
Ainda não foi desta! ...
Mais uma vez, cumpriu-se a tradição.
A selecção francesa é que vai à final do Alemanha 2006.
Portugal, mais uma vez, morreu na praia
Como é habitual, com uma grande penalidade de Zinedine Zidane.
Resta-nos a possibilidade de alcançar o terceiro lugar, frente aos anfitriões, em Estugarda, e igualar o feito de 1966.
Não conseguimos inverter a história
Há quarenta foram os Magriços.
Agora foi a selecção de Scolari.
Em 66, vi os jogos a preto e branco, na Marítimo da Gala, que funcionava no local onde agora está uma oficina de automóveis, ao lado do Olímpio Cabeleireiros.
Há 40 anos, lembro-me da saída de campo, após a partida de aceso à final perdida para a Inglaterra, com Eusébio lavado em lágrimas.
Foi um choque, na verdura dos meus 12 anos, a injustiça que senti com essa derrota.
Agora, contra a França, vi o jogo a cores e em ecrã de razoáveis dimensões.
Mais uma vez, perdemos a possibilidade de ir à final de um Mundial.
O travo amargo da injustiça ficou no ar! ... Mas a injustiça, agora, foi digerida.
Dos Magriços à selecção de Scolari houve um fio condutor comum: a sensibilidade dos jogadores portugueses.
Em 1966, Eusébio saiu desolado e a chorar.
Em 2006, Cristiano Ronaldo saiu desolado e a chorar.
Como é habitual, vamos recordar o árbitro deste Portugal-França.
A arbitragem faz o que tem de ser feito: cumpre as instruções da FIFA.
O sonho ficou adiado.
Foi por pouco! No sábado, há que trabalhar para o bronze


































