Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A verdade para Cavaco é o silêncio


Ontem, no discurso de vitória, Cavaco disse que tinha vencido a verdade.
Só que eu tenho memória e recordo que a verdade de Cavaco foi e é o silêncio.
Mesmo no discurso de vitória, limitou-se a atacar quem teve a veleidade de questioná-lo durante a campanha e impôs como regra não dar resposta a qualquer questão colocada pelos jornalistas.
Cavaco, mesmo no dia de mais uma vitória eleitoral, esteve ao seu nível.
O discurso foi azedo, crispado e inconclusivo quanto à forma como exercerá o segundo mandato, nada compatível, portanto, com o estatuto de Presidente da República.
Apesar de tudo, recuso-me a aceitar que Cavaco Silva, acredite mesmo que a sua reeleição foi a "vitória da verdade sobre a calúnia"!..
É que a minha memória recorda-se de Fátima Felgueiras, do Isaltino Morais e do Valentim Loureiro, entre outros...
E essa comparação eu recuso. De todo.
Ontem, todos perdemos. Estavam inscritos 9.621.146 eleitores. O "presidente de todos os portugueses" foi eleito com 2.228.031 votos!..
Com uma abstenção de 53,37 por cento dos votos, Cavaco Silva foi eleito com apenas 52,94 por cento dos votos.
Cavaco Silva teve  menos 365 027 votos do que quando perdeu as eleições contra Sampaio e menos 543 327 do que quando foi eleito em 2006!..
O que  torna Cavaco Silva  o presidente reeleito com a menor percentagem de sempre.

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