segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Morreu Domingos São Marcos Laureano

No Hospital Distrital da Figueira da Foz, onde se encontrava internado, faleceu Domingos São Marcos Laureano.
Neste momento, cumpre naturalmente fazer-se uma respeitosa vénia ao Homem que desaparece.
Enfermeiro de profissão, foi o primeiro presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, entre os anos de 1985 e 1989. Desenvolveu também, durante vários anos, a actividade associativa, colaborando com as Colectividades da Cova-Gala.
Actualmente, era o Presidente da Assembleia de Freguesia da sua Terra.
Domingos São Marcos Laureano morreu. O seu funeral realiza-se amanhã, dia 9, pelas 15 horas, da Capela Mortuária de São Pedro para o Complexo Funerário da Figueira da Foz, onde o seu corpo será cremado.
Muita gente lhe deve muita coisa.
Sentidas condolências à família.

10 comentários:

José Vidal disse...

Vamos sentir a falta dum Bom Amigo e Companheiro que sempre lutou e trabalhou muito em prol da sua terra. Em meu nome pessoal e do Grupo Desportivo Cova-Gala, queremos aqui expressar os nossos sentidos pêsames à famíla enlutada, especialmente ao Luís Pedro e sua mãe.
José Vidal
Presidente da Assembleia Geral do G.D.Cova-Gala

Catavento disse...

O meu pesar pelo falecimento de Domingos São Marcos Laureano,a quem a nossa terra também muito deve,já se encontrava á muito tempo doente,mas é sempre custoso de compreender e aceitar sobretudo para a família e amigos mais chegados.

Cova d'oiro disse...

Hoje, ficámos mais pobres.
Morreu-nos um amigo.
Este Homem, Domingos São Marcos Laureano, deixa um legado de trabalho e memória em prol do bem comum e da sua terra.
Aqui lhe presto homenagem.
Condolências à familia.

João Pita

Guimaraes disse...

A minha sentida homenagem a um dos pioneiros do "Hospital da Gala" como ele hoje é.

Anónimo disse...

poucas sao as palavras para elogiar uma boa pessoa como o TE DOMINGOS LAUREANO que tanto deu de si em prol da nossa terra e ainda mais das pessoas com uma palavra de amizade e um sorrizo nos seus labios .vai ser recordado por todos para sempre paz a sua alma (e que tal propormos uma rua ou uma praceta em sua memoria )assim se elogiava o HOMEN e AMIGO

Anónimo disse...

Em nome da familia venho agradecer as palavras sentidas aqui deixadas neste espaço.
O meu pai partiu mas permanecerá vivo nas nossas memórias colectivas.
Obrigado a todos.

Luis Laureano

amordemadrugada disse...

Meu Deus! Não sabia!
Os meus pesames à família...

Custódio Cruz disse...

A imagem da serenidade,da tranquilidade,do equilibrio,da tolerãncia,da capacidade construtiva e conciliadora.
Capaz de lutar pelas suas convicções sem precisar de se colocar em bicos de pés,mas determinado em seguilas, e em as concretizar.
Homem simples mas grande,ao "Barulho"sorria, e com o seu tom poderado impunha o respeito que hoje tanta falta faz na nossa sociedade.
Contactei pouco com este senhor,mas é esta a imagem que fico dele.
Não resisto António Agostinho a deixar que o meu coração fale,de alguem que respeitarei para sempre como uma daquelas figuras que marcaram a diferênça e que adorei encontrar no futebol.
Descansa em paz Domingos Laureano,que a maior homenagem que lhe posso fazer,é tere deixado em vida o teu filho LUIS,que seguiu as pisadas da sua filosofis e é respeitado na mesma forma e pelos mesmos valores.Até sempre..
Custódio Cruz

Rogério Neves disse...

Solidariedade com Luis Pedro.

Caro Amigo só ontem tive conhecimento do dificil transe por que estás a passar com o falecimento do Senhor teu pai, meu bom e grande amigo Domingos Laureano.
Estive ausente e só hoje tomei conhecimento pelo que através do "Outra Margem" envio sentidos pesames extensivos a toda a familia e a ti em particular um grande abraço de Solidariedade.
Rogério Neves

Carlos Alberto Leal disse...

Contra a paz podre

Nunca fui um homem tão aberto a consensos como o meu tio e padrinho Domingos São Marcos Laureano, que tive a infelicidade de perder.
Também nunca fui uma pessoa tão cordata e de tão bom relacionamento social como o meu primo Luís Pedro.
Tivemos valores morais e sociais muito próximos, mas a minha utupia sempre teve algumas fricções com uma visão desapaixonada das pessoas que o meu padrinho Domingos tinha.
Se Domingos Laureano tivesse podido ver o seu próprio funeral, talvez se não surpreendesse com o relativo ostracismo a que a sua memória foi votada pelas pessoas da sua terra. Da terra a quem ele deu tudo!
Ficaria magoado, mas não surpreendido...
Eu não!!!
Fiquei surpreso e desolado com o que me foi dado observar!!!
O tamanho da freguesia de São Pedro excede em muito o dos simples lugares do Outeiro e do Copeiro, donde a minha madrinha Rosinda é natural.
Contudo, a presença de pessoas oriundas desses lugares do sul do concelho no funeral do meu padrinho Laureano excedeu em muito a das pessoas da freguesia de São Pedro. E nesta freguesia não haverá UMA ÚNICA família que, num momento da vida, se não tenha cruzado com a bondade e a diligência do meu padrinho - ou querendo saber de um doente, ou pedindo ajuda na marcação de exames ou de consultas para médicos especialistas de Coimbra, ou fazendo curativos, tratamentos ou tomada de injecções, ou pedindo ajuda em assuntos de procuradoria (o analfabetismo e a iliteracia eram comuns, há não muitos anos), ou mesmo pedindo dinheiro emprestado num momento difícil.
E escassos terão sido aqueles a quem, por uma razão ou outra, o Domingos São Marcos Laureano não atendeu...
Na hora da sua última viagem (e relativamente às pessoas da sua terra), Domingos Laureano teve como companhia os "suspeitos do costume" (aquele pequeno núcleo duro de amigos e, nalguns casos, também companheiros de lutas políticas) e o conjunto de beatas que marca presença em todos os acontecimentos congéneres...
Até a Igreja não teve quaisquer contemplações e, para o acompanhar na última viagem, enviou um jovem padre que nem o nome do meu padrinho sabia...
E, no entanto, os pais do meu padrinho (Domingos Laureano e Adelaide São Marcos) foram, durante muitos anos, zeladores da capela de São Pedro, situação que o meu padrinho também assegurou algum tempo. E foram-no em anos de vacas magras, da pesca artesanal, onde os donativos escasseavam e, muitas das vezes, era o dinheiro dos zeladores que avançava...
Enfim, para o morto não terá tido grande importância, mas para este vivo que aqui se manifesta, não foi assim...
Domingos São Marcos Laureano foi, provavelmente, o mais perfeito modelo de generosidade e rectidão de carácter que pude conhecer.
E sinto-me um homem de sorte por ter intimamente privado com uma pessoa desta grandeza durante 45 anos!
Paz à sua alma!!!