quarta-feira, 26 de abril de 2017

A isto chama-se, saber por onde tem andado... Da mesma forma que não se apaga o passado, também não se pode viver fingindo que ele não tem peso. Valha-nos ter sobrado a vidinha, não é senhor doutor?..

"Gosto de ter uma visão de retrovisor, até porque as coisas acabam por repetir-se" - António Tavares, escritor e vice-presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, ontem, no jornal AS BEIRAS.

Não à construção no horto municipal. Não à construção de um muro no Cabedelo.

Via AS BEIRAS

Programa Nacional de Reformas para 2017-2020 e do Programa de Estabilidade

Prorrogação de prazo adaptação PMOT´s / PEOT's

De acordo com o Comunicado de Conselho de Ministros de 13.04.2017, o prazo para transposição das normas dos planos especiais de ordenamento do território para os planos municipais e intermunicipais é prorrogado até 2020. Salienta-se que o prazo atual (até entrada em vigor da alteração a LBPPSOTU) é 29.06.2017.

"Foi aprovada a alteração da Lei de Bases da Política Pública de Solos, de Ordenamento do Território e de Urbanismo, prolongando-se até 2020 o prazo para os planos municipais e intermunicipais consagrarem as normas dos planos especiais de ordenamento especiais.
Esta transposição visa garantir a proteção dos recursos e valores que os planos especiais prosseguem quando deixarem de vincular diretamente os particulares. Estando em causa uma tarefa de significativa complexidade, envolvendo custos técnicos e financeiros expressivos, propõe-se alargar o prazo inicial para transpor estas normas (três anos) de forma a evitar que seja posta em causa a estabilidade mínima desejável ao exercício da planificação e evitar a suspensão das normas dos planos municipais, a rejeição de candidaturas de projetos a financiamento público, nacional ou europeu, ou a não celebração de contratos-programa."

terça-feira, 25 de abril de 2017

"Eu é que sou o Presidente da Junta."

Palavras de José Esteves no jantar das comemorações do 25 de Abril, promovido pela Secção de Buarcos do PS.
  
Via Agência ANC

Nota de rodapé.
É apenas uma pequena nota...
Sem Abril esta "estória" seria impensável...
É um pequeno detalhe de tudo que Abril nos trouxe.
Contudo, também, é importante para o compreendermos.

11 anos

Quando se trata de mulheres, a melhor maneira de um homem se lembrar do aniversário delas para sempre, é esquecer-se uma vez...
Com blogues não sei como isto funciona...
Porém, como mais vale prevenir do que remediar, cá ficam assinalados os onze anitos deste OUTRA MARGEM.
Ando há 11 anos nisto: a cavar, a cavar e a cavar... E a divertir-me.
Resta-me, ao fim deste tempo todo, continuar a cavar... E, claro, a divertir-me.
OUTRA MARGEM ainda é relativamente jovem, apesar de no mundo virtual se envelhecer mais depressa do que no mundo real...

Sim eu sei: isto não é romântico,  mas tem sido divertido e profundo. Sobretudo, tem dado muito trabalho.
Acreditem, pois é a verdade...
E falar sobre a verdade, em Portugal, na Figueira e na Aldeia, a 25 de Abril de 2017,  é difícil e é perigoso!..
Não sei se vocês conseguem ver, mas eu reparo: todos os dias, no telejornal, aparece gente ferida, torturada e morta em nome da verdade! 

Não posso prometer nada.
Apenas que a escrita continua, percorrendo o nobre caminho de Servir com a Matriz daquele que foi o País de Abril... 
Pergunto aos que têm reservas mentais ao 25 de Abril: onde é que acham que estariam hoje, se o 25 de Abril não tivesse acontecido?..

Hoje, apesar de todos os atropelos cometidos pelos chamados partidos do arco do poder, em Portugal, na Figueira e na Aldeia, pode-se viver em Liberdade, (não duvidem, a maioria é que vivi tolhida pelo medo...)
Apesar de tudo, hoje, não é o mesmo que era antes de Abril de 1974.

Por aquilo que vou ouvindo por aí, percebi há muito que a memória de Abril precisa de uma intervenção urgente. 
Andam por aí muitas "estórias" mal contadas...
O problema é mesmo esse - "estórias" mal contadas. Sobretudo, redutoras, mentirosas e omissas. 
25 de Abril, Sempre!

OUTRA MARGEM perfaz hoje 11 anos.
Nasceu no tempo da inocência das redes sociais. 
Entretanto, cresceu. E, tal como eu, vai envelhecendo. 
Porém, tem resistido bem melhor do que eu próprio supunha à "moda" do facebook, porventura, porque quem vem até aqui depara no OUTRA MARGEM com informação verdadeira e descomprometida com todos os poderes.

Porque hoje é um dia especial, permitam, a terminar, um desabafo.
Na barba e na têmpora estou a ficar com cabelos brancos!

25 de Abril de 2017, 43 anos depois do 25 de Abril de 1974

Hoje, quero a alegria de volta.
Hoje, quero tudo, porque considero que tenho direito a tudo.
Hoje,  quero deixar de esperar, pois já esperei tempo de mais.
Hoje, quero sentir-me alegre. 
Totalmente: isto é, por dentro e por fora.
Hoje, quero estar orgulhosamente cego.
Hoje, quero sentir-me o que sou: vermelho.
Hoje, quero ir com paixão ao que desejo. 
E com igual desprendimento. 
Ou assim, ou escravo. 
Hoje, quero os resultados do meu investimento.
Porque hoje quero sentir-me cego, sei que os resultados do meu investimento estão nas vossas mãos, pelo que não é fácil esquecer que a transformação depende das nossas mãos.
Hoje, quero a alegria de volta. 
Hoje, quero tudo.
Hoje, é dia de cantar Grândola Vila Morena!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

25 de Abril, Dia da Liberdade "O dia inicial inteiro e limpo"...

Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade, Liberdade... 
Há 43 anos, mais ou menos por esta hora, os capitães de Abril ultimavam os preparativos para a Revolução que nos restituiu a Liberdade. 
Estarei eternamente grato a esses homens.
Ao 25 de Abril estão ligadas diversas canções.
Fica um delas.


(Volto daqui a pouco)

É preciso mesmo um BASTA inteligente nas "dentadinhas" dadas ao Horto. Do jeito que estão "comendo", não vai sobrar nada pra nós...


A Figueira figueirinhas, morna e das meias tintas

"do sumséte ao fiúzingue e ao espelho d'água, ou a metáfora da figueirinha loira"...
A Figueira dos figueirinhas não consegue chegar lá...
Ainda pior que a convicção do não, difícil de entender e suportar, é a incerteza do talvez, é a desilusão do quase!
É o que incomoda na Figueira dos figueirinhas, que  entristece, que se não matar, vai moendo...
A Figueira dos figueirinhas continua a ser o que sempre foi: uma cidade que poderia ter sido e nunca conseguiu ser... 

Quem quase ganhou, continua a tentar e a ir a jogo...
Quem quase amou ainda ama. 
Basta pensar nas oportunidades que escaparam entre os dedos da Figueira dos figueirinhas, nas oportunidades  que se perderam por medo, nas ideias que nunca passaram do papel por essa maldita mania de viver no pseudo conforto das meias tintas, para perceber em que cidade vivemos - a Figueira dos figueirinhas...

Mas o que leva os figueirinhas a escolher viver uma vida morna?
A resposta, está estampada na distância com que olham os outros e na frieza dos seus sorrisos, na frouxidão dos abraços (um abraço tem de ser sentido e forte...), na indiferença das saudações  - "os bons dias",  quase que são sussurrados...
À Figueira dos figueirinhas, tem sobrado covardia e falta coragem - até para ser feliz!

O figueirinhas resguarda-se. Sabe que a exposição pode trazer chatices, a paixão queimar, o amor enlouquecer e o desejo trair a comodidade da sua vidinha...
Talvez, esses fossem bons motivos para decidir entre existir e viver, entre experimentar a alegria e a dor.
Mas não são.

Ao contrário daquilo que nos inculcam na mente, desde pequeninos, se a virtude estivesse  no meio, o mar da Figueira dos figueirinhas não teria ondas, os dias seriam todos nublados e o arco-íris não teria os magníficos tons que tem quando visita a Figueira dos Figueirinhas.
Mas, o figueirinhas, gosta da estabilidade (seja lá isso o que for...) que não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma a sua vidinha, apenas vai ampliando o vazio que carrega dentro de si.
O figueirinhas, opta pelo comodismo da derrota prévia, à ousadia de tentar a vitória, desperdiçando, desde logo, a oportunidade de a poder alcançar.

O figueirinhas desconhece que para os erros existe uma coisa que se chama perdão, que para os fracassos existem sempre novas oportunidades e que para os amores impossíveis a possibilidade de novas tentativas...

O figueirinas não percebeu (ou não quer...) que de nada adianta cercar um coração vazio ou economizar na alma.
Depois, sobram as consequências: a saudade sufoca. A rotina acomoda. O medo impede de tentar.
O figueirinhas só vai saber tarde de mais que, embora quem quase morre está vivo, quem quase vive, já morreu.

Quem pode. Pode.

Via AS BEIRAS

Figueira, cidade (sociedade) dos gatos...



Já há muito tempo que não comia uma banana.
Aconteceu ontem, por mero acaso...
E foi assim, por mero acaso que, nesta manhã, dou comigo a pensar que a banana se tornou um fruto demasiado precioso para simbolizar esta cidade. 

O fungo da foleirice invadiu tudo. 
O concelho devia ser evacuado para ser devidamente desinfectado.
Estou tão optimista, que já dou como dado adquirido que não serve de nada escolher entre um Ataíde e um Tenreiro. 
Estou a começar a equacionar, seriamente, que o único protesto decente é conseguir ir contribuindo para que a Figueira e o concelho, um dia, fiquem entregues aos seus ratos.
Que constituem uma maioria completamente absoluta.
Têm é de se unir...

SOS CABEDELINHO


domingo, 23 de abril de 2017

Vamos então discutir o PDM... (35 )

A Assembleia Municipal da Figueira da Foz, realizada no passado dia 3 do corrente, foi uma sessão azarada para todos os que lá estivémos, em especial para o presidente Ataíde: quando tentava saír do lugar onde se encontrava, a bancada destinada ao executivo, deu uma queda aparatosa. 
Na altura, estava no uso da palavra a deputada Silvina Queiroz. A sessão foi interrompida, cerca de um quarto de hora. Felizmente, apesar da espetacularidade e do aparato do trambolhão do presidente Ataíde, o autarca não sofreu ferimentos, a não ser, ao que deu para perceber, num joelho. 

Nota de rodapé.
"Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo."
Normalmente, neste provérbio, interpreta-se borracho como designação de «pombo novo, implume ou sem a plumagem completa, que ainda não voa», como o demonstra o seguinte contexto, registado por Gabriela Funk e Mattias Funk no Dicionário Prático de Provérbios Portugueses (Lisboa, Edições Cosmos, 2008):
«[...] Sempre ouvi dizer que "ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo". Mas (permita-me/permitam-me maior abrangência), senhores Professores Doutores regionais, César já não é menino e muito menos gorducha avezinha a preparar-se para o voo [...].»
A expressão «gorducha avezinha a preparar-se para o voo» confirma a definição de borracho como «pombo novo» e não como «bêbado», ébrio».

Breve apontamento sobre a ternura

Por onde anda a ternura? 
Que é feito dela? 
Nos dias que passam, só a vemos num ou noutro apontamento de alguém mais sensível! 
Desapareceu da nossa conviviabilidade. 
Tornaram-nos números.
E os números não se compadecem com a ternura...

A ternura, a meu ver, não é um sentimento.
Porém, é uma maneira de estar na vida que fortalece qualquer relação.
A ternura é das coisas mais belas que podem ser vistas por um ser humano.
É, também, das mais fáceis de serem mostradas ao outro,  porque é traduzível em actos concretos. 
E há tanta forma de demonstrarmos a nossa ternura!

Hoje de manhã, no decorrer do meu passeio matinal, encontrei este casal estrangeiro, calmamente sentado a olhar o mar do meu Cabedelo enquanto iam tomando o pequeno almoço.
Há muito que percebi, que as melhores coisas das nossas vidas não são adquiridas pelo dinheiro.
A ternura e a beleza são duas delas.
Só na Aldeia consigo encontrar  momentos como este, de ternura e beleza, em harmonia com a natureza.
Não me roubem a beleza deste olhar, para me darem o contraste,  com a  feia imagem de mais um muro, daqueles que enxameiam a cidade.

Só uma paisagem destas nos pode fazer sentir a entrega. 
A partilha sublime. 
A fome de pele. 
O desejo anunciado. 
Um amor que se exibe. 
Um sorriso. 
Um amparo que se oferece. 
No fundo, o que todos queremos: um assomo de felicidade...

Porque a beleza também pode ser isto: um conceito complexo e profundo, capaz de nos surpreender se estivermos atentos...

... Ela, qual borboleta,
rompeu o casulo.
Libertou-se.
Irá conseguir voar?

E Ele?

Está sem pele...

Nota de rodapé.
Ajuda
"Porque o amor é simples, 
Vale a pena colhê-lo. 
Nasce em qualquer degredo, 
Cria-se em qualquer chão. 
Anda, não tenhas medo! 
Não deixes sem amor o coração!" 

Miguel Torga, in Diário (1945) 

Bom domingo

A cigarra e a formiga...

Pois...
Podia acrescentar muita coisa...
Mas, não vou dizer nada.
Muito menos, recontar a fábula da cigarra e da formiga...
Até porque, do meu ponto de visto, a formiga apenas trabalhava, porque não sabia cantar!
Portanto, por hoje, passo a citar, com a habitual e devida vénia, João Vaz, consultor de sustentabilidade.
O texto foi ontem publicado no jornal AS BEIRAS...

"Descrever a Figueira da Foz a um estrangeiro que vive afastado do mar é um desafio fascinante. Podemos começar pelo lado mágico do Oceano Atlântico. Todos os dias são diferentes, muda a cor, a intensidade das ondas e alteram-se as marés. Uma dinâmica muito própria de uma massa de água com vida, tão indomável quanto serena e apaziguadora. É um prazer renovado ver os barcos a entrar e sair da barra. Os cascos enormes, em aço, pesados e lânguidos, dos cargueiros que levam as «exportações portuguesas» para o resto da Europa. As traineiras e barcos de pesca, atraindo gaivotas, trazendo peixe fresco até terra. Além da proximidade da praia e do rio, a Figueira tem a beleza das matas e salinas, a conjugação de um clima ameno com uma terra diversificada e frutuosa. Deve haver poucos locais na Europa com uma tamanha «biodiversidade», tanto biológica como estética. Uma verdadeira dádiva da Natureza, em especial para aqueles de nós (ainda poucos e cada vez em menor número) que sentem uma ligação mágica ao chão que pisam e às flores que espontaneamente brotam nas areias da praia e nos passeios da cidade. Neste cenário de riqueza natural, torna-se difícil explicar ao estrangeiro que a cidade tem um grave défice urbanístico. Milhares de casas, prédios e edifícios continuam abandonados, os espaços verdes estão ameaçados de conversão …em «Shopping» e mais «casas»."

sábado, 22 de abril de 2017

Vamos então discutir o PDM: um apelo à Nossa Senhora de Fátima?..

"Cara Isabel. O PDM está em discussão pública. Já temos 400 participações escritas. Este período de quase 3 meses de discussão é precisamente para todos terem a oportunidade de se pronunciar. Participe!!"

"Não está sequer em causa a venda do horto. Está em causa o PDM para todo o concelho e que salvaguarda muito mais os valores naturais do que o anterior."

Segundo o apurado pela  ANC - Caralhete News,  estas pérolas são da autoria da Exmª. Senhora Vereadora Ana Carvalho, feitas há poucas horas, na página da Isabel Maranha. 
Faz lembrar um apelo à Irmã Lúcia!.. 
Vimo-las como um apelo genuíno, note-se, feito à esposa da "Nossa Senhora de Fátima" (Fernando Cardoso) a pedir a participação desta na discussão do PDM e, indirectamente, à intervenção divina da Santa.
Estamos em ano das comemorações do centenário das aparições...
Faz todo o sentido.
E é absolutamente brilhante!..

SOS Cabedelo contesta projecto de intervenção da APA

A praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, vai ser alvo de uma intervenção por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), mas o SOS Cabedelo está contra o projecto. 
A SOS Cabedelo fala de “um ataque à praia” e questiona a técnica de ripagem, a constituição de o que diz ser uma nova duna e a construção de um muro de betão. “Este tipo de intervenção é completamente errado”, referem Miguel Figueira e Eurico Gonçalves, membros da associação. Os activistas da associação criada em 2009 consideram que as intervenções reduzem a dimensão da praia e põem em causa a qualidade das ondas com a construção de um muro “supostamente para proteger o estacionamento que vai desaparecer dali”
A Câmara Municipal da Figueira da Foz tem uma intervenção planeada para requalificar aquela zona no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). 
A zona dunar do Cabedelo é artificial, tendo sido construída nos anos 1960 para proteger um bairro de pescadores que já não existe.

Via jornal PÚBLICO.

Eu, a tentar subir para uma carruagem que vai contribuir para fazer descer a Figueira ainda mais!..





O homem sensato adapta-se ao respeito pela natureza. O homem insensato teima em tentar adaptar a natureza aos seus interesses imediatos...

foto António Agostinho
O contraste, visto desta outra margem, choca! 
As torres de betão, do lado de lá, mostram, pelo menos a mim, uma paisagem  ressentida pelo mal que lhe fizeram ao longo dos últimos cerca de 50 anos.. 
Olha-se, desta outra margem para o outro lado, e vê-se cimento! 
É claustrofóbica esta paisagem citadina, onde a harmonia  deu lugar a paralelepípedos erguidos ao alto, onde pessoas foram encaixadas. 
Sombras de tristeza invadiram a cidade! 
E conseguiríamos viver sem isto? 
Acredito que, um dia, o Homem vai conseguir.
Contudo, antes, o homem vai esgotar, até à última, a oportunidade de estragar e  poluir a Figueira, em troca do vil metal... 
Somos absolutamente incorrigíveis, não é senhor presidente Albino Ataíde e membros da sua maoiria absoluta?

Bom sábado


Apetece ouvir esta música. Sobretudo, porque é música que quase ninguém ouve!..
Apetece mais: deixar-me ir no embalo, mexer-me ao som dela, sei lá, bailar, dançar, porque não, bater os dedos marcando os compassos, trauteá-la baixinho... 
A letra emociona!
No fundo, vivê-la, pois todos vivemos e fazemos nossas as canções que nos tocam! Ou que nos têm vindo a tocar ao longo da vida... 
Esta canção, nas vozes do Fausto e do Zeca, ouve-se até ao fim, de um fôlego, e fica-se sem grande coisa a dizer... 
A não ser que é pena ter acabado este momeno tão belo.
E é assim tão belo, para mim, porquê?
Pois: é belo porque sinto que é belo. 
Mas isso chega para definir o belo?
Para mim, neste caso, sim. Porque gosto de viver de sentimentos, de estados de espírito... De sorrisos! 
Ouçam este momento musical: garanto que é belo. Ponto final parágrafo.

Profundo

Melhor do que começar do princípio,  é recomeçar a partir do ponto em que nos encontramos. 
É melhor.
Por um lado, torna-nos mais mais felizes,  porque nada do que somos tem de ser deitado fora.
Por outro lado, é mais inteligente, porque usamos os nossos erros como a ferramenta para acertar.

Vamos então continuar a discutir o PDM... (34)


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tal como nas touradas, a Figueira tem um "inteligente" pragmático e com um golpe de rins fantástico: detém o poder, controla os tempos e manda substituir os artistas quando lhe dá jeito... Por vezes, manda outros "falarem" por ele!.. Isto, numa cidade, onde a ignorância é um atributo de muitos!..

Sacado, com a devida vénia,  daqui.

2017 é ano de eleições...

Autarquia pode vir a declarar a ruína económica do Edifício O Trabalho.
Este é o título de notícia publicada hoje no jornal As Beiras.
Dado o seu manifesto interesse público, fica a imagem da notícia.

O executivo presidido por João Ataíde, também é humano. 
E faz parte da natureza humana, em ano de eleições, esperar por melhores dias. 
Eu também tenho os meus defeitos: por exemplo, não há nenhuma razão estatisticamente consistente para jogar no euromilhões. 
No entanto,  continuo a jogar todas as semanas. 
2017 é um bom ano para os figueirenses jogarem num futuro melhor... 
Só sai a quem joga, isto é, a quem vota...

Ok, já tínhamos percebido: na "sua" casa manda ele. Mas, não leve a mal a pergunta: quem é que toma as decisões?..

João Albino Ataíde é um privilegiado, tenho que o admitir!..
Há coisas que não têm preço...
Já agora: só lá vou se houver convite para comer a sobremesa.
Será que a campanha de João Albino Ataíde, para as autárquicas de outubro próximo, irá ser feita num escritório na cidade, aonde os eleitores se terão de deslocar para o ouvir?

Nem tudo é mau...

Foto sacada daqui
De harmonia com o que tive oportunidade de ler aqui, "o relatório das contas da Câmara da Figueira da Foz de 2016 foi aprovado, pela maioria socialista do executivo, em reunião de câmara. A oposição (PSD) absteve-se.
Na equação das contas municipais, cabe ainda a "redução consistente do valor em dívida dos empréstimos bancários de médio e longo prazo", de 31,8 milhões de euros para 27,1 milhões, de janeiro a dezembro daquele ano.
“Por comparação com o momento de contratação do PSF”, sublinha o documento, “está reduzido para cerca de metade o passivo do município”.
Anabela Tabaçó, vereadora do PSD,  disse ao jornal As Beiras que “o primeiro mandato do actual executivo camarário foi para arrumar a casa e o segundo para limpar o pó”.

João Ataíde tem como dado adquirido que, em outubro próximo,  vai ser reeleito para um novo mandato de quatro anos na presidência da Figueira da Foz. 
Por imperativo legal, depois desse tal 3º. mandato, terá de haver uma interrupção... 

E eu acho que vivo numa cidade tão azarada, mas tão azarada, que para achar uma agulha num palheiro, era só sentar-se nele...

Leiam a notícia da imagem, sacada da edição de hoje do jornal AS BEIRAS. 
Ela contém  os pequenos nadas que passam despercebidos, mas que ajudam a compreender o que tem sido a gestão deste excutivo de maioria absoluta, presidido por João Ataíde.
Reparem: "acho que o problema já está resolvido. A expectativa é que tudo vai decorrer dentro da normalidade"
O vereador responsável pelo assunto "acha"  que o problema está resolvido e tem a "expectativa" que a coisa vai correr bem!

Vou confessar um segredo: eu também gostaria de ter sido tudo na vida. 
Mas, experimentem ouvir-me cantar!..
Pode ser a experiência das vossas vidas. Garanto-vos um trauma indelével....
E, mesmo assim, cheguei a sonhar cantar fado... Contudo, nunca me habilitei a cantar em público...
Mas, isto sou eu, que tenho a noção que tenho um ouvido de Ludwig van Beethoven para a música e uma voz que até faz as formigas fugir de um açucareiro..

Quis ser isso e muito mais. Só há uma coisa que nunca quis ser, mesmo nos meus tempos de punhinho no ar:  nunca quis ser “mais um político”.
Gostava de saber escrever. E escrevo todos os dias. Talvez, quem sabe, para ser executivo, isto é, por ainda ter a ilusão, ou achar, que, assim, também vou contribuindo para se irem “fazendo coisas”.
Continuo a acreditar que fazer coisas, é das poucas "coragens" da vida.
Por isso mesmo, depois de experimentar 4 anos, nunca mais quis ser político executivo.

A Figueira precisa de indústria e comércio, de ciência e de tecnologia, precisa de acreditar e de valores, mas para termos mesmo uma nova Figueira -  uma Figueira Aleixo, uma Figueira nova a sério – precisamos de políticos  com sonhos, tipo Luther King.
A Figueira  tem os políticos que conhecemos. 
Hoje, a acreditar pelo que anda pelo facebook, não há ninguém que os compre. A ver vamos em Outubro próximo...
Palhaços, são todos uns palhaços, é o que mais corre no despreocupado, alegre e vistoso facebook...
Por tudo o que já vi e passei na vida, a única coisa que vou continuar a aceitar para mim mesmo, é que sem palhaços não há democracia. 
E, por mais exangue que a peregrina democracia figueirense pareça estar, por mais estragada que esteja a sua actual e triste face - 25 de Abril - Sempre!

Figueira

Uma ovelha a pastar nos terrenos atrás do parque de campismo. Há uns anitos...
Será possível,
uma cidade estragada elogiar agressores? 
Será possível,
uma cidade desperdiçada celebrar estátuas? 
Contemplamos, desinteressados, a gradual destruição desta terra que amamos?
Desistimos?
Não. 

Não podemos abdicar de opinião.
Não queremos ceder à letargia.
Rejeitamos a “paz podre”.
Recusamos não ver. 
Não tencionamos assistir, imperturbados, a um “amor cego” à cidade…

Tens sofrido crueldades, Figueira.
Tudo o que te fazem é demolidor.
A lágrima teima em cair...
A saudade do teu antigo brilho não pode, nem deve, iluminar a tua morte...  

Será isto nostalgia? Terrível melancolia?
Mas…se tudo isto existe e se tudo isto é triste.
Não é fado.
É apatia!

IMC/AA

quinta-feira, 20 de abril de 2017

"SOMOS FIGUEIRA" chegou ao fim!..



Ontem, na sessão camarária em representação da Coligação "SOMOS FIGUEIRA" estiveram presentes Anabela Tabaçó (nº. 3), Ana Catarina Oliveira (nº. 6), Teresa Machado (nº. 9 e última das efectivas) e Ana Lúcia Rolo (a última dos suplentes)!
Por  pouco não tiveram de recorrer à mandatária!..
Onde ficou o cumprimento da Lei da Paridade?..

O negócio do Horto Municipal, em números...

Como diria o outro: é só fazer as contas...
Cerca de 14 mil metros quadrados por 1.5 milhões de euros!..
Dá a módica quantia de 107 euros por metro quadrado!..
Vejam só que farturinha!

Nota de rodapé.
O balúrdio de 107 euros, metro quadrado, para quem, na altura, tanto criticou a venda de espaço para passeios, no Galante,  para depois voltarem  para o domínio publico (novamente passeios) a 400 euros metro quadrado, não deve estar mal!..
Muito menos, constituir qualquer incómodo.
Pois, pois: "negociata é todo o bom negócio para o qual não fomos convidados..."

A questão do Horto Municipal. Este, e o putativo prometido por Albino Ataíde...

Na última década, pelo menos, que se deixou de investir no Horto Municipal!
Neste período de tempo, pelo menos 10 jardineiros  reformaram-se.
Ao contrário do que aconteceu noutros departamentos e secções dos serviços municipais, onde se criaram inúmeros postos de trabalho, no essencial, para servir a clientela partidária, não foram contratados novos profissionais para tratar do Horto Municipal.
Ontem, no decorrer da reunião de câmara, tomei atenção ao discurso do António Tavares. Se bem lembro, ele, António Tavares, considera que a existência do Horto já não se justifica porque já nem são os serviços da Câmara que tratam dos jardins públicos figueirenses!..
Sendo assim, como entender a justificação do presidente Albino Ataíde, ao apresentar como desculpa para a venda do "enclave" (a venda do terreno é para arranjar mais estacionamento e instalar a Decatclon...) a necessidade de implantar um verdadeiro Horto na Várzea?
Passo a citar: o encaixe de, no mínimo, de 1,5 milhões de euros,  garantiu João Ataíde, "serão aplicados na várzea de Tavarede, para onde a autarquia quer transferir os serviços do horto e criar novas áreas de usufruto público".
Mais uma pergunta: a Câmara já solicitou algum parecer, por exemplo, à Escola Agrária para fazer um estudo sobre a nova localização do putativo novo Horto?
Para quem tem algum conhecimento sobre a Figueira e sobre a Várzea, sabe que aquilo é  zona húmida, ventosa e no inverno é normal formarem-se muitas geadas...
No início da década de 90, muitos figueirenses devem disso estar lembrados, toda aquela zona esteve alagada ...

António Tavares, apesar de toda a sua cultura, que é vasta e imensa, desconhece muita coisa sobre a Figueira (lembram-se da "estória do cais, que nunca foi cais, mas sim praia da sardinha...), o que é normal, pois não nasceu nem cresceu cá. Só nos últimos cerca de 25 anos é que assentou arraiais.
Albino Ataíde, nasceu na Figueira, mas não cresceu e nem morou cá. 
Apenas exerceu funções na Figueira. E, tal como os seus amigos de Coimbra, vinha passar férias na Figueira.

De  registar que é  na actual zona onde se situa o Horto Municipal, que começa e serve de alguma retenção à vala que vai desaguar junto ao Galante.
Por outro lado, o Horto Municipal, apesar de todos os atentados de que já foi alvo aquele que talvez seja o único parque campismo urbano da europa, também ainda consegue preservar alguma privacidade aos campistas.
Vender o Horto Municipal para expandir um Centro Comercial não será estar a matar o Parque de Campismo?
Ou o objectivo também não será também esse?..

Com luta tudo é possível!.. E será que o não é?

"«Portos e Canaes» foi a obra que Baldaque da Silva tornou pública há já mais de cem anos onde apresentou para a Figueira um projeto de influência nacional, propondo uma estratégia de desenvolvimento assente na instalação de uma rede de portos marítimos e fluviais.

Faleceu há dias um dos seus mais determinados seguidores, Manuel Luís Pata, autor da obra notável “A Figueira e a Pesca do Bacalhau”, cidadão avisado (e avisador) sobre o comportamento do mar. Ambos acreditavam que, independentemente do resultado, vale sempre a pena lutar."

Excertos de uma crónica publicada por Daniel Santos.
"Determinação", pode ser lida na íntegra, aqui.

Sabem porque é que ainda existem borboletas no Horto Municpal? Há perguntas que têm de continuar a ser formuladas... Pensar e lutar é fundamental para continuar a ser possível encontrar borboletas no Horto Municipal...

foto sacada daqui
Na reunião de câmara realizada ontem, o horto municipal foi tema de aceso debate. 
Já deixei aqui a intervenção do Luís Pena, meu Amigo e velho companheiro de lutas várias, há dezenas de anos. 
Luís Pena, ontem, teve uma prestação notável. Começou com uma intervenção, feita no decorrer do período destinado ao público e João Ataíde, e todos os vereadores da situção, e alguns da oposição, participaram na discussão do tema.
Depois, Luís Pena contextualizou a questão no decorrer do tempo, enaltecendo a participação dos cidadãos na defesa dos terrenos adjacentes ao parque de campismo municipal – o horto municipal e 18 mil metros quadrados, no topo norte – , em defesa do corredor verde da cidade, entre as Abadias e a Serra da Boa Viagem. Tudo começou não em 1997, como muitos pensam, mas em 1977. 

Desde aí, milhares de figueirenses  tiveram de se mobilizar de várias formas, também de petições, contra a construção no corredor verde da Abadias, contra o fim (que esteve anunciado...) e a favor da preservação do Horto Municipal.
Foram décadas de luta, repito desde 1977, até chegarmos a 2017 e na sequência da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), um presidente que caiu na Figueira em 2009, meramente por um acaso, considerar um espaço emblemático para gerações e gerações de figueirenses, o “enclave” do horto. Foi assim que lhe chamou João Ataíde, presidente da Câmara da Figueira da Foz que, no entender de Luis Pena e de quem concorda com ele, ameaça o corredor verde.

Como noticiado na imprensa, nomeadamente no jornal  As Beiras, a Foz Plaza está interessada em ampliar as instalações para a zona do horto municipal, que o PDM contempla como urbanizável, para captar lojas-âncora, prometendo criar cerca de dois mil postos de trabalho. O habitual.
A maioria socialista, porém, segundo já se sabia e ontem foi publicamente declarado, não teme que a área em questão  comprometa o corredor verde ou o parque de campismo. 
Para a maioria socilalista, o relevante é a hasta pública do terreno, que  poderá representar um encaixe de, no mínimo, de 1,5 milhões de euros, que, garantiu João Ataíde, "serão aplicados na várzea de Tavarede, para onde a autarquia quer transferir os serviços do horto e criar novas áreas de usufruto público"
Bom de ver mesmo, foi ter presenciado as intervenções dos  vereadores socialistas António Tavares e Carlos Monteiro, para justificarem a mudança de opinião, reportando-se aos tempos em que eram oposição. 
“Hoje, não me repugna que parte do horto seja para a ampliação do Foz Plaza, dependendo daquilo que se pretenda fazer”, afirmou António Tavares. 
“Não me oporei que aquela zona do horto possa levar uma dentada para uma zona comercial”, disse por seu lado, Carlos Monteiro.
Há contradições insanáveis!.. 
Teresa Machado, do PSD, que em 2007 votou contra a inclusão dos 18 mil metros quadrados no parque de campismo, com declaração de voto, por sua vez, numa intervenção sentida e emocionada realçou.
“Não sei porque houve uma necessidade absoluta para dois vereadores se justificarem”. E continuou:  “não mudei de opinião e não preciso de estar a justificar-me”. E advertiu: “nesta situação vai cometer-se um tremendo erro, se for permitido o aumento do espaço comercial, porque vai acontecer o mesmo que aconteceu com o Edifício O Trabalho!”
Claro que Luís Pena, e quem o tem acompanhado desde 1997 - alguns já estão nesta luta desde 1977 -  continuam preocupados, ainda para mais quando os argumentos apresentados pela maioria socialista são os apresentados ontem na reunião de câmara.
Portanto, senhor presidente Albino Ataíde: “acabe com o "enclave": os "enclaves" são sempre motivo de batalhas…”
Como diria o outro, a brincar a brincar "lixou" o macaco a mãe...
Os que continuam a defender o corredor verde sabem que, de “dentada” em “dentada”, aquela zona da cidade, autêntico "pulmão ao verde", a não ser travada esta pretensão desta maioria absoluta de Albino Ataíde, acabará por ser “devorada” pela gula do pato-bravismo do betão. 
E lá vão ser escorraçadas as borboletas do espaço do Horto Municipal!
Também, que se lixem as borboletas!.. Importante, é um encaixe de, no mínimo, de 1,5 milhões de euros...
A proposta é tentadora!