Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Carlos Monteiro e Ricardo Silva

Já houve várias abordagens às autárquicas 2021, na Figueira.
Já se falou na vitória de Santana para a Câmara. Já se falou na vitória amarga do PS nas freguesias e na Assembleia Municipal. No quase  esvaziamento do PSD Figueira. Nas perdas  da CDU, do BE e do CDS que continuam sem peso autárquico significativo.
Contudo, não vi nenhuma análise profunda a dois nomes que marcaram decisivamente estas eleições.
Carlos Monteiro: nas duas vezes que foi a votos como cabeça-de-lista perdeu.
Quando João Ataíde deixou a Figueira e partiu para Portugal, para o seu lugar, avançou Carlos Monteiro. Politicamente, antes de 2009, de 2001 a 2005, foi membro da Assembleia de Freguesia de S. Julião da Figueira da Foz. E, de 2005 a 2009, foi membro da Assembleia Municipal da Figueira da Foz. 
Com a ascenção de Carlos Monteiro a presidente, o provincianismo figueirinhas delirou com a ideia de ser um dos seus a limpar o que foi feito por quem realmente mandou na Figueira, entre outubro de 2009 e abril de 2019. 
"Em Abril de 2019, mais  importante que saber quem tinha sido, o que estava em cima da mesa era saber o que seria Carlos Monteiro como presidente de câmara até Setembro de 2021. 
Poderia vir a ser um dos melhores presidentes dos últimos 40 anos. Se tivesse sabido ouvir e comunicar com os figueirenses. Se tivesse sabido ser justo nas decisões difíceis. Se soubesse ter sido gestor e político. Se tivesse ter sabido distinguir as prioridades. Se soubesse ter lidado com os erros e ter feito as necessárias rectificações. Se tivesse sabido para onde ia e não navegar à vista. E, sobretudo, se tivesse sabido claramente o que queria e  para onde conduzia o concelho."
Carlos Monteiro foi uma desilusão. Fica para a história como apenas mais um. Com o pormenor de não ter sido eleito presidente. Ascendeu ao cargo por sucessão.
O resultado de pôr quem não serviu para a freguesia de S. Julião a lidar com um concelho como a Figueira ficou, nos dois anos em que esteve no poder, cada vez mais visível, como aliás em devido tempo foi previsto aqui no Outra Margem.
Com a ida de Ataíde para Lisboa, Monteiro teve o seu momento de deslumbramento. Foi um daqueles momentos raros, um golpe de sorte (acabou por ser de azar...) que acontecem por vezes às pessoas e também aos políticos. Daqueles momentos que fazem tudo ganhar objectivo e sentido - toda a espera, toda a paciência, os sapos engolidos e todo o trabalho, finalmente,  a valerem a pena. 
Faltou, porém, a consagração: Monteiro ter sido validado pelos votantes do concelho. O verdadeiro objectivo do medíocre percurso político de Monteiro, ser aceite por uma sociedade figueirense que sempre o rejeitou. A derradeira meta era vencer essa rejeição. Não conseguiu.
Ricardo Silva: em 2017 foi o quarto na lista à Câmara encabeçada pelo Dr. Carlos Tenreiro e o PSD elegeu 3 vereadores. Ricardo Silva ficou à porta, mas acabou por ocupar o lugar de vereador em substituição de Ana Oliveira. 
Em 2021, era o número dois na lista do Dr. Pedro Machado e o PSD elegeu um vereador. Voltou a ficar à porta.
A curto prazo veremos se avança para a vereação ou se o PSD Figueira, que vai ser o fiel da balança na próxima gestão autárquica, indo ao encontro daquilo que certamente será do interesse do Dr. Santana Lopes, consegue encontrar outra solução interna para viabilizar uma gestão autárquica sem sobressaltos nos próximos 4 anos.
Na Figueira, como em todo o lado, não há políticos imprescindíveis.
E se os houvesse, não seria certamente, politicamente falando, um especialista em criar factos políticos e dar "cambalhotas" políticas.
 
Entretanto, o Dr. Pedro Machado considerou que o seu papel está cumprido e foi dedicar-se ao turismo.
A vida é tão simples...

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