segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Preocupado com quê?.. Os portugueses têm memória curta…


Pode-se responsabilizar de quê um fulano que aproveitou a  primeira oportunidade para emigrar, mesmo que isso implicasse, como implicou,  deixar Portugal entregue a Santana Lopes?..

domingo, 9 de dezembro de 2012

A Homenagem que ainda falta prestar ao Capitão João Pereira Mano

Capitão João Pereira Mano (o terceiro a contar da esquerda), em 1997, na Casa Havaneza, Figueira da Foz, com Cor. Fernando Góis Moço (Presidente da Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz), Alfredo Pinheiro Marques (director do CEMAR), e D. Maria Helena dos Santos Alves (administradora da Casa Havaneza), na sessão de lançamento do livro "Terras do Mar Salgado", editado pelo CEMAR.
Os velhos morrem. Os novos (ainda) não sabem de nada.
Essa ignorância é sabiamente organizada, e semeada,
nas entidades oficiais para isso próprias: "as escolas", as "instituições de cultura" e "a comunidade científica"
Os livros do Capitão João Pereira Mano (1914-2012) — "Terras do Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz - São Pedro da Cova-Gala - Buarcos - Costa de Lavos e Leirosa..." (1997) e "Lavos: Nove Séculos de História" (2000) — são as melhores obras que, desde sempre, foram escritas e publicadas sobre a História Marítima e Local da Figueira da Foz (Portugal).
Por isso, a mais digna, a mais útil e mais adequada de todas as Homenagens que devam agora ser prestadas a este autor recentemente falecido (07.08.2012) — um autor que nos dias da sua vida foi não somente o maior e o mais prestigiado de todos os capitães da Marinha Mercante da Figueira da Foz (condecorado em 1973 com a Medalha Naval de Vasco da Gama da Marinha Portuguesa) mas também o maior e o mais importante de todos os especialistas da História Marítima Figueirense (sem que, para isso, tenha precisado de ter sido licenciado ou doutorado em qualquer espécie de universidade) — é a rápida reedição facsimilada dos seus livros, os quais, desde há muitos anos, estão totalmente esgotados, e por isso há muito deixaram de ser acessíveis ao grande público.
Reedição que até será agora muito fácil e muito barata, pois, pela nossa parte (do editor, sem fins lucrativos, CEMAR-Centro de Estudos do Mar), tal como sempre, à nossa boa maneira, não pretenderemos receber, para nós próprios, nem um só cêntimo de dinheiro público (e, pela parte da impressora original, a Tipografia Cruz & Cardoso, casa de tão grandes tradições na História Cultural da cidade da Figueira da Foz, tanto quanto sabemos, existem ainda hoje em dia lá conservados os materiais originais da impressão, e portanto poderá ser feita uma reimpressão a qualquer momento, com toda a facilidade).

Esses dois livros ficaram publicados, em 1997 e 2000, ambos com tiragens de 1500 exemplares, e é claro que, tendo tido a qualidade e a utilidade que tiveram, e tendo sido distribuídos somente por ofertas, como forma de divulgação cultural, sem qualquer venda comercial, logo se esgotaram ao longo dos meses e anos seguintes, e desde então ficaram inacessíveis a novos públicos que os procurem (e, por isso, mais facilmente silenciáveis por quem futuramente silencie tudo o que neles é escrito).

É totalmente inadmissível a maneira como depois disso, em 2005-2008, pela parte de entidades oficiais autárquicas, com dinheiro público, foram feitas comemorações oficiais, na Figueira da Foz, das fortalezas marítimas, do desembarque do exército inglês de 1808, etc., em cerimónias e publicações oficiais em que, nalguns casos, continuaram a ser repetidas e plasmadas em discursos, livros, textos impressos em papel, textos gravados em pedra (!), as mesmas ignorâncias e asneiras científicas — nomeadamente sobre o local do desembarque do exército inglês… — que, desde há tantos anos, vinham sido denunciadas e corrigidas pelos textos e livros que haviam sido escritos pelo historiador local autodidacta Capitão João Pereira Mano e que haviam sido editados pela entidade editora local sem fins lucrativos CEMAR - Centro de Estudos do Mar (a entidade que, na Figueira da Foz, se honrou em ter esse historiador autodidacta como seu Associado Honorário).
Em Portugal, espantosamente, nestes anos 2005-2008, continuou a acontecer a mesma coisa que, desde sempre, havia acontecido: autarcas, profissionais e directores e funcionários públicos de entidades oficiais de Cultura, e representantes de instituições do Estado, locais e vindos de Lisboa, pagos com dinheiro público, continuaram a repetir e a espalhar os mesmos erros científicos que, previamente, já haviam sido corrigidos (e, em muitos casos, corrigidos por autores amadores e autodidactas, desinteressadamente, como foi o caso deste autor João Pereira Mano, da Figueira da Foz).

É totalmente inadmissível a maneira como, pela parte de alguns, nas entidades oficiais, fiscais e académicas — ao mesmo tempo que se continua a asfixiar e a destruir as pequenas comunidades de pescadores dedicados à "Arte" (a pesca de arrasto para terra da Beira Litoral), sobrecarregando-as com novas imposições e exigências (agora, em vez das habituais tributações senhoriais medievais, imagine-se, modernos rigorismos fiscais "justificados" em nome da preservação ecológica...!) — se continua a repetir e a propagar (e propagar entre as próprias comunidades de pescadores...) o mesmo erro de chamar "Xávega" à "Arte" (a Pesca de Arrasto para Terra) destes pescadores portugueses da Beira Litoral… O erro que, desde há tantos anos, havia sido denunciado e corrigido pelos textos e livros do Capitão João Pereira Mano…! É um total desrespeito para com estas comunidades de pobres pescadores portugueses, e é um total desrespeito para com este historiador figueirense Cap. João Pereira Mano, neto e bisneto de pescadores, que tão bem as estudou (e também para com a memória de outro oficial de Marinha, e por sinal também figueirense, que no passado foi a maior de todas as autoridades científicas e etnográficas em Portugal sobre pescadores, e que foi o Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva).

É totalmente inaceitável, vergonhoso e inadmissível, o modo como foi silenciada a existência do livro anterior "Terras do Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz..." (1997) no capítulo inicial, introdutório e especialmente dedicado a listar e a apreciar as obras previamente publicadas e existentes sobre a matéria, de uma "Monografia da Freguesia de São Julião da Figueira da Foz" que foi posteriormente encomendada, paga com dinheiro público, e editada, pela própria entidade oficial autárquica do Estado português (a Junta de Freguesia local). Uma monografia que, em 2009, foi facturada e escrita por um historiador profissional provindo da vizinha universidade pública chamada Universidade de Coimbra. E, para além dessa omissão de qualquer referência no capítulo inicial pertinente, depois, na própria bibliografia final dessa monografia de 2009, então encomendada e paga pela Junta de Freguesia de São Julião, o livro do Capitão João Pereira Mano só foi citado, abreviadamente, pelo seu título principal ("Terras do Mar Salgado") e foi amputado, na citação, do seu subtítulo (São Julião da Figueira da Foz...").

Sempre que em Portugal são silenciadas, menosprezadas e esquecidas as melhores obras — e, ainda por cima, escritas, publicadas e editadas, com amor, por quem com elas não quis ganhar, mercenariamente, qualquer dinheiro (muito menos dinheiro público) —, compreende-se que, para futuro, os mesmos erros do passado — toda a espécie de erros, desde os locais aos nacionais (sempre desleixados, rotineiros e oficiais, amplificados à maneira portuguesa, desde a Xávega do Algarve até ao Infante Dom Henrique de Sagres…) — possam ter todas a condições para neste país e em todas e cada uma das suas cidades continuarem a ser infindavelmente repetidos e cultivados. Numa interminável sementeira de ignorância. Num país que, quer a nível nacional, quer a nível local, não vai nunca assim conseguir sair da sua miséria, da sua ignorância doutoral e do seu subdesenvolvimento.

Foi isto mesmo que ficou agora dito pela parte do CEMAR - Centro de Estudos do Mar, editor dos livros "Terras do Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz..." (1997) e "Lavos: Nove Séculos de História" (2000), e por isso foi agora feita (ou está neste momento a ser feita) a oferta e a entrega de alguns dos últimos exemplares que ainda restam destes dois livros, para as entidades autárquicas a cujos territórios tais livros dizem respeito (Figueira da Foz, São Julião, São Pedro da Cova-Gala, Lavos), convidando-se essas entidades autárquicas a reeditarem elas próprias estes livros (ou a apoiarem a sua reedição, pelo CEMAR), com os seus próprios recursos de dinheiro público. Para que, assim, possam voltar aos olhos do público estes que são os melhores, os mais importantes e rigorosos, os mais bem fundamentados e documentados, e os mais bem escritos, de todos os textos alguma vez publicados sobre a História Marítima e Local da Figueira da Foz e das regiões vizinhas do sul da Foz do Mondego. E, assim, nunca mais possam ser silenciados.

Postagem confeccionada a partir de um mail da CEMAR

Tudo se transforma?..

Quando eu andava no Ciclo Preparatório, que já não existe, as meninas faziam botinhas e casaquinhos em lã para os pobrezinhos; agora que a vida está muito mais facilitada, basta-nos entregar um pacote de arroz ou massa aos voluntários do Banco Alimentar… 
Inegável, porém, é que a caridade perdeu algum encanto pelo caminho.
Enfim, será o preço do progresso!

Bom domingo

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Não quero ir-me embora sem, contudo, deixar …

imagem sacada daqui
“O agradecimento devido a Domingos Silva”.

Depois de ler a crónica, fiquei com a sensação que o seu autor conseguiu um feito notável.
A meu ver, conseguiu -  pisando terrenos entre um  inteligente totó e um lambe-botas mauzão - aquilo que no fundo queria: “agradar ao accionista do jornal”.
Foi  um feito tão profissional e peculiar que explica, por si só, a liderança do jornal do casino durante 4 anos, uma tarefa só ao alcance de autênticos  heróis, de tão exigente e sujeita a pressões “da mais diversa índole e origem.”
Naturalmente,  que é mais fácil não ceder quando se tem retaguarda – “daí também a expressão pública do agradecimento ao Sr. Dr. Domingos Silva em hora do adeus!”
Fica-lhe bem,  senhor directorexpressar o reconhecimento, a quem de direito: "não há ventos favoráveis para os que não sabem para onde vão". 
Mas - e disso sei eu por experiência própria -  "também não há ventos favoráveis para os coitados que vão muitas vezes ao Cabedelo, mas não levam prancha". 

Para mais tarde recordar…

"O futuro a Deus pertence", diz o ditado bem Português que, em conjunto com outro fantástico provérbio nacional ("devagar se vai ao longe"), tão útil foi para apagar gerações de portugueses.
Mas,  nós aqui no Outra Margem,  vamos  antecipar um acontecimento do ano 20113, que ainda está a 24 dias de começar…
O advogado Amaro Jorge, especialista em Direito Trabalho, esteve esta quarta feira no Casino Figueira, a convite da Ordem dos Advogados da Figueira da Foz, para falar aos causídicos figueirenses sobre as principais alterações legislativas do Código do Trabalho – que acredita que não vão ficar por aqui. “Ponho a minha cabeça no cepo em como, lá para fevereiro ou março, as compensações vão cair para 10 dias”, alertou.

Em tempo.
Via O Figueirense, cujo encerramento é também, neste momento, outro dado adquirido para o dealbar de 2013…

A ser verdade...

... lá se ia o mito das "Conversas do Casino" -  Medina Carreira, o filósofo do tremendismo!..

O ex-ministro das Finanças e comentador televisivo Medina Carreira viu ontem, quinta-feira, a sua casa sujeita a buscas policiais no âmbito da investigação ao caso "Monte Branco", confirmou o próprio ao DN.

"Apareceram as autoridades hoje [ontem] em minha casa com um mandado de busca.Viram tudo o que quiseram ver mas não encontraram nada. Nem podiam encontrar",afirmou o economista ao DN. "Não faço ideia em que circunstâncias surgiu o meu nome. Tenho ligado pouco ao caso, não conheço sequer nenhum nome envolvido. Não tenho nada a ver com o negócio".
Medina Carreira afirmou ainda que não constituiu advogado: "Não fiz nada ainda. Os processos têm um começo e um fim. Estou absolutamente tranquilo, não fiz nada".
Segundo o jornal Sol, "o fiscalista foi um dos visados na operação realizada ao longo desta semana, sob a coordenação do procurador Rosário Teixeira, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), e com elementos da Inspecção Tributária."

Vítor Gaspar "faz dos portugueses atrasados mentais"...

Opinião de Marques Mendes, que pode ser conferida aqui e na TVI24!..

Maioria adia votação para hoje...


A Assembleia da República acabou por não votar ontem na generalidade o projecto de lei 320/XII que impõe a agregação e extinção de centenas de freguesias a nível nacional, 4 das quais na Figueira da Foz.
Por opção da maioria, o diploma apresentado por um conjunto de deputados do PDS e do CDS-PP  será votado na generalidade na sessão de hoje, após o debate quinzenal com o primeiro-ministro.
À saída da Assembleia da República, o presidente da Delegação Distrital da ANAFRE criticou a postura dos deputados da maioria que preferiram adiar a votação “não tendo coragem política de assumir as suas responsabilidades e não enfrentando os autarcas presentes nas galerias”.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Memórias da pesca do bacalhau, em Ílhavo e na Figueira...


São pouco mais de 11 minutos que contam a “estória” do Argus,  navio que teve duas vidas e está a caminho da terceira. Foi bacalhoeiro português nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia. Foi cruzeiro turístico nas Caraíbas, quem sabe se não foi como um barco do amor. E agora, que regressou ao país de origem depois de ter sido resgatado do abate nas Antilhas Holandesas, a ideia é torná-lo num navio-memória da sua primeira vida.
Vejam o vídeo, clicando aqui, e comparem com o que aconteceu ao “nosso”  José Cação…

FORÇA NISSO!


Como se pode ver na foto sacada daqui,
"à partida para a capital, alguns dos autarcas foram
recebidos na Câmara Municipal
da Figueira da Foz,  pelo edil João Ataíde." 
Autarcas de freguesias figueirenses já estão a caminho de Lisboa para contestar reorganização administrativa.
Dois autocarros estão a caminho de Lisboa esta manhã. 
A bordo vão autarcas e populares que querem demonstrar, frente à Assembleia da República e juntamente com mais cerca de 1200 freguesias de todo o país, que estão contra a extinção ou agregação de freguesias, no âmbito do projeto da reorganização administrativa que ali vai, hoje, ser votado na generalidade. S. Julião, Borda do Campo, Brenha, Paião e Marinha das Ondas são as quatro freguesias que se farão representar nesta manifestação e que estão em risco de serem agregadas; as duas restantes - Vila Verde e Buarcos – têm motivações diferentes. João Carronda, de Vila Verde, protesta pelo «acerto de fronteiras» que o projeto aprovado em Assembleia Municipal contempla, e que retira a Ilha da Morraceira a Vila Verde para a integrar no território de Lavos. Já José Esteves, que enfrenta a possibilidade de ver Buarcos tornar-se uma mega freguesia, agregando S. Julião, contesta a alteração em nome da identidade sociocultural daquela vila piscatória. Também Santana – a única freguesia do PSD sacrificada – se vai manifestar frente ao Parlamento, mas para o efeito organizou uma viagem em autocarro próprio.

Oscar Niemeyer

O arquitecto visto por F. Campos

Marcelo Rebelo de Sousa


“Que Marcelo é um dos nomes fortes e mais influentes da direita já todos sabemos há muito tempo. O que desconhecíamos no seu trajecto político, apesar de todo o seu habitual intervencionismo nas lides político-partidárias, era a sua disponibilidade para se envolver tão intensamente na defesa de um governo, como está a fazer com este governo de Passos Coelho. Pode mesmo dizer-se, sem ironia, que a sua envolvência com o governo em funções é maior do que a que ele tinha consigo próprio quando era líder do PSD.

Marcelo percebeu, como toda a gente, que este é, desde o 25 de Abril, o governo mais à direita que Portugal teve. Um governo que está levar à prática aquilo com que a direita sempre sonhou desde o 25 de Abril mas que nunca até hoje tinha tido condições para concretizar: a desforra. E é essa desforra, esse desmantelamento do que de mais importante foi conquistado com a Revolução, que entusiasma verdadeiramente Marcelo.

Marcelo também sabe que essa desforra não pode incidir, pelo menos para já, sobre as chamadas “liberdades formais” da democracia representativa, mas sabe também que se os direitos económicos e sociais de quem trabalha forem verdadeiramente atacados, precarizados, fragilizados estarão criadas as condições para que “em democracia” a direita possa fazer quase tudo o que fazia em ditadura. Essa a razão do entusiasmo de Marcelo.

Enganam-se aqueles que pensam que Marcelo tinha tudo para uma grande carreira política mas que por força das suas “traquinices” e perversidades tudo tem deitado a perder. Sim, Marcelo aspirava, na sequência e na continuidade do marcelismo, a uma grande carreira política que o 25 de Abril traumaticamente impossibilitou. Hoje, ao ver parcialmente recriadas aquelas condições, Marcelo voltou a acreditar que tem hipóteses. Mas para isso é preciso reforçar quotidianamente a defesa do governo para que este possa concluir a tarefa a que meteu mãos.”  

Texto completo aqui.

“Estamos a recuar 50 anos”


Mães sem dinheiro para comprar leite em pó estão a alimentar bebés de poucos meses com leite de vaca, ou juntam mais água às fórmulas artificiais, o que pode prejudicar a saúde das crianças.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Joaquim Benite

Em 78 passou para a outra margem do rio. 
Em Almada ergueu um projecto sólido num teatro azul. Teve de enfrentar governantes cuja ignorância fustigava. Foi feito cavaleiro das artes e das letras pelo governo francês mas, quando lhe lembravam isso, dizia que ainda estava à espera do cavalo. Agora é tarde.
Esta manhã as notícias falaram dele e de coisas que ele pensava e dizia: que «os encenadores nunca ficam na história, quem fica na história são os escritores como o Shakespeare».
Como ele também disse um dia “vale a pena viver para nos divertirmos. Lutar por coisas, para cumprir missões, não.” 

DEMITE-TE

foto sacada daqui
«É hora de uivar, porque se nos deixarmos levar pelos poderes que nos governam e não fizermos nada para os contestar, pode-se dizer que merecemos o que temos».

José Saramago

Depois do Natal, para as lojas que restarem, valha-lhes o Santo Padroeiro...

Via Aventar

Portugal é de quem o reinventa?.. (II)

Temos um Governo em excelente Tecnoforma!
Via Aspirina B

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um vídeo esclarecedor sobre o ensino privado em Portugal...


“Aquilo que muita gente já sabia e que já tinha sido objecto de muitas denúncias que o ministério continua a ignorar. Isto é um escândalo, não há outra forma de classificar isto. Mas tudo o que se diz sobre a empresa GPS não se fica por aqui, há atividades e práticas bem mais graves do que é aqui descrito e que têm vindo a ser denunciadas por aqueles que conhecem melhor a empresa.

Isabel Jonet, em discurso directo...

para ler clicar na imagem
"Para que não restem dúvidas, fica o recorte completo da entrevista de hoje ao Correio da Manhã. A ideia de que pais deixam filhos em jejum a caminho da escola por falta de tempo é sem dúvida fascinante. Entre os pobres que conheci e conheço, garanto que o problema não é esse, mas a simples falta de dinheiro (e admito, em alguns casos, acrescida de irresponsabilidade). Sim, no mundo real há 2,6 milhões de portugueses sem dinheiro.

Não é espantoso que a santa padroeira da caridade não perceba isto? não, não é. É que na sua classe social acredito piedosamente que muitos pais não tenham tempo para dar o pequeno-almoço aos filhos. Não vejo é grande drama nisso: chegam ao colégio e passam pelo bar. O pior que acontece é chegarem atrasados à aula."

Via Aventar

Nem de propósito: “assentava que nem ginjas”!..

imagem sacada daqui
Encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos ao Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa, estudo sugere que “a introdução de propinas no ensino superior, em 1997, teve um impacto positivo para o país, permitindo um aumento do número de estudantes e garantindo um retorno para o Estado.” 
Depois da rábula da sugestão de Passos Coelho da aplicação de propinas ao secundário, o mínimo que se pode dizer da “coincidência”,  é que vinha mesmo a calhar... 
Nem de propósito: “assentava que nem ginjas”!..

aF201


Vivemos uma época de loucura e insanidade?..

Barcos, comboios e metropolitanos de Lisboa e Porto transportaram menos 12,9 milhões de passageiros no terceiro trimestre de 2012, uma quebra que os especialistas justificam com a crise, o desemprego, a subida das tarifas e o fim dos descontos para estudantes.
A sério, estou a ficar preocupado…
Na história - e o Portugal contemporâneo é o exemplo vivo disso mesmo - há muita paciência para a miséria,  mas será que não existe limite mais curto para a estupidez?..

30 000 euros...

foto sacada daqui
Desafio para a passagem de ano, na Figueira!..
"Duplicar o record de mini foguetes", ou seja, chegar aos 2.000 participantes"...  
A medida,  vista e comentada pelos santanistas:
“A Figueira perdeu”…
A medida,  vista e comentada pelos que apoiam e compreendem a necessidade da contenção:
“A Figueira aprendeu”… 
Ainda a mesma medida, vista e comentada pelos figueirenses em geral:
“A Figueira é uma merda”… 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Idiossincrasias figueirenses...


Eu já o sabia, desde que este executivo tomou posse, mas a partir deste momento, tornou-se público aquilo que era do meu conhecimento pessoal. 
Para o senhor eng., aqui na Figueira, o comum dos mortais não pode opinar sobre, pelo menos, duas ou três coisas: o desempenho do actual  Executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, o preço da água na nossa cidade e o Casino.
Pronto… Fica o meu conselho aos blogueiros figueirense e aos que têm colunas de opinião nos jornais
Neste momento, só devem  escrever sobre baboseiras, de preferência desportivas...Sobre outras realidades locais, abordem  o défice herdado pelo actual Executivo….
Em tempo.
Não poderia concordar mais com Rui Curado da Silva, na resposta ao comentário do eng. : "o Casino tem um contrato de concessão. O contrato não permite tudo à entidade que explora o casino. Se há condições que não são respeitadas o contrato pode cessar. Além disso o Casino tem uma série de responsabilidades sociais que fazem parte do seu contrato de concessão, não é uma empresa qualquer. Quando uma empresa que tem este tipo de responsabilidades com a comunidade e simultaneamente despede quando dá lucro, julgo que os eleitos (câmara, assembleias, deputados, etc.) têm a obrigação de pedir uma justificação aceitável da parte da instituição. Isso foi feito em 2009? Não. Entretanto a situação agravou-se. Há organismos de fiscalização da atividade económica que poderiam ser ativados pela câmara ou por outros eleitos para se perceber o que se está a passar. Até agora ainda não consegui perceber o que tem feito a Câmara. Mas tenho registado a participação regular de membros do executivo em atividades diversas do Casino quando deveria haver alguma contenção e distanciamento."

Haverá elogios grátis entre esta gente?..


Antigamente,  era preciso ter coragem para dizer mal do governo.
Presentemente,  é preciso ter cada vez "coragem"  para  conseguir dizer bem.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Portugal é de quem o reinventa?..


Na passada quarta-feira, questionado pela jornalista Judite Sousa sobre se poderemos vir a “pagar pelas escolas públicas” à semelhança do que já acontece em alguns serviços do Serviço Nacional de Saúde, Passos Coelho respondeu apenas...
 “Temos uma Constituição que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente do esforço do lado da Saúde. Na área da Educação, temos alguma margem de liberdade para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal directa que é assumida pelo Estado.”

Jornalista sofre!..

"Há quase 20 anos, por questões profissionais, que tenho assistido a sessões solenes que marcam este ou aquele aniversário nesta ou naquela coletividade, nesta ou naquela instituição. 
Com raríssimas excepções, o modelo é precisamente o mesmo! Começa-se sempre tarde, canta-se o hino, lê-se o expediente e lá se entra no extenso caminho dos discursos. 
Muitos discursos! Fala toda a gente, em representação de tudo o que é instituição. 
Uma seca!"

Olhem que estranho!..

E o Gaspar autoriza?..

O dr. Gil pode ficar descansado: não falhou, comentar a actualidade figueirense é um acto falhado, porque a actualidade figueirense é, ela própria, um acto falhado...

Dr.  Joaquim Gil,
Director de O Figueirense

“Quero também aqui expressar gratidão àqueles que, por aí, me foram interpelando, uns cumprimentando-me pelo jornal e pelos editoriais, outros cumprimentando-me pelos “editoriais muito bem escritos”, que é como quem dizia não gostar assim tanto do conteúdo deles.
Não posso esquecer aquele grupo de leitores fieis que perscrutavam, sempre nos meus escritos, uma agenda secreta, fantasmas vários de sentido oposicionista, eu sei lá… mas, curiosamente, um a um, sempre sozinhos e afastados do grupo, vinham ter comigo sugerindo “Oh, Gil, escreva sobre isto ou sobre aquilo!”.
Como imaginam os leitores eu também retirei algum gozo – é este o termo certo, certíssimo! – do exercício da direção de O Figueirense.
Por fim, uma nota de especial carinho para aqueles que tenho como os meus mais fieis leitores, pois que nos últimos três anos não passou uma sexta feira sem que logo pelas nove da manhã não estivessem a devorar ferozmente “o quadradito” que encima a pág. 2 de O Figueirense. Para, de seguida, percorrerem os gabinetes do edifício público que transitoriamente ocupam, fazendo a interpretação autêntica das maléficas intenções subjacentes aos meus editoriais.
Tenho pena, pois agora têm, pelo menos, onze longos e penosos meses de ociosas manhãs de sexta feira.
Termino declarando ter a noção perfeita de que gente há que não gostou dos meus escritos.
Esses terão que ter a paciência por mais um mês, depois do que suspirarão de alívio: Vêem-se livres de mim!” 

Bom domingo