sábado, 6 de julho de 2013

Cavaco Silva e a crise: dúvidas?

Um país pode ficar refém dos golpes de um político? Subsistirá alguma credibilidade externa, depois do espectáculo degradante a que todos assistimos, com estes governantes ? 
O que é pior para o país e para os portugueses: um governo de gente sem palavra e incapaz de gerar a mínima confiança na governação ou eleições antecipadas? 
Estas são as três questões a que o presidente da República tem de responder, com base na interpretação do texto constitucional, mas a avaliar pelo que já se passou, em diversas ocasiões, desde 2006, alguém ainda tem dúvidas sobre qual vai ser a decisão presidencial?

Via MAIS ACTUAL

Solidez

Enquanto não sabemos verdadeiramente qual será a «fórmula final» do entendimento político entre Passos e Portas… 

1- Se passasse pela capacidade de misturar no mesmo governo a Maria Luís com o Portas, seria de uma solidez a toda à prova. 
2- Se passasse por deixar a Maria Luís fora do governo, após ter acabado de tomar posse (por decisão vincadamente pessoal do nosso primeiro-ministro Passos Coelho), seria de uma solidez a toda a prova. 
3- Se passasse por deixar o líder e negociador principal da parte do CDS, o Portas, ficar fora do governo, seria de uma solidez a toda aprova. 

Em tempo. 
Como se vê, várias são as hipóteses que permitem soluções sólidas.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ganda Miguel...

Foto sacada ao Somos Figueira

O Ken

“O primeiro-ministro fez com Portas o que está a fazer com o país inteiro: fez-nos reféns. Escavacou o que sobrava das finanças públicas (défice, dívida pública, desemprego – tudo partido), deu cabo de qualquer espécie de diálogo com os sindicatos, desfez toda a confiança e, no fim desta tragédia, achou que seria precisamente a tragédia a amarrar-nos uns aos outros.
Portas não aguentou e será julgado politicamente por isso, mas não podemos inverter a realidade. Passos Coelho, com aquele ar de Ken infeliz e sofrido, levou-nos ao abismo por incompetência e arrogância.”


Ora aqui está uma notícia que esperava…

Autárquicas 2013: Virgínia Pinto é mandatária da candidatura «Somos Figueira»

Em tempo. 
Desculpe-me minha senhora, mas  não me vou pronunciar sobre esta matéria, pois corria o risco de não ser entendido…

Cavaco quer garantia de estabilidade..

Cavaco concorda com Lili Caneças...
 "Ser ministro, é o contrário disto"...

Lili Caneças e a explicação para a actual crise...


"Ser ministro, é o contrário disto"...

Em tempo.
Bebido aqui.

Em tempo

"A demonização das eleições é um dos traços autoritários mais preocupantes dos dias de hoje. As eleições são apresentadas como sinónimo de um "país que pára",  um acto inútil "porque tudo fica na mesma", um enorme desperdício de dinheiro a evitar a todo o custo. Ouvindo com atenção os argumentos hostis à possibilidade de eleições imediatas percebe-se que eles não dizem respeito apenas à antecipação de eleições no actual contexto de crise, mas a todas as eleições, às eleições de per si. São, no seu entender, um momento anti-económico e um obstáculo a que o país "trabalhe" e "ande para a frente". A questão tem a ver  com a ideia de que a democracia é uma perturbação inaceitável, ou apenas aceite no limite da condescendência, para um ideal de funcionamento tecnocrático, aplicado por uma burocracia "racional", a mando de não se sabe de quem."


Via Abrupto

X&Q1175


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Aconteceu alguma coisa?..

Acabei de ouvir Passos em directo na televisão após 3 conversas com Portas... 
Não percebi muito bem o que disse, mas o jornalista, no final do directo, disse que continua tudo em aberto. 
A emissão passou para Fafe.
Peço desculpa ao "Chumbito", mas vou arejar... 
Estou farto de palhaçadas.

Agora não se esqueçam de continuar a propalar que só sei dizer mal!..


Manifestando,  uma vez mais,  a sua preocupação com a cultura política concelhia, em particular, com a sua divulgação, o que, em nosso entender, contribue  da forma mais decisiva e incisiva para a construção de uma Figueira melhor, é com enorme satisfação que, depois de gostosamente divulgarmos o hino acima, informamos que será hoje apresentado o mandatário da candidatura SOMOS FIGUEIRA.
Tal, acontecerá hoje, quinta-feira dia 4 de julho, às 21h30, no Sweet Atlantic Hotel & SPA

Em tempo.
Dispenso agradecimentos pela divulgação.

Caros leitores, não tenhamos ilusões

Só quem, por juventude ou esquecimento, não tem memória da história recente do país é que pode pensar que desta negociação entre Passos Coelho e Paulo Portas vai resultar alguma coisa de útil.
O país assistiu a esta experiência com os governos de Pinto Balsemão.
Lembram-se?..

Já não há telenovelas como antigamente!..

Quem disse que havia desemprego em Portugal?...

Os portugueses não querem é trabalhar e os patrões têm de pagar 180 EUROS/MÊS aos asiáticos. 
Coitados dos patrões?..
Sempre é melhor do que nada, não é verdade, doutor Salgado?

"Sem medo, pânico ou resignação"

"Este não é um tempo para meias-medidas e meias-palavras. Este Governo acabou. 
Se não for a bem, infelizmente vai ser a mal."

Espero que ninguém se ofenda com a pergunta:

Para que serviu o Conselho de Coordenação da Coligação criado em meados de setembro do ano passado?..

Divórcio ou reconciliação?..

Neste momento, a situação continua complicada.
É o habitual nestes casos: tudo por causa das criancinhas...
Entretanto, Pedro e Paulo voltam a encontrar-se esta quinta-feira de manhã.

Em tempo.
As criancinhas somos nós

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Portas merece, mas não o podemos deixar cair...

É só para deixar o seguinte que acabei de ler no JN...
"O CDS parece disposto a viabilizar a coligação com o PSD, pelo menos, até à saída da "troika" do país, aprazada para Abril de 2014. Portas deixa o Executivo e o partido, abrindo caminho a Nuno Melo, atual vice-presidente."

Desviou? Essa sombra pairou!... Mas, o facto ainda não se apurou...

"Ana Moura – a ex-vogal da comissão política do PSD Setúbal que está a ser investigada por desvio de fundos do partido e falsificação de documentos – mantém-se a trabalhar no Ministério das Finanças, apesar de ter sido exonerada do cargo de secretária pessoal da secretária de Estado do Tesouro.
Maria Luís Albuquerque aceitou o pedido de demissão da sua assistente pessoal no dia 19 de Junho, na sequência das notícias que davam conta que Ana Moura estava a ser investigada pelo PSD Almada por desfalcar o partido. Mas, entretanto, deu-lhe um novo cargo na secretaria de Estado, tal como revela o despacho de exoneração/nomeação já publicado em Diário da República."

Via jornal O SOL

Haja saúde, alegria e, como dizia a minha avó, "coza o forno"...

Em tempo.
Dispenso agradecimentos pela divulgação.

"Garotos" ou "delinquentes"?..

A aparente ruptura da coligação a nível nacional, por assinalável coincidência, ocorreu 24 horas depois de o Conselho Nacional do CDS ter aprovado a formação de 102 coligações com o PSD ao nível autárquico. Se houver eleições antecipadas para a Assembleia da República, eventualmente no mesmo dia das eleições locais, teremos este paradoxo instalado na direita portuguesa: de braços abertos nas autárquicas, de costas voltadas nas legislativas.
Como escreveu Fernando Pessoa, num dos seus cáusticos poemas sobre Salazar, "o que não faz sentido é o sentido que tudo isto tem".

Quem manda sabe sempre primeiro

"Saxo Bank avisa que governo português vai cair dentro de 48 horas"...

Coligação desfeita para a câmara de Coimbra. E na Figueira, "fomos" ou (ainda) "somos"?...

A demissão de Paulo Portas e dos ministros populares abriu caminho ao rompimento da coligação de direita, a nível governamental. Uma rutura que pode vir a desencadear uma crise alargada aos entendimentos PSD-CDS/PP para as próximas eleições autárquicas. Isso mesmo é admitido por todos os dirigentes de um e outro partido, em Coimbra, ontem ouvidos pelo DIÁRIO AS BEIRAS.

Mais sinais ...

Governo suspende “briefings” diários com os jornalistas...

Em tempo.
Ora cá está uma coisa que lamento.
A ideia, parecia-me,  até iria ter alguma piada...

Depois da tragédia...

... a farsa.

A bem da nação

António Albuquerque, jornalista da área económica dispensado pelo Diário Económico há cerca de dois meses, começou recentemente a prestar serviços de consultoria nos projetos fora de Portugal do grupo EDP, segundo apurou a VISÃO. Albuquerque é casado com Maria Luís, a nova ministra das Finanças que, no último dia de 2011, enquanto secretária de Estado do Tesouro, concluiu a venda de uma participação de 21,35% na elétrica aos chineses da Three Gorges, por 2 700 milhões de euros. A EDP, presidida por António Mexia, é hoje uma empresa 100% privada, maioritariamente detida por aquele grupo estatal chinês.
Essa operação de venda aos chineses está a ser investigada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), onde Maria Luís Albuquerque já foi prestar explicações sobre eventuais pressões a que poderá ter sido sujeita durante a privatização. A investigação destina-se a esclarecer suspeitas de tráfico de influências, depois de, no âmbito da operação Monte Branco, José Maria Ricciardi, presidente do BESI, ter sido escutado em conversas com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Nesse âmbito, foram já realizadas buscas ao Caixa BI, BESI e Parpública, entidades que, a par da consultora Perella, estiveram envolvidas na privatização da EDP e da REN.

Via Visão

Actualização às 15 horas:
Acabei de ter conhecimento que o  "Marido de Maria Luís Albuquerque rescinde com EDP"

Nada de novo...

Cavaco Silva não vai dar qualquer passo para resolver a crise política, transferindo a responsabilidade da resolução do problema para o Parlamento. Ou seja, como diz o povo, sacode a água do capote.

X&Q1174


Nunca uma frase foi tão verdadeira

"Este governo não cai, porque não é um edifício. Há-de sair com benzina, porque é uma nódoa!" 
(Eça de Queirós, 1885)


Em tempo.
A frase acima é uma citação do “Conde d’Abranhos”,  proferida pelo protagonista em plena sessão parlamentar.
Os portugueses, na República do séc. XXI, continuam a confrontar-se com os mesmos sintomas de primitivismo político que existiam na Monarquia do séc. XIX...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Uma maioria, um governo, um presidente...

O sonho de Sá Carneiro demorou 32 anos a cumprir-se. Em 1979, com a criação da Aliança Democrática (PSD+CDS+PPM), pretendia resolver um dos grandes problemas do nosso sistema político: o bloqueio do Governo gerado ora pelo Parlamento ora pelo presidente da República. Sá Carneiro esteve perto. Conseguiu a maioria absoluta que daria estabilidade ao Executivo, mas dias depois da sua fatídica morte os portugueses elegeram Ramalho Eanes e não Soares Carneiro, e o sonho ficou em suspenso.
E assim vivemos até 2011. Quando havia maioria de Direita, o presidente era de Esquerda (Cavaco, com Soares em Belém, Barroso e Santana, com Jorge Sampaio). Quando houve maioria socialista (Sócrates), o presidente era Cavaco. Só a vitória desta "AD" Passos/Portas, de 2011, com Cavaco em Belém, quebrou a tendência dos portugueses em privilegiar equilíbrios no sistema.
Durou dois anos... Pelos vistos, não podia acabar assim. Passos é um cadáver adiado, mas para já não se demite.
Provavelmente, Passos não será tão pouco esperto como dá a entender...
Mas Portas, número dois do Governo... O CDS nunca foi totalmente leal ao Governo de que faz parte, mas a demissão de Portas foi um momento de puro calculismo.
Pobres de nós. Pobre direita. Pobre país.

Nicho de mercado do negócio dos espumantes portugueses hoje está anormalmente em alta...

A outra margem (II)

Foto de antónio agostinho, tirada cerca das 17 horas e 20 minutos de hoje. Ontem, cerca das 8 horas da manhã, no mesmo local, tinha tirado esta. É só olhar atentamente e ver a diferença. O nosso obrigado, a quem de direito.

Desta palhaçada já nos livrámos...

PGR arquiva inquérito contra Sousa Tavares por chamar "palhaço" a Cavaco

À atenção dos putativos votantes nos três partidos do costume...

A NOVA MINISTRA DAS FINANÇAS E O BPN

Até dá pena!.. Mais dez anos dentro?..


Em tempo.
"Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas."

(Alexandre Herculano)