terça-feira, 16 de abril de 2019

Contra a alteração aos Planos de Praia

No âmbito da Consulta Pública, apresentamos os 9 pontos que consubstanciam a nossa discordância em relação à alteração dos Planos de Praia do Cabedelinho e do Cabedelo. Link do site PARTICIPA.


1 - A deslocalização de edificações para a frente marítima contra a estratégia preconizada para o resto da costa não serve o interesse público. Esta alteração pretende contornar as condicionantes às novas edificações previstas na FAIXA DE PROTEÇÃO COSTEIRA para legitimar a construção em ESPAÇO NATURAL - PDM (praia) as edificações que pretendem demolir em ESPAÇO URBANO. Não concordamos com mais edificação na frente marítima.
2 - Nenhum outro Plano de Praia prevê Novos Acessos Rodoviários. Como não existem constrangimentos à construção de Novos Acessos Rodoviários em ESPAÇO URBANO, a medida proposta nesta alteração aos Planos de Praia serve apenas para legitimar Novos Acessos Rodoviários no espaço da praia. Não concordamos com Novos Acessos Rodoviários na frente marítima, em ESPAÇO NATURAL - PDM (praia), porque não vislumbramos o interesse público desta alteração.
3 - Em nenhum outro Plano de Praia existe a categoria OBRA DE DEFESA COSTEIRA A REABILITAR. Existe apenas a categoria OBRA DE DEFESA COSTEIRA A CRIAR, relativa a nova obra, porque para a reabilitação de uma obra existente não é necessária qualquer inscrição no Plano de Praia.
Não concordamos com a nova categoria nem com qualquer OBRA DE DEFESA COSTEIRA pesada que não tenha sido oportunamente prevista no POC, sublinhando que a intervenção prevista para o Cabedelo é a alimentação artificial de areias por transposição sedimentar.
4 - Não concordamos com OBRAS COSTEIRAS em zona de “ondas com especial valor para a prática de desportos de deslize” sem a competente “avaliação dos potenciais impactos negativos” prevista na NG14 do POC.
5 - A área assinalada como DUNAS A REABILITAR, abrange a estrada existente e o interior do Porto de Pesca, onde não existem quaisquer dunas. Não faz qualquer sentido desviar para aquela localização, atrás da duna existente, os sedimentos que deveriam ser colocados na sua frente, conforme previsto na tipologia de intervenção de alimentação artificial consagrada no POC.
6 - A alteração aos Planos de Praia do Cabedelinho e do Cabedelo, não contempla qualquer alteração à extensão da praia, capacidade de carga, lugares de estacionamento, número de unidades balneares ou concessões programadas - APS e APC. Uma vez que os Planos de Praia “visam estabelecer o quadro de princípios e critérios para a concretização dos objetivos de valorização e qualificação das praias, em particular as consideradas estratégicas por motivos ambientais e turísticos, e disciplinar o uso das praias especificamente vocacionadas para uso balnear”, e constatando que não existem alterações com impacto no regime de uso e ocupação, a alteração aos Planos de Praia não tem fundamento.
7 - Por definição, a natureza das alterações que pretendem realizar, como "Acessos Viários a criar“ ou “Praça a reabilitar”, são do âmbito de um Plano de Pormenor e não de um Plano de Praia, pelo que este não é o instrumento de gestão territorial mais adequado.
8 - Não concordamos com esta consulta pública para a alteração dos Planos de Praia, cujo resultado está viciado à partida, porque o projeto que pretende viabilizar já se encontra em obra. Repudiamos este expediente para contornar os incumprimentos do projeto face ao PDM em vigor. 
9 - Não nos parece que esteja garantida a isenção neste processo porquanto o responsável político da instituição, que promove a alteração dos Planos de Praia, depende desta alteração para contornar o incumprimento do projeto, que promoveu enquanto autarca, face ao enquadramento legal vigente.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Pardon my french, mas...

...hoje, está a ser um dia fodido. Desculpem, mas não encontro outra maneira de expressar isto...

Horror e tristeza

A renúncia “a ferros” evitará uma crise interna e prolongada na vereação e no PS? O ex-futuro interino terá capacidade política distrital e nacional de intervenção? A Figueira vai continuar à espera?!…

A democracia e a “outra senhora”...


Paulo Pinto, no facebook: "Cá por casa, na arrumação da biblioteca, de vez em quando encontro algumas coisas interessantes. Afinal no tempo da ”outra senhora” já havia inaugurações."

28 de Setembro de 1962 - Jornal Diário Popular

 
 

Não acredito  que o Paulo pense que em democracia há só virtudes.  A democracia é um regime onde a escolha dos governantes assenta em poucas ideias e escassos princípios. Os cidadãos são iguais em condição e estatuto. Tal implica, “uma pessoa um voto”. Em princípio é assim: temos eleições regulares e livres, com liberdade de associação e de expressão. Os vencedores governam, os que perdem são oposição e as maiorias respeitam as minorias.

Mas será que a honestidade e tolerância fazem parte da democracia. Deviam fazer. Mas, penso que todos conhecemos a realidade, por exemplo na Figueira. Eficiência e dedicação à causa pública, temos? Devia haver, mas todos conhecemos a realidade que nos rodeia... E solidariedade , respeito pelos outros e fraternidade, existem?

Claro que não, mas a culpa também é nossa. Para termos uma democracia minimamente decente, teríamos de  lutar pelos nossos direitos, sem esquecer os deveres.
Oportunismo e infâmia, havia no tempo da "outra senhora" e existe em democracia. A democracia que temos - e a Figueira é um bom exemplo disso - é um sistema político de inferior qualidade.  Mas não é a democracia que deve ser  colocada em causa. Quem devemos questionar é  os partidos, os dirigentes, os sindicatos, os empresários, os intelectuais - no fundo, nós todos.
Estamos em ano eleitoral. E em anos eleitorais a falta de qualidade da nossa democracia torna-se ainda mais visível. Vem à tona, tudo o que não serve na política democrática: populismo, propaganda, insulto, denúncia, intriga, delação, caça ao voto, oportunismo e demagogia. Isso, seria bom para a democracia, se essa visibilidade dos defeitos contribuísse para os corrigir. Mas não é assim:  os trambiqueiros, oportunistas e os aldrabões, costumam ser os vencedores.
Este 2019, ano eleitoral, já nos trouxe  coisas positivas. O Governo ofereceu benefícios, como os passes sociais para os transportes e o descongelamento de alguns vencimentos.
Está a ser  também uma excelente oportunidade para a oposição denunciar a demagogia eleitoral. E, este ano eleitoral, está a servir  para desvendar as histórias das famílias nos cargos políticos. O que aliás não é nada de novo, desde há mais ou menos quarenta anos.
A democracia não é a culpada. É o sistema político, é o caldo de cultura em que nos habituámos a viver, são os partidos e os dirigentes políticos. Democracia, tal como ditadura,  não implica seriedade, honestidade e isenção.
Existe, porém, uma diferença: a democracia  não evita nem proíbe o oportunismo, o eleitoralismo ou a propaganda demagógica. Mas permite que queira lutar contra isto, combata. 
A maior virtude da democracia, passa pela possibilidade de corrigir e melhorar. De lutar contra a imperfeição. E de castigar quem se aproveita ou destrói a democracia. Nas ditaduras não é bem assim.

Depois das podas...

... o balanço: "linda poda"!..

ÙLTIMA HORA

RIGOROSO EXCLUSIVO ANC-Caralhete News  
PARA VER MELHOR, BASTA CLICAR NA IMAGEM

"Radigrafia", revela o Bairro Novo em números e propostas

O Bairro Novo, construído no século XIX, continua a ser o coração turístico da cidade.
A Associação do Bairro Novo, agora liderada pelo empresário Álvaro Tomás, resolveu fazer uma “radiografia” à zona “chic” da cidade, estudo suportado por duas empresas sediadas naquela zona. 

O relatório preliminar – o definitivo deverá ficar concluído até ao final deste mês – revela o Bairro Novo em números e propostas. 
O estudo destina-se a aferir a dinâmica económica, turística, habitacional e social. “Este estudo é um raio X do Bairro Novo e servirá como linha orientadora para fazermos propostas sustentadas a quem de direito”, disse Álvaro Tomás, esperando que sirva, também, para captar fundos comunitários e da zona de jogo e novos investimentos.

O estudo para Álvaro Tomás, tem por finalidade “preparar o presente e projectar o futuro”, porque “o Bairro Novo foi, é e sempre será o coração da Figueira da Foz”. A “radiografia”, “com propostas concretas e devidamente debatidas com a população”, será apresentada a parceiros institucionais. O estudo da associação inclui, também, um logotipo para a “marca” Bairro Novo, uma sede e um cartão de sócios com descontos nos estabelecimentos aderentes. A cereja no topo do bolo é a proposta que defende que algumas das ruas comerciais devem ser cobertas, para transformar o Bairro Novo num centro comercial de rua onde os lojistas serão os que lá estão e os que poderão vir ali instalar-se. Isto, claro, se aquele e argumento da associação tiver cobertura dos comerciantes e das instâncias de decisão.
Para Álvaro Tomás  “há muito para fazer” naquela zona da cidade: desde o reordenamento do trânsito até à substituição do “obsoleto” mobiliário urbano. Na entrevista dada ao jornalista Jot’Alves do Diário as Beiras, o entrevistado aponta ainda  a necessidade de serem revistas as regras das esplanadas e acabar com os balcões exteriores dos bares. Antes de terminar a conversa, revelou que a associação pretende realizar “quatro ou cinco eventos marcantes por ano”

Imagens via Diário as Beiras

“As grandes insubmissões”

Ruy Belo (1933-1978)
Um texto de Ruy Belo:
As grandes insubmissões sempre foram para mim as pequenas. Na minha vida, lembro duas.
Começava um ano lectivo. Andaria no segundo ano do liceu. Era a época da feira da piedade. Cheguei de férias na minha terra e vi o vítor a andar de carrocel. Esperava que a volta acabasse para o abraçar. Fui esperando, ele nunca mais descia. Uma volta, mais outra, outra ainda. Fui contando: vinte. O vítor tinha vinte escudos. Eu já o respeitava, porque era muito alto. Passei a respeitá-lo mais. O Vítor era capaz de gastar vinte escudos no carrocel.
Outra grande insubmissão foi a do maurício, também nos primeiros anos do liceu.
Um dia o maurício faltou à aula das nove. Até aí, nada de particular. Saímos para o pátio e o maurício estava no campo de basket, perfeitamente equipado, sozinho, a lançar a bola ao cesto.
– Ó maurício, faltaste à aula das nove.
E o maurício, sem responder, imperturbável, continuava a lançar a bola ao cesto.
Tocou para a aula das dez.
-Ó maurício, não vens à aula?
O maurício não respondia. Continuava, imperturbável, a lançar a bola ao cesto.
Faltou à aula das dez, faltou toda a manhã. Nos intervalos saíamos e logo ouvíamos a bola contra a tabela. O maurício, sozinho, continuava a lançar a bola ao cesto.
Só se foi vestir quando tocou para a saída da última aula dessa manhã. Esperámos todos por ele. Não lhe perguntámos nada. E seguimo-lo cheios de admiração. O maurício, apesar dos professores, apesar dos contínuos, apesar da campainha, faltara a todas as aulas.
Toda a manhã jogara basket. Sozinho. Contra professores, contra contínuos, contra a campainha.
Ruy Belo
in Todos os Poemas, Círculo de Leitores. Via Aventar.

sábado, 13 de abril de 2019

Festa de despedida ao Dr. João Atáide...

Via ANC-Caralhete News (Nunca nos conformamos com o cinzentismo da adversidade. Apesar de terem transformado a Praia da Claridade na Praia da Calamidade, a Figueira não pode continuar a ser uma fatalidade!..)

O local está escolhido. Foi testado, e pode suportar até fogo de artifício: será no espaço Municipal, junto ao Horto Municipal.
É claro que o evento terá o alto patrocínio do Presidente da Câmara, dr. prof. Biólogo Carlos Monteiro, também promotor aficcionado do Movimento Água Mais Cara do País!

Três bungalows devem chegar para o necessário apoio logístico.
A festa incluirá José Cid - o antigo assessor do homenageado Tiago Castelo Branco deverá fazer uma perninha no clarinete ...  Para além disso, as Escolas de Sambra são um número  imprescindível. O repasto incluirá uma feijoada de búzios, confeccionada pela equipa do "Mestre" da Feijoada de Búzios - Zé Esteves. Antes do repasto, poderia ter lugar um joguinho de futebol de praia, com os vereadores repartidos pelas duas equipas, para terem oportunidade de irem às canelas uns dos outros.

Numa cidade em que é sempre carnaval, a conta não deve ser problema: uma despedida de um presidente a meio de um mandato é um acontecimento que se não deverá repetir nos próximos 14 anos. 
E, dentro de 14 anos, a Figueira estará pior: terá o mesmo clima que Rabat. 
Teremos longos períodos de secas. 
Nada de grave no ambiente local. Nessa altura, o importante é que a Sagres e a  SuperBock continuem perfeitas! 
E que haja foguetes para estourar!

Porém, os sentimentos de alegria, tristeza, ternura, os afectos continuam cá...
Só corações de pedra não os conseguem sentir!
Esta festa de despedida não seria no dia em que o Rei fez anos. Seria no dia em que o Rei se foi embora... 

Haja boa disposição



Sacado daqui

QUER CONTRIBUIR PARA MELHORES REFORMAS? NÃO VÁ AO PINGO DOCE.



Vida TV Saloia

Quem é Carlos Monteiro, o novo presidente da câmara da Figueira da Foz

Cito o site da câmara municipal da Figueira da Foz.

"Carlos Ângelo Ferreira Monteiro, nascido em 24 de Agosto de 1962, em S. Julião da Figueira da Foz, reside nesta cidade.
Em Junho de 1987, licenciou-se em Biologia, ramo de formação educacional, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Concluiu o Curso de Formação Especializada em Administração Escolar, pela Universidade de Coimbra - Centro de Estudos Superiores de Alcobaça. Desde 2008, possui o Estatuto de Formador em Administração Educacional e Organização do Sistema Educativo. Iniciou as suas funções docentes em 1987.
Em 1999, foi eleito Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Dr. Joaquim de Carvalho da Figueira da Foz, cargo que exerceu até 2009. Neste mesmo ano, foi eleito Director desta escola para o quadriénio 2009-2013.
Foi caso de estudo de uma tese de doutoramento, Gestão e Liderança nas Escolas Portuguesas – A emergência de novos líderes entre a conformidade e a inovação (2008), de José Manuel Silva, Presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e, anteriormente, Director Regional da Direcção Regional de Educação do Centro.
Politicamente, de 2001 a 2005, foi membro da Assembleia de Freguesia de S. Julião da Figueira da Foz. E de 2005 a 2009, foi membro da Assembleia Municipal da Figueira da Foz."

Nota de rodapé.
Como se sente um vereador resiliente, promovido a presidente da câmara da Figueira apanhado na curva numa altura destas?
Claro que não espero resposta. O calculismo, o medo e a  falta de mundo falam mais alto.
O nível na política figueirense é muito baixo. Talvez, Vossa Excelência, como político experiente e experimentado,  possa contribuir para ajudar a elevar a fasquia, não se eximindo a tomar posições claras sobre os assuntos importantes e difíceis que preocupam os figueirenses. Por exemplo, o turismo, o ambiente, a cultura, a erosão costeira, a limpeza, o emprego, a saúde, os equipamentos desportivos...  
Como  sabe, o calculismo  é um dos factores que contribuem para baixar o nível da política...

sexta-feira, 12 de abril de 2019

No fundo é isto: estes filhos da puta querem-nos a trabalhar até ao crematório...

"Trabalhar até aos 69 anos permitiria adiar défice da Segurança Social para lá de 2070", dizem eles...

Todavia, o que eles deviam dizer é outra coisa. 
O que eles nos deviam dizer é que, num futuro mais ou menos próximo, "trabalhar até morrer, como no tempo da ditadura, vai estar de volta para "enterrar" biliões do erário público na recapitalização dos bancos privados, que nos ficam com a casa quando deixarmos de ter dinheiro para pagar a hipoteca, porque a empresa que nos dava trabalho foi à falência em mais uma crise provocada pelos bancos...

Vamos aguardar pelas notícias de amanhã...

"Marido de secretária de Estado da Cultura pediu a demissão após o Observador ter noticiado a relação familiar. João Ruivo esteve 13 dias no cargo e é mais uma baixa no Governo do chamado Familygate."

Nota de rodapé, via Diário as Beiras.
"O secretário de Estado do AmbienteJoão Ataíde, que estava com funções suspensas na presidência da Câmara da Figueira da Foz, já renunciou ao mandato autárquico.
Com a renúncia, ao invés da suspensão do mandato, João Ataíde não poderá regressar à Câmara da Figueira da Foz, agora presidida por Carlos Monteiro, antigo vice-presidente da edilidade e que acumula a liderança do PS local."

Um comunicado da Comissão Política Concelhia do PSD/Figueira

Ao fim de nove anos lá conseguiu...

"Mais uma vez o Partido Socialista tratou os Figueirenses e a Câmara Municipal como um feudo, tomando decisões que em vez de servirem a causa pública, aproveitam a mesma para os desígnios do aparelho socialista e de alguns dos seus dirigentes, sem o menor pudor ou respeito pelos Figueirenses!
A tal “palavra dada“ afinal não é “palavra honrada”!
Saem e entram de acordo com as conveniências pessoais e ao serviço de estratégias , para melhor acomodar os interesses de cada um e dos seus amigos ou familiares!
Enfim, nada que o PSD não tivesse anunciado e por isso foi violentamente atacado por antecipar algumas “intrigas” e “jogadas palacianas”.
Que os Figueirenses tomem nota que o PS reduz as instituições e os compromissos ao sabor das conveniências.
Além da ironia do maior destruidor de árvores sãs na Figueira da Foz ser promovido a Secretário de Estado do Ambiente!
Ao fim de nove anos lá conseguiu...."

Ataíde poderá renunciar à presidência da Câmara da Figueira a qualquer momento

Um exclusivo do Diário as Beiras

"O secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, com funções suspensas na presidência da Câmara da Figueira da Foz, poderá renunciar ao mandato autárquico a qualquer momento."

 
"Fonte próxima do processo afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que a decisão é política e poderá ser tomada ainda hoje. As obras e os dossiês da autarquia com relação directa à pasta do Ambiente estarão na origem da opção pela renúncia.
Não se tratando de uma ilegalidade, a renúncia prende-se com a incompatibilidade política com que poderia deparar-se o novo membro do Governo.
João Ataíde suspendeu ontem o mandato autárquico, horas antes de ser empossado secretário de Estado do Ambiente pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Com a renúncia, João Ataíde não poderá regressar à Câmara da Figueira da Foz, agora presidida por Carlos Monteiro, antigo vice-presidente da edilidade e que acumula a liderança do PS local."

Antecipação científica...

A crónica de opinião desta semana no Diário as Beiras.

E esta?..

Tudo isto tresanda a naftalina. A atraso. Está bem para um país que insiste em usar máquina a vapor... (II)

“Quero bastar-me a mim próprio até ao meu último suspiro”. Assim foi...

Valdemar Caldeira, engenheiro químico e figura conhecida de Coimbra, faleceu na casa onde residia, aos Campos do Bolão, Geria, tendo sido encontrado sem vida ontem à tarde. 
O INEM ainda fez deslocar para o local uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação, mas já nada havia a fazer, tendo o óbito sido declarado no local. 
Tinha 77 anos.
A negação de ajuda foi quase um lema de vida. 
E, no entanto, quem o conheceu sabia que era um benemérito.

Tudo isto tresanda a naftalina. A atraso. Está bem para um país que insiste em usar máquina a vapor...

Via jornal Diário as Beiras

Imagem sacada daqui
"João Ataíde optou pela suspensão do mandado, em vez de renunciar ao cargo de presidente da câmara. A opção deixa a sua sombra política a pairar sobre o executivo camarário, desde ontem presidido por Carlos Monteiro. Questionado sobre o assunto pelos jornalistas, o novo secretário de Estado do Ambiente discordou que a decisão possa condicionar a acção do seu sucessor interino, afirmando que foi com ele “acordada previamente”. Assim sendo, João Ataíde pode regressar a qualquer momento, uma vez que o mandato autárquico só termina em finais de 2021. 
Indagado sobre o assunto, respondeu que “é conhecido que esta legislatura está a acabar, razão mais do que suficiente para justificar a suspensão [do mandato]”. Mas, salvaguardou, tudo “depende do que o futuro nos destina”. Aceitaria um lugar num eventual próximo Governo do PS? “Nunca fixei metas na minha vida”, respondeu. 
Com aquela decisão, João Ataíde mantém o seu capital político e assegura que os que lhe são mais próximos na câmara se sintam protegidos. Por exemplo, o gabinete da presidência deverá, no essencial, manter-se, incluindo a continuidade do chefe, Nuno Matos, cargo de nomeação, pelo presidente, e de confiança pessoal. Ou seja, Monteiro vai ter de trabalhar com a equipa criada por Ataíde.
Os vereadores souberam pela comunicação social que João Ataíde aceitara integrar o Governo. “Não houve tempo” para avisá-los antes...
Por outro lado, justificou com a sua disponibilidade para servir a causa pública o facto de ter aceitado o novo cargo, apesar de ter reiterado, em diversas ocasiões, que cumpriria o mandato na câmara até ao fim."

quinta-feira, 11 de abril de 2019

E ainda falta inaugurar o aeroporto...

A Figueira ficou com melhor ambiente



O novo secretário de Estado do Ambiente tomou hoje posse. João Ataíde prestou juramento perante o Presidente da República.

Atenção ao pormenor...

Uma nomeação quase cómica

EDUARDO DAMASO:
isto é que é memória!..

"Governo nomeou para secretário de Estado do Ambiente ex-juiz que ajudou a liquidar a investigação do Apito Dourado e que avisou Rui Rio antecipadamente sobre a realização de buscas. E que não tem currículo em questões ambientais. Dá vontade de rir, para não chorar.


A nomeação do presidente da câmara da Figueira da Foz para secretário de Estado do Ambiente é quase cómica. O ex-juiz e ex-director-adjunto da PJ no tempo de Adelino Salvado ficou conhecido por péssimas razões. Liquidou a investigação do Apito Dourado, ao participar no ataque montado pelo Governo de Durão Barroso, com a conivência da direcção da PJ, contra os dois coordenadores do processo, Teófilo Santiago e Massano de Carvalho, bem como contra o juiz Artur Oliveira, à época a liderar a PJ do Porto. Face ao incómodo de Durão Barroso com as notícias sobre as conversas de Valentim Loureiro, então vice-presidente do PSD, com os seus secretários de Estado, sobretudo Miguel Relvas e José Luís Arnaut, quis saber o que existia no processo. Os investigadores, pressionados pela própria direcção, não disseram nada, foram demitidos e despachados como oficiais de ligação para Cabo Verde e Lyon.

Depois, como substituto de Artur Oliveira na PJ do Porto, Ataíde das Neves comunicou antecipadamente a Rui Rio a realização de umas buscas na câmara do Porto, numa investigação ao licenciamento de uma obra. Disse, na altura, que o fez por razões "institucionais" mas "sem dar conta do que estava em causa". Facto objectivo: as buscas não deram resultado nenhum e o processo também não. Se esta é a visão de Rui Rio sobre a investigação criminal, estamos conversados sobre a sua reforma da justiça."

INVESTIGUEM!..

"Novo secretário de Estado do Ambiente «deu emprego à irmã e ao sobrinho» na Câmara da Figueira da Foz?"

"Surgiu ontem na página do PSD Europa na rede social Facebook, suscitando comentários de indignação. A publicação em causa tem potencial para vir a tornar-se viral, na medida em que utiliza uma notícia muito recente - a anunciada nomeação de João Ataíde para o cargo de secretário de Estado do Ambiente, deixado vago por Carlos Martins que se demitiu após ser noticiado que tinha contratado um primo para o seu próprio gabinete - e poderá ser associado ao denominado Familygate, o grande escândalo gerado nas últimas semanas em torno das relações familiares no actual Governo do PS, com dezenas de ramificações nos gabinetes de ministros e de secretários de Estado, na bancada parlamentar do PS e também em altos cargos dirigentes na Administração Pública...

Dizer que João Ataíde «deu emprego» à irmã é uma evidente falsidade. 
Quanto ao sobrinho, não é assim tão evidente. De facto, João Sebastião Ataíde Goulão é filho de Maria Ataíde das Neves e sobrinho de João Ataíde. No dia 29 de maio de 2017, João Sebastião Ataíde Goulão celebrou um contrato por ajuste direto com a CMFF, visando a «aquisição de serviços em regime de avença, no âmbito do projecto da candidatura do território do Concelho da Figueira da Foz a Geoparque da Unesco, pelo período de 12 meses». O preço contratual foi de 10.800 euros, com um prazo de execução de 365 dias."

“As pessoas são escolhidas pela fidelidade ao chefe”...

Na Figueira há quem esteja no "bom" caminho...

Henrique Neto, ex-deputado socialista defende que critérios utilizados para nomeações enfraquecem os governos. 

Henrique Neto considera que a polémica à volta das relações familiares dentro do governo revela uma forma de actuar do Partido Socialista com o objectivo de “controlar a disciplina partidária e a fidelidade ao chefe”.

Henrique Neto, defende que “o problema não é haver um, dois ou três casos, a questão principal é que estas nomeações traduzem a forma que o PS utiliza para controlar a disciplina partidária e a fidelidade ao chefe. É uma forma de nepotismo, isso é evidente”.
E aponta o dedo à forma como funcionam os partidos políticos, nomeadamente o PS. “Eles estão a contar com a fidelidade das pessoas que nomeiam e não poderiam contar com essa fidelidade se as pessoas fossem nomeadas apenas pela sua competência ou pelas suas ideias”, acrescenta.
O critério utilizado para estas nomeações “enfraquece a possibilidade de os governos terem ideias mais avançadas ou mais apropriadas”, porque “as pessoas são escolhidas pela sua fidelidade ao partido e pela sua ligação pessoal”.

Pedro Machado e a imagem


Imagem via Diário as Beiras
Muito boa a entrevista na passada terça-feira à noite. Uma das características, que penso ter descoberto nesta exposição pública da personalidade de Pedro Machado, é uma aparente simplicidade sob a qual se oculta uma mente inquieta, trabalhadora e exigente. Essa característica pode ver-se como vive o seu dia a dia.
A importância e a capacidade de se saber passar a  imagem  não deve ser desprezada. Pedro Machado, nesta entrevista, fez passar a imagem de um empreendedor que personificava a aliança perfeita entre um pensamento encantador e um aspecto inteligente, equilibrado por um misto de  moral e rebeldia. Essa faceta, para quem não o conhecia, acabou por ter algo de surpreendente. Transmitiu-nos a imagem de homem trabalhador, exigente, entregue de corpo e alma à causa pública, transmissor de uma moral que não é moralista, mas uma moral prática que ele desejava ver corporizada numa classe comprometida com o bem comum: os políticos.
Pedro Machado, para quem gosta de passar algumas horas de um dia de sol à beira-mar, transmitiu a ideia de que se pode ser feliz a trabalhar.  

No Dez&10, Pedro Machado, de uma forma serena e esclarecedora, respondeu às críticas dos figueirenses sobre a estratégia de promoção da cidade pelo Turismo Centro de Portugal. Há vários anos que o TCP tem estado sujeito a uma chuva de críticas sobre a alegada irrelevância da Figueira da Foz nas campanhas de promoção turística realizadas por aquela entidade. Pedro Machado respondeu com dados concretos: começou por esclarecer a dimensão da estrutura que lidera: “temos 100 municípios e todas as campanhas são feitas por vagas. Conseguimos colocar no «ar» conjuntos integrados de territórios e produtos”, esclareceu o entrevistado do jornalista Jota Alves.
Na vertente partidária, Pedro Machado revelou que foi convidado pelo seu partido, o PSD, para se candidatar à Câmara da Figueira da Foz.
“Já me fizeram esse convite, num momento que considerava que não fazia sentido, a três ou quatro meses das eleições de 2017”.
E se o convite for feito com mais antecedência, tendo em vista as eleições de 2021? - questionou o jornalista.
“Estou num percurso (mandato no TCP) que me leva até 2023. Gosto muito da Figueira da Foz… Não faço essa futurologia”, respondeu Pedro Machado. Contudo, ressalvou: “Não sou como o professor Marcelo [Rebelo de Sousa], que dizia que nem que Cristo descesse à terra seria candidato à Câmara de Lisboa [risos]. Portanto, os «nuncas» não existem na vida pública. Não vislumbro que na fase da vida em que estou depois deste projecto que não continue a desempenhar funções públicas. Vamos viver uma coisa de cada vez”.
Outro caso abordado de forma clara por Pedro Machado foi o problema, de que se fala há dezenas de anos, do aeroporto na zona centro.
Pedro Machado,  continua a defender que a melhor solução para o turismo e outros sectores da economia da Região Centro é a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil. “Mantenho essa coerência”, afirmou. Mas, não obstante as vantagens e os baixos custos para o Estado, acrescentou, “o lóbi político de Lisboa não quer que isto aconteça”. Entretanto, recordou que Santana Lopes, que outrora defendeu Monte Real, mudou de rota. Para Pedro Machado, o líder da Aliança e antigo presidente do PSD, protagonizou um “exercício triste, ao vir defender Alverca”.
A entrevista está aqui. Uma nota para o jornalista Jota Alves: ao contrário do que havia acontecido na anterior edição, em que quase atropelou o entrevistado (Carlos Tenreiro), nesta edição esteve bem ao colocar questões importantes e dando espaço para o esclarecimento.