quinta-feira, 22 de junho de 2023

Na Madeira não "há linhas vermelhas", mas "o acordo PSD-Chega fragiliza liderança de Montenegro"

Via Diário de Notícias

«A data para as Regionais está marcada: 24 de setembro. PSD já governa a região há 47 anos. PS tenta pela 13.ª vez. Este ano há uma incógnita: será Albuquerque obrigado a negociar com Ventura? Um acordo fragilizaria Montenegro. Esquerda admite unir-se. Na IL há um dilema.

O sinal de queda do PSD acentuou-se em 2004 sob a liderança de Jardim. E o mesmo aconteceu com o PS que vinha em crescendo desde 1976. O PS fica-se pela meia-dúzia de deputados, e dali não sai, enquanto que o PSD vai caindo gradualmente, apesar de ir mantendo as maiorias, até atingir o mínimo histórico em 2019 com Miguel Albuquerque: 21 deputados contra 19 dos socialistas que tinham então seis eleitos. 5241 votos fizeram a diferença nesse domingo de 22 de setembro, mas não fosse a mão do CDS, que se aliou ao seu adversário de sempre, Paulo Cafôfo (então líder do PS, o décimo) teria conseguido quebrar 43  anos de "PPD".


E agora, após 47 anos de regime social-democrata pode alguma coisa mudar no cenário político madeirense? Todas as declarações públicas vão no mesmo sentido: o PSD-M, aliado ao CDS-M, acredita numa vitória - os seus dirigentes até falam em maioria absoluta; o PS-M confia num "bom resultado para ser governo"; e todos os restantes partidos, até os que não têm nenhum deputado eleito, acreditam que vão "entrar na Assembleia Regional".

Porém, nos bastidores a conversa é outra. O PSD-M "não sabe ainda calcular o efeito [ou "os estragos", como também foi referido ao DN] que André Ventura pode causar". E essa é a grande incógnita. Um "desgaste eleitoral no PSD" - o CDS é praticamente ignorado no discurso, e até nos cartazes, ainda que esteja na coligação "Somos Madeira" - pode "escancarar as portas" ao Chega, até porque Albuquerque nunca as fechou.

De todas as vezes que foi questionado pelo DN, o presidente do governo regional sempre recusou dizer não ao Chega. E deixou sempre entreabertas as "pontes de diálogo", sublinhando a necessidade de "derrotar a esquerda" e defendendo que o Chega é "um partido legal, como qualquer outro partido", porque "não temos de ter nenhum complexo"

quarta-feira, 21 de junho de 2023

𝗖𝗼𝗻𝘃𝗶𝘁𝗲 | 𝗗𝗶𝘀𝗰𝘂𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗣𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗼 𝗔𝗿𝗲𝗮𝗹 𝗨𝗿𝗯𝗮𝗻𝗼 - 𝟮𝟴 𝗝𝗨𝗡 - 𝟭𝟳𝗵𝟬𝟬

 Via Município da Figueira da Foz

Considero a iniciativa excelente. Contudo, a meu ver, se fosse possível considerar o início da sessão pública para as 18 horas, talvez desse a possibilidade a mais figueirenses que trabalham de estar presentes.
Para ler melhor, clicar em cima da imagem.

Quinta das Recolhidas (Vila Verde), Vila Robim (Tavarede) e Leirosa (Marinha das Ondas), vão ter cinco milhões para a reabilitação de habitação pública municipal

Via Diário as Beiras

"Foi apresentado ontem o programa de reabilitação de 145 fogos nas urbanizações de habitação municipal Quinta das Recolhidas (Vila Verde), Vila Robim (Tavarede) e Leirosa (Marinha das Ondas). A candidatura que o Município da Figueira da Foz submeteu ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o efeito, ao abrigo do programa 1.º Direito, que foi aprovada, representa um investimento de cinco milhões de euros."

O casino da Figueira da Foz rende milhões de euros em impostos à autarquia figueirense e ao Estado português

"Casino da Figueira pode fechar a 30 de Junho. Concessionária e Governo não se entendem.
O Casino da Figueira da Foz está em risco de fechar as portas já daqui a dez dias porque o Governo não acautelou o período de transição da exploração entre 30 de Junho de 2023 e 31 de Dezembro de 2024, alega a empresa concessionária. Em risco estão 150 postos de trabalho e o Estado e a própria autarquia podem perder milhares de euros em impostos."
Via Jornal Público. Para ler melhor clicar em cima da imagem.

NORTE/SUL e a luta contra o egoísmo

A luta contra a pobreza e contra qualquer exclusão acompanhou-me ao longo da vida.
Muito jovem ainda, aproximei-me da Igreja Católica e fiz parte de um grupo na minha Aldeia  - o GAU (Grupo Acção Unida), que tinha na luta pelo direito ao acesso à cultura dos mais pobres dos pobres (no início dos anos 70 na minha Aldeia éramos praticamente todos pobres) contra a exclusão social, a exploração e a pobreza a sua razão de ser.
Depressa, porém, verifiquei que não era por aí: a luta teria de ser travada a nível político.
Aproximei-me dos comunistas. E, embora não concorde com tudo, continuo a pensar que a sua existência e participação na política em Portugal é fundamental para a democarcia.
 
A luta dos comunistas não tem cento e poucos anos. Tem milhares de anos. Desde que o mundo é mundo. A meu ver, entronca nos princípios que nos foram legados  pela vida e pelo exemplo de Jesus Cristo. 
No convívio com os comunistas aprendi o que é a partilha da esperança.
Álvaro Cunhal escreveu num texto de 1974 «A superioridade moral dos comunistas»: «da própria consciência dos objectivos e da missão histórica do proletariado decorre uma nova concepção da vida e do homem, que se exprime numa nova ética. A intransigência para com a exploração e os exploradores, para com a opressão e os opressores, para com qualquer forma de parasitismo, a indignação perante as injustiças, (…) convertem-se em conceitos morais, necessariamente associados aos objectivos políticos»
Combater o egoísmo e as desigualdades sociais, a exclusão social e a pobreza é para os comunistas, parte da intransigência e indignação com que olham a imoralidade.
Enquanto houver um explorado, haverá sempre alguém que se levanta.

O areal que a foto mostra (que fui sacar ao mural da página do facebook do município), coloca diante dos nossos olhos a realidade que é o aumento das desigualdades sociais e da pobreza no nosso concelho, entre o norte e o sul. 
A norte, aquele areal é um deserto em constante crescimento.
Nós, a sul, nesta outra margem, somos a matéria prima que alimenta aquele deserto a norte, que não serve a ninguém. Nem ao norte nem ao sul.

É neste quadro e neste contexto que todos temos a obrigação moral de intervir. Os do norte e os do sul do concelho. O SOS Cabedelo. O MOVIMENTO PARQUE VERDE. Os Fóruns intelectuais. Os autarcas da Figueira. E os governantes deste País. Todos. Por isso é que por aqui ando.

terça-feira, 20 de junho de 2023

Alguém consegue entender isto?

 

«Luís Montenegro retirou a confiança política a Pinto Moreira, deputado ex-autarca de Espinho. Oito dias depois, o grupo parlamentar indicava o agora arguido para as comissões de Saúde e Defesa»

"Digo sim, não porque o defenda enquanto princípio, mas porque entendo que nada há a opor que seja considerada enquanto possibilidade"...

 Via Diário as Beiras

Case study na Aldeia (continuação...)

 Via Diário as Beiras

A luta da arte xávega (continuação)

A arte xávega é um dos mais antigos e característicos processos de pesca artesanal, em toda a faixa litoral.

Os seus elementos identificativos são inúmeros, começando pela embarcação – fundo chato, proa em bico elevado, decoração simples. Também a rede possui características próprias, sendo constituída pelo saco (onde se acumula o peixe) e pelas cordas, cuja extensão varia conforme a dimensão da rede e dos lances. A companha, variável, era, na generalidade composta por 8 homens: o arrais, à ré; 3 remadores no banco do meio, os "revezeiros", os que "vão de caras pró mar", 2 no banco da proa e outros tantos no "banco" sobre a coberta; embora esta disposição não fosse rígida, labutavam, tantas vezes estoicamente, num remar vigoroso e cadenciado, a caminho dos lances dos lances que lhe davam o sustento.

Noutros tempos, quando a pesca era sustento de muitas famílias, a chegada do saco a terra era saudada com entusiasmo, se vinha cheio (“aboiado”), ou com tristeza, se vinha vazio (“estremado”). O peixe era posteriormente tirado para os xalavares (tipo de cesto), a fim de se proceder à sua venda. A lota era na praia. A licitação do peixe era feita com o tradicional “chui” – sinal que o peixe foi arrematado pela melhor oferta.

A rede era, assim, lançada de acordo com os sinais de terra e mar, a cerca de 300 braças da praia e ocupando uma extensão de cerca de 200 metros de largura. Cada lance, tinha a duração de hora e meia para a permanência da rede na água, e meia hora para a alagem (puxar a rede). Na borda d’água, estavam os camaradas de terra, para o alar da rede. Com um ritual próprio, lento e cadenciado, dois “cordões humanos” puxavam as cordas dos dois lados – mão esquerda agarrada à corda junto ao pescoço, braço direito estendido.

Agora tudo é diferente e menos penoso.

Os remos, que davam andamento ao barco, foram substituídos pelo motor fora de borda. No areal, as redes vão sendo recolhidas com a ajuda de tractores. Antigamente este trabalho, penoso, estava reservado a junta de bois e aos homens.

A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, modernamente designada legalmente pelas instituições administrativas e fiscais do Estado português com o nome oficial de "Arte-Xávega", tem ainda vivos e em actividade no concelho da Figueira da Foz, três companhas activas: na Cova, na Costa de Lavos e na Leirosa.

Em condições por vezes bastante difíceis, estes antigos homens do mar, tentam amealhar alguns cobres que lhes melhorem a parca reforma que obtiveram depois de uma vida longa de trabalho e de sacrifícios noutras pescas e noutros mares.

Citando o Professor Alfredo Pinheiro Marques, um grande defensor e lutador desta causa, «a Arte de Pesca de Arrasto para Terra é um tipo de pesca muito específico, muito especializado e bastante diferente (pois, na sua aparente simplicidade, é muito mais heroico e muito mais difícil e perigoso do que julgam os que nada sabem de mar), e que por isso não pode ser comparado com qualquer outro tipo de pesca praticada em qualquer outro litoral oceânico do mundo inteiro. É mesmo muito diferente, e muito mais impressionante, em coragem e em esforço, do que os próprios modelos originais mediterrânicos da “Xávega”, islâmica, andaluza e algarvia, que lhe estiveram na origem há muitos séculos atrás, mas que entretanto já se extinguiram (ao longo do século XX), e que já não existem hoje em dia (no século XXI). A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, característica dos litorais portugueses da Ria de Aveiro e da Beira Litoral (hoje, legalmente, dita “Arte-Xávega”), é uma arte que nos nossos dias ainda continua a ser praticada por muitas centenas de homens e mulheres, desde as praias de Espinho até à Praia da Vieira de Leiria, e actualmente com o coração na Praia de Mira (depois de, outrora, ter irradiado sobretudo a partir das praias do Furadouro, Torreira e Ílhavo), e é uma das realidades mais impressionantes, mais autênticas e mais simbólicas — e, por isso, mais importantes — daquilo que continua a ser, ainda hoje, Portugal: um país dividido entre o Passado e o Futuro, um país sempre adiado, e sempre sem conseguir descobrir o seu caminho, entre a tradição que não consegue manter e a modernidade que não consegue construir. Um país sempre mergulhado no seu subdesenvolvimento secular e na sua insustentabilidade económica. Mas que, nem por isso, pode ou deve sacrificar os mais autênticos e verdadeiros exemplos da sua identidade nacional e da sua cultura secular em nome de quaisquer cegas burocracias estatais normalizadoras, ou de quaisquer imbecis aculturações televisivas, ou de quaisquer bizantinismos “culturais” “modernizadores”, ignorantes das verdadeiras tradições e identidades locais.»

A arte xávega da Praia da Tocha foi, recentemente, distinguida pelos Prémios Europeus do Património Cultural/Prémios Europa Nostra, atribuídos pela Comissão Europeia, ao abrigo de um projeto de investigação promovido pela Câmara Municipal de Cantanhede.

Na edição de hoje do Diário as Beiras, Helena Teodósio informa, "que em parceria com os municípios vizinhos de Mira, Vagos e Figueira da Foz, onde também se pratica a arte xávega, aquela modalidade de pesca tradicional deverá ser objecto de uma candidatura a Património Mundial".

Vergonhas...

Por falar em vergonhas: onde é que andava João Portugal, quando Ricardo Silva, depois de se desfiliar do PSD, apoiou publicamente João Ataíde, que era para ter sido o candidato do PSD nas eleições autárquicas de 2009, e acabou (depois de uma história recambolesca) por ser candidato PS Figueira nessas mesmas eleições de 2009, contra a recandidatura de Duarte Silva (PSD), contribuindo para uma das derrotas que o PSD sofreu localmente?
João Portugal conhece Ricardo Silva e Ricardo Silva conhece João Portugal.
São ambos produto das jotas partidárias da área do poder. 
Ricardo Silva, depois de se desfiliar do PSD, apoiou a primeira candidatura do presidente da Câmara da Figueira da Foz, o independente João Ataíde, como candidato do PS. O mesmo Ricardo Silva voltou a filar-se no PSD em Coimbra, tendo, entretanto, transferido a sua ficha de militante para a Figueira da Foz, concelho de onde é natural e reside. “Regressei ao partido a pedido de figuras regionais e nacionais do PSD. Quando saí, saíram vários militantes”, disse Ricardo Silva ao jornal AS BEIRAS, em Março de 2018.
E disse mais acerca do apoio dado ao candidato  João Ataíde, que acabou por concorrer pelo PS em 2009:  “de acordo com a estratégia do partido (PSD), traçada entre 2006 e 2007, João Ataíde deveria ter sido o candidato do PSD, em 2009. Se se tivesse candidatado pelo PSD, hoje, o concelho estaria melhor”

Depois de ter chegado ao poder na Figueira, via PS, João Ataide, que nunca foi militante socialista, transformou o PS Figueira num partido municipalista liderado por ele próprio.
O rosto do rosto do PS na Figueira, partido municipalista figueirense, era João Ataíde, que como qualquer eucalipto secou tudo à sua volta. A entourage socialista nos tempos do poder, não sendo brilhante, disfarçava - o exercício do poder e os  interesses à volta, conseguem disfarçar muita coisa. 
Depois de 21 de Setembro de 2021, com a "improvável" derrota eleitoral do PS, no pensar das cabecinhas pensadoras do PS, a realidade dentro do PS ultrapassou a ficção. E os acontecimentos que se sucedem em catadupas, como é do conhecimento geral, vão continuar...
Perante um filme de terror, ou melhor ainda, um cenário dantesco vivido no interior do PS Figueira, o que pode fazer um infeliz e acossado líder distrital interino do PS num momento destes?
Isto que está na edição do Diário de Coimbra de ontem... 

Obrigado Doutor Santana Lopes. Fica o registo

 Imagem via mural de P Santana Lopes

Este OUTRA MARGEM veio ao mundo para registar. Fica mais este registo.
Mas - também e sempre - para questionar... Que o mesmo é dizer: para incomodar.
Enquanto o seu autor mantiver a esperança de que há uma possibilidade de ser possível viver numa Aldeia, num Concelho e num País melhor do que isto que temos, e onde seja possível o debate de ideias, vou continuar por aqui. 
Quando perder totalmente essa esperança, meto o teclado no saco...
Nestes quase 18 anos de OUTRA MARGEM, como sempre aconteceu na minha existência, tenho sido incómodo, difícil, duro e ousado. Todavia, continuo a não me esconder na cumplicidade, no silêncio, nas meias-tintas de conluio com o poder. Ao invés, procurando fazê-lo sempre com o rigor que considero imprescindível em qualquer confronto de ideias, mesmo que seja uma mera troca de pontos de vista divergentes sobre política.
Já fui prejudicado na vida, na carreira profissional, na família e no bolso (mas, isso, é o menos importante). 
Até agora não desisti. A luta continua. 
Liberdade e Abril, Sempre! 
Saúde e um abraço para todos: aos que gostam e aos que gostam menos - e que apesar de estarem fartos de mim, continuam a vir cá espreitar...

Como escrevi num comentário do mural do Doutor Santana Lopes:
"O genial Fernando Pessoa, poeta português que viveu entre 1888 e 1935, in “Livro do desassossego”: “não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade.”
Se há algo que caracterizou a minha vida, foi lutar em todo o lado por onde passei por aquilo que a minha (nossa) geração encarou como progresso e avanço social e poltítico: a ideia de liberdade.
Infelizmente, os sinais e os rumores que vamos tendo, é que essa ideia de liberdade já conheceu melhores dias.
Já tivemos mais certezas e mais capacidade para a luta pela liberdade. A sociedade está a mudar. Hoje, em Portugal, vive-se com a sensação de que o futuro está a ser construído sem a nossa participação.
Olhamos em frente e vemos o futuro cinzento, desorganizado, confuso e assustador, porventura com novidades para as quais ainda não temos respostas.
Os fundamentos que ameaçam o nosso futuro e a nossa democracia são reais.
Temos de estar atentos e não deixar que os receios com o nosso futuro colectivo nos atemorize e nos iniba na batalha pela liberdade e pela democracia.
E aquilo que quero para o meu País, quero para o meu concelho, para a minha Aldeia e, claro, para mim próprio.
Dentro das minhas parcas possibildades vou tentando contribuir para o debate. Sempre fiz o que pude.
As palavras da sua postagem que estou a comentar, que sei sinceras e autênticas da parte do Doutor Santana Lopes, vão provocar sobre a minha pessoa, invejas, refinamento de ódios e maus olhados, para não falar nas tricas de café tão normais e tão férteis numa cidade de província como a Figueira e, quiçá, umas filosóficas postas no face.
Mas, como deve calcular, isso será para o lado que me viro melhor. Nada, nem ninguém, vai conseguir comprometer a minha ideia de Liberdade."

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Case study na Aldeia

 Via Campeão das Províncias


𝗩𝗢𝗫 𝗠𝗔𝗖𝗛𝗜𝗡𝗔𝗘 & 𝗣𝗜𝗔𝗡𝗢 𝗻𝗮 𝘀𝗲𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗻𝗵𝗼 𝗱𝗲 «𝗧𝗲𝗿𝗰̧𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗣𝗼𝗲𝘀𝗶𝗮»

 Via Biblioteca Municipal da Figueira da Foz

"Uma das mais antigas e perpetuadas atividades humanas é esta: contar e ouvir histórias. Hoje, as histórias descobrem-nos o mundo, através de conflitos e impasses, de soluções e verdades diversas.
Através de múltiplas vozes literárias - a poesia e a prosa de Afonso Cruz, Adília Lopes, Manuel António Pina, Ana Luísa Amaral, José Miguel Silva, Mário Henrique-Leiria, entre outros - de um piano, uma loop-station e canções a condizer, Ana Celeste Ferreira e Ricardo Caló contam-nos, dia 20 de junho, pelas 21h30, no Auditório Madalena Biscaia Perdigão, em mais uma sessão de «Terças com Poesia», alguns desses caminhos percorridos por outros, passando assim a ser algo de nós."

Quando os vereadores/ambientalistas defendiam a "limpeza da praia durante todo o ano"!..

Antes que algum ambientalista serôdio descubra alguma erva aromática milagrosa que consiga reabilitar os tachos perdidos em Setembro de 2021, recordo uma notícia de 2008-04-08 (oito de Agosto de 2008).

Passo a citar.

"O PS da Figueira da Foz defende que a limpeza do areal da praia decorra durante todo o ano, e não só em cinco meses, como actualmente, exortando o executivo camarário a investir em meios próprios para essa tarefa.

Intervindo segunda-feira na reunião da autarquia, o vereador socialista João Vaz deu o exemplo de Viana do Castelo, «em que as praias são limpas todo o ano porque a Câmara tem meios próprios», argumentando não existir «comparação possível» com a Figueira da Foz.

Segundo o vereador, a opção pela aquisição de meios próprios e contratação de funcionários para a limpeza do areal, em detrimento da concessão, permitiria à autarquia poupar cerca de 480 mil euros num período de 10 anos.

«Em Esposende ou Torres Vedras fazem a limpeza anual com orçamentos muito mais baixos e no Algarve gastam-se pouco mais de 30 mil euros para limpar todo o ano», argumentou.

João Vaz lembrou que apesar das praias da Figueira da Foz constituírem um chamariz turístico, os detritos acumulam-se fora da época balnear por falta de limpeza. No passado fim-de-semana, disse, «havia centenas de pessoas na praia e estava cheia de lixo. Ainda não foi limpa», observou, frisando que «quase 90 por cento do lixo que aparece na praia é levado pelas pessoas que lá vão».

Embora considerando «ideal» a limpeza das praias nos 12 meses do ano, o presidente da autarquia, Duarte Silva, sublinhou que a autarquia tem de conjugar a utilidade da medida com as possibilidades financeiras do município."

AMIGOS DO MOVIMENTO PARQUE VERDE: NÃO VOS PEÇO QUE NÃO SEJAM RIDÍCULOS, POIS ISSO, NESTE MOMENTO, JÁ É IMPOSSÍVEl, MAS POR FAVOR SEJAM COERENTES...

ONDE É QUE ESTAVAM EM MAIO DE 2017?

Para ler melhor, clicar em cima da imagem

SERVIÇO PÚBLICO OUTRA MARGEM: A CÂMARA EM JULHO DE 2014 DESEJAVA MESMO "MUNICIPALIZAR" O AREAL

AUTARQUIA ASSUMIU QUE NÃO LIMPA VEGETAÇÃO DO AREAL DA PRAIA PARA PODER "MUNICIPALIZAR" E DEPOIS RECLAMAR PARTE DO AREAL COMO ÁREA MUNICIPAL

UMA POSTAGEM OUTRA MARGEM DE 25 DE JULHO DE 2014

"Há tomates a crescer na praia da Figueira"... (II)

Não sou adivinho. Não tenho grandes fontes privilegiadas. Portanto, resta-me andar o mais atento possível e tentar ler os sinais.
A Ana já explicou alguma coisa. A ideia é "perder características de praia", para "se poder fazer lá alguma coisa".
O António explicou muita coisa. «Esta é a única praia que conheço que era lavrada», diz o vereador, que considera positivo o surgimento de condições naturais no solo que possam vir a permitir à autarquia reclamá-lo para equipamentos, já que está a «deixar de ser praia».
O José também explicou alguma coisa: «qd se perceber pq é q a 'vegetacao' la esta.... ate manifs vai haver para a limparem. Se alguem pensa q aquilo e natural... pense outra vez (nunca na vida vau existir duna num deposito de areia... mas ha iluminados q acham q sim, fazer o q?)»
O João ainda não...
Eu, por mim, acho que pouco posso contribuir. 
Para mim, esta estória  da anarquia com tomates ainda vai ter muitos capítulos e, por enquanto, a meu ver, não faz sentido!..
Demonstrem o contrário ...

SOBRE O MESMO ASSUNTO FICA, TAMBÉM, UMA POSTAGEM DE 30 DE JULHO DE 2014

Numa crónica publicada nesse dia no Diário as Beiras o eng. Daniel Santos deixou escrito: "Com coisas importantes já se brincou demais, com consequências irreversíveis para a actual geração e as futuras. Bom senso exige-se".
Como escreve a terminar a sua crónica de hoje no jornal AS BEIRAS o eng. Daniel Santos"a montante da decisão política, o assunto é eminentemente técnico. Com coisas importantes já se brincou demais, com consequências irreversíveis para a actual geração e as futuras. Bom senso exige-se".
Eu diria a mesma coisa mas de outra forma...
À maneira da Aldeia: um Pai e uma Mãe fazem muita falta, mas o tininho, ai o tininho, senhor vereador!..

domingo, 18 de junho de 2023

Serviço público: por ser verdade e para que conste, "ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante, uma esplanada e um café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis"

Não sei porquê, mas quase sempre que vou ao Cabedelo, sou abordado sobre o estado de degradação do mamarracho com mau aspecto, que é agora o  edifício que serviu de sede administrativa ao antigo parque de campismo que existiu no Cabedelo.
Lá tenho que recorrrer ao que foi publicado pelo Diário as Beiras, na edição de 19 de Maio de 2023.
"Os concessionários que aguardavam luz verde para instalarem os seus equipamentos na zona requalificada do Cabedelo já podem levantar as licenças de construção, uma vez que a passagem dos terrenos e de três edifícios, da administração portuária para o Município da Figueira da Foz, já foi formalizada. 
São quatro os espaços concessionados: um destinado a restauração e os outros a escolas de surf. 
Àqueles quatro, em breve poderão juntar-se outros três. 
«Possivelmente, vamos avançar com a concessão dos balneários do antigo parque de campismo, que também deverão ser utilizados para apoios de praia [restauração], negócios relacionados com a actividade do surf ou outros» - disse na altura o vereador Manuel Domingues. 
Ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante e café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis. 
Para ver melhor, clicar na imagem
Este imóvel instalado na nova praça do Cabedelo é o mais cobiçado.  
O edifício-sede do antigo parque de campismo integra o estudo de viabilidade económica para a concessão da futura marina do Cabedelo, daí ter sido excluído do pacote de transferência de património da administração portuária para o município."

Recorde-se, que o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, que eu conheço como as palmas das minhas mãos, que condicionou todo o projecto de requalificação do Cabedelo, que deu, por responsabilidade da gestão socialista então à frente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, naquilo que já todos sabem, que se encontra em estado de degradação em marcha acelerada, tem tudo para tonar-se numa BELA e TURÍSTICA ruína, a acompanhar, num futuro não muito longínquo, a ruína geral que vai ser o resultado do plano de requlificação  do Cabedelo levado a cabo pelo município da Figueira da Foz entre 2017 e 2022.
Naqule edifício, em tempos não muito recuados, existiu, na minha opinião, a mais bela e aprazível esplanada debruçada sobre o mar do concelho da Figueira da Foz.
Isso, porém, são águas passadas. Neste momento, face ao estado do edifício, não seria mais precavido, sensato e lógico, tentar avançar já para a sua concessão e recuperação, em vez de se estar à espera de uma putativa concessão inserida no processo da futura marina do Cabedelo, que ninguém, neste momento, sabe quando vai acontecer, ou se vai mesmo acontecer?

sábado, 17 de junho de 2023

Coberto vegetal: para os socialistas a vegetação da praia “não é toda igual e, na zona dos concertos, é diferente da zona central da praia”...

Via Notícias de Coimbra

«A realização do RFM Somni em julho, na praia da Claridade, na Figueira da Foz, está envolvido numa polémica relacionada com a limpeza do areal mandada executar pelo município liderado por Pedro Santana Lopes.

No entanto, a vice-presidente da autarquia, Anabela Tabaçó, que substituiu ontem o presidente na sessão de Câmara, disse “não acreditar” que o evento seja inviabilizado e que isso não é do interesse do município.

Na semana passada, a autarquia suspendeu a limpeza da vegetação do areal da Praia da Claridade, que tinha sido autorizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), depois de várias críticas de ambientalistas e do Partido Socialista, que condenaram a operação de remoção da vegetação do areal.

Na sessão de Câmara de ontem, a vice-presidente Anabela Tabaçó, que substituiu o presidente Santana Lopes na reunião, ausente por doença, salientou que o município solicitou um parecer aos serviços técnicos para saber “se deve avançar ou não com o RFM Somni”, uma vez que o local tem “dunas e vegetação”, que também são protegidas.

A questão da limpeza do areal foi levantada na reunião pela vereadora socialista Glória Pinto, que solicitou o processo que fundamentou a resposta da APA e questionou o plano do executivo para a Praia da Claridade.

Salientando que não pode existir “dois pesos e duas medidas”, Anabela Tabaçó questionou diretamente a bancada socialista se é “contra ou a favor da realização de festivais na praia”.

Para a socialista Glória Pinto, a vegetação da praia “não é toda igual e, na zona dos concertos, é diferente da zona central da praia”, mostrando-se a favor da realização dos festivais de praia no local habitual.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, a vice-presidente da Câmara frisou que o objetivo da Câmara com o pedido de parecer é “esclarecer tudo, face às críticas vindas a público”, salientando que o executivo não está contra os festivais na praia.

“Perante aquilo que fomos alvo nos últimos dias queremos um esclarecimento sobre tudo”, realçou Anabela Tabaçó, reiterando que o local onde se realiza o RFM Somni “tem dunas, que são protegidas, e vegetação”, mas que “não é intuito do município acabar com os festivais de verão”.

A autarca referiu ainda que a limpeza que o município estava a efetuar no areal da Praia da Claridade era igual à efetuada em anos anteriores e que fazia parte do programa eleitoral do movimento Figueira a Primeira.»

Nota de rodapé.

Perante a complexidade de análise existente em torno do coberto vegetal da Praia da Figueira, confesso a minha impotência para compreender todo o alcance da polémica que envolve a temática.
Com a posição ontem veículada em reunão de câmara pelos socialistas, de que a vegetação da praia “não é toda igual e, na zona dos concertos, é diferente da zona central da praia”, certamente fundamentada em altos, apurados, aturados e complexos estudos científicos, até apetece esquecer que o promotor do RFM Somni, Tiago Castelo Branco, é militante do PS e foi antigo Chefe de Gabinete da autarquia figueirense no tempo do falecido Dr. João Ataíde.
Do mesmo modo terei de ignorar o que li na página do Executivo do Município da Figueira da Foz no facebook: “impactos de um grande festival de música na praia num ecossistema costeiro. Uma montra em Portugal”. “Se não se pode tocar na vegetação, não pode ter lugar nada neste sítio”. 
O estudo, onde está incluído o festival de música RFM Somni, que se realiza este ano, nos dias 7, 8 e 9 julho, mostra que devido à realização de festivais de música na praia 35% da comunidade vegetal existente, foi removido por obras associadas à edificação dos eventos e pelo pisoteio dos participantes do festival.
Foto sacada daqui
Sendo assim, resta-me esperar pelo parecer do Movimento Parque Verde a esta nova tese avançada na reunião de câmara, ontem realizada, pela vereação socialista de que a vegetação da praia “não é toda igual e, na zona dos concertos, é diferente da zona central da praia”.
Enquanto essa tomada de posição não aparece, recordo a crónica "Negar as evidências", escrita por João Vaz, consultor de ambiente, publicada na edição de 28 de Julho de 2018 no jornal AS BEIRAS.
Passo a citar:
"Esperamos das entidades públicas um dever de respeito pela verdade. O mínimo que se pode pedir à Câmara Municipal, quando confrontada com situações de poluição e insalubridade, é que tenha uma postura séria. Ora, após as imagens colhidas, na praia da Figueira, por Pedro Silva, onde se viam copos de plástico e muito lixo do festival RFM Somnii Sunset, o chefe de gabinete do presidente João Ataíde afirma que as imagens são “falsas”. Sendo o Pedro Silva uma pessoa conhecida e respeitada na cidade, ficamos com a ideia que o chefe de gabinete é quem está a “mentir”. E tal atitude é inaceitável, vinda de quem tem a responsabilidade de “filtrar” a informação que chega ao presidente da câmara. Deveria ser demitido. Igualmente criticável é atitude da Câmara Municipal. Negam-se as evidências, mas assumindo-se implicitamente o falhanço do sistema: “Como sabem, as praias da Figueira da Foz são muito ventosas e existe lixo que se encontra enterrado que surge à superfície, constantemente. A intervenção é diária, mas não se consegue fazer tudo de uma só vez”. Isto é, como não fizeram nada para evitar que os copos de plástico sejam descartados (e há alternativas em vigor há décadas no resto da Europa, sistema de tara e devolução com reembolso), então há que limpar, com custos directos e indirectos, que todos pagamos. Os decisores locais não dão sinais de terem compreendido a gravidade do problema dos plásticos nos oceanos, apesar de todas as imagens e notícias que informam sobre o assunto."