quarta-feira, 15 de maio de 2013

A SUSPENSÃO DO JUÍZO

Hoje, por definição, é mais um dia glorioso de suspensão absoluta do juízo (cada vez mais me parece que é todos os dias e a todos os níveis). Começou ontem com umas ridículas transmissões em massa a partir de Amesterdão. Agora é impossível sintonizar qualquer canal de televisão português até, pelo menos, o fim de semana. Aliás, a segunda mulher que mais grita em Portugal, depois de Ana Gomes, a D. Júlia Pinheiro, não se cansou de exibir a referida suspensão, manhã fora, na SIC. Infelizmente a ventania não a levou como está aparentemente a levar autoctónes felicíssimos da vida a caminho da Holanda. Mas, enfim, cada um tem o que merece e talvez sejamos uma "riqueza" de país a avaliar pela azáfama palonça no aeroporto e nas ruas de Amesterdão (os residentes devem julgar que há uma mostra simiesca, de borla, à solta). Constou entretanto que nem sequer a Nossa Senhora de Fátima nos falhou. País de sortudos, afinal, apesar deste PIB.

Via Portugal dos Pequeninos

A dívida figueirense

foto daqui

A Figueira, em 2013,  tem muitos problemas.
Contudo, o primeiro e mais importante problema vem de trás, principalmente, a partir de 1997, quando Santana Lopes ganhou as autárquicas desse ano.
Desde aí,  “habituámo-nos a viver  acima das nossas capacidades”.
Uma autarquia  é como uma família: obtém dinheiro  (receitas) e com esse dinheiro compra coisas e presta serviços (despesas).
Se a autarquia  gasta mais do que o dinheiro que obtém,  está a “viver acima das suas possibilidades”.
Foi assim na Figueira entre 1993 e 2009. Daí, termos chegado aos tais cerca de 100 milhões de euros de défice.
O actual  executivo,  desde que tomou posse,  procurou  inverter a tendência que vinha dos anteriores 3 mandatos autárquicos…
Diga-se, porém, que com alguns erros de percurso, a meu ver, principalmente, em  algumas opções na maneira como foi gasto o pouco dinheiro disponível.
Quanto à dívida herdada, a Câmara da Figueira é como qualquer empresa: quanto mais capital tiver disponível, mais aumenta a sua capacidade competitiva. Todas as empresas dependem de capitais alheios no montante máximo que as suas receitas suportam. Se não procederem assim, não maximizam a sua capacidade competitiva e acabam “engolidas” pela concorrência. O que torna a dívida pública “excessiva”, é a receita que a Câmara da Figueira consegue (que corresponde à facturação de uma empresa) e a capacidade negocial  para obter financiamento a juros mais ou menos favoráveis.
Como se verifica,  pelo que actualmente se passa com a gestão realizada pelo governo de Portugal, também na Figueira, gerir as finanças, com o único objetivo de redução da dívida, está a ser  um erro.
Só  existe desenvolvimento com uma dívida pública baixa,  onde há importantes recursos naturais. Reduzir a dívida pública, custe o que custar,  é estrangular o desenvolvimento .
Aliás, acontece o mesmo, em qualquer empresa,  no  mundo competitivo em que estamos inseridos.
Claro que interessa  como foi aplicado o dinheiro que se pediu emprestado. Aliás,  esse, a meu ver, de 1997 até 2009, é que foi o cerne da questão na Figueira.
Mas, como sabemos, uma Câmara, tal como um País, uma empresa, ou uma família, podem  ser bem ou mal geridos...
Homem da política, homem da vitória, Pedro Santana Lopes assumiu em 1997 um novo desafio: gerir à sua maneira, durante 4 anos,  o cargo de Presidente da Câmara da Figueira da Foz.
Depois de 4 anos, quis deixar a ideia que tinha virado o nosso concelho do avesso. Vejamos a imagem que “passou” à posteriori, com bons resultados, diga-se.
“O ensino ganhou mais qualidade. Novas escolas e salas de aula construídas e recuperadas. O trânsito ganhou mais segurança. Estradas asfaltadas, ruas pavimentadas, iluminadas e urbanizadas, novas avenidas, ciclovias, sinalização e ordenamento. Mais opções de moradia. Novos fogos construídos. Mais qualidade de vida. Sistemas de saneamento urbano, redes de água. A cidade ficou mais bonita. Ruas e praças urbanizadas. Novos jardins. A cidade ganha mais empregos. Infra-estrutura para a instalação de empresas. Um concelho industrial moderno e equipado. Um turismo com novo encanto: a cidade voltou a ficar na moda com a promoção de eventos desportivos e culturais, espectáculos de música, dança, teatro, concursos artísticos e animação nas praças, praias e jardins. O património público foi preservado e ampliado com projectos de revitalização e valorização, além de novas aquisições. Com Pedro Santana Lopes na Presidência da Câmara, o figueirense voltou a ter orgulho de sua cidade, que se transformou num exemplo de administração para os municípios vizinhos. Uma administração de fazer inveja.”
Enfim, a propaganda conseguiu fazer passar a ideia (que certos círculos políticos figueirenses, nomeadamente os que apoiam e patrocinam a actual candidatura do vereador e indefectível santanista Miguel Almeida, ainda nos querem fazer acreditar sem discussão possível, para rentabilização a curto prazo…) de que Santana Lopes, foi o melhor presidente de Câmara que a Figueira algum dia teve, porque “fez uma administração invejável na nossa cidade”.
Para  mim,  essa nunca  foi a realidade dos  4 anos de mandato de Santana Lopes na Figueira, mas cada um é livre de  acreditar no “pai natal” que quiser e decidir em conformidade…
Somos todos Figueira!

Ridículo…

"Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro, que foi colocar atrás das costas, finalmente, a sétima avaliação - não se fala noutra coisa há quase um mês - e penso que foi uma inspiração - como já a minha mulher disse várias vezes - da Nossa Senhora de Fátima, do 13 de maio", Aníbal Cavaco Silva…
Isto, num país normal teria consequências…

terça-feira, 14 de maio de 2013

1775, até está a ser um ano muito razoável...

Ideia e imagem daqui
O terramoto tinha acontecido pouco antes, as réplicas não paravam, as águas do tsunami já chegavam a Campo de Ourique e ardiam muitos prédios.

Foi então que Blimunda chamou dezanove pessoas, ordenou que se sentassem e disse muito calmamente: «Vamos pensar naquilo que há a fazer em 1787».

Em outubro vamos continuar a ter um problema grave na Figueira…

Ao que tudo indica, os votantes vão ter um problema grave para resolver.
O panorama pré-autárquico que já estamos a viver, tem mostrado uma quase secura de ideias novas.
Mais uma vez, é fácil de antever, iremos ter  o mesmo de sempre.
Os dois principais candidatos e únicos até agora conhecidos, dividindo-se, para já,  entre uma “rata velha” e uma “vaca sagrada”,  mostram como a democracia, também  por aqui,   está velha e decrépita.
Neste momento,  a cerca de 4 meses das próximas autárquicas, nem Bloco, nem CDS, nem CDU, parecem que estão vivos -  e isto,  só por si, senão  demonstra tudo, diz muito...
A Figueira precisa (não sei se  merece…) uma revolução -  a de Abril não foi suficiente.
Quem tem andado sempre por aqui a boiar foram os abutres democráticos e a populaça não sabe, não vê, ou não quer ver,  que quem está a ser comido, são eles próprios e a sua  própria terra.
Entretanto, nas últimas décadas, a Figueira foi apodrecendo  às mãos dos salvadores iluminados – digo eu,  parasitas abençoados pelos próprios parasitados!..
Para mostrar o meu descontentamento, em outubro, como sempre,  vou até à urna de voto (que nome apropriado, pensando bem, o meu voto  morreu sempre ali mesmo!..) e VOTO… 
Estes políticos querem fazer de nós tolinhos – sei que isso vale de muito pouco, ou mesmo de nada, mas vou continuar a não colaborar com o "sistema"... 

Desportivo Clube Marítimo da Gala


Vi em directo, pois estava a assistir à reunião de câmara via internet..

“Aprovada por unanimidade a proposta de atribuição de medalha de mérito cultural em prata ao Desportivo Clube Marítimo da Gala, pela passagem dos 75 anos de existência da colectividade.” 

Relatório da OCDE que vai ser apresentado hoje...

... não passa de um fato à medida de quem o encomendou...

Hipócritas…

“Algumas das maiores empresas de vestuário do mundo chegaram a acordo sobre um plano com valor legal para financiar medidas de segurança e anti-incêndio nas fábricas têxteis do Bangladesh. 
A Inditext, a H&M e a C&A pediram a outros grandes retalhistas que deixem de trabalhar com quem não siga medidas básicas de segurança, escreve o The New York Times, três semanas após o colapso do edifício Rana Plaza, em Daca, onde morreram mais de 1100 pessoas.” 

Será que enlouqueceram?.. 
Querem ver que ainda vão defender horários de trabalho e salários decentes!..

Mais do mesmo: futebol, Fátima e o nosso fado...


Entre sábado passado e a próxima quarta feira de futebol de emoções fortes, as celebrações do  13 de Maio em Fátima, estamos com a realidade de sempre -  do nosso fado.
Sempre foi assim, desde que tenho memória:  o fado, depois do futebol e de Fátima, sempre esteve bem presente na vida da maioria dos portugueses.
Tem sido esse o nosso fado.
Temos o governo que temos, depois de termos tido o governo que tivemos, que muitas culpas tem na actual situação.
O nosso fado já é antigo. É o fado de não podermos  contar com políticos sérios e  cumpridores das promessas que fazem nas campanhas eleitorais -  responsáveis, portanto.
A taxa de desemprego continua a bater  recordes e a fustigar todos, mas em especial os jovens...
Quanto aos  velhos – e eu estou quase lá – depois de uma vida, para uns penosa,  para a maioria difícil, verificam que o Estado (a que isto chegou…)  não é cumpridor, nem pessoa de  bem na hora de devolver o dinheiro das suas justas reformas.

Em tempo.
O Portas, neste caso, esteve igual a si próprio.
Foi o mete nojo  habitual.

Grande foto


Foto de Beatriz Cruz, no decorrer do 2.º Triathlon Figueira Kayak Clube, que se realizou no passado domingo na Figueira da Foz. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vem aí o 10 de junho...

Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, é a oradora convidada para discursar na tradicional Homenagem aos Combatentes, no próximo dia 10 de junho, em Lisboa.

Loucos de Lisboa?..

PSD congratula-se com acordo entre Governo e troika...

Costa do Litoral Centro é a que tem mais erosão...

"O Governo vai fazer intervenções em algumas praias portuguesas, como derrocadas controladas e reposição de areia, para assegurar uma normal época balnear, indicou o Ministério do Ambiente, adiantando que a região Centro é a mais preocupante."

Via AS BEIRAS

Em tempo.
Para poupar tempo e trabalho, destacamos apenas algumas postagens que temos feito ao longo dos anos de existência deste espaço, sobre o tema da erosão costeira na Figueira, para tentar alertar os diversos  "quens" de direito.
Por exemplo, estaestaestaesta, estaesta.
Mas há mais. Basta escrever no canto superior esquerdo a palavra erosão e clicar.

Finalmente, a primavera…

Nesta Figueira e neste Portugal  de hoje, no dia de hoje, muito sereno, primaveril, luminoso, brilhante, dá para entender  que a desolação em que estamos mergulhados é das ideias e  das instituições, mas, sobretudo, da mediocridade das gentes que escolhemos ao longo de trinta e tal anos...

domingo, 12 de maio de 2013

Nada de novo: a montanha pariu um rato…


“O primeiro-ministro sabe e creio ter compreendido. Esta é a fronteira que não posso deixar passar”…
“O líder do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros aceitou, a título excepcional, a nova contribuição dos reformados (a taxa de sustentabilidade), depois de ter admitido que a insistência nesta medida podia gerar uma crise política.”

2.º Triathlon Figueira Kayak Clube. Ruben Cabral e Pedro Cruz - 8º. lugar. Grande prova. Parabéns...


Tivessem tido juízo com o Estoril…


Há poucas coisas tão tristes como a desilusão de um benfiquista no mês de maio.
Ver-se esvair ingloriamente o investimento emocional de uma época inteira, verificar que a paixão  não é correspondida, ter de quebrar a intolerável barreira de egoísmo  benfiquista — um egoísmo  irritante e quase infantil — não é um espectáculo bonito.
Ontem, foi deprimente.
Para um benfiquista perder custa sempre, mas perder  nos descontos…  Haveria lá forma mais cruel e humilhante de ser apeado do primeiro lugar a uma jornada do fim do campeonato?
Aos 90 minutos de jogo ainda estavam em delírio…
Bom,  resta recuperar a equipa física e psicologicamente para a Final da Liga Europa.
Depois, ganhem ao Moreirense…
Frente ao Paços de Ferreira o  Porto não vai poder utilizar Fernando, jogador sempre  muito importante.
Penso, sinceramente, não ser crível que o FC Porto perca o campeonato  na última jornada em Paços de Ferreira…
Mas, alguém esperava que o Benfica empatasse com  o Estoril?..
No meio disto tudo, o mais lamentável foi o Porto ter prejudicado o PIB.
Espero que o Passos e o Gaspar não se aproveitem disso…

Bom domingo

sábado, 11 de maio de 2013

Que filme!..



Jardim...
Portugal "não precisa de meninos que nunca fizeram outra coisa da vida senão política"
Que filme!..
O filme da vida de muitos que nós conhecemos…
No País e na Figueira…
Bem, é verdade é que não percebi o filme todo….
Mas gostei do genérico

Eles acreditam mesmo que somos "anjinhos"!.. (II)


O recrutamento governamental nos blogues trouxe à colação (como diria Ângelo Correia…) a nata dos melhores vira-casacas do espaço electrónico.
Este,  divertia-se a gozar  com Passos no Blasfémias
Entretanto,  foi para o parlamento…

Eles acreditam mesmo que somos "anjinhos"!..



Em tempo.
Estamos com quase 40 anos de democracia. 
Contudo, para certos políticos,  os eleitores continuam a ser  vistos como anjinhos q.b. no momento de fazer a cruz no boletim de voto para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal ou Junta de Freguesia!..

Uma placa enganadora na Gala...



À atenção de quem de direito - presumo que a Câmara Municipal da Figueira da Foz...
A freguesia de S. Pedro é servida por uma farmácia há vários anos.
Funcionou, durante décadas, na Avenida Remigio Falcão Barreto,  60, na Gala.
A placa informativa da foto, na altura, cumpriu o seu dever,  pois encaminhava as pessoas para onde se queriam dirigir.
Desde Abril de 2010, porém, a farmácia mudou-se para novas e modernas instalações, sitas na Rua do Hospital nº 11 e 13, também na Gala.
Decorridos mais de 2 anos  a placa informativa da foto lá continua.
Na altura, cumpria o seu dever, hoje serve apenas para deixar as pessoas que não conhecem os cantos à casa às aranhas…
Já por várias vezes fui abordado por pessoas  enganadas pela placa informativa da foto,  aflitas  por encontrarem a farmácia, pois têm pessoas a necessitar dos medicamentos com alguma urgência…

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Antevendo o dia de amanhã, um momento de (alguma) lucidez...

A bem dizer, este ano, a Primavera tem andado um tanto ou quanto envergonhada…
Continua  no calendário, mas não mais do que isso…
E isso vê-se nas pessoas: andam  irritadiças, tristes e desmoralizadas.
Como se se costuma dizer em gíria popular, “andam  com cara de enterro”
O país está na mesma: triste e desmoralizado.
Coisas dos Pedros  - o do tempo e o do governo…
Temos que  mudar...
Só que, pelo andar da carruagem,  começo a ver que é mais fácil “despedir”  o S. Pedro, que o Pedro  “Gaspar” Coelho…


Em tempo.
Num campeonato discutido até à penúltima ou mesmo última jornada, ninguém perde verdadeiramente, apenas há um que não ganha, digo eu, que detesto a tralha social que reduz as pessoas à distinção entre winners e loosers, e não gosto quando gente como eu, que só jogou à bola por gosto, raramente vai aos estádios, não é sócio de nenhum clube e não tem espécie nenhuma de envolvimento com o futebol para além da televisão, se põe aos berros no plural e diz “ganhámos” ou “fomos roubados”.
Quem? Nós? Porquê?

Obrigatório ver e ouvir com muita atenção...

Profissão: político

Uma crónica de Rui Curado da
 Silva, no diário AS BEIRAS

"Numa democracia saudável não existem  políticos de profissão.
Cidadãos independentes ou com filiação partidária são eleitos para mandatos  que têm um princípio e um fim. Antes do 25 de Abril não era assim, os mandatos dos detentores de cargos políticos sucediam-se sem escrutínio, o próprio Salazar foi um presidente do conselho vitalício. A noção de mandato era desvirtuada a favor de um tacho certamente vitalício se o detentor do cargo fosse obediente ao partido único.
Quase 40 anos depois, encontramos personagens com a mesma ambição.
Formam-se nas “jotinhas” relegando para segundo plano os estudos e, como a formação é fraca, esperam a sua vez fingindo que trabalham em empresas muito implicadas com o próprio partido.
Geralmente obtêm o primeiro mandato graças a um lugar secundário numa lista para um órgão político, lugar, esse, elegível nos partidos do arco do poder.
Os mais habilidosos saltitam entre mandatos municipais, a Assembleia da República, secretarias de estado e direcções de empresas públicas.
São indivíduos sem profissão, que não sabem fazer quase nada, mas que ambicionam fazer da política uma profissão, como no tempo do Salazar. Miguel  Relvas, Passos Coelho e José Seguro são três exemplos dessa forma de estar na política. Por bons e maus motivos, os portugueses estão agora mais atentos a esta realidade.
A nível local, os figueirenses também já toparam esses artistas, mas o melhor é que os próprios artistas estão a perceber que estão a ser topados..."

Serão estes reformados também a preocupação de Portas?..

«O Governo de Passos Coelho pôs na gaveta a proposta do FMI para limitar as pensões elevadas»...

Nós

Não há liberdade onde há medo. Não importa de que medo falamos – medo de não comer, medo de não ter onde dormir, medo de perder o emprego, medo de ficar sem acesso aos cuidados de saúde, medo de falar, medo de tomar posição, medo de lutar – se falamos de medo não falamos de liberdade. E hoje o medo sufoca-nos a todos, menos a uma elite que fez da riqueza roubada a sua segurança social particular e ilusória.

Manuel Gouveia

Grande verdade....


Passos Coelho: "Nós conseguimos fazer neste dois anos, o que ninguém conseguiu em 15. A irresponsabilidade começou há muitos anos"...

A não perder

Mostra do espólio fotográfico de Manuel Santos pertencente ao Museu Municipal Santos Rocha
Estrada gratuita

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Próximo da extinção da espécie?..

“Em tempos, lá pelos idos de 2009,  pensou-se, cá pela santa terrinha, que as coisas poderiam ser assim....
Dentro do Movimento 100%, como independente que é (seja lá isso o que for…), não irá haver luta entre facções, como dentro dos partidos, não existirá  luta pelos  lugares, como dentro dos partidos, não haverá imposições que contrariem e choquem com a vontade dos aderentes ao projecto,  como dentro dos partidos, não ocorrerão melindres susceptíveis de magoarem  militantes com provas dadas, como dentro dos partidos, ninguém acabará por sair  magoado por desconsiderações, como dentro dos partidos, nem terão lugar as desgastantes lutas intestinas pelos lugares, como dentro dos partidos...
Enfim, seria um oásis, politicamente falando!..
Pois… Mesmo assim, apesar de todas estas elevadas intenções, apenas 3(três) anos decorridos, já se chegou à conclusão que “um movimento independente não nasce para viver toda a vida”...
Resta, pois, aguardar por mais esta inevitabilidade: a extinção da espécie…”

 “A assembleia geral  da Associação Cívica Figueira 100% realizada na passada terça-feira à noite foi anulada, porque a convocatória que a antecedeu foi publicada fora do prazo legal, com dois dias de diferença, informou Daniel Santos, líder da comissão executiva. Foi um dos sócios que alertou para a irregularidade e, pouco depois, a sessão foi cancelada.
Cerca de 30 de sócios, num universo de 270, participaram reunião que se realizou na Assembleia Figueirense. Segundo adiantou ainda Daniel Santos, vai ser convocada uma nova sessão.
Lembre-se que a reunião anulada destinava-se a votar o relatório e contas de 2012, que foram aprovados, mas sem validade, e a eleição de novos órgão sociais.
Contudo,  não foram apresentadas candidaturas. No decurso da assembleia foi equacionada a possibilidade de ser elaborada uma lista de recurso para as diferentes estruturas da associação, mas o prazo legal para a apresentação expirara 24 horas antes.
A anulação da reunião magna da Figueira 100% impediu portanto que fosse debatido o ponto da agenda destinado a assuntos diversos. Um deles era o processo eleitoral que se avizinha.
Neste ponto, deverá porém prevalecer a possibilidade do movimento com o mesmo nome da associação não apresentar candidaturas às próximas eleições autárquicas. Por outro lado, se na próxima assembleia também não aparecerem listas,deverá iniciar-se o processo de extinção da Figueira 100%.”
Lido nas  BEIRAS de  9 de maio de 2012, enquanto tomava café, após o almoço.

Em tempo.
Sem ironia, os meus sinceros parabéns a Miguel Almeida.
Para já,  a meu ver, ele é o vencedor em todo este processo.
Como não há “almoços grátis”, ele como político experiente e profissional que é, limitou-se a fazer o que tinha a fazer…
Mais uma vez: parabéns Miguel...

Dignidade


«Quem quiser quer prepare a próxima época. É impossível continuar a trabalhar nestas condições», afirmou ontem à tarde Álvaro Magalhães, treinador da Naval, depois do  jogo com o Freamunde,  após assegurar a permanência do clube na II Liga,  referindo-se aosvários meses de salários em atraso no clube.
«Já tinha conversado com os administradores da SAD para continuar na Naval, mas tive que repensar essa situação por causa da falta de garantias», acrescentou.

Carlinhos, agora diz adeus aos nossos colaboradores *


"Foi um trimestre difícil. Os prejuízos foram determinados pela recessão económica, o que dificultou a geração de receitas pelo aumento das insolvências e do desemprego e agravou os custos com as imparidades: o produto bancário diminuiu 14,2% e o reforço de provisões aumentou 25,9%", afirmou Ricardo Salgado, presidente do BES, na conferência de imprensa da apresentação dos resultados trimestrais.
Portanto, "vamos ainda encerrar cerca de 20 balcões até ao final do ano e reduzir 200 colaboradores"...

Título do post e imagem via  O sítio dos desenhos

A purga do troikista mais troikista que a própria troika…


Gaspar, em 2011…
Na altura, como sempre,  Gaspar explicou devagar, com a sua voz irritante e característica, que  esta medida seria uma alternativa terrível e não exequível aos cortes então decididos e executados.
Recusava-a, portanto.
Mas, como agora se verifica, não é que não a desejasse…
Entretanto, agora, milhares de milhões de euros de cortes depois, as rescisões passaram a ser totalmente exequíveis.

Em tempo.
Eu não notei nada, mas o erro pode ser meu.
Alguém deu, dois anos passados, pela prosperidade  do país e dos portugueses  ao ponto de poder arcar, agora,  com esta despesa e com mais este atentado a quem vive do seu salário?

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Álvaro...

Apenas vos digo, vejam e ouçam...

O director-geral ( sem Visão)

Tarde de uma sexta-feira ainda a cheirar a Verão. Passa pouco das 17 horas quando o director geral se despede da secretária, desejando-lhe bom fim de semana. Pede-lhe que fique no gabinete até às 20 horas, “porque pode vir alguma chamada do gabinete” e nesse caso ela terá de lha passar.
Desce as escadas do edifício. À porta já está o motorista que o irá levar a casa, nos arredores de Cascais. Enquanto o DG se desloca, a secretária fica a arrumar papéis e a dar umas voltas na Internet.
Cerca das 19 horas toca o telefone. É o DG.
“ Esqueci-me da Visão em cima da secretária! Quando o motorista chegar aí, peça para ele vir cá trazer-ma a casa.”
Estupefacta com o pedido, a secretária  fica sem resposta
“ Está a ouvir-me? A chamada está má?”
Refeita da surpresa, a secretária  responde:

“Estou a ouvir perfeitamente, mas estava a pensar se não ficaria mais barato o senhor doutor comprar aí uma e depois pedir o dinheiro na segunda-feira…”
Silêncio.
Depois, com a voz irritada, responde:
“Isso é uma maçada! A tabacaria aqui já está fechada e tenho de ir a Cascais”.
“ O sr doutor desculpe, mas não pode pedir ao seu filho, ou à sua esposa que lha levem? A sua esposa telefonou para aqui há cinco minutos a perguntar pelo senhor doutor, ainda está a trabalhar, por isso lembrei-me...”

“  Boa ideia, não me tinha lembrado dessa hipótese. Vou telefonar-lhe a ver se ainda a apanho…  Então bom fim de semana e até segunda-feira”.

( Parece ficção, mas não é…esta cena ocorreu mesmo! Na segunda-feira, porém, o DG não pediu o reembolso do preço pago pela Visão. Do mal o menos…)