quinta-feira, 27 de junho de 2019

Descarbonização: blá, blá, blá... “Mobilidade urbana sustentável”: blá, blá, blá...

Na Figueira, há coisas que, realmente, me fazem uma certa confusão. Ainda não tinha tido oportunidade de olhar devidamente como é, afinal, o programa da descarbonização e a “mobilidade urbana sustentável”
Até que hoje, via Pedro Silva, tive oportunidade de ler o texto abaixo. Ao que parece, foi o que fiquei a matutar, o programa da descarbonização e a “mobilidade urbana sustentável”, tal como tantas coisas na Figueira, trata-se de uma bela conversa da treta. Portanto, "tudo isto para nada"...


Via Diário as Beiras

"Fruto de algumas boas companhias e de uma “evolução positiva de racionalidade”, a minha vida material tem sofrido cortes assinaláveis. Desfiz-me de um negócio, vendi um apartamento, despachei quase toda a colecção musical, doei metade da roupa, despedi-me de livros lidos e relidos, e transformei num monte de lixo dezenas de objectos de aparente utilidade. O resultado foi, muito resumidamente, uma enorme leveza de espírito. Têm sido tempos de busca pelo que é importante. 
Consulto a bola de cristal e observo-me num dia distante a viver experiências transcendentais junto de uma comunidade indígena auto-sustentável na Bacia do Congo, ostentando longas barbas brancas e vestindo uma saia de folhas de cedro. Enquanto não chega o dia, vivo hoje a fase em que equaciono periodicamente a presença do automóvel na minha vida. Vejo-o como um empecilho poluente a ocupar demasiado espaço. Encaro-o como um consumidor abusivo de recursos naturais e financeiros. Acuso-o de excesso de protagonismo. Apelido-o de propiciador de dependências. 
No entanto, olho para a minha cidade e constato que a “mobilidade urbana sustentável” é apenas um conjunto de palavras bonitas que encaixam de forma aleatória num qualquer programa eleitoral, onde o automóvel é rei e senhor. 
A alternativa? Fazer um par de quilómetros num autocarro desconfortável, quase vazio, na presença de um motorista mal encarado. O preço? 1,45 €. De trotineta? Igual ou pior. Em viatura própria? Menos de 50 cêntimos. O diagnóstico? A mobilidade sustentável é uma farsa. 
A conclusão? Não vai ser fácil chegar ao Congo."

Enigma...

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Até lá, ainda há muita areia a tirar da praia da Figueira...

Tudo isto é catita...

Bem vindos ao concelho maravilha.
Cada dia há uma novidade mais espantosa e espampanante.
Contudo, em boa verdade, as coisas, por aqui,  já se sabe não tem consequências ...
O povo é sereno, mas, sobretudo manso.

Contudo, como todos já demos conta, ultimamente na Figueira as coisas estão em crescendo ...
Mais do que maravilhosas, são deliciosas ...
Ontem, Marco Azevedo, da Sociedade Lusa de Espectáculos, empresa do grupo Braver, produtora executiva do festival, deixou um cheiro da sua grandeza:  "Promotor do RFM Somnii diz que Figueira da Foz poderá ser a Cannes ou Ibiza nacional!"

Ibiza: A piscina do primo Esteves, em Buarcos, deverá ser mais ou menos assim...

Imagem de Cannes... Mas, a cidade das fitas, é a Figueira.

O prédio Coutinho e a Figueira

Muito se tem falado, ultimamente, de Viana do Castelo e do prédio Coutinho...



Para conhecer a sua  história clicar aqui.
A propósito: quando é que alguém explica aos figueirenses estes excrementos  arquitectónicos (ver fotos), autênticos crimes ambientais, perfeitamente desenquadrados e desintegrados do espaço envolvente, desrespeitando a memória histórica da cidade, que têm a capacidade de resistir a toda e qualquer requalificação...



Eis a marginal, ainda sem as torres Atlântico, o Titanic e a J. Pimenta.



A Figueira era, então, uma cidade.
Moderna.
Hoje em dia, são evidentes e crassos os erros de planificação na marginal, de que são responsáveis os poderes autárquicos locais dos dois partidos do arco do poder figueirense.
PS e PSD, foram coniventes com os desmandos que se cometeram devido à falta de sensibilidade para o equilíbrio e a manutenção que convém aprender a preservar.
Nenhum deles fica bem na fotografia.
Observe-se a foto a preto e branco e compare-se com a modernidade pacóvia que a Figueira ostenta hoje, naquela marginal, promovida ou consentida por esses responsáveis.
Quem enriqueceu na Figueira com estes crimes ambientais?

Humor absurdo

Via Diário de Coimbra

"Foram ontem apresentadas as “linhas mestras” do “RFM Somnii”, organizado pela “Braver Entertainment”, que tem como parceiro a Renascença e que vai decorrer de 5 a 7 de Julho, tentando alcançar este ano, as 200 mil pessoas, mas «ficaremos satisfeitos se vendermos 125 mil bilhetes», disse Marco Azevedo, satisfeito, porque a estratégia dos últimos anos, «foi afirmar o festival a nível nacional e internacional, até por uma questão de patriotismo». Além disso, salientou, apesar de ser “apenas” um evento, «pode dar um contributo forte para requalificar a cidade em termos turísticos»."
 

As palavras acima, vazias, pouco exigem do raciocínio. O chamado vazio interior, que se diferencia da escassez de reflexão e da secura da inteligência – exprime-se, em geral, mediante estratégias menos desonestas.
Façamos o seguinte exercício: consideremos a água a substância e a sede o vazio. Coloquemos,  todos os dias, sobre a nossa mesa de trabalho duas garrafas: uma cheia de água; outra sem líquido.
A garrafa com água é para o caso de termos sede; a garrafa sem água é para o caso de a não termos. Neste contexto, está tudo previsto: subentende-se não apenas o preenchimento do vazio, por parte de uma substância, mas, também, o preenchimento de uma substância por parte do vazio.
É no carácter absurdo – ou meramente escusado –  que se baseia o humor: a organização do "RFM Somni" vai tentar alcançar este ano, as 200 mil pessoas, mas «ficaremos satisfeitos se vendermos 125 mil bilhetes»...

... para "breve"

Via Diário as Beiras. Edição do dia 26.06.2019.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Corrupção...

Portanto, é dia de aguardar por uma longa tradição: esperar que o Cristo desça de novo à Figueira e resolva os nosso problemas duma vez por todas...

Estamos em Portugal...


"A medida arranca no início de julho. Os emigrantes ou luso-descendentes podem receber um apoio superior a 6.500 euros para voltarem e trabalharem em Portugal Continental. IEFP conta gastar 10 milhões."
Estamos em Portugal, local desertificado da Europa,  com resorts de luxo, onde os endinheirados virão passar uns dias...
Um médico português, que ganha 10 mil euros mensais no Reino Unido, ou um enfermeiro que ganha 8 mil na Suíça, ou um e um engenheiro que ganha outro tanto no Luxemburgo, ainda vão ficar indecisos e a  pensar no que estavam por lá  a fazer!..

O que é ofensivo, no meio disto tudo, é que somos nós, todos os que permanecemos por cá, apesar da degradação de cuidados de saúde e de serviços públicos, mas a pagar impostos, e muitas outras taxas exorbitantes, incluindo as moderadoras, que damos possibilidade destes desvarios dos políticos: subsídios de regresso, isenção de impostos a emigrantes, benefícios a estrangeiros residentes, etc., etc. 
Ainda vou equacionar emigrar para ver se o meu País me considera e tem algum respeito pela pessoa que eu sou...

Cuidado: alguns lambe-cus entram por vezes em desgraça, sobretudo quando, dominados por uma pulsão exibicionista denunciam em público os cus que andaram a lamber...

Via Público

No Portugal antigo, nos tempos da sociedade rural e do paroquialismo, era a “graxa” que dava “lustro” aos mais poderosos. Mais tarde surgiram os “lambe-botas”; e actualmente, é o tempo dos “lambe-cus”

Sabem porque é que não se construiu um terminal de cruzeiros na Figueira?

Já tinham pensado nisto, depois das resmas de cruzeiros que nos últimos anos demandaram a Figueira!..
A Figueira chegou a estar fortíssima no turismo de cruzeiros: teve até um navio de passageiros com a lotação de um autocarro!..
Aliás, uma cidade como a Figueira, servida por várias autoestradas, comboio e porto de mar que até já recebe cruzeiros, só pode aspirar a voos mais altos.
E o futuro, que vai ser ser risonho, está já aí.  “O aeroporto virá a seu tempo”. Segundo  João Ataíde “há aceitação - por parte da Força Aérea - para se criar uma gare civil na base aérea de Monte Real, desde que haja uma empresa que a queira explorar”, disse em maio de 2015 o anterior autarca da Figueira da Foz visivelmente satisfeito com os resultados da passagem dum cruzeiro pelo porto da cidade de que, então, era “mayor”.
Entretanto, os figueirenses, continuam ver passar os navios e os aviões.
Quem perdeu foram os turistas: onde é que se podem apreciar as nossas Brisas, beber chá de Limonete e apreciar os dotes artísticos do anterior "mayor", a não ser na Figueira!..

Mas, vamos ao essencial: sabem porque é que não se construiu um terminal de cruzeiros na Figueira?
Para evitar as más notícias: a Figueira, com o incremento que o turismo de cruzeiros estava a ter, neste momento, provavelmente já seria a sétima cidade portuária da Europa! Lisboa é a sexta cidade portuária da Europa com mais emissões poluentes, a sexta mais poluída por causa dos cruzeiros.
As emissões de óxido de enxofre na costa portuguesa causadas pelos navios de cruzeiros são 86 vezes superiores às dos automóveis.
Ao contrário do que aconteceu em Lisboa, o anterior autarca, actual secretário de estado do ambiente, decidiu não construir o terminal na Figueira, porque como grande e reputado especialista, especialmente em problemas ambientais, certamente já estava a par dos malefícios com a poluição que a construção de um terminal de cruzeiros traria à Figueira!
Note-se, as preocupações que Carlos Monteiro herdou com o ambiente, a descarbonização e alterações climáticas. Está aqui a justificação dos milhões que estão a ser investidos no concelho - Buarcos, casco velho da cidade e Cabedelo são exemplos disso. Percebem agora porque é que não quiseram  trazer para o coração da Figuiera uma fonte poluente da dimensão de um terminal de cruzeiros.
Por outro lado, mesmo em termos económicos,  é previsível que, devido a preocupações ambientais, de governos e cidadãos, os cruzeiros tendam a declinar.
O que nos vale é termos autarcas de grande visão estratégica. Foi isso, que  evitou não só um enorme prejuízo financeiro, mas também um elefante branco à beira Mondego.
Finalmente e não menos importante: os figueirenses vão deixar de poder surpreender os ilustres visitantes com um jogo de futebol, disputado num pelado pré-histórico que já não existe em lado nenhum, até dentro em breve no campo do Cabedelo...

Perante a realidade e a  hipocrisia, valha-nos a ironia com os dentes afiados...

Ramalho Eanes

Via Diário de Notícias
Ramalho Eanes.

A corrupção é uma "epidemia que grassa pela sociedade" e isso em parte deve-se não só a uma "cultura de complacência" mas também a um sistema partidário que escolheu a via do "encastelamento", onde "o mérito foi substituído pela fidelidade partidária" e no qual "a administração pública foi colonizada" pelos partidos, sobretudo pelos do "arco do poder" ("PS e PSD, mas também ocasionalmente o CDS").
Os deputados, disse, são no Parlamento "mais delegados dos partidos do que representantes dos eleitores". Em consequência, "muitos eleitores não se sentem representados no poder político". Isto, somado ao clientelismo partidário, gera então o tal problema "epidémico" de corrupção. E como exemplo de "colonização do Estado" pelos partidos, falou explicitamente do "exemplo da Caixa Geral de Depósitos", com os respetivos "custos diretos e indiretos na modernização do país".
Mas, segundo fez sempre questão de sublinhar, o problema da corrupção não se centra exclusivamente no sistema político - contando antes, para se poder desenvolver, com uma sociedade civil fraca. "Quando a moral pública enfraquece, fragiliza-se o interesse coletivo", afirmou. E assim "abrem-se portas à corrupção".

Perguntas figueirinhas

Se as trotinetes existem por causa da «mobilidade», porque é que elas retiram a mobilidade aos peões, ocupando os passeios, as esplanadas, as praças, as ciclovias e as ruas?..

segunda-feira, 24 de junho de 2019

A questão das taxas moderadoras

"PS aprovou o fim das taxas moderadoras sem faseamento e depois recuou?"

Vivemos, com a GERINGONÇA, numa prática capitalista,  pretensamente com uma cultura de esquerda.
Vejamos, por exemplo, o que se passa na saúde. O PS não quer acabar com as apetitosas e suculentas negociatas e, ao mesmo tempo, diz que quer um SNS tendencialmente gratuito.
Com o PSD e o CDS, sabemos com o que podemos contar: passamos  a viver numa cultura capitalista - cada um trata de si e a Igreja trata dos pobres. 
Com o PS, nunca sabemos. Definam-se de uma vez por todas: ou enveredam na saúde por  uma verdadeira prática socialista, ou acabam com os sonhos...
Qualquer das opções envolve riscos para os socialistas...
Esse, é o problema de António Costa.

24 de junho de 2019, Dia da Cidade...

Hoje, as comemorações das Festas da Cidade – S. João 2019 iniciaram-se com a cerimónia de entrega de distinções honoríficas, pelas 11h00 horas, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Estão ser entregues cerca de 60 distinções repartidas entre funcionários do município, entidades e personalidades figueirenses, PMEs Líder e PMEs Excelência 2018.

Nota OUTRA MARGEM:
Para evitar secas, como a que está a acontecer nesta manhã, proponho que se faça, com carácter de urgência,  um estudo para a criação de um guichet para recepção de comendas na Câmara Municipal. Além disso,  para maior comodidade dos laureados, proponho que tal também seja possível na Loja do Cidadão do Mercado Municipal, também para lhe dar alguma utilidade, para além de servir para pagar a água... 

Propõe-se que baste entregar o comprovativo do prémio alcançado e na hora, repito na hora, receberá a comenda em troca.
Simplex.
Espero que este estudo, dado o desconforto porque passam neste exacto momento largas dezenas de cidadãos, não demore tanto a realizar como o estudo do by pass.

A bem da Figueira
António Agostinho, criador, editor e responsável único do blogue OUTRA MARGEM.

domingo, 23 de junho de 2019

Quadras soltas em época de santos populares... (3)

Meu rico São João,
esta chuva será culpa do governo?..
Que malvado este Centeno,
que até nos cativou o Verão!..

Esqueçam o facebook, se querem ter uma carreira na política figueirinhas...

Diz a lenda, que certo aspirante a político na minha Aldeia era um potencial  talento: sabia estar calado em nove línguas, incluindo o chinês. Suspeita-se, até, que talvez o conseguisse em muitas outras.
Até que um dia - há sempre um dia -  foi posto à prova.
E o desastre aconteceu. Naturalmente.


Disse ao jornal Diário as Beiras, no início de Abril passado, entre outra coisas, o seguinte: “apresentei a proposta para ser militante do PS porque, embora continuando a lutar pela freguesia de São Pedro, entendi que este é o momento próprio para me fazer militante”. Deduz-se das suas palavras, que nem sequer foi convidado: foi ele que apresentou a proposta!..
Quem desconhece a palavra grandeza, só conhece a palavra poder. Quem desconhece a palavra dignidade, só conhece a palavra arrogância. Quem desconhece a palavra humildade, só conhece a palavra vingança.
Se a mudez voluntária sugere quase o infinito, o verbo precipitado anula efémeros encantos.
Vivemos numa Aldeia, em que as barracadas acontecem por causa do poleiro. Por isso, as eleições internas são importantes: são elas que  dão a possibilidade de se obterem cargos. Não me digam que ainda pensam que determinado indivíduo, e a sua equipa, concorrem a uma freguesia  só porque gostam da Aldeia e do partido?
Se assim fosse, nunca mudavam de partido…
As movimentações, por causa do protagonismo, nem que isso se resuma a um universo que se limita à junta de freguesia,  ou pelo lugar de assessor camarário, acontecem nos bastidores...

sábado, 22 de junho de 2019

Quadras soltas em época de santos populares... (2)

Meu rico S. João,
Santo milagreiro:
evita mais uma decepção,
mal por mal, conserva o Monteiro.

Repara S. João:
se a Figueira está um chiqueiro,
imagina como seria o trambolhão,
com o Tenreiro!..

A homenagem que faltava fazer na Figueira, apesar do significado das homenagens estar tão banalizado por aqui... Tenho pena, acreditem-me...

"BREVE"...

Trotinetes: entre carreira e carteira existe a diferença de uma letra...

Uma crónica de opinião hoje publicada no Diário as Beiras:

"Fiquei entusiasmado quando vi as as trotinetes parqueadas junto ao Museu Municipal. Pensei, é agora que me vou aventurar! Pensei ainda, finalmente a Figueira aproxima-se de Lisboa e vamos ter meios suaves e alternativos para ir de A a B. E daí tentei fazer o download da aplicação para o meu “smartphone”. Não funcionou, é demasia-do velho (2016 ) e não suporta a aplicação da CIRC – empresa que explora as trotinetes.Tentei obter informação através do site da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Nada. Zero. Nem uma linha sobre as trotinetes, como se não fosse nada com eles. Isto, depois do pre-sidente ter feito gala das trotinetes: “mais uma peça da estratégia municipal para a mobilidade suave”. Mas, na prática a Câmara está alheada do fenómeno. O Pedro Silva já mostrou (crónica de 3ªfeira) a necessidade de haver mais informação aos munícipes. A trotinete é legalmente um meio de transporte público, partilhado, com direitos e deveres no uso da vida pública. A Câmara parece não ter consciência deste facto jurídico. Aliás, a nossa Câmara está-se borrifando para a mobilidade suave, o fim abrupto da primeira ciclovia em Buarcos (junto ao parque infantil) é mostra que as obras centraram-se no estacionamento dos carros. Adicione-se a passividade perante os carros mal estacionados (em cima do passeio, nos espaços verdes, nas rotundas, em cima das passadeiras...). 
Portanto, bem-vindas sejam trotinetes, com um cartão vermelho à Câmara Municipal da Figueira de Foz nada faz pela mobilidade suave, nem sequer as trotinetes apoia!"
Nota OUTRA MARGEM:
Tal como numa vida em destruição, também num concelho em destruição, os dias são acidentes de percurso para acontecer  à espera de vez...

Quem publica assim não é "rato", nem é gago...

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Com a máxima cordialidade: à especial atenção do Dr. Carlos Tenreiro (já agora, também do Dr. Miguel Babo)...

O Dr. Carlos Monteiro respondeu aqui, à chamada para uma postagem publicada neste blogue:
Mais uma superfície comercial: ALDI das Abadias, junto à Avenida Dr. Joaquim de Carvalho...
.
A proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) foi aprovada  na reunião de câmara  realizada em 22 de junho de 2017,  com cinco votos a favor do PS e três votos contra e uma abstenção do PSD.
Quem se absteve foi a vereadora Ana Catarina Oliveira, sem ter feito declaração de voto.
O PDM foi o assunto que dominou o debate político da sessão camarária de ontem, ou não se tratasse de um processo que se prolongou durante 20 anos!..
O horto municipal mantém-se como espaço para equipamentos, que o mesmo é dizer, ficou como estava, isto é, significa que se pode construir lá.
A ameaça permanece...
O responsável por este blogue, embora sabendo que seria apenas para memória futura, foi à reunião de Câmara realizada na cidade da Figueira da Foz, na tarde de quinta-feira, dia 22 de junho de 2017, para colocar aos autarcas que o poderiam fazer (Presidente da Câmara e seu vice, vereadores da situação e da oposição) o seguinte desafio:  levar àquela reunião de câmara duas propostas concretas para preservar o  horto. 
Uma, clara e límpida, a colocar a área do Horto, definitivamente, como zona verde!
Outra, a integrar, definitivamente, o mesmo terreno na área do Parque de Campismo!

Esta foi uma das tomadas de posição que tomei contra a revisão do Plano Directo Municipal actualmente em vigor no nosso concelho.
O Dr. Carlos Tenreiro, na altura, era membro da Assembleia de Freguesia de Buarcos e São Julião. Certamente que o PDM foi discutido nesse órgão autárquico. Terei todo o gosto em publicitar as tomadas de posição do Dr. Carlos Tenreiro nesse órgão autárquico, pois as suas posições de luta devem constar das actas, que certamente terá em seu poder.

Pela minha parte, convido-o a clicar aqui pois terá abundante informação do meu comportamento, enquanto cidadão activo e lutador, no decurso da discussão do Plano Director Municipal aprovado em 22 de junho de 2017.

Dr. Carlos Tenreiro: Parecer favorável para a construção de um Aldi nas Abadias... (a propósito do PDM feito à medida... Vamos então continuar a discutir?).
Isabel Maranha Cardoso, via DIÁRIO AS BEIRAS
"... a propósito das decisões que vêm sendo tomadas em matéria de ordenamento de território e planeamento urbano, quer na localização de superfícies comerciais quer de unidades produtivas localmente indesejadas, sempre com o argumento “legalmente não se pode recusar pois o Plano Director Municipal (PDM) permite”

Dum PDM que se revelou robusto e sobreviveu mais de vinte anos, passámos a um PDM, por este executivo camarário da Figueira da Foz revisto, permissivo, frágil e sem a necessária blindagem desprotegendo, ou desistindo dos interesses da cidade e dos figueirenses, quando tudo deixa instalar! Então qual foi a escolha política?"

Entretanto, nem tudo é bom...

Foi inaugurado esta manhã o novo Centro Escolar de S. Pedro, uma obra orçada em cerca de um milhão e 300 mil euros, já incluindo os prejuízo. A reportagem, com fotos e tudo, pode ser lida clicando aqui.
Aquilo está tudo um binquinho, toda a gente gostou a cerimónia foi linda, contudo, algumas coisas são mesmo  ridículas...
Atentem nesta:

Carlos Monteiro, mostrou-se optimista pela intervenção em curso no 5º. molhe. Eu, nem por isso...

Mais uma superfície comercial: ALDI das Abadias, junto à Avenida Dr. Joaquim de Carvalho...

Na reunião de 19 do corrente mês foi aprovado, com os votos a favor dos vereadores do PS e os vereadores independentes Carlos Tenreiro e Miguel Babo. (4.1.1 - Proc 229.2018 - Contrato de obras de urbanização).

Registe-se que na reunião realizada em 26-11-2018 os vereadores Miguel Babo e Carlos Tenreiro tinham votado contra.
Passo a citar: 
A Câmara Municipal deliberou, por maioria, com seis votos a favor do Presidente e dos Vereadores Carlos Monteiro, Ana Carvalho Oliveira, Mafalda Azenha, Nuno Gonçalves e Miguel Pereira, e três votos contra dos Vereadores do Partido Social Democrata, Carlos Tenreiro, Miguel Babo e Ricardo Silva, aprovar a emissão de parecer favorável ao Pedido de Informação Prévia, apresentado pela Mérito TotalEmpreendimentos Imobiliários, S.A., no âmbito do processo n.º 09-54/2017, para a construção de um estabelecimento comercial, na freguesia de Buarcos e São Julião. 
(O Vereador Miguel Babo acrescentou, em jeito de conclusão que, se não fosse a alteração do PDM, aquilo não tinha acontecido, que isso fique bem claro, o PDM foi alterado e provocou aquela situação, e quem o alterou foi o atual Executivo. Além disso, se tivessem justificado como o Presidente justificou, como uma inevitabilidade, ainda podia aceitar com mais parcimónia. Mas vir defender com um cinismo total, que vão abater 32 árvores, mas vão colocar lá 44, também têm que explicar às pessoas que as árvores demoram tempo a crescer, não é apenas cortar ou plantar, defender que se vai fazer circuitos pedonais e um aumento de CO2 que é uma loucura. Mais um supermercado vai aniquilar e estrangular ainda mais o comércio local e para isso não há comentários. Ou seja, é tudo uma maravilha, faz-se betão, rotundas, estacionamentos, mas assim já não há CO2, pois faz-se um circuito, uma coisa bestial, e é apresentado como algo formidável. Propõe que leiam bem a proposta, pois considera-a uma defesa formidável ao referido espaço comercial, pois parece ótimo para as crianças do ciclo e é tudo uma maravilha. Quando não precisavam de mais nada, porque as árvores estão lá, mas vão ser abatidas, e o facto de estar lá uma casa que não está em boas condições, não justifica o Supermercado, pois as pessoas que têm comércio tradicional, mais uma vez, vão “levar pancada” ou desaparecem, e, entretanto, os supermercados tendem a ir à falência.Realçou que são sempre os mesmos os prejudicados, e desejava saber, já que aquilo é algo de bom, quem são os beneficiários.) 

Figueira da obra...

Eclipse Edilício

Em dia de solstício de verão assistimos a um eclipse.
O Centro Escolar de São Pedro, esse tópico eleitoral que já teria barbas, se fosse homem, vai finalmente ser inaugurado, ao jeito imperial: com adornos simbólicos astronómicos.


Hoje celebra-se o dia mais longo do ano - aqui, no hemisfério norte.

Deixemos que a luz penetre a penumbra e tenhamos atenção aos detalhes.
Uma inauguração é uma apresentação pública que oficializa a existência e funcionamento de um determinado equipamento perante a sociedade nas suas diferentes camadas;
Sendo um equipamento do Estado, faz todo o sentido que os responsáveis públicos pela sua origem, presente e futuro estejam presentes, prestem testemunho e tomem compromissos;

Este centro escolar é uma obra pública, foi erguido em São Pedro mas é, na sua natureza, um equipamento escolar, da responsabilidade da pasta da educação.
Parece que o (des)alinhamento de astros, neste cortar de fitas, vai ter espaço para um eclipse, ou será antes um sacrifício?..

É com estranheza que ocorre a inauguração de um centro escolar numa data que impossibilita a presença do Vereador da Educação.
Num dia cheio de fenómenos celestiais estaremos a assistir a uma tentativa de precipitar uma estrela cadente? Janeiro está aí, e o tabuleiro cor-de-rosa está montado.

À Cova-Gala parabéns pela conquista!


XEQUE!
MONTEIRO E SALGUEIRO ENLEADOS NAS TEIAS ONDE SE MOVEM...

quinta-feira, 20 de junho de 2019

"Prometo espalhar o terror por esse calçadão fora. E espalhar-me eu próprio."

Aprofundamento e melhoria de acessibilidades do canal do Porto da Figueira da Foz

"A visita da ministra do mar não passou de uma propaganda política, sem resultados práticos para Figueira da Foz.

Já tinha questionado o seu antecessor, por mais que uma vez.. relativo à obra do "Aprofundamento e melhoria de acessibilidades do canal do Porto da Figueira da Foz", o desassoreamento vai permitir navios de maior calado entre os 8,9 e os 10,5 e até 150 metros e facilitar a entrada das embarcações de Pesca.

Abrindo uma perspectiva brutal para o mercado da contentorização e não só.

Esta obra de 19 milhões de euros, é financiada 50% pelo COMPETE e os restantes 50 % pela APFF e por entidades PRIVADOS.

O Protocolo entre APFF e os PRIVADOS, aguarda a assinatura da Ministra Ana Paula Vitorino, que já está pronto há quase 6 meses, esteve para ser assinado no final de Maio, agora durante a primeira quinzena de Junho.....

Atendendo que esta nova Administração da APFF, além de não ter ninguém da Região, também não tem nenhum membro fixo no Porto da Figueira da Foz, será que o Dr. Carlos Monteiro, poderá informar quando será feita a assinatura do Protocolo?

E a obra ainda vai ser lançada este ano?

O tempo vai passando e a Figueira da Foz fica a perder!!"

Figueira da Foz, 19 Junho de 2019

Vereador do PSD Ricardo Silva

Sábado há teatro no Mocidade Covense

As obras em Buarcos terminam no final do mês. E a estátua do pescador fica como está! Fica a pescar para a rotunda a aguardar pela segunda fase...

"A primeira fase da obra de regeneração urbana da frente marítima de Buarcos, na Figueira da Foz, estará concluída no final do mês, 15 dias depois do prazo original", disse ontem o presidente da câmara municipal.
O prolongamento do prazo para dia 30, segundo Carlos Monteiro, ficou a dever-se a uma opção da autarquia em resolver um “estrangulamento” de trânsito no troço final da avenida Mário Soares – que passava de quatro para duas faixas de circulação em plena via – passando a circulação a fazer-se numa faixa em cada sentido, entre a rotunda junto a um supermercado ali existente e a rotunda do Farol, sendo as duas faixas restantes usadas para estacionamento e ciclovia.

Carlos Monteiro, obviamente...

FOTO DB – PEDRO AGOSTINHO CRUZ

Carlos Monteiro prepara-se para o seu primeiro São João desde que ocupa o cargo de presidente da Câmara Municipal Figueira da Foz. Via Diário as Beiras:

Pergunta: "Considera que o modelo para organização das festas que tem vindo a ser aplicado é o mais correto?"
Resposta: "Aquilo que considero é que o modelo deste ano é o mais correto. Temos como principal alteração a data da Feira das Freguesias, que este ano coincidem com o São João, o que significa que todo o concelho poderá estar presente. Agora, só no final das festividades é que nos vamos reunir e avaliar se este foi, efectivamente, o formato mais correto ou não."

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Uma reflexão no dia do centenário do jornal mais antigo da Figueira da Foz em actividade

jornal mais antigo da Figueira da Foz, neste dia 19 de junho, completa um século de existência.


“O Figueirense” assinala esta efeméride, às 18 horas, no Casino Figueira, com a realização de um colóquio/debate, com entrada livre, que explorará o tema “O Futuro dos Jornais”, onde serão debatidos e analisados temas ligados ao jornais, à comunicação em geral.
Sauda-se e felicita-se, naturalmente, os 100 anos do  jornal "O Figueirense".
Mas, a constação é óbvia em junho de 2019. Os tempos mudaram e o essencial do que se passa no país, já passou a ser relatado na net e não nos jornais. A nível nacional, o que esperar da Sonae, Cofina, Impresa, Media Capital ou Impala, em termos de qualidade informativa? E na Figueira o que esperar do Casino?
Pouco, muito pouco, que não venha dos profissionais que por aí exercem e da liberdade que lhes é permitida pelas direcções redactoriais. Estará esta liberdade mais assegurada do que há 30 anos atrás, ou antes pelo contrário foi sendo cada vez mais cerceada, por motivações e razões várias?
Num país pobre e num concelho pobre, pobre do jornalista que se meta com poderosos da política ou do poder económico, de modo a assustá-los de verdade. É cilindrado num abrir e fechar de olhos, se tiver por onde possa ser pegado. O poder não perdoa afrontas, porque a perda do poder, é a perda da imunidade de facto. Trata-se por isso de luta pela sobrevivência em que só os animais ferozes e sem escrúpulos de maior, se safam impunes. Até ao dia em que são devorados pela imprevidência, porque a selva guarda segredos e um deles é a imprevisibilidade do tempo e do clima político. O exemplo mais evidente é Sócrates.
Mas, voltando ao ponto essencial: o que será, afinal, esta essência que faltará aos jornais e se pode ler na net dos blogues que, aparentemente, continuam a ser uma vergonha? Vejamos então o que diferencia os blogues, em modo de qualidade. Um blogue interessante, precisa de algumas coisas que o distinga. Precisa de franqueza,  substância e conteúdo útil, relevante e interessante. Salvo melhor opinião, parece-me bem que é isso que falta aos jornais. E o que será que  impede isso?  A equipa redactorial? A direcção submetida ao dono, a quem procura dar voz ao respectivo interesse, no fundo em acordo tácito? A falta de ambição e de imaginação?
Um blogue que se preze, tem de ter disso tudo. O que lhe faltará, sei do que falo, é  uma equipa que pensa profissionalmente, organiza com meios e produz profissionalmente. Um blogue, é um exercício de artesanato do interesse e gosto pessoal de quem o anima. Um jornal, uma obra de grupo. Seria por isso importante que o grupo se desse conta disso. Afinal, vivem do que produzem. Um blogue, produz aquilo de que vive. É uma diferença. Penso que substancial.