o que neste caso nem era de transcendente...
Há paciência? 
Não, já não há.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"A MAIOR ABSTENÇÂO DE SEMPRE!", um texto de José Luís de Sousa, jornalista, que aborda uma temática importante, que merece ser divulgado...

"A menos de dois meses das eleições autárquicas, deixo aqui uns dados para reflexão, no que ao concelho da Figueira da Foz diz respeito, à atenção de gente que gosta destas coisas, como os meus amigos João Russo, Luís Pena, Luís Castro, Joao Paredes, Teo Cavaco, José Fernando Guedes Correia, António Agostinho, Pedro Rodrigues Jorge e outros que tais... 
Em 2013, faz agora quatro anos, a Figueira da Foz "bateu no fundo" no que à participação cívica por via do voto diz respeito: a MAIOR ABSTENÇÂO DE SEMPRE! 
Nunca, em democracia, tinha votado tão pouca gente. Cerca de 52% dos eleitores ficou em casa, pela primeira vez desde 1976 a votação ficou abaixo dos 50%. Nos 17 municípios do distrito de Coimbra, a Figueira da Foz ocupa o ÚLTIMO LUGAR da lista no que ao nível de votação diz respeito (47,71%), o pior de todos.
Ao invés, para quem gosta de ser campeão em alguma coisa, o concelho da Figueira da Foz foi, em 2013, o CAMPEÃO DISTRITAL dos votos brancos (6,48%) e nulos (3,35%). Quase 10% dos votos, uma em cada dez pessoas que vota, vota branco ou nulo, mais do dobro dos votos brancos e nulos registados em 2009, há oito anos. Em votos, dá 2.761, o que seria a terceira força politica do concelho por larga margem (daria para eleger um vereador, garantidamente).. 
Ao nível das freguesias, Buarcos e São Julião conseguiu a "proeza" - absolutamente ímpar em mais de 40 anos de poder local por estas paragens - de registar uma abstenção de 58,45% dos votos. E Tavarede, a outra grande freguesia da zona urbana, não se fica a rir (55,13). No total das 14 freguesias, metade teve um nível de abstenção superior a 50%... foi assim naquelas duas como o foi em Vila Verde, Bom Sucesso, Alhadas, Lavos, e Marinha das Ondas. A freguesia campeã da votação - onde a abstenção foi menor, a rondar os 35% - foi Ferreira-a-Nova
Será que alguém por lá ensina alguma coisa aos políticos da cidade?"


Nota de rodapé.
O voto de protesto, não está na votação dos partidos da oposição, mas está na abstenção e no elevado número de votos brancos – nulos, uma especificidade figueirense
Esse voto de protesto, a meu ver, não é só contra o a mediocridade dos políticos que se apresentam ao elitorado figueirense. 
É,  também, contra o sistema político-partidário.
Contudo, a meu ver, é mesmo um voto de protesto. 
Claríssimo.
E não adianta tentar esconder o sol com uma peneira e dizer que afinal a abstenção não subiu muito desde as eleições autárquicas anteriores a 2013, porque não só subiu, como subiu a partir de patamares que já se consideravam catastróficos. 
Quem ganhar na Figueira, independentemte de quem for, tem hoje muito menos legitimidade política e democrática.

Deixo uma suguestão.
Porque não marcaram as eleições para um mês depois?
No dia 1 de Novembro, ficava resolvido  o problema grave da abstenção. 
Vocês iam ver como seria grande a afluência às urnas! 

A foto que testemunha o momento da entrega da candidatura Cidadãos Pela Freguesia - Vila Verde


Hoje, pelas 11 horas, o Grupo de Cidadãos Eleitores - Freguesia de Vila Verde, entregou ao Senhor Juiz do Local Cível da Figueira da Foz, o seu processo de candidatura à Assembleia de Freguesia.
Esta candidatura, implica ter algumas ilusões, mas permite moderar a partidocracia diminuindo a hegemonia dos partidos sobre a representação política...

Listas (2)...

Sem malabarismos, os CIDADÃOS PELA FREGUESIA - Vila Verde, vão entregar o seu processo de candidatura pelas 11h no dia 4/8/2017.
Daqui a pouco, portanto...

As listas..

Imagem sacada daqui
Este, o próximo, é o fim de semana D para os malabaristas...
Até ao dia 7, segunda-feira, têm de estar entregues no Juízo Local Cível da Figueira da Foz, sito no Palácio da Justiça - Passeio Infante D. Henrique, as listas para quem quer concorrer às autárquicas de outubro próximo.
Vai ser um fim de semana complicado para os malabaristas. 
Nada a fazer. 
A não ser deixar o espectáculo - o circo - continuar. Até acabar no dia 1 de outubro... 
Tudo acaba...

Uma data incontornável para o Tennis e há que a festejar...

Imagem sacada ao Diário de Coimbra de 2 do corrente mês

É impressionante: vira o disco e toca o mesmo!..

A arte de bem convidar as pessoas a visitar a Figueira pelo "ti´taide"!..
Só visto e ouvido. Para tal clicar aqui
Os cromos, repetidos, são sempre os mesmos!..
Parte um: ver a partir dos 16m40s.
Parte dois: ver a partir dos 20m.
Depois digam que é azar!..
Azar tenho eu: por me ter calhado a mim, precisamente, ser eu!..
Vocês podem escolher...

Não é por generosidade, é por interesse...

Foto sacada daqui
Não sei se o senhor dr. João Albino Ataíde é da Figueira, de Fermentelos, de Coimbra, da Baixa da Banheira, do Cacém,  ou de Odivelas. 
Sei apenas que, até 1 de Outubro, irá dirigir-se à pátria figueirinhas como juiz. 
Porque ele sabe, que 93% da população figueirense não acredita nos políticos e os outros 7% são os políticos...
Vai ser fatal como o destino...

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

2013/2017: 4 anos de luta para eleger Carlos Monteiro!..

UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM DANTAS É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D'INDIGENTES, D'INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!

ABAIXO A GERAÇÃO!
BASTA PUM BASTA!
E FIQUE SABENDO O DANTAS QUE SE TODOS FÔSSEM COMO EU, HAVERIA TAES MUNIÇÕES DE MANGUITOS QUE LEVARIAM DOIS SÉCULOS A GASTAR.


Já me chamaram solitário. 
A mim, que adoro companhia!
Porventura, por ter um blogue maldito, que muitos pensam ser um expositor de solidão. 
Não esqueçam, porém, que a solidão pode ser fingida, ensaiada, simulada, negada... 
Contudo, um blogue maldito é mesmo uma solidão projectada para os outros. Sobretudo, é uma solidão publicitada
Reconhecida pelos outros, essa solidão como que se desintegra, sem, no entanto, se desintegrar de facto. 
Começa aqui a ilusão. 
E muitos caem nela. Como quem cai numa rede. 
Porque é reticular e não comunitária, a solidão expressa, via blogue maldito, e outras solidões, por vezes, encontram-se. 

Monteiro o grande laureado dos óscares das listas do PS...

Vamos ao enredo da fita mais importante actualmente em exibição na Figueira.
Uma fita cinematográfica, nunca é a realidade. É, ao limite, a realidade que o espectador vê. 
A maior parte dos filmes, porém, amputam essa realidade. 
O momento da criação está no facto de o autor ir além do que se vê e conseguir transmitir isso ao espectador. 
Aí sim, o filme foi conseguido e o seu autor ganhará um lugar de excepção. 
Será Carlos Monteiro, um autor capaz?
Daqui a 4 anos veremos...

Se a noite fosse de Óscares, o filme de Carlos Monteiro – "de professor de biologia a presidente da Câmara", era o mais premiado. 
O actual vereador consegue várias estatuetas, algumas ilustres  desconhecidas (caso do Miguel Pereira, em sexto, e Mafalda Azenha, em quarto). Alcança, ainda, outras bem conhecidas, como o caso de Luis Ribeiro que deixa Rui Duarte no mato sem cachorro e num magistral golpe de rins, aceita ir em Sétimo lugar na lista da AR
Outra “estatueta”, menos conhecida, é Raquel Ferreira, actual secretária coordenadora da secção da Figueira, ligada à sensibilidade de Iglésias, que aceitou um “desonroso” nono lugar na lista da Assembleia Municipal, se tivermos em conta o lugar de Mafalda Azenha (quarto lugar na lista da Câmara). 
É caso para dizer, que todos temos um preço, e neste caso, não é fixo nem certo,  poder-se-á dizer que é mais preço de saldo. 
Mário Paiva, uma “estatueta” repetida, tem o preço certo, e não é o Fernando Mendes, mas acertou em cheio na montra. Para além de ver a mulher (Mafalda) no quarto lugar, ainda é contemplado com o 12 lugar na lista da AM. Tudo a troco dos votos internos do PS, prometidos ao professor de biologia Monteiro. 
O resto da lista da AM, já previsível, é monteirista. 

O caminho parece estar aberto a Monteiro, para o filme da sua ambição - chegar a presidente do PS/Figueira e, principalmente, suceder ao edil Ataíde
Mas, até ao fim deste filme, muita fita vai correr no pano branco ou rosa.
Quatro anos é muito tempo...
Contudo, os filmes  começam sempre na hora certa. Principalmente, quando  chegamos atrasados...
Assim como posso elogiar um filme, sob o ponto de vista estético e não concordar  nem com a ética, nem com as ideias expressas, em nada me incomoda a apreciação dos méritos de uma boa publicidade...

A "mercearia" figueirense continua a crescer!..

Foto sacada daqui
No ano em curso, a Figueira da Foz assistiu à abertura de duas novas superfícies comerciais de média dimensão – um supermercado (Lidl) e uma loja de bricolagem (Aki), jardinagem e artigos para o lar, ambas próximas da várzea de Tavarede.
Em 2009, recorde-se, esta zona passou a parque verde "virtual" em 3 D!..
No outono do ano da graça de 2016, começou a desenhar-se o futuro retail park figueirense
Aos poucos,  as superfícies comerciais estão a ocupar o espaço.
Sublinhe-se: o último espaço que resta à Figueira para um verdadeiro parque verde.

Entretanto, avançam as obras de um novo supermercado, junto à piscina do Ginásio (Minipreço). Em Buarcos, em frente ao centro de saúde, decorrem trabalhos de terraplanagem para um espaço comercial com supermercado (do Grupo Sonae). Na Baixa da cidade, na rua da República, também progridem as obras para mais um supermercado (do Grupo Sonae). Em todos os casos, como se comprova, são espaços comerciais de conhecidos grupos nacionais e internacionais, tal como as restantes oito médias e grandes superfícies existentes na cidade. 

O comércio tradicional sente-se ameaçado.
Só o Pingo Doce tem três lojas na cidade. Por sua vez, o Lidl tem duas, o Jumbo uma, o Intermarché uma e o E.Leclerc uma. 
Perante a vaga de novas superfícies, têm-se levantado vozes contra, fazendo coro com os comerciantes locais. Os contestatários questionam a equação sobre os postos de trabalho gerados pelos recém-chegados e os que se perdem com o encerramento de espaços comerciais pré-existentes. 
Na opinião pública e publicada figueirense debate-se, também, o impacte urbanístico e ambiental que as novas superfícies produzem nas zonas onde se instalam. 
Por sua vez, a autarquia tem respondido que, ao licenciá-las, limita-se a cumprir a lei.

O investimento privado na nossa cidade é bem-vindo e necessário. Cria postos de trabalho, aumenta a oferta de produtos e a concorrência estimula a melhoria da prestação dos serviços”, defende hoje em dclarações publicadas pelo jornal AS Beiras,  Nuno Lopes, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) para o sector do comércio. “Enquanto defensora do comércio de proximidade, a ACIFF defende que estes investimentos deviam ser realizados na Baixa da cidade, contribuindo para o desenvolvimento do seu tecido empresarial e repovoamento das zonas históricas”.
No seu ponto de vista,  “a instalação de grandes superfícies na periferia origina a dispersão dos consumidores, não contribuindo para o aumento da habitabilidade dos centros urbanos, que, na nossa opinião, passa por uma aposta clara na revitalização do comércio e recuperação imobiliária”. 

Entretanto, ao que foi possível apurar pelo jornal AS BEIRAS, a Zara já não deverá instalar-se na Baixa, ao contrário do que foi avançado. 
Até agora, não houve contactos formais e, ao que tudo indica, aquela loja-âncora não vai mesmo ostentar o seu símbolo na cidade, pelo menos nos próximos tempos... 
Neste momento,  na Figueira, se há sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...
Não esquecer: dois dos portugueses mais ricos, são merceeiros...

Depois de dizer que não era candidata...

foto sacada daqui
... Fernanda Lorigo é recandidata pelo PS a Quiaios!..

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Olá mar! Olá as tuas ondas!..

foto sacada daqui

foto sacada daqui
Olá mar, companheiro de uma vida. 
Já te vi de todas as formas, mas não posso dizer que te conheço. 
Sabes que passo horas a observar-te, em especial as tuas ondas!
Mas, também as tuas cores, as aves que em ti habitam, os peixes que escondes, as plantas que fazes crescer, os animais que alimentas, a forma como te estendes no areal e até as tuas temperaturas. 
E gosto de coleccionar notícias de ti...

E se a lista do ti´taide for esta?..

Miguel Pereira, a novidade. Cristão novo no PS.
Funcionário da UGT. E missionário monteirista
.
1 -João Ataíde
2 -Carlos Monteiro
3 -Ana Carvalho
4 -Mafalda Azenha 
5 -Nuno Cid 
6 - Miguel Pereira 

Nota de rodapé.
Se assim acontecer - e tudo indica que sim -  nota-se, claramente, um reforço da linha monteirista, com a consequente perda de terreno do calculismo táctico político de João Portugal, Rui Duarte e Luís Ribeiro.
De notar, que João Paredes e José Iglésias não contaram nas autárquicas de 2017, pois demarcaram-se, há muito, deste processo eleitoral.
Pelos nomes acima, verifica-se que é, claramente, uma lista afecta a uma tendência do PS figueirense, logo nitidamente redutora e enfraquecida.
Vamos ver se dá para alcançar a maioria absoluta desejada pelo ti´ taide!..

No que se transformormou a Figueira nos últimos 40 anos!..

Como é que uma cidade, outrora conhecida como a Rainha das Praias de Portugal, chegou ao estado em que está?
Certamente não foi porque os autarcas que passaram pelo poder local eram comunistas... 
Pode ter sido, porém, em parte, porque o João Baião, o David Carreira, a Merche Romero, o Futre, o Saul Ricardo, o Emanuel, foram reis e rainhas do Carnaval, Rita Pereira foi miss biquini, em 2002, e rainha do carnaval, em 2011,  ou porque gastaram uma pipa de massa para trazer o "investidor" Figo para a Figueira, para ficar com o "Pecado", na Morraceira!.. 

Na Figueira, foram mudando os políticos, mas o Carnaval tem sido sempre o mesmo...
Pobre Figueira da Foz, uma das poucas terras que conheço, que pouco ou nada ganhou com a democracia. 
Nos últimos anos, então, foi tão mal governada que não conseguiu travar a decadência. 
Longe vão os tempos em que tínhamos aquele orgulho que vinha do final do século XIX.

Graças a alguns políticos mal conseguidos e a meia dúzia de famílias tão pobres, tão pobres, mas tão pobres e sem outros dotes além do dinheiro, o progresso económico acabou por morrer na Figueira da Foz.
A Figueira, hoje,  é uma cidade e um concelho cada vez mais pobre. 
Quem acompanhou  a nossa cidade nos últimos 40 anos, sabe que em 2017, com Sunset e Desportos na Praia há menos turismo, menos indústria, menos desenvolvimento e, até, menos menos cultura.
Mas mais desemprego.
Uma vergonha!

Obrigado PS e PSD. 
Obrigado a todos, em especial àquela meia dúzia de famílias,  que de uma forma ou de outra, participaram neste ciclo de empobrecimento da Figueira.
Obrigado a todas as pessoas que constituem as famílias reais desta desgraçada Figueira, que a vão continuar a desgraçar com o seu voto em 1 de outubro próximo.
Bem hajam.
Bem aventurados os pobres de tudo, incluindo de espírito, pois será nosso o Reino dos Céus!

PJ investiga alteração ao PDM de Cascais suspeita de beneficiar fundo imobiliário

O caso está a ser investigado por suspeitas de "instrumentalização" da Fundação Aga Khan

A princípio o projeto prometia: a construção de uma academia da Fundação Aga Khan ia servir de âncora a um projeto imobiliário na zona de Birre, em Cascais. Câmara, fundação e dono do terreno, o fundo imobiliário Lusofundo, até assinaram um memorando de entendimento. Isto foi em 2014. Pelo caminho, a Aga Khan desistiu da ideia, mas o proprietário do terreno não, avançando com a intenção de urbanizar. O caso está a ser investigado pela Unidade Nacional contra a Corrupção da Polícia Judiciária e pelo DIAP de Lisboa, por suspeitas de "instrumentalização" da Fundação Aga Khan para justificar uma alteração à qualificação do terreno no Plano Diretor Municipal de Cascais.

Há duas semanas, além de buscas à Câmara de Cascais, a Judiciária fez ainda buscas na Norfin, entidade gestora do fundo Lusofundo, e na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, segundo informações recolhidas pelo DN junto de várias fontes.

O foco dos investigadores está na alteração ao plano diretor municipal, em 2014, que transformou um conjunto de terrenos agrícolas urbanizável em área urbana. Porém, segundo o presidente da autarquia Carlos Carreiras disse ao DN, com uma "capacidade construtiva menor do que a que existia no anterior PDM, uma vez que o terreno está numa área classificada como "estratégica e de desenvolvimento"".

As suspeitas à volta de todo o projeto começaram logo em 2014, aquando da assinatura do memorando, que previa uma reclassificação da área, "permitindo utilizações diferentes das atualmente em vigor". "A operação urbanística visa a criação de lotes urbanos e/ou parcelas independentes, compostos por uma área de construção aproximada de 160 mil m2", referia ainda o documento.

Tais indicações levaram a que muitos movimentos cívicos de Cascais começassem a questionar a decisão por suspeitas de uma megaurbanização às portas da praia do Guincho, paredes-meias com o Parque Natural Sintra-Cascais. "Nestes terrenos, o índice de construção é de 0,35, abaixo de outras áreas do concelho e isto já demonstrámos em tribunal noutros processos", garantiu, por sua vez, Carlos Carreiras.

Certo é que, em novembro de 2015, já depois de o presidente da câmara ter anunciado a saída do compromisso da Fundação Aga Khan, a Norfin avançou na mesma com um pedido de licenciamento para os terrenos, como consta do Relatório e Contas da Lusofundo de 2015. No documento, refere-se que o "processo de negociação" entre o fundo e a fundação Aga Khan "foi concluído sem se ter obtido uma base de entendimento viável para as partes interessadas", acrescentando-se que a 3 de novembro "deu entrada nos serviços municipais o processo de licenciamento da operação de loteamento".

O assunto foi, ainda antes das buscas da Judiciária, discutido numa reunião de câmara, em junho deste ano, durante a discussão e aprovação de uma moradia nos terrenos em causa. Clemente Alves, vereador do PCP, afirmou, segundo a ata da reunião, que a construção desta moradia era apenas uma "cunha" que a Norfin procurava abrir, "para depois assegurar que a porta ficará aberta para o cometimento do atentado ambiental que se pretende levar a cabo no espaço, onde antes esteve prevista a academia Aga Khan". Uma posição secundada por Maria Teresa Gago, vereadora socialista na autarquia, recordando que "quando houve a proposta da Fundação que tinha às cavalitas uma urbanização a ser construída ali", o PS também entendeu que tal era "o abrir de porta para construções futuras naquela zona". A vereadora acrescentou que o PS nada tinha contra a instalação da academia, mas o projeto para a construção de uma moradia era "o reflexo" de que não há a academia, mas mantém-se a construção.

Em resposta, Carlos Carreiras rejeitou a acusação do "abrir a porta", declarando que quem "escancarou a porta" foi o PS quando, em 1997, aprovou o anterior plano diretor municipal. "Aí, sim, estavam previstas grandes intervenções para naquela zona", referiu.

Mas, por que motivo é que a Fundação Aga Khan desistiu do projeto? Questionada pelo DN, a fundação declarou que a "desistência ficou a dever-se ao facto de, a dada altura do processo, se ter apercebido de que uma parte das forças vivas locais não apoiava qualquer tipo de construção naquele local".

Em algum momento, a Fundação Aga Khan sentiu-se usada, instrumentalizada para dar cobertura a um projeto imobiliário? "Não. A Fundação defendeu sempre um processo negocial transparente e claro", foi a resposta obtida pelo DN.

As dúvidas sobre esta desistência mantêm-se, porém, tendo em conta declarações de Carlos Carreiras ao DN. Segundo o autarca, "a academia estava a negociar com outros municípios". Porém, continuou o presidente da Câmara de Cascais, "as intenções que manifestaram inicialmente tinham o nosso interesse". "As que que colocaram no final já não eram assim e não vou dizer mais, porque não quero ofender a rede Aga Khan", concluiu o autarca.