terça-feira, 6 de novembro de 2012

Chamem a polícia...

"O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social perdeu, no ano passado, 1500 milhões de euros na bolsa, avança o Correio da Manhã, citando um relatório do Tribunal de Contas. No final de 2011, o Fundo valia menos oito por cento que em 2010, o que corresponde a uma desvalorização três vezes superior à verificada nesse ano. Temos, portanto, que, para além das perdas resultantes de políticas de achatamento salarial e promoção da precariedade, com efeitos directos sobre a base de incidência dos descontos e indirectos sobre a recessão e o desemprego que geram, os dois últimos Governos andaram também a refundar o Estado social jogando na bolsa com o dinheiro das reformas futuras dos portugueses, ao mesmo tempo que reduziam reformas, aumentavam descontos e falavam em envelhecimento populacional para aumentar a idade mínima para a reforma. Responsabilidade e sentido de Estado, como cantam os comentadores do regime. Porque o dinheiro não desaparece assim, por evaporação, e a uma perda corresponde sempre um ganho, Resta saber quem ficou com todo este dinheiro. Quem possua informação privilegiada, nomeadamente quem tem a proximidade suficiente do grande accionista Estado para saber quando, a que preço e que acções compra e vende, tem todas as condições para enriquecer do dia para a noite. Com as reformas dos portugueses. Há quem diga que o BPN aconteceu porque havia que esconder estes jogos da fortuna deles e do nosso azar."

Via O país do Burro

sábado, 3 de novembro de 2012

É o cumulo da simpatia esta senhora...


"Merkel pede mais cinco anos de austeridade e esforços"...

Aquele senhor magrinho


«O dr. Cavaco Silva, que, segundo corre por aí, é o Presidente da República, desapareceu. Não se vê na televisão. Os jornais não falam nele. Anda calado como um rato e escondido atrás de uma cortina. A população supõe que o bom do homem continua em Belém a olhar para o Tejo e a contar navios. Mas não tem a certeza. Há gente, armada de binóculos, que o tenta descobrir, sem o mais vago resultado. E há gente que perde o seu tempo e a sua paciência a especular sobre o que lhe sucedeu, se de facto lhe sucedeu alguma coisa. Já se demitiu sem ninguém saber? Emigrou? Caiu a um poço? É um grande mistério. Por assim dizer, um mistério histórico. Um facto é certo: Portugal elegeu um senhor magrinho para resolver os sarilhos da pátria e, agora que precisa dele, ele não está cá.»  

Vasco Pulido ValentePúblico, 3/11/2012, via Entre as brumas da memória

O emplastro do jornalismo on linne figueirense...


Um dia destes,  fiquei surpreendido com um post de Jorge Lemos sobre os emplastros do “jornalismo”, deduzo que figueirense.
Escreveu ele. Passo a citar.
“Eu sei cozinhar umas coisas, mas não sou cozinheiro. Sei fazer curativos, mas não sou enfermeiro. Sei coser, mas não sou alfaiate. Tiro umas fotos, mas não sou fotógrafo.
Mas tenho uma carteira profissional de jornalista.
Que me confere direitos, mas também deveres e responsabilidades.
E por que raio é que alguns iluminados, que escrevem umas coisas sem qualidade e a...cima de tudo, sem responsabilidade do que editam, se intitulam jornalistas?
Ou dizem ter um jornal?
Onde está a ética e respeito por uma profissão?
A empresa para onde trabalho paga as suas responsabilidades sociais.
Eu pago, e não é pouco, pela carteira profissional.
Pior do que estes emplastros do jornalismo, são os que os convidam para conferências de imprensa!
E os convites partem, muitas das vezes, de instituições públicas!
A dar cobertura a uma concorrência ilegal e desleal!
Mas anda tudo doido?”
Se calhar, Jorge, se calhar…
Pelo que percebi, o Jorge está indignado com o “palhetas” desta Figueira. E com razão.
Mas, olha Jorge, não sendo o teu caso (sem desprimor para ninguém, considero-te o melhor e o mais honrado jornalista que exerce a profissão na cidade da Figueira da Foz), eu, que já considerei  o jornalismo uma profissão nobre, democratizante, útil para a democracia e de alguma maneira reguladora de um determinado sentido humanista para a sociedade, neste momento, já não sou tão optimista.
Na realidade, a nível local e a nível nacional,  em geral considero que a maioria dos  jornalistas não passam de meretrizes histéricas ao serviço do gajo que, pontualmente,  paga mais. Assistimos, hoje em dia, àquilo que de mais básico o jornalismo tem para oferecer à sociedade: a vulgaridade, a javardice bacoca, a exploração da miséria humana e o gosto pela audiência.
O jornalista transformou-se numa “prima dona”  vaidosa, cuja única razão de existência é o share  televisivo ou venda média em banca.
O essencial,  não é a produção de informação que vise o esclarecimento e a verdade, mas sim enviezar e distorcer a opinião pública em função do grupo económico, ou do interesse político, que lhes paga a sopa.
Neste momento, não tenho nada contra  que se peguem em quase todos os jornalistas deste país e que os ponham a render em Monsanto ou, em versão caseira, na mata da estrada da Leirosa,  onde o putedo possa levar a cabo a sua função de servir de válvula de escape para os males e stress deste mundo.
Jorge, meu caro Amigo: pior que a esmagadora maioria dos jornalistas que conhecemos, só mesmo os emplastros do “jornalismo”.

Seguro já percebeu o que é a refundação?...

Depois da abstenção violenta e de outras expressões igualmente duras, temos agora ,  em "tom muito duro", a mensagem de Seguro em resposta à mensagem de Passos Coelho…
Como hoje em dia já não se escrevem cartas -  agora comunica-se por sms ou por e-mail, uma linguagem que mata mais a língua de Camões e Pessoa que o próprio Acordo Ortográfico - presumo que a resposta de Seguro não andará longe disto:

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Para ler com atenção...

A nossa democracia numa encruzilhada, um texto de Jorge Bateira, no jornal i.

E esta!..


“Quando o povo acorda é sempre cedo”...

Quando nas eleições legislativas de 5 de junho de 2011, cerca de 42 por cento dos eleitores se abstiveram e a esmagadora maioria dos restantes 58 por cento deram o seu voto aos partidos que assinaram o memorando da Troika, era sabido que tínhamos o destino traçado: passaríamos a ser um protectorado do FMI & Cia. e a ser “governados” (roubados, humilhados, aniquilados, entenda-se) segundo os seus ditames.

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GOVERNO NÃO TEM LEGITIMIDADE PARA ALTERAR AS FUNÇÕES DO ESTADO

TEM DE HAVER ELEIÇÕES
A legitimidade em democracia representativa tem limites, apesar da natureza do mandato. O mandato do deputado, embora não seja imperativo (e é pena que não seja), também não é absolutamente incondicionado. 
O Governo não pode alterar as funções essenciais do Estado pelo ínvio caminho do corte nas despesas. O que o Governo se prepara para fazer, agravado pela colaboração de entidades estrangeiras, essas completamente deslegitimadas, representa uma perda de legitimidade, além de constituir também uma violação da Constituição. 
O garante máximo da Constituição – o Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição – tem de actuar, dissovendo o Parlamento e marcando eleições. 
Se nada fizer torna-se cúmplice da actuação do Governo e comete um acto de traição. Se houver traição nas mais altas esferas do Estado, tem a palavra o POVO soberano.

Via Politeia

Mário Silva, o decano dos pintores figueirenses...


 “A situação é má, na medida em que há colegas que estão a passar fome. A minha situação é péssima. Em 2011 vendi um quadro e este ano só ainda vendi um. Aliás, só vendi as tintas, porque o cliente trouxe a tela e praticamente só pagou as tintas”, afiança.
O mestre afirma, por outro lado, que está a vender “muito mais barato”, para poder continuar a trabalhar. “Um quadro que antes vendia por dois ou três mil euros, agora só me dão 500 ou 600 euros por ele”, exemplifica. Em 70 anos de carreira, Mário Silva garante que “esta crise não tem paralelo”. Até há dois, anos o pintor vendia, em média, um quadro por mês.

Com passas e bolos se enganaram os tolos...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Chamem a polícia, pois eu estou a pagar!..

Quem tem cu, tem medo...


A maioria PSD/CDS-PP aprovou hoje, na generalidade, a proposta de Orçamento do Estado para 2013, mas com um voto contra na bancada centrista, do deputado Rui Barreto, eleito pelo círculo da Madeira.
Toda a oposição - PS, PCP, BE e "Os Verdes" - votou contra a proposta do Governo, conforme estava anunciado.

Michel...

... o chefe que não soube "branquear" a massa!..

Durão...


... um barroso que, certamente,  passará a ficar mais recolhido...

UNITEFI (FIG. DA FOZ)


Os trabalhadores da têxtil Unitefi, sediada na Figueira da Foz, que possuem ordenados em atraso e os contratos suspensos desde setembro, admitiram hoje avançar com um pedido de insolvência da empresa em tribunal.
O eventual pedido de insolvência foi hoje discutido num plenário que juntou cerca de uma centena de trabalhadores, realizado na avenida marginal daquela cidade, em frente à casa de um dos administradores da fábrica.
"Ainda estamos à espera de uma solução mas estamos a preparar tudo [para a insolvência] caso não haja nenhum caminho", disse hoje à agência Lusa Fátima Carvalho, dirigente do Sindicato dos Têxteis do Centro.

Texto:  Expresso


Cuidado com as alterações…

Toda a gente sabe -  na Figueira isso também já aconteceu – que quando  um Plano Director Municipal atrapalha o enriquecimento de alguém, por via de algum negócio de oportunidade, tenta  alterar-se esse PDM, o mais urgente que for foi possível, talhando-o à medida, de forma a que o corpo passe a caber no fato...
Estão a perceber porque querem fazer  o mesmo com a Constituição neste momento em Portugal?..
Bom, aqui na Figueira, até já suspenderam o PDM parcialmente… Lembram-se?
Espero que os representantes dos Ulrich deste País no governo, não tenham a força necessária para suspender esta Constituição …
Mas, nunca fiando…
É que isso poderia ser mesmo perigoso: de alteração em alteração, de suspensão em suspensão, já imaginaram o que seria  “alterar também o Código Penal e permitir que   rapinassem directamente das contas dos clientes os euros necessários para reequilibrarem as contas lá do banco sem que tal gesto patriótico fosse considerado roubo?..”
Acreditem ...
Para alguns, “a democracia é uma chatice"!..

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eça, faz sempre pensar…

No dia em que, logo mais, vai certamente ser aprovado o orçamento que, pelos vistos, todos detestam (PSD e o PPD detestam-no, mas vão votar a favor, porque tem  de ser!..;  o CDS e às vezes o PP também, idem, idem, aspas, aspas,  mas vão votar a favor porque tem de ser!..),  fica uma citação de Eça Queiroz, mais actual do que nunca…
“Em Portugal a emigração não é a transbordação de uma população que sobra, mas a fuga de uma população que sofre”.

Pergunta colorida?..

foto sacada daqui
“Quem é que encomendou ao presidente da Federação de Coimbra do PS o anúncio da recandidatura de João Ataíde? 
Não existem órgão locais?” 
– pergunta de Mafalda Azenha, advogada, hoje, na coluna de opinião, que habitualmente publica no jornal AS BEIRAS.

O fundo

"Começa a cansar e eu sinto-me cansado. Este país tem o que merece, não tenho dúvidas. E sempre terá. É um país com palas, como aquelas que são usadas pelas mulas de carga. Se dantes fomos governados por incompetentes e criminosos, hoje somos governados por desenvergonhados. Não há a mínima vergonha, não há o mínimo sentido de Estado, não há o mínimo de competência.
Este governo pode ou não ser o pior de sempre em Portugal. Provavelmente será um dos mais sérios candidatos. E não é preciso muito para termos essa sensação. Temos um primeiro-ministro delirante. Não que não estivéssemos habituados a tal. Não tem coragem, no entanto, para dizer que é necessário acabar com o que pagamos com os nossos impostos, preferindo dizer que é preciso refundar o memorando de assalto. Tanta coisa para dizer que é necessário rasgar a Constituição e acabar de vez com a liberdade daqueles que nada mais têm a não ser essa vã ilusão."

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Refundação ...

...e que tal,   refundir o PSD e o governo...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Entretanto, na Figueira é sempre Carnaval…

Não tarda nada está aí o carnaval propriamente dito ...
As reuniões para a realização do evento, se não estiverem já em marcha, devem estar pensadas...
Ah, mas o carnaval será o de Buarcos?.. Ou o da Figueira?..
Agora, depois da agregação das freguesias, o assunto, presumo, passou a ser irrelevante!..
Mas… Será que o corso vai desfilar entre a Av. Brasil e a estação do caminho de ferro?..
Enquanto não sabemos e enquanto não desfila o corso, haja divertimento…
E motivos não faltam…
Na Figueira é sempre carnaval…

Evolução politica em Portugal?..

José Castelo Branco já definiu que medidas vai  implementar caso vença as eleições autárquicas em Sintra, no próximo ano. "O meu principal objetivo é recolher dinheiro e arranjar emprego a quem precisa", explica ao JN, prometendo apoiar o comércio tradicional.
Os chineses em Sintra, com ele, têm os dias contados. "Há lojas de chineses por todo o lado. Quero acabar com elas, que estão a dar cabo do comércio tradicional. Vou criar postos de trabalho, mas os comerciantes vão ter de baixar os preços", avisa.
Outra medida passa por cobrar taxas "aos turistas que visitam Sintra. Nos outros países não se paga para entrar nos locais turísticos?"
"Acabar com a criminalidade" é outra das prioridades. "É uma pouca vergonha o que se passa nos comboios da linha. Há que reeducar e reabilitar os jovens", dispara. Também o entretenimento estará garantido: "Vou começar a fazer festas em Sintra, tornar o concelho mais interessante. Quero trazer o verdadeiro jet-set internacional até à vila", atira.
Quanto à sua candidatura, que garante ser a sério, assegura: "Será sempre como independente. Não me revejo em nenhum partido. As pessoas estão fartas de políticos".
José Castel o Branco é José Castelo Branco, ponto final…

O que há a saber..