segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Preocupado com quê?.. Os portugueses têm memória curta…
Pode-se responsabilizar de quê um fulano que aproveitou a primeira oportunidade para emigrar, mesmo que isso implicasse, como implicou, deixar Portugal entregue a Santana Lopes?..
domingo, 9 de dezembro de 2012
A Homenagem que ainda falta prestar ao Capitão João Pereira Mano
Os velhos morrem. Os novos (ainda) não sabem de nada.
Essa ignorância é sabiamente organizada, e semeada,
nas entidades oficiais para isso próprias: "as escolas", as "instituições de
cultura" e "a comunidade científica"
Os livros do Capitão João Pereira Mano
(1914-2012) — "Terras do Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz - São
Pedro da Cova-Gala - Buarcos - Costa de Lavos e Leirosa..." (1997) e
"Lavos: Nove Séculos de História" (2000) — são as melhores obras que,
desde sempre, foram escritas e publicadas sobre a História Marítima e Local da
Figueira da Foz (Portugal).
Por isso, a mais digna, a mais útil e mais adequada de todas
as Homenagens que devam agora ser prestadas a este autor recentemente falecido
(07.08.2012) — um autor que nos dias da sua vida foi não somente o maior e o
mais prestigiado de todos os capitães da Marinha Mercante da Figueira da Foz
(condecorado em 1973 com a Medalha Naval de Vasco da Gama da Marinha
Portuguesa) mas também o maior e o mais importante de todos os especialistas da
História Marítima Figueirense (sem que, para isso, tenha precisado de ter sido
licenciado ou doutorado em qualquer espécie de universidade) — é a rápida
reedição facsimilada dos seus livros, os quais, desde há muitos anos, estão
totalmente esgotados, e por isso há muito deixaram de ser acessíveis ao grande
público.
Reedição que até será agora muito fácil e muito barata,
pois, pela nossa parte (do editor, sem fins lucrativos, CEMAR-Centro de Estudos
do Mar), tal como sempre, à nossa boa maneira, não pretenderemos receber, para
nós próprios, nem um só cêntimo de dinheiro público (e, pela parte da
impressora original, a Tipografia Cruz & Cardoso, casa de tão grandes
tradições na História Cultural da cidade da Figueira da Foz, tanto quanto
sabemos, existem ainda hoje em dia lá conservados os materiais originais da
impressão, e portanto poderá ser feita uma reimpressão a qualquer momento, com
toda a facilidade).
Esses dois livros ficaram publicados, em 1997 e 2000, ambos
com tiragens de 1500 exemplares, e é claro que, tendo tido a qualidade e a
utilidade que tiveram, e tendo sido distribuídos somente por ofertas, como
forma de divulgação cultural, sem qualquer venda comercial, logo se esgotaram
ao longo dos meses e anos seguintes, e desde então ficaram inacessíveis a novos
públicos que os procurem (e, por isso, mais facilmente silenciáveis por quem
futuramente silencie tudo o que neles é escrito).
É totalmente inadmissível a maneira como depois disso, em
2005-2008, pela parte de entidades oficiais autárquicas, com dinheiro público,
foram feitas comemorações oficiais, na Figueira da Foz, das fortalezas
marítimas, do desembarque do exército inglês de 1808, etc., em cerimónias e
publicações oficiais em que, nalguns casos, continuaram a ser repetidas e
plasmadas em discursos, livros, textos impressos em papel, textos gravados em
pedra (!), as mesmas ignorâncias e asneiras científicas — nomeadamente sobre o
local do desembarque do exército inglês… — que, desde há tantos anos, vinham
sido denunciadas e corrigidas pelos textos e livros que haviam sido escritos
pelo historiador local autodidacta Capitão João Pereira Mano e que haviam sido
editados pela entidade editora local sem fins lucrativos CEMAR - Centro de
Estudos do Mar (a entidade que, na Figueira da Foz, se honrou em ter esse
historiador autodidacta como seu Associado Honorário).
Em Portugal, espantosamente, nestes anos 2005-2008,
continuou a acontecer a mesma coisa que, desde sempre, havia acontecido:
autarcas, profissionais e directores e funcionários públicos de entidades
oficiais de Cultura, e representantes de instituições do Estado, locais e
vindos de Lisboa, pagos com dinheiro público, continuaram a repetir e a
espalhar os mesmos erros científicos que, previamente, já haviam sido
corrigidos (e, em muitos casos, corrigidos por autores amadores e autodidactas,
desinteressadamente, como foi o caso deste autor João Pereira Mano, da Figueira
da Foz).
É totalmente inadmissível a maneira como, pela parte de
alguns, nas entidades oficiais, fiscais e académicas — ao mesmo tempo que se
continua a asfixiar e a destruir as pequenas comunidades de pescadores
dedicados à "Arte" (a pesca de arrasto para terra da Beira Litoral),
sobrecarregando-as com novas imposições e exigências (agora, em vez das
habituais tributações senhoriais medievais, imagine-se, modernos rigorismos
fiscais "justificados" em nome da preservação ecológica...!) — se
continua a repetir e a propagar (e propagar entre as próprias comunidades de
pescadores...) o mesmo erro de chamar "Xávega" à "Arte" (a
Pesca de Arrasto para Terra) destes pescadores portugueses da Beira Litoral… O
erro que, desde há tantos anos, havia sido denunciado e corrigido pelos textos
e livros do Capitão João Pereira Mano…! É um total desrespeito para com estas
comunidades de pobres pescadores portugueses, e é um total desrespeito para com
este historiador figueirense Cap. João Pereira Mano, neto e bisneto de pescadores,
que tão bem as estudou (e também para com a memória de outro oficial de
Marinha, e por sinal também figueirense, que no passado foi a maior de todas as
autoridades científicas e etnográficas em Portugal sobre pescadores, e que foi
o Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva).
É totalmente inaceitável, vergonhoso e inadmissível, o modo
como foi silenciada a existência do livro anterior "Terras do Mar Salgado:
São Julião da Figueira da Foz..." (1997) no capítulo inicial, introdutório
e especialmente dedicado a listar e a apreciar as obras previamente publicadas
e existentes sobre a matéria, de uma "Monografia da Freguesia de São
Julião da Figueira da Foz" que foi posteriormente encomendada, paga com
dinheiro público, e editada, pela própria entidade oficial autárquica do Estado
português (a Junta de Freguesia local). Uma monografia que, em 2009, foi
facturada e escrita por um historiador profissional provindo da vizinha
universidade pública chamada Universidade de Coimbra. E, para além dessa
omissão de qualquer referência no capítulo inicial pertinente, depois, na
própria bibliografia final dessa monografia de 2009, então encomendada e paga
pela Junta de Freguesia de São Julião, o livro do Capitão João Pereira Mano só
foi citado, abreviadamente, pelo seu título principal ("Terras do Mar
Salgado") e foi amputado, na citação, do seu subtítulo (São Julião da
Figueira da Foz...").
Sempre que em Portugal são silenciadas, menosprezadas e
esquecidas as melhores obras — e, ainda por cima, escritas, publicadas e editadas,
com amor, por quem com elas não quis ganhar, mercenariamente, qualquer dinheiro
(muito menos dinheiro público) —, compreende-se que, para futuro, os mesmos
erros do passado — toda a espécie de erros, desde os locais aos nacionais
(sempre desleixados, rotineiros e oficiais, amplificados à maneira portuguesa,
desde a Xávega do Algarve até ao Infante Dom Henrique de Sagres…) — possam ter
todas a condições para neste país e em todas e cada uma das suas cidades
continuarem a ser infindavelmente repetidos e cultivados. Numa interminável
sementeira de ignorância. Num país que, quer a nível nacional, quer a nível
local, não vai nunca assim conseguir sair da sua miséria, da sua ignorância
doutoral e do seu subdesenvolvimento.
Foi isto mesmo que ficou agora dito pela parte do CEMAR -
Centro de Estudos do Mar, editor dos livros "Terras do Mar Salgado: São
Julião da Figueira da Foz..." (1997) e "Lavos: Nove Séculos de
História" (2000), e por isso foi agora feita (ou está neste momento a ser
feita) a oferta e a entrega de alguns dos últimos exemplares que ainda restam
destes dois livros, para as entidades autárquicas a cujos territórios tais
livros dizem respeito (Figueira da Foz, São Julião, São Pedro da Cova-Gala,
Lavos), convidando-se essas entidades autárquicas a reeditarem elas próprias
estes livros (ou a apoiarem a sua reedição, pelo CEMAR), com os seus próprios
recursos de dinheiro público. Para que, assim, possam voltar aos olhos do
público estes que são os melhores, os mais importantes e rigorosos, os mais bem
fundamentados e documentados, e os mais bem escritos, de todos os textos alguma
vez publicados sobre a História Marítima e Local da Figueira da Foz e das
regiões vizinhas do sul da Foz do Mondego. E, assim, nunca mais possam ser
silenciados.
Postagem confeccionada a partir de um mail da CEMAR
Postagem confeccionada a partir de um mail da CEMAR
Tudo se transforma?..
Inegável, porém, é que a caridade perdeu algum encanto pelo caminho.
Enfim, será o preço do progresso!
sábado, 8 de dezembro de 2012
Ciclo de Palestras organizado pelo Lions
Ao contrário do que estava anunciado pela organização, o Dr. Paulo Morais não vai estar presente na palestra organizada pelo Lions.
Hoje, pelas 16h na Assembleia Figueirense, o Arq. Miguel
Figueira será o seu substituto no painel de palestrantes.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Não quero ir-me embora sem, contudo, deixar …
![]() |
| imagem sacada daqui |
Depois de ler a crónica, fiquei com a sensação que o seu
autor conseguiu um feito notável.
A meu ver, conseguiu - pisando terrenos entre um inteligente totó e um lambe-botas mauzão - aquilo que no fundo queria: “agradar ao accionista do jornal”.
Foi um feito tão profissional
e peculiar que explica, por si só, a liderança do jornal do casino durante 4
anos, uma tarefa só ao alcance de autênticos heróis, de tão exigente e sujeita a pressões “da
mais diversa índole e origem.”
Naturalmente, que é mais fácil não ceder quando se tem retaguarda – “daí também a expressão pública
do agradecimento ao Sr. Dr. Domingos Silva em hora do adeus!”
Fica-lhe bem, senhor director, expressar o reconhecimento, a quem de direito: "não há ventos favoráveis para os que não sabem para onde vão".
Mas - e disso sei eu por experiência própria - "também não há ventos favoráveis para os coitados que vão muitas vezes ao Cabedelo, mas não levam prancha".
Fica-lhe bem, senhor director, expressar o reconhecimento, a quem de direito: "não há ventos favoráveis para os que não sabem para onde vão".
Mas - e disso sei eu por experiência própria - "também não há ventos favoráveis para os coitados que vão muitas vezes ao Cabedelo, mas não levam prancha".
Para mais tarde recordar…
"O futuro a Deus pertence", diz o ditado bem
Português que, em conjunto com outro fantástico provérbio nacional
("devagar se vai ao longe"), tão útil foi para apagar gerações de
portugueses.
Mas, nós aqui no
Outra Margem, vamos antecipar um acontecimento do ano 20113, que
ainda está a 24 dias de começar…
O advogado Amaro Jorge, especialista em Direito Trabalho,
esteve esta quarta feira no Casino Figueira, a convite da Ordem dos Advogados
da Figueira da Foz, para falar aos causídicos figueirenses sobre as principais
alterações legislativas do Código do Trabalho – que acredita que não vão ficar
por aqui. “Ponho a minha cabeça no cepo em como, lá para fevereiro ou março, as
compensações vão cair para 10 dias”, alertou.
Em tempo.
Via O Figueirense, cujo encerramento é também, neste momento, outro dado adquirido para o dealbar de 2013…
Via O Figueirense, cujo encerramento é também, neste momento, outro dado adquirido para o dealbar de 2013…
A ser verdade...
... lá se ia o mito das "Conversas do Casino" - Medina Carreira, o filósofo do tremendismo!..
O ex-ministro das Finanças e comentador televisivo Medina Carreira viu ontem, quinta-feira, a sua casa sujeita a buscas policiais no âmbito da investigação ao caso "Monte Branco", confirmou o próprio ao DN.
"Apareceram as autoridades hoje [ontem] em minha casa com um mandado de busca.Viram tudo o que quiseram ver mas não encontraram nada. Nem podiam encontrar",afirmou o economista ao DN. "Não faço ideia em que circunstâncias surgiu o meu nome. Tenho ligado pouco ao caso, não conheço sequer nenhum nome envolvido. Não tenho nada a ver com o negócio".
Medina Carreira afirmou ainda que não constituiu advogado: "Não fiz nada ainda. Os processos têm um começo e um fim. Estou absolutamente tranquilo, não fiz nada".
Segundo o jornal Sol, "o fiscalista foi um dos visados na operação realizada ao longo desta semana, sob a coordenação do procurador Rosário Teixeira, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), e com elementos da Inspecção Tributária."
Maioria adia votação para hoje...
A Assembleia da República acabou por não votar ontem na
generalidade o projecto de lei 320/XII que impõe a agregação e extinção de
centenas de freguesias a nível nacional, 4 das quais na Figueira da Foz.
Por opção da maioria, o
diploma apresentado por um conjunto de deputados do PDS e do CDS-PP será votado na generalidade na sessão de hoje,
após o debate quinzenal com o primeiro-ministro.
À saída da Assembleia da República, o presidente da Delegação
Distrital da ANAFRE criticou a postura dos deputados da maioria que preferiram
adiar a votação “não tendo coragem política de assumir as suas responsabilidades e não enfrentando os autarcas presentes nas galerias”.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Memórias da pesca do bacalhau, em Ílhavo e na Figueira...
São pouco mais de 11 minutos que contam a “estória” do Argus, navio que teve duas vidas e está a caminho da terceira. Foi bacalhoeiro português
nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia. Foi cruzeiro turístico nas Caraíbas,
quem sabe se não foi como um barco do amor. E agora, que regressou ao país de
origem depois de ter sido resgatado do abate nas Antilhas Holandesas, a ideia é
torná-lo num navio-memória da sua primeira vida.
Vejam o vídeo, clicando aqui, e comparem com o que aconteceu ao “nosso” José Cação…
FORÇA NISSO!
![]() |
| Como se pode ver na foto sacada daqui, "à partida para a capital, alguns dos autarcas foram recebidos na Câmara Municipal da Figueira da Foz, pelo edil João Ataíde." |
Dois autocarros estão a caminho de Lisboa esta manhã.
A
bordo vão autarcas e populares que querem demonstrar, frente à Assembleia da
República e juntamente com mais cerca de 1200 freguesias de todo o país, que
estão contra a extinção ou agregação de freguesias, no âmbito do projeto da
reorganização administrativa que ali vai, hoje, ser votado na generalidade. S.
Julião, Borda do Campo, Brenha, Paião e Marinha das Ondas são as quatro
freguesias que se farão representar nesta manifestação e que estão em risco de
serem agregadas; as duas restantes - Vila Verde e Buarcos – têm motivações
diferentes. João Carronda, de Vila Verde, protesta pelo «acerto de fronteiras»
que o projeto aprovado em Assembleia Municipal contempla, e que retira a Ilha
da Morraceira a Vila Verde para a integrar no território de Lavos. Já José
Esteves, que enfrenta a possibilidade de ver Buarcos tornar-se uma mega
freguesia, agregando S. Julião, contesta a alteração em nome da identidade
sociocultural daquela vila piscatória. Também Santana – a única freguesia do
PSD sacrificada – se vai manifestar frente ao Parlamento, mas para o efeito
organizou uma viagem em autocarro próprio.
Via O Figueirense
Marcelo Rebelo de Sousa
“Que Marcelo é um dos nomes fortes e mais influentes da direita
já todos sabemos há muito tempo. O que desconhecíamos no seu trajecto político,
apesar de todo o seu habitual intervencionismo nas lides político-partidárias,
era a sua disponibilidade para se envolver tão intensamente na defesa de um
governo, como está a fazer com este governo de Passos Coelho. Pode mesmo
dizer-se, sem ironia, que a sua envolvência com o governo em funções é maior do
que a que ele tinha consigo próprio quando era líder do PSD.
Marcelo percebeu, como toda a gente, que este é, desde o 25
de Abril, o governo mais à direita que Portugal teve. Um governo que está levar
à prática aquilo com que a direita sempre sonhou desde o 25 de Abril mas que
nunca até hoje tinha tido condições para concretizar: a desforra. E é essa
desforra, esse desmantelamento do que de mais importante foi conquistado com a
Revolução, que entusiasma verdadeiramente Marcelo.
Marcelo também sabe que essa desforra não pode incidir, pelo
menos para já, sobre as chamadas “liberdades formais” da democracia
representativa, mas sabe também que se os direitos económicos e sociais de quem
trabalha forem verdadeiramente atacados, precarizados, fragilizados estarão
criadas as condições para que “em democracia” a direita possa fazer quase tudo
o que fazia em ditadura. Essa a razão do entusiasmo de Marcelo.
Enganam-se aqueles que pensam que Marcelo tinha tudo para
uma grande carreira política mas que por força das suas “traquinices” e
perversidades tudo tem deitado a perder. Sim, Marcelo aspirava, na sequência e
na continuidade do marcelismo, a uma grande carreira política que o 25 de Abril
traumaticamente impossibilitou. Hoje, ao ver parcialmente recriadas aquelas
condições, Marcelo voltou a acreditar que tem hipóteses. Mas para isso é
preciso reforçar quotidianamente a defesa do governo para que este possa concluir
a tarefa a que meteu mãos.”
Texto completo aqui.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Joaquim Benite
Em Almada ergueu
um projecto sólido num teatro azul. Teve de enfrentar governantes cuja
ignorância fustigava. Foi feito cavaleiro das artes e das letras pelo governo
francês mas, quando lhe lembravam isso, dizia que ainda estava à espera do cavalo.
Agora é tarde.
Esta manhã as notícias falaram dele e de coisas que ele
pensava e dizia: que «os encenadores nunca ficam na história, quem fica na história são os escritores como o Shakespeare».
Como ele também disse um dia “vale
a pena viver para nos divertirmos. Lutar por coisas, para cumprir missões, não.”
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Um vídeo esclarecedor sobre o ensino privado em Portugal...
“Aquilo que muita gente já sabia e que já tinha sido objecto de muitas denúncias que o ministério continua a ignorar. Isto é um escândalo, não há outra forma de classificar isto. Mas tudo o que se diz sobre a empresa GPS não se fica por aqui, há atividades e práticas bem mais graves do que é aqui descrito e que têm vindo a ser denunciadas por aqueles que conhecem melhor a empresa.”
Via Klepsýdra
Isabel Jonet, em discurso directo...
![]() |
| para ler clicar na imagem |
Não é espantoso que a santa padroeira da caridade não perceba isto? não, não é. É que na sua classe social acredito piedosamente que muitos pais não tenham tempo para dar o pequeno-almoço aos filhos. Não vejo é grande drama nisso: chegam ao colégio e passam pelo bar. O pior que acontece é chegarem atrasados à aula."
Via Aventar
Nem de propósito: “assentava que nem ginjas”!..
| imagem sacada daqui |
Depois da rábula da sugestão de Passos Coelho da aplicação de propinas ao secundário, o mínimo que se pode dizer da “coincidência”, é que vinha mesmo a calhar...
Nem de propósito: “assentava que nem ginjas”!..
Vivemos uma época de loucura e insanidade?..
Barcos, comboios e metropolitanos de Lisboa e Porto
transportaram menos 12,9 milhões de passageiros no terceiro trimestre de 2012,
uma quebra que os especialistas justificam com a crise, o desemprego, a subida
das tarifas e o fim dos descontos para estudantes.
A sério, estou a ficar preocupado…
Na história - e o Portugal contemporâneo é o exemplo vivo
disso mesmo - há muita paciência para a miséria, mas será que não existe limite mais curto para a estupidez?..
30 000 euros...
| foto sacada daqui |
"Duplicar o record de mini foguetes", ou seja, chegar aos 2.000 participantes"...
A medida, vista e comentada pelos santanistas:
“A Figueira perdeu”…
A medida, vista e comentada pelos que apoiam e
compreendem a necessidade da contenção:
“A Figueira aprendeu”…
Ainda a mesma medida, vista e comentada pelos
figueirenses em geral:
“A Figueira é uma merda”…
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Idiossincrasias figueirenses...
Mereceu a minha melhor atenção o comentário do eng. João Vaz
ao post de Rui Curado Silva (na imagem ao lado e aqui).
Escreveu o senhor eng..
“O Executivo está preocupado com o que possa acontecer ao Casino e já tomou algumas medidas. Mas, a Câmara não tem competências para impedir despedimentos nem o fecho de determinadas áreas de negócio. Só se estás a propor a"nacionalização" do Casino ! :) Ou o que sugeres que a Câmara possa fazer ?”.
Escreveu o senhor eng..
“O Executivo está preocupado com o que possa acontecer ao Casino e já tomou algumas medidas. Mas, a Câmara não tem competências para impedir despedimentos nem o fecho de determinadas áreas de negócio. Só se estás a propor a"nacionalização" do Casino ! :) Ou o que sugeres que a Câmara possa fazer ?”.
Eu já o sabia, desde que este executivo tomou posse, mas a
partir deste momento, tornou-se público aquilo que era do meu conhecimento pessoal.
Para o senhor eng., aqui na Figueira, o comum dos mortais não pode opinar sobre, pelo menos, duas ou três coisas: o desempenho do actual Executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, o preço da água na nossa cidade e o Casino.
Para o senhor eng., aqui na Figueira, o comum dos mortais não pode opinar sobre, pelo menos, duas ou três coisas: o desempenho do actual Executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, o preço da água na nossa cidade e o Casino.
Pronto… Fica o meu conselho aos blogueiros figueirense e aos
que têm colunas de opinião nos jornais…
Neste momento, só devem escrever sobre baboseiras, de preferência
desportivas...Sobre outras realidades locais, abordem o défice herdado
pelo actual Executivo….
Em tempo.
- Não poderia concordar mais com Rui Curado da Silva, na resposta ao comentário do eng. : "o Casino tem um contrato de concessão. O contrato não
permite tudo à entidade que explora o casino. Se há condições que não são
respeitadas o contrato pode cessar. Além disso o Casino tem uma série de
responsabilidades sociais que fazem parte do seu contrato de concessão, não é
uma empresa qualquer. Quando uma empresa que tem este tipo de responsabilidades
com a comunidade e simultaneamente despede quando dá lucro, julgo que os
eleitos (câmara, assembleias, deputados, etc.) têm a obrigação de pedir uma
justificação aceitável da parte da instituição. Isso foi feito em 2009? Não.
Entretanto a situação agravou-se. Há organismos de fiscalização da atividade
económica que poderiam ser ativados pela câmara ou por outros eleitos para se
perceber o que se está a passar. Até agora ainda não consegui perceber o que
tem feito a Câmara. Mas tenho registado a participação regular de membros do
executivo em atividades diversas do Casino quando deveria haver alguma
contenção e distanciamento."
Haverá elogios grátis entre esta gente?..
Antigamente, era
preciso ter coragem para dizer mal do governo.
Presentemente, é
preciso ter cada vez "coragem" para conseguir dizer bem.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Portugal é de quem o reinventa?..
Na passada quarta-feira, questionado pela jornalista Judite
Sousa sobre se poderemos vir a “pagar pelas escolas públicas” à semelhança do
que já acontece em alguns serviços do Serviço Nacional de Saúde, Passos Coelho
respondeu apenas...
“Temos uma Constituição que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente do esforço do lado da Saúde. Na área da Educação, temos alguma margem de liberdade para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal directa que é assumida pelo Estado.”
“Temos uma Constituição que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente do esforço do lado da Saúde. Na área da Educação, temos alguma margem de liberdade para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal directa que é assumida pelo Estado.”
Hoje, segundo o mesmo Passos
Coelho, não faz sentido perguntar se vai ser criada mais uma taxa no ensino
secundário...
"O ensino secundário praticamente desapareceu, na medida em que o ensino obrigatório foi estendido até ao 12.º ano. Uma vez estendido até ao 12.º ano, significa que as regras serão as mesmas em todos os níveis do ensino obrigatório".
"O ensino secundário praticamente desapareceu, na medida em que o ensino obrigatório foi estendido até ao 12.º ano. Uma vez estendido até ao 12.º ano, significa que as regras serão as mesmas em todos os níveis do ensino obrigatório".
Jornalista sofre!..
"Há quase 20 anos, por questões profissionais, que tenho assistido a sessões solenes que marcam este ou aquele aniversário nesta ou naquela coletividade, nesta ou naquela instituição.
Com raríssimas excepções, o modelo é precisamente o mesmo! Começa-se sempre tarde, canta-se o hino, lê-se o expediente e lá se entra no extenso caminho dos discursos.
Muitos discursos! Fala toda a gente, em representação de tudo o que é instituição.
Uma seca!"
Com raríssimas excepções, o modelo é precisamente o mesmo! Começa-se sempre tarde, canta-se o hino, lê-se o expediente e lá se entra no extenso caminho dos discursos.
Muitos discursos! Fala toda a gente, em representação de tudo o que é instituição.
Uma seca!"
O dr. Gil pode ficar descansado: não falhou, comentar a actualidade figueirense é um acto falhado, porque a actualidade figueirense é, ela própria, um acto falhado...
![]() |
| Dr. Joaquim Gil, Director de O Figueirense |
“Quero
também aqui expressar gratidão àqueles que, por aí, me foram interpelando, uns
cumprimentando-me pelo jornal e pelos editoriais, outros cumprimentando-me
pelos “editoriais muito bem escritos”, que é como quem dizia não gostar assim
tanto do conteúdo deles.
Não
posso esquecer aquele grupo de leitores fieis que perscrutavam, sempre nos meus
escritos, uma agenda secreta, fantasmas vários de sentido oposicionista, eu sei
lá… mas, curiosamente, um a um, sempre sozinhos e afastados do grupo, vinham
ter comigo sugerindo “Oh, Gil, escreva sobre isto ou sobre aquilo!”.
Como
imaginam os leitores eu também retirei algum gozo – é este o termo certo,
certíssimo! – do exercício da direção de O Figueirense.
Por
fim, uma nota de especial carinho para aqueles que tenho como os meus mais
fieis leitores, pois que nos últimos três anos não passou uma sexta feira sem
que logo pelas nove da manhã não estivessem a devorar ferozmente “o quadradito”
que encima a pág. 2 de O Figueirense. Para, de seguida, percorrerem os gabinetes
do edifício público que transitoriamente ocupam, fazendo a interpretação
autêntica das maléficas intenções subjacentes aos meus editoriais.
Tenho
pena, pois agora têm, pelo menos, onze longos e penosos meses de ociosas manhãs
de sexta feira.
Termino
declarando ter a noção perfeita de que gente há que não gostou dos meus
escritos.
Esses
terão que ter a paciência por mais um mês, depois do que suspirarão de alívio:
Vêem-se livres de mim!”
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















