Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

domingo, 3 de outubro de 2021

"O patético e grandioso Santana Lopes"

Foto Diário as Beiras
Santana Lopes é muito mais que um "menino guerreiro". Voltou a reerguer-se, contra tudo e contra todos. Não é "imortal", mas bate qualquer gato em "vidas políticas".

POSTAL DO DIA via Luís Osório.
"Há dois anos, num debate nas legislativas, vi na RTP um debate em que Santana Lopes aceitou debater com os partidos mais pequenos.

Confesso ter sentido um bocadinho de vergonha. O que levaria aquele homem, além da cegueira de si próprio (que é sempre patética) a sujeitar-se a estar ali? Para o bem e para o mal fora primeiro-ministro e um pouco de tudo no último quase meio século.
É um motivo suficientemente poderoso, o narcisismo. Não há muito para acrescentar e não devemos procurar mais explicações. Pedro Santana Lopes achou que o país iria reconhecer o seu percurso, achou que seria eleito e que a sua Aliança baralharia as contas do jogo político.

Pedro Santana Lopes é um personagem único. Um sonhador. Alguém que nunca enriqueceu da política, alguém que apenas perdeu dinheiro com a política. Porque achava que tinha um destino a cumprir? Sem dúvida. Por loucura? Não tenho dúvida. Por egocentrismo e vaidade? O mais possível.

Ah, mas é um democrata. Um dos grandes democratas da nossa República. Essa é a razão do meu aplauso."

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