"O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social perdeu, no ano passado, 1500 milhões de euros na bolsa, avança o Correio da Manhã, citando um relatório do Tribunal de Contas. No final de 2011, o Fundo valia menos oito por cento que em 2010, o que corresponde a uma desvalorização três vezes superior à verificada nesse ano. Temos, portanto, que, para além das perdas resultantes de políticas de achatamento salarial e promoção da precariedade, com efeitos directos sobre a base de incidência dos descontos e indirectos sobre a recessão e o desemprego que geram, os dois últimos Governos andaram também a refundar o Estado social jogando na bolsa com o dinheiro das reformas futuras dos portugueses, ao mesmo tempo que reduziam reformas, aumentavam descontos e falavam em envelhecimento populacional para aumentar a idade mínima para a reforma. Responsabilidade e sentido de Estado, como cantam os comentadores do regime. Porque o dinheiro não desaparece assim, por evaporação, e a uma perda corresponde sempre um ganho, Resta saber quem ficou com todo este dinheiro. Quem possua informação privilegiada, nomeadamente quem tem a proximidade suficiente do grande accionista Estado para saber quando, a que preço e que acções compra e vende, tem todas as condições para enriquecer do dia para a noite. Com as reformas dos portugueses. Há quem diga que o BPN aconteceu porque havia que esconder estes jogos da fortuna deles e do nosso azar."
Via O país do Burro
terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Este homem também é perigoso
Estranho, não é Relvas ser ministro num governo presidido
por Passos Coelho.
Estranho, é ter havido portugueses que proporcionaram isso
com a sua abstenção e o seu voto…
domingo, 4 de novembro de 2012
Festa da Sopa em Vila Verde
| foto: Pedro Agostinho Cruz, sacada daqui |
É aproveitar, pois hoje é o último dia da edição deste ano.
sábado, 3 de novembro de 2012
Aquele senhor magrinho
«O dr. Cavaco Silva, que, segundo corre por aí, é o Presidente da República, desapareceu. Não se vê na televisão. Os jornais não falam nele. Anda calado como um rato e escondido atrás de uma cortina. A população supõe que o bom do homem continua em Belém a olhar para o Tejo e a contar navios. Mas não tem a certeza. Há gente, armada de binóculos, que o tenta descobrir, sem o mais vago resultado. E há gente que perde o seu tempo e a sua paciência a especular sobre o que lhe sucedeu, se de facto lhe sucedeu alguma coisa. Já se demitiu sem ninguém saber? Emigrou? Caiu a um poço? É um grande mistério. Por assim dizer, um mistério histórico. Um facto é certo: Portugal elegeu um senhor magrinho para resolver os sarilhos da pátria e, agora que precisa dele, ele não está cá.»
Vasco Pulido Valente, Público, 3/11/2012, via Entre as brumas da memória
O emplastro do jornalismo on linne figueirense...
Um dia destes, fiquei
surpreendido com um post de Jorge Lemos sobre os emplastros do “jornalismo”, deduzo que figueirense.
Escreveu ele. Passo a citar.
“Eu sei cozinhar umas
coisas, mas não sou cozinheiro. Sei fazer curativos, mas não sou enfermeiro.
Sei coser, mas não sou alfaiate. Tiro umas fotos, mas não sou fotógrafo.
Mas tenho uma carteira profissional de jornalista.
Que me confere direitos, mas também deveres e
responsabilidades.
E por que raio é que alguns iluminados, que escrevem umas
coisas sem qualidade e a...cima de tudo, sem responsabilidade do que editam, se
intitulam jornalistas?
Ou dizem ter um jornal?
Onde está a ética e respeito por uma profissão?
A empresa para onde trabalho paga as suas responsabilidades
sociais.
Eu pago, e não é pouco, pela carteira profissional.
Pior do que estes emplastros do jornalismo, são os que os
convidam para conferências de imprensa!
E os convites partem, muitas das vezes, de instituições
públicas!
A dar cobertura a uma concorrência ilegal e desleal!
Mas anda tudo doido?”
Se calhar, Jorge, se calhar…
Pelo que percebi, o Jorge está indignado com o “palhetas”
desta Figueira. E com razão.
Mas, olha Jorge, não sendo o teu caso (sem desprimor para
ninguém, considero-te o melhor e o mais honrado jornalista que exerce a profissão
na cidade da Figueira da Foz), eu, que já considerei o jornalismo uma profissão nobre,
democratizante, útil para a democracia e de alguma maneira reguladora de um
determinado sentido humanista para a sociedade, neste momento, já não sou tão
optimista.
Na realidade, a nível
local e a nível nacional, em geral
considero que a maioria dos jornalistas
não passam de meretrizes histéricas ao serviço do gajo que, pontualmente, paga mais. Assistimos, hoje em dia, àquilo que
de mais básico o jornalismo tem para oferecer à sociedade: a vulgaridade, a
javardice bacoca, a exploração da miséria humana e o gosto pela audiência.
O jornalista transformou-se numa “prima dona” vaidosa, cuja única razão de existência é o
share televisivo ou venda média em
banca.
O essencial, não é a
produção de informação que vise o esclarecimento e a verdade, mas sim enviezar e distorcer a opinião pública em função do grupo económico, ou do interesse político, que
lhes paga a sopa.
Neste momento, não tenho nada contra que se peguem em quase todos os jornalistas
deste país e que os ponham a render em Monsanto ou, em versão caseira, na mata da estrada da
Leirosa, onde o putedo possa levar a
cabo a sua função de servir de válvula de escape para os males e stress deste mundo.
Jorge, meu caro Amigo: pior que a esmagadora maioria dos
jornalistas que conhecemos, só mesmo os emplastros do “jornalismo”.
Seguro já percebeu o que é a refundação?...
Depois da abstenção violenta e de outras expressões igualmente
duras, temos agora , em "tom muito duro",
a mensagem de Seguro em resposta à mensagem de Passos Coelho…
Como hoje em dia já não se escrevem cartas - agora comunica-se por sms ou por e-mail, uma linguagem que mata mais a língua de Camões e Pessoa que o próprio Acordo Ortográfico - presumo que a resposta de Seguro não andará longe disto:
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Para ler com atenção...
A nossa democracia numa encruzilhada, um texto de Jorge Bateira, no jornal i.
“Quando o povo acorda é sempre cedo”...
Quando nas eleições legislativas de 5 de junho de 2011, cerca de 42 por cento dos eleitores se abstiveram e a esmagadora maioria dos restantes 58 por cento deram o seu voto aos partidos que assinaram o memorando da Troika, era sabido que tínhamos o destino traçado: passaríamos a ser um protectorado do FMI & Cia. e a ser “governados” (roubados, humilhados, aniquilados, entenda-se) segundo os seus ditames.
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GOVERNO NÃO TEM LEGITIMIDADE PARA ALTERAR AS FUNÇÕES DO ESTADO
TEM DE HAVER ELEIÇÕES
A legitimidade em democracia representativa tem limites, apesar da natureza do mandato. O mandato do deputado, embora não seja imperativo (e é pena que não seja), também não é absolutamente incondicionado. O Governo não pode alterar as funções essenciais do Estado pelo ínvio caminho do corte nas despesas. O que o Governo se prepara para fazer, agravado pela colaboração de entidades estrangeiras, essas completamente deslegitimadas, representa uma perda de legitimidade, além de constituir também uma violação da Constituição.
O garante máximo da Constituição – o Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição – tem de actuar, dissovendo o Parlamento e marcando eleições.
Se nada fizer torna-se cúmplice da actuação do Governo e comete um acto de traição. Se houver traição nas mais altas esferas do Estado, tem a palavra o POVO soberano.
Via Politeia
Mário Silva, o decano dos pintores figueirenses...
“A situação é má, na medida em que há colegas que estão a passar fome. A minha situação é péssima. Em 2011 vendi um quadro e este ano só ainda vendi um. Aliás, só vendi as tintas, porque o cliente trouxe a tela e praticamente só pagou as tintas”, afiança.
O mestre afirma, por outro lado, que está a vender “muito mais barato”, para poder continuar a trabalhar. “Um quadro que antes vendia por dois ou três mil euros, agora só me dão 500 ou 600 euros por ele”, exemplifica. Em 70 anos de carreira, Mário Silva garante que “esta crise não tem paralelo”. Até há dois, anos o pintor vendia, em média, um quadro por mês.
Via AS BEIRAS
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Estado social
O problema neste país, um dos problemas, é quando a coberto de memorando com Troikas e outras espécies do mesmo tipo, se ataca o Estado Socialchamando-lhe de esbanjamento. As coisas são simples: quando se deixar de ajudar quem precisa, então deixamos de ser sociedade.
Via 2711
Via 2711
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Quem tem cu, tem medo...
A maioria PSD/CDS-PP aprovou hoje, na generalidade, a
proposta de Orçamento do Estado para 2013, mas com um voto contra na bancada
centrista, do deputado Rui Barreto, eleito pelo círculo da Madeira.
Toda a oposição - PS, PCP, BE e "Os Verdes" -
votou contra a proposta do Governo, conforme estava anunciado.
UNITEFI (FIG. DA FOZ)
Os trabalhadores da têxtil Unitefi, sediada na Figueira da Foz, que possuem ordenados em atraso e os contratos suspensos desde setembro, admitiram hoje avançar com um pedido de insolvência da empresa em tribunal.
O eventual pedido de insolvência foi hoje discutido num plenário que juntou cerca de uma centena de trabalhadores, realizado na avenida marginal daquela cidade, em frente à casa de um dos administradores da fábrica.
"Ainda estamos à espera de uma solução mas estamos a preparar tudo [para a insolvência] caso não haja nenhum caminho", disse hoje à agência Lusa Fátima Carvalho, dirigente do Sindicato dos Têxteis do Centro.
Foto: Pedro Agostinho Cruz
Cuidado com as alterações…
Toda a gente sabe - na Figueira isso também já aconteceu – que quando
um Plano Director Municipal atrapalha o
enriquecimento de alguém, por via de algum negócio de oportunidade, tenta alterar-se esse PDM, o mais urgente que for
foi possível, talhando-o à medida, de forma a que o corpo passe a caber no fato...
Estão a perceber porque querem fazer o mesmo com a Constituição neste momento em Portugal?..
Bom, aqui na Figueira, até já suspenderam o PDM parcialmente… Lembram-se?
Espero que os representantes dos Ulrich deste País no governo, não tenham a força necessária
para suspender esta Constituição …
Mas, nunca fiando…
É que isso poderia ser mesmo perigoso: de alteração em
alteração, de suspensão em suspensão, já imaginaram o que seria “alterar também o Código Penal e permitir que rapinassem directamente das contas dos clientes os euros
necessários para reequilibrarem as contas lá do banco sem que tal gesto patriótico
fosse considerado roubo?..”
Acreditem ...
Para alguns, “a democracia é uma chatice"!..
Para alguns, “a democracia é uma chatice"!..
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Eça, faz sempre pensar…
No dia em que, logo mais, vai certamente ser aprovado o orçamento que, pelos vistos, todos detestam (PSD e o PPD detestam-no, mas vão votar a favor, porque
tem de ser!..; o CDS e às vezes o PP também,
idem, idem, aspas, aspas, mas vão votar a favor porque tem de
ser!..), fica uma citação de Eça Queiroz,
mais actual do que nunca…
“Em Portugal a emigração não é a transbordação de uma
população que sobra, mas a fuga de uma população que sofre”.
Pergunta colorida?..
| foto sacada daqui |
Não existem órgão locais?”
– pergunta de Mafalda Azenha, advogada, hoje, na coluna de opinião, que habitualmente publica no jornal AS BEIRAS.
– pergunta de Mafalda Azenha, advogada, hoje, na coluna de opinião, que habitualmente publica no jornal AS BEIRAS.
O fundo
"Começa a cansar e eu sinto-me cansado. Este país tem o que
merece, não tenho dúvidas. E sempre terá. É um país com palas, como aquelas que
são usadas pelas mulas de carga. Se dantes fomos governados por incompetentes e
criminosos, hoje somos governados por desenvergonhados. Não há a mínima
vergonha, não há o mínimo sentido de Estado, não há o mínimo de competência.
Este governo pode ou não ser o pior de sempre em Portugal.
Provavelmente será um dos mais sérios candidatos. E não é preciso muito para
termos essa sensação. Temos um primeiro-ministro delirante. Não que não estivéssemos habituados a tal. Não tem coragem, no entanto, para dizer que é
necessário acabar com o que pagamos com os nossos impostos, preferindo dizer
que é preciso refundar o memorando de assalto. Tanta coisa para dizer que é
necessário rasgar a Constituição e acabar de vez com a liberdade daqueles que
nada mais têm a não ser essa vã ilusão."
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Entretanto, na Figueira é sempre Carnaval…
Não tarda nada está aí o carnaval propriamente dito ...
As reuniões para a realização do evento, se não estiverem já em marcha, devem estar pensadas...
Ah, mas o carnaval será o de Buarcos?.. Ou o da Figueira?..
Agora, depois da agregação das freguesias, o assunto,
presumo, passou a ser irrelevante!..
Mas… Será que o corso vai desfilar entre a Av. Brasil e a
estação do caminho de ferro?..
Enquanto não sabemos e enquanto não desfila o corso, haja
divertimento…
E motivos não faltam…
Na Figueira é sempre carnaval…
Evolução politica em Portugal?..
José Castelo Branco já definiu que medidas vai implementar caso vença as eleições
autárquicas em Sintra, no próximo ano. "O meu principal objetivo é
recolher dinheiro e arranjar emprego a quem precisa", explica ao JN,
prometendo apoiar o comércio tradicional.
Os chineses em Sintra, com ele, têm os dias contados. "Há lojas
de chineses por todo o lado. Quero acabar com elas, que estão a dar cabo do
comércio tradicional. Vou criar postos de trabalho, mas os comerciantes vão ter
de baixar os preços", avisa.
Outra medida passa por cobrar taxas "aos turistas que
visitam Sintra. Nos outros países não se paga para entrar nos locais
turísticos?"
"Acabar com a criminalidade" é outra das
prioridades. "É uma pouca vergonha o que se passa nos comboios da linha.
Há que reeducar e reabilitar os jovens", dispara. Também o entretenimento
estará garantido: "Vou começar a fazer festas em Sintra, tornar o concelho
mais interessante. Quero trazer o verdadeiro jet-set internacional até à
vila", atira.
Quanto à sua candidatura, que garante ser a sério, assegura:
"Será sempre como independente. Não me revejo em nenhum partido. As
pessoas estão fartas de políticos".
José Castel o Branco é José Castelo Branco, ponto final…
Mas, como politico vai ter muita dificuldade em ser tão divertido quanto o Álvaro Santos Pereira, tão assustador quanto o Miguel Relvas ou tão maluco quanto o Vítor Gaspar!..
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