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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Exclusivo OUTRA MARGEM: início da construção de nova ETAR em S. Pedro está para breve

Era um dos segredos mais bem guardados na Figueira.
Porém, a Agência Caralhete News conseguiu o furo em rigoroso exclusivo.

O problema já dura, pelo menos, desde 2006, mas vai ficar resolvido em breve... 
Quem é frequentador das melhores praias do concelho da Figueira da Foz e passa nas imediações da ETAR de S. Pedro, na chamada "estação alta"  vai deixar de sentir o perfume no ar!.. 
Em pleno mês de Agosto, era uma atracção turística este autêntico cartão de visitas... Muitos veraneantes, só para sentirem esta sensação terceiro mundista numa urbe cosmopolita como a Figueira, não dispensavam snifar esta preciosidade honorífica, cujo odor só podia ser usufruído no trajecto entre a rotunda à entrada Gala e a Morraceira. 
Contudo, esta mais valia, que dura há muitos anos, tem os dias contados. A construção de uma nova e moderna Estação de Tratamento de Águas Residuais de São Pedro está prevista para breve. 
Recorde-se que a resolução foi prometida em 2018, pela maioria absoluta do PS. Na altura, o presidente João Ataíde avançou que a Câmara da Figueira da Foz iria construir um novo equipamento na zona industrial, para tratar os efluentes industriais. 
Registe-se que a ETAR da freguesia da outra margem da cidade, que trata os efluentes da zona industrial, hospital, porto de pesca, unidades de conserva de peixe e esgotos domésticos, tem a capacidade máxima de tratamento de efluentes esgotada. 
Quem passar nas imediações da ETAR de S. Pedro no decorrer da próxima época balnear ainda não vai notar a diferença. Sabe-se, porém, que a nova Estação de Tratamento e Águas Residuais estará terminada em Junho de 2028. O projecto está avaliado em mais de 30 milhões de euros, sendo  27,29 milhões de fundos comunitários. O restante valor será suportado pela concessionária pelo abastecimento de água e tratamento de esgotos no nosso concelho e pela Câmara Municipal. 
Fica assim sem efeito o projecto do by pass dos afluentes de S. Pedro para a Etar de Vila Verde, pois isso implicaria a necessidade de um investimento avultado para o concretizar. 
A ideia de utopia está sempre presente em nós e funciona como uma válvula de escape. E assim, de uma penada, vão dois by passes à vida na Aldeia: o by pass do Cabedelo e o by pass da merda da ETAR DE S. PEDRO... 
Na imagem, o novo e modelar equipamento que a Câmara da Figueira da Foz vai construir na zona industrial, para tratar e resolver de vez o problema dos esgotos do sul do concelho, pois vai servir também para tratar os efluentes industriais da Soporcel e da Celbi.

segunda-feira, 2 de março de 2026

A14: na quarta-feira, dia 4, há uma reunião para avaliar previsão de reabertura

 Informação via Município da Figueira da Foz

"O Município da Figueira da Foz informa que se encontra em permanente contacto com a administração da Brisa e com os serviços técnicos, através do presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, e do vereador Manuel Domingues.

A concessionária mantém-se no terreno, a desenvolver trabalhos no nó de acesso a Maiorca e na zona que esteve alagada.Tem efetuado a monitorização da zona, juntamente com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e a Geovia (consultora de Geotecnia).
A faixa de rodagem já está sem água e encontra-se limpa de sobrantes, contudo as passagens hidráulicas ainda se encontram submersas, prevendo-se um prazo 15 dias para que o nível de água permita inspeções rigorosas.
No próxima quarta feira, 4 de março, a concessionária e as suas equipas técnicas reunirão com os responsáveis municipais, para uma visita ao local e definição de ações futuras para a reabertura da via, o mais breve possível."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Visita de deputados do PS ao Porto da Figueira da Foz mereceu críticas dos utilizadores do porto

Segundo se pode ler na edição de hoje do Diário as Beiras, «o vice-presidente da Comunidade Portuária da Figueira da Foz, Paulo Mariano, afirmou que a visita dos três deputados do PS foi “uma vergonha”, porque regressaram a Lisboa “sem terem ouvido a realidade por quem conhece os problemas do porto”
Pedro Delgado Alves frisou, no entanto, que a visita realizada ontem foi para uma “reunião direta” só com a Administração do Porto da Figueira da Foz, garantindo que os deputados socialistas regressarão em breve à cidade da foz do Rio Mondego para se reunirem com interlocutores que utilizam a infraestrutura portuária.»


sábado, 21 de fevereiro de 2026

À atenção dos portugueses

Via jornal Público
- Os números importam na imigração

"O Governo já teve atitudes em que ajudou à estigmatização das comunidades imigrantes, mas a decisão que agora adoptou de passar a tornar público е de forma transparente, todos os meses, os montantes tanto de descontos dos imigrantes para a Segurança Social como dos apoios que recebem é positiva e vai no bom sentido. O país passa assim a saber, por exemplo, que as contribuições dos imigrantes para a Segurança Social aumentaram 8,5 vezes em 11anos. E que os apoios que recebem não cresceram na mesma proporção. Aliás, a diferença entre o que os estrangeiros contribuíram e as prestações que receberam passou de 354 milhões de euros em 2015 para 3335 milhões de euros no ano passado, ou seja, uma subida de mais de nove vezes. Estes são factos que contrariam a narrativa do Chega, que repete à exaustão a ideia de que os imigrantes vêm para Portugal para viverem de apoios do Estado. O PÚBLICO tem acompanhado com regularidade a evolução dessa relação da comunidade imigrante com a Segurança Social, mas a publicação no site do ministério de todos esses números pode ajudar a que todos os cidadãos falem de forma mais informada sobre o tema. Esta decisão do Ministério do Trabalho, tutelado por Maria do Rosário Palma Ramalho, contrasta com a forma como a ministra da Saúde, por exemplo, se referiu no passado aos imigrantes que acediam ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). No ano passado, no Parlamento, Ana Paula Martins queixou-se de que a esmagadora maioria dos estrangeiros recorria ao SNS através dos serviços de urgências dos hospitais, que não pode recusar assistência a quem precise de receber cuidados urgentes. E que cerca de 40% desses cidadãos estrangeiros não tinham nem protocolos de cooperação nem seguros, o que tornava inviável qualquer cobrança dos tratamentos. A ministra referia-se a um relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, mas o próprio inspector-geral, Carlos Carapeto, veio defender que esse relatório não permitia dizer se há abuso ou fraude porque faltavam dados para aferir com rigor quem eram esses não residentes. Numa altura em que se volta a discutir a importância da comunidade imigrante, dada a escassez de mão-de-obra para a reconstrução da zona centro varrida pela tempestade Kristin, a transparência promovida pelo Ministério do Trabalho é oportuna. Esperemos que, em breve, também o Instituto do Emprego e Formação Profissional preste contas sobre os seus esforços para angariar novos trabalhadores não-residentes e se perceba se as regras da chamada "via verde" -que ainda só trouxe para Portugal cerca de mil pessoas – ainda fazem sentido."

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira está assim...

Serviço público: por ser verdade e para que conste, "ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante, uma esplanada e um café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis".

Não sei porquê, mas quase sempre que vou ao Cabedelo, sou abordado sobre o estado de degradação do mamarracho com mau aspecto, que é agora o  edifício que serviu de sede administrativa ao antigo parque de campismo que existiu no Cabedelo.
Lá tenho que recorrer ao que foi publicado pelo Diário as Beiras, na edição de 19 de Maio de 2023.
"Os concessionários que aguardavam luz verde para instalarem os seus equipamentos na zona requalificada do Cabedelo já podem levantar as licenças de construção, uma vez que a passagem dos terrenos e de três edifícios, da administração portuária para o Município da Figueira da Foz, já foi formalizada. 
São quatro os espaços concessionados: um destinado a restauração e os outros a escolas de surf. 
Àqueles quatro, em breve poderão juntar-se outros três. 
«Possivelmente, vamos avançar com a concessão dos balneários do antigo parque de campismo, que também deverão ser utilizados para apoios de praia [restauração], negócios relacionados com a actividade do surf ou outros» - disse na altura o vereador Manuel Domingues. 
Ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante e café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis. 
Este imóvel instalado na nova praça do Cabedelo é o mais cobiçado.  
O edifício-sede do antigo parque de campismo integra o estudo de viabilidade económica para a concessão da futura marina do Cabedelo, daí ter sido excluído do pacote de transferência de património da administração portuária para o município."

Recorde-se, que o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, que eu conheço como as palmas das minhas mãos, que condicionou todo o projecto de requalificação do Cabedelo, que deu, por responsabilidade da gestão socialista então à frente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, naquilo que já todos sabem, que se encontra em estado de degradação em marcha acelerada, tem tudo para tonar-se numa BELA e TURÍSTICA ruína, a acompanhar, num futuro não muito longínquo, a ruína geral que vai ser o resultado do plano de requlificação  do Cabedelo levado a cabo pelo município da Figueira da Foz entre 2017 e 2022.
Naqule edifício, em tempos não muito recuados, existiu, na minha opinião, a mais bela e aprazível esplanada debruçada sobre o mar do concelho da Figueira da Foz.
Neste momento, depois da passagem da Kristin, o edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira da Foz, ficou assim:

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Uma notícia que interessa à Figueira

«Pestana "não está interessado em vender" Pousadas. Até admite comprar».

Para ler melhor clicar nas imagens


Começou-se a falar da assunto em 23 de Maio de 2025. Segundo o Diário as Beiras, «o município da Figueira da Foz iria concessionar o complexo municipal da Piscina-Praia à Enatur – Empresa Nacional de Turismo.

No final da sessão de Câmara desse dia, Pedro Santana Lopes disse aos jornalistas que a Câmara iria assinar em breve o protocolo de concessão depois de ter recebido luz verde dos serviços jurídicos municipais. Segundo Santana Lopes, o promotor vai reabilitar o imóvel e construir uma nova estalagem naquele espaço, situado na avenida marginal da cidade da Figueira da Foz, investindo inicialmente seis milhões de euros. O acordo entre a autarquia e a Enatur deverá vigorar por um período de 40 anos e será por adjudicação direta por estar “salvaguardado o interesse público”, já que empresa adjudicatária tem capital maioritariamente público.»

A proposta para a celebração do acordo de cedência de utilização e exploração do complexo piscina-mar estava na ordem de trabalhos da reunião de Câmara da Figueira da Foz que se realizou no dia 6 de Junho de 2025 e foi votada favoravelmente por unanimidade. 

O município irá conceder a exploração do equipamento, por 40 anos, à Empresa Nacional de Turismo (Enatur), cujo presidente do conselho de administração é Paulo Pereira Coelho, antigo vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, ex-secretário de Estado e ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que anunciou fazer um investimento inicial de seis milhões de euros.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

O tempo que passou e que parece esquecido

Os militares de Abril ofereceram-nos a Liberdade. Todavia, construir uma Democracia é muito mais do que Liberdade. Numa Democracia, os governantes são eleitos através de eleições justas e competitivas. Não há Democracia sem liberdades civis e direitos humanos.

A Democracia contrasta com formas de governo em que o poder não é investido na população geral, como acontece em sistemas autoritários.
Para ilustrar algo de que muitos ainda se recordam, publico uma breve passagem da edição municipal “O Dia de Todos os Sonhos do Mundo”, da autoria de António Agostinho, uma reflexão sobre a Revolução dos Cravos, a partir da experiência de vida do Autor, antes e depois de 1974, e insere-se nas comemorações dos 50 anos daquele “dia inicial inteiro e limpo”: A EXPLORAÇÃO DOS PESCADORES NO ESTADO NOVO.


Os armadores, com a protecção e a cumplicidade dos mandantes do regime corporativo, que beneficiavam e dominavam o comércio das pescas nacionais - alguns deles também eram proprietários de alguns desses navios - permitiam que as condições de vida a bordo dos navios de pesca, antes do 25 de Abril de 1974, fossem tão desiguais entre a tripulação, que é muito difícil ao cidadão comum aceitar, nos dias de hoje, esta diferenciação tão absurda e desumana. Enquanto que ao Comandante e restantes oficiais (incluindo especialidades ligadas às máquinas) as refeições diárias eram compostas por sopa, prato de peixe, prato de carne e fruta, aos pescadores era servido ao almoço e jantar apenas sopa e um único prato (geralmente peixe) tendo direito numa das refeições a um prato de carne apenas às quintas-feiras e domingos, composto por chispe com feijão ou carne salgada conservada em barricas de madeira. Aos camarotes dos primeiros (que exibiam alguma comodidade apesar da exiguidade do espaço) eram fornecidos pela Companhia Armadora os colchões, enquanto que aos pescadores era-lhes exigido que os trouxessem de casa, se quisessem ter comodidade mínima no fundo dos porões onde dormiam amontoados, convivendo de braço dado com a insalubridade. A remuneração era constituída por um salário mísero, que não era proporcional à extrema dureza do trabalho que efectuavam.
E, tudo isto, permitido e incentivado pelo regime do Estado Novo. Muitos, onde se inclui o Almirante Henrique Tenreiro, enriqueceram com a epopeia das pescas. Vivendo sempre à sombra dos privilégios que o regime lhes concedia, procuravam ostentar uma pose de beneméritos, quando no fundo se aproveitaram da extrema pobreza e das necessidades dos mais carenciados para fazerem deles os “eternamente agradecidos”, enquanto eles se auto intitulavam os “historicamente benfeitores”.


Sempre foi assim. E, em certos aspectos, continua assim. Continua a haver mandantes no Portugal Europeu e Democrático, pós 25 de Abril.
Para os que acreditam no que por aí se publica nos jornais, fica este texto de Miguel Szymanski.
"Fui dispensado de vários jornais por me recusar a fazer fretes. Na revista Sábado o director, na altura, hoje já reformado do jornalismo, veio ter comigo e disse "lamento mas és persona non grata junto da administração". O empresário André Jordan tinha-se queixado de uma entrevista que lhe fiz e que nunca foi publicada. No grupo do Diário Económico foi Ricardo Espírito Santo Salgado quem se queixou que eu o retratara "como se fosse um gatuno" e ameaçou retirar publicidade do grupo. "Não te posso dar mais trabalhos para escrever, lamento, ordens superiores", disse-me o director do jornal. Na revista GQ (onde publicava crónicas) as queixas vieram numa carta de Jardim Gonçalves. No último artigo que escrevi para o Expresso (o contrato como colaborador nunca foi rescindido) critiquei Sócrates quando ainda era primeiro-ministro. Recusei pedidos de artigos para a revista Up da TAP (sobre a EDP) porque eram fretes. A minha mulher foi despedida da Cofina por se recusar a escrever 'publi-reportagens', textos publicitários mascarados de jornalismo. A directora da revista exigia-o, ela insistiu em recusar-se e o director de recursos humanos, genro do patrão da Cofina, disse-lhe "o salário ao fim do mês também não vem com código deontológico". Despediram-na. Por causa disso a minha mulher e eu tivemos de sair de Portugal e de ir trabalhar para a Alemanha. Fomos de carro, ambos desempregados, com meia dúzia de malas na bagageira e duas crianças no banco de trás. Não foi fácil. Ser jornalista não é fácil."


Na foto, Maria Emília Archer Eyrolles Baltasar Moreira, conhecida como Maria Archer (Lisboa, 4 de Janeiro de 1899 - Lisboa, 23 de Janeiro de 1982). Foi uma escritora portuguesa e uma Mulher mais do nosso tempo do que do seu tempo. Durante a vida, Maria Archer foi uma inconformista, consciente das discriminações e das injustiças, em geral, e, em particular, das que condicionavam o sexo feminino, numa sociedade retrógrada e, como se diria em linguagem actual, "fundamentalista", em que o regime impôs a regressão às doutrinas e práticas de um patriarcalismo ancestral.

A escrita, servida pelos dons de inteligência, de observação e de expressividade foi para Maria Archer uma arma de combate político. Como disse Artur Portela, "a sua pena parece por vezes uma metralhadora de fogo rasante".
Maria Archer, grande escritora, foi homenageada no dia 22 de Agosto de 2015, na Cova-Gala. Em em 1938 na sua novela "Entre Duas Viagens" escrevia assim sobre nós.
"No primeiro domingo de Janeiro faz-se na Cova a romaria anual a São Pedro, padroeiro dos pescadores. No extremo da povoação, num ermo desabrigado, ergue-se a pequena e humilde capela do santo. Em redor alongam-se as dunas cobertas de juncos, enquadradas pelo pinhal e pelo mar. S. Pedro, se viesse dos areais da Judéia, com as suas rústicas sandálias de caminheiro pobre, as suas barbas austeras, a face tostada pelo ar salgado, sentir-se-ia à vontade entre a gente da Cova e no seu agreste cenário de deserto ribeirinho".
Foi um combate em que a sua vida e a sua arte se fundem - norteadas por um ostensivo propósito de valorização dos valores femininos, de libertação da mulher e, com ela, da sociedade como um todo.
Ela é já uma Mulher livre num país ainda sem liberdade - coragem que lhe custou o preço de um longo exílio ...
Maria Archer é uma grande escritora E pode ser lida apenas como tal. Mas permite também diversas outras leituras.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Rotunda Joaquim Namorado: a inauguração do topónimo é realizada hoje, pelas 18H00

"O Município da Figueira da Foz atribuiu o nome de Joaquim Namorado à rotunda junto ao Centro de Saúde de Buarcos, na avenida Mário Soares. A inauguração do topónimo é realizada hoje, pelas 18H00, cerimónia que conta com o presidente da câmara, Santana Lopes e familiares do homenageado."

Imagem via Diário as Beiras


Joaquim Namorado viveu entre 1914 e 1986. Nasceu em Alter do Chão, Alentejo, em 30 de Junho. Alter do Chão, Coimbra e a Figueira da Foz, foram as terras por onde repartiu a sua vida.
Joaquim Namorado, em vida teve uma Homenagem (para ele) especial. Tal aconteceu nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983. Por iniciativa do jornal barca nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem, que constituiu um acontecimento nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da cultura e da democracia portuguesa. O vídeo acima, contém a gravação do discurso que Joaquim Namorado fez na oportunidade – já lá vão mais de 42 anos. 
Há pessoas que nos estimulam. São as pessoas que nunca se renderam ao percurso da manada. Joaquim Namorado foi desses raros Homens e Mulheres que conheci. Considerava-se um figueirense de coração e de acção – chegou a ser membro da Assembleia Municipal, eleito pela APU. Teve uma modesta residência na vertente sul da Serra da Boa Viagem. Essa casa, aliás, serviu de local para reuniões preparatórias da fundação do jornal barca nova
Joaquim Namorado, foi um Cidadão que teve uma vida integra, de sacrifício e de luta, sempre dedicada à total defesa dos interesses do Povo. 
Como já ficou escrito antes, nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por iniciativa do jornal barca nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem. Na altura, lembro-me como se fosse hoje, nos bastidores do Casino Peninsular, escutei-o com deslumbramento. Ao reviver o seu discurso, o que consegui a partir de uma gravação que obtive por um feliz acaso do destino, fiquei com a certeza de que era necessário trazê-lo até aqui (fica o meu agradecimento ao Pedro Agostinho Cruz), pois o que escutei fala mais de quem foi e continua a ser Joaquim Namorado, no panorama cultural português, do que tudo o que alguém, por mais talentoso que seja, conseguiria alguma vez transmitir sobre uma personalidade tão especial e genuína. Neste documento, para mim com uma carga emocional enorme, está o Joaquim Namorado com quem convivi nas mesas do velho café Nau e na redacção do barca nova, que permanece vivo na minha memória. Ainda por cima, ouve-se também, ainda que de forma breve, a voz do Zé Martins. 
Na sequência dessa homenagem, a Câmara Municipal da Figueira, durante anos, teve um prémio literário, que alcançou grande prestígio a nível nacional. Santana Lopes, quando passou pela Figueira, como Presidente de Câmara, decidiu acabar com o “Prémio do Conto Joaquim Namorado”
Joaquim Namorado licenciou-se em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra, dedicando-se ao ensino. Exerceu durante dezenas de anos o professorado no ensino particular, já que o ensino oficial, durante o fascismo, lhe esteve vedado. Depois do 25 de Abril, ingressou no quadro de professores da secção de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Notabilizou-se como poeta neo-realista, tendo colaborado nas revistas Seara Nova, Sol Nascente, Vértice, etc. Obras poéticas: Aviso à Navegação (1941), Incomodidade (1945), A Poesia Necessária (1966). Ensaio: Uma Poética da Cultura (1994).) Dizem que foi o Joaquim Namorado quem, para iludir a PIDE e a Censura, camuflou de “neo-realismo” o tão falado “realismo socialista” apregoado pelo Jdanov... 
Entre muitas outras actividades relevantes, foi redactor e director da Revista de cultura e arte Vértice, onde ficou célebre o episódio da publicação de pensamentos do Karl Marx, mas assinados com o pseudónimo Carlos Marques. Um dia, apareceu na redacção um agente da PIDE a intimidar: “ó Senhor Doutor Joaquim Namorado, avise o Carlos Marques para ter cuidadinho, que nós já estamos de olho nele”... 

Aquilo que se passou - o passado realmente acontecido - é o que resta na nossa memória. Joaquim Namorado sempre continuou presente na minha memória. E é uma memória de que tenho orgulho. 
Doutor (foi assim que sempre o tratei) - também sou um Homem coberto de dívidas. Consigo e com o Zé, aprendi mais do que na escola: ensinamentos esses que deram sentido à minha vida, onde cabem a honra, a honestidade, a coragem, a justiça, o amor, a ternura, a fidelidade, o humor! Mas, para Companheiros do barca nova nada há agradecer... “É assim que as coisas se têm de continuar a fazer, pois a sarna reaccionária continua a andar por aí...” A luta por uma outra maré continua!.. 
Até sempre e parabéns pela inauguração da rotunda, meu caro Doutor Joaquim Namorado. 

Há pessoas que nos estimulam. São as pessoas  que nunca se renderam ao percurso da manada. Joaquim Namorado foi desses raros Homens e Mulheres que conheci.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Mais um episódio da série actualmente em exbição na Figueira, "Santana, a caminho da maioria absoluta"

 Via Diário as Beiras:

«O presidente da Junta de Maiorca, Rui Ferreira, recandidata-se pela coligação da recandidatura independente de Santana Lopes, adiantou o autarca maiorquense ao DIÁRIO AS BEIRAS, acrescentando que se desfiliará em breve do PS. Rui Ferreira afirmou que decidiu mudar de força política por causa do “relacionamento nulo com a Concelhia do PS” e porque “grande parte das pessoas da secção de Maiorca do PS não teriam interesse que fosse o candidato do partido”.»

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Parque das Gaiovtas tem 634 lugares de estacionamento concessionados, aos quais se acrescentam os 68 em terra batida grátis

Via Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)
Equipamentos de diversões: "
a mudança dos esquipamentos de diversões, do Parque das Gaivotas para a zona do parque de skate de Buarcos, que também inclui as respetivas viaturas pesadas estacionadas, libertará mais lugares de estacionamento, contribuindo para o total de duas centenas".
Roda gigante: "permanecerá no Parque das Gaivotas até ao fim da concessão do espaço, que terminam no final deste ano, devido aos elevados custos que a desmontagem, transporte e montagem acarretam. Manuel Domingues afiançou que a deslocalização da estrutura para Buarcos custaria cerca de 100 mil euros. Assim sendo, os equipamentos de diversões já não estarão no Parque das Gaivotas nas tradicionais Festas de S. João."
Piso em terra batida:"Para compensar a eliminação de estacionamento na avenida 25 de Abril - na sequência das obras de requalificação, tendo por finalidade proporcionar mais espaço aos peões e aos ciclistas e reduzir a velocidade -, o Município da Figueira da Foz criou um número superior de novos lugares no Parque das Gaivotas, com piso permeável. Os novos lugares de estacionamento na zona de terra batida são gratuitos, garantiu o vereador Manuel Domingues ao DIÁRIO AS BEIRAS. A área pré-existente, recorde-se, está concessionada a um operador privado, que cobra estacionamento durante a época balnear."
Autocaravanas:  "Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, o município da Figueira da Foz deverá criar uma zona dedicada a este tipo de viaturas na freguesia de São Pedro, na margem sul da foz do Rio Mondego, libertando a zona atualmente ocupada no principal parque de estacionamento da cidade."
Abrigo no cais: "O Município da Figueira da Foz vai instalar um abrigo no passeio marítimo da cidade, junto ao cais da embarcação elétrica municipal de transporte de passageiros entre as duas margens. Abordado pelo DIÁRIO AS BEIRAS sobre o assunto, o vereador Manuel Domingues adiantou que a estrutura, “tipo paragem de autocarro”, será instalada em breve."

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Figueira da Foz concessiona Piscina-Praia à Enatur que vai investir seis milhões de euros

"O acordo entre a autarquia e a Enatur deverá vigorar por um período de 40 anos"

Via Diário as Beiras

"O município da Figueira da Foz vai concessionar o complexo municipal da Piscina-Praia à Enatur – Empresa Nacional de Turismo, que vai investir inicialmente seis milhões de euros, revelou hoje o presidente da Câmara.

No final da sessão de Câmara de hoje à tarde, Pedro Santana Lopes disse aos jornalistas que a Câmara vai assinar em breve o protocolo de concessão depois de ter recebido luz verde dos serviços jurídicos municipais.

Segundo Santana Lopes, o promotor vai reabilitar o imóvel e construir uma nova estalagem naquele espaço, situado na avenida marginal da cidade da Figueira da Foz, investindo inicialmente seis milhões de euros.

O acordo entre a autarquia e a Enatur deverá vigorar por um período de 40 anos e será por adjudicação direta por estar “salvaguardado o interesse público”, já que empresa adjudicatária tem capital maioritariamente público.

O complexo, situado na marginal fronteira à praia, é um dos conjuntos arquitetónicos emblemáticos da Figueira da Foz, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Anteriormente designada por Piscina-Praia (e conhecida localmente como Piscina do Grande Hotel, embora nunca tenha feito parte deste, atualmente hotel Mercure), foi projetada na década de 1950 pelo arquiteto Isaías Cardoso.

Depois de vários anos encerrada, reabriu na época balnear de 2024 pela mão do município figueirense, que reabilitou o complexo por administração direta, depois de em 2023 ter optado pela revogação do contrato da concessão que existia para a execução de um projeto hoteleiro, que nunca avançou.

Nesta época balnear, a reabertura da Piscina-Praia está prevista para o dia 02 de julho.

Na sessão de hoje, a Câmara aprovou ainda a alienação de cinco prédios urbanos na cidade, em hasta pública, pelo valor base total de 350 mil euros.

Estes terrenos municipais eram inicialmente para entrar no negócio de aquisição do terreno para a construção do futuro pavilhão multiusos da Figueira da Foz, mas o proprietário não aceitou.

O terreno para o futuro pavilhão situa-se junto ao miradouro de Salmanha, na freguesia de Vila Verde, com vistas para a cidade e o rio Mondego, e representou um investimento de 555 mil euros.

“É conveniente e vantajoso a venda destes prédios à luz de uma boa gestão, já que a despesa de capital deve ser financiada com receita de capital e não receita corrente para manter o equilíbrio financeiro”, sustentou Santana Lopes.

Dois dos três vereadores do PS presentes na sessão (faltou um) votaram contra a alienação por considerarem que a Câmara podia esperar algum tempo para aferir se existam mais financiamentos para construir habitação pública."

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Dois dias depois a justificação que se esperava: Vitor Rodrigues renunciou "por motivos pessoais"...


 COMUNICADO

"Por razões de ordem pessoal, que devem ser respeitadas por todos, Vitor Rodrigues comunicou ao Partido Socialista a sua renúncia à candidatura à Câmara Municipal da Figueira da Foz.
O PS agradece a Vitor Rodrigues a disponibilidade e o empenho revelados nesta candidatura, lamentando que a mesma não se possa concretizar por razões inteiramente respeitáveis. O PS sabe que pode continuar a contar com Vítor Rodrigues na construção de um futuro melhor para a Figueira da Foz, conforme o próprio nos informou.
Esta situação não demove o Partido Socialista de apresentar uma candidatura forte, mobilizadora e credível, ao serviço da Figueira da Foz e de todas e todos os figueirenses.
Em breve, os órgãos próprios do PS da Figueira da Foz irão reunir e serão anunciados os candidatos do PS para as Eleições Autárquicas do próximo mês de setembro, capazes de protagonizar uma séria e efetiva alternativa à atual gestão municipal. Porque a Figueira merece mais!
O Secretariado da Concelhia do Partido Socialista da Figueira da Foz, 2 Maio 2025."

terça-feira, 29 de abril de 2025

Empresa Nacional de Turismo (presidida por Paulo Pereira Coelho, antigo vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz) com interesse na piscina-mar

"A Empresa Nacional de Turismo (ENATUR) propôs ao Município da Figueira da Foz a exploração da estalagem da piscina-mar, que poderá incluir o complexo turístico municipal completo, através da atribuição do direito de superfície.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que, se a ENATUR vier a explorar o complexo turístico, será garantido o usufruto público da piscina. A proposta será debatida em breve na reunião de câmara.
O presidente do conselho de administração da ENATUR é Paulo Pereira Coelho, antigo vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, ex-secretário de Estado e ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
“É uma excelente hipótese, que tem de ser confirmada em reunião de câmara e pelo município, mas é muito bom este interesse da ENATUR. O que se compreende, também por [Paulo Pereira Coelho] ser uma pessoa que conhece bem a Figueira da Foz e a potencialidade daquele espaço”, defendeu Santana Lopes."
 Via Diário as Beiras.  Para ler melhor clicar na imagem.

terça-feira, 1 de abril de 2025

Túnel submerso para ligar a cidade ao Cabedelo inviabiliza a solução teleférico

Túnel submerso substitui teleférico
Ao que conseguimos apurar, um túnel rodoviário imerso entre a cidade e o Cabedelo, pode estar para breve. Vai
 ligar a cidade à outra margem e, ao mesmo tempo, serão aproveitadas as escavações para colocar os tubos do by pass para transportar a areia retida na Praia da Calamidade para as praias a sul do estuário do Mondego. O túnel Figueira-Cabedelo tem também como objetivo aliviar o trânsito da Figueira da Foz e poderá ser apresentado nas próximas semanas.

Esta nova ligação imersa pretende dar resposta ao crescente volume de tráfego e à necessidade de soluções mais eficientes de transporte. O objetivo é melhorar a mobilidade entre as margens do Mondego, aliviando o trânsito na Ponte Edgar Cardoso, problema esse que vai ser agravado com o empreendimento da Foz Gala Investments, que vai construir 220 apartamentos distribuídos por 12 edifícios, nos terrenos da antiga fábrica de transformação de madeira Alberto Gaspar, na freguesia de São Pedro, na margem sul da cidade da Figueira da Foz.
Como a vida é feita de opções e não se pode ter tudo, aquilo que O SOS Cabedelo propôs, em devido tempo ("a inscrição no PDM de uma infraestrutura de ligação para modos suaves de transporte entre o centro da cidade e Cabedelo, com o objetivo da continuidade de percursos na frente de mar e ao longo do rio - com a ligação à Ciclovia do Mondego. A proposta apresentada apresentada pelo Arq. Miguel Figueira em 2010, então elogiada pelo presidente Dr. João Ataíde, foi primeiro substituída pela possibilidade de uma ponte móvel, com custos proibitivos e difícil compatibilidade com a navegação.) deverá ser preterido.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Seapower constrói três edifícios no Cabedelo

 Via Diário as Beiras

"A Seapower vai construir três pavilhões na zona portuária do Cabedelo. E manterá as atuais instalações, na Zona Industrial da Figueira da Foz.

O primeiro, um investimento de 748,6 mil euros, com um prazo de execução de 180 dias, arranca em breve. Tem uma área de 1080 metros quadrados. O imóvel será dedicado à investigação.

Segue-se um pavilhão, ao lado daquele, com 2100 metros quadrados. Este edifício será utilizado como centro de produção digital. E num terreno contíguo, será edificado o terceiro pavilhão, destinado a laboratórios e escritórios.

O anúncio foi feito ontem pelo presidente da direção da Seapower, Luís Simões da Silva, quando falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra do primeiro edifício."

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Por iniciativa de Santana Lopes, a Câmara da Figueira vai reparar uma injustiça que durava desde Janeiro de 1983

Imagem via Diário as Beiras



Joaquim Namorado
 viveu entre 1914 e 1986. Nasceu em Alter do Chão, Alentejo, em 30 de Junho. 
Joaquim Namorado, em vida teve uma Homenagem. Tal aconteceu nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983. Por iniciativa do jornal barca nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem, que constituiu um acontecimento nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da cultura e da democracia portuguesa.

O vídeo, contém a gravação do discurso que Joaquim Namorado fez na oportunidade – já lá vão cerca de 42 anos.

Há pessoas que nos estimulam. São as pessoas  que nunca se renderam ao percurso da manada. Joaquim Namorado foi um desses raros Homens e Mulheres que conheci. Considerava-se um figueirense de coração e de acção – chegou a ser membro da Assembleia Municipal, eleito pela APU.
Teve uma modesta residência na vertente sul da Serra da Boa Viagem. Essa casa, aliás, serviu de local para reuniões preparatórias da fundação do jornal barca nova.
Joaquim Namorado, foi um Cidadão que teve uma vida integra, de sacrifício e de luta, sempre dedicada à total defesa dos interesses do Povo.
Nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por iniciativa do jornal barca nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem.
Na altura, lembro-me como se fosse hoje, nos bastidores do Casino Peninsular, escutei-o com deslumbramento.
Ao reviver o seu discurso, o que consegui a partir de uma gravação que obtive por um feliz acaso do destino,  fiquei com a certeza de que era necessário trazê-lo até aqui (fica o meu agradecimento ao Pedro Agostinho Cruz), pois o que escutei fala mais de quem foi e continua a ser Joaquim Namorado, no panorama cultural português, do que tudo o que alguém, por mais talentoso que seja, conseguiria alguma vez transmitir sobre uma personalidade tão especial e genuína. Neste documento, para mim com uma carga emocional enorme, está o Joaquim Namorado com quem convivi nas mesas do velho café Nau e na redacção do barca nova, que permanece vivo na minha memória. Ainda por cima, ouve-se também, ainda que de forma breve, a voz do Zé Martins.


A integração na toponímia figueirense do nome do Poeta 

Chegou a ser aprovada a atribuição do seu nome a uma praceta, mas hoje o nome que lá está é outro - o de Madalena Perdigão.
Muitos anos depois, no passado 30 de junho de 2014, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, na inauguração de uma mostra bibliográfica comemorativa do centenário de nascimento de poeta, escritor e professor Joaquim Namorado, o vereador da Cultura de então, dr. António Tavares, verificando a injustiça (mais uma...) que estava a ser cometida, prometeu vir a dar finalmente o nome de Joaquim Namorado à toponímia figueirense - o que até hoje não se concretizou.
A Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, acabou por perder o espólio de Joaquim Namorado - os familiares do poeta fartaram-se de ver o nome e o legado deste continuamente enxovalhados pela câmara municipal de uma cidade que ele escolheu para viver e morrer e a quem deu tudo.

Aquilo que se passou - o passado realmente acontecido - é o que resta na nossa memória. Joaquim Namorado continua presente na minha memóriaE é uma memória de que tenho orgulho. Com Joaquim Namorado e com o Zé Martins, aprendi mais do que na escola: ensinamentos esses que deram sentido à minha vida, onde cabem a honra, a honestidade, a coragem, a justiça, o amor, a ternura, a fidelidade, o humor
“É assim que as coisas se têm de continuar a fazer...” A luta por uma outra maré continua!..
Até sempre e parabéns, meu caro Doutor Joaquim Namorado
Durante vários anos, discretamente, como é meu timbre, fui sensibilizando alguns executivos para que a injustiça, que já dura há quase 42 anos, fosse reparada.
Ninguém fez nada. 
Obrigado Dr. Santana Lopes.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

José Pires de Azevedo passou a integrar a toponímia da cidade

Via Diário as Beiras

O figueirense José Pires de Azevedo passou a integrar a toponímia da cidade, na rotunda da Ponte do Galante. Ficou cumprida uma promessa feita em 23 de Setembro de 2023. Fez-se justiça. O que se aplaude.

Para que a memória não seja curta, recordo uma "outra homenagem" que está por cumprir desde 1983.
Em 1983 Joaquim Namorado foi homenageado na Figueira, por iniciativa do jornal Barca Nova. Entre as diversas iniciativas, recordo duas promovidas pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, aprovadas por unanimidade: a criação do Prémio Literário Joaquim Namorado (liquidado por Santana Lopes, na sua passagem pela presidência da nossa câmara) e a integração na toponímia figueirense do nome do Poeta (chegou a ser aprovada a atribuição do seu nome a uma praceta, mas hoje o nome que lá está é outro - o de Madalena Perdigão).
Muitos anos depois, no dia 30 de junho de 2014, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, na inauguração de uma mostra bibliográfica comemorativa do centenário de nascimento de poeta, escritor e professor Joaquim Namorado, o vereador da Cultura, dr. António Tavares, verificando a injustiça (mais uma...) que estava a ser cometida, prometeu vir a dar finalmente o nome de Joaquim Namorado à toponímia figueirense - o que até hoje não se concretizou.
A Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, acabou por perder o espólio de Joaquim Namorado - os familiares do poeta fartaram-se de ver o nome e o legado deste continuamente enxovalhados pela câmara municipal de uma cidade que ele escolheu para viver e morrer e a quem deu tudo.
A cultura na Figueira merecia mais; muito mais. 
Perdeu-se essa oportunidade em junho de 2014.
Fica o registo e os votos de que Joaquim Namorado, em breve, venha a ter os seu nome na toponímia figueirense.
Discretamente, tenho tentado que sucessivos executivos figueirenses ponham fim fim a esta injusta história da integração do nome de Joaquim Namorado na toponímia figueirense, que não é tão antiga como a Sé de Braga, mas que já vem do tempo em que as coisas em Portugal ainda custavam em escudos!..