terça-feira, 15 de julho de 2014

Recordar é viver...

fotos sacadas daqui
Medina Carreira que tinha sido ministro das Finanças no primeiro governo Constitucional, com Mário Soares como primeiro-ministro, em 3.2.1978 dava uma entrevista ao O Jornal em que traçava um panorama cada vez mais negro da nossa economia. 
...em Janeiro de 1977 (O Jornal de 28.1.1977) entrou a Coca-Cola em Portugal e pela primeira vez alguns puderam provar a "água suja do imperialismo". 
Recordam-se como era Portugal em 1977?..
Mário Soares era Primeiro-Ministro e Henrique Medina Carreira ocupava o cargo de Ministro das Finanças. 
Dizia o primeiro ministro de então, ao Diário de Notícias.
"Sou partidário de uma sociedade totalmente aberta e livre, em que se assegurem largamente os direitos humanos, mas não pode haver tolerância com a criminalidade, mesmo que esta se oculte sob o pretexto falacioso da razão política".
O povo andava entretido e, numa "alocução ao País em 28/02/77, o "nosso" primeiro de então expressava a ideia do seu País.
 "Nós não queremos, em Portugal, constituir ou criar uma sociedade de burocratas, uma sociedade de homens que vivem à mesa do Orçamento e à sombra do Estado. Queremos, em Portugal, criar uma sociedade de homens livres que tenham a capacidade de iniciativa própria, capazes de contribuir para a riqueza nacional".
Já nessa altura o problema era o "pilim". Portanto, nada melhor que uma crise - mas isso foi em 1977.
"Não nego que exista uma crise em Portugal, crise que, no seu aspecto fundamental - o aspecto económico - poderá sintetizar-se em três tópicos: défice da balança de pagamentos, inflação, isto é aumento do custo de vida e do desemprego"(Comunicação ao País em 07/06/1977).
1977, tempo de dificuldades que, felizmente, agora foi ultrapassado.
E, "felizmente", foi ultrapassado através de uma reforma profunda das mentalidades, uma das principais causas para o nosso atraso e para a falta de produtividade...em 1977... 
Os alicerces fundamentais do Portugal moderno foram, erguidos nesse tempo por Mário Soares.
Hoje, como todos sabemos, respira-se um ar saudável.
Um quarto da riqueza de Portugal está nas mãos de 1% da população”!..
Conclusão e moral desta «estória»: afinal, o peso da fortuna dos mais ricos ainda é maior do que se julgava, conclui um estudo publicado esta semana no site do Banco Central Europeu.

Na Aldeia...

Aqui, pela Aldeia, vamos ter um verão quente. 
Estamos num óptimo momento para o exercício da democracia e num lugar adequado para exercitar o direito ao esclarecimento, à opinião e ao voto.
Uma Aldeia saudável necessita de projectos alternativos. 
Porque a política da Aldeia costuma ser condicionada  «pelo homem e a as suas circunstâncias», interessa, pois, olhar para as soluções reais e não para D. Sebastiões que podem voltar do nevoeiro.
A questão da Identidade Cultural das terras e dos povos, foi - e continua a ser... - um dos temas centrais destes primeiros 14 anos do século XXI.
Todos os povos conheceram uma fase de expansão cultural, de difusão dos seus modos de vida e valores, e todos os povos devem pretender, em todo o momento, manter as suas particularidades, as suas formas, o seu conteúdo vital e cultural como garantia de sobrevivência na História.
A identidade é, por definição, a qualidade do idêntico, mas num mundo em constante evolução, onde a realidade tende para uma constante diversificação, o “idêntico” pode resultar num conceito equívoco e ter-se-ia que falar de afinidades e não de igualdades.

S. Pedro é uma mera entidade administrativa. Não tem alma.
Cova e Gala é a nossa Identidade, a nossa História, a nossa Alma.

Desde já, parabéns à prima (e ao resto da família...)

"BES. Dinheiro da venda dos activos penhorado a favor dos clientes"

Sobre o BPN, penso que nenhum de nós já tem ilusões... 
Mas, será que o  caso BES  vai ficar resolvido antes do Sporting conseguir ser campeão de futebol?..

Joaquim Namorado, O herói no "Neo-realismo mágico"

"Maria José Montperrin, já depois de Abril, veio a sua casa entrevistá-lo para o "Expresso", jornal famoso da nossa democracia da era atómica. 
Quando entrou na sala e foi mandada  sentar, mostrou estranheza pelo contraste entre os quadros, gravuras, pratos pintados e várias cerâmicas (Júlio Pomar, Resende, Mário Dionísio, Querubim Lapa, Cipriano Dourado, Rogério Ribeiro, Lima de Freitas, Vespeira...) e os sofás em napa, mas logo recebeu a explicação: 
- "Cá em é assim, provas de afectos de muitos e bons amigos, mas coiros só de visita".

Do livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira, publicado no centenário de Joaquim Namorado, O herói no "Neo-realismo mágico".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Critérios

A escolha de notícias, o critério de fazer as primeiras páginas e o modo como se discutem na redacção, as imagens que se colocam, os temas que se abordam e os convidados para emitir opinião,  tudo isso é matéria reservada a quem pontifica e manda nos jornais.  
Como leitor, não devo ter direito a explicações. Todavia, gostaria de saber mais. Sem qualquer processo intencional, só para saber. 
No passado fim de semana, na Figueira, aconteceram várias iniciativas que trouxeram até à urbe largos milhares de visitantes. Um exemplo: “O maior sunset de sempre” fez jus ao nome do evento da rádio RFM, levando à praia do Relógio mais de 60 mil pessoas, nos dois dias, segundo a organização avançou no Facebook
Só um ingénuo é que acredita que os jornais regionais e particularmente as suas redacções, obedecem a critérios jornalísticos bacteriologicamente puros e sem interferências do mundo exterior, subtis ou à martelada.  
Que falta faz à nossa cidade e aos nosso concelho um jornal diário feito na figueira - e por figueirenses...

Nota: para ver melhor as imagens é só clicar em cima.

Mas, porque é que eu não acredito em milagres?..

O Governo retirou 161 868 portugueses às estatísticas do desemprego através destes planos de fomento do trabalho comparticipado. 
A taxa de desemprego está oficialmente contabilizada em 15,1% da população activa. Se lhe adicionarmos os valores deste "emprego artificial", trepa imediatamente para 18,2%, valor que peca por defeito por excluir os 61.700 portugueses com menos de 34 anos que emigraram só nos primeiros três meses deste ano e as centenas de milhar de desencorajados que as estatísticas contabilizam como população inactiva
A taxa de desemprego tem vindo a diminuir, pois tem. E somos todos nós, contribuintes e desempregados, que estamos a pagar o milagre...
Ou pensavam que existem milagres grátis

“Ò Tó, sabes porque é que a Voz da Figueira traz tantas fotografias do Ataíde?..”

Esta manhã, ao dar a habitual volta na minha velha pasteleira pela Aldeia, tive uma agradável surpresa: reencontrei o meu velho Amigo Manuel Luís Pata.
Ao passar por mim, no seu automóvel – gostei de o tornar a ver a conduzir, depois dos problemas de saúde que o apoquentaram recentemente... - parou para me cumprimentar e estivémos largos minutos a colocar a conversa em dia...
Manuel Luís Pata, apesar dos seus praticamente 90 anos, não é um Homem confuso – continua lúcido e de uma simplicidade desarmante, como sempre.
Claro que está velho. E, como velho, deve soletrar, lá para dentro: "...já nada é como era..”
Contudo, é sempre interessante e gratificante reencontrá-lo.
Falámos do habitual: do porto da Figueira, da estupidez dos 400 metros que acrescentaram ao molhe norte, do livro que tem pronto para publicar sobre a construção naval figueirense (e que continua sem apoios para que venha a ver a luz do dia...), da actual situação política na freguesia de S. Pedro...
De repente, Manuel Luís Pata quedou-se e coloca-me uma pergunta que me deixou verdadeiramente atrapalhado: ò Tó – é assim, que os que me conhecem desde miúdo me tratam... – diz-me porque é que a Voz da Figueira traz tantas fotografias do Ataíde?....
Fiquei sem saber o que dizer...
“Sei lá Senhor Manel. Então não acha que é normal e justo?..”
Fiquei a pensar no assunto.
Depois, só depois, já em casa, percebi a que se referia...

Em tempo.
Voz da Figueira é um jornal interessante.
Contudo, é um órgão de informação - e não é o único jornal português... - da corrente do unanimisno de bloco central,  embora já lá tenha lido crónicas de opinião contra o situacionismo vigente...
Este jornalismo apresenta, como a versão autêntica e verdadeira, os factos como os entendem. 
É este o jornalismo que temos, que vemos, escutamos e lemos, hoje, nas rádios, televisões e jornais figueirenses e portugueses.
Alguém se lembra, por exemplo, do jornalismo de "O Jornal" de Joaquim Letria e de José Carlos de Vasconcelos?.. 
O modelo de jornalismo e jornalistas de há trinta anos, para não ir mais longe, acabou aparentemente, com os seus cultores e os seus símbolos. 
Os jornalistas desse tempo – e havia bons e maus... - quando erravam, não estavam errados nos métodos. 
Erravam porque é humano errar. 
Actualmente, os jornalistas de tipo corrente (como dantes dizia todos os dias quando trabalhei numa empresa de seca e comercialização de bacalhau...), erram porque os métodos comportam fatalmente esse risco iminente e aceitam-no como modo de vida profissional. 
Quanto a mim, reside nisso, um bom quinhão da razão essencial para a queda da venda de jornais. 
Na Figueira e no País...
Os leitores têm poder de análise e observação...

Um “olhar” breve para o PSD-Figueira

Uma foto esclarecedora de finais de maio passado, sacada daqui
Tentar, no tempo que passa, "olhar" para o PSD figueirense é um desafio complexo.
Depois do desvario atingido no fim do ciclo Lídio/Almeida, estou em crer que, desse partido a nível local, resta, para já, um amontoado de escombros. 
A circunstância de a liderança, a seguir, ter sido ter sido disputada por Teo Cavaco e por Manuel Domingues, com a vitória esmagadora do segundo, nas circunstâncias em que aconteceu, foi suficientemente esclarecedora.
O anúncio da candidatura de Domingues foi feito poucos dias antes das eleições, realizadas em maio. “A coisa não estava bem e decidi avançar, após ouvir vários militantes, que quase me obrigaram a avançar”, disse Manuel Domingues, no programa “Câmara oculta”, da Foz do Mondego Rádio.
Aliás, no mesmo programa, Manuel Domingues traçou como prioridade do PSD local o regresso às bases, para reconquistar os militantes que se afastaram do PSD, pois reconhece que “o partido estava numa situação difícil. (…) Há necessidade de revitalizar o partido”, como pode ler-se hoje no jornal AS BEIRAS, em nota onde dá conta de alguns pontos desta entrevista do presidente da concelhia do PSD à rádio figueirense.
Miguel Almeida já percebeu o tremendo equívoco e enorme confusão que deve grassar lá pelo seu partido a nível local. 
Espero, sinceramente, para bem do concelho, que continue por estes lados a tentar "ensinar" e a fazer aquilo que ele sabe fazer melhor que ninguém na Figueira: oposição
Como facilmente dá conta quem estiver minimamente atento ao que se passa na Figueira, o "tempo" da política de hoje é condescendente para com os seus piores servidores. 
De besta a bestial e de bestial a besta, pode ser apenas a distância de um editorial hebdomadário, como aliás reconhece o próprio Miguel Almeida, na sua habitual crónica das segundas-feiras no jornal AS BEIRAS.
Em Portugal é muito fácil alguém passar de bestial a besta, e vice-versa.
Na política, então, ninguém pode assumir que tem estatuto vitalício de “besta” ou de “bestial”. Basta, em determinado momento, a “clientela” não ser servida, para que se deixe de ser “bestial”.
Mas, ainda assim, vale a pena convocar todos para uma reflexão sobre o papel de cada um na vida em sociedade e para a forma como todos nos devemos relacionar com os actores políticos. Sou dos que acredita que a razão e a verdade vencem sempre, ainda que seja necessário lutar contra tantos. Bem sei que sou um optimista, serei por isso uma “besta”?

Costa de Lavos está de parabéns

A "nova" Casa dos Pescadores, inaugurada no sábado passado, com fundos comunitários, é um orgulho para todos...
Segundo a Foz do Mondego Rádio, "muitas dezenas de pessoas partilharam o momento da bênção e corte da fita da "nova" Casa dos Pescadores, um projecto financiado a 100%, no âmbito do Eixo 4 (Desenvolvimento Sustentável das Zonas de Pesca) do PROMAR (Programa Operacional das Pescas integrado no Fundo Europeu das Pescas para o período de 2007-201, aprovado em Dezembro de 2007, pela Comissão Europeia que fixou um montante total de apoios públicos ao sector de 325 milhões de euros).
Na Figueira da Foz, os projectos aprovados foram a Construção de casa Típica de Pescadores (inaugurada o ano passado) e a construção de Espaço Cultural para os Pescadores de S. Pedro que, presume-se, será inaugurado em breve.

domingo, 13 de julho de 2014

Mundial 2014: Alemanha ganha à Argentina na final


A decisão parecia que ia para os penaltis, mas aos 7 minutos do segundo tempo, Götze aproveitou um cruzamento de Schurrle, "matou" no peito e rematou cruzado para o fundo das redes. 
Estava feito o resultado e encontrado o vencedor. 
Ganharam os boches da Merkel. 

Antes que seja tarde (II)

Daqui a dois meses, se tudo correr com normalidade, teremos eleições na Aldeia, para escolher quem nos governará... 
Eu, por ter falta de jeito para a política (e o que é ter jeito? É ser como Soares? Como Sócrates? Como Santana? Como Durão? Como Cavaco? Como Portas? Como Coelho? Como Seguro? Como Costa?), porque andam por aí umas ideias, declaro-me, mais uma vez, uma carta fora do baralho...
Por muitas razões. Não percebo nada desta política. Depois, não pertenço a nenhuma seita, confraria, clube de serviços, academia do bacalhau ou grupo da sueca...
Pertencer a uma organização destas é essencial para um presidente de junta que pretenda lidar com empresários...
O comum dos empresários, mais do que ter lucro, quer um presidente que conheça o presidente que pode dar benesses. 
Tivesse eu uma sólida e conceituada carreira almoçarista - digamos assim... - e outro galo cantaria.
Não estou para ter de aturar, um dia destes, referirem ad nauseam “a minha escassez de contactos ao mais alto nível concelhio e o meu profundo desconhecimento dos meandros do poder concelhio..."
Na Aldeia, muito mudou nos últimos 20 anos: há 29 anos, o habitual era quando havia um problema complicado, dormir sobre o assunto e tratá-lo no local certo; agora, almoça-se sobre o assunto.
Eis o que faz toda uma diferença!

O bom é inimigo do óptimo...

“Protecção Civil apelou ontem aos condutores para evitarem entrar na Figueira da Foz”...

Tá partido...

... O Bloco!
As pessoas de esquerda, já não vão em cantigas, querem resultados e  evolução - não apenas adaptação às circunstâncias...

Demagogia, dita à maneira...

imagem sacada daqui
"Passos avisa que contribuintes não podem pagar pelos erros dos bancos." 

Em tempo.
Isto, foi dito pelo presidente de um partido onde um deputado é deputado porque o pai foi deputado e o avô já era deputado, ainda no tempo em que não havia deputados... 
Isto, foi dito pelo presidente de um partido onde o "pioneiro" jota vai trabalhar para a empresa, para o banco [e não é atrás do balcão a receber depósitos e pagar cheques], ou estagiar para o escritório de advogados por causa do mérito e das competências adquiridas pela militância na jota...
Isto, foi dito por  Passos Coelho, um especialista em abertura de portas, mas do estado.
Lembram-se da Tecnoforma?

Bom domingo

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vendaval a soprar do norte..

O vento do norte, 
esse vento tão forte
e tão frio 
vai hoje por aqui animar tanta solidão... 
Na Gala vai ser ser tal a animação, 
que nem o rio 
vai conseguir atenuar o xinfrim...zão...
Oxalá que a imensa praia

e a bravura do oceano 
consigam que não dê raia...
Oxalá que por aqui... consiga aguentar o ouvido humano!


Em tempo.
(Por motivos óbvios, este blogue encontra-se em greve de protesto e de zelo até segunda-feira... 
Quem foi a alminha que mandou calar este barulho à meia-noite?..
Assim, não há há condições...
No fim, como é que vai ficar aquilo que  conta - a economia... )

"BES de barro"...


A história do maior conflito na cúpula do capitalismo português do pós-25 de Abril

...  mais um banco que está prestes a ir pelo cano do acumulado de delitos dos seus administradores e ver como há tanta gente enredada na sua teia a tentar convencer-nos que não está a acontecer nada, desde Passos Coelho a Maria Luís Albuquerque, passando por Carlos CostaAntónio José Seguro e até pelo criadito Carlos Silva, o sindicalista bonzinho que se prestou ao papelaço de dizer que a família Espírito Santo, em especial o pater Ricardo, é tudo gente muito respeitável com um enorme prestígio internacional que está a ser vítima da comunicação social. As cotações das acções do grupo BES não estão em queda livre continuam a ser negociadas em bolsa sem qualquer sobressalto, os juros da dívida portuguesa aceleraram as quedas em resultado dos sacrifícios que (quase) todos fizemos, não se fala em falência da sucursal do Luxemburgo, os clientes da gestora de fortunas da Suíça não estão prestes a apresentar queixa por falta de reembolso na data contratada, o BES não tem nada a temer com os mal-entendidos do grupo, a regulação funciona mesmo e não é um mito criado para nos ter à mercê  da delinquência banqueira, o comunicado do FMI não fala em mais do que um banco a exigir "medidas correctivas".
Nisto, tropeço neste artigo mordaz de José Miguel Tavares, que completa todo este mundo do faz de conta. 
Via O País do Burro

Antes que seja tarde...

Daqui a dois meses, temos eleições na Aldeia, para escolher quem nos nos governará... 
A escolha, far-se-á entre listas de nomes que serão apontados pelos directórios dos partidos.  
Neste momento, discute-se cá pela Aldeia a qualidade dos nossos políticos e das políticas... 
Neste momento, é  um lugar comum, dizer que na Aldeia os políticos são maus - como se a excelência, na Aldeia e no País, fosse regra... 
Sejamos claros: uma reforma política profunda poderia dar uma certa saúde à democracia na Aldeia. Todavia, isso, nenhum partido quer porque trucidaria valores próprios dos partidos. 
Como certamente terão ocasião de observar, as forças políticas só se preocupam com o bem do partido, ou seja, no seu bem próprio:  como ganhar as eleições, como explorar as fraquezas alheias, etc. 
Esse, tem sido o meu problema desde 1989. A meu ver,  os partidos deviam pensar o que é que convém ao interesse da Aldeia e o que é que podemos fazer mais para corrigir o que antecessores fizeram! 
Todavia, não é isso que, realmente, pretendem na prática... 
O seu objectivo é ocupar os lugares deixados vagos e continuarem na mesma política rasteira... 
Em conversas de café tenho tentado explicar que não basta fazer parte da "elite intelectual" da Aldeia para ter um papel de mudança mais activo... 
É que o problema não é de pessoas, mas das instituições políticas – leia-se partidos - que promovem a escolha da mediocridade. 
Estas instituições políticas ao  não promoverem o mérito não conseguem atrair ninguém de qualidade. 
Isto não é novo: já o Eça contava que em algumas casas da burguesia os políticos não eram recebidos porque as senhoras tinham nojo...  
Na Aldeia, os líderes  têm  sido eleitos por pequenas maiorias, que não representam ninguém e não têm qualquer responsabilidade perante o eleitorado: estiveram lá para decidir que empreiteiro constrói a rotunda... 
As pessoas foram eleitas por serem as melhores segundo os interesses das máquina partidárias... 
Não são os melhores que são escolhidos para defender os interesses da Aldeia e esta situação repele as outras pessoas a entrarem na política.  
Não estou, sinceramente,  a ver como é que o PS e o PSD, num futuro próximo, vão mudar o ambiente político da Aldeia, expurgando-o dos espectros que empestaram o ar da Aldeia nos últimos 20 anos... 
E, para fim de conversa, por agora: como ainda não será tempo de fazer entrar ar puro, não contem comigo...

Sclorari...

2004 ........................................................................2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Já não era sem tempo...

BIBLIOTECA DE PRAIA

Na Praia da Torre do Relógio, em frente à Piscina de Mar, nos meses de julho e agosto, de segunda a sábado das 10h00 às 16h00 e com entrada livre, a Biblioteca municipal disponibiliza a leitores de todas as idades um espaço para as suas leituras e momentos de lazer. Livros e jornais à disposição para todos e, especialmente, para os mais pequenos, ateliers para aprender e brincar.

Via Foz do Mondego Rádio

A vida, esse calvário manhoso, pessoal e intransmissível...

Ao longo da vida todos fazemos merda de vez em quando.
A grande diferença, é que alguns auto analisam-se a tempo, reconhecem o seu erro, e conseguem sair sem se sujar muito.
Outros, esperneiam tanto que acabam enterrados até ao pescoço.

Falta um dia...

Quem mora na Figueira sabe que a única maneira de evitar o vento é ficar trancado em casa.
Excepto, se soprar do sul...
O vento pode arrastar cadeiras, virar o guarda-sol, levantar saias, colocar areia no olho e dar cabo do cabelo. 
E, à noite , se soprar do sul, pode até colocar em causa o descanso...
Na Figueira, a direcção dos ventos influencia directamente o comportamento das águas, das marés, das ondas,das correntes e do humor dos habitantes da cidade...
Portanto, para sossego da maioria,  em especial da dona vereadora, esperemos que os ventos, sexta sábado e domingo, soprem do norte...
Com os do costume, como é habitual, não haverá problema de maior.
Espera-se...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Gostei de ler....

"Quando dei os primeiros passos numa profissão que exerci durante 30 anos, os jornalistas eram poucos e os órgãos de informação eram muitos. Mesmo sem novas tecnologias e redes digitais.
Hoje os jornalistas são muitos e os órgãos de informação são cada vez menos. Mais insólito ainda: apesar de serem muitos, os jornalistas não chegam para as encomendas pois passam o dia agarrados às "plataformas multimédia", acorrentados a linhas de montagem. Como Chaplin em Tempos Modernos. Tão acorrentados que mal saem do local de trabalho. Como se não houvesse mundo fora das quatro paredes da redacção. O mundo real é substituído pelo mundo virtual. E a visão fica cada vez mais desfocada. E processa-se cada vez mais em sentido único. O que diz um, dizem todos. O que um mostra, todos mostram.
Todos diferentes, todos iguais. O pluralismo é cada vez mais estreito. Outro paradoxo do nosso tempo, aparentemente tão livre."


Pedro Correia

O “vexame histórico” que transforma o “Maracanaço” numa brincadeira... *

Finalmente, uma alegria neste mundial!..
Foi pena, foi ter sido proporcionada por quem foi...

* Em tempo:
A história desportiva (e não só) do Brasil era até agora marcada por um trauma: a derrota no Mundial de 1950 frente ao Uruguai, que ficou conhecida como "Maracanaço"
Ontem, em Belo Horizonte, este trauma deixou de estar sozinho. Há uma nova data marcante. Ao 15 de Julho de 1950 junta-se agora o 8 de Julho de 2014, o dia da maior derrota de sempre da selecção brasileira. Nos primeiros registos sobre a goleada imposta pela Alemanha (7-1) a imprensa brasileira, e não só, inclina-se para considerar este novo desaire mais humilhante do que o de 1950

Faltam 2 dias...

Ministério Público vai abrir inquérito

Segundo a edição em papel do jornal AS BEIRAS de hoje e de harmonia com o que foi apurado pelo mesmo jornal junto desta magistratura  o “Ministério Público vai investigar a Junta de São Pedro”.
A investigação tem como base, sobretudo, a utilização de dinheiro desta autarquia, para uso pessoal, pelo presidente demissionário, António Samuel (PS), que entretanto o devolveu, e a contratação de um familiar seu para a junta, que se demitiu no início deste mês, contrato que não terá cumprido todos as normas legais.

Há mais marés que marinheiros...

Um prémio, seja ele de ciclismo, de atletismo ou seja ele do que for, é sempre um reconhecimento que ilustra quem o recebe , mas também quem o reconhece.
Na verdade o que dá o nome, muitas das vezes é um mero veículo que unicamente suporta ou reforça o mérito dos premiado e do premiador. 
Este é o caso do prémio extinto pelo município da Figueira da Foz e ao qual ao dar o seu nome o Dr. Joaquim Namorado emprestava o prestigio da sua pessoa, do seu saber e da sua ordem ..

Um prémio é sempre um prémio!
E é importante, para as letras portuguesas e para os autores de língua portuguesa, recuperar este prémio: Prémio literário Joaquim Namorado e essa vai ser a nossa demanda futura e desde já aqui e agora desafiamos todos a se nos juntarem com opiniões, sugestões , comentários ou
qualquer outro tipo de apoio; todos são bem vindos ... 

Obrigado.



terça-feira, 8 de julho de 2014

Vamos ter eleições na Aldeia?..

"Presidente da Junta de São Pedro demite-se e abre caminho a eleições intercalares"...

“É caro e ineficiente”!..

Ora, se “é caro e ineficiente" manter o interior, é simples: é encerrá-lo de uma vez por todas e deitar a chave ao mar...

Situação em S. Pedro: vamos então falar politicamente daquilo que é político - deixem-se de tacticismos políticos e vão ao cerne do problema...

Segundo nota de imprensa da coligação Somos Figueira lida aqui, na reunião de Câmara de ontem, vedada à comunicação social e ao público, "o presidente João Ataíde abordou a situação que se vive no seio do executivo da junta de freguesia de S. Pedro, após o secretário e a tesoureira terem anunciado que pretendiam a demissão das suas funções, na sequência de António Samuel, líder do executivo, ter utilizado dinheiro público, entretanto reposto, para pagar despesas pessoais. O edil defendeu que estas condutas são censuráveis e que, apesar de considerar que há pouca sustentabilidade para António Samuel se manter no cargo, a Assembleia de Freguesia tem autonomia para demonstrar a sua vontade, independentemente da decisão tomada pelo presidente da junta.

Miguel Almeida, vereador da coligação Somos Figueira, lamentou a demora na resolução do processo, afirmou que o presidente da junta de S. Pedro já deveria ter pedido, taxativamente, a demissão do cargo e relembrou também a contratação da filha de António Samuel como trabalhadora da junta, que está mal esclarecida e que não seguiu os trâmites legais. O vereador da coligação considera que, constatada a demissão de todo o executivo da junta, não há alternativa à convocatória de eleições intercalares. Miguel Almeida disse ainda que seria bom o Partido Socialista tornar pública, inequivocamente, a sua posição sobre o problema e que há um momento em que o silêncio passa a ser penoso para todos.

O vereador executivo João Portugal também interveio e considerou que há vários cenários em aberto, sendo que não é obrigatório que haja eleições intercalares na freguesia de S. Pedro e que pode surgir um novo executivo aprovado pela Assembleia de Freguesia local. Por fim, Miguel Almeida manifestou a sua incredulidade perante a opinião de João Portugal e reforçou que, perante a demissão de todo o executivo, é sensato que se realizem eleições intercalares na freguesia de S. Pedro".


Pronto: o caso já está na mais alta esfera da política concelhia. 
A  inabilidade que o presidente da junta  tem revelado na gestão mediática deste caso poderia ser louvável no plano dos princípios. Mas julgo que teria sido possível, sem ferir os imperativos da dignidade, não se deixar trucidar, que é o que está a acontecer, pelas feras deste circo politico, mediático e partidário com o qual teve de coexistir. 
Neste momento e neste caso, apresentar-se como ingénuo, ou tentar fazer-se de tal, para continuar a vestir o fato de vítima, não é a melhor estratégia. 
Os rumores há muito que circulavam na Aldeia. 
Depois, vieram as notícias nos jornais. 
Só depois os blogues apareceram. 
Ao contrário do que sucede com os jornais, os blogues reflectem o que os seus autores pensam ou sentem em cada momento. 
O que se escreve em muitos blogues, não é mais do que qualquer cidadão comum comenta com o amigo na mesa do café. É evidente que uma opinião transmitida na mesa do café não tem o mesmo impacto do que se for escrita num blogue, ainda que este seja lido apenas por umas centenas de leitores.
Esta democratização da opinião mudou as coisas: agora os cidadãos não se limitam a consumir informação, são eles que, mal ou bem, produzem informação. 
Quer se queira, quer não o mundo mudou, a Figueira também e a Aldeia idem, idem, aspas, aspas.
Da mesma forma que tudo mudou quando Abril pôs fim à ditadura e as forças policiais deixaram de poder proibir ajuntamentos de mais de quatro pessoas, agora as pessoas podem juntar-se no número que entenderem e até podem escrever em blogues. 
Isso, é uma dor de cabeça para o poder, mas é assim e só pode continuar neste caminho. E, quanto mais mais profunda for a democracia, mais difícil é a vida para os políticos, até para os que chegaram ao poder já depois da existência de blogues e ajudados por esses, agora, malditos blogues.

Todos os dramas são, antes de mais, humanos.
Manifestamente, agora que aconteceu o que era normal e previsível - a guerra dos partidos pelo poder - o presidente da junta de freguesia de S. Pedro está - e vai continuar - a passar um mau bocado. 
Descobriu, ou está prestes a descobrir, da pior maneira possível, que não era, afinal, o centro da freguesia de S. Pedro, e que, pior, também ele é, afinal, como todos nós, dispensável.
Cresci a conviver com o Tó Samuel. Por isso, repito aqui o que já lhe disse pessoalmente: i
ndependentemente do que se passe, ou deixe de passar, o actual presidente da junta de freguesia de S. Pedro, acabou politicamente.
Bem pode continuar a queixar-se de tudo - do mundo, do azar e da traição...
O António Samuel é, de facto uma vítima - mas, na minha opinião, em primeiro lugar e antes de tudo, dele mesmo.
Começou por ser traído por ele próprio... 
Depois, a meu ver, ainda não entendeu o óbvio: que para o partido que o apresentou às eleições não passou nunca de um meio; para o PSD, nesta conjuntura, não passa de um meio para atingir Ataíde, o que não deve desagradar por aí além a João Portugal...

Governar não é fácil.
Bertoldt Brecht,  escreveu um poema no qual glosava a infinita dificuldade de governar. 
"Como é difícil governar!", começava assim, para terminar a escrever que ...
"É só porque toda a gente é tão estúpida que há necessidade de alguns tão inteligentes. 
Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira 
São coisas que custam a aprender?"

Alguns dos que passam por aqui, mais atentos, já terão percebido que o que se passa na junta de freguesia de S. Pedro, me foi sempre, ao longo dos anos,  um assunto muito caro. 
E a explicação é simples: entre 1986 e 1989, como secretário, fiz parte do primeiro executivo da autarquia da minha Aldeia.
Sempre enfermei de um pecado: olhar para a política como uma intervenção cidadã e sem qualquer ambição de nenhum género.
Sei que nesta Figueira e nesta Aldeia quem está errado sou eu... 
Contudo, embora não perceba nada desta política, sei que o que é político tem de ser tratado politicamente.
De uma vez por todas e para  tranquilidade de todos, atrevo-me a lembrar que aquilo que era uma promessa da lista do PS, vencedora nas últimas eleições autárquicas na minha Aldeia - e que não foi concretizado até aqui -, acabe por acontecer: uma auditoria à gestão da junta de freguesia de S. Pedro nos últimos 15 anos.
Tem a palavra quem de direito.
Neste momento, face ao que aconteceu, é o mínimo que se pode esperar...
Este executivo foi eleito para cortar com o passado. 
Há uma pergunta que requer uma resposta clara e tão rápida quanto possível: será que foi isso que aconteceu?..

28 e 29 de Janeiro de 1983, homenagem do Barca Nova a Joaquim Namorado e ao Neo-Realismo

Eng. Aguiar de Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Dr. Luís de Melo Biscaia e o Dr. Joaquim Namorado