"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Política local: momento figueirinhas...

"MOMENTO DE CIDADANIA NA FIGUEIRA DA FOZ.
CARLOS TENREIRO CONVIDA GRUPO DE CIDADÃOS INDEPENDENTES PARA A SUA CANDIDATURA"

A política na Figueira (mas não só na Figueira. Contudo, é com essa realidade que tenho mais directamente de me defrontar, todos os dias...), não passa, no fundo, de um associativismo interesseiro e egoísta. 
O "Princípio de Peter" funciona quase desde a base.

Comigo não resultou. A partir daí, qualquer eventual sonho que tivesse existido nesse sentido, ficou condenado ao insucesso. 
Basta eu aperceber-me que quem se interessa por mim, não o faz pelo meu alegado e putativo mérito, ou tenacidade, isto é, pela pessoa que sou, para cair fora. 
E com esse abandono, vem o desinteresse. Desde logo, por entender que se torna um esforço difícil e estéril, tentar saber onde está a verdade que se revelará inglória, depois  da exaustão que seria o processo de tentar descobri-la. Depois, porque nas raras ocasiões em que consegui perceber como as coisas se passaram, o espectáculo acabou por revelar-se horroroso.

Entendo a política, na sua essência, como a organização e condução dos nossos destinos comuns, da nossa vida em sociedade.
Considero, por isso, que a divisão de tarefas, visando a melhoria do colectivo, é positiva.
Continua a faltar muita coisa na Figueira. 
Desde logo, falta levar as coisas a sério. Isso exige abnegação, competência, virtuosismo, honestidade. Tudo coisas muito chatas e trabalhosas... 
Acaba, por ser mais fácil e comodo, afrouxar na nossa atitude de cidadãos.

Contudo, a Constituição da República Portuguesa é clara. 
«A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.» (art.º 3.º, n.º 1 CRP). 
Essa, é a duvida que me tem perseguido a vida toda: que tipo de soberania poderão os figueirenses querer, com cúpulas organizativas, a nível partidário, tão miseráveis como as que temos tido e continuamos a tentar ter, na Figueira? 
O povo, salvo melhor opinião, vai, uma vez, encolher os ombros e deixar correr...

Também, qual era a alternativa?
Uma revolução?..
Para quê fazer uma revolução onde poderia haver sangue e, eventualmente, depois acabar por ficar tudo pior do que antes!.. 
Ainda bem que na Figueira vai continuar a funcionar o "Princípio de Peter".
Numa cidade, como a nossa, que funciona por castas hierárquicas, estas vão continuar a ser promovidas até chegarem aos cargos para os quais são incompetentes.
Depois de lá chegarem, lá vão permanecer...

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