"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A honestidade de Cavaco e a inversão do ónus da prova

"Se um qualquer cidadão me dissesse que, para ser mais honesto do que ele, eu teria de nascer duas vezes, o mais provável é que reagisse enfiando-lhe uma murraça nos queixos.
Com o cidadão Cavaco, porém, não posso reagir assim. Para além do dever de respeito à figura do PR, tenho de ponderar que anda rodeado de seguranças. Isso não me impede de dizer o que penso.
Em minha opinião, Cavaco é realmente sério, pois raras vezes se ri. Daí a poder concluir que é um cidadão honesto, vai uma grande distância. Só porque ele afirma que é? Por aí não vou lá…
Cavaco apresentou provas de que aquilo de que o acusam é mentira? Não. Reagiu com insultos ( disse que não respondia aos outros candidatos, mesmo quando eles são loucos) e depois remeteu-se ao silêncio.
Por outro lado, Cavaco demonstra uma falta de memória preocupante. Não se lembra a quem vendeu as acções da SLN e, imagine-se(!!!) mandou o seu staff dizer que não se recorda quando, nem onde, fez a escritura da sua casa de férias. Escritura essa que, curiosamente, desapareceu…Pode daqui inferir-se que Cavaco é desonesto? Não.
Ninguém pode acusar um cidadão de ser desonesto, ou criminoso, sem provas. O problema é que, ao recusar esclarecer todas as dúvidas e se alcandorar a “português mais honesto”, Cavaco inverteu o ónus da prova. Agora é a ele que compete provar que é mais honesto do que eu. E aí eu respondo: mais honesto do que eu, garanto que não é.
Tal como ele tem o direito de afirmar que sou menos honesto do que ele, e de garantir que é honesto porque ele próprio o diz ,também eu, até prova em contrário, tenho o direito de duvidar da honestidade do PR. Porquê? Poderia responder, utilizando a argumentação cavaquista, simplesmente "porque sim”. Não o faço. Começo por lhe lembrar a história da mulher de César e depois olho para o seu percurso e tiro as minhas conclusões.
No mínimo, o que posso garantir é que me preocupa muito a sua persistente falta de memória selectiva...
Razão, mais do que suficiente, para nunca votar nele."
Carlos Barbosa de Oliveira, Crónicas do Rochedo

1 comentário:

Guimaraes disse...

O que fica demonstrado é que o homem, como Dias Loureiro, é esquecido ou distraído. Deve ser coisa contagiosa...