Que falta que faz o ministro Manuel Pinho. Com ele, pelo menos, era uma animação!..
Agora, já não tenho estado que me permita acompanhar estes debates!..
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Estado da Nação
Construído de raiz para o Euro 2004, lembram-se ainda?..
Assim, à priori, a mais exequível parece-me ser “transformar o Estádio Municipal de Aveiro num casino...”
Já agora, porque não estender a tolerância da batota a todo o País, em geral?...
A propósito da vitória de ontem de Sérgio Paulinho numa etapa do Tour
Que espectáculo!.. Que colorido!.. Que encantamento!..
Lembro-me, vagamente, de ainda ver correr Alves Barbosa. Mas, de quem me recordo mesmo bem, é de João Roque, Leonel Miranda, Firmino Bernardino, Américo Silva, Venceslau Fernandes, Joaquim Corvo, Joaquim Andrade, Joaquim Agostinho, Joaquim Leite, Paulino Domingues, Perna Coelho, Fernando Vieira, Fernando Carvalho, Joaquim Gomes, Peixoto Alves, Marco Chagas, Vitor Gamito, Quintino Rodrigues, Francisco Valada, Joaquim Leão, Sousa Santos, Benjamin Carvalho, Alberto Carvalho, Acácio da Silva, Mário Silva, Vítor Tenazinha, Herculano Oliveira, Alexandre Rua, Manuel Zeferino...
Porto, Benfica, Sporting, Boavista, Sangalhos, Tavira, Coelima, Académico do Porto, Louletano, Lousa, Ovarense, Coimbrões, Águias de Alpiarça, Sicasal, eram algumas das equipas que davam cor às estradas portuguesas.
Vem este arrazoado a propósito da vitória de Sérgio Paulinho na 10ª etapa da Volta à França em Bicicleta deste ano.
Pela sua raridade é um feito de registar. É o quarto português a ganhar uma etapa do Tour.
O anterior tinha sido Acácio da Silva, há já 21 anos. Os outros foram Paulo Ferreira e o mítico Joaquim Agostinho, para mim o melhor ciclista português de todos os tempos, que no dia 3 de Julho 1969, obteve a primeira vitória de um ciclista português numa etapa do Tour de França. Foi na quinta etapa, percurso Nancy-Mulhouse, que o ciclista português fez história no ciclismo português e no desporto nacional.
Nesse ano de 1969, na sua primeira participação no Tour, Joaquim Agostinho terminou a prova num magnífico e honroso 8ºlugar.
Um dos bonitos barcos que conheci
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O problema deve ser mesmo só meu!..
Nem comboio, nem metro?....
Mais uma originalidade portuguesa?..
“Para um leigo, em matéria de Justiça e direito autárquico, a informação avançada pelo DN suscita naturais dúvidas e interrogações. Será que vão encarcerar o Isaltino em estabelecimento prisional, em célula especial, com decoração e mobiliário à altura de um Presidente da C. M. de Oeiras? Terá direito a gabinete complementar para o secretariado? E a uma sala de reuniões para receber o vice-presidente, os vereadores, empreiteiros e munícipes ilustres ou modestos? Obrigarão o homem a vestir sempre a farda de presidiário, às riscas, e boné a condizer? E receberá as visitas com tal indumentária? Bom, chega por ora de perguntas. Aguardo respostas.
Por curiosidade, vou procurar em todos os motores de busca se, no mundo, existe ou existiu situação idêntica. Caso não haja, é sinal de que o Portugal contemporâneo, a somar ao engenheiro formado ao domingo e a outros casos anedóticos, conta com mais uma originalidade: um presidente de câmara a exercer o cargo na penitenciária. Para o exercício de cargos políticos, seremos país pioneiro no tocante à ausência de reservas sobre espaços a utilizar. Prisões incluídas.”
E se a moda pega?..
terça-feira, 13 de julho de 2010
Bom, sendo assim, o melhor é esperar para ver, pois não estou a perceber nada disto!...

O Sol escreve que Isaltino Morais foi condenado a prisão efectiva. O i cita o Sol e afirma o mesmo. A TVI idem, mas ligou a Isaltino, que disse não ter sido notificado. E, se assim for, vai recorrer. O Público percorre outro caminho: diz que a Relação desagravou a pena do autarca de Oeiras.
A SIC destaca que o ex-ministro, e tio do sobrinho taxista da Suíça, não vai perder o mandato e que a pena de prisão até foi reduzida.
Vocês, depois de lerem todos os links ficaram a perceber alguma coisa?...
Um património a preservar
Com cada vez mais dificuldades, alguns botes vão resistindo, ali no Portinho da Gala, mantidos e "mimados" pela carolice e orgulho dos seus proprietários, que insistem em preservar a memória do Mondego e o pedaço de história escrita nas suas águas pelos botes da minha Terra.
Este Paulo Rangel não foi apoiante de Manuela Ferreira Leite nas últimas eleições legislativas?..
Quanto ao futuro do país estamos conversados: nada de novo...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
“Spirit of Oceanus” inaugurou um novo nicho de mercado turístico
“Os 52 passageiros chegaram à cidade às 06H00 e três horas depois partiam para Coimbra e Buçaco.”
Não sei se esta notícia tem alguma coisa a ver com este post que li, há dias, no blogue do Custódio Cruz...
Mas, que fez me lembrar o texto, lá isso fez...
Sejamos optimistas
Então, para a península Ibérica, está tudo em aberto.
Em tempo de crise tudo conta. Num cenário tão negro como aquele em que a maioria dos países do Velho Continente se encontra, uma vitória no Campeonato do Mundo, que decorreu na África do Sul, representa um importante empurrão ao crescimento da economia.
Como se viu, ontem, pelo que o jogo da final do Mundial realizado na África do Sul mostrou, Portugal, melhor, a selecção do Queiroz, teve hipótese de ganhar nos oitavos.
Um golo a mais do que aquele que os espanhóis nos marcaram tinha bastado!...
Vejam lá o quão perto estivemos da glória: um golo!...
Mas, assim, acabou ainda por ser melhor.
A Espanha, com a «brilhante e merecida vitória» de ontem, vai entrar numa euforia de tal ordem de grandeza, que vai ultrapassar as suas fronteiras e arrastar Portugal na onda de desenvolvimento porque certamente vai passar a sua economia...
Vocês ainda hão-de dar conta do benéfico para a Ibéria, que foi não termos eliminado a Espanha nos oitavos!..
Carlos Queiroz é um génio, talvez até mais do que isso, um adivinho ao nível do Paul, o polvo!..
Só ele teve a verdadeira percepção da importância de deixar seguir a Espanha rumo ao cume do mundo futebolístico!...
Sejamos optimistas, pois temos razões para isso...
De que vale uma vitória se não a podemos partilhar com quem mais gostamos?
Iker Casillas cedeu à emoção e beijou a repórter da Tele 5, Sara Carbonero que o entrevistava. "Madre mía", suspirou Sara Carbonero, que é, também, a mediática namorada do guarda-redes espanhol.
Via JN.
domingo, 11 de julho de 2010
Diferente...
Já tinha acontecido ministros serem remodelados e depois virem a público criticar ferozmente o Executivo.
Todavia, ver um Ministério congratular-se com a demissão de um Director-Geral, atribuindo-lhe os grandes males da casa é, no mínimo, “diferente”!..
Constatação
Nem para atacar alguém de forma vil, Carlos Queíroz mostrou ter classe.
Posteriormente às lamentáveis afirmações do vídeo acima, em declarações ao jornal Record, já admitiu ter usado a expressão "ESTRUTURA AMADORA".
Se o jornalista do SOL não tivesse dito que tinha a conversa gravada, Queiroz continuava a chamar mentiroso a quem disse simplesmente a verdade...
E agora?...
É bem capaz de não acontecer nada...
Razão acaba por ter Queiroz: isto (particularmente o futebol português) não passa tudo de uma estrutura amadora, trituradora de milhões de euros do erário público...
Caminhos...
Neste Outra Margem, já escrevi, penso que mais do que uma vez, que não percebo nada de futebol...De política, idem, idem, aspas, aspas...
Só que tenho olhos e ouvidos...
Como normalmente ando atento, verifiquei que na sociedade portuguesa, a partir talvez do início deste ano, a grande esperança apresentada pelas doutrinas mais primárias, reaccionárias e conservadoras, é que acabando com o RSI, com os subsídios e reduzindo os funcionários públicos, toda essa gente se integraria na actividade económica privada e começava a produzir riqueza!..
Passados estes meses, continuo a olhar e a ver - e o que é que constatei?..
Que aconteceu um desastre. Coitados deles – os beneficiários do RSI e de outros subsídios e dos funcionários públicos - e coitados de nós.
Aconteceu o que estava à espera: mais desemprego, mais fome, mais miséria.
Neste mundo globalizado, resta pouco com interesse para produzir a um país como Portugal!..
A China produz têxteis ao preço da chuva. Os EUA cereais. A Índia software. Taiwan hardware. Japão e a Alemanha veículos e electrodomésticos. América do Sul carne e peixe de sobra.
Quer dizer, quase tudo o que precisamos é feito noutros lados de forma ultra-competitiva. Portanto, acabando ou reduzindo a redistribuição, com o argumento fatalista da falta de dinheiro, apenas nos sobra o abismo à frente, ou o retorno ao modelo da mão de obra barata (que é como quem diz, quase escrava, mesmo).
Afinal, para que mundo nos querem conduzir?
Para mim, apesar de não perceber patavina de futebol, e de política, idem, idem, aspas, aspas, é perfeitamente visível que o caminho a percorrer teria de ser outro e diferente.
Não vejo é gente – povo e políticos - preparada para o delinear e percorrer...
sábado, 10 de julho de 2010
Lindo
Peço desculpa, mas este post é especialmente dedicado ao meu Amigo Custódio Cruz.
Imaginem cerca de 30 membros da Companhia de Ópera de Filadélfia no meio do Mercado Eng. Silva, como transeuntes comuns, que de repente começam a cantar La Traviata!..
Portugal, Julho de 2010, 36 anos depois do 25 de Abril de 1974...
Muitas pessoas, com quem me cruzo no dia a dia, culpam o 25 de Abril da desgraça em que nos encontramos. Muitos deles, até suspiram por Salazar.
A memória é curta. Se bem me recordo ainda, entre outras, foram importantes conquistas de Abril para quem trabalha:
- Liberdade sindical;
- Direito à greve;
- Direito à negociação colectiva;
- Constituição de comissões de trabalhadores;
- Institucionalização do salário mínimo nacional;
- Direito a um mês de férias e respectivo subsídio;
- Generalização das pensões de reforma e do subsídio de desemprego.
Isto é verdade. Mas, também temos de reconhecer que 36 anos depois da conquista destes direitos, chegámos aqui:
- cerca de 2 milhões de trabalhadores precários;
- 900 mil trabalhadores são falsos recibos verdes, que nunca terão direito a subsídio de Natal ou de férias;
- 700 mil desempregados. Cerca de 300 mil dos quais não recebe subsídio de desemprego;
- precarização no mundo do trabalho, que tem destruído a contratação colectiva, a sindicalização e a implementação de comissões de trabalhadores.
Mas, tudo isto não aconteceu por acaso e não é culpa do 25 de Abril.
Tem responsáveis: são todos aqueles e aquelas, que ao longo de mais de três décadas de alternância governativa, dita democrática, têm vindo conscientemente a destruir os direitos conquistados com o 25 de Abril, tornando mais penosa a vida de quem, com honestidade e competência, vive apenas do fruto seu trabalho honrado.
O resto, é areia que nos tentam atirar para os olhos, num tempo em que a politica parece resumir-se a políticos impostores que nos sobrecarregam com um crescente agravamento de impostos.


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