quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Esta semana pode ficar resolvido o problema de Buarcos S. Julião: Esteves vai candidatar-se a um terceiro mandato e Duarte pode ir para assessor ou para a Figueira Domus

O segundo round entre José Esteves, o presidente da junta de freguesia de Buarcos/S. Julião, que pretende recandidatar-se,  e Rui Duarte, que lhe quer ocupar o lugar, vai realizar-se em breve.
Segundo o apurado por este blogue, sexta-feira  João Galamba, deputado do PS, vem à Figueira tentar convencer Rui Duarte a desistir a favor de José Esteves.
A reunião, ao que conseguimos apurar, terá lugar nos Lavadouros de Buarcos, com os secretariados do PS Buarcos e S. Julião. A mediação diplomática ficará a cargo de João Galamba, deputado eleito por Coimbra e membro do secretariado nacional do PS, apenas com 6 anos militância.
João  Portugal e João Galamba são os elementos que mais pressão fazem em Lisboa para reconduzir José Esteves a um terceiro mandato à frente da maior freguesia do concelho da Figueira da Foz.
Tudo isto ainda está no segredo dos deuses do PS local, para evitar fugas de informação e alarme nas hostes do PS local.
Contudo, OUTRA MARGEM conseguiu furar o bloqueio e apurou ainda, junto de fonte segura, que existe um plano B: a  reunião prevista para os Lavadouros de Buarcos, para sábado à noite, pode ser substituída por um jantar de mediação, entre os representantes de José Esteves e Rui Duarte.

Também para a lista do PS à Câmara as coisas estão a compor-se.
António Tavares sai. Vai ser  substituído por José  Fernandes - actual assessor para a parte económica de João Ataíde.
João Portugal sai. Mas,  com a condição de ser substituído pelo Nuno Gonçalves, actual administrador da Figueira Domus. 
José Fernandes e Nuno Gonçalves, são de Montemor. A actual vereadora Ana Carvalho vai manter-se, e também não é da Figueira, tal como  João Ataíde. 
Se o PS, nas próximas eleições, mantiver os cinco vereadores,  quatro não são figueirenses. Apenas o professor de Biologia, Carlos Monteiro, será  da Figueira.
Entretanto, a resolução do difícil e intrincado  problema de Buarcos/S. Julião pode passar pelo seguinte: ser oferecido a Rui Duarte o lugar de adjunto ou assessor no gabinete de apoio a Ataíde, ou, em alternativa, um lugar de administrador na Figueira Domus.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

E não é que, neste momento, apetecia-me um regresso!..

Via o sítio dos desenhos

Passear pela praia fora de época é ter a ocasião de reparar em coisas surpreendentes...

Quando me disponho a ter o tempo para mim, detenho-me a olhar o outro lado.
Ver o outro lado,  é ver duas realidades diferentes. É procurar ver e entender o outro lado. Sim, porque há sempre um outro lado...
Imagem retirada da edição de hoje do Diário de Coimbra.
Para ver melhor, basta clicar na em cima da imagem.
Ontem, ao fim da tarde, dei comigo a contemplar, a partir do lado de Buarcos,  a “milagrosa” obra onde se estão gastar (estragar...) mais de 2,1 milhões de euros.
Tirei a foto publicada nesta postagem mais acima.
Ao reparar no computador, fiquei perplexo!..
Vista desta perspectiva, fiquei ainda mais convencido da verdade, na resposta que temos de dar à questão: deve-se aproximar a CIDADE DO MAR, ou o MAR DA CIDADE?
Insisto: a meu ver, devemos procurar a todo o custo aproximar o MAR DA CIDADE, como no tempo em que a Figueira era a Rainha das praias.
Quem tomou esta a iniciativa de tentar aproximar a FIGUEIRA DO MAR desconhece que foi a “Praia da Claridade” que deu a grandeza e beleza à Figueira e não é esta “milagrosa” obra que irá repor essa condição!
Olhar, ver e reparar para esta Praia (outrora da Claridade e agora transformada numa calamidade paisagística e ambiental) são conceitos diferentes
Há os que se limitam a olhar sem estar a ver. 
Há outros que chegam a ver sem estar a olhar.
Mas, reparar é outra coisa:  necessita de uma atitude completamente diferente. 
Há um ecletismo de conhecimento que se pode adquirir no reparar, que ultrapassa em muito a visão daqueles que se limitam a olhar e a ver.

Carlos Tenreiro aprovado pela Comissão Política Nacional do PSD

A Comissão Política Nacional do PSD aprovou ontem mais 49 candidatos autárquicos, um segundo conjunto de nomes que se juntam aos 46 aprovados e divulgados no final de janeiro.

Em Coimbra, foram aprovados, além da capital de distrito, os candidatos a presidentes das Câmaras de Cantanhede, Maria Helena Cruz Gomes de Oliveira, Condeixa-a-Nova, Nuno Manuel Mendes Claro, Figueira da Foz, Carlos Tenreiro, Penacova, António Simões da Cunha Santos (assinalado pelo PSD como independente), e Tábua, José Tavares Pereira (também independente).

Via Jornal de Notícias

A caminho da indiferença?..

Uma imagem das  primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte, realizadas nesse dia 25 de abril de 1975, que jamais vou esquecer, que tiveram a participação de mais de 90% dos eleitores...
"Abstenção ao poder?", é o título de uma crónica hoje publicada no jornal AS BEIRAS, por Daniel Santos.
Passo a citar.
"As interpretações possíveis dos resultados eleitorais são tantas quantas aqueles que a isso se quiserem dedicar. Já assistimos à transformação de tremendas derrotas em vitórias, o que normalmente ocorre por parte de quem de facto não conseguiu os seus objetivos eleitorais. Como fomos testemunhas de análises que derrotam definitivamente os adversários mesmo quando as respetivas metas foram alcançadas. Sim porque isto de ganhar eleições tem muito a ver com os objetivos das candidaturas. Ninguém acreditaria, por exemplo, que um pequeno partido, de repente, por artes mágicas, transmutasse a sua votação habitual numa vitória por maioria absoluta. Como é difícil de imaginar que os partidos tradicionalmente do “arco do poder”, de repente, perdessem toda a sua representação. Podem porém traduzir-se com razoável probabilidade de ausência de contraditório alguns dos números que resultam da verificação dos resultados finais. 
Um deles é, sem dúvida, a evolução da abstenção. Em concreto, o valor da abstenção tem vindo a crescer significativamente na Figueira da Foz: 40,63% em 2001, 42,55% em 2005, 42,78% em 2009 e 52,29% (!) em 2013
De cerca de 33000 votantes em 2001, apenas 25000 se apresentaram nas últimas eleições, apesar do número de inscritos ter subido cerca de 3000 eleitores desde 2001. 
Será que os candidatos se vão predispor a refletir sobre isto, ou será que a abstenção vai subir ao poder?"

Nota de rodapé.
É verdade que a abstenção não coloca em causa a legitimidade dos eleitos. Contudo, torna-os vulneráveis,  enfraquece a consistência social e política da sua representatividade e menoriza a democracia representativa.
O certo, porém, é que desde as  primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte, realizadas nesse dia 25 de abril de 1975, que jamais vou esquecer, que tiveram a participação de mais de 90% dos eleitores, que o aumento da abstenção se tornou num problema crónico e cada vez mais grave da nossa democracia. 
Repito, para que não restem dúvida.
A abstenção não põe em causa a legitimidade dos eleitos, mas vulnerabiliza-os. Todavia, os mandatos ficam mais fracos do que se houvesse ampla participação eleitoral e mobilização da cidadania. 
Existe a ideia, falsa, de que quanto maior a proximidade dos órgãos a eleger, mais alta é a participação eleitoral. 
Não é verdade.  As eleições autárquicas têm normalmente participação mais baixa do que as eleições legislativas. 
E, desde a entrada no século XXI, a abstenção tem vindo a subir continuamente. A partir do  ano 2000 - a Figueira da Foz, conforme a crónica de Daniel Santos sublinha, confirma isso - iniciou-se um caminho que nos conduziu a um estado em que  mais de metade do total dos eleitores não votam.
É difícil encontrar outro tão forte e evidente sinal de fracasso de um sistema político: mais de metade dos cidadãos do nosso concelho não se interessam e não querem saber da sua vida e da gestão da sua cidade. 
A origem do problema - os políticos sabem isso - está no funcionamento deficiente dos partidos. As manobras, as jogadas de bastidores, os truques, os jogos dos aparelhos partidários, foram desgostando e afastando os cidadãos e minimizando o exercício da cidadania. Primeiro, da participação. Depois, também do próprio exercício do direito ao voto
Cada vez menos pessoas olham para os partidos como expressão das suas preocupações. Cada vez mais pessoas deixaram  de ver os deputados como representantes do Povo. Cada vez mais pessoas olham para os deputados como papagaios amestrados para servirem cegamente e sem sentido crítico as direcções partidárias. 
Entretanto - e isso é o mais grave para a saúde da democracia - o sistema parece estar de pedra e cal. 
Porquê? 
Simplesmente, porque a reforma necessária, teria de ir no sentido de atrair o envolvimento da cidadania, reforçar o poder de escolha dos eleitores, limitar e diminuir o poder absoluto dos directórios – e os directórios partidários não querem, mandam e não deixam
O efeito deste estado de coisas  é o que sabemos: a deterioração do sistema, a degradação da vida política e o definhamento da democracia.
Mas, isso, interessa pouco aos políticos no poleiro.
O importante, para eles, é garantir o "tacho", nem que para isso se tenham de prestar a todas as "panelinhas".

O atraso é como o progresso. Só que ao contrário...

"Fiquei hoje convencida que a Figueira da Foz, ao longo dos anos, se deixou ultrapassar por outras localidades bem mais pequenas. Perdeu serviços, perdeu comércio e perdeu importância como cidade. 
Valoriza-se por aqui o lazer de má qualidade e a zona da praia que, objectivamente e na minha perspectiva, está cada vez mais feia.
Basta olhar para a repetição de fotos sempre e invariavelmente da mesma zona e depressa nos apercebemos que aqui é o que se valoriza.
Alguém já pensou por que razão os figueirenses são obrigados a ir a Juntas Médicas a Montemor-o-Velho? "
Isabel Maria Coimbra

Manuel da Costa Cintrão, um velho lutador pela Liberdade que sempre agiu por imperativo de consciência cívica, espírito livre e de missão...

TENHAM PACIÊNCIA, NÃO TENHO FORMA DE ESTAR CALADO…
Como sempre tenho perfilhado e defendido um conjunto de valores que incluem a profunda convicção que o exercício de cidadania e em particular o direito de opinião devem ter uma dimensão ética.
Isto vem a propósito de algumas pessoas e alguns políticos se sentirem incomodados e, até se queixarem de não me calar. Tenham paciência, a mordaça não se encaixa no meu perfil. 
Por mais que tentem colocar-me a mordaça não conseguirão, estejam cientes disso.

Por exemplo, ainda há poucos dias apagaram comentários meus na página “Grupo PS Buarcos”, prática reincidente. Pior que isso, acabaram por me expulsar daquele Grupo impossibilitando-me de tecer qualquer comentário. Atitudes dos jovens “democratas (?)”, que temos, que não podem ser incomodados para não se sentirem prejudicados no assalto ao poleiro!..

Pasme-se, atitudes de camaradas da minha área política. Ao que isto chegou!...
Nas minhas críticas de cidadania procuro não enveredar por questões colaterais que possam constituir “faits divers”. Prefiro apontar frontalmente coisas concretas, verdadeiras, tal como o azeite que vem sempre ao de cima. Por isso, fui sempre um homem livre sem papas na língua, sem peias, nem albardas no pensamento - sempre no combate político contra as injustiças sociais, por necessidade telúrica e onírica de exercitar a liberdade.
Sempre agi por imperativo de consciência cívica, espírito livre e de missão, pelo que nunca me renderei. Só a morte me vencerá.
Todavia, permanecerei presente nas lutas actuais e na memória colectiva, de acérrimo combate, sem tréguas, contra as injustiças sociais.

Toda a vida fui um guerrilheiro do pensamento e de combate, nas palavras e na acção em prol da minha região, não obstante residir habitualmente em Lisboa. Nunca me desenraizei, com muita honra, da minta terra natal e da minha região.
Desde os meus quinzes anos tenho escrito, em participação activa, durante anos para jornais regionais de Figueira da Foz, Leiria e Pombal, também para jornais diários e não diários e algumas revistas. Também produzi alguns livros que foram editados, tendo mais três prontos para edição se, porventura, surgir algum patrocínio. 
Um trabalho solitário, de toda uma vida, em prol da nossa terra e nossa região. Haja saúde, nunca me cansarei disso, continuarei a escrever numa missão cívica e cultural, num dever de cidadania.
As armas que tenho utilizado têm sido as palavras escritas e as palavras faladas, para manter a chama da luta para os combates que se avizinham. Não faço promessas, teço apenas sonhos, porque o sonho comanda a vida!..

Porque para cumprir promessas tem que surgir verbas na Câmara Municipal da Figueira da Foz que, tradicionalmente, nunca chegam à nossa freguesia de Marinha das Ondas ou, quanto muito, chegam às pinguinhas, muito insuficiente, que mal chegam para manter as contas correntes.
Não obstante ser a freguesia que mais contribui em impostos para os cofres da nossa Câmara Municipal da Figueira da Foz, ainda assim não tem tido a correspondência e o reconhecimento que lhe é devida, tem sido constantemente ignorada, esquecida.
Sendo a última freguesia do concelho de Figueira da Foz, Marinha das Ondas tem sido, historicamente, sempre esquecida e remetida para as calendas gregas, quando de forma secular os responsáveis pelos destinos do nosso concelho, quer a nível político ou de gestão, só têm pensado e ainda pensam de forma narcísica na cidade como se não houvesse mais concelho.

Mas vamos ao facto que mais interessa à nossa freguesia de Marinha das Ondas, que é a prioridade primeira, a defesa da nossa Unidade de Saúde (Posto Médico). Temos que tecer uma luta sem tréguas, porque sem combate não poderemos evitar o seu encerramento.
Será preferível irmos até às últimas consequências, no campo da batalha, para exigirmos aquilo a que temos legitimamente direito. 
Porque somos uma população demasiado exposta à poluição das grandes indústrias locais e com uma grande percentagem de envelhecimento. Porque somos uma população que vive numa zona em que os veios freáticos estão altamente inquinados pelos efeitos das mesmas indústrias locais e que, quer se queira quer não, são altamente lesivos da saúde pública. 
Por que temos direito legítimo de termos a nossa Unidade de Saúde do ponto de vista social e na defesa da mobilidade, ainda acresce as razões de poluição a que uma população numerosa está altamente exposta.

Ainda não há muito tempo foi promovido os sinos a rebate por iniciativa do actual Executivo da Junta de Freguesia de Marinha das Ondas. Foram uns valentões, repito, foram uns valentões mau grado a indisposição que causou ao Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Dr. João Ataíde, responsável pela política de saúde criminosa para o concelho que prevê o encerramento de todos os Postos médicos a sul e norte, para os incorporar nos Centros de Saúde de Alhadas e de Lavos.
Pena esta luta não ter sido secundada por outras freguesias onde as Unidades de Saúde irão ser encerradas ou já foram encerradas, como o caso do Alqueidão e da Cova / Gala, esta a funcionar a meio gás até à machadada final. Não tenhamos dúvidas, se nada se fizer, as Unidades de Saúde a sul, Cova / Gala, Marinha das Ondas e Paião serão para fechar.

Era interessante, de facto, que se alastrasse a revolta no sul e norte do concelho em defesa das suas Unidades de Saúde.
A brilhante iniciativa do Executivo da Junta de Freguesia de Marinha das Ondas na promoção recente dos sinos a rebate não chega, há que haver forte mobilização das pessoas e utentes de saúde em torno do Executivo da nossa Junta de Freguesia e da nossa Unidade de Saúde (Posto Médico), já que os membros da Assembleia de Freguesia, que eu saiba, ainda não tiveram coragem de promover, constituir e aprovar uma «Comissão Permanente», com poder jurídico, um instrumento de trabalho ao nosso alcance, de acordo com a Lei n.º 75 / 2013, Artigo n.º 12.
A luta contra o encerramento da nossa Unidade de Saúde, mais que nunca, exige a mobilização de todos nós para o combate, numa luta determinada e sem quartel.
Se nada se fizer, depois não se queixem que a nossa Unidade de Saúde encerrou. Pensem bem nisso, se acontecer o que não desejamos será culpa de todos nós e não do Executivo da Junta de Freguesia. 
As “guerras” ganham-se não apenas com as tropas que estão na frente, mas com toda a rectaguarda, com todo o apoio logístico, neste caso, o POVO, a população!..

Há que programar e promover novas formas de luta. 
Sugiro começar, em data oportuna, a mobilização das pessoas e utentes de saúde para o combate, uma vez que se aproximam as eleições autárquicas para uma chamada de atenção das entidades responsáveis e dos poderes instituídos. 
Será agora e nos próximos meses óptima altura e uma boa oportunidade para nos mexermos para a luta, para o combate, para o alertar de consciências que se encontram arredadas dos interesses públicos e sociais.
Teremos que promover, à mesma hora, em data a determinar os sinos a rebate, da nossa Igreja Matriz e de todas as capelinhas da nossa freguesia, como sinal de mobilização para a luta. Para declarar guerra, sem limites, às entidades que querem fechar o nosso Posto Médico.
Em última instância, promover o corte de estradas pelo sul do concelho impedindo o trânsito para sul e para norte.
Porque, como dizia alguém: «A saúde é um estado de espírito que não augura nada de bom». É verdade, a doença não tem dia nem hora marcada, poderá surgir a qualquer momento!...
O futuro não se aceita passivamente. Constrói-se!... A luta continua!..

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A Figueira, é uma cidade de divertidos foliões. Porque é que eu deveria se diferente dos demais?

Uma foto de um carnaval de outros tempos, sacada daqui
Nesta Figueira "é carnaval todos os dias". Todos os dias mesmo... E há muito tempo. 
Pelo menos, desde Aguiar de Carvalho.
Então com Santana Lopes e com  a sua gestão da Câmara da Figueira, de tão boa e salutar memória, a coisa funcionou na perfeição...
A partir daí, a coisa nunca mais parou: todos os dias, isto é uma maravilha de paródia dada ao pagode...
Presumo mesmo que seja impossível viver noutra cidade deste país mais divertida...
Onde é  que temos governantes mais patuscos do que aqui? 
O presidente da Figueira, que inclui a horta da praia da calamidadeJoão Albino Ataíde, é praticamente imbatível... 
Mas, os vereadores, uns atrás dos outros, sempre seguros e consistentes, seguindo as pisadas do presidente, cometem gaffes coloridas, dão as piruetas e golpes de rins mais bem executados, emitem os delírios megalómanos mais sofisticados e pindéricos, acompanhados dos melhores considerandos em cerimónias de circunstância a tresandar a pastelinhos de bacalhau e sandes de coratos, não se ficam atrás...
Não pensem que o pináculo veio à tona neste carnaval, apesar de o momento que estamos a viver na Figueira ser impagável...
E, depois disto tudo,  quereis fazer o quê: mudar?
Tenham juízo...

Tal como as mulheres, os políticos sonham sempre com um rebanho, acéfalo, fiel e obediente. Só que não devem sonhar sempre: por vezes, os sonhos não se transformam na realidade sonhada...

daqui. para ver melhor clicar na imagem

Investimento nos "americanos", vale um centro de saúde, dos vários que hão-de encerrar, no concelho profundo!..

Há 18 anos que a população das Alhadas aguarda... 
Ao fim de 8 anos de esquecimento de investimento nas freguesias não urbanas, a obra nasce em 2017, ano de eleições autárquicas.... 
Depois, pelo valor do investimento nos quiosques "Americano", hão-de encerrar-se alguns postos de saúde pelo concelho profundo...

Uma pequena diferença de perspectiva, pode transformar o monótono olhar de todos os dias, numa novidade: António Tavares volta ao Casino Figueira...

Pelos vistos, a Figueira da Foz deve ser a cidade mais holandesa do planeta!..

Na imagem, sacada daqui, lá vai, sem capacete, um funcionário camarário, numa das duas bicicletas eléctricas que a autarquia figueirense adquiriu para tornar o ambiente mais sustentável.. Que bom que não deve ser trabalhar e, ao mesmo tempo, poder sentir o ar a bater na cara e fazer exercício (sobretudo, o das descidas...) - que faz sempre muito bem!..
A Figueira está a viver em plena época, em que o que  verdadeiramente se sente, é  o espírito, a energia e a alegria do Carnaval!
Contudo, lamentavelmente, isso só pode ser um equívoco, que ainda há-de ser explicado por um especialista.
Um especialista, para que conste, é aquele que explica algo fácil de maneira confusa, de tal modo que nos faz  pensar que a confusão é culpa nossa!
Já sabem quem, na Figueira,  pelo fruir das ideias e pela fluência do discurso, é o verdadeiro especialista...

Mas, vamos ao que interessa: conhecem alguma cidade mais holandesa do que a Figueira?
Esqueçam, não existe!..
Que se lixe a língua, e o jantar às seis da tarde... 
Não há nada mais holandês do que andar de bicicleta... 
Uma das coisas que poderia ser promovida, era ir de bicicleta, ao fim do dia, ao centro de rendimento de desportos de praia do areal urbano, o tal "projecto de BEACH SPORTS!"
Como figueirense, amante da bicicleta, espero a qualquer momento que me cheguem os papéis da dupla nacionalidade, pelo correio, apesar de achar que, o mínimo, seria vir cá o próprio Rei da Holanda para mos entregar!..

O limite, na Figueira, não é o céu.
Pode ser o simples facto de, na Figueira, ser sempre carnaval.
Na Figueira, esse sonho tem sido possível...
Portanto, nada mais natural, que este executivo camarário - na minha modesta opinião, o pior executivo camarário que geriu os destinos da Figueira da Foz, desde que tenho memória - se sinta  na obrigação de mantê-lo e assegurar o engenho e arte de o ir tornando realizável.
A ele, ao carnaval...

Benditas eleições - Figueira Parques - E.M., SA a fazer obra em terrenos da Agência Portuguesa do Ambiente?..

Algo se passa, pois ou é da minha vista, ou a obra está parada...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O ar aparentemente adormecido do presidente...

Foto Figueira na Hora
Nunca se está só na contemplação do belo. 
Ele entranha-se, fazendo de nós uns seres bem diferentes. 
Como se pode ver, observando a fotografia, o ar do presidente não engana.
Tudo se inicia com a contemplação, passando pela admiração e pela interiorização.
Complementa-se com a compreensão. 
Hoje em dia,  há uma tendência para nos fecharmos e não mostrarmos aos outros o que nos vai na alma. 
Há uma desconfiança generalizada. 
Queremos passar por comuns e despercebidos. 
A atenção, a ternura e o carinho para quem nos rodeia, não se coaduna com a competitividade pura e dura que  é exigida a um político que tem de garantir a sobrevivência nesta selva em que querem transformar o nosso viver.
Fica  o meu respeito e admiração pelo ar enlevado e ligeiramente dormente do presidente e, sobretudo, pelas convicções carnavalescas de um vulto político, que já ultrapassou as fronteiras do nosso concelho.

Exposição Olìvia Ribau: "o naufrágio não é o pior"... (4)

Diário de Coimbra, de 19.02.2017

To reset... Mesmo.

"Quando não há condições criam-se!
Quando não há ideias, tocam-se os sinos a rebate e chama-se quem está no terreno, os cidadãos. 
Quando não se sabe para onde se quer ir, pára-se e repensa-se tudo.
Não somos donos de verdades absolutas e pedir “ajuda” não é um sinal de fraqueza, mas de inteligência.

Sinto que a cidade vive num universo paralelo que não corresponde ao que leio, ouço ou constato.

...se não fizemos um RESET rápido, o futuro vai ser igual ao passado.
O destino poderá ser a irrelevância estratégica com tudo de negativo que daí advém.
Vamos crer que não.."
António Durão, no site FIGUEIRA NA HORA

Nota de rodapé.
... portanto,  na Figueira está mais do que na hora de substituir uns - aqueles que têm estado lá nos últimos sete anos, 7,  que não interessam -  por outros, que interessem mais!

... portanto, qual a opção? 
Para mim, de momento, a escolha é a rejeição destes que lá têm estado nestes últimos 7 anos, sete.
Todo o resto do processo não irá ser simples.

... portanto, estamos numa encruzilhada. 
Um dos caminhos - o que aparentemente parece o mais provável - levará ao agravamento da catástrofe e ao mais terrível desespero. 

... portanto, quem souber rezar e acredite, que reze para que os figueirenses façam a escolha certa...
Há-de chegar o tempo em que teremos de optar.

"Vivam as mulheres de Tavarede"

Foram dias de muito trabalho e de muita luta, mas o sonho e objectivo foi cumprido. 
As MULHERES DE TAVAREDE inauguraram o seu espaço.
Não foi um copo de água tradicional. 
Foi um banquete em que todos comeram e beberam o que lhes apeteceu.
Tudo feito pelo trabalho voluntário das gentes de Tavarede.
Almoços mensais, fins de semana de petiscos, espectáculos culturais poderão passar por aquele espaço.
E, assim, se vão evidenciando as MULHERES DE TAVAREDE...

Via Marcha do Vapor

AVISO

2017, é ano de eleições autárquicas.
Para os políticos, as mentiras, são como as crianças: apesar de inconvenientes, o futuro depende delas...
Habituem-se...

Lá para 2018, João Ataíde também vai organizar o turismo figueirense...

O que estará reservado para a Figueira, sobre tudo que está para além da curva das autárquicas de outubro próximo, duma esquina da cidade ou, simplesmente, do dia de amanhã?
É fácil de adivinhar: pura e simplesmente não sabemos... 
E ainda bem que não sabemos! 
Contudo, em 2017, ano de eleições autárquicas, anda para aí gente muito importante a pretender adivinhar o futuro.
Eu, garanto que não!

Segundo o que pode ser lido na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, "João Ataíde adiantou que vai apresentar em breve o plano de promoção turística da Figueira da Foz, em fase de conclusão." 
Por outro lado, informou ainda "que a cidade vai integrar uma rede europeia de eventos, apresentando-se com O RFM SOMNII - Maior Sunset de Sempre como referência internacional."
O presidente Ataíde prestou estas informações na última reunião de câmara, em resposta a uma questão colocada pelo vereador da oposição João Armando Gonçalves sobre a participação na Feira Internacional de Turismo de Madrid, onde a Figueira da Foz esteve representada pelo Turismo Centro de Portugal.

Se esse "tal plano de promoção que vai ser apresentado" em 2017, ano de eleições autárquicas, se concretizasse, este seria  o tipo de turismo que abomino. 
Gostaria pouco de me sentir no meio de resmas de turistas, numa cidade onde tudo seria organizado pelo presidente Ataíde e pela sua magnífica equipa de colaboradores.
Eu sou assim em tudo: gosto de delinear o trajecto e alterá-lo ao sabor dos caprichos do momento. Mesmo em férias, sempre valorizei o sentimento de liberdade de fazer o que me dá na real gana.

Todavia, compreendo perfeitamente que, em 2017, ano de eleições autárquicas, um presidente que tem sido um político ineficaz e desastrado na gestão do concelho da Figueira, pretenda apresentar, neste momento, a imagem aos eleitores figueirenses de que possui uma visão do futuro esperançosa, embora, na verdade, tenhamos muito poucos motivos para isso. 

Mas, compreendo. 
O presidente Ataíde também é humano. 
E faz parte da natureza humana esperar por melhores dias. 
Eu também tenho os meus defeitos: por exemplo, não há nenhuma razão estatisticamente consistente para jogar no euromilhões. 
No entanto,  continuo a jogar todas as semanas. 
2017 é um bom ano para os figueirenses jogarem num futuro melhor... 
Só sai a quem joga, isto é, a quem vota...

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A Figueira é uma cidade de faz-de-conta. Endividada...

Foto Figueira na Hora
Hoje à tarde o rei trampas  e a rainha liberdade  chegaram à Estação da CP, abrindo as hostilidades do Carnaval de Buarcos / Figueira da Foz.
A dupla real foi recebida junto à estação pela Escola de Samba Unidos do Mato Grosso e em frente à Câmara Municipal pela Escola de Samba Novo Império. 
Chegados à câmara foram recebidos pelo presidente.
“Está aberta a reinação!”,  disse sua alteza a rainha...
O rei trampas e a rainha liberdade, apareceram na varanda nos paços do concelho acompanhados pelo presidente joão da horta!...

No ridículo somos os maiores!
Há coisas que, pura e simplesmente, para mim não acontecem.
Por isso, não me vale muito a pena esperar que aconteçam. 
Não há fé que me salve. 
Na realidade, só acontece o que simplesmente pode acontecer... 
Nada mais. O resto é do domínio da especulação.

O rei trampas, apareceu hoje aos súbditos do concelho governado pelo presidente joão da horta!...

Foto Pedro Agostinho Cruz
Sua Excelência o Rei Trampas (Carlos Queiroz) e a Rainha Liberdade (Romana), foram hoje recebidos pelo presidente de Câmara João Ataíde e pelas escolas de Samba figueirenses.
A saber: Unidos Do Mato Grosso, Novo Império e Gres A Rainha. 
O Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz vai continuar  nos dias 26, 27 ( desfile nocturno) e 28 de Fevereiro.
E não é brincadeira de carnaval...

Snobismo

“Figueira da Foz - erros do passado, soluções para o futuro", é um livro dos antigos Vereadores do PS António Tavares e João Vaz.
Nas 177 páginas, os leitores deparam-se com muita informação e dados indicadores pertinentes, relativamente ao estado do concelho.
Assim, António Tavares e João Vaz, abordam temas como as Finanças Municipais, alertam para o agravamento da situação financeira, Desenvolvimento Económico, Ordenamento do Território e Urbanismo, Funções Sociais, Obras e Acessibilidades, Ambiente e Qualidade de Vida, Sector Empresarial Municipal, sem esquecer a Ética, Transparência e Democraticidade.
Para quem se interessa pela politica autárquica , encontrou neste livro abundante informação, que lhe permitiu pensar e reflectir sobre o estado do concelho da Figueira da Foz.

A liberdade política trazida pela Revolução de Abril, não bastou para diluir a estratificação social. 
Em cidades como a Figueira, em certo sentido, até a acentuou. 
A sociedade figueirense tornou-se ainda mais mais compartimentada e mesquinha como se se tivesse instalado um sistema de novas castas. 
Ainda sou do tempo, em que na nossa cidade a exibição do snobismo era envergonhada.
Hoje em dia, porém, a exibição do snobismo alcançou  estatatuto: é a cretinice endeusada que se pode ver por aí...
Alguns foram mudando de ramo.
Quando passaram da oposição para a situação continuaram a ser o que sempre foram: snobes.
Snobismo é exigir, quando não se tem poder para tal, café sempre a ferver e, depois, quando se tem poder, deixar esfriar o tal café a ferver ...

Sublinhe-se e registe-se a coerência do senhor vereador da cultura dr. António Tavares...

A foto de cima, foi obtida na passada sexta-feira, no decorrer da inauguração da exposição mais recente do fotojornalista covagalense Pedro Agostinho Cruz.
A foto mais abaixo, foi obtida na inauguração de uma mostra  que decorreu no Núcleo Museológico do Mar de 8 de Junho a 23 de Agosto de 2013, que englobou cerca de 70 peças das áreas do artesanato, pintura, fotografia e desenho, e resultou da tese de mestrado de Filipe Couto, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 

"Recantos da Aldeia", "Gentes do Mar", "Alerta Costeiro 14/15", "Mário de Belém, visto por Pedro Cruz",  e "Olívia Ribau - o naufrágio não é o pior", são  5 exposições de fotografia de um jovem fotógrafo figueirense que viram a luz do dia na cidade da Figueira da Foz, entre os anos de 2010 a 2017. 

Nesta segunda Exposição do Pedro Cruz no Núcleo Museológico do Mar, sito na Rua Governador Soares Nogueira, n.º 32 - Buarcos, Figueira da Foz, que vai estar patente ao público até 31 de Maio próximo, como muito bem escreve a jornalista Bela Coutinho no Diário de Coimbra de hoje, "o ambiente era diferente de qualquer um outro na inauguração de uma exposição. No ar, e no rosto das pessoas, sentia-se tristeza e a própria sala, semi-iluminada propositadamente, também parecia de “luto”, tal como as 19 fotografias que Pedro Agostinho Cruz tem expostas. Dor, desespero, sentimento de impotência, mágoa, e muitos outros sentimentos apanhados pela objectiva do fotojornalista no dia da tragédia do naufrágio do “Olivia Ribau”. A exposição termina (como uma lufada de esperança), com o rosto do agente Carlos Santos, que, num acto de heroísmo (que lhe valeu uma medalha), conseguiu salvar duas pessoas."

Gostava de viver numa cidade onde os jovens que se preocupam com a Cultura fossem estimulados, incentivados e apoiados por quem tem o dever de o fazer.

Mas, assim não acontece. A Figueira transformou-se num clube de amigos... 
Não só por isso, mas também por isso, a Figueira está às portas da morte. Pouco a pouco,  os burocratas do regime foram afastando os valores que a Figueira tinha. 
O maior pecado que poderia ter acontecido para com estes jovens, foi cometido: os responsáveis pela condução da política figueirense trataram-nos com indiferença. E a indiferença,  como muito bem sabe um vereador da cultura do gabarito intelectual do senhor doutor António Tavares, é a essência da desumanidade

João Traveira, um dia destes, a propósito disto, deu uma entrevista transparente e esclarecedora.

Por muito maçadora que seja a vida, hoje, numa cidade como a Figueira, ela teria que ter algum conteúdo, ideias e valores. 
E isso é algo que a Figueira deixou de ter: vivemos no vazio de ideias e competências.
A Figueira, hoje, é uma cidade  irrelevante.

A meu ver, seria uma  uma atitude que só enobreceria quem está à frente desses cargos políticos, independentemente de benefícios pessoais, dar uma palavra de incentivo e estímulo aos jovens talentos que, felizmente, ainda existem na Figueira da Foz!
Há uns dias, fui assistir ao lançamento de um livro de um jovem e talentoso escritor figueirense, de seu nome Pedro Rodrigues
Sala cheia, mas ninguém do departamento cultural da Câmara da Figueira da Foz estava presente.
O Pedro Cruz nas 5 exposições de fotografia que já levou a público na Figueira da Foz, em nenhuma delas mereceu ter a presença do senhor vereador da cultura, prémio Leya e tudo, dr. António Tavares.

Há pessoas que ufanamente gostam de apregoar a sua coerência por sempre terem pensado e agido do mesmo modo. 

A esses, eu contraponho que, coerentemente, já mudei de opinião várias vezes e que não me arrependo nada de o ter feito, nem me envergonho de o confessar publicamente. 
É tudo uma questão de se ser coerente.

À especial atenção dos que, depois dos inúmeros eventos culturais que por cá se realizam, achem que já estamos todos muito cultos, e decidam festejar isto....

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Exposição Olìvia Ribau: "o naufrágio não é o pior"... (3)


Via Figueira na Hora
Ontem, na inauguração, na presença de muitos familiares e amigos das vítimas, o autor da mostra deixou um desejo: “espero ter apresentado hoje as últimas fotografias de um naufrágio na barra da Figueira da Foz”.
“Esta exposição não é um acto invasivo na vida das pessoas mas sim uma reflexão sobre um assunto sério”, considerou Pedro Cruz que tinha a seu lado Carlos Santos, o agente da Polícia Marítima que resgatou dois tripulantes com recurso a uma mota de água.
José Esteves, presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, também ele um homem do mar, considerou que “o maior inimigo da Figueira é o homem”, numa alusão às condições de navegabilidade na barra.
Margarida Perrolas, chefe de Divisão de Cultura da Câmara Municipal, explicou que esta mostra resulta dos desafios lançados aos jovens criadores da Figueira da Foz para mostrarem os seus trabalhos no âmbito do Criativa – Encontro de Criadores da Figueira da Foz.
“No caso do Pedro, optámos por um espaço diferenciado e distinto, um outro local e tempo para ser vivido de outra forma”, atendendo à temática das imagens.
«Olívia Ribau: "o naufrágio não é o pior"» pode ser apreciada até 31 de maio, de segunda a sexta feira das 9 às 13 e das 14 às 17h00.

É a baralhar é que a gente se entende?

Para ver melhor, clicar na imagem.

O poder de observação agudo é vulgarmente chamado de cinismo por aqueles que não o têm. Cinismo, é uma maneira desagradável de dizer uma verdade... Niilismo, é um modo de pensar que não aceita nenhuma coação sobre o indivíduo...

João Vaz, consultor de ambiente, hoje no jornal AS BEIRAS, pretende dar um contributo sobre o "debate político" na Figueira.
 "São conhecidas as declarações de um político local do PS (já que João na sua crónica não diz o nome do político local, eu esclareço que foi o também "caralhete" João Paredes...) sobre a incompetência do executivo que tinha sido eleito pelo seu próprio partido. E aqui surge um paradoxo interessante: muitas vezes os maiores inimigos dos candidatos estão dentro do seu próprio partido. No entanto, os partidos políticos na Figueira da Foz parecem nem sequer existir de facto. A atividade é reduzida, o número de militantes ativos quase nulo e o debate político sério e consistente não existe. Aliás, quase nunca existiu e é conhecido o afastamento entre os presidentes eleitos e o partido, desde Aguiar de Carvalho que é assim. Conclusão, não há a expetativa de assistirmos a debate promovido pelos partidos. Nas redes sociais o debate político surge com algum interesse em determinados fóruns. Há propostas interessantes. Contudo, verifica-se uma tendência para a superficialidade e para o “romantismo” de querer reverter a Figueira da Foz para um passado distante. A eleição de Donald Trump mostra que o discurso político mudou. Insultar, ofender e achincalhar os adversários políticos é aceite por uma boa parte do eleitorado. “Mandar bocas” é a forma de alguns candidatos se promoverem. Assim, é natural que localmente surjam réplicas. Este discurso político cínico e niilista (“está tudo mal”) e “trumpista – “Lets make Figueira great again”, sem explicar como nem com que dinheiro, pessoalmente não me seduz."

Nota de rodapé.
Nada é tão útil para os políticos como a memória curta dos eleitores! 
João Vaz, em parte do mandato autárquico de 2005/2009, foi vereador PS, na oposição, ao executivo presidido pelo falecido eng.  Duarte Silva.
Neste momento, depois de ler a sua crónica, confesso que fiquei sem perceber se, actualmente, João Vaz se inclui nos 88% da população que não acredita nos políticos, ou nos outros 12%, que são os políticos. 
Sobre esse tema, acredito, desde há muito, que os políticos figueirenses, que conheço e conheci, se  dividem em dois grupos.
Um, constituído por gente totalmente incapaz. Outro, por gente capaz de tudo.

Tenho várias inquietações sobre a capacidade de se resolverem os problemas da Figueira.
Vejam lá no que chego a pensar!..
Que temos, como primeiro problema, no topo da piramide do poder alguém narcisista (que só pensa em si, com falta de capacidade de trabalhar em grupo, afastando tudo e todos válidos que tentam influenciar, pensando que o mundo gira à sua volta), a comandar isto, desde 2009!..
Que quem está à frente das instituições, não são “apenas” pessoas válidas: “têm” de ser do “regime”... 
Que há clientelismo e que são criados empregos à medida: ou, apenas, trabalho precário...
Que se anda a brincar à caridadezinha, distribuindo cabazes, a quem infelizmente necessita mas não se reabilita, transformando um pobre honrado, num irreversível pedinte... 
Que se patrocinam e promovem festas e festinhas, para dar circo ao  Povo e mante-lo feliz...
Que se continuam a  fazer obras de “fachada”, as chamadas obras de “regime”, que consomem recursos e cujos resultados são duvidosos...
Que temos os nossos Goebells, os bufos, que tudo e todos vigiam e transmitem superiormente... 
Contudo, ainda que poucos, há quem não preste vassalagem aos detentores do poder - deste, ou outros...

Entretanto, "de ano para ano, a praia da Figueira aumenta de volume. A areia já quase esconde o mar no horizonte!"
Será que toda esta areia a mais na praia está a encravar, cada vez mais, a máquina do regime figueirense?
Cito um extracto de uma notícia publicada, também hoje no mesmo jornal AS Beiras, assinada por J.A.
"João Ataíde foi indicado pela Concelhia do PS como candidato do partido à presidência da Câmara da Figueira da Foz, com 36 votos a favor e quatro contra
A votação realizou-se quinta-feira, à noite. “Fico satisfeito pela confiança que me foi depositada”, reagiu o recandidato independente em declarações ao Diário As Beiras. “Trata-se de uma missão de caráter político onde o conforto e o apoio do partido e dos militantes são fundamentais”, concluiu.
“João Ataíde é o candidato que nos dá melhores condições para dar continuidade ao trabalho que está a ser feito no município. Vai ser mais uma grande vitória para o partido”, declarou, por seu lado, João Portugal, presidente da Concelhia da Figueira da Foz do PS. 

Exposição Olìvia Ribau: "o naufrágio não é o pior"... (2)


Via Figueira Tv

Com a abstenção dos vereadores do PSD, foi aprovado concurso público para a reconversão e exploração da piscina-mar

Pedra sobre pedra, decisão a decisão, lentamente, assim se vai cimentando o espólio que este executivo vai deixar à posteridade figueirense. 
Neste caso, para os próximos 50 anos. Uma vida. 
Se  a proposta é sólida ou não, teremos  50 anos para ver. 
Entretanto, a opção da oposição, é a abstenção. 
Assim estão os vereadores PSD/Figueira: não tomam posição, vão-se abstendo, que o mesmo é escrever, vão empurrando com a barriga. 
E  já lá vão uns anitos.  Quatro anitos. Quatro
É assim que tudo se deixa construir ou destruir: não tomando posições claras. 
Continuemos a sorrir...

O concurso público de reabilitação, reconversão e exploração do complexo da piscina-mar foi aprovado ontem, na reunião de câmara, com os votos a favor da maioria PS e a abstenção do PSD, que através de João Armando, fez saber que concorda «que haja uma solução para o complexo», mas manifestou dúvidas de que a proposta em causa seja «suficientemente sólida».
A parte da proposta que tem a ver com a arquitetura foi apresentada por Carlos Figueiredo, autor do projeto e último concessionário deste equipamento municipal.  
A obrigatoriedade da manutenção da estalagem e da cobertura (transparente) da piscina, para poder ser utilizada durante todo o ano, mantém-se, assim como a possibilidade da utilização do antigo solário para outros fins – nomeadamente, aumentar a capacidade hoteleira, de 13 para 19 quartos. Confirma-se  a esplanada na Avenida 25 de Abril, com o necessário alargamento do passeio, e as lojas. Poderão ainda ser instalados um ginásio, uma talassoterapia, entre outros serviços. Por outro lado, vai ser colocado um elevador, com acesso à piscina e à zona hoteleira. O actual espaço de restauração também se mantém. 

Entretanto, em vez de 30 anos com possibilidade de renovação por dois períodos de 10 anos, a concessão passou para 50 anos seguidos. 
O concessionário, que vai ter de realizar as obras, cujo valor estimado são dois milhões de euros, e assegurar a exploração, não terá de pagar pela adjudicação da concessão
Para além disso, terá um período de carência de três anos para o pagamento das rendas, destinado às obras – se forem concluídas antes, começam a ser pagas após a emissão da licença de utilização. 
Durante os primeiros três anos de exploração, o valor das rendas será de 5.550 euros por ano. No quarto, quinto e sexto anos, sobe para 8.650 euros. A partir dali, estabiliza nos 14.400 euros.

Se os anteriores concessionários se queixavam da curta validade da concessão, agora, no mínimo, é questionável ter a duração de 50 anos. 
A esta questão, o executivo camarário PS contrapõe que os diversos setores de negócios podem ser explorados por terceiros, desde que o vencedor do concurso público se mantenha. 
E até existe a possibilidade de trespasse, desde que seja aprovado pela câmara
Por outro lado, do ponto de vista do actual executivo, a longevidade da concessão tem a ver com o elevado investimento do restauro e reabilitação do imóvel classificado, construído no início dos anos 50, cujo projeto é do arquitecto figueirense Isaías Cardoso, falecido há poucos dias. 
Além do investimento inicial, o concessionário tem também de garantir a conservação dos imóveis e as condições para o bom funcionamento de todos os espaços concessionados. 
Segundo as estimativas da autarquia, o investimento inicial poderá ser amortizado em 10 anos e os investimentos a efectuar ao longo da concessão (conservação, mobiliário e outros) poderão chegar aos dois milhões de euros. 
A estes, somam-se,  os outros dois milhões previstos para as obras e mobiliário iniciais. 
O concessionário pode recorrer a fundos europeus reembolsáveis com juros baixos ou nulos, por tratar-se de reabilitação urbana

Manuel Costa Cintrão: "O futuro não se aceita passivamente. Constrói-se."

CONTINUO À ESPERA QUE TODOS OS MEMBROS COM ASSENTO NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA SE MEXAM PARA PROMOVER A CONSTITUIÇÃO E APROVAÇÃO DE UMA «COMISSÃO PERMANENTE» COM VISTA À DEFESA DO NOSSO POSTO MÉDICO QUE, MAIS QUE NUNCA, ESTÁ NA IMINÊNCIA DE FECHAR!...
Deixei passar algum tempo e, parece-me, que a inércia continua!... Por isso, continua actual o meu comentário,  publicado a 27 de Janeiro pretérito passado, bem como outros anteriores.
Neste momento apenas existe um médico de família e existem imensos utentes sem médico de família, que não são atendidos por não terem médico. Nem podem ter receitas médicas porque não há médico! Isto ultrapassou os limites e é o desespero de muitos utentes de saúde que não sabem que fazer!...
Desde sempre esses mesmos utentes de saúde tiveram médico de família e agora não têm, desde a saída do Dr. Carlos Chieira.
Nesse sentido a luta tem que coninuar sob pena de os utentes de Saúde do Posto Médico de Marinhas das Ondas não terem acesso aos cuidados de saúde primários.
Há que alertar as consciências para a luta, com maiores responsabilidades por parte dos nossos políticos da freguesia!...

Manuel Costa Cintrão

Na vida nunca se deveria cometer duas vezes o mesmo erro... Quanto mais três!.. Não há muito, mas há algo por onde escolher!