Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

A grande lição das autárquicas 2021 na Figueira da Foz

As eleições Autárquicas já lá vão. Já são conhecidos os protagonistas para os próximos quatro anos, no que respeita à política local.
Passada que está a excitação da campanha eleitoral e a exaltação do acto eleitoral de 26 de Setembro próximo passado, agora há que esperar para ver se as promessas feitas ao longo da campanha, não desaparecem na espuma dos dias, que é como quem diz, não caem, como as folhas das árvores neste início de outono.
Ficou provado, e essa é uma lição que se retira dos resultados autárquicas, que "em política a arrogância pode matar". 
Pelo menos em alguns casos, esta lição parece óbvia. 
O caso de Lisboa é esclarecedor. O PS e Medina mostraram alguma sobranceria relativamente à candidatura de Carlos Moedas. E os lisboetas parecem não ter gostado disso. Também Rui Moreira mostrou alguma arrogância na sua recandidatura no Porto. Os portuenses não lhe retiraram a vitória, mas retiraram-lhe a maioria absoluta. Na Figueira foi o que sabemos. Não adianta "bater mais no ceguinho", pois esse é um capítulo ultrapassado.
Resta agora aguardar pela tomada de posse dos diferentes órgãos autárquicos e ver as promessas que serão cumpridas e o que nunca irá passar de promessa eleitoral.
A política é uma causa que vale a pena. Na sua origem, na Grécia antiga, era uma arte nobre, que tinha como principal objectivo servir o interesse público. Há que ter esperança, mas também lutar, para que assim volte a ser, de modo a que a população, em geral, e não apenas alguns sejam beneficiados.
 

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