


As equipas de futebol da Cova/Gala e da Praia da Leirosa, por terem subido à Divisão de Honra Distrital, receberam ontem, segunda-feira, por unanimidade, um Voto de Louvor, da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Patético, patético, simplesmente patético, é que, em quase dezasseis anos de poleiro, o homem ainda não ter percebido o que é "poder"!...
O concelho da Figueira da Foz passou a ter oito vilas. A Buarcos, Quiaios, Maiorca e Alhadas juntaram-se, agora, Tavarede, S. Pedro, Lavos e Marinha das Ondas. Os autarcas figueirenses apanhados de surpresa pela notícia, ouvidos pelo jornal As Beiras, reagiram, no geral, com naturalidade.
“Penso que será o repor de uma situação que para mim era vigente. Embora não houvesse provas documentais que sustentassem que Tavarede continuava a ser vila, ou que tivesse deixado de o ser. De qualquer forma, é motivo de orgulho”.
“Acho que a elevação a vila é uma mais-valia. Foi aliás por isso que nós lutámos, ou seja, para conseguir a elevação e o reconhecimento”.
Sem emoção, a autarca de Lavos, não se mostrou empolgada com a notícia: “É um gesto simpático”. Lembrou que o brasão já tinha os quatro castelos atribuídos a uma vila, “mas não é isso que nós mais ambicionamos: o que pretendemos dos nossos deputados é que façam alguma coisa para travar a erosão costeira e acabar com o perigoso cruzamento do IC1 da Costa de Lavos, entre outras situações que afectam a freguesia”.
Carlos Simão, presidente da Junta de freguesia de S. Pedro constituiu a excepção: foi efusivo e impulsivo:
“É com felicidade e muito orgulho que constato que, depois de muitos anos de luta e trabalho intensivo, fomos compensados”. E, mais do que embalado, verdadeiramente empolgado, Carlos Simão não se conteve e desferiu um forte ataque ao “único eleito do concelho que se absteve na votação” sobre a elevação de S. Pedro a vila. Referia-se a um elemento da assembleia de freguesia: “condeno esse habitante, que não é digno de habitar aqui!”
Princípios gerais Artigo 12.o (Princípio da universalidade)
1. Todos os cidadãos gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição.
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”
O caso de S. Pedro é menos gritante, uma vez que a freguesia se concentra praticamente no mesmo lugar. Para Carlos Simão, “a freguesia é que foi elevada a vila”. Já Isabel Oliveira reconhece que “nenhuma das localidades que constituem a freguesia de Lavos reúne os requisitos legais para ser vila”. E agora? “Agora, quem fez a proposta que descalce a bota, pois não serei eu a resolver um problema que não criei”, responde a autarca. “As pessoas adoram complicar o que é simples: aquilo que a Assembleia da República aprovou ontem foi uma lei!”, reagiu o deputado Miguel Almeida. Admitiu, a seguir, porém: “o que está em causa é uma questão técnica que eu neste momento não sei responder”. E João Portugal “chutou” para canto: “não comento propostas que não são minhas”. Apesar das tentativas, efectuadas até ao fecho desta edição, não foi possível obter declarações do presidente da Câmara da Figueira, Duarte Silva.”
1. Não é necessário grande análise, para, de imediato, constatar o estado de subdesenvolvimento da minha Terra. Só um homem de outros tempos, vê no presidente da Câmara, o seu senhor, nos comunistas o diabo, e nas tecnologias, os instrumentos do inferno.
5. O problema de fundo é outro: é que muitos outros cidadãos desta pequena Terra, lutem por uma terra mais digna, mais desenvolvida, mais capaz de garantir habitabilidade e emprego aos seus filhos, coisa que até ao presente, não foi conseguida. Por isso mesmo, o caciquismo serôdio, e as reminiscências, têm os dias contados.
Bruno Fonseca, treinador da Académica:******************************************************************************************

Diário as Beiras, hoje:
| “A junta passou do caos para a organização” | |||
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Em época pré-eleitoral, cada um faz a propaganda que quer. O importante é encher o olho da clientela. Para que não consiga ver absolutamente nada. Em tempo de festa, um bom fogo de artifício fica sempre bem.
* Propaganda - é um modo específico de se apresentar uma informação, com o objectivo de servir uma agenda.

Como gente, temos memória curta, curtíssima, diria eu. Não foi há muito tempo. Foi apenas há um ano.
Quem quiser compreender este Portugal, é ler esta notícia do jornal Sol, de há um ano atrás. Está lá TUDO, pessoas, factos, TUDO. A falta de valores, a demagogia, a propaganda, o BLOCO CENTRAL que nos arruinou e continua a arruinar, o jornalismo cor de rosa, os interesses, os negócios. TUDO.
A (então) reserva moral do PSD, Dias Loureiro, o do BPN (eu não disse, da “roubalheira”, quem o disse foi Vital, há uns dias...), e as suas emoções, com as qualidades de José Sócrates - o menino de ouro. Leiam. Isto é Portugal no seu melhor, o tal dos políticos modernos, porque profissionais, que só se focalizam nos resultados.
Como disse o senhor Loureiro, há um ano atrás: “há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos.” E ainda bem, digo eu. Podemos escolher os políticos e é a desgraça que sabemos!.. Loureiro, por exemplo, não se governou com ideologias!..
Ah, mas felizmente podemos escolher os Amigos...
Vital Moreira, no Causa Nossa:
"A viagem já estava marcada há muito. Mas nada como os Açores para retemperar forças."