| Os ratos já deram sinal de que estão atentos... |
Não sei se já perceberam: a Figueira tem andado, digamos assim, sem ofensa para ninguém, "a sustentar burros a pão-de-ló".
| Os ratos já deram sinal de que estão atentos... |
"A FIGUEIRA É HOJE UMA CIDADE ESTÉRIL, IMPRODUTIVA, LÚGRUBE, SEM VIDA INTERIOR, SEM TRANSPORTES PÚBLICOS, SEM JUVENTUDE NEM ESPERANÇA, NEM UMA ÚNICA LIVRARIA, UM JORNAL PERIÓDICO, MAS REPLETA DE BARES, ÀS MOSCAS, DE COMÉRCIO FALIDO OU ENCERRADO, DE RUAS VAZIAS, DE EDIFÍCIOS EMPAREDADOS, DE INSTITUÇÕES DE CARIDADE, DE AGÊNCIAS IMOBILIÁRIAS, DE LOJAS DE PENHORES, DE IGREJAS EVANGÉLICAS, DE FANÁTICOS, DE CRETINOS, DE VELHACOS E DE SUPER-MERCADOS."
“Fernando Campos é um homem de poucas palavras e de poucos traços. Não é por timidez mas porque é um artista de essências, de contenção." Desta vez exagerou: gastou 7305 para nos presentear com um panfleto sarcástico, com tudo ao léu. Gabo a imaginação do Fernando: conseguir escrever 7305 palavras sobre uma cidade "que não tem nada de realmente diferenciado para oferecer", é obra. Ela própria, a Figueira, qual cidade maldita, se encarregou de fazer o caminho até chegar aqui: "o (pouco) património que exisiu foi depredado e avacalhado até à indignidade e à humilhação".
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| Imagem Fernando Campos |

Via OBSERVADOR
Pedro Santana Lopes tinha dito em outubro ao Observador que a “única exceção” que abriria de voltar a funções que já exerceu seria a Figueira da Foz. A ideia ganhou corpo, mas as estruturas locais fecharam completamente a porta e os notáveis do PSD na cidade nem querem ouvir falar em regressos. Mais do que isso: já está escolhido um outro candidato. O presidente da concelhia do PSD/Figueira da Foz, Ricardo Silva, garantiu ao Observador que “a concelhia já decidiu, a comissão política distrital concordou, o candidato já aceitou e até já falou com a secretaria-geral.” Ricardo Silva não quer revelar o nome, mas o Observador sabe que é Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, que aceitou o desafio.
Via Diário de Coimbra
Neste ‘discurso’, o Fernando Campos fornece-nos os ingredientes onde podemos plasmar a mentalidade figueirinha vigente e o breve historial a que temos acesso, com boa vontade, justifica a mentalidade actual. O Discurso relata as truculências a que a pobre cidade tem sido sujeita e cuja repercussão [digo eu] reflete a mentalidade figueirinha. É um exercício triste e ao mesmo tempo divertido, retrato nítido de uma escultura talhada a bisturi.
Para quem lê o que Fernando Campos escreve no blogue ‘ositiodosdesenhos’, não estranha a verve irónica e mordaz com que escalpela a imbecilidade atrevida dos que têm marcado a senha destruidora do seu concelho.
Alterando a designação geográfica, podíamos muito bem aplicar este Discurso a muitíssimos concelhos, distritos e quiçá ao próprio país.
‘as palavras são armas’ e a Fernando Campos não lhe falta a coragem e, como exímio artilheiro, atinge o alvo com notável precisão. Venham mais tiros!”
Fernando Cid Simões, in “as palavras são armas”
Via Diário as Beiras: