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"Carlos Moedas queria dar projecto de 5 milhões a um amigo, através de um protocolo com uma associação, sem concurso público."
Que o amigo tenha sido o mandatário nacional do IL, deve ter sido mera coincidência.

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"Carlos Moedas queria dar projecto de 5 milhões a um amigo, através de um protocolo com uma associação, sem concurso público."
Que o amigo tenha sido o mandatário nacional do IL, deve ter sido mera coincidência.
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| Imagem via CNN |
Via Diário as Beiras: «... “a ponte faz parte da Eurovelo 1”, projeto da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra (CIM-RC). Assim sendo, e uma vez retomado o projeto inicial, que integrava a empreitada global da ecopista, terá de ser aquela associação de municípios a voltar a assumir as suas responsabilidades, advogou. “Temos de fazer este acerto de contas”, defendeu Santana Lopes.
"Reduzir os impostos à lá IL. Aumentar as despesas públicas à lá PCP e BE. E, ao mesmo tempo, reduzir a despesa pública à lá Mário Centeno."
Via jornal Público
"Os portugueses fazem uma avaliação maioritariamente positiva do 25 de Abril de 1974, mas não há uma camada de população que olhe tão favoravelmente para as consequências da revolução como a dos jovens. Desafiados a reflectir sobre como é que aquele dia deve ficar assinalado na história, 73% das pessoas com idades entre os 16 e os 34 anos responderam num inquérito que foi um evento com consequências “mais positivas do que negativas”. Esta opinião não é tão alargada noutros grupos etários. À distância de 50 anos, a revolução continua a ser vista como positiva por uma maioria da população. Se a saúde e a educação são consideradas conquistas, a corrupção é um problema sério por resolver."
«Mas há alguém de bom senso que ache que o melhor caminho para Portugal é o que resulta de uma negociação entre o PSD e o Chega?»
Imagem via Observador
«De tudo um pouco: corrupção, dívidas ao Estado, falsas presenças como deputado, violência doméstica, violência na rua, calúnias... São os deputados do partido que diz que vem limpar o país. Citando Miguel Szymanski, a propósito do resultado das eleições: "Há pessoas que, de tanto se sentirem enganadas, de tanto se indignarem com as óbvias falhas do sistema e a sistemática impunidade dos seus agentes, querem agora ser burladas à grande, à séria, aos berros, à antiga portuguesa."»
Foto MIGUEL A. LOPES/LUSA, via jornal Público
Rui Bebiano, no Diário As Beiras de 23/3/2024
Após os últimos resultados eleitorais começámos a compreender que, na verdade, elas eram muitas mais, ainda que se mantivessem geralmente invisíveis. Declarações prestadas ao diário «Público» por Vicente Valentim, cientista político da Universidade de Oxford, adiantaram algo muito objetivo para explicar isto: «“A explicação que dou, e que é corroborada por um conjunto de dados de muitas fontes diferentes [a nível europeu], é que muitas pessoas que agora votam na direita radical já tinham este tipo de ideias em privado.” O que acontecia antes era que tinham receio de uma sanção social por as expressarem.» Este constrangimento ruiu perante um conjunto de fatores.
O principal foi, no campo do extremismo de direita, a substituição pelo populismo dos velhos fascismos, ainda herdeiros dos nacionalismos afirmados no decorrer do século XIX. Até aos anos cinquenta, o termo ainda continha algumas conotações positivas, relacionadas com o surgimento de movimentos que tinham o «povo» como sujeito, segundo uma herança hoje reivindicada pelo minoritário populismo de esquerda: para Ernesto Laclau, por exemplo, este é encarado como uma lógica discursiva em que determinadas reivindicações orientam um movimento popular vindo «de baixo» em oposição a uma elite social parasitária. A partir do final dos anos 90, porém, e mais ainda neste século, ganhou uma outra conotação, que lhe retira a lógica emancipatória.
O populismo de extrema-direita confunde o que chama elites com os representantes do sistema político democrático, apresentando-se a si mesmo como «pura» e a eles como inapelavelmente corruptos, oportunistas e irreformáveis. O seu combate – sem qualquer apoio de um sistema coerente de ideias e proclamando falar em nome do «homem comum» e das «gentes» – visa instalar no poder setores empenhados numa profunda regressão no domínio dos direitos humanos, da justiça social e do papel moderador e protetor do Estado. Hipervaloriza ainda um patriotismo isolacionista, associado a formas de xenofobia e de racismo, das quais fazem parte o preconceito e o ódio lançados sobre as tão necessárias comunidades imigrantes.
Traduzida agora na escolha de boa parte do eleitorado português, esta tendência, recorrendo a algumas insatisfações, aproveitando dificuldades de resposta do sistema e servindo-se de rebuscadas formas de mentira e de desinformação, não caiu, de facto, do céu. Existem no meio de nós, desde há largos anos, muitos saudosos de um passado que não conheceram, capazes desses sentimentos tão negativos e que abominam a democracia. A respeito da sua presença e impacto andávamos bastante enganados, mas agora já não os podemos ignorar.»
Numa entrevista dada à RTP, ontem à noite, o ex-primeiro-ministro social-democrata afirmou que Luís Montenegro vai necessitar de se rodear de "políticos experientes"...