terça-feira, 18 de março de 2025

Isto tem nome - e não é um nome bonito...

Na altura - recordam-se ainda... - andámos todos "ao tio ao tio", empresas fecharam, pessoas ficaram sem casa, houve gente que emigrou, o país empobreceu. Eu próprio continuo a ser penalizado e assim vai acontecer no resto da minha vida.

Segundo o ECO, "a concessionária esperava ser compensada pelo impacto da crise económica de 2008, indica o jornal digital, como reposição do equilíbrio do contrato de concessão relativo a 2001. No início, a Solverde reclamava 63 milhões do Estado, um valor que o tribunal arbitral reduziu para 15,5 milhões. O Estado, em setembro de 2024, apresentou um recurso ao STA, que decidiu anular o pagamento desta compensação."

Agora, uma empresa que vive da desgraça alheia - o vício do jogo -, quer que o Estado, que o mesmo é dizer, todo o Povo, mesmo aqueles, como é o meu caso, que não frequenta casinos, pague...

«A Solverde, empresa que explora casinos, recorreu aos juízes do palácio Ratton para anular a decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) de janeiro, avança Observador, esta segunda-feira. O STA tinha anulado, em janeiro, uma decisão arbitral que condenava o Estado a pagar 15,5 milhões de euros – que subiria a 18 milhões com juros – à concessionária de casinos no Algarve.

O recurso foi apresentado a 3 de março, já depois de ser pública a avença de 4.500 euros por mês que a empresa familiar de Luís Montenegro, a Spinumviva, recebia da Solverde. Montenegro tem mesmo usado esta decisão do STA para defender a sua independência. “Há 18 milhões de razões para acreditar que o primeiro-ministro não se deixa influenciar por nenhum interesse”, disse, durante o debate da moção de censura, apresentada pelo PCP, que acabaria por ser rejeitada.»

Vai ser assinado o contrato para a construção da ponte Eurovelo sobre o rio Mondego

Via Diário as Beiras

"O presidente da autarquia explicou hoje, em sessão do executivo, que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra levantou a suspensão do processo do concurso público, que tinha sido tomada no final de fevereiro devido à queixa de um concorrente.

“A suspensão foi levantada e pudemos prosseguir com o processo”, salientou Pedro Santana Lopes, referindo que o concorrente queixoso voltou a apresentar um requerimento a que a Câmara vai ter de responder, embora já não deva afetar o andamento da obra que tem financiamento europeu.

O autarca disse ainda que o município está a trabalhar com o ministério do Ambiente para garantir o financiamento integral da ponte através do Fundo Ambiental, cuja decisão final vai ainda a Conselho de Ministros."

Luís Montenegro, a pior pessoa do mundo a explicar-se

"Montenegro teve comportamentos duvidosos por uma razão bastante simples: se não houver o menor vestígio de trafulhice, então o desastre absoluto das suas explicações fariam dele o político mais burro do mundo. E burro Luís Montenegro não parece ser."
Para ler melhor clicar na imagem

Aumentos salariais nominais e aumentos reais...

O que medimos – e o que nos escapa – quando medimos o poder de compra?

segunda-feira, 17 de março de 2025

O caso Montenegro vai ser o tema da campanha. Queriam outro?

 Público  (para ler melhor clicar na imagem)

Os dois Pedros do Bloco Central e o aumento do turismo


"O peso do turismo na economia portuguesa é comparável não ao de países ricos, mas ao de economias menos desenvolvidas ou de desenvolvimento intermédio.
Bloco Central é um podcast semanal com Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes, sob a moderação prestimosa de Paulo Baldaia, que ouço em geral com prazer e proveito. Desta vez não foi assim. 
Não se trata aqui de querer destruir o sector, nem de menorizar os contributos que o turismo pode dar numa estratégia abrangente e sustentável de desenvolvimento do país. Apenas se espera um pouco mais de ponderação por parte de quem anima o Bloco Central."

BIOADVANCE - PCP QUESTIONOU COMISSÃO EUROPEIA


«Pergunta com pedido de resposta escrita

à Comissão
Artigo 144.º do Regimento
João Oliveira (The Left)

Assunto: Sobre a situação da BioAdvance em Vila Verde, Figueira da Foz Numa recente visita à freguesia de Vila Verde na Figueira da Foz, fui alertado para a implementação de uma unidade de produção de biocombustíveis, a Bioadvance.


Esta empresa terá instalado uma unidade em Vila Verde, com o apoio para o licenciamento da Câmara Municipal, que terá procedido a alterações ao Plano Director Municipal, e do Porto
da Figueira da Foz, que concedeu espaço no terminal de granéis líquidos - área reservada exclusivamente a actividades complementares relacionadas com o uso do mar.
A CCDR Centro terá emitido pareceres vinculativos desfavoráveis, após conhecimento de todo o processo produtivo, apontando vícios insanáveis no projecto e reforçando a obrigatoriedade de Avaliação de Impacto Ambiental.
Segundo a população, a Bioadvance terá omitido informações relevantes no processo de licenciamento, nomeadamente as relativas à utilização de substâncias perigosas em particular
quanto à utilização de resíduos de metanol e de resíduos perigosos.
As populações queixam-se dos gases tóxicos na Cidade da Figueira da Foz, em particular na zona da freguesia de Vila Verde onde está instalada a unidade.Foi noticiado que o projecto
terá recebido apoio através de fundos comunitários.
Pergunto à Comissão:
Pode confirmar que a instalação e operação desta unidade recebeu fundos comunitários? De que montantes exactos beneficiou a empresa e para que fins?»

Um insulto aos portugueses

Público

«A 25 de Abril de 1975, a participação nas primeiras eleições livres foi esmagadora. Votaram 91,7% dos portugueses recenseados e houve mesmo filas a sério junto às urnas de voto, de uma forma que o país nunca mais voltou a sentir. Foi a primeira vez que o voto passou a ser universal e foi há tão pouco tempo. Desapareceu o “mas” que tornava condição obrigatória para se poder votar, tanto homens como mulheres, o ser-se alfabetizado, o que nos anos 70 deixava de fora 31% das mulheres e 20% dos homens. As eleições de 1975 chegaram a estar marcadas para 12 de Abril, mas a data acabou por ser mudada para coincidir com outra data maior da história de Portugal, o dia 25, devido à agitação política que se seguiu ao 11 de Março. Concorreram 14 partidos e acabaram por eleger deputados sete. Foi o início da Assembleia da República (AR) tal como hoje a conhecemos. Com todos os defeitos que às vezes se podem apontar mas com a inquestionável virtude de ser o regime mais justo e plural. 

Com a anunciada dissolução do Parlamento no dia 19 já surgiu uma polémica desnecessária: os partidos de esquerda alertaram que, apesar da dissolução, tem de haver cerimónia comemorativa no 25 de Abril, enquanto PSD, CDS e Chega ficaram em silêncio, na dúvida sobre o que fazer. Isto porque, estando dissolvido, o Parlamento deixa de ter o calendário normal com plenários e debates e funciona em regime de “mínimos” com uma comissão permanente, onde estão apenas 49 dos 230 deputados. Não parece, contudo, haver lugar para qualquer dúvida. Não parece sequer plausível que o país compreendesse essa ausência. A comissão permanente é soberana para organizar uma sessão solene nos termos em que entender e o presidente da AR pode também convocar uma sessão com todos os deputados, se assim o entender. A hesitação, pois, que já se sente sobre este tema não augura nada de bom. No passado, a AR inventou até outros modelos de comemoração do 25 de Abril, nomeadamente, no Palácio de Belém. Portanto, este ano, só se houver má vontade é que a data passará em claro. Aliás, o não comemorar as eleições livres de 1975, que elegeram os deputados que acabariam por redigir a Constituição de 1976, seria mesmo um insulto aos portugueses. E praticado pelos deputados herdeiros dos deputados da Constituinte, que deviam também ser homenageados.»

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça": António Tavares foi Olegário Bettencour*...

 Via Diário as Beiras

* - Olegário Bettencour foi um alter ego (na literatura, alter ego é um personagem usado intencionalmente pelo autor para apresentar as suas próprias ideias. Agora, dada a sua vulgaridade atingida nas redes socias, tem outro nome: perfil falso) utilizado por António Tavares há cerca de 30 anos no extinto semanário “Linha do Oeste”.
António Tavares (e ele sabe que isto é um elogio) foi o personagem mais cínico que conheci em toda a minha vida.

sábado, 15 de março de 2025

Dezenas de figueirenses comemoraram os 104 anos de vida do PCP

 

Na noite deste sábado, algumas dezenas de militantes e amigos do PCP reuniram-se num jantar para comemorar os 104 anos de existência desta força política.
Esteve presente o vereador da Câmara Municipal de Coimbra e membro do Comité Central do PCP, Francisco Queirós.
Na alocução que proferiu, realçou, com orgulho, o papel de um partido com história, mas de olhos postos no futuro, honrando a luta diária e preparado para os novos desafios na luta por um Portugal mais justo. Sublinhou também o papel indispensável e insubstituível desta força política na luta contra as injustiças, desigualdades e exploração. Um partido ao serviço do povo e da pátria, que defende os direitos de quem trabalha, os serviços públicos e a soberania nacional. A liberdade, a justiça social e a igualdade não são passado - são o futuro pelo qual vale a pena lutar.

Não tenho ídolos, mas gosto de ler e divulgar pessoas cultas, densas e inteligentes

“Ninguém quer eleições.” Sim, ninguém quer, a começar pelos eleitores. E aqueles que querem têm de disfarçar e jurar que não querem. Mas as eleições podem ser o processo saudável e democrático de resolver impasses políticos, embora sem a garantia de que seja assim. No caso actual, o coro político-mediático quase dá a entender que as eleições são algo de indesejável em si, toleradas nos prazos previstos, mas maléficas quando se chega lá pela conflitualidade democrática. Nos dias de hoje, com a crise actual, todo este discurso serve as candidaturas populistas, seja para as legislativas como as presidenciais, e mostra uma incompreensão profunda do que é uma democracia na sua natural imperfeição. É também por ser imperfeita que é democracia.

José Pacheco Pereira

Antes que seja tarde: relançamento das parcerias público-privadas

"Privados esperam para ver se as propostas interessam"...

O Município da Figueira da Foz autorizou uma intervenção artística que questiona o legado colonial de objetos expostos no Museu Municipal Santos Rocha, mas demarcou-se da iniciativa

O assunto não é pacífico nem consensual.
A Câmara Municipal da Figueira da Foz embora tivesse autorizado, demarcou-se da iniciativa.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Figueira em grande na BTL

 Via Diário as Beiras


Turbilhão político gera confusão na promulgaão da desagregação de freguesias

O Presidente da República estava obrigado a promulgar depois da confirmação do decreto pelo Parlamento. Regra que impede alterações ao mapa autárquico a menos de seis meses de eleições nacionais levanta dúvidas.

Tal aconteu na passada quarta-feira. O Presidente promulgou o decreto do Parlamento sobre a desagregação de freguesias depois de o diploma ter sido vetado há um mês e de o plenário da Assembleia da República o ter confirmado na passada semana por maioria absoluta. Votaram a favor o PSD, PS, Bloco, PCP, Livre, CDS e PAN. Marcelo Rebelo de Sousa estava, por isso, obrigado pela Constituição a promulgar o diploma. A separação de 135 uniões de freguesia dará origem a 302 novas freguesias, e a intenção é que possam ir a votos nas autárquicas do início do Outono.
O decreto segue agora para publicação em Diário da República, entrando em vigor no dia seguinte à sua publicação. Ainda com dúvidas sobre aplicação, Marcelo promulgou desagregação das freguesias
No entanto, há quem considere que existe um problema de incompatibilidade com outra lei, a que estabelece o regime em que as freguesias agregadas em 2013 se podem separar e que, supostamente, impediria que este diploma agora promulgado fosse aplicado.
Ainda com dúvidas sobre aplicação, Marcelo promulgou desagregação das freguesias
Essa lei de 2021 estabelece esse período mínimo de meio ano entre a criação de freguesias e a realização de eleições nacionais. ​As eleições de nível nacional são as autárquicas (previstas para o Outono), as presidenciais (em Janeiro), as europeias (em 2029) e as legislativas (marcadas para dia 18 de Maio). Ou seja, havendo legislativas dentro de dois meses e autárquicas daqui a sete não haveria calendário legal para concretizar a separação de freguesias.

Imgem via Diário as Beiras

O PS a colher o que semeou...

"Pedro Nuno Santos fez pior à democracia em seis dias do que Ventura em seis anos"

Foi o PS que colocou Aguiar-Branco como segunda figura do Estado. 
De quê e de quem é que o PS se pode queixar?