Hoje, por definição, é mais um dia glorioso de suspensão absoluta do juízo (cada vez mais me parece que é todos os dias e a todos os níveis). Começou ontem com umas ridículas transmissões em massa a partir de Amesterdão. Agora é impossível sintonizar qualquer canal de televisão português até, pelo menos, o fim de semana. Aliás, a segunda mulher que mais grita em Portugal, depois de Ana Gomes, a D. Júlia Pinheiro, não se cansou de exibir a referida suspensão, manhã fora, na SIC. Infelizmente a ventania não a levou como está aparentemente a levar autoctónes felicíssimos da vida a caminho da Holanda. Mas, enfim, cada um tem o que merece e talvez sejamos uma "riqueza" de país a avaliar pela azáfama palonça no aeroporto e nas ruas de Amesterdão (os residentes devem julgar que há uma mostra simiesca, de borla, à solta). Constou entretanto que nem sequer a Nossa Senhora de Fátima nos falhou. País de sortudos, afinal, apesar deste PIB.
Via Portugal dos Pequeninos
quarta-feira, 15 de maio de 2013
A dívida figueirense
![]() |
| foto daqui |
A Figueira, em 2013, tem muitos problemas.
Contudo, o primeiro e mais importante problema vem de trás, principalmente,
a partir de 1997, quando Santana Lopes ganhou as autárquicas desse ano.
Desde aí, “habituámo-nos
a viver acima das nossas capacidades”.
Uma autarquia é como
uma família: obtém dinheiro (receitas) e
com esse dinheiro compra coisas e presta serviços (despesas).
Se a autarquia gasta
mais do que o dinheiro que obtém, está a
“viver acima das suas possibilidades”.
Foi assim na Figueira entre 1993 e 2009. Daí, termos chegado
aos tais cerca de 100 milhões de euros de défice.
O actual executivo, desde que tomou posse, procurou inverter a tendência que vinha dos anteriores
3 mandatos autárquicos…
Diga-se, porém, que com alguns erros de percurso, a meu ver, principalmente,
em algumas opções na maneira como foi gasto o pouco dinheiro
disponível.
Quanto à dívida herdada, a Câmara da Figueira é como
qualquer empresa: quanto mais capital tiver disponível, mais aumenta a sua
capacidade competitiva. Todas as empresas dependem de capitais alheios no
montante máximo que as suas receitas suportam. Se não procederem assim, não
maximizam a sua capacidade competitiva e acabam “engolidas” pela concorrência.
O que torna a dívida pública “excessiva”, é a receita que a Câmara da Figueira consegue
(que corresponde à facturação de uma empresa) e a capacidade negocial para obter financiamento a juros mais ou menos favoráveis.
Como se verifica, pelo que actualmente se passa com a gestão
realizada pelo governo de Portugal, também na Figueira, gerir as finanças, com o único objetivo de redução da dívida, está a ser um erro.
Só existe
desenvolvimento com uma dívida pública baixa, onde há importantes recursos naturais. Reduzir
a dívida pública, custe o que custar, é
estrangular o desenvolvimento .
Aliás, acontece o mesmo, em qualquer empresa, no mundo competitivo em que estamos inseridos.
Claro que interessa
como foi aplicado o dinheiro que se pediu emprestado. Aliás, esse, a meu ver, de 1997 até 2009, é que foi o cerne da
questão na Figueira.
Mas, como sabemos, uma Câmara, tal como um País, uma empresa, ou uma família, podem ser bem ou mal geridos...
Homem da política, homem da vitória, Pedro Santana Lopes
assumiu em 1997 um novo desafio: gerir à sua maneira, durante 4 anos, o cargo de Presidente da Câmara da Figueira da
Foz.
Depois de 4 anos, quis deixar a ideia que tinha virado o nosso concelho do avesso. Vejamos a imagem que “passou” à posteriori, com bons
resultados, diga-se.
“O ensino ganhou mais qualidade. Novas escolas e salas de
aula construídas e recuperadas. O trânsito ganhou mais segurança. Estradas
asfaltadas, ruas pavimentadas, iluminadas e urbanizadas, novas avenidas,
ciclovias, sinalização e ordenamento. Mais opções de moradia. Novos fogos
construídos. Mais qualidade de vida. Sistemas de saneamento urbano, redes de
água. A cidade ficou mais bonita. Ruas e praças urbanizadas. Novos jardins. A
cidade ganha mais empregos. Infra-estrutura para a instalação de empresas. Um
concelho industrial moderno e equipado. Um turismo com novo encanto: a cidade
voltou a ficar na moda com a promoção de eventos desportivos e culturais,
espectáculos de música, dança, teatro, concursos artísticos e animação nas
praças, praias e jardins. O património público foi preservado e ampliado com
projectos de revitalização e valorização, além de novas aquisições. Com Pedro
Santana Lopes na Presidência da Câmara, o figueirense voltou a ter orgulho de
sua cidade, que se transformou num exemplo de administração para os municípios
vizinhos. Uma administração de fazer inveja.”
Enfim, a propaganda conseguiu fazer passar a ideia (que certos círculos políticos
figueirenses, nomeadamente os que apoiam e patrocinam a actual candidatura do
vereador e indefectível santanista Miguel
Almeida, ainda nos querem fazer acreditar sem discussão possível, para rentabilização a curto prazo…) de que
Santana Lopes, foi o melhor presidente de Câmara que a Figueira algum dia teve,
porque “fez uma administração invejável na nossa cidade”.
Para mim, essa nunca foi a realidade dos 4 anos de mandato de Santana Lopes na
Figueira, mas cada um é livre de acreditar no “pai natal” que quiser e decidir em conformidade…
Somos todos Figueira!
Ridículo…
"Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro, que foi colocar atrás das costas, finalmente, a sétima avaliação - não se fala noutra coisa há quase um mês - e penso que foi uma inspiração - como já a minha mulher disse várias vezes - da Nossa Senhora de Fátima, do 13 de maio",
Aníbal Cavaco Silva…
Entretanto, “Nossa Senhora já respondeu e diz que o Cavaco é que foi uma inspiração do Oliveira e Costa”…
Isto, num país normal teria consequências…
terça-feira, 14 de maio de 2013
1775, até está a ser um ano muito razoável...
| Ideia e imagem daqui |
Foi então que Blimunda chamou dezanove pessoas, ordenou que se sentassem e disse muito calmamente: «Vamos pensar naquilo que há a fazer em 1787».
Em outubro vamos continuar a ter um problema grave na Figueira…
Ao que tudo indica, os votantes vão ter um problema grave
para resolver.
O panorama pré-autárquico que já estamos a viver, tem
mostrado uma quase secura de ideias novas.
Mais uma vez, é fácil de antever, iremos ter o mesmo de sempre.
Os dois principais
candidatos e únicos até agora conhecidos, dividindo-se, para já, entre uma “rata velha” e uma “vaca sagrada”, mostram como a democracia, também por aqui, está
velha e decrépita.
Neste momento, a
cerca de 4 meses das próximas autárquicas, nem Bloco, nem CDS, nem CDU, parecem
que estão vivos - e isto, só por si, senão demonstra tudo, diz muito...
A Figueira precisa (não sei se merece…) uma revolução - a de Abril não foi suficiente.
Quem tem andado sempre por aqui a boiar foram os abutres democráticos e a populaça não sabe, não vê, ou não quer ver, que quem está a ser comido, são eles próprios e a sua própria terra.
Entretanto, nas últimas décadas, a Figueira foi apodrecendo às mãos dos salvadores iluminados – digo eu, parasitas abençoados pelos próprios parasitados!..
Para mostrar o meu descontentamento, em outubro, como
sempre, vou até à urna de voto (que nome
apropriado, pensando bem, o meu voto morreu sempre ali mesmo!..) e VOTO…
Estes
políticos querem fazer de nós tolinhos – sei que isso vale de muito pouco, ou mesmo de nada, mas vou continuar a não colaborar com o "sistema"...
Hipócritas…
“Algumas das maiores empresas de vestuário do mundo chegaram a acordo sobre um plano com valor legal para financiar medidas de segurança e anti-incêndio nas fábricas têxteis do Bangladesh.
A Inditext, a H&M e a C&A pediram a outros grandes retalhistas que deixem de trabalhar com quem não siga medidas básicas de segurança, escreve o The New York Times, três semanas após o colapso do edifício Rana Plaza, em Daca, onde morreram mais de 1100 pessoas.”
Será que enlouqueceram?..
Querem ver que ainda vão defender horários de trabalho e salários decentes!..
A Inditext, a H&M e a C&A pediram a outros grandes retalhistas que deixem de trabalhar com quem não siga medidas básicas de segurança, escreve o The New York Times, três semanas após o colapso do edifício Rana Plaza, em Daca, onde morreram mais de 1100 pessoas.”
Será que enlouqueceram?..
Querem ver que ainda vão defender horários de trabalho e salários decentes!..
Mais do mesmo: futebol, Fátima e o nosso fado...
Entre sábado passado e a próxima quarta feira de futebol de emoções fortes, as celebrações do 13 de Maio em Fátima, estamos com a
realidade de sempre - do nosso fado.
Sempre foi assim, desde que tenho memória: o fado, depois do futebol e de Fátima, sempre
esteve bem presente na vida da maioria dos portugueses.
Tem sido esse o nosso fado.
Temos o governo que temos, depois de termos tido o governo
que tivemos, que muitas culpas tem na actual situação.
O nosso fado já é antigo. É o fado de não podermos contar com políticos sérios e cumpridores das promessas
que fazem nas campanhas eleitorais - responsáveis, portanto.
A taxa de desemprego continua
a bater recordes e a fustigar todos, mas em especial os jovens...
Quanto aos velhos – e eu
estou quase lá – depois de uma vida, para uns penosa, para a maioria difícil, verificam que o
Estado (a que isto chegou…) não é cumpridor,
nem pessoa de bem na hora de devolver o
dinheiro das suas justas reformas.
Em tempo.
Grande foto
Foto de Beatriz Cruz, no decorrer do 2.º Triathlon Figueira
Kayak Clube, que se realizou no passado domingo na Figueira da Foz.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Costa do Litoral Centro é a que tem mais erosão...
"O Governo vai fazer intervenções em algumas praias portuguesas, como derrocadas controladas e reposição de areia, para assegurar uma normal época balnear, indicou o Ministério do Ambiente, adiantando que a região Centro é a mais preocupante."
Via AS BEIRAS
Em tempo.
Para poupar tempo e trabalho, destacamos apenas algumas postagens que temos feito ao longo dos anos de existência deste espaço, sobre o tema da erosão costeira na Figueira, para tentar alertar os diversos "quens" de direito.
Por exemplo, esta, esta, esta, esta, esta, esta.
Mas há mais. Basta escrever no canto superior esquerdo a palavra erosão e clicar.
Via AS BEIRAS
Em tempo.
Para poupar tempo e trabalho, destacamos apenas algumas postagens que temos feito ao longo dos anos de existência deste espaço, sobre o tema da erosão costeira na Figueira, para tentar alertar os diversos "quens" de direito.
Por exemplo, esta, esta, esta, esta, esta, esta.
Mas há mais. Basta escrever no canto superior esquerdo a palavra erosão e clicar.
Finalmente, a primavera…
Nesta Figueira e neste Portugal de hoje, no dia de hoje, muito sereno, primaveril,
luminoso, brilhante, dá para entender que a
desolação em que estamos mergulhados é das ideias e das instituições, mas, sobretudo, da
mediocridade das gentes que escolhemos ao longo de trinta e tal anos...
domingo, 12 de maio de 2013
Nada de novo: a montanha pariu um rato…
“O primeiro-ministro sabe e creio ter compreendido. Esta é a
fronteira que não posso deixar passar”…
“O líder do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
aceitou, a título excepcional, a nova contribuição dos reformados (a taxa de
sustentabilidade), depois de ter admitido que a insistência nesta medida podia
gerar uma crise política.”
Tivessem tido juízo com o Estoril…
Há poucas coisas tão tristes como a desilusão de um
benfiquista no mês de maio.
Ver-se esvair
ingloriamente o investimento emocional de uma época inteira, verificar que a paixão não é correspondida, ter de quebrar a intolerável barreira de egoísmo benfiquista — um egoísmo irritante e quase infantil — não é um
espectáculo bonito.
Ontem, foi deprimente.
Para um benfiquista perder custa sempre, mas perder nos descontos… Haveria lá forma mais cruel e humilhante de ser apeado do primeiro lugar a uma jornada do fim do campeonato?
Aos 90 minutos de jogo ainda estavam em delírio…
Bom, resta recuperar
a equipa física e psicologicamente para
a Final da Liga Europa.
Depois, ganhem ao Moreirense…
Frente ao Paços de Ferreira o Porto não vai poder utilizar Fernando, jogador
sempre muito importante.
Penso, sinceramente, não ser crível que o FC Porto perca o
campeonato na última jornada em Paços de
Ferreira…
Mas, alguém esperava que o Benfica empatasse com o Estoril?..
No meio disto tudo, o mais lamentável foi o Porto ter prejudicado o PIB.
Espero que o Passos e o Gaspar não se aproveitem disso…
sábado, 11 de maio de 2013
Que filme!..
Jardim...
Portugal "não precisa de meninos que nunca fizeram outra coisa da vida senão política"…
Que filme!..
O filme da vida de
muitos que nós conhecemos…
No País e na
Figueira…
Bem, é verdade é
que não percebi o filme todo….
Mas gostei do genérico…
Eles acreditam mesmo que somos "anjinhos"!.. (II)
O recrutamento
governamental nos blogues trouxe à colação (como diria Ângelo Correia…) a nata
dos melhores vira-casacas do espaço electrónico.
Este, divertia-se a gozar com Passos no Blasfémias…
Entretanto, foi para o parlamento…
Agora que é candidato a Vila Nova de Gaia, tenta imitar a Berta Cabral, a nova
secretária de Estado.
Eles acreditam mesmo que somos "anjinhos"!..
O vice-presidente do PSD referiu que Pedro Passos Coelho
"procurou que o partido tivesse vida própria para lá do governo",
criando "condições para que o PSD tivesse actividade e propostas".
Segundo Moreira da Silva, o primeiro-ministro e líder do PSD
"tem pedido às distritais, às concelhias e aos dirigentes do partido, que formulem críticas ao governo e que apresentem dificuldades que identifiquem no exercício da governação", porque "isso é uma forma de qualificar e melhorar a governação".
Em tempo.
Estamos com quase 40 anos de democracia.
Contudo, para
certos políticos, os eleitores continuam
a ser vistos como anjinhos q.b. no
momento de fazer a cruz no boletim de voto para a Câmara Municipal, Assembleia
Municipal ou Junta de Freguesia!..
Uma placa enganadora na Gala...
A freguesia de S. Pedro é
servida por uma farmácia há vários anos.
Funcionou, durante
décadas, na Avenida Remigio Falcão Barreto, 60, na Gala.
A placa informativa da
foto, na altura, cumpriu o seu dever, pois encaminhava as pessoas para onde se queriam dirigir.
Desde Abril de 2010, porém,
a farmácia mudou-se para novas e modernas instalações, sitas na Rua do
Hospital nº 11 e 13, também na Gala.
Decorridos mais de 2 anos a placa informativa da foto lá continua.
Na altura, cumpria o seu dever, hoje serve apenas para
deixar as pessoas que não conhecem os cantos à casa às aranhas…
Já por várias vezes fui abordado por pessoas enganadas pela placa informativa da foto, aflitas por encontrarem a farmácia, pois têm pessoas a
necessitar dos medicamentos com alguma urgência…
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Antevendo o dia de amanhã, um momento de (alguma) lucidez...
A bem dizer, este
ano, a Primavera tem andado um tanto ou quanto envergonhada…
Continua no
calendário, mas não mais do que isso…
E isso vê-se nas pessoas: andam irritadiças, tristes e desmoralizadas.
Como se se costuma dizer em gíria popular, “andam com cara de enterro”…
O país está na mesma: triste e desmoralizado.
Coisas dos Pedros - o
do tempo e o do governo…
Temos que mudar...
Só que, pelo andar da carruagem, começo a ver que é mais fácil “despedir” o S. Pedro, que o Pedro “Gaspar” Coelho…
Em tempo.
Num campeonato discutido até à penúltima ou mesmo última
jornada, ninguém perde verdadeiramente, apenas há um que não ganha, digo eu,
que detesto a tralha social que reduz as pessoas à distinção entre winners e
loosers, e não gosto quando gente como eu, que só jogou à bola por gosto, raramente vai aos
estádios, não é sócio de nenhum clube e não tem espécie nenhuma de envolvimento
com o futebol para além da televisão, se põe aos berros no plural e diz
“ganhámos” ou “fomos roubados”.
Quem? Nós? Porquê?
Profissão: político
![]() |
Uma crónica de Rui Curado da
Silva, no diário AS BEIRAS
|
"Numa democracia saudável não existem políticos de profissão.
Cidadãos independentes ou com filiação partidária são
eleitos para mandatos que têm um
princípio e um fim. Antes do 25 de Abril não era assim, os mandatos dos
detentores de cargos políticos sucediam-se sem escrutínio, o próprio Salazar foi
um presidente do conselho vitalício. A noção de mandato era desvirtuada a
favor de um tacho certamente vitalício se o detentor do cargo fosse obediente
ao partido único.
Quase 40 anos depois, encontramos personagens com a mesma
ambição.
Formam-se nas “jotinhas” relegando para segundo plano os
estudos e, como a formação é fraca, esperam a sua vez fingindo que trabalham em
empresas muito implicadas com o próprio partido.
Geralmente obtêm o primeiro mandato graças a um lugar
secundário numa lista para um órgão político, lugar, esse, elegível nos partidos
do arco do poder.
Os mais habilidosos saltitam entre mandatos municipais, a
Assembleia da República, secretarias de estado e direcções de empresas
públicas.
São indivíduos sem profissão, que não sabem fazer quase
nada, mas que ambicionam fazer da política uma profissão, como no tempo do
Salazar. Miguel Relvas, Passos Coelho e
José Seguro são três exemplos dessa forma de estar na política.
Por bons e maus motivos, os portugueses estão agora mais atentos a esta
realidade.
A nível local, os figueirenses também já toparam esses
artistas, mas o melhor é que os próprios artistas estão a perceber que estão a
ser topados..."
Nós
Não há liberdade onde há medo. Não importa de que medo falamos – medo de não comer, medo de não ter onde dormir, medo de perder o emprego, medo de ficar sem acesso aos cuidados de saúde, medo de falar, medo de tomar posição, medo de lutar – se falamos de medo não falamos de liberdade. E hoje o medo sufoca-nos a todos, menos a uma elite que fez da riqueza roubada a sua segurança social particular e ilusória.
Manuel Gouveia
Manuel Gouveia
Grande verdade....
Passos Coelho: "Nós conseguimos fazer neste dois anos, o que ninguém conseguiu em 15. A irresponsabilidade começou há muitos anos"...
A não perder
Mostra do espólio fotográfico de Manuel Santos pertencente ao Museu Municipal Santos Rocha
Estrada gratuita
Estrada gratuita
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Próximo da extinção da espécie?..
“Em tempos, lá pelos idos de 2009, pensou-se, cá pela santa terrinha,
que as coisas poderiam ser assim....
Dentro do Movimento 100%, como independente que é (seja lá isso o
que for…), não irá haver luta entre facções, como dentro dos
partidos, não existirá luta pelos
lugares, como dentro dos partidos, não haverá imposições que
contrariem e choquem com a vontade dos aderentes ao projecto, como
dentro dos partidos, não ocorrerão melindres susceptíveis de magoarem
militantes com provas dadas, como dentro dos partidos, ninguém acabará
por sair magoado por desconsiderações, como dentro dos
partidos, nem terão lugar as desgastantes lutas intestinas pelos
lugares, como dentro dos partidos...
Enfim, seria um oásis, politicamente falando!..
Pois… Mesmo assim, apesar de todas estas elevadas intenções, apenas 3(três) anos decorridos, já se chegou à conclusão que “um movimento independente não nasce para viver toda a vida”...
Resta, pois, aguardar por mais esta inevitabilidade: a extinção da espécie…”
“A assembleia geral da
Associação Cívica Figueira 100% realizada na passada terça-feira à noite foi
anulada, porque a convocatória que a antecedeu foi publicada fora do prazo
legal, com dois dias de diferença, informou Daniel Santos, líder da comissão executiva.
Foi um dos sócios que alertou para a irregularidade e, pouco depois, a sessão
foi cancelada.
Cerca de 30 de sócios, num universo de 270, participaram reunião que se realizou na Assembleia Figueirense. Segundo adiantou ainda
Daniel Santos, vai ser convocada uma nova sessão.
Lembre-se que a reunião anulada destinava-se a votar o
relatório e contas de 2012, que foram aprovados, mas sem validade, e a eleição
de novos órgão sociais.
Contudo, não
foram apresentadas candidaturas. No decurso da assembleia foi equacionada a
possibilidade de ser elaborada uma lista de recurso para as diferentes
estruturas da associação, mas o prazo legal para a apresentação expirara 24
horas antes.
A anulação da reunião magna da Figueira 100% impediu
portanto que fosse debatido o ponto da agenda destinado a assuntos diversos. Um
deles era o processo eleitoral que se avizinha.
Neste ponto, deverá porém prevalecer a possibilidade do
movimento com o mesmo nome da associação não apresentar candidaturas às próximas
eleições autárquicas. Por outro lado, se na próxima assembleia também não aparecerem
listas,deverá iniciar-se o processo de extinção da Figueira 100%.”
Em tempo.
Sem ironia, os meus sinceros parabéns a Miguel Almeida.
Para já, a meu ver, ele
é o vencedor em todo este processo.
Como não há “almoços grátis”, ele como político experiente e
profissional que é, limitou-se a fazer o
que tinha a fazer…
Mais uma vez: parabéns Miguel...
Dignidade
«Quem quiser quer prepare a próxima época. É impossível
continuar a trabalhar nestas condições», afirmou ontem à tarde Álvaro Magalhães,
treinador da Naval, depois do jogo com o
Freamunde, após assegurar a permanência
do clube na II Liga, referindo-se aosvários meses de salários em atraso no clube.
«Já tinha conversado com os administradores da SAD para
continuar na Naval, mas tive que repensar essa situação por causa da falta
de garantias», acrescentou.
Carlinhos, agora diz adeus aos nossos colaboradores *
"Foi um trimestre difícil. Os prejuízos foram
determinados pela recessão económica, o que dificultou a geração de receitas
pelo aumento das insolvências e do desemprego e agravou os custos com as
imparidades: o produto bancário diminuiu 14,2% e o reforço de provisões
aumentou 25,9%", afirmou Ricardo Salgado, presidente do BES, na
conferência de imprensa da apresentação dos resultados trimestrais.
Portanto, "vamos ainda encerrar cerca de 20 balcões até ao final
do ano e reduzir 200 colaboradores"...
* Título do post e imagem via O sítio dos desenhos
A purga do troikista mais troikista que a própria troika…
Gaspar, em 2011…
Na altura, como sempre, Gaspar explicou devagar, com a sua voz
irritante e característica, que esta
medida seria uma alternativa terrível e
não exequível aos cortes então decididos e executados.
Recusava-a, portanto.
Mas, como agora se verifica, não é que não a desejasse…
Entretanto, agora, milhares de milhões de euros de cortes
depois, as rescisões passaram a ser totalmente exequíveis.
Em tempo.
Eu não notei nada, mas o erro pode ser meu.
Alguém deu, dois anos passados, pela prosperidade do país e dos portugueses ao ponto de poder arcar, agora, com esta despesa e com mais este atentado a
quem vive do seu salário?
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O director-geral ( sem Visão)
Tarde de uma sexta-feira ainda a cheirar a Verão. Passa pouco das 17 horas quando o director geral se despede da secretária, desejando-lhe bom fim de semana. Pede-lhe que fique no gabinete até às 20 horas, “porque pode vir alguma chamada do gabinete” e nesse caso ela terá de lha passar.
“ Está a ouvir-me? A chamada está má?”
Refeita da surpresa, a secretária responde:
Depois, com a voz irritada, responde:
“Isso é uma maçada! A tabacaria aqui já está fechada e tenho de ir a Cascais”.
“ O sr doutor desculpe, mas não pode pedir ao seu filho, ou à sua esposa que lha levem? A sua esposa telefonou para aqui há cinco minutos a perguntar pelo senhor doutor, ainda está a trabalhar, por isso lembrei-me...”
( Parece ficção, mas não é…esta cena ocorreu mesmo! Na segunda-feira, porém, o DG não pediu o reembolso do preço pago pela Visão. Do mal o menos…)
Desce as escadas do edifício. À porta já está o motorista que o irá levar a casa, nos arredores de Cascais. Enquanto o DG se desloca, a secretária fica a arrumar papéis e a dar umas voltas na Internet.
Cerca das 19 horas toca o telefone. É o DG.
“ Esqueci-me da Visão em cima da secretária! Quando o motorista chegar aí, peça para ele vir cá trazer-ma a casa.”
Estupefacta com o pedido, a secretária fica sem resposta“ Está a ouvir-me? A chamada está má?”
Refeita da surpresa, a secretária responde:
“Estou a ouvir perfeitamente, mas estava a pensar se não ficaria mais barato o senhor doutor comprar aí uma e depois pedir o dinheiro na segunda-feira…”
Silêncio.Depois, com a voz irritada, responde:
“Isso é uma maçada! A tabacaria aqui já está fechada e tenho de ir a Cascais”.
“ O sr doutor desculpe, mas não pode pedir ao seu filho, ou à sua esposa que lha levem? A sua esposa telefonou para aqui há cinco minutos a perguntar pelo senhor doutor, ainda está a trabalhar, por isso lembrei-me...”
“ Boa ideia, não me tinha lembrado dessa hipótese. Vou telefonar-lhe a ver se ainda a apanho… Então bom fim de semana e até segunda-feira”.
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