domingo, 14 de junho de 2009
O “caneco” lá seguiu para Coimbra…
A equipa de Coimbra entrou melhor no jogo e, logo no primeiro minuto, inaugurou o marcador, resultado com que se chegou ao intervalo.
No reatamento, também, logo nos primeiros minutos, os estudantes fazem o 2-0. Pensava-se que tudo estava decidido. Porém, o Cova-Gala reage e, logo a seguir, diminui a diferença.
Este golo galvanizou a equipa de São Pedro que, mesmo ao cair do pano, faz o 2-2.
Foi-se para o prolongamento e o Cova-Gala, pela primeira vez, adianta-se no marcador .
Pouco depois acontece o momento do jogo: Vitó faz uma falta a meio campo e vê o segundo amarelo. Os minutos finais do prolongamento foram de sufoco para o Cova-Gala, com a Académica, em vantagem numérica, a fazer “chuveirinho” para o centro da grande área do adversário, à procura da cabeça do seu número 5.
Tanto porfiou, que acabou por conseguir o 3-3 final, a escassos minutos de esgotado o prolongamento….
Depois, foi-se a penaltis. E, aí, a Académica foi mais forte. Marcou os 5 e o Cova-Gala falhou um.
Como não há vitórias morais, para a história ficou que o “caneco” seguiu para Coimbra…
Contudo, o Grupo Desportivo Cova-Gala escreveu mais uma bela página da sua história, pois teve um comportamento, a todos os títulos, notável.
Campo Dr. António Coelho Rodrigues, em Soure.
Assistência: cerca de 200 espectadores.
Árbitro: João Calado. Auxiliares: Telmo Fernandes e Tiago Bernardes.
Ao intervalo: 1-0. 90 minutos: 2-2. Prolongamento: 3-3
Marcadores: Pita (2m), Xalita (52m), Tuka (54m), Ivo Gil (90+2m), Copinho (102m) e Willy (115m).
Acção disciplinar: cartão amarelo para Pita (34m), Tuka (56m), Dany (64m), Miguel (68m), Vítor Hugo (74 e 104) e Emanuel (109m); cartão vermelho por acumulação para Vítor Hugo (104m) e directo para Pissarra (106m – no banco).
Académica/SF 3*
Treinador: Bruno Fonseca.
Valter, Paulo (Emanuel, 87m), Bruno, Pedro, Castanheira, Altair, Miguel, Pissarra (Dani, 74m), Pita (Xalita, 45+1m), Alex e Willy.
Suplentes não utilizados: Carlos, Mourinho, Luís Pedro e William.
Cova-Gala 3
Treinador: Rui Camarão.
Ivan, Joel, Urbano, Copinho, Slade, Nobre (Ruizito, 60m), Vítor Hugo, Rui Lemos (Ivo Gil, 72m), Tuka (Carlitos, 80m), Mamede e Dany (cap.).
Suplentes não utilizados: José Carlos, Rato, Pedro Mota e André Matos.
* vitória da AAC/SF, por 5-4, nas grandes penalidades
Grupo Desportivo Cova-Gala sem Direcção

Este trabalho está pronto desde sábado. Todavia, para defesa da Instituição e dos seus interesses desportivos, só foi publicado hoje, depois da final desta tarde do campeonato ditrital da I divisão disputada em Soure, frente à Académica.
1º Apresentação do relatório de contas do Exercício 2008/2009 e o parecer do Conselho Fiscal.
2º Eleição dos novos Corpos Gerentes para o biénio de 2009/2011.
3º Tratar de quaisquer outros assuntos de interesse para a colectividade.
Depois da leitura da última acta (nº62), aprovada por unanimidade, ouviram-se alguns comentários dos técnicos sobre as suas equipas, e uma sessão de agradecimentos a todos aqueles que tornaram possível o sucesso desta época desportiva.
Relativamente ao primeiro tópico da ordem de trabalho (Apresentação do relatório de contas do Exercício 2008/2009 e o parecer do Conselho Fiscal), este foi aprovado por unanimidade, porém José Vidal frisou a ideia de que “gastámos mais do que recebemos nesta época”. Fábio Silva, presidente até sábado, do Grupo Desportivo Cova-Gala destacou o facto de a Câmara Municipal não ter dado nenhuma verba este ano à colectividade: “a câmara municipal da Figueira da Foz não deu um tostão este ano ao Cova-Gala, ou seja, promessas atrás de promessas e nada”.
Quanto à eleição dos novos corpos gerentes, para o biénio de 2009/2011, a Direcção cessante não apresentou nenhuma lista. “Estamos em má situação” afirmou o presidente da Assembleia Geral, José Vidal. Fábio Silva, não apresentou nenhuma lista pelos seguintes motivos: “não apresento nenhuma direcção, nem a vou procurar, ou seja, levo isto muito a sério. E contar com ajudas de presidentes de câmara e de junta não é fácil, ou melhor, é correr um grande risco. “. Fábio Silva mostrou-se ainda indignado em relação às promessas feitas no que respeita ao “novo campo” do Cova-Gala. “Vi projectos, e ouvi muita coisa… A culpa essa é dos espanhóis, ingleses, sei lá. É só promessas…”.
Rui Camarão, técnico da equipa sénior quando confrontado com esta situação manifestou-se: “o presidente da colectividade devia tentar salvaguardar o futuro. Não continua, ok, tudo bem já fez a sua parte. Vamos dar tempo ao tempo…”
Tó Samuel, vice-presidente do Grupo Desportivo Cova-Gala apontou o dedo a José Vidal: “penso que o Vidal falhou, no momento em que não houve a apresentação de nenhuma lista a assembleia devia ter sido suspensa por 30 minutos na tentativa dos sócios constituírem, ou não uma lista”.
Dados os 30 minutos, e sem a proposta de nenhuma lista, o vice-presidente do clube propôs a elaboração de uma comissão administrativa: “a partir do momento em que não há nenhuma lista proponho a constituição de uma comissão administrativa, sendo o seu responsável o presidente da assembleia a geral”.
Dadas as circunstancias, Fábio Silva assumiu a responsabilidade desta comissão administrativa: “eu não me importo de ficar á frente da comissão até dia 20 deste mês, data da próxima assembleia-geral, se até lá não houver comissão, não sei, entregue-se as chaves ao presidente da junta…”
A comissão administrativa ficou assim constituída: Fábio Silva, João Leal, Zé Pimentel, Lurdes Pereira, João São Marcos, Tó Samuel, Marina Almeida e Pedro Fernandes.
Todavia, Fábio Silva deixou claro uma ideia: “isto não é a nova direcção, é sim, uma comissão que irá trabalhar na tentativa de arranjar até sábado dia 20 uma nova direcção…”
A elaboração desta comissão foi votada por unanimidade.
sábado, 13 de junho de 2009
A Cova-Gala “fundamentalista”…
O concelho da Figueira da Foz passou a ter oito vilas. A Buarcos, Quiaios, Maiorca e Alhadas juntaram-se, agora, Tavarede, S. Pedro, Lavos e Marinha das Ondas. Os autarcas figueirenses apanhados de surpresa pela notícia, ouvidos pelo jornal As Beiras, reagiram, no geral, com naturalidade.
“Penso que será o repor de uma situação que para mim era vigente. Embora não houvesse provas documentais que sustentassem que Tavarede continuava a ser vila, ou que tivesse deixado de o ser. De qualquer forma, é motivo de orgulho”.
“Acho que a elevação a vila é uma mais-valia. Foi aliás por isso que nós lutámos, ou seja, para conseguir a elevação e o reconhecimento”.
Sem emoção, a autarca de Lavos, não se mostrou empolgada com a notícia: “É um gesto simpático”. Lembrou que o brasão já tinha os quatro castelos atribuídos a uma vila, “mas não é isso que nós mais ambicionamos: o que pretendemos dos nossos deputados é que façam alguma coisa para travar a erosão costeira e acabar com o perigoso cruzamento do IC1 da Costa de Lavos, entre outras situações que afectam a freguesia”.
Carlos Simão, presidente da Junta de freguesia de S. Pedro constituiu a excepção: foi efusivo e impulsivo:
“É com felicidade e muito orgulho que constato que, depois de muitos anos de luta e trabalho intensivo, fomos compensados”. E, mais do que embalado, verdadeiramente empolgado, Carlos Simão não se conteve e desferiu um forte ataque ao “único eleito do concelho que se absteve na votação” sobre a elevação de S. Pedro a vila. Referia-se a um elemento da assembleia de freguesia: “condeno esse habitante, que não é digno de habitar aqui!”
Princípios gerais Artigo 12.o (Princípio da universalidade)
1. Todos os cidadãos gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição.
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”
O caso de S. Pedro é menos gritante, uma vez que a freguesia se concentra praticamente no mesmo lugar. Para Carlos Simão, “a freguesia é que foi elevada a vila”. Já Isabel Oliveira reconhece que “nenhuma das localidades que constituem a freguesia de Lavos reúne os requisitos legais para ser vila”. E agora? “Agora, quem fez a proposta que descalce a bota, pois não serei eu a resolver um problema que não criei”, responde a autarca. “As pessoas adoram complicar o que é simples: aquilo que a Assembleia da República aprovou ontem foi uma lei!”, reagiu o deputado Miguel Almeida. Admitiu, a seguir, porém: “o que está em causa é uma questão técnica que eu neste momento não sei responder”. E João Portugal “chutou” para canto: “não comento propostas que não são minhas”. Apesar das tentativas, efectuadas até ao fecho desta edição, não foi possível obter declarações do presidente da Câmara da Figueira, Duarte Silva.”
1. Não é necessário grande análise, para, de imediato, constatar o estado de subdesenvolvimento da minha Terra. Só um homem de outros tempos, vê no presidente da Câmara, o seu senhor, nos comunistas o diabo, e nas tecnologias, os instrumentos do inferno.
5. O problema de fundo é outro: é que muitos outros cidadãos desta pequena Terra, lutem por uma terra mais digna, mais desenvolvida, mais capaz de garantir habitabilidade e emprego aos seus filhos, coisa que até ao presente, não foi conseguida. Por isso mesmo, o caciquismo serôdio, e as reminiscências, têm os dias contados.
É já amanhã…
Bruno Fonseca, treinador da Académica:“Esta final não é mais do que um prémio para as duas equipas. Espero um bom jogo, mas o objectivo principal, que era a subida de escalão, está conseguido. Os nossos atletas estão motivados e queremos vencer. A equipa não perde desde meados de Novembro e é para continuar assim”.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Quando é a festa?...

Propaganda (continuação…) *
Diário as Beiras, hoje:
| “A junta passou do caos para a organização” | |||
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Em época pré-eleitoral, cada um faz a propaganda que quer. O importante é encher o olho da clientela. Para que não consiga ver absolutamente nada. Em tempo de festa, um bom fogo de artifício fica sempre bem.
* Propaganda - é um modo específico de se apresentar uma informação, com o objectivo de servir uma agenda.
Felizmente, podemos escolher os Amigos

Como gente, temos memória curta, curtíssima, diria eu. Não foi há muito tempo. Foi apenas há um ano.
Quem quiser compreender este Portugal, é ler esta notícia do jornal Sol, de há um ano atrás. Está lá TUDO, pessoas, factos, TUDO. A falta de valores, a demagogia, a propaganda, o BLOCO CENTRAL que nos arruinou e continua a arruinar, o jornalismo cor de rosa, os interesses, os negócios. TUDO.
A (então) reserva moral do PSD, Dias Loureiro, o do BPN (eu não disse, da “roubalheira”, quem o disse foi Vital, há uns dias...), e as suas emoções, com as qualidades de José Sócrates - o menino de ouro. Leiam. Isto é Portugal no seu melhor, o tal dos políticos modernos, porque profissionais, que só se focalizam nos resultados.
Como disse o senhor Loureiro, há um ano atrás: “há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos.” E ainda bem, digo eu. Podemos escolher os políticos e é a desgraça que sabemos!.. Loureiro, por exemplo, não se governou com ideologias!..
Ah, mas felizmente podemos escolher os Amigos...
Tudo normal, portanto...
Vital Moreira, no Causa Nossa:
"A viagem já estava marcada há muito. Mas nada como os Açores para retemperar forças."
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Propaganda à trave-mestra *
Foi o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos quem mandou construir os novos armazéns. Entretanto, a gestão do projecto passou para a recém-criada Administração do Porto da Figueira da Foz, que por sua vez deverá transferi-la para a câmara e esta para a Junta de S. Pedro.
Os pescadores estão satisfeitos e expectantes. As expectativas prendem-se com as condições de utilização do novo espaço, que deverão ser definidas em breve pelas três entidades, ao que foi possível apurar. Os armazéns foram construídos em madeira e custaram perto de 600 mil euros.”
2. Monumento aos pescadores: “a junta, presidida pelo independente Carlos Simão, está a requalificar uma rotunda situada junto à nova Ponte da Gala. No centro da rotunda vai ser erigido um monumento em homenagem aos homens do mar.
A peça já foi esculpida pelo escultor António Nogueira, de Carapinheira, Montemor-o-Velho.
Custou 13 mil euros, verba paga com as receitas da exploração do stand da autarquia daquela freguesia da margem Sul da cidade da Feira das Freguesias.
De resto, o mesmo método utilizado para pagar o monumento em memória do desembarque das tropas aliadas no Cabedelo durante as invasões francesas, há 250 anos.”
1. Jot´ Alves, página 10, no diário As Beiras, ontem, 10 de Junho de 2009.
2. Assinada pelo mesmo Jot´Alves, na mesma edição do jornal, mas na página 4: “Concelhia PSD confirma recandidatura de Duarte Silva”.
* Propaganda -
Trave-mestra -
quarta-feira, 10 de junho de 2009
O importante é Salgueiro Maia e o seu altruísmo
Se não fosse Salgueiro Maia, Cavaco Silva nunca teria chegado a primeiro-ministro. Muito menos a Presidente da República…Foi a acção de Salgueiro Maia, que deu a possibilidade a Cavaco Silva, primeiro-ministro, de recusar a pensão a Salgueiro Maia...
E, de hoje, Cavaco Silva, Presidente, condecorar Salgueiro Maia...
E agora, finalmente, Duarte Silva...

Duarte Silva, no entender da Concelhia e da Distrital do PSD, “é o único candidato que pode levar o partido à vitória”.
Como obra feita apresenta: "a modernização dos equipamentos do porto de pesca, o prolongamento do molhe Norte, a futura plataforma logística e as obras no porto comercial".
- Convém, talvez, recordar, que "todas estas obras são da responsabilidade do Governo Central."
No sector turístico, "são enaltecidas as acções de promoção da Figueira em diversos certames temáticos e a futura adesão da cidade à Entidade Regional de Turismo."
- Convém, talvez, recordar, que Duarte Silva teve, também, aqui um percurso, no mínimo, controverso: "decide um dia aderir a uma entidade, e afastar-se dos outros municípios da região; e, no dia seguinte, já pensa em voltar atrás e unir-se de quem se desuniu."
Os dois mandatos de Duarte Silva "têm sido condicionados pela conjuntura e pelas restrições da lei das finanças locais."
- Isto era bom, "era sem Lei das Finanças Locais, a dívida da Câmara não teria limites, seria de 150, 200...300 milhões de euros..."
Pronto, está completo, presumo eu, o leque de candidatos. Agora, o povinho que vote e escolha...
terça-feira, 9 de junho de 2009
Naval pretende construir Academia/Centro de Estágio em São Pedro...
Os tempos estão difíceis e Aprígio diz-se cansado face a tanta indiferença: “este barco começa a ser difícil de governar, mas a Naval é da Figueira e apesar de haver muita gente que passa o dia a pensar como nos vai fechar as portas, não lhes daremos esse prazer”. Apesar dos obstáculos, prometeu continuar, pois “os 116 anos da Naval obrigam...” Para a próxima época, a Naval manterá “uma equipa que honre o clube e a cidade mas que nunca seja primeira página dos jornais por não cumprir com as suas obrigações".“A falta de um estádio- considera o presidente Aprígio Santos - é o principal travão ao investimento”.
A surpresa surgiria depois, creio que no fim da reunião, pela boca do próprio Aprígio Santos: "anunciou a perspectiva de Luz Verde para a construção de uma Centro de Estágio /Academia".
O terreno está encontrado, ficará na Freguesia de S. Pedro.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Dia de Portugal em New Bedford

Via O Jornal, tomámos conhecimento que Ângela Amaral, filha do cova-galense José Vidal, é a primeira presidente feminina das Comemorações do Dia de Portugal
A Comissão do Dia de Portugal de New Bedford, tem o seguinte website: http://nb-dayofportugal.com/
domingo, 7 de junho de 2009
Estava na cara…

Goleada no jogo da subida
É com grande satisfação que eu, como sócio, e o OUTRA MARGEM, que nos últimos três anos, graças ao entusiasmo e ao talento do Pedro Cruz, fez o maior e o melhor trabalho de divulgação pública do GDCG, felicitamos todo o grupo de trabalho envolvido neste momento grande e feliz da vida do Clube.
Nesta hora de festa, faço votos para que a próxima época seja programada com os pés bem assentes na terra, e que os dirigentes saibam tirar partido do facto do Cova-Gala ter ascendido à prova máxima da AFC, a divisão de honra, prova que há muitos anos não tem um representante do concelho da Figueira da Foz.
Repito, para que não subsistam dúvidas: ser o GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA a tirar partido e a exigir contrapartidas, porque ascendeu a um lugar que lhe permite isso, e que não sejam os políticos a tirar partido disso, como tantas vezes acontece...
Parabéns GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA.
Com a luta desportiva dada ao longo de toda a época pela equipa da Praia da Leirosa, este primeiro lugar do GDCG ficou ainda mais valorizado. Um abraço de parabéns também para vocês. Força, pois a subida ainda é possível.
- A reportagem, focando os preparativos para o jogo, o jogo e a festa que veio a seguir, pode ser vista, clicando aqui, neste extraordinário trabalho de Pedro Cruz.
sábado, 6 de junho de 2009
Ditadura do futebol
“Para ontem, às 20H00, estava marcado um torneio de atletismo, para o Estádio Cidade de Coimbra, mas, de um dia para o outro, a Académica exigiu 300 euros para abrir as portas à pista de atletismo... e a prova foi cancelada. A Associação Distrital de Atletismo não se conforma e acusa o presidente da Académica de “má fé” e a postura assumida por José Eduardo Simões de “mau tom”. Na véspera da prova, via faxe, o presidente da Académica informou a associação de atletismo que teria de desembolsar 300 euros para a prova se realizar e para ceder a chave que iria permitir ao atletismo entrar no estádio.”
Recorde-se, que o Estádio Cidade de Coimbra, tal como os estádios de Aveiro, Leiria e do Algarve, por exemplo, onde foram enterrados milhões de euros dos contribuintes portugueses, serviram para lá serem disputados dois ou três jogos do Euro 2004.
Daí, para cá, o Cidade de Coimbra tem sido utilizado pela Académica nos jogos da Liga Sagres, com assistências médias, que devem rondar as cinco/seis mil pessoas!...
Os de Aveiro, Leiria e do Algarve nem isso!...
Chama-se a isto: ditadura do futebol, não num País rico, mas num rico País para o futebol...
A emigração cova-galense em New Bedford
Foi daqui, da Cova-Gala, então, essencialmente, uma comunidade piscatória atormentada pela fome, que desde os primeiros anos do século passado, até aos nossos dias, emigraram para a pesca nos Estados Unidos, centenas e centenas de chefes de família.A América, era vista como a terra de todas as oportunidades: "antes o mal da América, do que o bem de Portugal", é uma frase que ouço desde que me lembro de ser gente!..
Na América, dizia quem cá ficava, "ganham-se dólares..." Aqui, pela Cova-Gala, no Portugal de Salazar, do Cerejeira e do Tenreiro, "era a fominha..."
Sofreram muito, esses cova-galenses pioneiros do “sonho americano”.
Os primeiros, fugiram a salto dos navios bacalhoeiros que abordavam os portos do Canadá, especialmente St. Jonh´s.
Conheço "estórias" arrepiantes, de Homens encurralados num Portugal sem horizontes nem perspectivas, que mesmo sem saberem uma palavra em inglês, alguns nem sequer sabiam ler ou escrever em português, correndo riscos enormes, arriscavam ir em demanda da cidade piscatória de New Bedford em busca de uma vida melhor, uma cidade, aliás, com ligação a Portugal desde o século XVIII, por causa da pesca da baleia.
Neste momento, cá pela Cova-Gala, vivem muitos “americanos reformados", os homens que, depois de uma vida de trabalho nos mares de New Bedford, retornaram às origens, para passar “o resto dos dias no torrão natal". Lá pela América, continuam os descendentes. Por isso mesmo, apesar de os homens preferirem voltar à “terra mãe”, as mulheres são mais renitentes. O coração está dividido, pois os filhos e, sobretudo, os netos, estão lá, “no outro lado do mundo"...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Domingo vou votar
"Esta democracia é uma miséria. Esta democracia é uma desgraça," ouvimos dizer por todo o lado.Convém, contudo, não esquecer: nós todos, por acção, ou por inacção, também temos culpa.
A campanha eleitoral, que hoje termina, foi o que foi.
Má. Péssima. Um nojo.
Não teve política, luta ideológica, esclarecimento.
Quem anda na rua, e fala com as pessoas, verifica que a esmagadora maioria dos portugueses critica tudo e todos.
Mas, este estado pré-comatoso em que nos encontramos, não é uma fatalidade.
Domingo, temos uma excelente oportunidade para colectivamente demonstrarmos o nosso descontentamento, indo votar.
A abstenção, apenas demonstrará que as pessoas, por comodismo, se estão “nas tintas” para tudo.
Tomar posição, é ir à urna e exercer o direito de voto. Se não se concordar com nenhum projecto dos partidos e coligações, então que se vote em branco.
Desse modo, sim, fica patente o descontentamento.
Por mim, ninguém vai decidir.
Domingo, lá estarei a votar.










